Novas marcas de eléctricos em Portugal e uma dica importante para os postos rápidos
Foi uma semana cheia de novidades na mobilidade eléctrica. Tanto na rede de carregamento, com boas e más notícias, como no mercado automóvel, com a chegada de novas marcas e de modelos com boa relação características/preço.
Em dica da semana, explicamos o que é o balanceamento nos postos rápidos e ultra-rápidos e como esta tecnologia pode ter impacto na velocidade e nos custos de carregamento.
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- Tomadas e carregamentoExpansão da rede Bionic · Novos postos ultra-rápidos da Plug-in Charge · Expansão da rede para os arquipélagos · Novos postos em Pombal Norte-Sul · Postos de carregamento até 400 kW
- Novos chips AI da TeslaChip AI-5 da Tesla · Comparativo com Hardware 4 e Hardware 3 · Promessas de condução autónoma total · Atualizações de software para Hardware 3 · Rede para substituição de Hardware 3 para 4
- Tendências em tecnologia energética: BateriasFim dos problemas de fornecimento de baterias · Gigafactories de baterias na China · Gigafactory de baterias em Sines, Portugal · Tecnologia de densidade de baterias
- Veiculos EletricosENVO 2026 em Guimarães · Guimarães como Capital Europeia Verde · Atividades para famílias e test drives · Exposição de veículos e sistemas de autoconsumo
- Condução autónoma e seus desafiosComplexidade dos 5% finais da condução autónoma · Necessidade de maior capacidade de processamento · Modelo de negócio da condução autónoma (mensalidade) · Soluções para carros partilhados e estacionamento
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Bem-vindos ao Plec e no podcast do público para quem tem ou quer ter um veículo 100% elétrico. Neste episódio vamos falar da atualidade, com destaque para novos elétricos que vão chegar ao mercado nacional. No final, em Dica da Semana, explicaremos o que é o balanceamento de potência nos postos
e como pode afetar o carregamento dos carros elétricos. O meu nome é Sérgio Magno e tenho a companhia de Telmo Azevedo e Pedro Faria da Associação de Utilizadores de Veículos Elétricos, a UVE, nossos parceiros neste podcast. Olá a todos. Olá, bem-vindo de volta ao nosso país, não é? É, cheguei.
Estou um bocadinho com os horários trocados. Esta viagem da China demorou 26 horas no total e, portanto, ainda estou aqui um bocadinho com alguns problemas de horários. E sono para recuperar, muito sono para recuperar. Telmo, ouvi dizer que há parê-las novidades para a rede. Sim, durante esta semana e a próxima temos aí várias redes de carregamento a trazerem novidades. Vamos só resumir um pouco o que é que se vai passar.
Durante a próxima semana vai ligar mais um a Bionic em Portugal, portanto está tudo preparado para ser ligado o Uptcoina, junto ali à A2 que tem vários pontos de carregamento até 400 kW e portanto será uma boa novidade. Outra novidade também tem a ver com a rede plug-in charge do continente.
que esta semana já e na outra anterior foram ligados já aos postos ultra rápidos na zona de Lisboa, portanto na loja da Amadora e de Telheiras temos novos postos ultra rápidos de 250 até 350 kW nestas duas lojas. Temos também a novidade que durante a próxima semana vai ser lançada a nova aplicação de carregamento com mais informação, com outro tipo de interface, digamos assim.
No plugin de chars, no continente. No plugin de chars, sim. E também temos uma boa nova que em breve também os arquipélagos vão ser contemplados com novos postos de carregamento, que têm sido esquecidos nos últimos tempos, mas vão agora também expandir a rede para essa zona. Ainda durante esta semana foi também ligado uma área de serviço que tem bastante tráfego e que está hoje a ser comissionada e, portanto, deve ficar hoje ligada ou nos próximos dias já, que é Pombal Norte-Sul.
que vai ter 12 pontos de carregamento até 400 kW, à semelhança do que existe já nas áreas de A1 também em Aveiras e na A2 também nas áreas de Galpo. E, portanto, Norte-Sul vai ficar ligado com estes 12 pontos de 400 kW. Portanto, é uma boa novidade para quem faz A1 e precisa destes estes principais.
E também é bom que é só potências elevadas, estávamos a falar aí sobre 400, 250, estamos já preparados. E já agora todos estes postos fazem o tal balanceamento que vamos dizer, no fim da dica, como é que funciona este balanceamento. O Pombau foi das primeiras áreas de serviço a ter um carregador rápido entre Lisboa e Porto, e agora volta a ser das primeiras a ter uma expansão...
grande dimensão. Sim, já houve outra, Havaias também já teve essas pessoas, mas competência também mais reduzida. A área de Pombalo do Sul-Norte vai ser nas próximas semanas, portanto o Romal ainda não chegou a essa área, mas também está para perto. E portanto, basicamente, são estas. Depois nos voltamos. Não tínhamos isto nos pontos a falar, mas é sempre assim que...
Parece que é a primeira vez que isso acontece. É o que dá. Mas uma das tendências que eu vi lá na China, no Atos Show, e também a falar com os fabricantes, é os 900 volts. Agora, toda a gente está a apresentar, toda a gente, não exagero, mas o grupo de Gili, que inclui a Volvo, que inclui a Zika, a BYD... A Niu também já tem um veículo. Exatamente. Há muita gente a falar nos 900 volts e, portanto, se calhar alguns destes postos já são...
Sim, a maioria destes portos ultra rápidos que estão agora a ser instalados vão até 1000 volts, portanto suportam essas arquiteturas mais potentes, incluindo também grande parte dos veículos pesados também trabalha nessa gama de voltagens e potências, portanto faz sentido também começarmos a... Isso convém explicar aqui às pessoas que a potência de carregamento é o resultado de uma multiplicação entre a tensão de carregamento, os tais de 900 volts.
A maior parte dos veículos são de 400, que temos ainda hoje, 400 volts, não é? Eu julgo que ainda é uma larga maioria. Já temos alguns de 800 volts e até alguns numa gama média de preço. E agora fala-se já, então subimos para os 900. O que acontece é que como é uma multiplicação disso pelos amperes, não é? Se tivermos maior tensão, mesmo mantendo os amperes, temos uma potência de carregamento mais alta. Mais alta.
Logo menos tempo de carregamento. Aí nesse aspecto o que é interessante é que durante muitos, muitos, os primeiros anos da mobilidade elétrica só se falava em autonomias aumentando a capacidade da bateria. Parece que essa era a única missão dos fabricantes e hoje não, temos muito mais do que a capacidade da bateria, temos a eficiência energética, temos os motores, temos uma série de...
de fatores onde os fabricantes tentam melhorar aquilo que é as características do carro. Mas já agora, nessa questão da bateria, um dos carros que eu tive a oportunidade de ver na AutoChina, também já é sinal dos tempos em que o topo de gama da BMW é apresentado na China, não é? Exatamente.
O i7, e estamos a falar de carros com baterias, neste caso do i7, baterias de 112 kWh, líquidos. Já se fala do Futuri X5, também já tive a oportunidade de ver, mas não se pode falar sobre isso, mas pronto. Mas diz que essa parece completamente fora.
Bateria de quase 150 kWh. 147 qualquer coisa, quase 150 kWh. E isto também leva-me para já, podemos discutir aqui se faz sentido estas baterias, nestes carros são obviamente carros grandes, pesados, muito potentes, o i7 pretende fazer muitos quilómetros e elevado a velocidade, porque é um carro...
de executivo, por assim dizer, aqueles carros, como dizias há pouco, em que normalmente a polícia está à frente. E muitas vezes o limite de velocidade, pronto, sabemos como é que é, se levar uma moto da polícia à frente, o limite da velocidade pode ser outro. O iX5 também é um carro muito grande, obviamente, pesado, tração às quatro, portanto, também está preparado. Podemos discutir se faz sentido destas baterias, mas uma coisa que eu acho que se tornou relativamente evidente, também ali no AutoChina, falando com os fabricantes,
é que o problema do fornecimento das células ou das baterias parece ser uma coisa do passado. Ninguém... Eu perguntei. Perguntei aos senhores da X-Penco, perguntei aos senhores da Geely, da Volvo, da Ziker, da BID, a BID obviamente que não tem, porque eles... Não tem, tem fabricante. Fabricante.
E não há problemas com baterias, parece de repente não há problemas com baterias. Já temos outra tecnologia, esse problema das baterias surgiu muito quando estávamos ainda com... Estou de falar de fornecimento, portanto parece que as fabricantes de baterias conseguem já responder com muita facilidade ao mercado.
É, as gigafactories de baterias que foram surgindo, muitos planos, e elas começam agora a ser instaladas. E muita concorrência, com vários fornecedores. Com vários fornecedores. Caldo, Cattle, são continuos a ser grandes, a Biodi também, e a verdade é que... E há muitos, é curioso também nessa questão da China, em que visitei várias fábricas, ou tudo, quatro fábricas, diferentes marcas, portanto, visitei muitas fábricas.
E é normal ter fábricas, mega fábricas de baterias, não necessariamente da mesma marca, mas acopladas. E, portanto, isso demonstra que a coisa está... E esperemos que venha também a Cal para Sines, como está anunciado. E, portanto, vamos ter também uma Gigafactory de baterias em Portugal, diretamente a exportar de Sines.
E eles estão com tecnologia muito interessante em termos de densidade, estão com recordes nessa aspecto. E junto com a fábrica de palmela para nós seria algo mesmo muito relevante. Conseguimos o ID.1. Estamos a falar de i7s e de x5s Estamos a falar das capacidades das baterias. Que não são propriamente carros acessíveis. Aqui a boa notícia.
é que parece que há uma nova vaga de carros acessíveis a chegar ao mercado nacional. Eu queria aqui destacar um, que é o Leap Motor B05, que parece ser um carro com características, é um carro com aspecto esportivo, relativamente grande, e estamos a falar de preços dos 27 mil euros, se se concretizar os preços que se fala, ou pelo menos próximo, abaixo dos 30 mil.
É uma boa antícia. Nós precisamos de continuar a descer um pouco, mas nessa gama, aquilo que é a oferta hoje realmente é algo que era inacreditável e que não conseguíamos pensar há dois, três anos atrás. Nesta gama de entrada de um segundo segmento, chamemos-lhe assim, temos uma oferta enorme.
com características realmente inacreditáveis e que funcionam. A Lipmotor tem sido um sucesso, eu julgo que não é só aqui nesta zona onde nós todos andamos muito, que vemos já muitos carros, é um pouco por todo o país e as vendas mostram um bocadinho isso.
Eu acho que tem ali a característica da garantia do grupo Stellantis e os concessionários, e portanto toda essa parte ajuda muito, mas começam-se a ver muitos o B10, o C10, são esses dois que se vêem mais nas nossas estradas. Nós começaram relativamente por cima, mas agora temos o B05, um bocadinho abaixo, e portanto estamos a descer nos presos.
e aumentar na acessibilidade. Portanto, é bom sinal. E vão assistir aí várias novidades nestes segmentos de preço e até mais baixo, o que é um bom sinal. Um bom sinal também é já o mítico encontro nacional de veículos elétricos que vai para o norte, não é?
Vai, nós podemos fazer aqui um primeiro anúncio um bocadinho mais formal de que o Encontro Nacional de Veículos Elétricos, o ENVO 2026, se vai realizar em Guimarães. Já sabemos quando? 19 e 20 de setembro, junto do multiuso de Guimarães. Guimarães porquê? Guimarães em 2026 é a capital europeia verde e, portanto, só faria sentido deslocar para lá o ENVO.
Temos grandes expectativas. Aqui o pessoal do Norte é muito participativo e muito ligado a estas questões dos carros. E, portanto, teremos um evento muito interessante. Vai ser um bocadinho, um pouco diferente. Obviamente não será apenas dentro do multiuso. Isso não faz sentido nem para a dimensão do Enve.
nem para aquilo que são as características do ENV, portanto teremos a parte como é normal cá fora, e depois também no interior do multiusos, e tudo aquilo que é normal no ENV estará lá incluído. E já agora, para quem não sabe ainda o que é o ENV, basicamente é um encontro, aquilo que nós chamamos de Encontro Nacional de Veículos Elétricos, onde tem várias atividades, além de termos uma exposição dita de veículos, de sistemas de autoconsumo, de tudo o que é ligado à sustentabilidade e à mobilidade.
Também temos parte de atividades para as famílias, para as crianças, tudo gratuito, entrada gratuita. E vamos ter também carregamento, espaços de carregamento para os veículos elétricos de quem visita este evento. E os test drives vão-se repetir também? E muitos test drives. O que nós queremos é que neste evento as pessoas que ainda não experimentaram ou queiram ver todos os modelos que existem no mercado disponíveis tenham à sua disponibilidade todos esses veículos para poderem fazer test drive e é assim que as pessoas vão começando a ficar motivadas. Quando se experimenta um elétrico já não se volta atrás.
É um espaço para esclarecimento de todas as dúvidas. Quem já tem, para se ir atualizar. E quem não tem, para esclarecer todas as suas dúvidas. A UEMV é isso que tenta ser. Mas depois, algo que nós tentamos muito, como o Telmo estava a dizer, às atividades para as famílias. Ou seja, é um dia para passar em família.
Não é um salão automóvel, temos lá todos os automóveis, também é, mas é um dia que tem atividades para toda a família. E muita gente para tirar dúvidas e para esclarecer quem procura esclarecimento. Essa é a nossa missão e é isso que nós gostamos de fazer, na verdade. Era muito fácil quando o primeiro ENV teve até 10 pessoas.
e era muito fácil hoje são uns quantos milhares é mais difícil de falar pessoalmente com cada uma das pessoas mas nós tentamos que isso continue a acontecer com muitos utilizadores já muito experientes que ali no Enve Lounge vão conversando com todos que aparecem
Agora, quase podíamos dizer que tínhamos um segmento Musk, não é? Há sempre um segmento, há sempre um montíssimo... Todas as semanas, se quiséssemos, todas as semanas tínhamos um segmento Musk. Era só pegar num dos tweets dele. Há aqui uma série de novidades. A Tesla já deu mais umas informações sobre o novo chip AI-5, o novo chip que é produzido pela TSMC e pela Samsung. Será um chip de última geração em termos de processo de fabrico.
que terá uma capacidade, obviamente, de processamento na ordem das muitas vezes superiores ou mais recentes tecnologia que existe na Tesla atualmente, que o hardware 4. A questão é que há uma série de dúvidas e, diria até, rumores sobre esta tecnologia. É oficial que a própria Tesla diz que o i5 terá o desempenho. Já ouvimos esta história algumas vezes, não é verdade? Muito super.
terá um desempenho que vai permitir processar 10 vezes mais, ter muito mais algoritmos no processamento relacionados com a condição autónoma, que vai permitir uma condição autónoma muito mais segura, muito mais sofisticada, muito mais rápida. Mas a LMS também continua a garantir que o hardware 4 vai permitir a condição autónoma total ao nível humano, por assim dizer. Portanto, o AI-5 será para um nível sobre-humano.
Na verdade, ele até fala no hardware 3 também o permitir com alguma atualização ou algo assim nos Estados Unidos. Porque há muita gente com que chateada, porque havia a promessa que o hardware 3 também seria compatível com a condição autónoma total. Não é. Mas nos Estados Unidos vai haver supostamente uma versão lit do software para funcionar no hardware 3. E também se fala, o Alan Lás que disse,
porventura vai-se criar aqui um género de uma rede que vai permitir substituir para quem quiser a hardware 3 para a hardware 4. Eu tenho tantas dificuldades acho que todos nós temos tantas dificuldades primeiro em seguir aquele ritmo e depois em muitas das declarações que são feitas mas que depois ou levam muito tempo a ser concretizadas Sim, acho que esta versão ali está provavelmente para calar as pessoas que estão chateadas. Exato.
Mas ele fala em termos fábricas urbanas de aproveito aos carros, portanto de substituição. Eu quero crer que isso é possível, porque realmente há aqui um grande número de pessoas que compraram o veículo com a expectativa de... ou foi-lhes vendida a ideia de que teriam... Eu vou deixar aqui uma previsão, vamos chamar nomes, mas vou deixar aqui uma previsão. Mesmo o ar do R4 não vai ser compatível com a condição autódroma de R4.
E vai ser só o AI-5. Eu não... É algo que já deixei de tentar prever ou dar algumas opiniões, porque realmente é muito difícil. Aquilo que foi prometido com o hardware 3, é claro que não irá acontecer.
Mas, não sei, estes updates já foram feitos alguns na Tesla. A verdade é que já foram feitos alguns e, portanto, pode realmente isso acontecer e esperemos que sim. Mas aqui a boa notícia é que continuamos a evoluir, novos processadores, nova tecnologia.
Eu acho que também houve aqui no início, não foi só a Elon Musk, acho que foi muita gente, considerava que a condição autónoma era um problema mais fácil de resolver do que realmente é. É aquela situação que, se calhar, não é assim tão difícil resolvendo 25% das situações, mas aqueles últimos 5% são difíceis, muito difíceis de conseguir. E quando se começa a estudar o tema, por os carros na rua, os engenheiros estão a precisar de mais capacidade de processamento.
A questão aqui é que o nível de faturação que isto depois envolve eu salvo erro nos Estados Unidos são quase 100 euros por mês para ter acesso à condução autónoma então depois também estamos a falar de um valor que é muito atrativo e que faz mesmo evoluir a tecnologia É um motorista muito barato, assim dizer
É muito barato mesmo. Tudo aquilo que nós podemos alcançar com a condição autónoma, basta pensarmos numa questão que nunca foi resolvida, que é nos carros partilhados, que temos essa grande dificuldade de os fazer colocar nos sítios certos à hora certa. A condição autónoma resolve-se a 100%. Estacionamento também é um problema grave que nós temos. Há muitas vezes as pessoas que precisam trabalhar ou ir a sítios, mas não há sítio para...
é muito mais fácil o carro deixar a pessoa e continuar e estacionar a qualquer outro sítio. É um leque de opções que muitas delas podíamos estar 50 à mesa e não nos íamos lembrar de algumas. Exatamente. Vai aparecer aqui muito novas soluções, novos negócios, inclusive com estas soluções. Para acabar em termos de notícias, se calhar uma recomendação para o fim de semana, não é? Fórmula E. E ainda por cima temos o nosso...
ou o António em boa forma em excelente forma não vamos dizer que nós só falamos aqui da Fórmula E porque o António ganhou a última corrida, não é isso? e podemos deixar aqui o... também houve uma novidade esta semana foi testado o novo carro a nova versão da Fórmula E exatamente, o Gen 4 que é uma grande, grande evolução o carro é gigante, parece que segue aqueles caminhos da Fórmula 1 que cada vez serem maiores os carros, mas parece ter uma performance super interessante
Mas temos uma jornada dupla em Berlim. Normalmente os Jaguars dão-se bem, que o Jaguar é a equipa onde está o nosso António Félix da Costa. E as perspetivas são ótimas, são mesmo muito boas. Vamos ver o que é que ele consegue. Fica aqui a recomendação para o fim de semana. Vamos então para o polo positivo e polo negativo.
E há aqui uma questão que tem a ver com os DPCs, já falámos alguma vez, são os detentores de postos de carregamento, não é? São aqueles postos que podemos ter em casa, podemos ter em espaços comuns, por exemplo, no condomínio, mas que, na verdade, quando se passa o cartão, essa faturação vai diretamente para o cartão, não para o condomínio, no caso dos condomínios, o que é que se passa e porquê é que temos aqui o ponto negativo?
Bom, isto já vem da semana passada, portanto houve uma promessa de voltarmos ao assunto esta semana. Seria polo positivo ou polo negativo, conforme a situação se tivesse resolvido. Nós vamos manter no polo negativo. Tivemos alguns esclarecimentos, mas não os suficientes. Sabemos que a situação está a tentarmos evoluir.
Qual é a situação que nós temos? Nós estamos num período transitório da regulamentação e aquilo que é definido, ou aquilo que foi o entendimento do regulador, portanto da ERCE, é de que não se podem abrir novas entidades para registar estes postos.
E, portanto, neste momento, qualquer nova entidade ou qualquer utilizador que queira instalar um DPC em sua casa recebe uma carta da MOBI, que é onde tenta fazer o registro, a dizer que estão em análise dessa situação e que, portanto, de momento está suspenso essa situação.
Isto tem-se provocado um turbulhão de informação e de contactos nos operadores e nos comercializadores. Têm sido semanas muito, muito agitadas. Sabemos que tanto o Gabinete Secretário de Estado da Mobilidade, como a própria MOBI-E, e eventualmente até a ERCE.
estão a tentar encontrar uma solução que não seja temporária, que resolva já o problema definitivamente, enquadrado na nova legislação, mas o que é certo é que nesta altura temos que o manter como polo negativo porque há aqui uma dificuldade muito grande no setor.
E agora porque nós já recebemos diversas mensagens de várias empresas que instalam estes postos de carregamento na casa dos seus colaboradores para carregar os seus veículos de frota e que neste momento ficaram impedidas de o fazer e isto pode impactar na própria transição de frotas destas empresas e temos vários exemplos, várias dezenas de exemplos que neste momento pararam.
Essas instalações pararam essas trocas de frota e isso impacta muito na nossa mudada elétrica e no nosso país. É mais um péssimo exemplo como de péssima gestão. Devíamos, obviamente, ter criado, arranjado uma solução antes. A solução existe, não é a solução ideal, mas não vamos entrar nesse tom. Portanto, houve uma regulamentação nova, temos a regulamentação nova, vamos explorá-la ao máximo e resolver os problemas com a lei que temos.
A grande questão, e esse é que é o motivo principal deste problema, é que neste momento nós ficámos sem a solução que tínhamos, mas ainda não temos disponível a nova solução. A questão é que deveria ser feita ao contrário. A nova primeiro, antes de retirar a antiga. A nova vai-nos criar outros desafios, vai colocar sérios desafios e criar aqui alguns problemas. Mas, quando estiver disponível, vamos encontrar soluções.
Esta questão das empresas, nós gostávamos de passar uma mensagem de tranquilidade, portanto, que vão existir soluções, nós vamos continuar, com quem temos falado com a MOBI e com o Gabinete da Secretaria de Estado, isso tem-nos sido assegurado, de que existirá uma solução e que nós vamos continuar a ter esta possibilidade de ter o débito em casa para o colaborador de uma empresa. Como é que ela será?
o Telmo, se calhar, com os operadores já... Aqui também há uma necessidade de que o próprio mercado crie soluções. Eu não sei, Telmo, que conversa com os operadores, quase certeza todos eles estão a pensar nisso, em criar soluções e apresentarem um produto, solução final para instalar em casa dos colaboradores. Mas é preciso que elas surjam.
E faltam também portarias que vão também detalhar esse tipo de soluções. Ninguém vai desenvolver soluções sem ter a portaria. Sem haver as regras que são a solução definitiva. Vamos para notícias mais positivas então, e o polo positivo já antecipámos um pouco no último episódio, no episódio anterior, mas a confirmação da chegada da Geely ao mercado nacional. A Geely, para quem não conhece esta indústria automóvel chinesa, é de facto um dos maiores fabricantes, um dos maiores grupos neste momento do mundo.
A Geely tem marcas como a de luz, como a Zikker, e portanto a Zikker também vem de Portugal, portanto na verdade são duas marcas, mas também há a dona da Volvo, da Polestar, por exemplo, e é um grupo muito grande. Sabemos também quais são as modelos que vão chegar já primeiro, no caso da Geely vamos ter um híbrido plug-in, um Star Ray EMI, e um 100% elétrico que é o E5, são dois SUVs do segmento médio. O E5 provavelmente vamos ter aqui mais um carro em termos de preço.
para competir aí neste segmento. No caso da Zikar, que é uma marca premium, vamos começar com o 001, que é o carro porta-bandeira da marca, um carro desportivo de alta performance, e duas SUVs, o X e o 7X, e também sabemos que o 7GT, que é outra carrinha desportiva, vai chegar também mais para o verão, vai ser apresentado no verão, e portanto temos três no arranque da Zikar e um quarto modelo mais para o final do verão e dois no arranque da Gili.
isso vai ser um nome difícil nós devíamos ter aqui um curso de chinês para dizer as marcas chinesas devia começar por aí temos que sempre perguntar às marcas eu sei que fizeste isso com a Gilly como é que nós devemos dizer os nomes porque muitas vezes não é a leitura normal porque eles querem que a gente chame Gilly sempre que os ingleses dizem Gilly e o resto da Europa provavelmente uma parte significativa vai dizer Gilly vai dizer
Também tivemos isso no princípio com a BYD. Também havia ouvido o BYD. Exato, exato. E portanto também temos isso. Olha, eu perguntei ao chat GPT quantas marcas chinesas havia em Portugal à venda. Querem dizer... Bem, já falámos disto em off. Não vale a pena vos perguntar. O chat GPT provavelmente está errado. Está errado, mas ele diz que estas são a 21ª e a 22ª. Pode falhar por uma ou por duas.
mas é realmente já um número... A Ebro também, que estava por enquanto com o Hibris, também esta semana anunciou um elétrico. Para os utilizadores é bom, porque a concorrência vai ditar as suas regras. É claro que temos aqui duas marcas chinesas muito à frente.
que são considerando a AMG e a BYD com... A Geely, por isso é que eles compraram a Volvo, provavelmente. Na China, a ideia da Geely é um tanque, dizem que é um tanque sobre rodas, porque é um carro feito para segurança, muito seguro, e eu tive a ver a fábrica, eles dão muita importância, de facto, à segurança.
Para as questões de uma noção, a Gili tem, de longe, as maiores fábricas do mundo, mas também o maior centro de segurança do mundo. Eles não têm um túnel de vento, têm dois. E o segundo túnel de vento, para terem uma ideia, consegue simular a altitude de 5200 metros, temperaturas até os 60 graus Celsius e dos menos 30 aos 60 graus Celsius, dentro do túnel de vento.
Pressão atmosférica do zero aos 5.000 e 200, e velocidades até 250 km por hora. Não é só terem os maiores, são os mais sofisticados. Também tem, e acabei por ver, também visitei esse centro de testes, acabei por ver um teste de um choque, em real então. Tem o maior centro de simulação de impacto também do mercado. Tem uma pista com 200 metros, portanto, pode simular 380 graus.
É incrível, só a parte dos bonecos, aqueles de crash dummies, só os crash dummies, eles têm centenas de crash dummies, todos com sensores, CPTO, tamanho dos babés, desde o babé até o adulto, vários tamanhos, é nada que se pareça com aquilo. Isso é uma das coisas que faz, é acelera muito o desenvolvimento do produto. Sim, sim. E as pessoas às vezes não têm essa noção, nós temos sempre aquela ideia, nós os ocidentais que nasciam na imitação, pouca tecnologia, não. Estes senhores têm os melhores equipamentos, os melhores sistemas.
E, por exemplo, o responsável máximo pela segurança era da Volvo, era o diretor de segurança da Volvo. Portanto, também tem o Nauau. Eles compraram o Nauau. Eles foram buscar o Nauau. Isso hoje, acho que qualquer um, quando conduz uma das marcas chinesas, obviamente há desde o mais baixo até o mais alto, fica com essa noção de que há ali um desenvolvimento. Já não estou na parte da cópia. Não, não, não. Já.
muito longe disso, há inovação há características que não estão noutros veículos portanto, isso já está Nós dissemos que hoje seria rápido, mas já vamos em 28 minutos ou 27 minutos, portanto vamos acabar com a dica
balanceamento de potência é também uma questão que levanta dúvidas e às vezes cria desilusões nos utilizadores, não é? Sim, cria, porque as pessoas às vezes não gerem as suas expectativas da potência de carregamento em função da informação que vem à sua frente no posto. Se um posto diz lá que carrega até 400 kW
A primeira pessoa, se não conhecer o seu veículo, acha que vai carregar a 400 KW. Exatamente. O que é logo um erro. Capíssimos veículos capazes disso. E há poucos que fazem isso. E, portanto, a ideia que temos é, se uma pessoa chegar sozinha a um posto e o utilizar nas condições ótimas e ideais, pode atingir a potência máxima que o posto...
debita e se o veículo conseguir. Portanto, se estiver lá sozinha, condições ideais, perfeito, temos a amparagem toda para nós. O que se passa nestes postos mais recentes agora é que existe um balanceamento da potência entre as várias tomadas que o posto tem. Ou seja, se eu chegar lá e estou a puxar a potência máxima que o posto tem, se chegar num veículo ao meu lado...
essa potência vai ser repartida, portanto a amparagem que o posto pode dar vai ser repartida entre os dois veículos. E a maioria destes postos fazem uma coisa também que é o balanceamento dinâmico, ou seja, um posto é construído internamente por vários módulos, digamos, são umas gavetas horizontais...
ou transversais, que geram a tal corrente que vai carregar o nosso veículo. E o que acontece é que cada esses módulos vão virar a subcorrente para uma ou outra tomada. À medida que vamos usando a potência de um posto e nós deixamos de precisar de tanta potência, essas gavetazinhas de potência começam a virar a subcorrente para a outra tomada. E, portanto, este balanceamento dinâmico o que faz é que... ...
permite que a potência seja otimizada para os vários veículos que estão a usar as tomadas desse posto, de uma forma eficiente, não desperdiçando e, portanto, entrega sempre o máximo que o carro pedir e que o posto puder dar às duas tomadas. Portanto, é importante sabermos que os postos que têm este balanceamento, e aqui deixamos uma crítica... E a regra é que a geralidade tem, não é? Sim, a geralidade dos postos mais recentes... Do que tem mais que uma tomada.
Exatamente, principalmente os que têm logo tomadas CCS, quase todos têm este balanceamento. Uma crítica que deixamos aqui aos vários operadores é colocar no posto a informação deste balanceamento. Eu neste momento só conheço dois operadores que fazem, e em dois locais específicos, a EDP ali nos postos que têm na A1, diz lá, estes 300 kW são a dividir por estas quatro tomadas. E uma pessoa já gera expectativa.
Se tiverem lá 4 carros a carregar naquelas 4 tomadas, a potência está a ser dividida. E ainda esta semana foi ligado o primeiro posto de 480 kW da Galp, ali na área de serviço da Calçada de Carriche, no sentido de Odivelas, onde no posto, é um posto com 4 tomadas CCS, tem lá a informação, estes 480 kW são em balanceamento por estas 4 tomadas. Esta gestão de expectativa que temos que dar aos utilizadores devia ser obrigatória. Porque as pessoas não têm que saber que... Não têm que saber, exato.
que uma tomada recebe toda ou metade ou um terço e portanto este balanceamento é essencial sabermos de antemão Aliás, idealmente, eu até iria mais longe idealmente cada tomadinha tinha ali um encaranzinho e dizia qual é que era a potência máxima naquele momento. Sim, há alguns postos da ChemPower que o operador PowerDot usa
Às vezes mostram lá, a potência vai deste mínimo até este máximo, e quando estão mais carros a carregar nessas estações, esse intervalo varia. Mesmo assim, continua a ser um valor que durante a sessão pode alternar, porque entretanto alguém pode desligar, ou alguém pode ligar, e o nosso, se a potência disponível, passa a ser menor ou maior em função desse balanceamento. Isto também podemos dizer, quando há mais que um posto com várias múltiplas tomadas, se chegar um up de carregamento e que tem mais que um posto...
Com balanceamento, se calhar é melhor escolher o posto que não estão outros carros ligados. Também, também. Embora existem apps onde a potência total é balanceada por todas as tomadas. E, portanto, é uma informação que devia ser obrigatória. Todos os operadores deviam ter noção que os utilizadores não têm de saber que existe balanceamento e, se ele for anunciado, gera expectativas da potência que temos à espera de receber.
E falta uma coisa que é relativamente ao preço, não é? Nós, num posto que tem balanceamento, cobrar por tempo não deveria ser aceitável. Aí deveria a própria lei impor-se e obrigar a cobrar em quilowat hora, porque nós chegamos com uma expectativa, se chega outro carro, imediatamente vai levar o dobro do tempo, não é? Estou a pagar o dobro. Estou a pagar o dobro para aquilo. Portanto, deveria ser obrigatório a cobrança em quilowat hora nos postos que têm balanceamento de carga.
ou então automaticamente dividir, se é dois carros dividia o valor do tempo também há soluções existem não pode ser estático se a potência de carga não é estática, não é permanente o preço também não deveria ser muito bem, muito obrigado, já agora também agradecer aquelas pessoas que nos têm enviado sugestões estamos a tentar, na medida do possível incluí-las neste podcast e até para a semana, obrigado obrigado Terno e obrigado Pedro
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