A Nova Geração dos Campeões: Kimi Antonelli, Jannik Sinner e o Futuro do Esporte
Geração Z aguenta a pressão do esporte de alto rendimento ou desiste perto das maiores oportunidades? Neste episódio, a diferença real entre a geração "raiz" e a geração "Nutella" é colocada na mesa, com exemplos como Kimi Antonelli liderando a Fórmula 1 aos 18 anos, a frieza cirúrgica de Sinner, a explosão de Alcaraz, a imaturidade de Holger Rune e a decisão histórica de Nico Rosberg. Um papo direto sobre mentalidade, projeto de carreira e por que atleta de hoje precisa ser construído como uma empresa, não como uma aposta no talento.
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Geração Z, aguenta ou não aguenta a pressão que o esporte de alto rendimento coloca nesses atletas? O que nós temos visto na atualidade é uma diferença muito grande a nível comportamental entre atletas da geração Z e gerações passadas.
A diferença da geração raiz para a geração Nutella, como muitos falam, não está apenas no desenvolvimento geracional, mas sim em algo que nós comentamos aqui dentro deste episódio de hoje, onde trouxemos exemplos claros sobre atletas que se destacam e aqueles que desistem quando estão muito perto das maiores oportunidades. Acompanhe, a partir de agora, o episódio completo.
Nicolas, o que esperar dessa nova geração de atletas? Tu que tem muito conhecimento com atletas de diversas modalidades e de diversas idades e gerações diferentes. Legal. É uma ótima pergunta, né? E que abre um caminho muito grande também para responder porque...
Não dá para dizer que essa nova geração de atletas é melhor ou pior do que uma geração passada, por exemplo. A gente vai ter que discorrer um pouco mais para responder essa pergunta, que sim, tem uma resposta. Mas quando a gente para para analisar a nova geração, vamos lá, pegar a geração Z, que é mais comum hoje da gente ver no esporte, no alto rendimento, a gente tem muitos atletas da geração Z.
que desistiram do esporte, do alto rendimento, quando estavam muito próximos de se tornar profissionais, por exemplo, por não ter aquela resiliência. E tem muitos atletas da geração Z que foram preparados para viver o profissionalismo. E essa é a grande diferença que a gente está vendo. Se a gente pegar como base, por exemplo, nesse momento...
O Kimi Antonelli, um cara que acabou de entrar segundo ano na Fórmula 1 e vem tendo um feito histórico, vem se igualando a atletas como o Lewis Hamilton. Acho que o Max Verstappen era um dos caras que tinha feito o que ele fez agora, de vencer três GPs logo no início da temporada, na sequência, e pontuar como ele pontuou na estreia dele no ano passado, em 2025.
A gente olha para isso e a gente percebe, nem todos os atletas da geração Z são descomprometidos, como as pessoas falam hoje em dia. Então não tem como dizer que a geração Z é pior, ela é mais distraída como um todo, porque na verdade isso vai de pessoa para pessoa. Eu acho que a gente pode pegar, Diogo, e pensar, cara.
se a gente fosse comparar um pouco as gerações do esporte. Vamos pegar lá a época do Ayrton Senna, do Michael Jordan, do Mike Tyson, do Romário, do Guga, o nosso querido Guga aqui do Brasil, uma geração de baby boomers e geração X também. O que essa geração tinha? Quando a gente pensa nesses nomes aqui que eu acabei de falar, o que na tua visão essa geração tinha? Ou seja, esses caras aqui que eu acabei de falar tinham. Serena Williams,
parece que estava muito ligado à garra, né? Aquela coisa da resistência, da força bruta. Exato. Para mim, pelo menos na minha cabeça, me vem mais disso, né?
Até quando a gente vê algum atleta mais novo performando de uma forma parecida com esses mais antigos, né? A gente sempre diz, ah, esse é a moda antiga, né? O cara tem mais raça, não sei o quê. É mais raiz, é mais raiz. Então, eu vejo muito isso nesses atletas dessas outras gerações comparado com os de agora. Mas o que dá para perceber... Inclusive o pessoal fala que a geração atual é Nutella, né? O pessoal nomeia assim geração raiz e Nutella.
Sim, porém, a geração Nutella, que muitos falam, ela está quebrando recordes também, né? Exatamente, exatamente. Então ela não está ficando para trás em performance. Exatamente. Assim como a geração Raiz, por exemplo, ela tinha atletas...
que ficavam para trás, que eram descomprometidos, que falharam para caramba, que trabalhavam só com base no talento e na primeira dificuldade desistiam. Então a gente não está falando apenas das gerações, e sim das mentalidades dentro das gerações, se a gente parar para analisar. Porque a gente pega, vamos lá, para comparar às vezes a geração raiz e Nutella, a gente costuma pegar o quê? A nossa mente humana. A gente costuma pegar o melhor da geração raiz...
e comparar com o pior da geração Nutella. Não é mais ou menos isso que nós fazemos?
É, com certeza. E não pode fazer isso. Aí não tem comparação, né? É uma comparação muito inútil que a gente faz quando a gente age com esse pensar. Então, se a gente parar para analisar o que Ayrton Senna, Michael Jordan, Serena Williams, Mike Tyson, Guga, Ronaldo, pegava fenômeno, né? Esses caras tinham, na verdade. São competências que foram desenvolvidas. Nenhum deles nasceu com resistência.
com essa resiliência à dor, com aquela garra, como tu falou, que a gente costuma olhar para alguém hoje em dia e identificar muito claramente. O que eu vejo é o quê, Diogo? Fazendo uma análise mais técnica, pegando inclusive atletas que eu tenho, que são atletas da geração X, por exemplo, comparando eles à geração Z.
Existem características que são extremamente diferentes, como por exemplo, a gente pega o Ayrton Senna. Quanto ele tinha menos tecnologia comparado ao que o Kimi Antonelli tem hoje dentro da Fórmula 1? É, muito diferente. Se naquela época não tivesse essa raça, essa resiliência, será que conseguia pilotar uma Fórmula 1?
Ah, não. Era prova de resistência total mesmo, né? Não que hoje não seja, mas era muito mais bruto o negócio. O próprio, assim, o futebol, né? A gente pega o futebol da geração passada, comparando ao futebol de hoje, tem muito mais detalhes hoje em dia, muito mais tecnologia envolvida no jogo.
VAR, todas essas evoluções que a gente teve no esporte, não tinha no passado, então se resolvia muito entre as quatro linhas, vamos dizer assim se resolvia muito ali é quem tiver mais força bruta capacidade de aguentar que vai ter aquele privilégio maior e hoje as coisas mudaram muito então assim, no passado se a gente parar pra pensar, tinha muito mais improviso, mais aquele instinto mesmo
Tinha um sofrimento maior que as pessoas não conseguiam enxergar e que hoje é muito visível. Não quer dizer que o sofrimento diminuiu, pelo contrário. Quanto maior é a competitividade, maior é o trabalho. Só que hoje, na verdade, todo o sofrimento fora do esporte, que as crianças, os jovens, os adolescentes fazem para estar no alto rendimento, tudo isso é muito informado.
à população, ao público. A gente pega, por exemplo, hoje o treinamento de uma ginasta. Se a gente começa a mostrar o treinamento de uma ginasta para a população geral, eles vão achar que aquilo ali é um massacre. Vamos dizer assim, a uma criança, um adolescente. As pessoas não imaginam como é um treinamento de alto rendimento.
Quem senta no sofá para assistir os Jogos Olímpicos, por exemplo, não tem ideia do que os atletas, aqueles jovens, fazem para estar lá, disputando uma medalha. E no passado também não se tinha essa ideia, só que não se tinha a informação disso. Hoje já tem. Por quê? Na rede social, né? Então hoje tem muito mais exposição do atleta. E isso causa desafios que no passado não tinha. Faz sentido isso para ti, Diogo?
Sim, muito. Digamos que no passado a gente via o jogador de futebol, o atleta, no momento da partida, entrando em campo e fazendo aquilo acontecer lá dentro. Hoje a gente segue ele o tempo inteiro. Muitos estão muito expostos, então a vida dele virou...
uma vitrine aberta, assim, porque ele está sempre mostrando o que ele está fazendo, o que ele está comendo na hora que ele vai dormir. Então, acho que mudou muito isso também, porque os atletas começaram a se preparar muito mais antes de entrar em campo, antes de entrar dentro de um carro. Tanto é que se ouvia muito mais, antigamente, aqueles atletas que saíam de noite e iam jogar no dia seguinte.
Bebiam, fumavam. Era isso que a gente ficava sabendo, né? A bebedeira no dia anterior, ou a festa que tiveram depois. Era isso. Só que hoje, na verdade, a gente consegue quase que perseguir os atletas, assim, né? Saber o que eles estão fazendo na hora que eles estão fazendo. Inclusive, hoje... ... ...
Tu acredita que isso diminuiu hoje? Essa preparação fora, ela aumentou. Sim. Antes era mais a garra dentro do campo, dentro do carro, e agora tem toda a vida do atleta sendo muito mais guiada, cuidada. Isso mudou.
Mudou, só que ao mesmo tempo aumentaram os desafios para o atleta, principalmente. Porque as pessoas falam hoje, ah, o atleta hoje em dia não aguenta crítica. Só que a quantidade de críticas que um atleta toma hoje, ela é incomparável à quantidade de críticas que um atleta tomava na década de 80, 90.
É incomparável. Nos anos 2000, início dos anos 2000 também. Era o que a TV falava. Era o que a Globo tinha um canal só, né? Postando, divulgando isso. Se eles achavam que aquilo era bom, então não iam criticar.
Aí quando eles decidiam criticar, aí todo o Brasil ficava sabendo. Mas hoje a mídia é muito... Vem de vários lugares, né? São vários canais e a internet é complicada nesse sentido. Até eu sigo a ESPN, o perfil da ESPN no...
no Instagram e, cara, o que eles fazem com o Neymar é um absurdo, assim, eu digo de pegar qualquer detalhe, né, porque eles querem atenção, eles querem alcance pra rede social. E eles pegam qualquer coisa que o Neymar faça dentro ou fora de campo e postam lá nos moldes pra gerar engajamento e atenção.
então eles expõem muito coisas que às vezes eu olho e disse por que postaram isso aqui? Não tem sentido nenhum isso aqui não tem nada a ver, e aí tu vai ver tem muito alcance, muito engajamento, muito comentário, o pessoal comentando muito e aí gerando brigas, e é isso que a mídia quer, é isso que eles querem pra página crescer pra ter mais alcance as outras publicações deles, só que isso o atleta acaba entrando né
E sofrendo com isso, imagina. É, sim, porque hoje, inclusive, vamos lá, o atleta, ele tem que ter o cuidado com o que ele vai falar em qualquer momento, com o que ele vai fazer, com o que ele vai publicar no canal dele, no Instagram dele, né? Qualquer movimento hoje, ele é filmado, simples assim. A gente teve outro dia o Cristiano Ronaldo, eu acompanhei esse movimento, né? E não foi tão divulgado, a mídia nem pegou muito isso.
Mas eu vi que foi no final do ano passado, se eu não me engano, até. O início desse ano. Ele meio que passou ali no vestiário, nos bastidores, antes de entrar em campo. E ele estava meio brabo, acho que foi depois do intervalo. E veio alguém ali pedir um autógrafo, se aproximou dele e ele empurrou o cara. Ele simplesmente empurrou o cara para o lado.
E aquilo foi num dia, por exemplo, né? E aí, cara, ele tava no estresse dele, no direito dele de estar estressado, de não querer ver ninguém. Às vezes o cara tá puto da cara, porque o time tá perdendo, e ele é assim, né? Ele tem essa personalidade. Ele fez aquilo no instinto total.
E no dia seguinte, eles publicaram no perfil dele um vídeo dele com uma criança, assim, né? E a gente que entende de marketing, de posicionamento, a gente sabe o que é isso. É assim, coloca algo positivo logo pra que aquela imagem negativa não tome conta, né? Do posicionamento dele. Então fizeram aquilo de modo intencional, tipo assim, vamos lá, vamos limpar a imagem, né? Uma vez, se tu sujava a tua imagem, por exemplo...
A época lá do Adriano, né? O Adriano Imperador. Lembra? O Adriano teve a imagem dele sujada por conta de coisas que ele fazia. Escolhas que ele fazia de droga, bebida, um monte de coisa assim. Prostituição, né? E a imagem dele não foi fácil de ser limpada e eu diria que a carreira dele terminou com a imagem um tanto quanto suja.
em alguns aspectos. Foi o jogador que foi, excelente, mas fora de campo ele teve a imagem dele bastante suja. E hoje isso acontece em uma proporção muito maior, porque hoje todo mundo fica sabendo de tudo. Então não tem como dizer que o atleta hoje em dia não aguenta críticas. Porque se a gente está comparando isso com o passado, com os anos 90, 2000 ali,
Não tem como comparar, porque hoje a quantidade de críticas que o atleta recebe, ela é incomparável. É mil vezes maior, se a gente parar para analisar. Porque hoje um atleta amador, se ele publicar um vídeo, uma imagem, que contém qualquer possível distorção da população, dos seguidores, dos fãs, ele vai tomar uma enxurrada de críticas. E aí o que que entra?
Entra algo que eu vejo assim que começou na geração dos millennials, principalmente, vamos pegar lá Cristiano Ronaldo, Djoko, Lewis Hamilton, Nadal, aí já entra mais a Serena Williams nessa época aqui, não na anterior. Pessoas que pegaram o quê? Elas pegaram o início dessa ciência, dessa mídia global e da profissionalização extrema que o esporte exigiu.
Então aqui a gente tem pessoas que estão até hoje performando, algumas delas, né? Cristiano Ronaldo, Djoko, Nadal acabou de sair, Hamilton ainda está aí com muito alcance, com muita performance, inclusive, né, também. E são pessoas que o quê? Eles entenderam como jogar, porque começaram a surgir outras necessidades. Então aqui tiveram o início, por exemplo, de equipes multidisciplinares trabalhando com atletas.
Na época do Ronaldo. O Ronaldo, qual foi a Copa? Que ele foi a primeira dele, né? Que ele chegou já como uma estrela e ele não conseguiu jogar por conta... Inclusive, há poucos anos atrás, ele falou o que ele teve ali, né? Foi em 98. 98. Na época, não diagnosticaram nada do que tinha sido. Achavam que ele estava com algum problema de saúde. Que era uma convulsão, alguma coisa... Que era convulsão. Na verdade, aquilo era uma crise de ansiedade que ele estava passando.
Ele chegou pra jogar assim, todo mundo esperava que ele decidisse a Copa ali, que ele fizesse tudo pelo time. E não era bem assim, turma. Ele era muito novo, tinha 18 anos, 19, alguma coisa assim, né? É, por aí eu acho. 19?
E ele não estava preparado emocionalmente para lidar com toda aquela pressão que a mídia colocou em cima dele naquele momento. Só que tu vê, por não ter psicólogo, por não ter uma equipe multidisciplinar trabalhando com ele naquela época, com a seleção, eles não sabiam o que estava acontecendo.
Imagina o número de lesões que esses atletas tinham no passado Era uma coisa absurda As lesões que eles tinham E não tinha tanto tratamento também Era algo de fato muito mais raiz Então nessa geração Do Cristiano Ronaldo Do Nadal
próprio Neymar, começou a ter muito mais uma necessidade de equipes multidisciplinares, de profissionais entrando na vida desses atletas. Então, uma profissionalização aumentou a demanda dela. Então, por exemplo, uma coisa que os atletas pouco se preocupavam lá no passado era em questão de recovery, de recuperação.
Eles não faziam quase trabalho de recuperação. A recuperação é, vai pro bar beber. Era mais ou menos isso, vai pra festa. Hoje a ciência mostra, né? A ciência mostra há muitos anos já, o quanto uma hora de sono a menos vai prejudicar a tua recuperação, vai afetar a tua performance no próximo treino, no próximo jogo. Hoje os clubes mapeiam isso.
né os clubes exigem que principalmente em pré-temporada que os jogadores cheguem lá e preencha uma tabela todo dia quantas horas eles dormiram que fizeram eu mesmo tive acesso a um clube de série A no passado foi
E teve um atleta que chegou, ele tinha viajado, uma viagem internacional, e ele dormiu três horas naquela noite. Dormiu três horas e foi para o treino. Só que ele tinha preenchido isso. O pessoal não fica todo dia olhando, né? É para preencher para ter um controle, qualquer dano que tiver vai saber de onde veio. E ele dormiu três horas no dia, foi treinar, estourou um ligamento.
Não foi ligamento, acho que foi um estiramento, alguma coisa assim que deixou ele, tipo, três semanas sem poder jogar, um mês quase sem poder jogar. E aí, da onde veio isso? Eles estavam voltando de férias, o cara tava com sobrepeso um pouquinho, né, tinha ganhado um pouco de peso, tava dormindo pouco, viajou, dormiu quase nada, avião, então três horas quase dormindo no avião, foi lá, foi fazer um treino mais intenso, cara, não deu outra, lesão na hora. Isso no passado, eles não mapeavam.
porque não tinha tanto esse controle, não tinha tanta essa ciência em cima e por trás do processo. Hoje, tudo isso foi ampliado, mas já tem um tempo que está acontecendo. Aí a gente pega o quê? Atletas como Cristiano Ronaldo, essa geração, foram aqueles que transformaram o talento que se via no passado em um negócio, em uma empresa, vamos dizer assim. O atleta se tornou empresa.
através dos milênios, se a gente parar para analisar. Então eles passaram a ter uma valorização muito maior, eles passaram a ser muito mais acompanhados, eles passaram a ter equipe multidisciplinar trabalhando e o atleta se tornou, de fato, uma marca global. A gente pega o passado, eram poucos os que se destacavam e se tornavam reconhecidos mundialmente.
Eu acho que eles começaram a olhar muito mais para ser um atleta para a vida inteira, assim. Em construir uma marca pessoal que fosse para a vida inteira e que já tivesse um planejamento também de como que vai seguir depois que se aposentar.
Pensando na longevidade. Lá atrás se via muito, ah, se aposentou e aí perdido, não sabia o que ia fazer. Talvez a Globo convidasse pra fazer alguma coisa, mas ficava no mercado assim, totalmente despreparado, sem saber o que fazer. E quando assumisse algo depois da carreira também tinha que aprender tudo, fazer e tal.
E hoje a gente vê que eles vêm muito mais preparados, né? Se tem alguma dúvida que o Cristiano Ronaldo tem todo um planejamento e uma preparação para depois, quando ele parar de jogar assim, profissional, o que ele vai fazer, já deve ter tudo, né?
Sim, eu não tenho lados concretos, não sei se tu já pesquisou isso, mas o quanto o Cristiano Ronaldo investe em negócios, acabou de se tornar, se não me engano, tu que me comentou, sócio da Perplexity, investidor, eu acho, né? Investidor. Investidor da Perplexity, e ele tem muitos outros negócios, outras marcas, nós mesmos já falamos aqui sobre o investimento dele dentro de um braço da Herbalife, na área de tecnologia.
Então, é um cara que ele começou a ganhar muito dinheiro através do futebol e foi vendo que, cara, futebol não vai durar pra sempre, mas quero jogar o máximo que eu puder, tá com 42 anos e tá jogando, acreditamos que essa vai ser a última Copa dele, né, eu acredito realmente nisso e inclusive torço pra que ele vá muito bem, assim, consiga jogar muito bem nessa Copa, porque, cara, eu acho que todo...
Toda pessoa que gosta um pouquinho de futebol vai acompanhar porque pode ser a última Copa do Cristiano. E ele vai dar o sangue, sem dúvidas, pela seleção dele. Só que é um cara que nitidamente, hoje possivelmente ele ganha já muito mais dinheiro com negócios fora do futebol do que com o próprio futebol. Mas por quê? Porque a marca dele foi preparada para isso. Mesma coisa o Neymar. O Neymar é uma marca...
gigantesca pra fora do esporte. Que ele, o pai dele também tem muita parte nisso, que sempre pensou nesse lado. Cara, tu vai lá e joga futebol que eu vou pensar na tua carreira.
E lá no passado não era assim, né? A gente pega vários exemplos, até já foi falado aqui da própria ginasta do Brasil, a... Daiane dos Santos. Daiane dos Santos, né? Quando ela terminou a carreira dela, ela parou pra analisar, inclusive ela deu uma entrevista, e ela falou assim, eu só vi que atleta não tinha aposentadoria quando eu parei. E aí o dinheiro que eu tinha ganho eu já tinha ido, e eu tive que fazer alguma... eu tive que me reinventar.
Eu imagino é isso, né? O atleta não sabe. Tu falou, ah, o Neymar vai lá jogar bola e eu cuido, o pai cuida da carreira, né? Mas não é a carreira dele como jogador. É a carreira dele como pessoa. Como pessoa. Como marca pessoal, como empresa. Eles sempre se enxergaram como uma empresa, né? Total. Que tem...
um jogador por trás de futebol, que daqui a pouco vai parar de jogar e ele vai ser para sempre essa empresa grande, cheia de negócios, continuando crescendo. Um caso que eu acho que pegou a troca das gerações que tu já falou agora foi o Ronaldo Fenômeno.
ele pegou um pouco da outra geração, que era mais... Sim, mais raiz. Mais raiz e tal. Teve polêmicas também, né? Muitas polêmicas com ele. Mas mesmo assim, aos trancos e barrancos, digamos assim, ele conseguiu formar, porque ele tinha essa veia empreendedora também, uma certa visão. Então, ele atravessou, né? Esse tempo difícil, mas conseguiu se formar como um empreendedor.
Tanto é que hoje ele tem negócios muito fortes, né? A marca dele, imagina, é muito forte até hoje. E quanto tempo faz que ele não joga mais, né? Sim. E ele continua na mídia o tempo inteiro, é o cara. Mas isso não é só porque ele foi também o melhor do mundo. Isso conta muito, com certeza. Mas não é só por isso. É porque ele planejou tudo isso.
pra que a carreira dele percorresse um tempo até o final da vida dele, ele vai ter, se não fizer mais nenhuma besteira, né? Vai continuar bem. Mas tem outros que já foram melhores do mundo e tudo isso, mas desapareceram depois também, né?
completamente. E aí entra uma coisa assim, Diogo, que isso vale muito para o atleta de hoje em dia, independente da geração, mas que está vivendo essa nova era do esporte e que conecta completamente também com o empreendedorismo, porque se atleta é uma empresa, negócios estão indo tudo para a mesma direção, a gente tem acesso a muita informação, a gente vive nessa era digital.
Então é um outro mundo que a gente está vivendo. Inclusive Cristiano Ronaldo, Neymar, todos esses caras, mesmo eles pegando o início dessa onda, eles precisaram se reinventar e se reinventam todos os anos. A equipe deles trabalha para isso. Agora, quando a gente fala mais sobre atletas da geração Z em diante,
O que isso tem a ver com o momento atual? Se a gente pegar o exemplo do Kimi Antonelli, por exemplo, o atleta que a gente comentou aqui anteriormente, que é um cara que chegou na Fórmula 1 no ano passado, foi colocado, substituíram o Hamilton.
Ou seja, substituto do Hamilton. O cara chega com 18 anos de idade pra substituir o Hamilton, que já vem há quantos anos na Fórmula 1? Sete anos? Mais? Mais, mais. Sete títulos, na verdade, ele tem. É, ele tem 15 anos, eu acho. 15 anos de Fórmula 1, sete títulos, né? Então, assim, o cara vem pra substituir talvez o maior nome da atualidade da Fórmula 1, em questão de títulos, alcance e assim por diante. No primeiro teste do carro, na segunda volta, ele destrói o carro.
Então imagina o que passa pela cabeça desse menino que chega pra simplesmente andar na principal equipe da Fórmula 1 E aí o que acontece? Kimi Antonelli, hoje muita gente tá se surpreendendo com o que ele tá fazendo, ganhando os três primeiros GPs agora na sequência tá liderando o campeonato
Com certeza. Ou seja, o cara vem se destacando absurdamente. Fez uma primeira temporada no passado de muito crescimento. Pontuou, se eu não me engano, logo na primeira etapa, que é difícil para um novato assim, né? Só que o que tem por trás do Kimi Antonelli que as pessoas não veem e poucas pessoas vão buscar entender também? Pensa que o Kimi Antonelli nasceu em 2006, turma.
2006, né? Ele é de 2006. E em 2019, ele já estava num programa júnior da Mercedes. Ou seja, ele já era visto como assim, cara, a gente está preparando esse menino para a Fórmula 1. E na Fórmula 1 é assim o processo. Tu precisa ser visto há muito tempo antes de tu ter, por exemplo, 18, 19, 20 anos de idade. Tu tem que ser mapeado. Só que o que que...
o Kimi Antonelli traz é algo que todos os atletas hoje precisam ter em mente e sendo praticado todo santo dia. Que é o atleta de hoje em dia ele não é mais uma tentativa ou apenas o talento. Ele tem que ser um projeto. E o Kimi Antonelli ele é um projeto de alta performance. O que a gente está vendo hoje é só mais uma parte desse projeto.
porque ele representa o atleta que começou cedo, foi observado desde cedo, recebeu uma estrutura muito boa cedo e aprendeu a lidar com pressão cedo. Tudo isso como uma coisa só.
Será que o que está fazendo ele liderar, vencer de caras que estão ali há 10, 15 anos, hoje, é só o talento? Não tem como ser só o talento. Não tem como. Porque com a quantidade de tecnologia, a competitividade, a estrutura que existe hoje envolvida na Fórmula 1, não tem como o talento vencer. Apenas o talento.
Isso é reflexo de um projeto, de uma preparação de muito tempo, desde quando ele nasceu praticamente. O pai dele foi piloto, tem uma equipe própria. Quem pesquisar e olhar para a jornada dele vai ver que ele passou por cada etapa para chegar na Fórmula 1.
O destino dele sempre foi a Fórmula 1, olhando para trás. É claro que poderia ter acontecido alguma coisa que mudasse todo esse processo e ele não estivesse na Fórmula 1, porque não existe garantia. Mas ele teve um projeto para isso. Então o atleta de hoje em dia, ele precisa se enxergar como sendo um projeto. Principalmente atletas mais jovens, né, Diogo? Aqueles atletas que têm hoje, vamos lá, 7, 10 anos de idade.
e querem o alto rendimento, almejam isso, principalmente falando dessas modalidades, vai ter que ter projeto, senão vai ser muito difícil chegar. Mas nem só os mais novos, claro, os mais novos para chegar no topo do seu esporte, talvez, mas aquele atleta amador...
que quer desempenhar bem, quer competir bem, ele também tem que ter um projeto, né? Total. Ele não pode só olhar pra uma das partes aí do treinamento ou do equipamento, ele tem que ter tudo alinhado se ele quiser performar bem e se esse for o objetivo dele, não dá pra olhar só pra um lado. E até o Kimi Antonelli aí...
Com certeza, talvez alguém que está ouvindo aí que gosta de Fórmula 1, as maiores discussões na Fórmula 1 sempre são essas, e eu não entendo por que o pessoal discute isso, mas tudo bem. É que o que vão dizer dele agora, o que estão dizendo já dele agora, é que ele tem sorte, ele está com o melhor carro.
O mesmo carro que ano passado o Hamilton, praticamente o mesmo carro, né? Mudou muita coisa, mas... Mas não dá pra discutir com esse pessoal, porque eles vão dizer assim, não, mas esse ano mudou tudo, aí mudou a bateria, e aí agora a Mercedes tá melhor, então ele tá com sorte. É sorte, é isso aí. E aí tem muito disso. Eu acompanho um pouco a Fórmula 1, mas eu não fico discutindo com ninguém, porque...
o pessoal perde a noção, assim, das coisas de como funciona, né, um atleta e tal, um treinamento e quer achar culpados pra esse tipo de coisa, que não existe, né. Ele pode até ter o melhor carro e tal, mas ele tem que estar lá dentro, tem que estar guiando, tem que vencer. Então ele fez três poles, foi o primeiro, né, converter três poles em três vitórias, primeiro da história a fazer isso. Caramba.
Sensacional. É. E aí isso mostra o quê, né? Como tu mesmo falou aqui também agora, reforçou, né? Não vale só para o atleta jovem hoje em dia. Hoje é beta, né? Já é uma geração beta. Não é só para o alfa, né? Nós estamos na alfa. Não é a geração alfa apenas que precisa ser vista como um projeto, mas sim qualquer atleta, seja amador, que quer ter um rendimento acima da média, quer ganhar competições.
a nível regional, nacional, internacional, um dia, precisa enxergar isso, porque hoje...
Se tu tiver talento, mas tu não tiver um ambiente propício para o crescimento, tu não tiver uma equipe multidisciplinar, tu não tiver gestão emocional, tu não tiver tecnologia envolvida no teu processo, tu não tiver uma família estruturada, pessoas com uma boa estrutura comportamental que te acompanham, e tu não tiver visão de carreira, tu está fora do jogo. Olha quantas coisas eu falei.
Sobra pouca, gente. Só que isso não é uma coisa assim, extremamente difícil. Ah, minha família não me apoia. Mas não é a única coisa que vai ditar se tu vai ganhar ou não. Não é a única coisa. Por isso que tu não pode apostar só em um braço hoje em dia. O que muita gente faz, inclusive se a gente pega o futebol...
Dá para trazer, assim, muitos exemplos, né? O futebol é a maior peneira que existe esportiva no mundo, porque são milhões de jovens disputando uma única vaga. Basicamente isso. Existe uma vaga para centenas de milhares, com certeza, para alcançar o mais alto nível do profissionalismo.
E o que acontece é que muitos pais, inclusive, eles acreditam que apenas o talento do filho no futebol já garante a carreira deles.
Nós tivemos agora, recentemente, essa semana, um pai que o filho não foi escalado, na base, o filho não foi escalado para jogar, e o pai simplesmente esperou o treinador fora do estádio, emboscou ele e bateu nele, cometeu um crime ali. Aqui no Brasil. Aqui no Brasil.
acabou de ser divulgada essa notícia essa semana os pais de atletas de base em São Paulo na Federação Paulista foram proibidos de assistir os jogos dos próprios filhos por conta de tanta briga fora do campo com pais então o que é isso? são famílias desestruturadas emocionalmente, como que vai ser o emocional desses filhos? completamente afetado
Praticamente não existe. Então são pais, são pessoas apostando 100% no talento. Ou porque está num clube XYZ, eles acreditam que ali já vai ter tudo. Turma, não vai ter tudo. Se cada um não buscar o seu melhor, o processo não vai acontecer. Não é porque o Kimi Antonelli teve um projeto para estar na Fórmula 1 que garantia que ele estivesse na Fórmula 1. Sabe?
A verdade é que mesmo com todo o projeto, com todos esses pontos que tu comentou agora, tudo isso muito, muito bem estruturado, mesmo assim é difícil. Com certeza. Porque a gente está falando do alto rendimento. A gente está falando do alto rendimento. Se tu quiser ser um atleta ou quiser que teu filho, tua filha...
pratique esporte, mas não para chegar no alto nível, cara, aí beleza, aí tudo certo, tu pode levar muito na esportiva, como se fala, né? Muito no amadorismo. Essa estrutura familiar, estruturação, enfim, vai trazer benefícios para a vida daquele atleta, em todos os sentidos. Agora, colocar lá no esporte, ficar brigando na arquibancada e xingando o filho dos outros, isso vai desestabilizar.
A vida do teu filho, né? Completamente. Para que é melhor nem praticar esporte, então? Exatamente. É praticamente isso, porque aí é... A gente fala, né? Ah, os filhos estão... Enquanto muitas crianças estão nas telas, outros estão no esporte. Só que, às vezes, tem atleta que está lá no esporte, né? Que, cara, às vezes era melhor que ele estivesse nas telas, né? Porque você tem pais ali brigando na arquibancada, fazendo um monte de...
merda, literalmente, cara, puta, o filho tá vivendo um caos, assim, um caos que se tudo der certo, ele vai aprender alguma coisa, mas a chance de ele aprender alguma coisa é muito baixa. Né? Entende? Então é muito difícil hoje, assim, a gente olhar pra esse cenário e dizer o que vai acontecer apenas pelo talento. Não dá mais pra apostar no talento, pra chegar no alto nível. Tem que ter uma preparação. O Kimi, por exemplo, não chegou onde ele tá hoje.
porque ele pulou etapas ou porque o talento dele se sobressaiu aos outros, foi porque ele seguiu o plano, 100%, de forma muito bem estruturada. Ele viveu ali, passou por muita coisa que talvez a maioria não estava disposta a passar. As pressões que ele teve que lidar, tudo isso, né? O pessoal olha assim e pensa, tem um projeto, está numa boa estrutura, então vai ser mais fácil.
normalmente é mais difícil. Só que é esse difícil que quem consegue suportar e passar vai colher de um resultado lá na frente. Porque tu passar por uma prema da vida que ele passou na Fórmula 2 ali, né? Que é assim, quem entra na prema, na equipe, basicamente já tem uma vaga na Fórmula 1, né? A não ser que dê tudo errado, assim.
Tipo, tu não fizer nada em pista, tu só destruir carro e tal, aí possivelmente tu não vai. Mas se tu passou por essa equipe, tu ganhou o campeonato, ficou entre os melhores, acho que o Kimi nem ganhou a Fórmula 2, se eu não me engano, ele ficou em sexto. Ele terminou em sexto, se eu não me engano, tá? E garantiu a vaga dele na Mercedes.
Mas por quê? Porque o pessoal não olha, a Fórmula 1 não olha só pra essa última etapa, olha pra tudo que veio sendo construído. Construção. Construção. Então é a mesma coisa um atleta hoje no futebol. E eu acho que a Fórmula 1, agora eu tô supondo aqui, né?
que ela não olha só também para o resultado, ela olha não só para o talento, não só para condições de ganhar, enfim, tudo isso eles olham. Mas eles devem dar um certo peso hoje também para o marketing, para outros pontos, com certeza para patrocínios, né? A gente sabe que o atleta que consegue trazer mais dinheiro para a Fórmula 1, eles vão dar um pouco de preferência. Então...
faz parte do jogo. É justo, não é... Cara, é um esporte e esse esporte, estamos falando da Fórmula 1, é assim. É assim.
Então, os que vão ir bem no esporte, eles vão ter que se preparar para aquele esporte, para aquele cenário. E a Fórmula 1 é assim. Então, acho que tem muito disso hoje em dia também. A Fórmula 1 virou, está com uma visibilidade monstruosa, depois que foi adquirida pelos americanos, que transformaram tudo num grande circo, digamos assim, de audiência.
com a Netflix também. Então, os pilotos que entendem também isso, eles conseguem desenvolver a carreira já pensando nisso, né? Porque não adianta só ficar treinando de forma raiz.
Achando que vai chegar na Fórmula 1 hoje em dia. Exatamente. Ou sendo mediano, por exemplo, em alguma outra modalidade antes da Fórmula 1. Se tu for mediano na peneira, vamos dizer assim, vai ser difícil de tu passar pelo funil e ser um dos poucos que vai lá para o final. Então tu tem que ter muito destaque já antes de chegar lá.
São muitas etapas. E, claro, o dinheiro, né? Que pra chegar na Fórmula 1 é um investimento de dezenas de milhões pra tu entrar numa Fórmula 1 da vida. De dólares, né, turma, a gente tá falando. Então, o que se gasta, por exemplo, hoje uma temporada de kart, assim...
Num nível nacional é meio milhão de reais pra competir no kart, a nível nacional. A nível internacional, já prepara ali, né? Meio milhão de dólares. Um milhão de dólares pra competir a nível internacional, né? Uma temporada no kart. Então é muito investimento, mas, cara, quem quer chegar lá precisa passar por esse processo.
Tem exceções? Tem, são poucas. Então, por isso que a gente sempre fala, quando é alto rendimento, existe um processo. Agora, passando para outro italiano, inclusive, que também está liderando, Diogo, nos últimos tempos agora, nessa mesma geração Z, que é o Sinner. Eu sei que tu acompanha muito o tênis aí também. E o Sinner, ele tem, cara, alguns diferenciais que são nítidos, né? Na jornada dele. Primeiro, ele não nasceu no tênis. Veio de outro esporte.
Ele sempre foi atleta, né? Eu acho que assim, ele meio que nasceu atleta, acho que ninguém nasce atleta, mas ele nasceu e foi pro esporte. Qual foi o primeiro esporte dele? Que ele inclusive foi atleta profissional ali.
Era ski, né? Ski. Era ski com a modalidade, eu não lembro agora, mas eu acho que era slalom, algo assim. É, eu acho que era slalom, se eu não me engano. Descido em velocidade, né? Isso aí, isso aí. E chegou a competir, né? No nível profissional. O que será que o ski deu pra ele que hoje ele usa pra ser número 2? Atualmente, nesse exato momento? Número 1. Número 1 nesse momento? Número 1.
Hoje dia, a gente está aqui no podcast em maio. Ele ganhou os últimos seis, se eu não me engano, Masters 1000, né? Também é um recorde. Diziam que os recordes do Joko, do Nadal e do Federer são muito difíceis de serem quebrados. Mas aí o Sinner já vem e ganha seis Masters 1000, né? Que é o maior antes dos Grand Slam. Ele vem e ganha seis em sequência.
Que é algo que nenhum dos três nunca fizeram.
Olha só, mais um italiano, 24, 25 anos agora o Sine, né? 24. 24 anos. E pensa que a Itália, né? A gente estava falando do Antonelli, que é italiano. A Itália, ela é 10 vezes menor que o Brasil em território. Sim. Em população, ela é... O Brasil é 3, 4 vezes maior. Então, é um estado brasileiro, como se fosse assim. Está com... É um estado brasileiro.
top 1 no tênis e top 1 hoje, né? Liderando o campeonato da Fórmula 1. Os italianos estão tudo loucos. Literalmente. Estão tudo... Literalmente. Como é que está lá o clínico? Acho que é algo assim que não acontecia talvez desde o que? Desde o Valentino Rossi. É. O movimento assim.
É, no motor, né, Valentino Rossi. No tênis, eu acho que eu nem lembro de italiano, assim, liderando no tênis. Pois é. Mas por que será que também o Sinner, que é da geração Z, está liderando agora no tênis? Qual que é a tua visão sobre isso?
Pois é, o que ele demonstra, assim, que todo mundo fala também, é a frieza. Ele parece ser alguém com uma mentalidade muito afiada. Não tem como cravar isso, né? Mas é o que todo mundo fala, que eu acompanho também, me parece que é. Que ele tem realmente essa capacidade e tem uma boa estrutura também familiar. Uma estrutura...
Por trás do tenista tem muitas pessoas também, né? Não é ele sozinho lá jogando, entrando na quadra. Então toda a equipe dele, ele tem uma estrutura muito boa, uma imagem, uma marca pessoal boa. Apesar de que também no tênis tem, ele foi... Ele teve uma punição, né? Por doping há um tempinho atrás aí. Eu não sei ao fundo o que foi e tal.
Então, no tênis, aí, sempre que alguém fala do Sinner, então todo mundo fala que... Todo mundo não. Tem muitos que criticam ele por isso, mas que parece que foi... Ele cumpriu a pena, tá tudo certo. Não sei o que foi. É como no ciclismo, né? O Pogacar, todo mundo fala que ele... Um dia vai cair a casa, não sei o quê.
É que o pessoal se apega muito a algo, né? E quando vê alguém se destacando muito, muitas vezes a gente quer... Cara, deixa eu achar alguma coisa aqui pra duvidar dessa pessoa. Duvidar da verdade. Mas até que provem o contrário, o cara tá aí.
Então o Sinner eu acho que tem essa questão da estrutura mesmo, e da mentalidade, dessa frieza, um pouco diferente do Alcaraz, que é um cara mais... Sim. Parece um pouco mais louco, faz coisas um pouco diferentes, o Sinner é mais centrado. O Sinner é um cara mais frio, literalmente, e o Alcaraz é um cara mais quente. Mais quente, é. Total. E aí tu vê, mesma geração, mesma geração.
É, o Alcarazzo é um pouquinho mais novo, mas não muito, a mesma geração. Geração Z também. Mesma coisa. Agora, tu vê que não é a geração o fator. Vai dizer que a geração Z é mais fria ou a geração Z é mais reativa. Não, o Ciner é frio e o...
Alcaraz é reativo. É, pegar o... Na própria geração do Federer, o Federer era mais frio, era mais... Na dele, tu pega o Nadal, era muito mais explosivo. Sim. E foi... Nadal, com o tempo, foi se tornando mais frio, né?
Nadal com o tempo foi esfriando foi entendendo o jogo e a minha visão sobre essa frieza do Sinner que eu também vejo isso inclusive no Kimi Antonelli ele é um cara o Kimi não é um cara frio, o Kimi é um cara centrado
É um jovem centrado, um jovem que quando a gente olha, a gente se surpreende de fato, porque hoje em dia tem muitos jovens que não conseguem ter concentração, foco, são reativos de verdade, mas isso não é apenas porque a pessoa é assim, é por conta da hiperestimulação que a gente tem nos dias de hoje.
Porque adultos também são assim, adultos de 40 anos, 50 anos, são assim. Não é culpa da geração dos jovens em si. É o mundo que a gente vive e a adaptação que a gente tem em relação a isso. Agora, o Kimi, por exemplo, é um cara que eu vejo que é extremamente centrado. Um cara que gosta do trabalho, que gosta do que faz, que tem envolvimento com aquilo ali. Um cara que nitidamente prepara a mente dele, assim como ele prepara o corpo dele, a parte técnica.
Um cara que sempre visualiza a prova dele, ele pratica muita visualização, que é treinamento mental puro ali. Então, ele tem muito isso. E quando eu vejo atletas com essa característica, normalmente eu percebo assim, cara, isso aqui é uma pessoa que vai longe. Se ela trabalhar certo, ela vai muito longe.
A gente tem, inclusive, no motocross, não sei se tu tem acompanhado um pouco, Diogo, tem um jovem aí que, ainda quando ele estava competindo na Junior, o pessoal, todo mundo que entende um pouco do motocross, já sabia que ele ia ser diferenciado. E ano passado ele ganhou o Campeonato Brasileiro na categoria MX2 e agora ele está competindo lá na Europa.
O cara vai competir mundial, tá a nível internacional já e, cara, se eu não me engano, ele não fez nem 18 anos ainda, tá com 17. Que é o Bernardo Tibúrcio. O menino assim termina as provas e simplesmente a entrevista dele é como se ele não tivesse feito a prova. Ele praticamente não tá nem suado.
eu conheço o treinador dele o Dino aqui do Brasil que treinou ele por muito tempo e cara, treinamento do Dino é a prova de bala se tu aguentar o treinamento dele tu vai ter muita capacidade física pra aguentar a prova então o menino sempre terminou as provas
sereno, tranquilo. A fala dele, a comunicação dele, extremamente tranquilo. É aquela pessoa que não muda o tom de voz, nunca expressa ansiedade, antes da prova, depois da prova, ele está sempre igual.
E ele é assim. Então, o Kimi, eu vejo muito isso também, um perfil parecido, por isso que eu lembrei do Tibúrcio. E o Sinner já é um cara que dá pra ver assim, que, cara, ele é obcecado pelo trabalho. E essa frieza dele, na verdade, é o quê? É uma confiança do processo que ele passa antes de chegar na quadra pra disputar um título, por exemplo. Não tem como ser outra coisa. Isso é confiança no processo. Tu nunca vai ver um cara frio que não se preparou da melhor maneira.
Não tem como. A gente pega um cara ali de uma geração um pouquinho anterior que era extremamente quente e que de fato não durou no esporte que é o Nick, Nick Kirgus. Sim. Nick Kirgus. Sim. Eu até estava pensando aqui em alguns opostos pra gente trazer assim. Ele é um, né?
Ele é um que era muito explosivo e reativo. Mas eu estava pensando em alguém. Ele nem chegou. Ele chegou numa final de Wimbledon, né? Talento ele teve de sobra, né? Foi muito longe, mas não ficou por muito tempo. Não durou. Parece que não dura, né? Estou tentando lembrar alguém que ficou por muito tempo no topo do seu esporte, tendo esse perfil que ficou por muito tempo.
Ao contrário do Siner. Tu consegue lembrar alguém? O Agassi, talvez?
Mas o Agassi, eu acho que para fora ele fazia isso, mas... É, mas para dentro ele vivia um processo absurdo, né? O Agassi, ninguém entende, na verdade. Quem já leu o livro dele... Que é uma enciclopédia viva. Nota que mesmo quando ele botava tudo aquilo para fora, que parecia um maluco, assim, por dentro ele era outra pessoa, né?
Parecia que aquilo era intencional, né? Ele tinha meio que uma clareza. No final das contas, dava certo, né? Mais ou menos assim. Tanto é que no final ele começou, parece que foi entrando, né? Ele parecia o Kyrios no início. Ela louca, assim. E aos poucos ele foi, ficando mais centrado.
Até no final da carreira, quando ele começou a ganhar mais até, ele já estava com outro estilo. Já estava careca também. Exato. Já estava... Foi aceitando a posição. É, parece que ele foi adquirindo com o tempo essas características que o Siner já tem hoje.
Isso aí. Mas não vem a cabeça, um que ficou no topo tendo totalmente explosivo. Eu acho que um dessa nova geração, da geração Z, que daria pra gente trazer assim, comparando a própria geração, é o Roger Run, né? Que foi treinado, inclusive, pela... Ah, sim.
foi treinado, agora nem sei se ele está com algum treinador ou não. Eu sei que ele passou por muitos treinadores, inclusive o treinador que foi o treinador da Serena, falou, ele disse assim, bom, enquanto ele não... O que ele falou numa entrevista? Ele falou, enquanto ele não lavar as próprias cuecas, alguma coisa assim, ele não vai ter sucesso, porque tem muita coisa que a mãe dele ainda faz para ele. Então ele quis dizer assim, ele é muito imaturo ainda, e de fato ele mostrou essa imaturidade muitas vezes em quadra.
E ele começa a perder, ele troca de treinador. Então, dá pra ver que é um perfil de um cara que nunca assume a responsabilidade. Tá sempre jogando em alguém a culpa, né? É aquilo, a culpa é minha, eu coloco em quem eu quiser. Então, é mais ou menos isso que ele vive. E aí não consegue acompanhar os caras que estão ali, que tiveram junto com ele, né? O próprio Sinner, o Alcaraz, ele disputava de igual pra igual com esses caras. Só que não tá conseguindo acompanhar.
E aí tu vê que o fator mental é uma das premissas mais importantes pra continuar crescendo nesse alto rendimento. Porque ele chegou, mas assim como o Nick, não conseguiu se manter. Acho que até se manteve mais do que o Nick, né? Tem menos idade, então talvez ele tenha mais tempo pra, quem sabe, recuperar um pouco. Sim, pra começar a caminhar mais pra esse lado. Exato.
Então, é uma mudança que a gente vê, né, turma? Não só de gerações, mas principalmente de como a gente enfrenta, como cada mentalidade enfrenta o momento que está vivendo, a sua estrutura. Não é uma... A gente não tem como dizer assim, a geração tal é melhor que tal.
O que os novos campeões têm em comum agora, sim, a gente pode listar algumas coisas. Por exemplo, o que os campeões que a gente está vendo hoje, que não é só a geração Z, pega Djoko, pega Cristiano Ronaldo, todos esses caras, vamos lá, todos eles começaram cedo. Mas eles não chegaram onde eles estão por acaso.
E não só porque eles começaram cedo. Não foi só o talento, foi o quê? Foi ambiente, foi repetição, foi direção acima de tudo. Eles tiveram uma direção muito boa. Eles tiveram as pessoas certas ao redor deles, desde família, treinadores, programas de desenvolvimento, estrutura, de fato, para crescer e chegar onde eles chegaram.
eles foram preparados antes de surgir no público, antes de pisar no palco. Então o tempo deles de bastidores é muito maior, às vezes, do que um atleta que hoje começa e já é exposto, já é exposto no alto nível.
Então o tempo que eles passaram se maturando sem aparecer é muito grande comparando a atletas que hoje em dia a gente vê, né? Crianças ali de 7, 8 anos, e às vezes os pais já expõem assim num altíssimo nível pra ver o que vai dar. E às vezes não é o melhor movimento a se fazer. O campeão, ele é alguém que tem que ser preparado por muito tempo.
Ele não começa ganhando. E, não sei se tu já reparou isso, Diogo, como eu trabalho com muitos atletas, às vezes quando chega um atleta, assim, pra mim, inclusive jovem, que vem perdendo muito, normalmente é o que eu mais gosto, porque eu sei que se o atleta está perdendo muito...
e continua trabalhando, é porque ele quer muito. Já o atleta que começou ganhando, nunca perdeu, e perde a primeira vez, aí a gente vai conhecer a pessoa também, pra ver se ele vai conseguir lidar com a derrota, que é algo que ele não tá acostumado, né? Então, tem muito atleta que começa ganhando, quando perde, já começa a encontrar oportunidades de desistir. Que é a oportunidade de desistir, a derrota simplesmente é, cara, não deu certo, vamos escolher outra coisa?
Esse é o convite que a derrota faz. E aí é o atleta que tem que reafirmar, assumir pra ele o que ele quer. Não, cara, eu tô disposto a passar por isso, eu sei que esporte de alto rendimento vai ter muitas derrotas, não é a primeira e não vai ser a última, então o que eu quero? Então, aqueles que estão no topo hoje não chegaram ali por acaso. Eles passaram por muitas derrotas antes de chegar onde eles estão hoje vencendo tanto.
Tem um outro atleta da Fórmula 1 que até eu fiz um post outro dia e bombou o post e tá uma briga lá que, nossa, nem olho mais. Mas é o Nico Rosberg, que é o cara que bateu o Hamilton no auge, né? Sim. E a história dele é bacana, porque naquela temporada ele foi pro tudo ou nada. Ele combinou com a esposa dele que ele ia ser um cara ausente, né?
Porque ele ia dar tudo, era tudo ou nada naquela temporada, porque era a única maneira de ele bater o Hamilton. Imagina, os dois com o mesmo carro, né? Mercedes. E não foi nada fácil, né? Eu acho que ele ganhou por muito pouco, assim. E no instante que ele ganhou campeão mundial, ele já optou por se aposentar. Caramba.
E essa é uma decisão muito forte e poucos conseguem ter algo assim. E ele totalmente planejado. E quando ele tinha o contrato nas mãos, continuar na Fórmula 1 e tal, mas ele já tinha decidido. E ele, depois da corrida, se não me engano, um dia depois, a equipe não sabia disso. E ele foi lá e comunicou que...
ela se aposentando, e foi um baque pra todo mundo, mas ele tava já tranquilo daquilo, era o planejamento dele, e aí é interessante que no post que eu contei essa história lá no meu Instagram, o pessoal tá discutindo, né, discutindo que ele é ruim, que ele não é bom, que isso, que aquilo, e, cara, é...
Não tem como discutir esse tipo de coisa, né? É igual o pessoal que fala do Bargekello, né? Sim. Igual o pessoal que fala do Bargekello. Sim. Os memes que tem e tal. Cara, quem fez o que ele fez? Sabe? Vai lá fazer no lugar dele pra ver quanto tu aguenta. O pessoal fala porque tem tempo pra falar, né? É, tem muito tempo, né? Quem fala, normalmente não faz. Quem fala, normalmente não faz.
Tem muito tempo livre, né? Pra julgar, né? É muito difícil. A gente tá aqui apenas comentando e observando coisas de fora e entendendo... Pra aprender com isso. Pra aprender com isso. Inclusive o que tu acabou de trazer agora do Nico Rosberg, né? Nessa última temporada dele que foi pro Tudo ou Nada. Vamos tentar se colocar no lugar dele, né? Imaginar assim, cara, tamanha de pressão que ele se colocou.
O risco que ele tomou, assim. E quando a gente traz isso tanto pro esporte de alto rendimento, quanto pro empreendedorismo, a gente sabe muito bem, né, turma? Se a gente não tomar risco, a gente não cresce. Não tem como. E aí o que ele fez ali de, por exemplo, fazer um combinado com a esposa que vou ser mais ausente esse ano. Por que que eu vou ser mais ausente?
para que eu possa alcançar o objetivo que eu tenho. E a partir do momento que eu tenho um objetivo, cara, esse objetivo é da família. Se tu tem uma família estruturada, a família vai entender. Se a tua família é desestruturada, ela não vai entender. Então, o quanto isso representa hoje, por exemplo, nos negócios, né? Da gente chegar para a nossa esposa, para o nosso parceiro, parceiro, e falar assim, cara, eu vou estar mais ausente aqui, nesse momento, porque eu tenho tais demandas, isso...
é por nós, é um objetivo nosso, da nossa família, tem a ver com o resultado que a gente quer alcançar, com os sonhos que a gente tem. Se a gente não faz isso, simplesmente a gente vai vivendo ali na média. Aí ninguém vai comentar de nós no futuro, né, Diogo? Por quê? Porque não fez nada.
Aí sim, talvez não fez nada relevante. Ficou lá na média. Ou se fizer sem esse combinado, aí corre o risco de não alcançar nada, né? Ou vai alcançar e vai ficar sem família. Ou vai alcançar e ficar sem a esposa. Também não vale a pena, né? Exatamente. Ele falou até ao Rosberg que ele mudou até o comportamento dele, porque era tanta pressão naquela temporada e o Hamilton...
Não é fácil, né? Imagina competir com o Hamilton. Que ele mudou o temperamento. Ele brigava, eles brigavam. Eles não se olhavam dentro da equipe, imagina. Não se aturavam. Sim. E ele se manteve firme nisso. Eles bateram até. Teve prova que os dois bateram. Foi feio. Mas ele, no final, conseguiu, né? Se não tivesse conseguido, talvez... Enfim. Pelo menos ele deu tudo pra... Sim.
para pelo menos chegar o mais próximo possível de bater o companheiro. A competição é isso, né? A competição de alto rendimento é isso, não é? E eles entendem, no fundo, esses caras estão num nível que a gente fica imaginando que eles estão, sei lá, brigados e isso e aquilo, mas no fundo eles têm o mesmo temperamento, tu deve saber muito bem, e eles entendem que é assim, né? O esporte, a competição, o alto nível é assim.
Talvez hoje eles são amigos, vai saber. Sim, possivelmente hoje o Hamilton deve até olhar assim, não sei, né? Mas possivelmente olha com olhos de cara, pô, tu se dedicou pra isso, né? É, esse cara foi duro, me ganhou. Eu tenho um atleta que já se aposentou também, de moto velocidade, e ele teve duas temporadas disputando com um argentino.
que, cara, era assim, era difícil, porque a gente tinha que se preparar para cuidar para o argentino não cruzar no meio de nós. Ele vinha para derrubar, simplesmente isso, a 300 km por hora, turma. Motovelocidade é assim. Mas era feio, assim, os contatos que eles tinham, né? Provocações fora de pista também. E esses dias eles se encontraram, esse meu cliente já está aposentado, ganhou o que tinha para ganhar aqui no Brasil.
E esse argentino ainda está competindo. E o meu cliente encontrou com ele esses dias. E aí os dois postaram, né? Postaram uma foto assim. Pô, que bom lembrar das disputas que a gente tinha e tal, né? Eles não podiam se olhar na cara, turma. Eles não podiam se olhar na cara. Porque era guerra. Simplesmente guerra. Era isso.
e às vezes levaram pra fora de pista também e hoje eles olham pra trás e, cara, que legal que eram as disputas que a gente tinha, né? Porque o competidor entende isso, ele entende que lá dentro da arena é a hora que o filho chora e a mãe não vê. Literalmente. Todo mundo quer ganhar, então, quem se preparou pagou o preço pra ganhar, cara, eu vou buscar o que é meu, né?
E por isso que tem que ter a mentalidade muito bem trabalhada pra suportar tudo isso, né? E tu acredita então que desses atletas que a gente comentou aqui, Siner, Antonelli e outros que estão se destacando da geração Z o que eles têm de diferente mesmo?
para estarem nesse nível, é a mentalidade? 100% mentalidade. Porque quando eu falo 100% mentalidade, Diogo, não é só a maneira como pensa, é a maneira como vive. Quando a gente fala em mentalidade, não é só o que passa pela minha cabeça.
Porque vocês acham, turma, que não passa pela cabeça desses atletas uma hora de desistir? O próprio Alcaraz esses dias falou durante o jogo, falou, eu quero ir para casa. Soltou lá essa frase. O que ele demonstrou ali? Cara, é um nível de pressão, de estresse tão grande.
que às vezes ele nem pensou em falar aquilo ali, foi a mente dele, o pensamento que veio automático e ele tornou verbal. Simplesmente isso, quantas vezes a gente faz isso no nosso dia a dia, no momento de estresse, falar alguma coisa, no trânsito, responder alguém, no final tu não queria responder daquele jeito. Então, quando a gente fala que mentalidade é tudo, é porque literalmente é o que comanda a nossa vida. As pessoas que a gente vai escolher andar, a estrutura que a gente vai criar pra nós mesmos, o posicionamento que a gente vai ter,
Ou seja, quem a gente vai permitir estar no nosso ambiente? Às vezes não é só as pessoas que eu escolho, é as pessoas que eu também escolho eliminar do meu ambiente para poder crescer. Às vezes tem ali no teu ambiente pessoas que estão só sugando a tua energia. Às vezes dentro da tua casa. Às vezes tu não vai poder eliminar uma pessoa, mas tu vai poder gerenciar melhor aquela relação.
Então tudo isso são escolhas que partem da tua mentalidade. Se tu não tá treinando a tua mente pra viver algo melhor, a certeza é que tu vai viver algo pior do que tu tá vivendo. Porque ou nós estamos melhorando, ou nós estamos piorando. Iguais nós não estamos. Nunca.
Porque o mundo está mudando em uma velocidade muito mais rápida do que em qualquer outro momento que a gente já viveu. Então, no final das contas, a geração não é o problema. E sim o que as pessoas dentro dessa geração fazem. Do que elas escolhem.
Acho que com isso a gente pode trazer uma visão aqui, né, Diogo? Que cada pessoa tem total controle sobre a sua vida, total responsabilidade, para não dar desculpas de algo e sim fazer aquilo que está no seu controle da melhor maneira possível, independente da sua posição, seja atleta, empresário, profissional autônomo, em cada área da tua vida, é tua responsabilidade de se tornar alguém melhor.
Tem uma frase que eu já escutei várias vezes, não sei de quem que é, que diz assim que a gente é livre para fazer qualquer escolha, desde que a gente arque com as consequências. Consequências. Então, a gente pode fazer o que a gente quiser da vida, mas a gente tem que arcar com a consequência daquilo. Perfeito. Então, se tu tá fazendo algo que não é bom, tu tem que entender que tu vai ter alguma consequência, e aí conviver com aquilo.
Perfeito. Acho que com isso a gente fecha com chave de ouro, o episódio de hoje, trazendo, sem dúvidas, muitas lições que a gente pode aprender através desses exemplos do mais alto nível do esporte, dessa mudança geracional que a gente vem tendo e de uma evolução absurda dos esportes em geral.
Eu sempre falo, sou suspeito de falar que o esporte me deu tudo o que eu tenho, tudo o que eu sou, principalmente. Que sem o esporte eu seria... Nem quero imaginar o que eu seria, né? Sem o esporte minha vida seria completamente diferente. Então o esporte, de fato, é uma ferramenta de transformação para a vida.
quando a gente tem direcionamento, porque o esporte por si só é benéfico, mas o que acontece dentro do esporte muitas vezes não é benéfico, se a gente não tiver o direcionamento certo. Então as pessoas que a gente escolhe para caminhar no meio de tudo isso, elas importam muito, não é por acaso que a gente tem hoje mais de 6 mil atletas dentro do nosso ecossistema da Atleta Pro, buscando de fato esse direcionamento, esse conhecimento.
desde preparação mental até a parte de marketing, captação de patrocínios, porque hoje o atleta que não tem essa visão de se construir como uma marca, ele simplesmente está perdendo o jogo antes de competir. Ele não vai conseguir nem competir. A saúde mental dele vai ser completamente afetada e a saúde de carreira dele também não vai existir. Então, no topo aqui é justamente isso. A gente quer trazer cada vez mais a saúde mental dele.
Temas, pessoas que vivem essa alta performance na prática. E quando a gente fala alta performance, não é simplesmente uma posição que a gente alcança em um dia ou através de um resultado. É um estilo de vida que a gente busca viver. Buscando sempre ser melhor do que a gente foi no dia anterior. Essa é a nossa escolha e responsabilidade de quem assume isso.
É isso, a gente aprende todos os dias aqui com o esporte. Então, vamos deixar aqui embaixo até o link da Atleta Pro Academy, que é essa plataforma que a gente ajuda tantos atletas aí em todo o país e outros lugares também aí do mundo. E a gente tem o Champions também, que é o nosso programa, que traz essa mentalidade do esporte para os negócios e para a vida de maneira geral, com posicionamento, vendas.
a gente sempre pode aprender muito com o esporte e a gente precisa conseguir transferir, a gente sempre fala sobre isso, transferir todo esse aprendizado do esporte para a nossa vida, porque daí sim a gente vai aproveitar da melhor maneira possível. Era isso, André, que o pessoal te encontra, Nicolas. Arroba Nicolas Pascoaleto no Instagram e aqui toda terça-feira em novos episódios do Notop.
Beleza, e eu vocês me encontram lá no Diogo Moraes MKT, no Instagram, deem uma olhada lá, eu trago de vez em quando algumas histórias do esporte, então é bem interessante para quem gosta desse tema. É isso aí. Até o próximo episódio. Valeu, turma. Valeu. Valeu.
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