Vitor Bizzo: a Mentalidade de um dos Melhores Treinadores do Fisiculturismo
No episódio de hoje do No Topo Podcast, recebemos Vitor Bizzo, um treinador que realmente vive o que ensina. Falamos sobre disciplina, performance, mentalidade e o conceito de “skin in the game” — assumir riscos e praticar aquilo que você prega. Um episódio direto ao ponto para quem quer evoluir de verdade.
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- Mentalidade e Skin in the GameA importância de assumir riscos e praticar o que se prega · A mentalidade de atleta aplicada aos negócios · Consistência e paciência como diferenciais · O progresso como vício e motor de transformação
- Transição de Carreira e Retorno ao FisiculturismoMudanças no mercado de consultoria e marketing digital · Decisão de focar na carreira em detrimento do jiu-jitsu · Repaginando o branding pessoal e o posicionamento online · Abordagem didática e acessível no conteúdo · Competição como consequência e prova de metodologia
- O Futuro e a Visão de Topo de Vitor BizzoObjetivo de se tornar uma referência inegável no fisiculturismo · Entrar no 'topo da pirâmide' do mercado fitness sem 'lamber saco' · A importância de princípios e essência na carreira · Planejamento de longo prazo para independência financeira
- Plataformas digitais e marketingProdução massiva de conteúdo (4 reels por dia) · Foco em linha editorial clara e repetição de temas · Uso do Instagram como funil de vendas · Diferenças entre público do Instagram e YouTube · A importância do posicionamento claro e autêntico
- Vitor Bizzo como Pessoa e ProfissionalValores pessoais: lealdade, respeito e qualidade nas relações · Equilíbrio entre vida pessoal e profissional · Hobbies e atividades lúdicas: canto e videogames · A importância de se ver como uma empresa
- O Mercado de Educação Física e CoachingCrítica à comunicação excessivamente técnica e acadêmica · A importância de gerar resultados para o cliente · Diferença entre professor e treinador · O papel do portfólio e do 'skin in the game' para profissionais · Críticas ao Cref e à regulamentação profissional
Ele teve um infarto e foi expulso do fisiculturismo. Quase saiu de cena, mas ele decidiu retornar e ainda mais forte. Vitor Biso hoje é um dos principais treinadores de fisiculturismo do Brasil. Colocou Lucas Garcia no top 3 do Olímpia no seu primeiro ano pisando no maior palco do fisiculturismo do mundo.
Mas, acima de tudo, Vitor Biso é uma das pessoas mais influentes quando o assunto é treinamento de alto rendimento dentro do fisiculturismo. Ao mesmo tempo que divide opiniões e possui muitas críticas, está conquistando resultados incríveis através da sua metodologia fiel de treinamento. Vitor Biso é daqueles treinadores skin in the game total.
E neste episódio, ele mostra o que fez ele alcançar feitos e resultados que ele sempre desejou na vida e que muitas pessoas da área acreditam que são resultados quase impossíveis de conquistar. Acompanhe este episódio a partir de agora.
O que faz um cara que infartou e foi expulso do fisiculturismo voltar a competir em alto nível e ainda colocar uma multidão de atletas em alto nível?
Cara, ser bem honesto, e eu sou bem pragmático, carreira. Carreira, por consequência, dinheiro. Quando eu enfartei, eu estava no jiu-jitsu ainda, e fiquei ainda um tempo no jiu-jitsu, só que teve uma mudança no mercado de consultoria, que é a área que eu atuo.
especialmente no final de 2024 para começo de 2025, que foi quando teve a entrada massiva das equipes de consultoria. Então, agências de caras que coordenam toda a parte de marketing e tráfego e escala da consultoria de figuras que têm uma boa visibilidade. E 90% dessas figuras nem colocam a mão na consultoria. Eles colocam profissionais.
terceirizados, contratados pela agência, com contrato que também os impede de falar sobre e tudo mais. E isso acabou nivelando por baixo o ticket das consultorias, porque ela deixou, em sua maioria, de ser uma consultoria one-on-one e acabou virando uma consultoria feita em escala. E daí essa entrada de mais players no mercado.
junto com uma estruturação de marketing mais robusta, estratégia de tráfego pago e tudo mais, que eu fazia de maneira meio que manual, meio que por conta própria, só com um seller e um gestor de tráfego. E a redução do ticket...
somado ao fato que eu estava desconectado do meu público como persona, porque eu estava só no jiu-jitsu, fez a minha consultoria, final de 2024, passar por uma baixa que normalmente nunca tinha passado. Porque começo de 2024 foi o meu auge de faturamento, antes desse cenário. E daí, final de 2024, começo de 2025, que também foi quando eu tive a restrição grave no outro perfil.
eu tive que virar essa chave. Por causa disso, eu peguei e botei na balança o que era mais importante para mim, eu fazer algo que naquele momento era o hobby que mais me agradava, que era o jiu-jitsu, ou então a minha carreira. E qualquer pessoa com dois neurônios escolheria a carreira. Então eu deixei o jiu-jitsu de lado, voltei a focar no meu físico,
E também entrei com uma agência que cuida da minha consultoria hoje em dia, dessa parte de gestão e tudo mais. Foi um processo de transição um pouco turtuoso, porque você começa a ver...
Antes era um faturamento que entrava todo no seu bolso, mas você começa a dividir com a agência, a agência tem a rédea do tráfego pago, etc. Ela coloca mais dinheiro de tráfego pago do que você normalmente gostaria e tal. Então, são meses ali de transição que, apesar de você estar vendo o montante total crescer, o que está entrando continua ainda sendo não tão ideal, parecido com aquela baixa.
Só que é um trabalho de longo prazo, né? Você tem que ter paciência, a construção disso tudo e, em conjunto com isso, o meu trabalho no Instagram com esse novo perfil, que eu comecei um do zero, repaginando completamente o meu posicionamento, o meu branding pessoal.
parando de me comunicar com profissionais da área, que me desculpe se tem algum profissional da minha área assistindo isso, mas a maioria são um monte de parasita que só está lá para sugar o seu conteúdo. Na primeira oportunidade que tem, ele torce contra você e não agrega em nada no seu perfil, né? Ficam cobrando qual a citação, qual o estudo, tirando dúvida, etc., para eles aplicarem nos próprios clientes.
E daí eu abandonei completamente essa comunicação mais técnica e científica. Não consigo abandonar 100%, porque eu, por essência, não sou uma pessoa ignorante no sentido de ignorar conhecimento. Eu venho de uma criação onde, com 12 anos de idade, eu lia a Divina Comédia de Dante. Então, eu sempre tive... O meu pai, ele é professor universitário de engenharia e tudo mais.
mas eu tento, ainda é um esforço diário, deixar o meu conteúdo cada vez mais didático e acredito que está surtindo efeitos, recebo feedbacks muito positivos, especialmente nos vídeos do YouTube. E a competição acabou sendo uma consequência.
meu físico foi melhorando, eu fui repaginando esse meu branding para um fisiculturismo que prega mais pela estética, sustentabilidade não, uma saúde mais sustentável, uma estética sem extremismos até por uma necessidade minha, então só juntei útil ao agradável por causa das minhas questões de saúde, isso encaixou muito bem com o meu público.
o fato de correr na rua para cuidar do meu coração e tudo mais. Daí tudo vai melhorar a qualidade de vida. Hoje em dia, pelo meu conhecimento de treinamento, é muito mais fácil eu colocar um físico do que antigamente.
E eu fui fazendo a dieta, fui fazendo a dieta, fui fazendo a dieta, foi ficando bom, foi ficando bom, foi ficando bom. Eu falei, ah, quer saber, eu vou competir. E tudo desembocou nessa situação de ter ganhos, competições, em conjunto, assim, pareceu uma sincronia de planetas também.
O fisioturismo é um meio que cobra bastante skin in the game. Então, eles não querem um treinador, a maior parte dos atletas, que só tem a parte teórica postada em Instagram. Ou você tem que ter a parte prática de estar lá em toda a competição, junto com o atleta e etc. Ou você tem que ter a parte prática provada em si mesmo.
Então, como eu não sou um cara de ficar gastando finais de semana acompanhando atleta em competições porque eu tenho uma esposa, eu tenho que ficar com ela, né? E eu quero ficar com ela. Mostrar no meu próprio físico, treinando na garagem da minha casa, com recursos completamente limitados.
acredito que me colocou no radar de novo. E daí foi quando atletas começaram a olhar para o que eu falava, e que já haviam sentido nisso, provavelmente, e perceber que não era só língua nos dentes, era de fato uma coisa que é aplicável. E daí as parcerias começaram a acontecer, mesmo porque eu senti a resistência por parte de atletas, mesmo com o trabalho com o Lucas Garcia já muito bem estabelecido.
Claro que isso foi um afunilamento do resultado que eu e o Lucas a gente conseguiu final do ano passado. Mas foi muito uma sincronia de coisas. Surgiu a oportunidade de tocar o canal da Soldiers. Surgiu as parcerias.
tem parcerias até, inclusive, que eu ainda não posso divulgar, mas que se concretizaram e vão ser muito boas. Legal. Então, tudo... Sabe quando parece que as coisas simplesmente tudo se encaixa no lugar, assim, e você sente que está caminhando para a direção que você tinha certeza que você merecia, assim, já há muitos anos, sabe? A minha consultoria está batendo recordes de faturamento, a gente está conseguindo uma escala bem grande.
E é o trabalho consistente lá no Instagram, quatro a cinco reels por dia, conteúdo, conteúdo, conteúdo, conteúdo, conteúdo, e para São Paulo, esse é eu da mentoria, é o Vitor Bizucolcio, que eu atualizo hoje em dia. Mas dá para ver que tu é consistente em ambos, né?
Ah, esse aí eu tenho uma equipe que me ajuda no conteúdo, mas o Vitor Bizu Coach, que tem números muito melhores do que esse, é o focado na consultoria. Sim. Que é esse aqui. É.
Até o final do ano eu passo em seguidores aquele lá, com certeza. Então aquele outro era o que tu tinha antes, e esse aqui é o novo que tu começou do zero e conseguiu investir mais. Comecei do zero em março do ano passado, final de março do ano passado. Em um ano, 50 mil seguidores.
E engajamento e consistência no conteúdo muito boa. Alguns reels batem poucas visualizações, outros stories visualizações. É normal, né?
E daí o reconhecimento começa a acontecer, né? Tipo, antes eu não aparecia em páginas de notícia, hoje o pessoal já cita meu nome e tudo mais. Mas ainda tem muito trabalho a ser feito. O próprio trabalho com o William, que foi anunciado essa semana, tem muita gente desacreditando, etc. Mas vai render muitas risadas daqui a um ano.
Isso já está escrito, né, Biso? Já está acontecendo com o Lucas, foi assim. E a gente sabe que vai ser assim com vários outros. E é muito bom quando isso acontece, porque o pessoal não entende, né, Biso? Não sei se tu consegue perceber isso, mas quando o pessoal fica falando, dando juizada, fazendo piada, na verdade eles estão doando energia, né? Para aqueles que estão fazendo.
Então o Lucas, na mentalidade dele, sempre entendeu isso muito bem, inclusive foi batendo print para devolver na hora certa. E funcionou. Então, cara, isso está na história e o esporte tem muito disso. Seu atleta tem a mentalidade já no lugar. O William já é bem cascudo em relação a isso, porque ele sempre sofreu hate. Toda vez que citavam o fato de ele ser um atleta grande, sempre vinha um mas depois.
Então, ele está bem tranquilo em relação a isso. Ele já está vendo mudanças no físico, já está vendo diferenças no treinamento. Eu e o Ciello estamos vendo, só que eu não vou colocar a carroça na frente dos bois, se já colocar uma evoluçãozinha ali, para o pessoal falar qualquer coisa, mas é coisa que já dá para ver na foto. Entendeu?
Isso, com seis semanas de trabalho, assim. Então, daqui a um ano, vai render muitas risadas. Muito bom. Isso é incrível. E, cara, já vi que o nosso papo aqui vai ser profundo e vai entregar muito também, seja para atleta, para profissionais da área, profissionais autônomos que querem crescer dentro das suas áreas. Mas, antes de tudo, Biso, já entendendo um pouco da tua história, eu gostaria que tu falasse quem que é o Biso, o Vitor Biso?
Por trás das câmeras, fora dos perfis de Instagram, fora do teu nicho, quem que é o Vitor Biso como pessoa, como ser humano?
Eu acho que eu sou muito eu mesmo nos meus conteúdos, sabe? Porque talvez eu mostre mais nos conteúdos, seja o meu lado um pouco mais ácido, um pouco mais incisivo nas opiniões, mas não significa que eu não seja no dia a dia também. Quando rola aquele churrasco entre amigos, a gente está vendo bem que tem algum debate de político ou filosófico.
Aquilo vai ser também aqueles debates de divergências totais, porque eu sou uma pessoa que acredito muito que a gente tem que ter à nossa volta pessoas de qualidade. Então...
me chame de intolerante, mas eu não me relaciono com pessoas que se distanciam muito do que eu acho correto. Mas, vez ou outra, sempre vai ter aquela conversa que vai a longe e tudo mais. Eu sou assim, eu sou uma pessoa bem tranquila, ou tento ser bem tranquilo. É um conflito interno porque eu venho
de uma família que... Família de italianos, muita gritaria, muito guerreiro. Sabemos bem como é isso. Então, foi um exercício por muitos anos melhorar isso. O próprio jiu-jitsu ajudou, acredito que a minha primeira fase lá no fisioturismo atrás, com o abuso de esteroides, acabou prejudicando mais ainda essa questão, depois veio o jiu-jitsu, fiz também muitos anos de terapia.
Até encontrar o ponto de equilíbrio da minha personalidade com a minha esposa. Mas, por exemplo, quem me encontra ali no Arnold vai ver eu receber com um sorriso no rosto, trocar uma ideia de boa, tirar a foto. Depois que tirar a foto, eu agradeço pela pessoa acompanhar o meu trabalho, eu falo para ela ter uma boa feira. Porque...
São essas pequenas coisas, assim, tipo, acredito que isso também dá para fazer um paralelo, por exemplo, quando eu e minha esposa a gente está no restaurante, todas as vezes que um garçom vem colocar ou tirar alguma coisa da mesa, a gente agradece, então, porque tem pessoas que são peças fundamentais daquilo que você está experienciando, vivendo, do serviço que você está prestando ou recebendo, então as pessoas que me seguem...
Eu só sou alguém que produz conteúdo no Instagram e posso viver dessa maneira, trabalhando na minha casa, por causa das pessoas que me seguem, né? Então eu sempre vou tratar elas com respeito. Igual o próprio Lucas falou, né? No post dele sobre o Arnold, ele estava muito cansado de tirar foto assim no final da feira, cara. Porque ele está com cento e tantos quilos, né? E ficou o dia inteiro lá, fez um treino pesado ainda por cima com o Dudu.
E daí no final da feira ele estava muito cansado. Eu e ele já com câimbra no rosto, assim.
de sorrir, mas ele tira foto com todo mundo, pelo que ele falou, né? Anos atrás era ele que estava ali querendo tirar foto com alguém. Então, acho que isso reflete muito quem eu sou também, independente, porque é muito difícil você dividir, separar o que é trabalho e o que é vida, porque para quem trabalha no ritmo que a gente trabalha, a vida é trabalho.
né completamente tudo é trabalho né a gente tá o tempo todo pisando no acelerador para se estabelecer no mercado hiper mega competitivo e conseguir a garantir uma aposentadoria com os investimentos e um planejamento financeiro inteligente porque somos autônomos no final das contas né
Então, eu tento dividir o tempo ao máximo que eu posso de estar com a minha esposa, lembrar de levar ela em restaurantes, passar um tempo com ela, trazer presentes e mimos. Não coisa cara, mas tipo, ontem eu tava no mercado.
trouxe uma caixa de chocolate sem ela ter pedido, esse tipo de coisa assim, que muitas vezes, por muitas vezes, inclusive na minha vida, passou em branco e conforme você vai amadurecendo, vai ficando mais velho e também você vai tendo conversas dentro do relacionamento, você vai percebendo a importância disso.
E com amigos, lealdade, poucos amigos, tentando manter o contato o máximo possível, porque cada um mora em uma cidade, então é difícil ter reuniões, mas eventualmente sempre tem alguma. E hobbies, eu gosto de jogar videogame, mas me sobra pouquíssimo tempo para jogar videogame.
e pratico tiro, mas hoje em dia minha prática de tiro é mais para cumprir ali com o que eu tenho que cumprir na agenda para não perder a minha licença, porque também não me sobra muito tempo. A musculação em si, né, nesse processo todo de sair do Jiu Jitsu e voltar para a musculação e o processo de construir um físico voltou a ser algo prazeroso, porque eu comecei a ter uma abordagem. Quando você...
Não digo que você supera a vigorexia, porque ela é uma condição que está sempre ali. Mas quando você aprende a lidar com a vigorexia e ela não fica latente, o processo de construção de físico e o treino de musculação que eu gosto. Quando eu falo de logbook, progressão de carga, etc., é prazeroso para mim ir lá fazer um exercício, tirar uma repetição a mais do que na semana passada. Melhorar 1%, né?
É, melhorar 1% já é uma vitória, assim, de eu comemorar e falar, porra, mais uma, tal, no meio do treino. Não tem como ser melhor, né, aqui na garagem da minha casa, ouvindo o heavy metal no talo. E faço aula de canto. Ah, eu já acompanhei esse teu hobby aí, legal. Inclusive, é assim, acredito muito que não é só um hobby, né, e sim algo que melhora muito a tua comunicação. Eu acho que tem essa intenção por trás, não tem?
A primeira intenção foi que o meu psicólogo e a minha terapeuta, depois que eu mudei, queria que eu fizesse algo lúdico-artístico. Tentei o violão, que está até aqui atrás, só que para quem treinou jiu-jitsu por cinco anos, quase virou faixa marrom, e treina musculação, dedos não dá. Os dedos daquele jeito. É, não dá. Se eu tentar mexer o meu dedo, ele tem um bloqueio. Sim.
Tem que ser bateria. Ou seria bateria, mas daí cansa muito e ocupa muito espaço. Mas eu sempre gostei do canto. Sou muito fã do André Matos. Já faleci do André Matos.
E acabou que, por uma enorme coincidência, eu sou tenor, que é a classificação dos homens que alcançam as notas mais altas, e tenho facilidade para alcançar as notas altas do estilo de música que eu gosto, que é heavy metal e power metal. Então já estou aí há um ano e alguns meses fazendo aula de canto. É um hobby, mas também não é um hobby, porque eu me cobro melhorar nele, mas é um hobby.
Cara, a gente trabalha com muito atleta, né? De alto rendimento, atleta olímpico, campeões mundiais, alguns recordistas mundiais também. E esse é um assunto que é bem delicado quando a gente fala no atleta de alta performance, porque para ele encontrar um hobby e fazer aquilo ali como um hobby é extremamente difícil. E as pessoas normais não entendem isso, né? Porque assim, tu coloca... Eu tenho uma atleta agora há pouco, ela começou um novo esporte como hobby, e cara, ela já...
Na primeira oportunidade que ela teve de competir, ela foi. E agora ela está pensando em investir tempo, energia, dinheiro ali. E o que é isso? Isso não é mais hobby. É a competitividade instalada no cérebro e na alma. A minha esposa reclama disso. Mas não tem como. Eu não cheguei a ser um atleta de alto nível, mas a minha mentalidade é...
Não consigo fazer as coisas pela metade. Mais ou menos. Por isso que muita gente pergunta, nossa, por que você deixou o jiu-jitsu para focar no físico? Se for para fazer os dois em 70%, eu prefiro fazer um 100%. É isso aí. E daí, por exemplo, no quesito videogame, né? Que é um hobby de fato, mas eu não consigo jogar jogo fácil.
Então tem uma categoria de jogos, não sei se vocês conhecem, que chama Souls-like. São os jogos classificados mais difíceis que tem hoje em dia, com uma mecânica de batalha muito complexa e difícil, que depende de estratégia, reflexo, decorar padrão de movimento do adversário e tudo mais. E eu só jogo esses jogos.
Legal. Muito bom. O progresso vicia, né? E quando a gente começa a ter progresso pelo nosso trabalho, assim como é a construção de um físico, e a gente consegue levar isso para a nossa vida, estender para o trabalho, para a família, para o relacionamento.
Isso é incrível, porque a gente começa a perceber o quanto nós somos capazes de se transformar todo dia, de atingir algo melhor na nossa vida. Então, o progresso, de fato, vicia, mas a mediocridade também vicia. E olhando um pouco para a tua história, Biso...
Qual que é a diferença, assim, que existe no biso antes do infarto e o biso de agora? O que mudou na tua mente, na tua consciência e que refletiu diretamente na tua vida, principalmente profissional, na tua carreira? Conta um pouco sobre isso, assim, o biso do Velho Testamento e o biso do Novo Testamento.
Acho que não teve um turning point em relação ao próprio infarto. Foi um processo que já estava acontecendo. Claro que você fica um pouco mais reflexivo quando acontece aquele momento em relação à vida e momentos, etc. Mas quando você já tem uma cabeça programada igual a minha, que é muito hiperfocada nessas coisas que a gente já falou...
Você não consegue simplesmente, tipo, putz, passei por um infarto, agora vou aproveitar a vida, vou ser mais leve. Não, isso não acontece. Até porque as repercussões do infarto na minha vida foram nulas. Não teve sequela? Nada, nada. E eu não sei por quê.
Claro que eu tinha um condicionamento cardiovascular excelente por causa do jiu-jitsu, apesar de não ser um condicionamento específico, igual tenho hoje por causa da corrida, de fazer uma ergospirometria com muita qualidade e tudo mais, né, o exame lá.
Mas o que me salvou do infarto e ter uma cicatriz pequena que eu tenho, que é só 7% no tecido, foram caminhos alternativos que o meu corpo achou, o meu coração achou, por causa do cardiovascular. Porque pela minha própria competitividade, eu era um cara que tinha muito giro. Então eu não entregava posição, estava sempre em scramble, estava sempre na pancadaria. Então se o cara ganhava uma posição, passava a minha guarda, eu já estava me mexendo para repor, levantar, etc.
Então, eu conversei com um colega do Powerlifting que já teve um infarto, ele tava falando quão difícil é, que até hoje ele às vezes tem tontura e tal, eu fico tipo, cara, nem no dia seguinte eu enfartei, durante a madrugada eu fiquei infartando, não positivou as proteínas no exame, teve um pouco de negligência, na verdade teve bastante negligência médica do cara do pronto-socorro, porque eu tava lá.
agonizando de dor e ele falando que era só uma dorzinha de treino e só me deu morfina porque eu quebrei coisa lá para eles me daram morfina e daí no dia seguinte quando trocou plantão e o cara viu o exame do infarto ele pediu meus exames não tinha exame como assim vocês não fizeram o hemograma completo tudo mais cadê o ah não é que o o doutor falou que não precisava que não era nada sério daí tipo eu vi meio de longe assim o médico que trocou do
Do plantão, pegando o plantão da manhã, completamente indignado com a postura do médico que estava na noite. Mas me enfartei, levantei no dia seguinte, estava lá de boa, andando, normal. Coloquei o stent, fiquei internado. Fiquei internado só porque exigiram. Daí, puta chatice, não deixava eu levantar para ir mijar sozinho, mas eu estava andando normal. Aí você fala, mas você vai ter náusea, tontura. Não, não estou tendo náusea, não estou tendo tontura, não estou tendo nada. Estava normal. Estava normal.
quatro semanas depois já estava treinando jiu-jitsu de novo, né, tipo, conversei com o meu, primeiro que eu não fiquei lá na enfermaria, depois que eu saí para o Toí e fui para a enfermaria, para mim, assim, o hospital no Brasil é feito para te manter lá dentro doente, né.
Porque eu, como a profissional que entende de fisiologia, não entra na minha cabeça que uma pessoa em estado de recuperação deva dormir num ambiente completamente insalubre, com luz na cara dela na madrugada inteira, e sendo acordada a cada 15 minutos pela enfermeira para retirar exames. E comendo, sei lá...
um terço das calorias que ela deveria comer no dia a dia. Isso, para mim, é planejado para a pessoa ficar lá dando dinheiro para o hospital. Então, eu assinei a minha própria alta, vim para casa, conversei com o meu médico e ele deu as orientações, a gente vai começar o tratamento com tais e tais remédios e tal, se você quiser fazer qualquer atividade física que seja, compra um contador de batimento cardíaco, não quero que o seu BPM passe de tanto. Tá bom, comprei o reloginho.
Aí já tinha alguns equipamentos aqui em casa. Fui fazer levantamento terra de leve, assim. Fiz uma série, não passou. Subi, não passou. Subi, não passou. Até que eu cheguei no peso para seis repetições. Fiz o peso para seis repetições, não passou. Dá para treinar normal. Eu fiquei treinando uma população normal aqui em casa e quatro semanas depois já estava no tatame.
Então, talvez por não ter tido tantas repercussões, não houve esse momento de... insight, assim, sabe? Tipo, entender o sentido da vida ou qualquer coisa do tipo que venha com experiências de quase morte. Acho que o Vitor pós-infarto é mais uma consequência do processo que já vinha acontecendo. Já estava acontecendo.
Legal. Mas depois disso, tu começou a utilizar uma metodologia tanto no jiu-jitsu quanto no fisiculturismo? Porque tu não tinha parado com o fisiculturismo, com a musculação. Não, já tinha sim. Ah, tinha parado. Eu parei totalmente a musculação no final de 2020.
Fiquei no jiu-jitsu com terapia de reposição hormonal somente, porque a partir do momento que você perde interesse pela estética, a sua nóia com o uso de esteroides, etc., ela para também. Então, a decisão que eu tomei foi, eu não quero passar pelo creche hormonal, de ter que fazer uma TPC para recuperar um eixo hormonal que está inibido já tem 10 anos. Então, eu vou me manter usando o TRT.
para também me manter ali no parâmetro alto da uma testosterona fisiológica e ficar no jiu-jitsu e daí o infarto ele foi acontecer em 2020 em 2023 ou 2024 calma
2023. Então eu já estava há três anos no jiu-jitsu, já tinha abandonado completamente o ritmo de musculação e bodybuilding, estava com uma vida bem mais saudável e tal. Foi uma conta que foi paga mais tarde do que deveria, somente.
Entendi. E aí quando tu decidiu voltar pro fisiculturismo de fato, pensando na carreira, tu voltou também sem abuso de hormônios. Sim. Uma nova versão daí. Sim, completamente diferente do que era antigamente, na época, que também a gente não tinha informação, né? Então, usando só testosterona em dose suprafisiológica.
A retatrotida me ajudou absurdamente nesse processo para secar, porque quando você usa beta-bloqueador, a sua taxa metabólica baixa, né? Porque o nosso gasto calórico em atividade tem relação com o quanto o nosso batimento cardíaco sobe e o beta-bloqueador freia isso. Então a retatrotida, o pessoal fala, né? Reprogramação metabólica, ela é realmente uma substância revolucionária.
E eu comecei a correr na rua por pragmatismo, nem por vontade. Foi assim, bom, a atividade cardiovascular que sustenta a minha saúde do coração é o Gil. Eu vou parar de fazer Gil. O que eu substituo? Cárdio. Tá, mas como eu vou fazer esse cárdio? Se depender de eu ir pra academia fazer esteira, eu não vou fazer.
Se depender de eu ficar fazendo bike aqui em casa, eu não vou fazer, porque bike é desconfortável. Ah, eu consigo sair para passear com a minha cachorra, eu passo um tempo com ela e correr com ela. E daí eu comecei a correr na rua com a minha pitbull. E daí é o que eu falo para todo mundo, né? É uma janela de seis meses, assim. Os três primeiros meses você odeia.
Os outros três meses você continua odiando, mas você já sente os efeitos positivos, de melhora de qualidade de sono, melhora de qualidade de vida, etc. Daí, depois desses seis meses que você odeia, você começa a gostar de correr, porque você começa a melhorar a sola passada, você começa a correr mais leve, sua panturrilha começa a doer pouco.
E daí se torna uma atividade prazerosa, onde as repercussões positivas no seu dia a dia são enormes. Porque assim, eu estou com quase 80 quilos, BF bem baixo e um físico turista amador. Lá no Arnold Classic, teve momentos na correria, por causa que eu estava gravando o vídeo da soldiers, etc., que eu tive que dar uma corrida. Se eu ainda tivesse só bodybuilder, eu não conseguiria correr. Eu ia aguentar.
Só que quando você dá uma corrida assim do nada no seu dia, que é muito abaixo do que você pega pra correr na rua, você corre igual, eu brinco, né? Leve igual uma gazela, tá ligado? Você simplesmente vai e daí você pensa, pô, que bacana, cara, é legal ter shape, ter força, hipertrofia e condicionamento.
Isso é uma coisa que eu estabeleci como regra, que eu ia me fazer de maneira consistente quando eu voltasse para o fisiculturismo por uma necessidade do meu coração e acabou se tornando uma parte prazerosa também. Legal. E o que a gente sabe muito bem de ti, acho que todo mundo que te acompanha, Biso, entende isso na prática, quanto tu é um profissional, um treinador, skin in the game total.
Hoje tu trabalha com aquilo que tu mais ama na tua vida? O fisiculturismo, a musculação em si, o que tu faz como atleta e treinador, é o que tu mais ama? Eu digo que não é exatamente o que eu mais amo, porque se fosse para ser assim o topo do topo do topo do que eu mais amo, seria eu ganhar o tanto de dinheiro que eu ganho, ou mais, só para treinar e produzir conteúdo.
Não que eu não goste da consultoria, tanto que eu me dedico massivamente para ela. Mas o meu sonho como pessoa sempre foi viver do esporte de corpo e alma. Então, quando eu era molequinho, eu queria ser jogador de futebol.
Depois, na época do Anderson Silva e Belfort aqui no Brasil, quis o MMA. Depois tentei o fisioturismo, cometi muitos erros que me expulsaram do fisioturismo. E daí eu vi que eu era bom treinador e fui melhorando cada vez mais. Mas digamos que é 95% do que eu poderia conquistar. Porque não tem muito mais o que eu pedir. Tenho um bom casamento, tenho uma boa casa, tenho o carro que eu sempre quis, treino em casa.
tô conseguindo ter praticamente uma vida dessa, de produzir conteúdo e tudo mais, e a minha consultoria, eu gosto de entregar resultados e mudar vidas, não trabalho com tantos atletas assim, né, o pessoal confunde porque os atletas são o que mais, porque assim, nossa, por que aparece mais atletas no seu perfil? Simplesmente porque os atletas são o que mais se expõem, né, então as pessoas, as 300 e poucas pessoas normais que estão na minha consultoria são poucas que postam stories postando shape, né.
Mas dessas 300 e poucas da minha consultoria, 20 são atletas. Legal. Mas essas 300 e poucas, 280 ali, são pessoas normais, mas que querem um físico acima da média, assim, pessoas que... É, tem bastante pessoa emagrecendo e tal, mas no fundo todo mundo quer um físico acima da média, né? É verdade. O cara está no processo de emagrecer, mas lá na frente ele se enxerga com o shape de mens físico, sabe?
E essas 300 e tantas pessoas, elas estão espalhadas pelo Brasil, pelo mundo? Como é que é? Sim, sim. É 100% online. E eu acho que isso rola com todo mundo, né? Você atrai muito mais pessoas de longe do que de perto. Então, das cidades que eu vivi, ou vivo, né? Tipo, da cidade que eu nasci, Campinas.
E aqui de ativar eu praticamente não tenho clientes. É bem normal esse processo, né? Aquele profissional que começa e ele pensa assim, vou produzir conteúdo, vou captar clientes aqui na minha cidade, os meus amigos vão comprar de mim. Cara, ele se decepciona de uma maneira absurda, né? Inclusive, essas pessoas conhecidas normalmente são as que criticam.
né? São as que começam a fazer piada e tal, e aí começam as pessoas de fora a perceber que o teu conteúdo faz sentido, e aí tu vai captando, montando a tua carteira de clientes com pessoas desconhecidas, né? Exatamente, é bem assim mesmo Legal
E, cara, qual foi, assim, por que que tu tem uma visão nítida, né, do mercado hoje, do teu mercado de preparação de atletas, de emagrecimento, pessoas que buscam esse físico acima da média? Quando a gente fala nos profissionais de educação física, coaches em geral, né, do fisiculturismo também, a gente sabe que...
Nas redes sociais tem muita gente boa tecnicamente. Tem muita gente que, cara, está estudando todo dia e tal, inclusive está postando conteúdo, mas na prática não vende. Na prática não consegue ter 30 alunos de consultoria. Na tua visão, por que isso acontece? Mesmo os caras estando estudando, postando conteúdo, por que tem muita gente que não converte, não vende?
Não consegue fazer dinheiro nesse mercado. Para mim isso é um fenômeno muito claro, mas assim, claríssimo, cristalino com água. A educação física, ela por muitos anos foi vista como uma área secundária da área da saúde, né? Como a segunda divisão da área da saúde, sem teor científico, sem robustez, sem respeito. Quando teve o boom da divulgação científica dentro do fitness?
os profissionais se deslumbraram com isso. E eles começaram a hipersaturar os conteúdos deles com literatura científica e evidências e termos técnicos. Eu passei por isso, só que eu fui mais inteligente e mudei antes de quando eu percebi que eu estava só me comunicando com o profissional da área.
Como eu falei, me desculpe os profissionais da área que estão assistindo, e eu sei que não são todos que me seguem que são assim. Mas a maior parte é um bando de parasita, que só fica lá um cheirando a bunda do outro quando um faz react de alguém mais famoso, etc. E que não converte em cliente, e que não vende. Porque o profissional da área não vai te contratar pra você ser treinador dele. Ele sabe mais do que você na cabeça dele. Entendeu?
Então, quando o profissional da educação física entender que ele não precisa se provar técnico e científico, porque os outros profissionais da área esperam isso, ele vai sair dessa inércia. Tem muito conteúdo meu, inclusive dos cortes dos meus vídeos do YouTube, que eu cito superficialmente. Ah, temos evidências que mostram isso, isso, isso. Eu explico de maneira didática. Daí sempre tem um profissional da área perguntando assim.
Você tem os estudos para eu ver? Daí eu respondo assim, não, não tenho os estudos, porque a minha proposta não é ficar coletando os estudos e colocando numa lista para entregar para o profissional da área. Na verdade, eu uso eles como base para o meu raciocínio lógico me comunicar com o meu público consumidor. Se você quer os estudos, pega os assuntos que eu citei e pesquisa.
Afinal, ele é profissional da área. Faz seu trabalho, né? Faz seu trabalho. Se você não sabe pesquisar estudo científico, você depende que outra pessoa te mande, você está sendo bem ruim no que você se propõe a fazer. Então, é basicamente isso. O profissional da área, parar de se comunicar com o profissional da área.
E é ego, no fim das contas, entendeu? Ele quer ser visto com aquele mesmo glamour que o médico é visto, com o mesmo glamour que o nutricionista que atende em consultório para gente rica é visto.
Quando, no fim das contas, ele está lidando só com pessoas que querem pôr shape, saber qual o treino mais eficiente para elas chegarem no físico bonito, pelado que elas querem. Então, fica nesses papinhos, ah, todo tipo de treino funciona, porque as evidências mostram que treino assim, treino assado, que importa a individualidade biológica, não sei o quê. E o cara vira um cara chato, sem sal, que ninguém se identifica, que não tem nenhum posicionamento firme, que não entrega nenhuma solução para a dor do cliente dele.
Total. A gente vê que tem um movimento grande, inclusive a gente já falou disso em um dos episódios aqui, se eu não me engano, foi com o Fábio, que é nutricionista. E o Fábio também, sozinho, está faturando muito, atendendo o Brasil inteiro, fora do Brasil. E ele tem uma visão muito clara do que ele quer fazer, que é gerar resultado para os clientes.
E tem muito profissional, principalmente no digital hoje, que fica o dia inteiro postando o que está estudando. Mas, no final das contas, não está gerando resultado para os clientes que estão pagando. A tua visão, qual que é, Bisu? O profissional é pago por gerar resultado no cliente ou por mostrar o quanto ele estuda?
É, a resposta é óbvia, né? Imagino que você já tem uma pergunta... Como é que fala? Quando a gente faz uma pergunta retórica, né? Porque é entregar resultados, tem que mostrar portfólio. E se o cara não tem portfólio, não tem cliente, faz parceria...
sei lá, eu conheço muito o cara e daí isso até vira um pouco motivo de piada, mas não deixa de ser uma estratégia que o cara vira especialista em treino feminino, botando shape na namorada. Mas é o que tem, se não tem cliente, tem que ter alguém e às vezes, muitas vezes esse resultado pode ser nele mesmo.
Só que ter resultado em si mesmo demanda um tanto quanto mais disciplina do que cobrar disciplina dos outros. Total. E não é tão simples assim, porque existe a barreira genética.
Tem pessoas que não vão ter genéticas tão boas contra as outras. E essa barreira genética às vezes determina que o cara vai ter que ter um skin in the game bem forte. E eu nem tô falando de abusos e etc, porque o físico que é comercial nem é o físico de fisiculturista. É simplesmente o cara parar de ser vagal, fazer uma dieta, ficar no shape seco e ter um pouquinho de massa muscular mais do que a média. Só que tem muito profissional da área que nem isso se sujeita a fazer. Tem profissional que nem treina, né? Tem profissional que nem treina.
Sempre vai ter alguma desculpa, eu fico muito tempo atendendo, não tenho tempo, etc. Mas enquanto o cara não se enxergar a si mesmo como um ativo da sua própria empresa... Muito bom. Isso é algo que a gente fala muito com os atletas. O atleta em si, como tu atende muitos atletas também, o atleta é a própria empresa.
Então ele não deve trabalhar só na área dele, que seria, por exemplo, o corpo, o atleta de futebol não é só o futebol, o atleta de luta não é só a luta, a gente tem que trabalhar em vários aspectos, na mídia, ou seja, o nosso posicionamento, tudo isso que tu falou também.
Porque a pessoa tem que se ver como uma empresa. E às vezes o profissional de uma área específica, ele acha que basta ele estudar, ter o conhecimento teórico, científico, e tudo vai funcionar na vida dele. Ele não entende. Porque tem um cara que lá parece que não estuda e está cheio de cliente, não sei o quê. Mas o cara está estudando quieto e gerando resultado em público. Por quê? Porque o resultado sempre fala. O resultado fala mais alto do que tudo. Então a gente vê muito isso, principalmente no jogo da alta performance.
Esse por muitos anos foi o ressentimento do pessoal do Cadê seu crefe? Com os fisioturistas, né? Agora isso daí já ficou tão batido, tão chacota, que eles meio que pararam um pouco com isso. Mas por muito tempo a reclamação era essa. Nossa, não tem ninguém regulamentando. Esse cara aí só tem shape e tá passando treino.
Ou seja, a pessoa não pensa que é ela que tem que ter a competência de atrair os clientes, ela tem que ter um órgão que vai impedir de quem tem competência para sobrar cliente para ela, para ver se ela pesca algum cliente. Total. Então, por isso que eu sempre fui contra, eu sou contra o Conselho Regional, acho maravilhoso toda essa questão da CBMF, não vejo a hora de todo desenrolar da justiça.
colocar na bunda do Cref, porque tem algumas coisas que são muito engraçadas, só pegando o gancho, já que eu acabei levantando essa bola, o Cref sempre cagou para a musculação e fisioturismo, inclusive ele sempre deu espaço para pessoas que deterioravam a imagem da musculação e fisioturismo mais hardcore, como o próprio outro lá, não nomeável, que é uma pessoa muito gentil. E...
Estava lá patrocinando o Arnold's Classic South America como um dos principais patrocinadores, junto com a Growth e com a Coliseu. O que é curioso, né? Se o Cref é um órgão público, como eles se nomeiam, por que ele está patrocinando um evento particular? Será que ele é um órgão público mesmo?
Mas, enfim, eu achei que só seria um ponto interessante de se levantar, porque tem muito a ver com isso, no fim das contas. O profissional que tem o ressentimento com quem tem o físico, quando, na verdade, ele tinha que procurar ele, às vezes, colocar o próprio físico, ou pelo menos ter um portfólio tão bom que o físico não se torna algo secundário.
Porque isso mostra na prática o quanto tu acredita no teu trabalho. Pronto. Exatamente. Esse é o ponto. Muito bom. E, cara, a gente vê quanto o teu posicionamento é certeiro naquilo que tu acredita, né? Porque tu não tenta transparecer alguma coisa, tu tem um posicionamento bem claro. Quanto tu acredita que isso é importante para o profissional da área de educação física, o nutricionista, o psicólogo? Ou seja, o profissional que hoje está no digital.
buscando captar clientes, construindo ali, criando conteúdo e buscando captar clientes. Quanto tu acredita que o posicionamento, claro, manda? Ou seja, tu não ser um cara genérico. Qual que é a tua visão sobre isso? Porque possivelmente tu já teve algumas fases disso com tanta criação de conteúdo, né?
Cara, na verdade, eu sou uma pessoa que tem uma característica psicológica. O meu psiquiatra acredita que eu esteja ali em uma zona cinza entre hiperfoco, TDAH e autismo, sabe? Ele não consegue me classificar como nenhuma dessas três, mas ele tem certeza que eu não sou 100% neurotípico. Então, eu sempre fui uma pessoa...
muito hiper focada e obcecada no que eu acredito, independente de qualquer vertente que seja, seja desde política até a minha área. Então, nunca passei por uma fase de panos quentes. Na verdade, eu...
apareci no meio do bodybuild de musculação, remando contra a corrente que estava na época, né? Que era técnicas avançadas, estresse metabólico gera hipertrofia, dano muscular gera hipertrofia e tal. E daí com um pouco de estudo, porque você não precisa ser nenhum gênio para poder saber que tudo isso está errado, eu comecei a falar, não, tudo isso está errado. E foi quando eu comecei a chamar atenção para o meu trabalho focado no treinamento.
Então é fundamental o profissional da área. Porque existem dois tipos de profissionais da área, né? O profissional da área que é professor, eu divido dessa maneira, e o que é treinador. Certo. É muito cara que quer ser treinador e se comporta como professor.
O professor, que é o que tem carreira acadêmica, que tem PhD, que faz conteúdo só sobre estudo científico, ele tem os vieses próprios, tem vários aqui no Brasil que tem um monte de vieses próprios, mas não admite que tem.
Então ele sempre tenta manter aquela imagem sofisticada de eu só vou pelo que as evidências apontam, as evidências apontam que treino X e Y funcionam igual. E daí o cara que é treinador, ele quer se comportar dessa maneira sofisticada e nariz empinada, igual o cara que é professor. Só que o cara que é professor não vende consultoria. Ou se vende, são para poucas pessoas, mas não é o principal produto dele.
Ele vem de workshop, ele vem de curso, ele dá aula em pós-graduação, ele dá aula em faculdade, ele faz seminário. É esse o ganha-pão do cara. Então...
Ele ser esse cara hipócrita, mas com uma maquiagem sofisticada, rende dinheiro para ele. Daí vai o treinador, que basicamente o trampo dele é pôr shape nos outros, que é isso, seja para hipertrofia, seja para emagrecimento. Não tem essa no fitness, eu treino por saúde. Não, até o idoso que fala que treina por saúde, ele queria que quando ele desse tchau, o bíceps dele não balançasse. Obrigado.
Então todo mundo treina por estética Em maior ou menor grau Ele é o cara que tem isso Como trabalho Se comporta como esse cara aqui E ele não entrega nenhuma solução de nenhuma dor pra ninguém Quem segue ele vai pensar Tá, beleza Muito sofisticado você Você usa as evidências pra falar que todo tipo de treino funciona Qual treino eu faço?
Não tem um foco, né? Não tem direção. Não tem direção. Aí o cara se perde. É, o cara na hora de produzir o conteúdo fica sempre naquele papo chato, sem sáudio, que importa a individualidade do cliente, não sei das quantas e tal. Porra, mas o que é essa individualidade? O que é a solução? Cadê? Cadê o negócio palpável? Cadê o seu... Quem está te seguindo na hora de escolher você como profissional, tem que saber que solução se entrega para ela. Sim.
Muito bom. Precisa estar claro, né? Claro, né? E hoje dá pra ver que o teu conteúdo é muito claro e ao mesmo tempo tu é uma máquina de produzir conteúdo, né? Quantos conteúdos tu posta por dia? Hoje em dia tá quatro, quatro reels por dia. Quatro reels por dia.
Reels, né? Que não é algo simples de ser produzido. É, eu acabei criando assim, tipo, meio que uma linha de produção própria. Então eu acordo umas sete e meia, oito horas, pego meio litro de café ali, num copão igual esse que você tá tomando, só que de café, sento na minha varanda, que eu tenho uma bela vista aqui na cidade que eu moro.
e vou fazendo os reels que eu percebo que já se encaixaram muito bem com o meu público. E também eu reaproveito muitos cortes de coisas que eu produzo, sejam vídeos na Soldier, sejam podcasts, sejam vídeos que eu produzo por YouTube, e daí posto os meus treinos, posto atualização no meu físico.
isso vai cada vez mais fortalecendo a imagem de skin in the game que eu tenho, porque eu estou mantendo uma boa condição de físico, então quando eu estou treinando lá, meus músculos estão explodindo para tudo quanto é lado, e o pessoal se interessa pelas metodologias que eu testo em mim mesmo, porque eu testo em mim antes de aplicar os meus clientes, e elas são diferentes do que justamente essa linha de todo tipo de treino funciona normalmente prega, e...
Eu tenho a mesma mentalidade do Lucas. Ninguém pensa o cara consistente e paciente. Eu percebo que tem pessoas que estouraram muito rápido nesses últimos tempos. Estão com consultorias que estão faturando até mais do que eu. Só que já deram uma desacelerada na produção de conteúdo. Antes eram três Reels por dia e se tornou um.
Eu penso, eu vou ganhar na base da paciência. Consistência, né? Na consistência. Porque quando eu chegar no faturamento que eles estão agora, eu vou continuar produzindo. Vai passar, não vai parar, né? E vou acabar passando. Sim. Legal. Muito bom.
Cara, e hoje tu tem uma linha editorial, assim, por exemplo, do que tu vai postar, são quatro reels por dia, mas tu já sabe que modelo que é, qual é o formato, ou não. Tem, tem a repetição dos mesmos formatos, às vezes falando as mesmas coisas, tenho plena consciência de que a audiência é rotativa, muitas vezes eu falar uma coisa...
muito fora, né? No cenário X, sei lá, o mesmo assunto, por exemplo, fadiga do sistema nervoso central. Falei desse assunto no canal da Soldiers, no canal do Gnomo, no canal do Kaique Pro, no meu próprio canal. Se eu postar em dias diferentes, eu falando da mesma coisa, mas com cenários diferentes e contextos diferentes, o mesmo público vai assistir e às vezes vai chegar em públicos diferentes, porque algum detalhezinho ali do vídeo chamou mais a atenção.
Então alguém que gosta do Kaique Pro vai parar pra prestar atenção porque eu tava com ele no vídeo.
Alguém que gosta do gnomo vai parar e prestar atenção. Alguém que consome soldiers vai ver lá no CT das soldiers falando disso. Alguém que só gosta de mim, gosta de um vídeo assim, olhando para a câmera, vai parar e assistir. Então, é a repetição da mesma coisa, martelar, martelar, martelar nos mesmos assuntos até eles entrarem. E essa sempre foi a minha filosofia, né? Treino pesado e progressão de carga. Eu nunca saí disso. Tem seguidor que vem falar para eu falar de hormônio, eu falo, não, não é minha linha editorial.
Ah, faz um conteúdo sobre ciclo de carbos. Não, não falo de nutrição. Fala sobre peptídeo. Eu sei que você está usando e testando e tal. Eu queria saber sua visão. Não, não é minha linha editorial. Ah, fala sobre jiu-jitsu. Você já treinou jiu-jitsu? Eu sei que você prepara atletas de jiu-jitsu. Não, não é minha linha editorial. Então, eu sempre fui muito claro e incisivo nisso. Sempre o mesmo assunto. E é por isso que eu fiquei... Não sei se vocês repararam nesse fenômeno.
Desde o meio do ano passado eu estou martelando no tema de cluster. Agora está todo mundo falando de cluster set. Honestamente, eu não acho que seja coincidência. E eu não acho que é síndrome do protagonismo minha. De repente, grandes treinadores que estão lá no canal da Growth falaram de cluster set. Uma técnica que até pouco tempo atrás você nunca tinha visto o cara falar disso. Inclusive, tinha gente falando mal disso, né? Inclusive, falavam mal.
Isso é bacana de ver esses movimentos, porque aí tu sabe, cara, tu tá na frente, né? Tu tá sendo fiel, mas na frente, não no sentido de, ah, eu sou melhor que os caras, mas tu tá sendo fiel àquilo que tu acredita, aquilo que faz sentido pra ti, e isso é vitória, no final das contas. E hoje, Vitor, eu vejo que tu comentou do Instagram, dos Reels e tal, mas tu também tem uma presença muito bacana no YouTube.
é uma coisa meio recente eu fiquei preguiçoso em relação a fazer mais plataformas mas daí surgiu a oportunidade de
A primeira virada de chave foi eu entender que eu tenho que estar em São Paulo. Então, antes eu via me deslocar de Estetibá, São Paulo, como um sacrifício que quebrava a minha semana e me deixava muito cansado. Mas, por necessidade, eu precisei ir algumas vezes com frequências em sequência. E aí você começa a entender que os 45, 50 minutos que você fica na pista até chegar num lugar ali perto...
de São Paulo é o mesmo tempo que uma pessoa em São Paulo leva no trânsito para chegar num lugar ali então eu comecei a ver como na verdade uma vantagem é melhor você ficar 50 minutos na pista do que ficar 50 minutos parado na marginal com risco de ser assaltado
E daí, quando virou essa chave, eu comecei a me deslocar mais para São Paulo, fazer as gravações com os atletas e tal. Também foi no meio tempo ali onde a gente conseguiu, com muito esforço e negociação, convencer a equipe de marketing da Soldiers que o canal tinha que ter um investimento no bodybuilding.
e daí eles meio que colocaram a responsa em mim no Garcia, a gente bateu no peito e assumiu essa responsa. É bem recentíssimo. É, bem recente. E agora a gente está entregando resultados que eles nunca conseguiram com uma equipe de mais de 10 pessoas. É só eu, Garcia, o videomaker.
Então, e daí também vem os convites de atletas, né? Como eu falei, são coisas que vão sincronizando conforme eu ganhei as competições, coloquei o skin in the game, me botei no radar de novo e tudo mais. E das gravações vem as conversas, as conversas vem as propostas, ou que a gente não faz o trabalho junto e tudo mais. E daí tudo isso vai se estruturando, assim. Porque é o que eu falo, os atletas são a parte ali onde eu trabalho com a Fórmula 1 da minha área, né?
Então, a visibilidade que eu ganho e o prazer de conquistas meio que se paga. O que realmente faz o meu faturamento é o público do lifestyle. Então, os atletas eu vejo como uma forma de eu me colocar no radar e provar um ponto, né? Igual a gente provou com o Lucas e vai provar com o William. Porque o William, pra mim, eu acho que vai ser um ponto de virada muito importante na minha carreira. Eu sei que vai demorar ainda, talvez seja só ano que vem.
Mas vai ser o problema que nenhum outro treinador do Brasil conseguiu resolver. E daí eu e o Tchelo vai resolver. Daí o que vão falar?
Não vai mais ter o que falar. Exato. Então, na 212, a gente já está no topo, e agora, na Open, a gente vai buscar esse topo também. É, mesmo que... E o William é bem realista em relação a isso. Ele não fala, ah, eu quero ganhar a Olympia. Ele fala, eu quero conseguir estrair o 100% de mim, que eu acho que eu nunca consegui. Excelente. E o melhor ainda é que tem muita gente desacreditando. Então, essa é a parte mais gostosa. Mais energia, como a gente falou.
Muito bom. E, cara, dentro da tua linha editorial hoje, da tua produção de conteúdo, de toda essa visão que tu viu que é válido, não é sacrifício tu pegar e ir até São Paulo pra criar conteúdo, pra estar lá junto com os caras, hoje pensando no teu perfil e naquilo que vem convertendo conteúdo em clientes, qual que é o conteúdo que vende? É um conteúdo que tu foca em educar, em formar ou, de fato, em vender? Porque eu não te vejo fazendo oferta no teu conteúdo, né? É, eu ouvi... Qual que é o conteúdo que vende?
Eu enxergo o Instagram como um funil mesmo, né? Então, eu entrego conteúdo de valor na timeline, no feed, só que é tudo...
destrinchado em várias partes. E as pessoas hoje em dia, por consequência dos vídeos rápidos, do sistema dopaminérgico ferrado, do baixo hábito de leitura, das limitações em relação à capacidade de raciocínio lógico, são poucos que conseguem, por exemplo, maratonar todo o meu feed e entender a maneira como eu trabalho.
E daí isso gera curiosidades, geram dúvidas. Só que o pessoal vem tirar dúvidas na DM, eu trato a pessoa com muita educação, mas eu não fico tirando dúvida de graça.
Depois eu falo, olha, se você quer que eu tire dúvidas, assino o meu close friend. Se você quer uma orientação, você vai ter minha consultoria. Tirando isso, acho que já é bem justo o fato de eu produzir quatro conteúdos de graça todos os dias para você consumir essas informações. A maioria das pessoas entendem, porque eu falo de maneira bem educada. Alguns ficam ofendidinhos. Mas daí eu tiro pela conclusão que se o cara ficar ofendidinho com isso, ele nunca vai virar meu cliente de consultoria. É a peneira, né? É a peneira. Porque...
as pessoas compram serviço, mas compram pessoas também. Elas... Porque oferecendo consultoria que entrega resultado igual eu entrego, existem outros profissionais. Eu me considero um dos melhores, mas existem outros profissionais. O que vai diferenciar o cara fechar comigo ou fechar, sei lá, com o Mr. Sizing, que é uma linha de trabalho muito próxima, é a identificação. Total. É com a persona.
Então, e daí essas pessoas, elas começam a me seguir pela identificação, vão ver o meu history e pelo history eu faço as ofertas. Então, eu faço bastante oferta no history da minha consultoria, sem nenhum medo de parecer repetitivo, todo dia eu estou ofertando lá, postando relatos de clientes, feedbacks positivos que eu recebo e tudo mais.
E é mais ou menos essa a dinâmica. Transformar a sua timeline num cardápio, num lugar de oferta, é afundar o alcance do Instagram. Então, no feed, tu não tem CTA explícita, assim, dentro do conteúdo, para fazer venda, mas nos stories, sim. E antes tu comentou sobre tráfego pago também. Hoje tu está usando alguma estratégia no teu perfil de tráfego também? Ou está sendo mais orgânico?
a agência que cuida da minha consultoria ela faz tráfego pago mas pelo feedback que eles me dão os outros caras que tem de todos os que eles agenciam somos caras que tem menor necessidade de investimento em tráfego pago porque o meu orgânico é muito forte eu tô me tornando um dentro da
agência, que a minha consultoria está alcançando patamares de faturamento, que passa a outros caras que eles agenciam, que estão nessa panelinha aí, das mesmas figurinhas carimbadas já há muitos anos, que está presente em marcas grandes já há muitos anos, justamente por causa disso, o cara chegou lá no topo, se acomodou, tem um salário bom de patrocinador aqui, de patrocinador ali, e o Instagram dele é morto.
E tu notou, é muito recente Tu falou, mas tu notou se o YouTube Trouxe algo a mais assim Pessoas mais conscientes Tem clientes de consultoria Porque a gente pergunta na Anamnese O Instagram delas Tem vários clientes de consultoria que estão entrando Que falam que nem tem Instagram De fato o público do YouTube é muito diferente Do público do Instagram Tem muitas pessoas que abandonaram o Instagram Porque o Instagram, ele já está voltando um pouco atrás Ele percebeu que ele fez merda no algoritmo Obrigado
mas nos últimos anos o algoritmo direcionava as pessoas para uma fritação de cérebro muito grande e teve pessoas nesse processo que simplesmente abandonaram o Instagram YouTube é porque o que eu faço nos meus vídeos do YouTube basicamente pega um vídeo com um assunto que eu falo em três minutos nos rios
ligo a câmera, não edito, não faço nada, e eu deixo bem claro isso para os meus inscritos, sempre falo, vídeo sem edição, eu aqui passando o conteúdo, e como eu tenho uma oratória muito boa, eu discorro sobre o assunto por 25, 30, 35 minutos sem parar. E esse é o vídeo. O Talking Head clássico.
É, esse é o vídeo. Eu só corto o começo, que é entrando na frente da câmera, e o final, que eu indo até ela desligar e boto no YouTube. E tá crescendo o meu canal. O meu canal tá indo pra quase 10 mil inscritos. Eu tô me movimentando ele. Tem, sei lá, um mês e meio.
Muito bom. Sensacional. Agora, Biso, quanto é importante na tua visão a mentalidade de atleta para crescer dentro do teu negócio, da tua consultoria, da tua empresa? Tu consegue perceber isso assim que tu é no teu negócio, assim como tu é no esporte, essa mentalidade competitiva?
É mais ou menos o que eu falei do pessoal que eu estou percebendo que está chegando num topo ali para eles e que estão já acomodando, sabe? É porque não são atletas ou não tem esse drive. Fazer o que tem que ser feito pelo tempo suficiente para você não precisar fazer mais. E...
O seu auge da sua vida nunca vai ser aos 20 e poucos anos, 30 e poucos anos. Você tem que querer que o seu auge seja aos 50, para você aposentar e sumir, entendeu? E é esse o meu plano. Eu quero fazer muito dinheiro, trabalhar muito pelos próximos 20 anos para eu ter investimentos e renda passiva e eu nunca mais precisar ver Instagram na minha frente.
então quando eu estou eu percebendo esses caras que estão chegando num nível de faturamento muito alto até, muito raro pra idade deles e que eles já estão dando uma desaceleradinha eu penso, meu, você ainda tem mais energia do que eu, porque você é bem mais novo do que eu você já está se acomodando eu penso, bom é o que eu falei, né, a questão da consistência sempre ganha
e se fazer o que tem que ser feito é muito de mim do meu o Lucas ele tava tava para competir quando eu enfartei e eu atualizei a finalização dele na cama da cama da UTI assim que ficou Macbook
Isso mostra o quanto o cara está entregue ao processo, de fato. E não jogando só pelo resultado, porque isso, na verdade, é uma entrega para o processo. Claro que a gente quer o resultado, o resultado move, mas é uma entrega do processo. E o mercado muda o tempo todo. Então, a pessoa que se acomodou agora,
ela simplesmente está sendo engolida, não importa o nicho, a área, né? Ela está sendo engolida. Então se a gente tiver... A grande demanda de três a quatro Reels por dia, você posta só um, ele performa muito bem, mas você posta só um, você está deixando de postar três que também performam muito bem. Então, de qualquer jeito, você vai estar remando menos do que poderia. E quando um Reels, ou dois, ou três num dia, talvez não performa como você gostaria, como é que você lida com isso?
Eu penso que o quarto vai na somatória de tudo. Por exemplo, se a performance boa para mim são 30, 40 mil visualizações, eu sei que eu vou postar quatro, e esses quatro com muito esforço vão chegar em dez, é um que foi bom.
Entendi. A somatória disso tudo vira um bom. Legal. E daí quando um vai bom e os outros complementam, é bônus, entendeu? Entendi. Legal. Então tu tem meio que essa meta de atingir 30, 40 mil por dia com o conteúdo.
Sim. Que hoje é quase o 100% dos seguidores que tu tem, mas que, claro, entrega pra muito mais, né? No final do mês, assim. Sim, sim. E o Instagram, ele tá com um tipo de algoritmo muito semelhante ao YouTube. Como eu falei, eles perceberam que fizeram merda, né?
Então, tem vídeos meus de meses atrás que estão lá, crescendo, assim, que são assuntos relevantes. Então, tipo, o corte de eu explicando o treino do Jordan Peters no Monstercast, está lá, farmando reviews, porque é uma coisa que interessa para as pessoas, é um treino diferente. Ele é totalmente alinhado com a minha linha editorial, de um treino pesado para a versão de carga. Os vídeos com o Kaique Pro também estão lá, estão tipo...
Eu vejo que os meus Reels do dia não foram bem, mas eu também estou recebendo notificações de Reels que eu postei há semanas atrás no meu...
na minha atualização ali, né? Então eu sei que o trabalho está sendo feito. Porque cada coisinha que eu engaja nesses repercute nos outros e vice-versa. Sim, às vezes atingiu um público que não te segue e aí começa a te seguir por causa daquele Reels de semanas atrás. E daí ele vê o que eu postei hoje e tal.
Muito bom. Então, nada melhor do que a consistência de fato. Agora, é nítido, Biso, quanto tu alcançou já uma posição que tu possivelmente desejava alcançar dentro da tua profissão? Como tu falou, conquistou já sonhos, tem o carro que tu gostaria, né? M4 aí tá batendo o quê? 700 CV já? Quantos cavalos ela tem? 700 de roda.
De roda? Olha aí, muito bom. Então, isso é bacana. A gente é meio viciado em carro, motor aqui também, a gente gosta, né? E as pessoas vão se identificar com isso. Então, tu já atingiu algumas coisas que tu gostaria pra tua vida, mas agora, o que o Biso tá visualizando pro futuro? Qual que é o próximo nível do Biso, na profissão, na vida, sabe? Qual que é a tua visão mesmo? O que tu almeja daqui pra frente? Eu enxergo o mercado fitness como uma pirâmide. E essa pirâmide tem vários degraus.
Quem está no topo da pirâmide é a mesma panelinha que está lá já há muitos anos. As figurinhas carimbadas que ficam trocando de posição nas marcas. O meu objetivo é entrar nesse degrau sem precisar lamber o saco de ninguém.
Legal. Sendo tu mesmo, sendo a tua essência, com os teus princípios. Sim, com a minha linha editorial, com o meu trabalho, provando pelos meus atletas e também com o meu próprio skin in the game, que é uma coisa que eu vejo que é um diferencial. Muita gente entrou na carreira de treinador, produtor de conteúdo e às vezes deixou de lado o processo em si mesmo.
e o pessoal gosta de acompanhar o processo, assim, eu vi, e foi, isso foi uma coisa que mudou muito, quando eu saí do Jiu-Jitsu e voltei para a musculação, assim, o pessoal, parecia que estava sedento por eu voltar para o fisioturismo, sabe? Legal, cara, muito bom, porque é, tu vendendo o que tu faz, né? É, eu postei hoje sobre, tipo, direto me marco e tal, mas hoje especificamente eu compartilhei de um menino que me parou lá na Nation, que eu estava gravando com o Lucas para tirar uma foto,
e falei a separado numa academia para tirar uma foto era uma coisa que anos atrás eu nem imaginava né daí o Paulo Jorge bodybuilder pegou e falou respondeu assim jiu-jitsu é o caralho mano seu lugar não fiz turismo você é como ele falou você é
um monumento histórico, sabe? Tipo, uma persona assim já mitológica no meio do fisioturismo. Que legal, cara. Patrimônio do fisioturismo, isso. Patrimônio cultural do fisioturismo. Não tem mais como tombar, né? É, exato. Que legal. Eu já reparei nisso, não tenho mais...
não tenho pretensões de sair mais, não. Pelo menos até eu chegar nesse ponto que eu falei, que eu sumo das redes sociais. Porque aí tu escolhe, né? E tu escolhe outro nível, né? A vida é assim, a vida tem fases, né? A gente muda, mas os princípios deveriam ser sempre os mesmos até o final, né? Princípios a gente não negocia, agora o objetivo, sim, isso sempre vai mudar na nossa vida.
Biso, chegando agora no final desse papo aqui, que está sendo incrível, muito profundo. Acho que o pessoal que acompanhou aqui conseguiu ter uma visão diferente do Biso, que está nos podcasts de fisiculturismo, falando mais sobre treinamento. A gente entrou num lado mais pessoal mesmo aqui. Então, para a gente fechar com chave de ouro, para ti, Biso, o que é chegar no topo? O que significa chegar no topo?
Ah, você se tornar não só uma referência máxima, mas ser admitido como uma referência máxima. Porque isso tem um pouco de diferença. Eu me enxergo como uma referência em treinamento no Brasil, porque muitas coisas que hoje estão em alta, eu já falava há muito tempo atrás.
mas até as pessoas, até chegar num ponto onde vai ser inegável isso, e não vai ter ninguém falando, ah, mas fulano falava isso na década de 70, ah, mas você está falando isso porque você tem síndrome do protagonista, ainda tem uma distância.
Então, eu acho que é aquele negócio de fazer o statement, sabe? Tipo, está aqui, toma, não tem mais como negar. Isso é o topo da carreira. Porque faturamento, dinheiro e tudo mais é consequência disso. Não que não seja o objetivo também, óbvio. Eu gosto bastante do dinheiro que eu ganho. Mas a consequência de dar esse statement vai gerar um efeito em cadeia onde o faturamento e os ganhos vão crescer cada vez mais.
Sensacional, muito bom, cara Biso, cara, muito obrigado aí pela tua entrega por deixar tanto aqui pro pessoal tenho certeza que quem escutou esse episódio vai sair daqui com insights principalmente pra olhar pra dentro porque tudo que tu trouxe aqui pra mim mostra o quanto tu consegue ser consistente por ter clareza, clareza da tua missão, do que tu quer e é muito a mentalidade de atleta que a gente tanto trabalha aqui também, porque e
O atleta, no final das contas, é isso. A gente pode pensar em qualquer coisa, a gente pode sonhar com qualquer coisa. Isso não tem limite. Agora, a diferença vai estar enquanto tu faz. Enquanto tu tá disposto a levantar da cama, derramar suor, e talvez tu vai dormir mais tarde do que todo mundo, vai acordar mais cedo, e tu vai fazer isso por muito tempo. Não é um ano. É sem pausa. Sem pressa e sem pausa. Sensacional. Biso, como é que o pessoal que ainda não te acompanha, não te conhece, pode te encontrar nas redes sociais?
É, o Instagram que eu realmente movimento com foco no treinamento é o Vitor Bizu Coach. E no YouTube, canal Vitor Bizu. É só colocar meu nome lá, vai ter o meu canal lá. O canal Vitor Bizu Make Body Building Art Again, que está depois do Risquinho, que é o canal que...
Eu posto em collabs junto com os atletas e as soldiers quando a gente produz conteúdo para lá. E o canal que eu produzo o meu próprio conteúdo, que é basicamente isso. Vão ser vídeos de eu falando para a câmera, sem edições. Ou então de eu treinando aqui embaixo e falando um monte de groselha. E que acaba no meio da groselha saindo muita informação também. Como se eu fosse um esquizofrênico falando sozinho com a câmera enquanto eu treino.
Por enquanto só tem um desse lá, mas o pessoal gostou muito, eu vou gravar mais desse. Legal, que é um modelo sustentável para ti também, fácil de fazer. Eu boto o microfone na minha lapela e começo a falar igual uma grada. Sensacional, cara. Então, muito obrigado pela entrega, o pessoal com certeza vai te acompanhar por aqui.
E quem gostou desse papo, deixa um like aí, se inscreve aqui no canal também para conseguir acompanhar os próximos episódios. Já tivemos o Lucas Garcia aqui, top 3 do Olímpia, e que agora está escalando esse ano. Com certeza vai ser diferente, né, Bis? O construtor do cara está aqui, o cara que lapida ele está aqui. Está bem otimista, bem otimista. E é nítido, né? A evolução, aquele...
1%, aquele vício no progresso, dá para ver nitidamente o que está acontecendo. Então, cara, quem persiste, vence. A gente sabe que isso acontece. É uma matemática muito fácil de entender dentro do esporte. Mas nem tudo é só isso. No fim das contas, não é nenhuma ciência de foguete. Exatamente. Não é uma ciência de rocket. É isso aí, cara. Sensacional.
Turma, deixa aí o teu like, comenta, acompanha o Biso a partir de agora e nos vemos aqui no nosso próximo episódio. Valeu! Obrigado! Valeu!
Champions