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Distúrbios do sono-vigília - Ep. 2

21 de julho de 202617min
0:00 / 17:19

DE ACORDO DSM5-TR

Assuntos3
  • Aponia e AtaraxiaDepressão · Fadiga · Insônia · Irritabilidade · Déficit de atenção
  • Distúrbios Respiratórios do SonoApneia obstrutiva do sono · Apneia central do sono · Hipoventilação relacionada ao sono · DSM-5-TR
  • Diagnostico MedicoPolissonografia · CPAP · Narcolepsia · Tratamento psiquiátrico
Transcrição151 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

E começando mais uma análise profunda hoje, eu fico pensando que muitas vezes a exaustão mental que chega num consultório clínico não nasce na mente.

?Voz B

É, com certeza não, sabe?

?Voz A

Não é um conflito psíquico estrutural, não é um trauma de infância, e às vezes não é nem o estresse do trabalho. A origem é outra, é pura e simplesmente a falta de oxigênio durante a noite. E hoje a gente vai continuar a nossa jornada pelo DSM-5-TR, né?

?Voz B

Exato, mergulhando na categoria dos distúrbios do sono-vigília, lá no código 407.

?Voz A

Isso, mas a nossa missão específica hoje para quem acompanha a gente é destrinchar com foco bem clínico mesmo os distúrbios do sono relacionados à respiração, que engloba toda a chave 429 do manual, né? Vamos mapear os códigos G47.33, G47.34, R01, R06.3 e vários outros, tipo G47.37 e os de hipoventilação.

?Voz B

Nossa, é bastante código, mas a lógica clínica por trás deles é fascinante.

?Voz A

Sim, porque a gente vai ver por que aquela depressão matinal que tipo resiste a todo tratamento pode na verdade ser um problema físico.

?Voz B

É uma falha grave, né? Um problema de encanamento, digamos assim, ou de fiação neurológica.

?Voz A

E essa inversão de perspectiva muda tudo, né?

?Voz B

Muda completamente o jogo. Quando a gente avança para esses distúrbios respiratórios, a gente está lidando com um cenário onde o cérebro está literalmente entrando em pânico.

?Voz A

Nossa, lutando pela sobrevivência mesmo.

?Voz B

Exatamente. O cérebro está em pânico absoluto, enquanto o corpo ali na superfície parece que está dormindo super bem.

?Voz A

E para quem está ouvindo a gente e lida com sofrimento humano na prática, seja na psicologia, psiquiatria ou medicina, entender a mecânica desse pânico noturno não é um detalhe técnico, sabe? Não mesmo.

?Voz B

É a diferença entre curar um paciente de verdade ou manter essa pessoa anos num tratamento que não funciona.

?Voz A

Então vamos direto ao ponto. Se a gente for dividir esses distúrbios respiratórios, me parece que a gente lida com dois tipos principais de colapsos: uma falha de hardware físico ou uma falha de software, tipo neurológica. Faz sentido?

?Voz B

Faz muito sentido. É uma excelente forma de categorizar. O DSM-5-TR divide esses problemas em 3 grandes grupos, na verdade.

?Voz A

Há 3?

?Voz B

Sim. E o primeiro, que é de longe assim o mais comum, é o que se encaixa na sua ideia de falha de hardware.

?Voz A

Que seria a apneia obstrutiva, né?

?Voz B

Isso. A apneia e hipopneia obstrutiva do sono. Nos prontuários a gente usa aquele código G47.33.

?Voz A

Tá.

?Voz B

E o que acontece no corpo nesse caso? O comando do cérebro para respirar funciona normal, o esforço do pulmão tá lá, mas a via aérea superior simplesmente desmorona, ela bloqueia.

?Voz A

É, eu sempre penso numa analogia para isso. É tipo um teatro tentando apagar as luzes para começar o show, que seria o sono, né? Mas aí o sistema de ventilação falha e os alarmes de incêndio disparam silenciosamente a noite toda.

?Voz B

Nossa, é perfeitamente isso, porque o que desmorona na garganta é uma questão de relaxamento muscular somado com a gravidade.

?Voz A

Tipo, a musculatura fica flácida?

?Voz B

Isso. Durante o sono, principalmente no sono REM, a nossa musculatura perde o tônus, ela relaxa completamente.

?Voz A

Entendi.

?Voz B

Aí, na apneia obstrutiva, os músculos da faringe, a base da língua, sabe, eles relaxam tanto que encostam uns nos outros.

?Voz A

E aí fecha a passagem de ar.

?Voz B

Exato. Se a pessoa tem um pescoço mais largo ou tecido adiposo extra ali na região, ou até uma anatomia craniofacial mais estreita, esse relaxamento tampa tudo.

?Voz A

Caramba! E o pulmão continua tentando puxar o ar?

?Voz B

Continua. O tórax se move tentando puxar, mas olha, é como tentar sugar um milkshake muito grosso com um canudo de papel molhado.

?Voz A

O canudo achata na hora, né?

?Voz B

Aham, ele achata e bloqueia.

?Voz A

E aí a oxigenação do sangue despenca. O que o cérebro faz quando percebe, tipo, opa, o oxigênio tá caindo e o gás carbônico tá subindo?

?Voz B

Ele aciona o sistema nervoso simpático imediatamente. É um alarme de emergência visceral.

?Voz A

Aquela descarga de adrenalina.

?Voz B

Sim, adrenalina e cortisol na corrente sanguínea. Tudo isso para tirar o corpo do sono profundo, para a musculatura recuperar o tônus e a garganta abrir.

?Voz A

E é aí que vem aquele ronco assustador, né?

?Voz B

Exato. O paciente dá aquele ronco altíssimo, engasga, respira fundo e volta a dormir. Mas esse ciclo pode se repetir dezenas de vezes por hora.

?Voz A

Mas espera aí, lendo o manual, tem um negócio que me deixou encutada.

?Voz B

O que foi?

?Voz A

O critério A2 diz que o diagnóstico de apneia obstrutiva pode ser confirmado se a polissonografia registrar 15 ou mais paradas por hora, independentemente de ter sintoma.

?Voz B

Isso, 15 eventos por hora.

?Voz A

Mas como que é possível alguém parar de respirar a cada 4 minutos, ter um pico de adrenalina e de manhã jura que dormiu maravilhosamente bem.

?Voz B

É uma loucura, né? Mas é porque esses despertares que o cérebro induz são o que a gente chama de microdespertares corticais.

?Voz A

A pessoa não acorda de verdade?

?Voz B

Não, eles duram de 3 a 10 segundos. É tempo suficiente para abrir a respiração, mas não para consciência registrar e criar uma memória.

?Voz A

Uau! Então ela nem lembra?

?Voz B

Nem lembra. A pessoa não acorda, mas o cérebro acordou. A arquitetura do sono foi para o espaço.

?Voz A

E sobre não sentir cansaço no dia seguinte?

?Voz B

O corpo humano tem uma capacidade bizarra de se adaptar ao sofrimento. Depois de anos dormindo mal, o cérebro recalibra o que é normal. O paciente simplesmente perde a percepção de que tá exausto.

?Voz A

É como se o corpo fosse um computador tentando fazer uma atualização, né?

?Voz B

Boa! Como assim?

?Voz A

A energia cai a cada 4 minutos, o sistema reinicia rapidinho e tenta continuar. A tela nunca acende, então o usuário acha que processou a noite toda.

?Voz B

Aham, mas não processou nada.

?Voz A

Exato, a atualização não termina e o disco rígido amanhece superaquecido.

?Voz B

Adorei! E o dano desse superaquecimento é gravíssimo, tá? A pressão sobe, o risco de infarto, de AVC Tudo isso multiplica.

?Voz A

Bom, essa é a apneia obstrutiva, a falha de hardware. E o segundo grupo? A falha de software?

?Voz B

Essa é a apneia central do sono.

?Voz A

Tá, então nesse caso a garganta tá aberta...

?Voz B

Completamente livre, não tem bloqueio nenhum, mas o ar não entra.

?Voz A

Por que simplesmente para?

?Voz B

Porque o comando elétrico não chega. O tronco encefálico falha temporariamente em mandar o sinal pro diafragma contrair.

?Voz A

Nossa! Um silêncio total.

?Voz B

Um silêncio assustador. E o DSM-5-TR cataloga isso em subtipos. O primeiro é a apneia do sono central idiopática.

?Voz A

Que é o código G47.31.

?Voz B

Isso. Onde o sinal elétrico falha sem uma causa médica clara, sabe?

?Voz A

Entendi. E o segundo subtipo, que é a respiração de Cheyne-Stokes, o código R06.3.

?Voz B

Esse é fascinante.

?Voz A

É, o manual descreve um padrão esquisito, né? A respiração aumenta o volume, Fica forte, depois vai diminuindo até parar e recomeça.

?Voz B

Sim, é um padrão crescendo e decrescendo. Isso acontece por um problema de atraso no loop de feedback do corpo.

?Voz A

Como assim atraso?

?Voz B

É muito comum em quem tem insuficiência cardíaca. O coração tá fraco, então o sangue circula muito devagar.

?Voz A

Ah, tá.

?Voz B

Os sensores do cérebro medem o gás carbônico para dizer a velocidade da respiração. Mas como o sangue chega atrasado, ele traz informação de uns 40 segundos atrás.

?Voz A

Nossa, entendi! É tipo quando a gente vai regular a temperatura do chuveiro, sabe?

?Voz B

Aham, bem isso.

?Voz A

A água tá fria, você vira pro quente. Como demora, você vira mais. Aí vem a água fervendo.

?Voz B

Exato. Aí você toma um susto, fecha tudo e a água congela. E fica nesse ciclo de compensação bizarro.

?Voz A

Caramba! E o terceiro subtipo da apneia central é a comórbida com o uso de opioides, certo? Código G47.37.

?Voz B

Isso. Aí não é o coração que atrasa a mensagem, é a química. Medicamentos como morfina, oxicodona, eles têm um efeito depressor direto nos centros geradores do ritmo respiratório.

?Voz A

Eles meio que desligam um alarme do cérebro.

?Voz B

Exatamente. O alarme que deveria tocar quando o gás carbônico sobe é silenciado pela medicação. O cérebro quimicamente para de se importar.

?Voz A

Tá, recapitulando então: temos a falha obstrutiva, a falha central, e o manual traz um terceiro grande grupo: a hipoventilação relacionada ao sono.

?Voz B

Isso, esse é o terceiro.

?Voz A

Pelo nome, a pessoa não para de respirar, né? Ela só respira mal.

?Voz B

Perfeito. Na apneia, a gente tem pausas. Na hipoventilação, é uma respiração cronicamente superficial. Durante muito tempo do sono.

?Voz A

E o que isso causa no corpo?

?Voz B

Níveis persistentemente altos de dióxido de carbono. O corpo não consegue fazer a troca gasosa direito e o manual destaca 3 códigos para isso.

?Voz A

Quais são?

?Voz B

A idiopática, G47.34, que é rara. A congênita, G47.35, que afeta recém-nascidos. Eles ficam azuladinhos, sabe?

?Voz A

Nossa, que desespero!

?Voz B

É grave. Mas no consultório com adultos, a gente vê muito a hipoventilação comórbida, que é o G47.36.

?Voz A

Comórbida com o quê, normalmente?

?Voz B

Com DPOC, que é doença pulmonar obstrutiva crônica, distúrbios neuromusculares e, muito frequentemente, obesidade grave.

?Voz A

Ah, o peso no peito.

?Voz B

Sim, o peso do abdômen e do tórax esmagam os pulmões quando a pessoa deita. O diafragma não tem força para empurrar tudo aquilo.

?Voz A

E agora a gente chega na encruzilhada principal, né? Por que o manual de psiquiatria e psicologia gasta tantas páginas com problemas pulmonares e anatômicos?

?Voz B

Porque, olha, o paciente não vai chegar na sua sessão de terapia dizendo: Oi, doutor, minha sensibilidade quimiorreceptora tá meio embotada hoje.

?Voz A

É óbvio que não, ele não sabe que não respira.

?Voz B

Exato. Eles chegam relatando sintomas que imitam grandes transtornos mentais. Chegam falando de um humor depressivo profundo, inabalável e uma fadiga gigante. Sim, uma fadiga que levantar da cama é um desafio. Relatam insônia, irritabilidade, falhas de memória terríveis. O paciente diz: eu tô em depressão. E o clínico desavisado concorda.

?Voz A

Mas fisiologicamente, como que a apneia se fantasia de depressão no cérebro?

?Voz B

Por conta daqueles picos de cortisol e adrenalina. O corpo fica em estado de luta ou fuga 24 horas por dia.

?Voz A

Cansativo só de imaginar.

?Voz B

Demais. E tem a hipóxia intermitente, né? A falta de oxigênio gera uma neuroinflamação severa. E adivinha quais áreas do cérebro são mais sensíveis a isso?

?Voz A

O córtex pré-frontal.

?Voz B

Ele mesmo, que regula a atenção. E o hipocampo, que gerencia a memória e as emoções. Eles entram em colapso sem oxigênio. A pessoa fica apática, sem energia nenhuma.

?Voz A

Tem um dado no DSM-5-TR que, nossa, me chocou.

?Voz B

Qual?

?Voz A

O manual diz que até 1/3 dos indivíduos encaminhados para avaliar apneia obstrutiva já chegam relatando sintomas de depressão. 1 em cada 3.

?Voz B

E a gravidade da apneia piora a gravidade da depressão, tá? É direto.

?Voz A

E isso me traz uma provocação incômoda. Imagina um paciente com apneia severa fazendo psicoterapia há uns 4 anos, tentando curar traumas passados, tomando remédio, sendo que o cérebro tá sendo asfixiado 8 horas por noite. Exato. Até que ponto a terapia tradicional ajuda nesse caso?

?Voz B

Sendo pragmático, a eficácia é mínima. A terapia vira só um paliativo emocional para tentar suportar os sintomas de um trauma físico contínuo.

?Voz A

Tipo tratar perna quebrada com pensamento positivo.

?Voz B

Exatamente isso. Não vai consolidar. O cara não é resistente ao tratamento psiquiátrico, ele é resistente ao sufocamento. O oxigênio tem que voltar.

?Voz A

O que joga uma responsabilidade imensa no diagnóstico diferencial, né?

?Voz B

Imensa. O profissional precisa saber distinguir a apneia de outros transtornos, tipo a narcolepsia ou o transtorno de hipersonolência idiopática.

?Voz A

E como faz isso?

?Voz B

A narcolepsia tem coisas bem específicas. Tipo paralisia do sono, ataques de cataplexia ao rir.

?Voz A

Já o distúrbio respiratório é diferente.

?Voz B

Sim, tem dor de cabeça frontal ao acordar por causa do excesso de CO2, histórico de ronco forte, pressão alta matinal.

?Voz A

Pra gente visualizar, vamos montar uma simulação rápida.

?Voz B

Bora.

?Voz A

Imagina um homem de 50 anos que vai pro psicólogo. Ele relata perda de interesse na vida, humor cinza, sem libido nenhuma, A esposa tá frustrada e no trabalho ele tá quase sendo demitido porque esquece as coisas e passa o dia pescando na frente do computador. Pra um clínico apressado, é diagnóstico de episódio depressivo maior agravado por estresse na certa.

?Voz B

Mas e o clínico bem preparado? Aquele treinado no DSM-5-TR? Aí se amplia o olhar, ele nota a obesidade central, o pescoço largo, e aí ele para de focar só no trabalho e pergunta: Como é a madrugada na sua casa?

?Voz A

O paciente provavelmente vai minimizar, né? Ah, eu ronco feito um trator, dou uns pulos, mas eu durmo feito pedra. O problema é de dia.

?Voz B

E aí que a chave vira. O clínico percebe que apagar rápido não é qualidade de sono, é exaustão patológica acumulada.

?Voz A

Nossa, muito real isso.

?Voz B

Ele suspende o julgamento psiquiátrico, suspeita do G47.33, apneia obstrutiva, e encaminha para uma polissonografia.

?Voz A

Tá, e digamos que o laudo volte confirmando 25 eventos por hora, o oxigênio caindo para 80%, gravidade moderada, certo?

?Voz B

Certíssimo, entre 15 e 30 eventos é moderado. Com isso na mão, a primeira intervenção é fisiológica: uso do CPAP.

?Voz A

Que é aquela máscara que dá uma pressão de ar, né? Uma tala pneumática.

?Voz B

Adoro esse termo. Tala pneumática, mantém a via aérea aberta. Pura e simplesmente, é física aplicada.

?Voz A

E o resultado deve ser incrível.

?Voz B

É anatômico. O cérebro para de entrar em pânico, o cortisol cai, a inflamação recua, aquele nevoeiro mental some, a libido volta, o humor clareia.

?Voz A

E aí sim a terapia vai funcionar para arrumar os estragos desses anos todos, né?

?Voz B

Exato. Mas a causa não tava na mente, tava na respiração.

?Voz A

Isso mostra que a saúde mental não flutua num vácuo isolado do corpo.

?Voz B

De jeito nenhum. Um cérebro estrangulado de noite nunca vai sustentar um humor regulado de dia.

?Voz A

É um lembrete fundamental. Mas indo para o fim do nosso mergulho, lendo o manual tem uma coisa meio alarmante sobre nossos vieses culturais que atrasam esse diagnóstico.

?Voz B

Você diz em relação ao biotipo de quem ronca?

?Voz A

Isso. A gente associa a apneia ao homem mais velho com obesidade, mas o DSM-5-TR avisa que em alguns grupos, tipo pessoas com ascendência asiática, a apneia é super alta mesmo em pessoas magras, por conta das estruturas craniofaciais mais estreitas, né? Sim. Mulheres jovens, pessoas magras podem ter apneia severa e ninguém suspeita porque não encaixa no estereótipo.

?Voz B

E tomam remédios psiquiátricos por anos atua.

?Voz A

E o pior, a gente normaliza o ronco. Na família vira piada, ou acham que trabalhou muito e tá dormindo profundo.

?Voz B

Ronco alto não é saúde, gente. É som de tecido humano lutando contra o vácuo.

?Voz A

É um pedido de socorro da via aérea. Mas o cônjuge acha graça, o paciente ignora e o clínico nem pergunta.

?Voz B

É uma complacência perigosa, sabe? A gente tem que escutar esses alarmes do corpo.

?Voz A

Com certeza. O que me faz deixar uma provocação para quem tá ouvindo a gente agora. Qual? Quantos pacientes com depressão resistente a tratamento ou déficit de atenção diagnosticado tarde estão sentados nesse exato momento nos consultórios gastando rios de dinheiro em medicação porque nenhum profissional parou para fazer uma pergunta simples: como você respira quando fecha os olhos?

?Voz B

Fica aí a reflexão. Muito forte.

?Voz A

Fica mesmo. Agradeço demais a companhia de vocês em mais esse destrinchar do DSM-5-TR e até a nossa próxima análise profunda.