Episódios de Plug-in

Afinal, o que vai acontecer à Mobi.E?

09 de maio de 202630min
0:00 / 30:24

Neste episódio conversamos com António Veiga, o novo presidente da Mobi.E, sobre o futuro da rede de carregamento pública em Portugal, após o término do período de transição agendado para o final deste ano. António Veiga explica-nos que a Mobi.E deverá continuar a existir, agora com outras funções, apresentando soluções atractivas para os operadores de postos de carregamento.

Em Pólo Positivo e Pólo Negativo analisamos uma novo tarifário plano, com “tudo incluído”, que permite carregar em todos os postos rápidos por 0,49 euros/kWh, e um “puxão de orelhas” de Bruxelas a Portugal.

E, no final, em Dica da Semana, vamos falar da utilização de extensões eléctricas em carregamentos.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Participantes neste episódio3
S

Sérgio Magno

HostJornalista
P

Pedro Faria

Co-hostAssociação de Utilizadores de Veículos Elétricos (UVE)
A

António Veiga

ConvidadoPresidente da Mobi.E
Assuntos6
  • Futuro da Mobi.EMudança no regime jurídico da mobilidade elétrica · Mobi.E como plataforma tecnológica de gestão de dados · Interoperabilidade de redes de carregamento · Adaptação ao novo modelo regulatório europeu · Viabilidade da Mobi.E como empresa pública
  • Viagem PortugalExpansão e crescimento da rede · Comparação com a União Europeia · Utilização dos postos de carregamento · Adoção de veículos elétricos em Portugal
  • Taxa de demurra e custos adicionais de portoTarifário global da Atlante · Custo de 0,49 euros/kWh · Validade em todos os postos rápidos · Programa Green Gems da Atlante
  • Tomadas e carregamentoSolução portuguesa única · Segregação de consumos · Carregamento em casa para veículos de empresa · Fim da figura jurídica do DPC · Necessidade de novas soluções
  • Energia RenovavelNão transposição de diretiva da UE · Aceleração de processos de licenciamento · Processo instaurado no Tribunal de Justiça Europeu
  • Problema de sobrecarga da rede elétricaCuidados com extensões enroladas · Capacidade da extensão (amperes/watts) · Regime de trabalho contínuo · Perdas de energia em extensões longas
Transcrição84 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Os podcasts do público têm o patrocínio da Almudina. Visite as livrarias Almudina e abra as portas à cultura e ao conhecimento. Afinal, como dizia um famoso intelectual português, o que não sabemos hoje, saberemos amanhã.

Bem-vindos ao Plug-in, o podcast do público para quem tem ou quer ter um veículo 100% elétrico. Hoje vamos conversar com António Veiga, presidente da Mobie, sobre o futuro da rede de carregamento pública em Portugal e no final, em Dica da Semana, vamos falar da utilização de extensões elétricas em carregamentos.

O meu nome é Sérgio Magno e tenho a companhia de Pedro Faria, da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, a OV, nossos parceiros neste podcast. António, muito obrigado por ter estado cá connosco, por ter sido o nosso convite. A Bobie é um bocadinho complicado, porque começou por ser uma rede de carregadores, na altura uma rede piloto, em 2015, salvo erro.

passou a ser entidade gestora da rede da mobilidade elétrica e portanto criou-se aqui uma série de confusões e para aquelas pessoas que nos estão a ouvir e que não sabem muito bem o que é a mobilidade atualmente eu começava por pedir que explicasse Qualquer conversa nossa começa por explicar sempre o que é a mobilidade Exatamente De todo gosto, antes de mais muito obrigado pelo convite e obrigado Pedro também

Então, é sempre importante lembrarmos que a Mobi é uma empresa pública que está ao serviço do setor da mobilidade elétrica e que tem, ao dia de hoje, duas atividades principais. Por um lado, gera esta interoperabilidade entre as redes de carregamento e, portanto, permite que um utilizador, com um contrato com um comerciador, carregue dentro de outras redes e, portanto, permite acelerar toda a rede de carregamento. Um acesso universal. Um acesso quase universal ou universal.

E, por outro lado, foi um desbloqueador de investimento e, portanto, teve uma fase muito importante no que foi a expansão e o início da rede de carregamento, desbloquear investimento, articular stakeholders, tanto lá do setor do Estado como do privado, para que a rede fosse crescendo e chegasse a um patamar, ainda não é ideal e temos um caminho, mas que permitiu fazer este crescimento da rede. E, portanto, aí foi um desbloqueador de investimento e um canalizador de fundos para o setor da modalidade elétrica.

Sim, mas é importante dizer porque é sempre uma confusão que chega muitas vezes ao IMAO. O que é móvel é? Não é um operador. Sim, não é.

Não tem postos. Sim, sim, sim. É diário o dia em que não... É raro o dia em que não se houve alguém no escritório responder uma chamada a explicar o que é que nós fazemos ou não, que nós não damos cartões de abastecimento, que nós não somos um comerciador do Estado, e o que importa é dizer que nós somos uma plataforma tecnológica, acho que isto é assim que deve ser visto, que permite a interoperabilidade. E, portanto, é uma ferramenta pública ao serviço da interoperabilidade, é esse o negócio.

É o negócio da interoperabilidade, não da mobilidade elétrica, o nosso negócio permite que as redes comuniquem entre si.

Ok, e sobre a nossa rede de carregamento? Há, obviamente, pessoas que criticam, há pessoas que dizem que está boa, outras dizem que está má. Como considera que estamos, sobretudo comparado com os nossos vizinhos da Europa? Claro, eu acho que uma coisa muito importante no tema do carregamento é que a nossa percepção individual é muito levada da nossa experiência realmente do dia-a-dia. Portanto, a nossa percepção sobre a rede é se a rede à volta da nossa casa, à volta do nosso trabalho, à volta dos nossos hábitos, se serve ou não serve.

como um todo. A nossa rede... E pior, nós normalmente somos marcados pelas más experiências e as boas não ficam na memória. E a história de um utilizador é muito válida para nós. A ida para o Algarve no verão é uma história sempre que nos faz ou não faz decidir. E ninguém vai a uma rede social relatar um caso de sucesso. Sim, sim, sim. Só lá vemos os shows de insucesso, normalmente.

Claro, em todo o caso, o que importa a dizer é que Portugal fez um caminho muito forte durante estes 15 anos, a Mobié não é responsável, mas fez parte e fez um grande contributo para esta rede, estamos acima dos níveis estabelecidos no AFIR, que são cotas que a União Europeia define como para o número de veículos elétricos no mercado, qual é que deve ser a cobertura da rede.

Atualmente servimos mais de 7.800 postos do lado da Mobié, existem redes adicionais que não estão ligadas e, pronto, ao dia de hoje nós temos um caminho a fazer em diferentes frentes, no que é diferentes tipos de uso, mas temos de dizer que compramos muito bem com o resto da União Europeia e que estamos num bom patamar, também no que é a venda de carros e a adoção e acho também do tipo de cultura, que é o condutor português, que valoriza e que, na verdade...

tem uma cota de venda de carros elétricos e plug-in hybrid acima do que é a média europeia. Sim, eu costumo dizer que é isso. Nós vivemos todos os meses uma luta aqui com o nosso sucesso, como o sucesso nas vendas é de tal forma... Dos carros, não é? A venda dos carros chegam ao mercado pouco mais de 8 mil carros por mês. A rede tem que acompanhar esse crescimento. O Talafir impõe isso e estamos sempre aqui nesta luta mensal para que se consiga isso.

E temos conseguido furto dos investimentos privados, mas o que é certo é que... Sim, e cada mês ultrapassamos recordes históricos de carregamentos, certamente durante este ano quase que alcançaremos um milhão de carregamentos por mês, o que mostra a pressão sobre a rede, mas também a sua capacidade de resposta. E continua a ser um setor que consideramos relevante para quem está a investir, continua a ser uma rede em expansão e a rede...

Eu até tenho um dado sobre a rede que é muito interessante, que estive a ver. De toda a rede dos tais 7.800 tomadas que nós temos, postos, apenas 48 normalmente num mês não são utilizados. Vai variando, obviamente não são sempre os mesmos 48, mas apenas 48. Portanto, nós não só temos uma rede muito capilar e muito extensa, como ela é utilizada em praticamente todos os seus pontos.

E isso é muito curioso. E mostra que a mobilidade elétrica está a chegar ao país todo, mas já chegou ao país todo. Já chegou ao país todo. Mas também que esta interoperabilidade tem valor e, portanto, que a forma como é possível utilizar toda a rede e as redes estão relativamente abertas e, portanto, o utilizador vai à rede que lhe presta é importante. Para nós isso é fundamental, mas acho que já lá vamos, não é? Sim, mas há aqui uma questão que é, estará aqui, obviamente, para me corrigir, mas, neste aspecto, a MoBN, neste momento, podemos dizer que é um...

é um centro, uma plataforma tecnológica de gestão de dados. Portanto, é através da mobile, com o operador que está lá ligado, consegue, por exemplo, faturar a energia ao seu cliente. É uma gestora de dados e faz essa função, obviamente, para os operadores e para as entidades que estão ligadas à mobile. Mas estamos agora a viver uma fase de transição, que esse sistema de acesso que era obrigatório para carregadores públicos tinha que estar ligados a essa plataforma.

deixou de ser e supostamente até ao final deste ano acaba então esta fase de transição. O António é Presidente da MOBE há poucos meses e eu pergunto... O emprego vai ser muito curto em dezembro, a 1 de janeiro se perdeu o trabalho é para explicar um bocado o que vai acontecer no fundo

à Mobier. O novo regime jurídico de mobilidade elétrica altera várias coisas dentro deste setor. Diretamente com a Mobier, afeta-nos principalmente o tema de uma rede. Era obrigada a estar ligada à Mobier, para que tivéssemos uma rede universal, porque era esta visão de que só desta forma conseguiríamos chegar a uma massa crítica que trouxesse confiança ao utilizador. Sim.

E o legislador considerou que, chegada a esta fase, já não era obrigatória e que teria dado alguma flexibilidade ao mercado para poder estar ou não ligada a estas redes, poder fechar a sua rede, se um operador que conserta em escala suficiente... No fundo, já há uma rede suficientemente grande para... Chega-se a um ponto de maturidade em que passa a ser facultativo. O mercado pode fazer outra questão. Sim, é importante definir que esta empresa pública que ganhou competências e ganhou um know-how...

ainda continua a cumprir um gap de mercado sempre que os operadores procurarem ter interoperabilidade via MoBiA. Portanto, essa escolha agora cabe ao mercado compreender como é que se quer organizar. A MoBiA também está a transitar para este modelo regulatório novo, muito mais alinhado com as práticas europeias e, portanto, muito mais permeável à entrada de outros...

de outros operadores e de outros utilizadores do espaço europeu. E importa a Mobié trabalhar agora com os operadores e com os utilizadores numa lógica de adaptar-se ao mercado sempre que cumprir uma falha de mercado. A Mobié quer estar lá para servir o cidadão. O nosso acionista final é o cidadão como um todo, de forma mais direta quem utiliza um veículo elétrico, e nós estamos ao serviço para que a transição entre regimes seja a mais suave possível.

E onde nós fizemos falta, em termos de interoperabilidade, que é o nosso negócio, não é gerir postos de carregamento, é permitir que eles comuniquem entre si, nós queremos continuar a atuar.

Ou seja, portanto, no seu ponto de vista, a Mobileye não acaba em dezembro, pode acabar esta Mobileye que nós conhecemos, não é? Claro, sim, sim, sim. Mas não acaba em dezembro, vai continuar a funcionar, neste caso, como uma plataforma disponível para operadores? Ou seja, os operadores terão de tomar escolhas, e nós queremos acompanhá-los nessas escolhas, e essas escolhas serão feitas com base no que eles acharem que os seus clientes mais quiserem.

Os que acharem que, de acordo com as escolhas deles, para se unirem, podem fazer redes entre eles, diretamente, mas sempre que eles procurarem uma interoperada, sendo no que nós temos vindo a desenvolver, que é muito mais do que só enviar ficheiros, há muita tecnologia de suporte à volta disto, nós queremos continuar a fazê-lo. E nesses moldes é encontrar uma forma liberalizada. O que nós permitimos agora é inverter um bocado a relação. Antes eles eram obrigados de vir ter connosco.

Agora somos nós que vamos ao encontro destes operadores, que estamos aqui para os servir, para os ouvir, e queremos desenvolver a nossa tecnologia de acordo com o que exatamente eles precisarem. E muito mais premiável agora a ouvir realmente um cliente. Ou seja, transformarem-se num agregador de redes nacional. Sim, em termos formais, somos um web de interoperabilidade. Aqui ainda é outro ponto, não é? Mas nesse caso, desculpe-me, nesse caso fará sentido manter a MobiE como empresa pública?

Essa decisão é do acionista, ou seja, isso é muito importante, ou seja, eu fui nomeado para levar a empresa a servir o seu propósito e a sua missão. Ao acionista cabe a decisão mais estratégica do que fazer com uma empresa que tenha, não é? Ao dia de hoje a aposta é clara, mantê-la em empresa pública, mantê-la ao serviço da costa e da mobilidade e encontrar outras áreas de ação onde possa fazer falta, porque a verdade é que uma empresa tecnológica do lado do Estado é rara e as competências que nós temos de gestão de mobilidade...

fazem falta e pronto, foi, acho eu mas não quero falar em nome do acionista que tem esta decisão aqui outra coisa, deixe-me só acionista de status, só para clarificar a Melvier sempre teve uma parte regulada e uma não regulada, não é? portanto, esta parte de não obrigatória, obviamente, cabe perfeitamente na parte não regulada

E na parte regulada há um serviço que eu penso que a MobiE terá que prestar, que o novo regulamento indica, que é a entidade agregadora de dados. Sem dúvida. Que para o utilizador também representa muito. Portanto, a ideia com que nós ficamos é que a MobiE irá prestar esse serviço de entidade agregadora de dados. E transparados para tal. Ou seja... Essa transição está a correr bem, isso vai acontecer. Isso vai. Ou seja... E a indicação que têm da tutela é que a MobiE irá prestar esse serviço de entidade agregadora de dados.

Para lá do período de transição, que é o que nós temos atualmente atribuído, não quero expressar sobre o que é que o Governo deve ou não fazer e não temos ainda indicações formais, que são as que contam. O que nós queremos fazer é fazê-lo o melhor possível durante esta fase para mostrarmos que temos competências para continuar a fazê-lo depois. Sempre que isso for a melhor solução para o setor e para a sociedade, é importante sabermos que há uma entidade, que é o NAP, o National Access Point, que é o IMT, atualmente... ...

presente em Portugal, e que agrega todos os dados de mobilidade. Nós somos um prestador de serviços para o MT nessa dimensão, de que nós agregamos de um setor e entregamos como um todo para que a sociedade possa aceder a esses dados. E isso queremos fazê-lo, fizemos ao longo destes 15 anos. Acredita que fizeram um bom trabalho e o MT continuará a recorrer aos vossos serviços. E acho que é assim que deve ser, mais uma vez, orientados a prestar um serviço à sociedade.

No nosso entender, seria crítico perdermos um serviço que foi prestado tão bem e que temos aqui, somos referência, e agora deixarmos ter esse serviço para nós, é fundamental que isso continue. E nós queremos robustar essa capacidade, torná-la ainda mais acessível, mais fácil de integrar com outras entidades como a UVE, que exploram esses dados e que cruzam com outras fontes, e queremos levar esses dados até para o que é.

o suporte ao município, ao poder local, no que é a expansão da sua rede. Portanto, há muito valor ainda a explorar nesta plantação. Estou mais uma provocaçãozinha. A partir do princípio, vai manter o emprego até depois de janeiro. E para isso, está a partir um bocadinho daquela ideia que os portugueses deixam tudo para a última da hora. Estamos a falar, neste caso, dos operadores e que, obviamente, no fundo, eu queria saber o que é que está a sentido do mercado. Obviamente, se a mobíria desaparece, desaparece, se é virtualmente,

muitos operadores ficariam sem plataforma tecnológica para a gestão dos dados. Ou diz-nos praticamente todos. São poucos que têm uma plataforma de gestão direta. E teriam-nos de envolver os seus próprios, que têm os seus custos, etc. E estão habituados, no fundo, a esta facilidade de ter a mó bien. Portanto, esta é uma vantagem para vocês. Um bocadinho deixar arrastar e fique como está.

Primeiro de tudo, a MobiE quer-se posicionar como um agente que acelera a transição e que facilita a transição. Nós não queremos utilizar uma potencial incerteza com uma vantagem para os fazer tomar uma decisão para nós. Nós estamos cá e o nosso Conselho de Administração está muito focado em trazer o máximo de transparência e certeza. E eu agora acho que já não estou a falar bem para o utilizador de veículo elétrico, estou mais a falar para o ecossistema como um todo. Mas, portanto...

Nós achamos que os operadores têm de tomar opções e já as começaram a tomar e certamente alguns terão opções de fazer ligações diretas. Portanto, se ligar com as operações principais e deixar outros mais tarde, ou seja, de acordo com o seu capacidade de investimento. Mas o António está numa posição que permite ter esse feeling, perceber se os operadores põem a questão aí neste momento.

Ou seja, são decisões muito económicas, nós estamos muito a perceber que nós nos vamos posicionar, qual é o nosso modelo de pricing, como é que outras relações podem colocar, como é que compara com outros apps interoprogados que possam existir a nível nacional e internacional. Nós achamos que a nossa grande mais-valia nem é tanto já estarmos cá como pela plataforma tecnológica, é a experiência e a experiência prática do dia-a-dia, das disputas, de resolver disputas entre leituras de postos de carregamento, o atendimento ao cliente, e nós sabemos que temos muito a melhorar e estamos a investir muito na nossa plataforma tecnológica agora.

para conseguirmos dar respostas muito mais céleras, evitar as disputas, evitar reclamações, resolver essas questões todas a montante e acho que é aí que nós vamos poder gerar valor, que é, nós não queremos ser uma tecnologia de transição, não queremos estar cá só para facilitar a transição enquanto passamos para o novo regime, nós queremos ser algo que...

Eleva a fasquia do que é a qualidade do serviço que a Mobie presta e, por isso, eles escolhem ficar connosco. Não é uma tecnologia para ficarem empurrados à parede e, portanto, levam com a Mobie. Não é todo esse o objetivo. Não, há aqui um outro fator que é muito importante. Isto, havendo um período de transição até 31 de dezembro, no dia 1 de janeiro, todos os cartões que nós temos de todos os comercializadores.

não podem deixar de funcionar. Isso seria um problema para os utilizadores e quer que isso aconteça. Em nenhum operador e a Mobieta tem um papel fundamental para que isso não aconteça. A Mobieta há garantido que vai fazer o máximo para que isso não aconteça.

lado... Não há risco do apagão, que nós já falamos aqui em várias vezes. Acho mesmo que podemos dizer que não há risco de apagão. Agora, de facto, são muitas empresas, muitos operadores, com muitos modelos de negócio que podem gerar negociações mais longas, mais curtas, não é? E que, se calhar, no primeiro dia não estão todas integradas em todos os cartões. Pode haver aqui alguma fricção. Mas um apagão, eu não acredito.

E a solução de haver ligações ponto a ponto entre alguns operadores e para o restante da rede utilizarem a interoperabilidade da MobiE também é perfeitamente possível. Há um ponto importante nessa parte para nós e no que toca com o Sérgio referiu no meu emprego a partir de dezembro, que é...

a empresa tem de ser viável e nós temos de ter um volume, estamos agora a estudar, de interna propriedade mínimo para que ela seja viável. A agregação ponto a ponto é relevante, mas nós temos de conseguir chegar também aos grandes operadores, porque sem volume, para ser viável cada operação em interna propriedade via móvel é tornar-se-ia mais cara, tal como já foi no passado, e perde viabilidade.

Sim, o número de carregamentos, obviamente, quanto maior... Nós temos visto isso naquilo que é regulado, mas que é a tarifa da entidade gestora da mobilidade elétrica, tem vindo a descer e agora situa-se nos 20 cêntimos, 10,88 para o operador, 10,88 para o...

para o comercializador, o que é incrivelmente baixo, se nós formos a ver as entidades que prestam este serviço internacionalmente Só se não significa que a contódia pode aumentar esse valor para ser viável Não, eu não estou a dizer isso Não estou a sugerir isso mas é realmente, quando comparado com outras empresas que fazem o mesmo serviço internacionalmente, é muito, muito baixo fruto de todos os carregamentos, ou praticamente todos os carregamentos na rede nacional e agora petites

serem obrigatoriamente... É isto, frutar diluído numa enorme base de carregamentos. Quanto menor for esse denominador, mais difícil. Exatamente, o António estava a explicar exatamente isso. Vamos perder parte destes carregamentos, tendencialmente esse custo pode aumentar. E há alguma vantagem neste modelo novo? Será possível, por exemplo, a Mobiei fazer acordos de interoperabilidade com outros operadores de interoperabilidade internacionais, outros hubs internacionais?

Eu acho que nada nos impede, ao alinharmos a plataforma tecnológica com estándares europeus, nada nos impede de ligar postos em Espanha depois. Espanha, quem fala Espanha fala outros países. E o nosso objetivo é, em primeiro lugar, servir o cidadão que está em Portugal, que é para esse o nosso destino final. Mas ele viaja.

Sim, mas é isso, temos sempre uma missão que no final é social, que estamos ao serviço da sociedade. E a seguir queremos levar isto para onde ele também vai. O cidadão também viaja e nós temos de reconhecer que, pelo menos no caso espanhol, é direto. Temos uma coexistência muito clara.

Muito bem. Só para terminar-vos, então como é que o António vê aqui a rede pública no futuro próximo após esta fase? Primeiro, eu acredito que a rede vai continuar a crescer. Eu tenho a certeza que esta transição é inevitável, ainda mais pelos tempos que corre, eu acho que pelo tipo de choques a que os carros a comportam tão expostos.

acredito que haverá um período de instabilidade em termos de investimento, ou seja, os operadores estão percebendo como é que o mercado vai evoluir no que é a sua expansão da rede mas não acredito que um país que já começou uma transição tão forte agora vá abrandar esse investimento e pronto, eu acredito que este mercado de carregamento elétrico vai continuar a crescer

na via pública e noutros contextos e isso é fundamental para o país. O papel da MOBI é, será o que o mercado procurar, o que o utilizador procurar, e sempre numa lógica de preencher uma falha de mercado onde ela existir. Tentamos cobrir esta essencial de interoperabilidade e de uma parte que é muito chata para o mercado, que é a orquestração destas entidades todas. Nós podemos servir de, não é num centro de arbitragem, mas um centro que permite uma linguagem comum que é reconhecida por todos, acima de tudo nesta questão das disputas que há bocado falava e que é um tema crítico para a experiência utilizadora. Sim.

Mas há pouco, desculpa, eu dizia que era a última, mas não. Exatamente, eu não ia deixar passar um ponto que penso que seja o que tu tens. Sim, exatamente, eu falo aqui da instabilidade e nesta questão que há que crescer algumas dúvidas, obviamente, é natural, em períodos de transição eu até diria que é natural, e há aqui uma questão que tem-nos chegado muito ao nosso e-mail, e acho que houve também o mesmo problema do que é que se está a passar com os DPCs.

que era uma solução portuguesa que eu diria única, pelo menos que eu conheça no mundo, não existe assim nada parecido e de facto tinha umas suas vantagens muito interessantes. E agora há pessoas tendo a pensar, para quem não sabe, podemos explicar um bocadinho mais rapidamente, mas o detentor posto de carregamento no fundo é a possibilidade de eu ter na minha casa uma wallbox e que passe o cartão e quem paga, por exemplo, a empresa, a minha empresa, que é dono do cartão e não o condomínio.

É na prática uma wallbox ligada à MOBI. Sim, explicar um bocadinho que uma das figuras que termina com o novo regime jurídico que acaba é a segregação de consumos. E o DPC está exatamente baseado nessa segregação de consumos, ou seja, temos um único contador de eletricidade, mas que tem a capacidade de dividir os consumos que passam nesse contador.

e é essa figura que termina... Explicar um exemplo concreto, eu tenho um hallbox ligado ao meu condomínio, mas a energia que gasta nesse hallbox não vai para a fatura do condomínio e vai para a fatura do cartão que lá passa. Do titular do cartão. Simples, não é? Claro. E temos aqui um problema, ou não temos? Há alguma coisa que se possa dizer sobre o que se vai passar com os DPCs? Os DPCs são a figura... Obrigado.

Em geral, o carregamento em casa é uma figura muito importante, porque faz parte da rotina de quem utiliza o carro, e no caso do DPC, concretamente... Em Portugal, então, que temos uma frota de veículos elétricos com uma grande porcentagem de empresas, não é? Claro, era isso que eu ia dizer. O DPC é uma cota do carregamento residencial, não é?

Muito dele não passa por nós, que é quem vive em moradias e carrega-no com o seu próprio contrato. Mas o DPC tem esta mais-valia ou esta sofisticação de que responde ao mercado do veículo de função, que a pessoa pode trazer para casa, tipicamente quer que um contrato da sua entidade empregadora o pague, evitando contratos adicionais, etc, etc.

E, portanto, do nosso ponto de vista, Mobié, no novo contexto relatório, queremos encontrar formas de poder recriar esta experiência. O que nós vamos tentar trabalhar é, ao abrigo das novas figuras, não será chamado claramente de atentador de posto de carregamento, porque essa figura juridicamente desapareceu no antirregime, mas queremos procurar novas soluções. Durante o período de transição...

Obviamente, há aqui uma tecnologia, o novo regime que previa é o submitring do lado da E-Reds e está a ser estudado, está a ser oferecido e há aqui, obviamente, uma fase de transição e de educação que trará alguma fricção, mas do lado da Mobiel que nós somos muito mais interessados é conseguir dar o máximo de respostas ao utilizador, acompanhar a evolução e podermos prestar essas respostas sempre que possível, sabendo que, obviamente...

Há evoluções a fazer e há alterações, mas que acreditamos que durante o período de transição vamos conseguir chegar aqui, manter aqui alguma estabilidade no curtíssimo prazo e é isso que nós queremos, é previsibilidade e evitar aqui disrupções que não estavam a ser, que não eram expectáveis. É necessário realmente alguma solução a curtíssimo prazo. Claro. Porque neste momento aquilo que nós temos é uma solução que foi retirada, a solução que existia.

E não temos ainda alternativa, como o António estava a dizer, a solução do submittering do contador interno ainda não está disponível pela E-Reds, ainda não está regulamentada a 100%. Só em testes, não é? Só em testes pilotos? Nem em testes pilotos, neste momento nem em testes pilotos, portanto há aqui uma necessidade de encontrar uma solução a curto prazo. Claro.

No meu entender, é manter o sistema que tínhamos anteriormente, pelo menos por mais uns meses, enquanto a outra solução chega ao mercado. E há algo que acredito que irá acontecer com normalidade, que é os operadores disponibilizarem serviços.

Ou seja, em cima daquilo que a nova lei determina e que eventualmente a MOBI é ou outras entidades venham a criar, os operadores criam soluções comerciais. Sim, ao nível de CSEVA. É isso que eles têm que se mexer para fazer. Neste momento eles estão é de mãos atadas porque perderam a solução que tinham e não temos a solução atual. E eu recordo que há entidades, há empresas que praticamente vivem apenas da instalação deste tipo de carregamento.

Eu conheço algumas e que, portanto, têm a sua economia a viverem disso e que neste momento estão paradas. Como também algumas frotas automóveis de dimensão razoável já agarradas a DPCs. Esse é outro problema, é um problema que a associação tem, que eu já falei muitas vezes, portanto, nós durante muitos anos, todas as empresas que nos procuravam e aquilo que fazíamos de consultadoria, era uma...

Era o trigger final, era aquilo que realmente fazia a transição acontecer mais depressa. É um grande desbloqueador atual. É um grande desbloqueador, ok, não, eu consigo resolver esta situação para o meu colaborador assim, portanto vou já seguir. E agora temos essas empresas, o que é que eu faço?

Ou seja, não é só uma questão tecnológica, há aqui também questões regulamentares que têm que ser tratadas. Sim, claramente, ecologicamente, nós conseguimos desenvolver uma solução. Importa-nos que ela seja resiliente no contexto regulatório e que seja adaptada ao novo contexto regulatório. Isso. E nós temos de compreender que a realidade portuguesa é que ainda há muitos veículos de empresa e é bom porque as empresas estão a ser um grande motor de transição porque também ao ensinarem, ao mostrarem, servem de antecâmara para depois o carro pessoal não vai passar a ser elétrico.

Mas essa realidade também gera muita interoperabilidade. E é por isso que nós temos mais de 80% dos carregamentos em interoperabilidade em Portugal. É porque o utilizador depois não escolhe o comerciador que está mais perto da sua casa. Escolhe literalmente toda a rede. Essa é a mais-valia. Mas haverá uma solução, certamente, no curto. António Veiga, muito obrigado. Vamos agora aos polos positivos e polos negativos.

Pedro, para o polo positivo, sei que queres destacar um novo tarifário. É, enquadra já aqui. Uma das coisas que o anterior regime tinha era como complicado. Muitas pessoas faziam complicado. Aquilo que nós tivemos esta semana foi uma empresa, que é a Atlante, lançar pela primeira vez um tarifário global para toda a rede de carregamento DC. Portanto, para os carregadores rápidos e ultra rápidos, com um custo de 49 cêntimos.

por kWh, tudo incluído. Isto custa muito explicar às pessoas, porque todos os utilizadores estão habituados a dizer, não, isso não é 49, isso ainda tem mais uma taxa, não tem mais taxa absolutamente nenhuma. Portanto, os 49 cêntimos por kWh incluem tudo e é válido em todos os postos da rede nacional. Isto é algo que já deveria... Não são só nos postos da Atlanta. Não é só nos postos da Atlanta. Eu salvo erro, nos postos da Atlanta até é ligeiramente mais barato, que é 0,45.

Mas, portanto, isto é uma grande vantagem para o utilizador, que não tem que pensar onde vai carregar, em todos os sítios custa 0,49 por kWh. Era algo que a associação e que os utilizadores reclamavam há muito tempo e que surge, surgiu esta semana. Ainda tem aqui um programa de, não é um programa de fidelização, mas é um...

Pontos, que é as Green Gems da Atlante, que são atribuídas 25% do valor nos postos da Atlante e 10% nos postos externos. Portanto, ainda faz reduzir este valor, no mínimo vai até 0,37 o kWh.

Eu acho que agora o que é preciso é mais operadores a fazerem este tipo de tarifário e a concorrência vai surgir entre eles um 0,49, 0,48. Já agora, normalmente nos pós-positivos o convidado, em pós-negativos não entra muito, mas temos aqui o António, posso também deixar de fazer esta pergunta, esta questão que as pessoas acham que o fim desta obrigatoriedade da MOBI vão desaparecer uma série de taxas e taxinhas, mas os impostos basicamente vão... esses nunca...

fogem e fogem-se para os mesmos. Eu acho que é importante perceber. Qualquer pricing tendo uma fase inicial a ser relativamente complexo porque há muito risco associado em cada etapa e no carregamento elétrico, em qualquer setor, há muitas etapas de um pricing. É normal com a maturidade do regime. Eu acho que é outra evidência estes pricings começarem a ficar estabilizados por kilowatt e os operadores conseguirem ter a coragem de chegar a pricings, é porque começam a ter histórico e começam a ter conhecimento da rede para gerar este tipo de modelos. É outro sinal de maturidade do mercado.

Obviamente, as taxas de taxinhas, nós contribuímos com mais de umas taxas de taxinhas. Mas não é por haver uma mobile ou não que o preço se altera. Isto advém desta maturidade e é bom que haja. Há dados suficientes para conseguir gerar outro tipo de modelo se parecem mais simples para o cliente. Muito bem. Pedro, papel negativo, um puxão de orelhas. É, levámos um puxão de orelhas sério. Portanto, aquilo que aconteceu foi instaurado um processo a Portugal.

porque não foi feito a tempo a transposição das regras para promover as energias renováveis. Portanto, há uma diretiva da União Europeia, que é 2023-2413, e Portugal, Malta e Grécia não cumpriram com a transposição desta diretiva para Portugal. Isto levou a um processo instaurado de contraordenação, portanto, no Tribunal de Justiça Europeu.

E a nós custa-nos muito porque nós até cumprimos bem com as metas para a produção de energia renovável. O que parece que nós não cumprimos são as medidas de acelerar os processos de concessão de licenças para as instalações.

e isso é que parece que nos faltou. E, portanto, temos aqui um processo. Isto já vem longo, devia ter sido cumprido numa primeira fase até 1 de julho de 2024 e numa segunda fase até 21 de maio de 2025. Não foi cumprido nem numa nem noutra e, portanto, não foram prestados os devidos esclarecimentos à União Europeia e levou a esta situação final de chegar a tribunal, que me parece que é algo que seria totalmente desnecessário.

Porque se há algo onde nós cumprimos e estamos muito bem é nas energias renováveis. Termos aqui processos burocráticos que não estão a decorrer tão bem, não faz qualquer sentido.

Dica da semana, hoje não temos o Telmo, portanto vou recorrer aqui ao Pedro. Vamos os dois. Vamos os dois, pode ser. Vamos os dois. Bom, e o que é a questão das extensões? Muitas vezes utilizadores de veículos elétricos recorrem ali a uma extensão para desenrascar, às vezes um carregamento na casa da avó, ou do avô, ou da sogra, ou do irmão.

ou do amigo, já tivemos que ter cuidado com isto. Eu já tive que intervir algumas vezes, quando vejo uma extensão, era mais frequente no passado, hoje já é muito pouco frequente, mas não vemos um rolo com uma extensão toda ela enrolada a fazer a aquecer, portanto esse é um primeiro cuidado.

as extensões têm que estar totalmente desenroladas e livres, portanto, não fazerem voltas, e a segunda é ter muito cuidado com a capacidade dessa extensão. Normalmente está anunciado a potência em amperes e é isso que deve ter sido muita atenção. Mas isso é um pico, eu diria até que quando a extensão diz que é 16 amperes, eu diria que deve-se salvaguardar. Sim, porque uma coisa... Passar 8, 10 amperes numa extensão...

Normalmente essas tensões estão feitas para um regime de trabalho que não é contínuo. Nós contamos a carregar um veículo elétrico, principalmente em AC, passamos horas, é normal, 10, 12 horas, inclusivamente, a carregar um veículo elétrico. E muitas dessas tensões não estão preparadas. Portanto, tenham muita atenção à extensão que compram. Felizmente, há extensões já com um fusível de temperatura, e isso protege esta operação. E já agora também cuidado onde é que ligam a extensão.

Uma tomada que seja uma tomada minimamente protegida. Convém conhecer a instalação que temos. A maior parte dos carregadores protegem-se, autoprotegem-se. A verdade é essa e protegem a instalação. Assim que há um aquecimento, eles também desligam. Mas as tensões e nós de vez em quando vemos algumas tensões muito grandes, isso é perigoso.

E também para o utilizador não é muito bom, porque quanto maior for a extensão, mais perdas existem. Portanto, estamos ali a perder a energia pelo caminho e é pensarem muito bem quando temos que utilizar uma extensão. Exatamente. O mais curto possível, sempre desenrolado, compre uma com qualidade já agora, bem que verifique os amperes ou os watts que permita e dê alguma margem de segurança.

Bem, e assim terminamos este plugin, o podcast do público dedicado à mobilidade 100% elétrica. Aproveito para apelar ao envio de sugestões para temas que gostaria de ver aqui analisados através de sergio.magno.publico.pt António, Pedro, muito obrigado. Até para a semana. Obrigado.

Para não perder os novos episódios, subscreva este podcast do público na sua aplicação preferida. Para além deste programa, há mais para descobrir em público.pt barra podcasts. O público fica no ouvido.

Anunciantes2

Almudina

Livrarias
external

Mobi.E

external