Episódios de Rádio [Atividade]

Rádio (atividade) - A ciência e a fé cristã [parte 4]

29 de agosto de 20262h54min
0:00 / 2:54:18

Este é o último episódio desta longa série de gravações, acerca deste assunto vou deixar aqui a título de resumo [de descrição do assunto que tratei] todos os tópicos e pontos que tratei ao lonte dos 4 episódios desta radio[atividade]

Fique na fé e não se esconda em sombras de dúvidas

Tema geral → A ciência e a fé cristã

• Do ponto de vista do método pode-se considerar a ciência como sendo – empírica (experimental) e teórica (reflexiva);

• Do ponto de vista do objeto a ciência é múltipla, mas existe um limite semântico para os objetos, a saber: a unidade metafísica do ser – neste caso os objetos científicos podem ser basicamente dois onde estão inseridos a multiplicidade objetiva estudada: 1) física (natureza, química, biologia, astronomia, geografia, anatomia, fisiologia) e 2) metafísica (psicologia, filosofia, ética, história, linguística, sociologia);

• Obs.: a fenomenologia não é exatamente uma forma de ciência, nem mesmo um método realmente científico, é um tipo muito peculiar de metalinguagem, é a última forma de elaboração dialética filosófica que provem das questões críticas envolvidas nos ritmos psicológicos dos científicos e das retóricas dos filósofos;

A ciência exige do cientista:

1. Domínio retórico;

2. Domínio gramatical;

3. Domínio lógico;

• Não existe ciência “prática” em contraposição a uma teórica, a experimentação científica não é uma “prática” no sentido que a definiu os gregos (entre os quais Aristóteles), na realidade a ciência tem uma aplicação, sendo que esta aplicação não é algo que se faça como uma “prática” (tal como uma arte) pois na aplicação científica não há em absoluto a necessidade de um “artista” como é o caso das demais práticas, exige apenas que uma lógica esteja subjacente a elementos instrumentais quaisquer.

• A aplicação científica se verifica das seguintes formas:

◦ instrumentos (ou tecnologias);

◦ organização humana (instituições, estética, moral, economia);

◦ política (leis), aqui ocorre a situação mais crítica pois envolve os problemas da retórica e a aplicação coercitiva por meio das leis e normas sociais maiores;

• Situações críticas para o pensamento científico e sua aplicação:

→ O individual (o caso particular) que está envolvido na observação criteriosa, isso é o que exige uma atenção concentrada. Não deriva da cognição humana, mas antes, está na realidade criada;

→ O geral (casos típicos) envolve a abstração dos traços típicos observados na realidade também de forma criteriosa; nesta situação é essencial o uso da cognição humana e é nisso que resite a questão “crítica”; é neste contexto que se insere a fenomenologia, como forma de não ficar retido na crítica.

→ Previsibilidade (determinismo): se refere aos padrões observados nos casos particulares, e depende portanto do tempo de observação e da confiabilidade lógica dos padrões observados;

→ Juízo de valor (ética e liberdade da conduta humana) – é a orientação do interior do ser humano e depende daquilo mesmo que o homem valoriza e busca no ser.

Assuntos6
  • A relação entre aquecimento global, profecias cristãs e a incompreensão humanaAquecimento global·Profecias cristãs·Nepal·Himalaia·Mudanças climáticas
  • A ciência como busca de conhecimento e a importância do método científicoMétodo científico·Conhecimento·Epistemologia·Objeto científico
  • O boicote à fé cristã nos meios científicos e suas consequências sociaisFé cristã·Meios científicos·Boicote sistemático·Escândalos da igreja
  • As exigências da ciência para o cientista: retórica, gramática e lógicaDomínio retórico·Domínio gramatical·Domínio lógico·Desinformação científica
  • A crítica à indexação de conteúdo e a lavagem cerebral no BrasilIndex Brasil·Lavagem cerebral·Internet brasileira·Destruição cognitiva
  • A liberdade humana como direito inviolável e a responsabilidade dos governosLiberdade humana·Direito universal·Governo·Deus
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

Olá, bom dia! Esta gravação está sendo feita dia 29 de agosto de 2026. Agora são exatamente 9 horas e 46 minutos. Seja bem-vindo ou bem-vinda a esta gravação. Essa gravação vou tentar fazer ser a última sobre este assunto. Eu pretendo concluir este assunto hoje, é que eu comecei aqui alguns dias e pretendo terminar hoje. Acredito que vai dar para terminar. Então o assunto vai ser o mesmo da gravação anterior desta radioatividade sobre a ciência e a fé cristã.

E hoje, dia 29 de agosto, estamos aí a vivenciar mais uma grande tragédia humana na Terra, certo? Dessa vez fui lá no Nepal, uma grande enchente que atravessou, varreu na verdade, né, várias casas que estavam à beira, ao pé, né, de umas montanhas. Nas, na região do Himalaia, na região mais alta, né, de maior altitude da Terra, que é o Himalaia, né, as cordilheiras lá, as cadeias de montanhas do Himalaia são os maiores do mundo.

Então já são mais de 600 mortos nessa grande inundação no Nepal e ainda muitos desaparecidos. Provavelmente mais de 1000 pessoas desaparecidas, e as cenas são dramáticas. Enfim, e estão já a falar, né, os grandes meios de comunicação e os especialistas também, né, já estão falando que isso é consequência das das mudanças climáticas, do aquecimento global, que derreteu umas geleiras nessa região do Himalaia, que é uma região fria, mas que por causa dessas variações climáticas extremas da Terra houve um derretimento muito abrupto de gelo e causou essa inundação aí, enfim, nunca antes observada.

Pela rapidez em que as coisas aconteceram e os estragos que foram feitos, certo? Bom, então por isso eu vou também trazer esses assuntos aqui nessa gravação de hoje, mas claro, não vou detalhar, mas faz parte, né? Essa situação que acontece do chamado aquecimento global é parte das situações científicas atuais. Então, por óbvio que É uma informação útil aqui para esse conteúdo e tem tudo a ver com a fé cristã, certo? Existe, pelo que eu tô observando aí dessa, dessa catástrofe, existe uma correlação muito, muito clara com uma profecia do Apocalipse.

Claro que, como eu venho a dizer nas gravações anteriores, né, Como eu venho dizendo, é uma questão de fé, né? Se você não acredita nas profecias, se você não acredita na verdade cristã, não tem como você entender nada do mundo científico, meu amigo. Inclusive essa, essa parte da ciência atual, né, ambientalista, que fala dos aquecimentos globais, etc. Você não tem como entender nada disso se você não acreditar naquilo que está nas profecias cristãs.

Bom, então sim, está acontecendo alterações climáticas significativas na Terra. Sim, essas alterações climáticas envolvem situações humanas, porém essas situações humanas elas não estão sendo devidamente compreendidas por causa do engano do século. Né, por causa daqueles que, como eu disse nas gravações anteriores, apesar de estarem no ambiente científico, apesar de estarem vivendo em condições de vida em civilização cristã, contudo eles boicotam a fé cristã nos meios científicos.

Há um boicote sistemático da fé cristã nos meios científicos, certo? Isso já vem sendo feito há muitos anos, há muitas 7º século, talvez remonta aí alguns séculos. E é um boicote feito hoje, já não está sendo feito de forma velada, né, por causa dos escândalos da igreja, né, porque os escândalos na igreja tem aumentado significativamente. Então isso tem dado obviamente armas, né, ou munição para aqueles que boicotam a fé cristã nos meios científicos.

Mas mesmo assim nós não podemos ser descartados, né? Os cristãos, eles não podem ser descartados da civilização, tá? Ainda mais essa civilização de nível científico que está aí, mais ainda. Então, ainda que os cientistas do mundo de hoje, a maioria, né, pelo menos os mais endinheirados, mais poderosos, entre aspas, né, com as aspas das guerras mundiais, mais poderosos dessas armas, eles nos boicotam, certo? Por causa de quê? Pelo menos os cristãos fiéis, né?

Os cristãos infiéis, eles aceitam nos circulozinhos deles como escravos da promiscuidade verbal deles. Mas os cristãos fiéis, aqueles que verdadeiramente obedecem a fé cristã, que levam a sério o dogma, Para nós não há espaço científico, não há espaço de fala real, certo? Eu digo isso por experiência própria. E eu estou num país que, se você considerar de todos os que estão aí no mundo hoje, é o que, entre aspas, é o que mais há, né, o que mais deu liberdade aos cristãos, é o Brasil.

Mas é uma liberdade muito condicional. Tá? É uma liberdade para você falar aquilo que os protetores das mentiras do diabo querem que você fale ou deixam você falar, certo? Portanto, não é uma liberdade completa, né? Uma liberdade, como eu disse, condicionada. Imagine outras partes do mundo por aí, especialmente nessas partes aí que tá acontecendo essas tragédias climáticas de grande proporção, né? No Nepal, por exemplo, existe um grande processo de guerras ali, guerra de fronteiras, guerras tribais, guerras de etnias e guerras religiosas, né, envolvendo aí o pessoal da China, o pessoal da Índia.

Enfim, é uma zona de muito conflito, tá, ainda que não pareça. Você pensa que o budismo é uma religião de paz, por quê? Né? Por que que os budistas, o Buda, né, o Buda na altura da vida dele procurou a paz? Porque ele não encontrava paz entre os homens, né? Então ele foi beatificado lá entre o povo dele por isso, porque até hoje é uma zona de guerra aquilo ali. Então, então veja que essas questões climáticas e ambientais e científicas do mundo de hoje, elas não estão separadas das questões religiosas.

E das questões políticas. Estão todas interligadas. Mas como eu disse, os boicotadores da fé cristã e os traidores da fé cristã, eles nos tiram, eles nos afastam do ambiente científico. Isso é um grande crime contra a humanidade. Eles vão pagar por esse crime aqui na terra ainda, não é só no inferno quando eles vierem a ser julgados por Deus, porque Deus é justo, mas aqui na terra eles vão ser julgados E vão ser condenados, você não tenha dúvida, porque são pessoas que estão morrendo nessas situações, certo?

Pessoas que estão ficando sem assistência real, tá? Porque como eu disse a você, essas questões climáticas envolvem questões políticas também. Então, governo, não pense você governos que são boicotadores de cristãos, isso está espalhado pelo mundo todo. Ele, isso tá na China, está na Índia, está aqui no Ocidente. Essas pessoas que estão em postos de poder no mundo hoje e boicotam abertamente ou dissimuladamente os cristãos, eles não ajudam ninguém, tá?

Eles boicotam os cristãos justamente para poder fazer o que é errado, né? Porque os cristãos fiéis, eles condenam o que é errado. Por isso são boicotados, né? Então são pessoas destituídas de senso de moralidade, né, que colocam uma pá de cal na consciência individual para poder fazer o que é errado, para poder empurrar a vida com a barriga e continuar mantendo as pessoas, pelo menos as pessoas mais pobres, mais frágeis, a maioria da população, no jugo de opressão muito grande, certo?

Então as pessoas que estão sendo flageladas por essas catástrofes, esses colapsos ambientais climáticos da Terra de hoje, elas não estão, não estão tendo assistência real, mal assistência médica elas estão tendo. E depois, para reconstruir as casas, para reconstruir a vida, para enfim, para reconstruir a própria personalidade, né, a própria psique da pessoa que fica obviamente desestruturada em tudo isso, né. O trauma acompanha a pessoa o resto da vida.

Então como é que vai, como é que vai, quais são as ações que vão ser feitas, que estão sendo feitas? Pelo que eu estou observando assim, a observar de longe e de perto, não estão sendo, não está sendo feito nada. Quer dizer, pelos que estão realmente no poder hoje, eles estão fazendo nada, eles estão simplesmente mantendo a mesma Mentira de sempre, a mentira do século, tá? Mentira do século, que é o escândalo entre os cristãos até hoje.

Bom, mas vejamos, nós temos que vencer isso, né? E nós temos que vencer pelas armas e pelas vias que nos são dadas. Então, por isso eu pretendo concluir este assunto que eu comecei com essa finalidade mesmo, né, de robustecer o meu entendimento aqui na rede. Colocar esse conteúdo aqui na rede, porque eu sei que aqui tem um alcance para além, né, do que eu teria se eu ficasse só guardando esse conteúdo no meu computador. Então eu coloco na rede porque isso tem um alcance de tempo inclusive maior, e meu interesse aqui é isso, né, é fazer uma análise de tempo maior.

E eu tenho, eu tava lembrando de uma coisa semana passada, foi semana passada eu acho, acho que foi semana passada, eu recebi alguns emails, emails que eu já apaguei inclusive, mas eu recebi, eu lembro, né, que eu li de uma, de um site aqui do Brasil. Certo, chamado Index Brasil. Se escreve I-N-D-E-X, salvo engano, Brasil. É um site aí que eles indexam os podcasts em português do Brasil, e eles me mandam e-mails porque o meu podcast está indexado nisso aí, né?

Porque eu falo português, a inteligência artificial que funciona está nos meus algoritmos, então obviamente eles são obrigados a receber o meu conteúdo. Só que eles mandam as seguintes mensagens para mim, via de regra, que a descrição aqui está fraca. A descrição aqui do meu podcast está fraca. Descrição é essas informações que eu coloco aí na parte de baixo do podcast para indicar o assunto, conteúdo, etc. Aí o Index Brasil né, que eu sei que é alguma coisa automatizada pela ignorância humana que roda aqui no Brasil, que roda nas finanças, né.

A gente que ganha dinheiro para fazer nada, para automatizar a vida humana, e já tá no automático, né. Então já automatizaram a burrice, a ignorância, estupidez. Então eu fico muito contente que a minha descrição esteja fraca para o index Brasil, porque isso significa que o meu conteúdo não está acompanhando o ritmo cultural da internet brasileira. Isso é muito bom, isso muito me alegra, certo? Isso muito me alegra. Isso é um sinal claro de que o meu conteúdo tem relevância científica, porque se não tivesse, estava viralizando por aí nessas plataformas da obscuridade cognitiva do brasileiro.

E eu quero destacar uma coisa aqui para Caso esse conteúdo chegue em alguma cabeça indexada na internet, se você por acaso chegou a esse conteúdo, a sua cabeça está nos index, está funcionando aí baseado nessas lógicas de index, né, que diz se o conteúdo é fraco, é forte, de acordo com as agregações de bestice da maioria, né. Pois muito bem, é isso aí, é a máquina da desintegração mental. Certo? Eu estou fraca nisso aí, graças a Deus.

O meu conteúdo podcast, ele não alcança muitas, muitas cabeças indexadas, né? As cabeças indexadas, a gente não alcança, e eu prefiro que fique assim. Então, o que que tem aqui no meu podcast é o que eu falo, é o que eu escrevo, é o que eu leio, são os conteúdos cognitivos reais e das experiências de vida que eu tenho. Então nada do que eu passo aqui é baseado nessa obscuridade da internet brasileira ou das redes de comunicação de massas do Brasil.

O que eu aprendi na vida, eu aprendi me desconectando dessa lavagem cerebral que se aplica no Brasil desde muitos anos, tá? Se aplica uma lavagem cerebral no brasileiro. Eu nasci na geração da lavagem cerebral. E eu tô vendo os resultados, são nefastos. Bom, mas continua investindo nisso aqui no Brasil, né? Continua investindo em empresas, agora no caso empresas online, né? Empresas que estão ligadas na internet para vasculhar o que se diz, o que se fala, o que se escreve entre os brasileiros, para fazer lá um ranquezinho estatístico, para dar uma cara de científico, os brasileiros da estupidez.

Eu digo estupidez porque eu conheço, tá? Eu não sou uma pessoa alienada, eu conheço as pessoinhas e as cabecinhas que fazem parte do Brasil, da lavagem cerebral, certo? Eu escapei por sorte, por sorte e por providência divina, mais nada. Senão eu estaria aí tendo que pagar os patos dessa lavagem cerebral. E os patos são caros, tá? São caríssimos. Enfim, eu não vou aqui entrar em detalhes, mas é só, basta você ir para qualquer esquina brasileira que você mais vai encontrar é farmácia e supermercado, farmácia, supermercado, farmácia.

É aí que roda os patos da lavagem cerebral contra a população brasileira indexada, os índices da vida, né, todos os índices, os índices, tá tudo indexado, né, no Brasil. Indexaram salário mínimo, inflação, e até podcast agora estão na indexação, né, podcasts, conteúdos acadêmicos, né, artigos acadêmicos, etc., etc., etc. Tá tudo indexado. E basicamente, como é essa indexação no Brasil? Já sei como funciona, tá, eu já sei, porque desde, como eu disse, desde Meus 7 anos, eu sei ler, eu sei ler, escrever e fazer conta desde os meus 7 anos de idade, tá?

E eu faço conta, eu leio, escrevo desde 7 anos de idade. E por quê? Porque é necessário, foi necessário para minha sobrevivência cognitiva. Eu sabia disso e eu me esforcei por isso, né, para não ser passada para trás. Neste país de lavagem cerebral. E você veja, tudo sempre em função de uma porcaria de um dinheiro, de um dinheiro fodido, de um dinheiro fodido. Você sabe o que é o dinheiro fodido? É esse daí das indexações brasileiras.

Ferrar com o cérebro, com a cognição, com atenção, com juízo, com a memória de pessoas que estão conectadas em redes de comunicação das massas no Brasil para poder ganhar um dinheirinho no final do mês, tá? E o que que se faz com esse dinheirinho do final do mês que se ganha com a destruição cognitiva do povo brasileiro, meu amigo? Se faz o mesmo que em toda parte do mundo: se compra remédio, se paga comida e gasolina. É só isso.

Ferram a cabeça do povo brasileiro desde muitos anos. Para poder comprar remédio caro, cada vez mais caro, cada vez mais sofisticado. Porque a sofisticação científica que chega no Brasil, ela vem além de indexada, ela vem também padronizada cientificamente, né, nas patentes. E ainda que se quebre a patente, contudo você tem que pagar o remédio mais caro, que o remédio que funciona é o da patente. Não adianta Não adianta, pode fazer a pesquisa que for aí, pode quebrar a patente que for, você vai ver se não é verdade.

Compra um remédio ruim para você ver se a sua dor passa. Aqui no Brasil não, se você não comprar o remédio de qualidade, meu amigo, não passa. Eu já sei disso, eu já tomei, viu, os remedinhos, os remédios genéricos e os remédios não genéricos, e eu senti a diferença absurda, a diferença. Então não adianta, meu amigo, pode ferrar a cabeça do povo brasileiro como você quiser, você vai pagar o preço, e é caro, tá entendendo? É caro, está ficando cada vez mais caro.

Então não vale a pena, não vale a pena. Eu percebi isso nos meus primeiros anos de vida, como eu disse, quando eu fui alfabetizada, eu percebi que não valia a pena eu ferrar com a cabeça do meu próximo. Então tudo que eu sei, tudo que eu soube até hoje, eu não procuro ganhar dinheiro com isso, tá? A ciência verdadeiramente boa, ela não dá lucro, nem pode dar. Se der, você não tá na ciência verdadeira, você tá na alucinação, você tá nas indexações que ferram a cabeça do próximo para poder ganhar um dinheiro.

Que, como eu disse, você vai gastar com comida, gasolina e remédio, certo? Cada vez mais caro, é só isso. Então eu fico muito contente que os meus podcasts não estão na indexação, né? Não estão. Porque veja lá quem está na indexação do Brasil, dos podcasts, né? Quem eles, quem eles dos podcasts, quem é os eles? Os elas dos podcasts do Brasil é gente do Porta dos Fundos, né? É gente dessa cultura global decadente. Então eu não faço questão, né, de estar no rol dessa gente.

Não faço questão de fato de estar com o público deles, porque eu sei que o público deles está numa tormenta mental. Muito grande. E eles próprios também estão na tormenta mental muito grande, só que no caso eles têm, eles têm como apaziguar, né, pelo menos no ambiente de estúdio deles. Eu não tô no estúdio, certo, na minha casa, tô usando meu celular. Mas o pessoal dos podcasts indexados fortes, né, de grande alcance, eles têm estúdios, né, eles passam maquiagem, eles passam Tem as estratégias, né?

Eles não gastam dinheiro só com o trivial da população escravizada na lavagem cerebral deles do Brasil, né? Eles também gastam com o conforto, né? O conforto é senso perceptivo, né? Porque existe um conforto senso perceptivo nessas, nesses estúdios. Entre lá no estúdio para você ver como é. Né, tudo climatizado, meu amigo, tudo climatizado. Seus olhos são bem tratados, né, sua cabeça bem tratada, seu corpo é bem tratado. Então naqueles momentos ali que a pessoa está naquela ambiência, né, ela se sente um semideus, ainda mais quando o público-alvo dessas pessoas é pessoas que foram, como eu disse, tratadas como animais de laboratório científico.

Como é o caso brasileiro, né, em função dessas lavagens cerebrais, que é basicamente para quê? Para você comprar comida, remédio e gasolina. É basicamente isso. As empresas que botam dinheiro na publicidade brasileira, que é o que dá dinheiro nas indexações, que eu sei muito bem, né, que essas indexações são científicas coisa nenhuma. Elas são baseadas na lógica publicitária. E eu, há muitos anos, como eu disse, que eu vejo que a publicidade, que se vende nesse país, e veja lá as empresas grandes que estão aí ainda dando lucro no Brasil.

Então é as mesmas, né, remédio, de comida e de gasolina, né? Porque não tem como você fugir disso, seja você pobre, rico, Inteligente, burro, não tem como. Você vai ter que, né, pagar estas coisas para sobreviver aqui, né? Bom, então não estou indexada, né? Minha indexação não é forte, meu alcance aqui na internet não é forte, mas o meu interesse aqui não é esse, né? Meu interesse é totalmente, totalmente científico, totalmente ligado à ciência.

Como eu disse, essa ciência que não cai na lavagem cerebral. Uma lavagem cerebral numérica disfarçada de estatística, né? Porque veja, a estatística ela só faz sentido, ela só é útil quando você tem uma lógica subjacente a ela. Quando ela é só uma maquiagem numérica, não serve para nada, meu amigo. Como eu disse, serve só para manipulação cerebral, né? Para você ficar num jogo de perversidade cerebral. E o cérebro da gente, ele tem um limite, certo?

Já vou dizendo logo a você, um limite cientificamente já estudado, inclusive. Então, se você tá nesse jogo patológico de indexações, se você não consegue ter autonomia no ambiente online do Brasil, o seu cérebro vai ser o próximo, é o próximo grande produto da comercialização publicitária, certo? Não pense você que é diferente. Esses grandes, entre aspas, influenciadores, eu não acompanho nenhum, graças a Deus. Não sei nem o que que estão vestindo porque eu não acompanho realmente, não chega até mim, graças a Deus.

Pelo menos, como eu disse, né, a providência divina na minha vida foi poderosa, né? E eu agradeço a Deus que essa, essa grande quantidade de influenciadores da mentira publicitária brasileira não chega para mim, né? Eu assisto a publicidade que é a publicidade, né, que é obrigatória para a gente assistir. Se você for brasileiro, você tem que assistir, que é a publicidade daquilo que a gente consome mesmo por obrigação de vida, né, que não tem como você não consumir.

Mas essa outra publicidade, a publicidade mais elaborada, né, que está aí calcada nos grandes investimentos indexadores Isso aí não chega para mim, justamente porque, né, porque eu não ando nesse mundo, né, nesse mundo mental, não compartilho do jogo de raciocínio deles. Mas você veja, eu já tô vendo, né, quem são os algozes dessas pessoas, algozes finais. Esses são esses articuladores aí do colapso humano na Terra, do colapso ambiental, e financeiro, né?

Os grandes agenciadores disso aí, eles são conhecidos, né, por toda parte, né? Eles estão nas grandes notícias do mundo. Então não vai ter como fugir. Então o cérebro humano, como a gente tem um limite, certo? E este limite, quando você chega nele— e no Brasil já se chegou no limite cerebral, tá? A canalícia que se aplica com os brasileiros, digo os brasileiros que são boicotadores de brasileiros, os brasileiros que acham que fazer brasileiro de otário é bom e dá dinheiro, eles chegaram no limite cerebral, sabe?

Cerebral deles, inclusivamente, né, no cérebro deles. E a gente fica sabendo por causa das consequências linguísticas mesmo, certo? Que o que eles já estão a falar É, tá no nível de Dilma Rousseff. Dilma Rousseff, ela falava já, ela também já tinha ultrapassado esse limite da manipulação cerebral contra o brasileiro, e ela chegou num ponto em que ela mesma, as coisas que ela falava e que ela fazia no governo dela foram prejudiciais a ela própria.

Ela própria foi quem cavou a cova, o impeachment e tudo mais que aconteceu com ela. E com o PT também, né? Porque o PT, afinal de contas, apoiou ela até o fim. Se o PT tivesse largado a mão de Dilma Rousseff, talvez tivesse sobrado uma continuação para a linguagem petista. Mas graças a Deus, né? Do graças a Deus, porque até nisso dizer bom, né? Os petistas, né, se agarraram a Dilma Rousseff e aí também foram implodir nessa destruição, nessa autodestruição da Dilma Rousseff.

Então, Dilma Rousseff não pode nem culpar ninguém pela destruição política dela e do PT, que se grudou à lógica dela. Assim como também essas pessoas fortes, né, da publicidade, das indexações brasileiras, elas também vão, já estão nesse mesmo processo. Não acho isso bom, certo? Eu não queria estar falando isso, mas eu tenho que falar porque tá chegando meu email, né? Tá chegando meu email, tô lendo. Você lê, graças a Deus. Então tô lendo.

Então fica aqui a minha resposta ao Index. Que se chegue esse conteúdo ao index. Fica a ideia. Eu sei, tá fraco, né? A descrição tá fraca, mas a descrição é exatamente aquilo que eu tô falando, né? Eu não posso escrever tudo que eu falo, mas eu escrevo um resumo daquilo que eu falo. Eu não escrevo um resumo daquilo que tá sendo falado na rede, na internet, né? Eu escrevo um resumo daquilo que eu falo. E eu acredito que isso é que é ter uma descrição forte, é você resumir aquilo que você tá dizendo.

Né, uma descrição que tá baseado no que eu tô dizendo. Se o que eu tô dizendo não é, não tem alcance, obviamente isso não é uma fraqueza da minha descrição, né? Posso ser uma fraqueza do meu conteúdo ou do público que não gosta do meu conteúdo. Uma coisa ou outra, né, pela lógica, né? O meu conteúdo, ele não está em contradição com a descrição. A descrição que eu coloco aqui nesse podcast é exatamente conforme aquilo que eu trato, as ideias que eu trato.

Então, logicamente, do ponto de vista lógico, não tá fraco. Possa ser que, possa ser que não tenha alcance porque não está de acordo com o público. E aí sim, posso dizer, meu conteúdo está com tal público, né, fraco, está com um público fraco, né, fraco no sentido de que é numericamente inferior, mas é melhor ter uma pessoa com cérebro me escutando do que ter mil descerebradas, desorientadas me escutando. Eu prefiro, inclusive.

Agora eu tô dizendo isso por quê? Porque eu vou, eu vou adiantar para você, né? Se você esteja me escutando, eu vou adiantar, né? Esse pessoal descerebrado, eles, como eu disse, já tá no limite cerebral deles. Certo? E eu vou dizer para você, vai chegar um ponto que a gente não vai saber apertar botão, tá? Esse é o limite cerebral, tá certo? É não saber apertar nenhum botão. E aí vocês vão ver, vai ser só o chip do Elon Musk que vai funcionar na cabeça desse pessoal, nada mais, né?

Vai ser a propaganda do Elon Musk enfiada no cérebro vazio deles. E aí, bom, e aí, de que que adianta os podcasts fracos ou fortes, conteúdos fracos ou fortes? Porque é isso que tá acontecendo com brasileiro, certo? O brasileiro que está sendo guiado por esta cegueira indexada nos algoritmos da internet brasileira, eles vão parar no chip do Elon Musk. E você sabe o que é um chip no cérebro, meu amigo? No caso específico desse chip que a Elon Musk tá testando aí nos cérebros humanos, o que é que a empresa Neuralink, com que eles trabalham, você sabe?

Eu sei, eles trabalham com pessoas com déficit cerebral severo, certo? E você sabe como é que fica o cérebro? Porque você sabe, né? Você não precisa nem ser formado em psicologia e neurologia para saber que o seu cérebro é responsável por você andar, por você caminhar, por você comer, por você dormir, você saber que dia é hoje, que horas são. Ou seja, para você ter o mínimo de orientação na vida. E eu tô dizendo isso com esta ênfase porque, como eu disse, a lavagem cerebral contínua contra o brasileiro é um crime contra a humanidade, porque como eu disse, o cérebro tem limite.

Não é verdade? E quando chega o limite, você não consegue falar, se movimentar, as suas funções cognitivas básicas, elas não têm mais amparo físico, meu amigo. Então, ainda que você fique vivo cognitivamente falando, você não vai conseguir expressar sua cognição como antes por causa do limite cerebral, não é verdade? Então Vai chegar um ponto em que não vai ter esse público de engajamentos online no Brasil, porque simplesmente o cérebro deles vai parar de apertar os botões que tá conseguindo apertar hoje.

E o pior, o pior de tudo é o seguinte: o pior de tudo é que o último nível de linguagem que se alcançou nessa rede de programações indexadas no Brasil foi a da ironia. Da ironia. E a ironia, ela é uma figura de linguagem que você sabe muito bem. Você diz uma coisa querendo dizer exatamente o oposto, certo? Então aí você faça as contas, né? Você que anda aqui na internet, você sabe que tudo na internet, tudo nas redes de comunicação, elas são contas, né?

Contas lógicas. Contas lógicas no hardware de um computador, de uma máquina. Então a máquina, quando você põe uma lógica ali, ela vai funcionar exatamente como aquela lógica. Então a lógica final do algoritmo brasileiro é ironia. Já vi que é assim, né? É o último restinho de liberdade inteligente que sobrou para brasileiro, foi a ironia. Pois muito bem, então ironicamente, né, vai ser, vai ser um fim, né, um fim conforme as regras, né?

Ironicamente, conforme essas regras que foram colocadas para a gente aqui na internet. Tá? E já não tem mais para onde, que regras dar, tá? Porque tá o pessoal lá de Brasília se comendo uns aos outros. Diz que para regulamentar a rede social e tal, total, total. O que que eles querem? Eles querem um pedacinho do seu cérebro, meu amigo. É só isso, um pedacinho do seu cérebro. Que ele não quer dividir seu cérebro com Elon Musk, né?

Que eles sabem muito bem que o Elon Musk já conquistou, né, os cérebros da precariedade humana, né? Os restos mortais do cérebro humano, ele já conquistou, já alcançou esse pedestal. Infelizmente para ele, eu sinto muito por ele, eu queria que ele se livrasse disso, mas enfim, Deus é que sabe, né, do que dá e o que não dá um ser humano, né. Cada um tem o que pode, né, carregar. Então ele tá com o cérebro, né, bugados da humanidade, verdadeiramente, né, comparativamente falando, metáfora, certo, metaforicamente bugados do mundo.

Mas o pessoal do Brasil, eles não estão satisfeitos de que o cérebro bugado fique na modelo Musk. Não dos brasileiros, né? Porque afinal de contas eles têm jurisprudência, eles têm, né, eles têm legalidade sobre todos os brasileiros, né? Pela lei, né, eles governam o Brasil inteiro. Então o Brasil inteiro inclui inclusive a sua cabeça, meu amigo, seus pensamentos mais profundos, sua cognição que você bota na internet, até mesmo essa cognição destruída por lavagem cerebral recorrente.

Até isso aí pertence né, as aspas jurídicas de Brasília. Então eles querem também um pedaço do seu cérebro bugado. Então é basicamente isso aí, a grande regulamentação deles. E não vai dar certo, né, porque o cérebro— o que é um pedaço de um cérebro bugado, né? Porque você pode pegar o cérebro bugado todo, aí funciona alguma coisa. O cérebro bugado todo, porque ele tem uma integridade física, orgânica, química ali que ainda pode realmente emitir sinais.

Basicamente isso que o pessoal da Neuralink estuda. Agora, se você corta o cérebro da pessoa, meu filho, você mata a pessoa, não é verdade? Você pega o pedacinho do cérebro do bugado e botar na mão de alguém, e outro pedacinho, aí acabou. Mas só tem um corpo, é, só tem um cadáver, cadáver do cérebro, o cérebro cadavérico, né, que não serve para nada, né, que é uma coisa podre ali. Então o cérebro bugado você ainda consegue fazer alguma coisa no laboratório.

Que é o que o Elon Musk tá fazendo, que é a grande ciência, né, a neurociência do que o Elon Musk tá pagando, né, que tá financiando. Na verdade, é a neurociência que sobrou, certo? É a do cérebro bugado. Vai lá, tem alguma finalidade. Não vamos dizer que não tem, né? Porque se você tá vivo, ainda que o seu cérebro bugue, meu amigo, você continua vivo, seu corpo continua precisando, né, de fazer suas atividades cotidianas, etc.

Então ter lá um chip do Elon Musk pode até ser útil, sim. Eu não nego a utilidade do chip do Elon Musk. Agora, o que eu, assim, o que eu não suporto é toda a infraestrutura, né, que envolve essa, né, essa empresa do Elon Musk. Sim, o Elon Musk tem uma empresa que tem uma finalidade útil, certo, que tem uma finalidade sanitária inclusive, Mas eu não gosto, sabe, porque eu sei que a operação que envolve tudo isso é essa operação de sistematicamente fazer lavagem cerebral nas pessoas para vender, tá, para vender, para vender, basicamente vender qualquer coisa na sua vida, certo.

E bom, isso, como disse, tem um limite, né. E a última coisa que se pode vender é o próprio chip, né, para para regulamentar as funções cerebrais que foram prejudicadas justamente por essa lavagem cerebral. Então, no final das contas, né, é um processo circular ali que atende uma demanda que foi gerada justamente pelos operadores desse sistema. Então, o sistema, o sistema de lavagem cerebral do mundo, ele oferece também, né, o restart, né, o restart não Como é o nome da palavra?

É o reset, né? O reset da programação de lavagem cerebral, que é o que tá no chip do Elon Musk. E nesse sentido é uma coisa muito, né, auspiciosa, porque pelo menos fecha o ciclo, né? Impede que essa coisa se propague para além dos seus limites. Agora, é triste, né? É triste saber que tem pessoas que vão até o limite do próprio cérebro. Para poder ficar comprando, comprando porcaria, comprando geringonça, tá? É só isso que você vai poder fazer.

O seu cérebro, no limite do seu cérebro, comprar geringonça, é nada mais. Então a riqueza, a riqueza desse mundo de lavagem cerebral é uma riqueza totalmente vazia. Medonha. E mas enfim, tá aí, né? Não há como negar. Eu respeito, tá? Eu respeito toda empresa. Eu acredito que onde isso é empresa de Elon Musk, eu não gosto dessa empresa. Eu espero não precisar usá-la, não precisar comprar nada dela, né? Mas bom, mas existe aí a demanda.

E eu sou muito a favor da liberdade, viu? Da liberdade das empresas, da liberdade econômica, da liberdade humana. Eu acredito que é um direito realmente universal, inviolável. Ninguém pode violar nossa liberdade, seja quem for, né? Por quê? Porque Deus nos dá liberdade. A liberdade é um direito inviolável humano, individual humano, porque Deus fez a gente livre. Então ninguém pode tirar a liberdade de nós, né? Então nem pode dar, nem pode tirar, né?

Pode e deve respeitar. Quem ultrapassa os limites da liberdade humana, seja ela qual for, seja a liberdade econômica, a liberdade de pensamento, a liberdade política, tem que pagar o preço. Por quê? Porque a liberdade foi Deus que nos deu, não é uma coisa que o homem dá. Se o homem desse, ele poderia tirar, mas ele não dá a liberdade a ninguém, certo? O Estado, seja ele qual for, pode ser uma monarquia, uma república, uma tirania, um ditador, seja lá o que for, Qualquer estado é composto por seres humanos, seres humanos mortais como todos.

Ainda que ele tenha muita inteligência, muito poder, muito dinheiro, muito isso, muito aquilo, muita arma, ele continua sendo um ser humano mortal. E como um ser humano mortal, ele não pode dar liberdade a qualquer pessoa, e tampouco, portanto, tirar, né? Então ele não tem essa capacidade, então não pode tirar e nem dar liberdade a ninguém. Mas deve respeitar. O homem que não respeita a liberdade do outro homem, ele fica sujeito à justiça retributiva do próprio homem.

É simples assim, tá certo? Fica aí para você pensar depois o que significa isso, mas vou deixar em aberto, em suspenso esse tema, porque eu tenho que entrar no assunto dessa gravação. Bom, então sim, meu conteúdo é científico, não é, não é um conteúdo forte, não tem engajamento, não tem, sabe, tudo bem, não tem importância. Mas eu estou fazendo um conteúdo que eu sei que tem validade para mim e eu estou, até onde eu posso perceber, saudável.

Meu cérebro tá no lugar. Foi muito bem. Então, continuando aqui, Na última gravação eu falei sobre a ciência, estava falando, né, sobre a ciência no aspecto geral da ciência, né, sobretudo no que se refere à fé cristã, ao objeto da ciência, os objetos que a ciência tem e a necessidade de se desenvolver a fé para poder acessar os conteúdos racionais da ciência, e que a ciência ela não fere a fé porque é uma coisa menor cognitivamente falando.

Pois muito bem, falei também um pouco sobre o objeto da ciência, da religião, e hoje eu vou continuar falando sobre o objeto da ciência, os objetos da ciência. E os seus métodos, principalmente. Vamos lá então começar aqui com o primeiro ponto. Do ponto de vista do método, certo, uma ciência ela é, ela é uma busca de conhecimento, certo? Ela é um tipo de linguagem de conhecimento. Você quer conhecer alguma coisa, você se propõe a conhecer alguma coisa a partir de um ponto de vista científico.

Que é, como eu disse nas gravações anteriores, ponto de vista racional, universal, etc. Muito bem, para que você consiga desenvolver essa linguagem, você precisa de um método, ou seja, de um caminho. Método é uma palavra de origem grega que indica um caminho. Vocês têm que seguir um caminho de linguagem, né, para poder desenvolver esse nascente, para que a sua né, que o seu pensamento ele não fique paralisado. Porque como eu disse, a ciência ela é maior do que os seus objetos.

Então seja lá o que você for estudar ou se proponha a estudar, você só pode fazer cientificamente, né, se você tiver uma ciência como referência. Então se você quer estudar um objeto cientificamente, você precisa tomar uma ciência como referência. E esta ciência, por óbvio, né, como eu disse, ela é maior do que o objeto que você quer estudar. Então, se você não tiver um método, um caminho, você pode se perder nesse estudo. Não porque você não presta, não porque você é uma pessoa ruim, de má-fé, mas porque a ciência é maior do que os seus objetos.

Toda ciência é maior que seus objetos. Então você, quando vai estudar, você vai estudar um objeto cientificamente. Você não pode estudar todos os objetos ao mesmo tempo. Você pode estudar vários objetos, mas não ao mesmo tempo. Quando você se põe a estudar alguma coisa, você precisa se concentrar naquele objeto, naqueles objetos que você vai estudar ao longo do tempo, integrar aquilo na sua consciência, tá? E é isso que é ser cientista, tá?

No sentido real da palavra, você estudar objetos tomando como base de referência uma ciência e usando um caminho racional que faça com que você mesmo individualmente consiga integrar aquele conteúdo na sua consciência. Porque, meu amigo, se você, como eu disse, você não consegue esse caminho, se você não consegue integrar tudo isso na sua consciência, a ciência mesma ela vai lhe confundir, certo? E aí, como eu disse nas gravações anteriores, você vira um objeto da ciência.

Certo? Você, em vez de ser um sujeito que faz ciência, você vira um objeto da ciência. No caso específico da ciência epistemológica, da epistemologia, que é uma ciência devastadora. Se você quiser saber, certo, eu já estudei bastante essa ciência e é devastadora. Eu sobrevivi, graças a Deus, mas ela é devastadora, certo? A epistemologia é devastadora. Agora, Não queira ser objeto da epistemologia, queira estudar isso aí, porque, né, a gente tem que estudar de um tudo nessa vida.

E eu tive que estudar epistemologia, mas é uma ciência devastadora quando você é o objeto dela, né? E eu quase, eu quase desisti de estudar epistemologia porque eu estava vendo objetos epistemológicos demais. Eu tava pensando que eu tava ficando doida, mas não, não era que eu tava ficando doida, é que realmente Os objetos da epistemologia, eles vão aumentando com o passar do tempo por causa dessa questão, por causa desse fenômeno, né, que é o sujeito científico que deixa de ser sujeito para ser objeto.

Ele transita nesse universo dessa forma. Por quê? Porque se torna, ele se torna mais fraco do que a própria ciência que ele toma como base. Então, neste caso, é um erro de método. Via de regra, essas pessoas elas se perdem no método, elas não acham o método, elas não percebem a importância do método científico. Que a importância do método científico não é simplesmente para você ser bem remunerado, tá? Como eu disse, a ciência verdadeira, verdadeiramente científica, né, perdoa a redundância, mas a ciência verdadeiramente científica ela não é lucrativa.

Tá? Agora, se você se põe a fazer ciência e você simplesmente, ah, não quero mais, tá? Eu desisti de ser cientista, eu não quero mais isso, sei lá, é muito difícil para mim, é minha cabeça não aguenta, tudo bem, não se preocupe, ninguém lhe obriga a ser cientista. Agora, você fique sabendo que aquilo que você sabe, o que você pode saber minimamente Não vai sair da sua cabeça, certo? Que os conteúdos científicos, eles têm essa capacidade, né?

Tudo que, tudo que a sua consciência recebe desde a sua infância até quando você morre, ainda que você não trabalhe esses conteúdos conscientemente, com atenção, com cuidado, eles ficam pairando na sua consciência, né? Isso que via de regra aparece nos sonhos, nos sintomas psicológicos, psicopatológicos, melhor dizendo. É isso que fica na nossa consciência, né? Os conteúdos que entram na nossa consciência, que tem contato, né, com a nossa consciência, os objetos da realidade, né, que a gente conhece pela sua própria característica de objeto, não podem desvencilhar da consciência, certo?

Então você, ah, eu não quero, eu entrei na ciência do jeito errado, tudo bem. Agora você precisa se Se você não quer ser cientista, mas que de alguma forma tem conteúdo científico rodando na sua cabeça, objeto científico rodando na sua cabeça, porque hoje em dia é inevitável, claro, infelizmente. Hoje em dia eu digo infelizmente porque tem muita desinformação científica, né? Então a gente é obrigado também a conhecer as desinformações.

Então, mas se você não quiser ficar doente, você precisa fazer uma espécie de Higiene mental. E o método, e o método é uma parte dessa higienização mental para que você não se perca nesses conteúdos científicos todos. Então, do ponto de vista do método, uma ciência, né, ou a ciência, ela pode ser empírica experimental ou teórica reflexiva. Vamos lá, essa, essa divisão, né, de método é uma divisão clássica, tá, aí nas nos anais da filosofia.

E você vai encontrar em qualquer livrozinho básico de metodologia, certo? Não precisa nem se aprofundar demais. Bom, a ciência empírica, ela é o quê? Ela é aquela ciência que se faz, entre aspas, em laboratório, né? Mas não só em laboratório, né? Pode se fazer também em outras partes. Mas via de regra é aquela ciência que você precisa tomar o objeto na sua forma vamos dizer assim, na sua forma concreta, né, empírica. Você precisa testar aqueles conhecimentos em relação àquele objeto.

Então vou dar um exemplo, né. Se você vai estudar, por exemplo, a composição química do petróleo, né, você não pode fazer isso simplesmente teoricamente. Até porque todo o conteúdo teórico, já que já se fez hoje sobre petróleo, tá baseado nas investigações experimentais, né? Alguém teve que ir lá pegar o petróleo, olhar o que que ele era feito, analisar as propriedades, etc., e aí depois escreveu sobre isso. Então tem certos objetos científicos que não admitem, que não admitem não ter experiência, não ter o método empírico, né, que exige o método empírico para poder ter início, né, o seu processo científico.

Então, o caso desses objetos da química, da biologia, eles exigem que você faça experiência para poder se acercar exatamente do objeto real que tem ali. Sim, antes que eu me esqueça, eu preciso também esclarecer uma diferença. O objeto científico, do ponto de vista da epistemologia, como eu disse, epistemologia é uma ciência. Tá? É um tipo de ciência, é a ciência que estuda a ciência, né? Assim, via de regra, é porque tem até isso, né?

A ciência que estuda a ciência. Bom, segundo a epistemologia, se você considerar epistemologia, o objeto científico ele é uma espécie de imagem da realidade, ele não é exatamente a coisa da realidade. Então veja lá o Kant, o Hegel, o pessoal da filosofia alemã e europeia, eles trabalharam muito com epistemologia. E o que que eles descobriram, né, nas profundidades a que eles chegaram, as profundidades racionais a que eles chegaram?

Descobriram que o objeto científico nada mais é do que um fenômeno, uma aparência da realidade. Portanto, quando você, por exemplo, vai estudar uma ciência qualquer, aliás, um objeto qualquer da ciência, Por exemplo, você vai estudar o petróleo, como eu falei, né? O petróleo não, o composto químico, né, que é o petróleo, a coisa física ali. Bom, quando você pega o petróleo, né, que você vai lá, extrai o petróleo, tira ele, você olha o que que você tem ali, né?

O objeto real ali é o quê? É um óleo, né, que do ponto de vista humano, se você não tivesse uma ciência química que estudasse aquilo ali, que entendesse as propriedades daquilo ali, seria uma coisa repugnante. Os seres humanos não iam estar atrás de petróleo se não houvesse uma aplicação científica para aquilo, né? Então, uma aplicação empírica, né, experimental daquilo. Então, ou seja, os objetos da realidade, uma árvore, deve ser você chegar no bosque, num lugar que tem árvore, as árvores, elas não são vistas por você, né, e nem por ninguém como se vê, né, como biólogo a vê, né.

O biólogo estuda as propriedades da árvore, né, por que que ela é verde, né, o que que faz ela ser verde, o que que faz ela crescer, etc. e tal. A gente estuda as propriedades, as características epistêmicas do objeto árvore. Então existe o objeto real Existe o objeto científico. O objeto científico é uma espécie de imagem cognitiva muito elaborada do objeto real, que é aquilo que tá na natureza, por exemplo, certo? Bom, neste sentido, nenhum objeto científico pode ser estudado à parte da ciência.

Por isso que eu falei, né, que a ciência ela é maior do que seu objeto. Porque o objeto só existe a partir da ciência, em função da ciência. Primeiro você precisa definir a ciência nos seus limites semânticos maiores para poder depois você estabelecer objetos científicos, ciências particularizadas, etc. e tal. Por isso que os grandes filósofos do Ocidente até hoje são os filósofos da epistemologia, que primeiro estavam estudando, né, a ciência da ciência, né, estavam fazendo não experiências, mas primeiro você precisa entender o que que se pode entender, precisa entender os limites do que se pode ser conhecido do ponto de vista humano.

E aí sim você faz ciência. Bom, mas existe o ponto de ruptura disso aí, porque a ciência empírica experimental, ela avançou muito, tá? Em tese, se não houvesse esse avanço tão grande da ciência experimental, poderíamos dizer que os epistemólogos modernos, nessa definição deles de objeto científico, estariam corretos. Mas contudo, como eu disse, a ciência, mesmo a ciência epistemológica, ela pode conter teorias erradas, né, que com o tempo são testadas e você vê que não tá correto.

Então, se você testar as teorias epistemológica, né, dos objetos científicos. Hoje você vai ver que não se sustenta essa ideia do pessoal epistemológico, né, do objeto científico apenas e tão somente como imagem mental da realidade. Bom, mas depois, porque isso aí envolve muitos detalhes, mas entenda, né, existe o objeto mesmo. Certo, o objeto mesmo. A ciência, a ciência ela precisa, a ciência maior ela precisa estudar o objeto mesmo, senão tudo se desvanece no sujeito cognitivo, certo?

E o próprio, e é o próprio sujeito cognitivo objetificado o sintoma desse erro das teorias epistemológicas. É porque o sujeito se objetificou, ou seja, o sujeito da ciência, ele se envolveu tanto com essa imagem cognitiva do objeto que ele próprio perde a noção de ciência e vira um objeto. Portanto, no caso, é o objeto da epistemologia, né? Por isso que eu disse, a ciência epistemológica, ela é a mais devastadora. Tá? Porque você começa estudando uma coisa, você vê que o negócio aumenta desmedidamente até o infinito.

Por quê? Por causa do sujeito da consciência, tá? O sujeito da consciência, que é esse mesmo que faz os objetos científicos serem apenas uma imagem científica, apenas uma imagem cognitiva. É o sujeito consciente, o sujeito da consciência científica, que faz com que o objeto científico seja só imagem cognitiva. Bom, mas isso aí tá resolvido, tá certo? Isso já tá resolvido. Se você quer saber, eu já vou adiantar logo para você não ficar confuso ou confusa.

Isso já está resolvido, já existe uma ciência que conteve tudo isso aí. Graças a Deus, tem uma ciência alemã, tipicamente alemã, que conseguiu dar um fecho nisso aí, certo? Agora, uma ciência difícil, você vai ter que, né, depois eu falo, mas por enquanto Fica sabendo, tem um negócio que resolve isso, um negócio científico, né? Mas enfim, então a ciência empírica, via de regra, né, o método empírico, método científico empírico, é aquele que vai até o objeto, tá, que vai diretamente o objeto.

E o método teórico reflexivo é aquele que vai ao objeto de forma indireta, por meio da racionalidade do sujeito, né, que fica na racionalidade do objeto, que racionaliza o objeto na consciência do sujeito. Bom, esses dois métodos, eles levam ao quê, né? Os dois métodos, tanto o empírico quanto teórico, eles devem conduzir a razão à realidade, certo? Àquilo que é real. Então, por exemplo, tem muita gente que diz, ah, mas Eu faço, eu faço ciência teórica, né?

Faço ciência racional, teórica. E aí você vai ver o que que a pessoa tá dizendo, né? Você vai observar o que que ela tá estudando, o que que ela tá falando. Você não vê nada de real ali. Ah, mas eu tô fazendo ciência teórica, eu posso viajar? Não, não pode, certo? Não pode, porque senão você fica na loucura do sujeito, tá? O sujeito da consciência, ele enlouquece. Ele é o sujeito da psiquiatria, certo? Da ciência psiquiátrica.

Ou seja, ele enlouquece em si próprio, no si mesmo hegeliano que os filósofos já estudaram. Então você não pode ficar nisso, porque senão se enlouquece, você vira um objeto da ciência, não é verdade? Então a racionalidade que não sai de si própria ou que não sai do si mesmo não é uma racionalidade científica, meu amigo, certo? Então tanto a ciência empírica quanto a ciência teórica reflexiva precisam ir até a realidade, precisam chegar ao objeto da realidade, porque esse é o fim da ciência.

Se não alcança esse fim, não é ciência, é outra coisa, é alguma outra coisa que a ciência estuda, inclusive alguma ciência vai estudar. Então note, a ciência teórica não é a ciência de ficar fazendo, de ficar fazendo pensamentos aleatórios, de ficar falando aleatoriamente, ah, é o que eu acho. Não é a ciência da opinião. Tá? O método teórico não é a ciência da opinião, é a ciência da racionalidade pura, como dizia lá os filósofos da Europa.

O que é racionalidade? A racionalidade pura é a racionalidade na sua origem, tá certo? Então, por exemplo, o método empírico, ele vai ao objeto diretamente para poder obter a racionalidade daquele objeto. Certo, o cientista teórico, ele vai à própria razão universal para entender algum objeto da realidade. Então o método que você vai usar não depende tanto da ciência, quer dizer que toda ciência você vai encontrar esses dois métodos funcionando aí perfeitamente.

Mas vai depender do objeto que você vai estudar. Então tem objetos, como eu disse, que só admitem o método empírico, principalmente, né, que você pode usar, claro, método teórico, mas o empírico é principal. Por exemplo, a química, os objetos da química, como eu falei, o petróleo, né, um dos objetos da química, o petróleo, né, os hidrocarbonetos. Veja que os hidrocarbonetos como objeto científico, você tem teorias para falar sobre, né, aplicações possíveis do petróleo, dos hidrocarbonetos.

Existe a química teórica, certo? Mas toda a química teórica, de todos os conteúdos da química teórica, eles vêm, eles foram escritos, eles existem em função da física experimental. Porque foram testar o que é o petróleo, você não tem como você saber quais são as características e as propriedades essenciais e fundamentais do petróleo simplesmente abstraindo o petróleo. Eu vejo um petróleo, é preto, aí eu vou lá, me afasto do petróleo, deixo lá o petróleo no lugar dele e vou para o meu gabinete pensar: mas de que será feito o petróleo?

Mas será que aquela cor preta é o quê? E aí, se eu não for estudar exatamente o petróleo, a coisa petróleo, eu nunca vou saber porque ele é preto do ponto de vista científico, pelo menos. Eu posso imaginar: ah, mas ele deve ser preto porque, sei lá, Deve ser o escuro que ele fica, né? Sei lá, tem gente que acha que o céu é azul porque reflete o mar. Tá lá em um poema do Fernando Pessoa. Essas coisas acontecem na nossa imaginação, mas isso não é ciência, né?

Isso é imaginação. Pode virar uma poesia, um livro, né, um livro de poesia, mas não um livro científico. Bom, então tem objetos que exigem que você vá lá no objeto. Para poder identificar a racionalidade que tá ali. Agora, existem outros objetos que não adianta você tentar experimentar, vai dar mal. Por exemplo, um objeto que você não tem como fugir da teoria ou da teorização, da reflexão, é a alma, né? O objeto que os psicólogos, os psiquiatras, os neurologistas estudam Isso aí você não pode fazer partir da experimentação.

Quer dizer que obviamente existe experimentação científica na psicologia, na neurologia, na psiquiatria, tá aí, tá aí, a gente sabe que existe. Agora, toda essa experimentação ela só é feita depois que você tem uma elaboração consistente, racional, teórica do objeto alma, daquele objeto que você quer estudar ali nas experimentações psicológicas, neurológicas, etc. Se você não tiver isso primeiro, quer dizer, você não partir primeiro da ciência, do método teórico para estudar a alma, você não vai saber o que é alma.

Você vai chegar no laboratório de ciência, por exemplo, de psicologia, no laboratório de neurologista, você vai ver objetos físicos, você não vai ver o objeto alma ali. Porque primeiro você precisa ter uma imersão realmente objetiva na alma, no sentido científico da coisa. Precisa entender aquilo racionalmente para poder então estudar aquilo experimentalmente. Então, no caso, existem objetos que exigem que você parta do princípio teórico, do método teórico, para depois ir para o método experimental com segurança, né, com segurança cognitiva.

E outras são contrárias, que exige que você primeiro tenha uma experimentação empírica concreta para poder depois estabelecer teorias válidas, teorias que tenham correlação direta com aquele objeto, certo? Bom, então esses são dois métodos que a ciência utiliza: empírico experimental, teórico reflexivo. Do ponto de vista agora do objeto, né, os objetos da ciência, né, eu falei aqui o objeto alma, né, o objeto petróleo, né, por exemplo, mas aqui eu tô fazendo uma, entre aspas, Numa linguagem bem grosseira, tá?

Eu não tô aqui sendo muito preciosista nessa linguagem, porque se você for analisar bem do ponto de vista da ciência, as ciências, né, elas são muitas, pode ter várias ciências. Toda ciência ela tem que ter pelo menos um objeto para ser ciência, senão ela não é ciência, né? É uma divagação. Então, pelo menos um objeto para poder ser ciência. Aí o que que acontece? Pelo menos, tá? Toda ciência parte de pelo menos um objeto, mas esse objeto ele pode, entre aspas, se multiplicar.

Agora você veja por que que eu coloquei entre aspas. Porque essa multiplicação do objeto científico, ela não é uma multiplicação real. Tá certo? No sentido do objeto real. Então toda ciência ela parte de um objeto real. Esse objeto real é que aquela ciência específica estuda, ele é do ponto de vista da realidade, ele é uma unidade perfeita, tá certo? E não pode ser quebrado, senão ele não é um objeto real. Tá certo? Então o objeto real que a ciência estuda, ele não pode ser quebrado, ele é uma unidade perfeita, e por isso ele pode ser estudado por uma ciência.

E por que que eu tô destacando isso? Porque esse é o erro epistemológico que ronda as cabecinhas humanas por aí afora, é achar que um objeto pode virar, pode ser subdividido em outros objetos. Mas na verdade, essa subdivisão Ela não é do objeto real, ela é da imagem cognitiva do objeto, daquilo que eu falei antes, que os epistemólogos estudam, tá certo? A imagem cognitiva do objeto, ela pode se multiplicar. Em via de regra, ela se multiplica muito, mas o objeto em si não.

Vou dar um exemplo, tá, para você entender isso. Uma árvore, tá? Uma árvore. Uma árvore é um objeto científico. É objeto da botânica especificamente. As árvores são objeto científico da botânica, que é uma ciência muito particularizada. Aí você veja, por que que inventaram uma ciência só para árvore? Porque afinal de contas não estudavam, não estudariam a árvore na biologia simplesmente. A biologia se ensina a vida, poderíamos estudar a árvore na biologia, só na biologia, mas não.

Existe a biologia que estuda a vida, e como a árvore tem vida, então a árvore tá na biologia. Só que a árvore não está na biologia como objeto concreto, como objeto da realidade, está apenas como uma imagem cognitiva desse objeto que é a vida, é o objeto da biologia. Então a árvore considerada dentro da biologia ela não é um objeto real, tá certo? Ela é apenas uma imagem cognitiva que serve a estudar, que serve para estudar o objeto real da biologia, que é a vida.

Então, se você não entender o que é uma árvore, o que uma árvore tem vida, você não pode fazer biologia, porque você não vai entender o que é o objeto biologia, objeto real que é biologia, certo? Mas bom, mas você veja, a árvore existe como objeto real também. Em si mesmo. Ou seja, na biologia ela é uma imagem cognitiva que serve aos fins de estudar a vida. Agora, quando você vai para botânica, você vai estudar a árvore mesmo, objeto árvore, que é uma vida particularizada, certo?

Uma vida, uma forma de vida distinta de, por exemplo, da vida animal, que aí tem também outras ciências para estudar a vida animal mais particularizada. Enfim, ou seja, essa multiplicação dos objetos científicos, ela é também uma multiplicação dos domínios científicos, na medida em que, como eu disse, o objeto científico, ele é um objeto da realidade, da unidade perfeita da realidade, é uma unidade. Essa unidade não pode ser quebrada em si mesma, mas o conhecimento que essa unidade gera no indivíduo, no sujeito cognitivo, É um conhecimento que multiplica-se, multiplica-se em objetos, mas é como eu disse, é nos objetos epistêmicos, tá?

Então, para não ficar confuso, você tem essas ciências que se multiplicam para que os objetos da realidade fiquem bem delimitados. Quer dizer que você sabe, uma árvore é uma árvore, um animal é um animal, etc. e tal, né? Quer dizer que a biologia não confunde os objetos da realidade. Porque a biologia estuda a vida. Então veja lá o que é a vida. A vida é um objeto, é uma unidade perfeita, né? E você não pode dizer que a vida é simplesmente uma imagem cognitiva do ser humano, porque senão onde é que vai parar a sua cabeça, não é verdade, meu amigo?

Daqui vai para sua cabeça. Então os que dizem, ah, mas a ciência só tem objetos cognitivos, só tem imagem cognitiva, não, eles estão errados, eles estão filosoficamente equivocado, estou no erro filosófico. Por quê? Porque se você diz que a biologia não estuda a vida real, a vida que existe de fato como coisa, então ela não estuda nada, meu amigo. Ela não tá ajudando nada, ela é só uma linguagem vazia, tá certo? Então você não existe.

Como você dizer que o objeto real da ciência ele não é conhecível? Ele é conhecível. Mas ele é conhecível a partir do ponto mesmo em que o sujeito pode conhecer. Então o objeto existe, ele é alcançado pela ciência, e ele é totalmente alcançado pela ciência, certo? Deixa isso bem claro. Ele, a unidade dele é totalmente alcançável pela ciência, senão não é um objeto científico. Por exemplo, como eu disse, objetos, coisas que existem, mas que são maiores do que a ciência, que não podem ser delimitados pela ciência, elas não podem ser estudadas pela ciência.

É o caso de Deus, como eu disse na gravação anterior. Então, nesse caso, você não pode estudar Deus, que você não tem como delimitar ele como objeto. Você não encontra os limites, os limites reais de Deus, certo? A nossa cognição não alcança. Agora, a nossa cognição alcança o limite de uma árvore. Você sabe o que é uma árvore, tá? Quais são os limites de uma árvore do ponto de vista da ciência? É aquilo que é essencial à árvore, é a unidade perfeita da árvore, é aquilo que você não tem como errar, sem o qual você sabe que não é árvore.

Então, por exemplo, se você, se você vê um cogumelo Né, uma pessoa que não é cientista, ela vai, pode confundir o cogumelo com a árvore, com a planta, mas não é uma planta. Cogumelo é um animal, tá na vida animal. Agora, quando você vê um pé de jaca, né, aqui tem muito por aqui, tem pé de jaca. Não sei se você já viu pé de jaca ou uma árvore de jaca, né, que é a jaqueira. Bom, você vê uma jaqueira, você não tem como, né, você não tem como confundir a jaca com animal, meu amigo.

Você abre a jaca, ah, mas é tão diferente, é um fruto diferente. Você já viu a jaca, ela, né, você pega lá, a jaca tem uma casca dura, aí quando você abre lá tem, e ela é, tem uns caroços bem, bem grandes, e a carne da jaca, né, que tem A carne é bem mole, né? Tem a jaca dura, mas mesmo assim é de uma textura mais, né, mais fina do que a casca. Casca é aquela coisa grossa, mas quando você abre, você vê que é bem fina e doce, doce, doce.

Então você não tem como confundir aquilo ali com um animal, né? Se você comer, por exemplo, se você for comer um pato assado Né? Você sabe diferenciar o pato assado da jaca, né? Jaca não é um animal, não tem gosto de animal. Mas o que que acontece? Aí você pega lá o cogumelo, como eu disse, cogumelo é um animal, tá? Mas parece uma planta, né? Se você olhar bem assim, parece um vegetal. Mas enfim, é um dessas coisas da ciência, né?

Então a unidade Essencial do objeto científico é o que garante que você tem acesso real àquele objeto, que não é só uma coisa da sua cabeça, uma coisa da cabeça cientista. Você dizer, se você dizer o objeto da ciência é só uma coisa da cabeça cientista, meu amigo, não existe ciência, tá certo? Existe cientistas e pessoas que têm coisas na cabeça. E aí os epistemólogos da Alemanha, que quase enlouqueceram, eles estariam certos então no enlouquecimento deles.

Então, ou eles estão certos, certo? E aí sim não existe ciência, existe só essa fenomenologia alemã que os alemães inventaram. Ou então existe a ciência e ela é totalmente unitária nos seus objetos, né? Quer dizer que o objeto ele é perfeito em si mesmo, fechado. Bom, então eu acredito e eu pratico a ciência tendo isto como premissa, tá certo? Como uma espécie de, como eu disse, como uma espécie de axioma, que o objeto científico é único, indivisível e é alcançado pela ciência.

Ele está contido pela ciência. Agora, aí, o que que acontece? O cientista nem sempre alcança toda a ciência. É por isso que se multiplicam os objetos semânticos, os objetos cognitivos do cientista, né? Porque, como eu disse, às vezes a ciência confunde o cientista, né, pela sua dimensão, por causa da dimensão da racionalidade que a ciência impõe ao sujeito. Então a ciência impõe uma racionalidade superior, universal, total, que se você não se adapta a isso, se a sua cognição ela não funciona bem nisso, aí você não alcança a ciência.

Ela te alcança porque ela tem linguagem universal, mas você não alcança ela. Bom, então fica dessa forma: a ciência, ela, como eu disse, ela é Pode ser muitas, pode se multiplicar os objetos científicos de acordo com a unidade da coisa que existe, das coisas que existem na realidade. Então há coisas que o ser humano percebeu que dá para fazer uma ciência, e aí ele foi lá e fez uma ciência. Então o objeto, toda ciência tem pelo menos um objeto real e pode ter vários objetos cognitivos auxiliares que servem para entender adequadamente aquele objeto real que compõe a ciência, aquela ciência.

Então, a nível de definição, a ciência tem sempre um objeto. Ah, tem ciência que pode ter mais de um objeto? Depende. Tem ciências que pode ter mais de um objeto. Por que que eu digo que depende? Porque eu não conheço todas as ciências, todas forma de ciência, né? Eu não fui tão longe na epistemologia, mas, né, eu posso imaginar, né? Minha imaginação pode, sim, pode ter, né? Não vou negar essa possibilidade. Agora, até onde eu conheço da ciência, cada ciência tem um objeto, um objeto e outras, né, e outras imagens de objetos.

Tem um objeto real e imagens cognitivas de objetos para entender esse objeto real. Então, em tese, até onde eu conheço das ciências, cada ciência tem um objeto real concreto, único em si mesmo, e objetos cognitivos auxiliares. Desses objetos cognitivos auxiliares, alguns deles podem configurar-se como objeto real. Aí vira uma ciência, uma outra ciência, uma ciência auxiliar daquela. Por exemplo, a ciência biologia tem várias ciências auxiliares ali.

Então a química, né, a histologia, citologia, a botânica, a genética, tudo isso são ciências auxiliares da biologia, portanto não existem fora da biologia. Então é um domínio científico dentro de outro domínio científico maior. Então essas situações elas acontecem muito. É a multiplicação científica. Porque, como eu disse, esses objetos científicos que aparecem subjacentes ao objeto real, eles podem ser um outro objeto real, podem conter uma unidade real ali, e aí virou a ciência.

Então, por exemplo, no caso, como eu disse, a biologia ela tem várias ciências auxiliares. Uma ciência auxiliar da biologia, a Citologia, que eu disse aqui, né? Citologia é a ciência que estuda a célula. A célula é a menor unidade viva do corpo de um animal, certo? Ou de uma planta também, né? Existem células vegetais. Então a citologia, ela é uma ciência auxiliar, por exemplo, que serve a botânica, que é uma ciência auxiliar da biologia também.

Então veja que é uma interligação muito grande entre esses conteúdos científicos, de modo que você não pode estudar a biologia sem entender o que é a ciência citológica, que não é uma ciência antiga, uma ciência que surgiu justamente do avanço experimental da biologia. Porque há um tempo atrás, alguns séculos atrás, o homem não sabia o que era uma célula. Quer dizer, que ele intuía na racionalidade que existia células, mas ele não sabia o que era.

Hoje você já tem ferramentas, mecanismos ópticos, né, para poder identificar uma célula, saber o que que tem ali, etc., etc. Então foi possível estabelecer com perfeição esse limite objetivo, quer dizer que você sabe que a célula não é apenas uma ideia da cabeça do cientista da biologia, mas ela existe, a célula existe como objeto autônomo, como uma unidade perfeita e indivisível do corpo vivo, certo? Inclusive, se você pegar uma célula do corpo humano, botar no laboratório, tem um certo tempo ali que ela fica viva, funcionando ali adequadamente, mesmo fora do corpo.

Ou seja, ela é unidade, né? É por isso que existe a citologia, porque ela é unidade. Se tirar ela do corpo vivo, ela continua viva, ela é unidade viva. Bom, mas ela é unidade viva que só existe em função de um animal, no caso a célula animal, a célula vegetal, etc. e tal. Ou seja, essa é uma ciência auxiliar à biologia, não pode ser separada da biologia. Né, bom, e aí você resolve os problemas das fronteiras semânticas entre a ciência, quando você entende que existe uma certa hierarquia nos domínios científicos baseado justamente na unidade do objeto, né?

E o que é a unidade do objeto, né? Vamos lá, é esse limite semântico que eu falei, né? Aquilo que os filósofos antigos diziam que é a coisa essencial, substancial, do ser, né? No caso dos filósofos da metafísica, que estudam isso, estudavam, né? Porque hoje eu não sei se tem gente estudando isso. Eu realmente não procurei saber, não vou procurar por enquanto. Mas eu sei que antes existiam, porque tá aí os livros deles, né? São muito bem escritos.

Então eles realmente estudavam isso há um tempo atrás, mas hoje eu não sei. Como eu disse, então eu sempre vou usar no passado quando eu não souber se tem pessoas estudando isso aí. Então existe a metafísica, né, que é a ciência que estuda o ser. Os filósofos foram quem primeiro identificaram essa ciência. Bom, e então saber o que é o ser do ponto de vista da racionalidade é o quê? Você identificar na natureza, nas coisas criadas, né, Óbvio, na multiplicidade das coisas existe unidades perfeitas, unidades que não se misturam, né, unidades que não se dividem, que não se misturam.

Essas unidades que não se dividem e não se misturam é o quê? É a essência daquilo que existe, daquela coisa que existe, certo? Então todo objeto científico ele tem uma unidade que não é unidade simplesmente semântica, tá? Unidade estabelecida pela cabeça do cientista é uma unidade metafísica, é um objeto que existe na realidade e é um objeto único, né, indivisível, e que não se mistura com outros objetos. Como eu disse, a célula, né, um objeto, você não vê na célula outra coisa além da célula, você não observa no funcionamento, na estrutura da célula, outra coisa a não ser a própria célula.

E as células do corpo humano, elas não se misturam. Ou seja, por exemplo, a célula do seu coração não é igual a célula do seu cérebro, não é igual a célula do seu, dos seus tecidos adiposos, da sua gordura, não é igual a célula do seu intestino, seu estômago. São células diferentes, elas não se misturam, a estrutura delas é diferente. Então aí você tem uma unidade metafísica Indivisível. Então, portanto, é um objeto científico.

Então, só que, como eu disse, essas unidades metafísicas dos objetos científicos podem ser inseridos em múltiplas ciências, né? Pode se multiplicar objetivamente de acordo com a ciência, né? Com domínio científico que tem ali. Então, por exemplo, a física, né? A ciência física, ela estuda a natureza, ela estuda a química, a biologia. E você vê a natureza que a física estuda, é a natureza no seu sentido mais amplo, né? Então, no caso, é a natureza que tá nos órgãos, nos organismos vivos, no caso, que é estudado pela biologia.

É também a natureza que tá nos organismos não vivos, inorgânicos, que se chama, que é estudado pela química. É a natureza também que está nos corpos celestes, que é estudado pela astronomia. Então veja que a física, ela é um, ela é uma dessas, desses domínios científicos gigantescos. É muito comum das pessoas se perderem justamente nesses grandes domínios científicos, porque uma pessoa que estuda física, a primeira coisa que ela precisa ter na mente dela é que o objeto científico dela é um objeto metafísico, tá?

Ah, mas como assim um cientista físico estuda um objeto metafísico? Sim, não pode o cientista, mesmo ele físico, não entender o que é o objeto metafísico, porque senão ele vai se perder. Olha só, ele não vai saber se ele tá estudando aquilo ali, se aquilo que ele tá estudando tá na química, tá na biologia, tá na astronomia. Ele não vai saber de nada, vai ficar cego num tiroteio epistemológico, né, no tiroteio epistemológico que faz o cérebro entrar em parafuso.

Então ele precisa ter né, o mínimo é de conhecimento acerca desse objeto que ele estuda. Então veja, normalmente quando você pega lá um livro de física, um livro qualquer, um livro simples de iniciação científica, aqueles que você pega na faculdade, nas melhores faculdades do Brasil, você pega lá um livro desses, aí você vai ver qual a definição de física. Se você procurar exaustivamente, talvez você encontra. Não sei se você vai achar, mas talvez encontre.

E aí, o que que você vai ver lá? Via de regra, né, uma definição de física que é padrão. A física estuda a matéria, tá? É uma definição padrão aí que você vai encontrar, porque a matéria tá em tudo, né? Em tudo está, na biologia, na astronomia, essas coisas toda aí, tá? A matéria. Aí você vai ver o que é a matéria. Como é que os físicos definem a matéria? Preste bem atenção, porque se você pensar que a matéria é um objeto visível, não é.

Ela, a matéria, ela pode se tornar visível, mas ela em essência, em essência metafísica inclusive, ela não é visível. A matéria, no caso que os físicos estudam, não é visível, meu amigo. Ah, mas esses caras fazem laboratório, pesquisa, eles veem. Bom, você acha que um físico do melhor, do melhor departamento de física do mundo, do melhor instituto de física do mundo. Você acha que ele tá vendo a matéria, meu amigo? Ah não, ele não tá vendo a matéria.

Ah não, mas os caras que encontraram a matéria de Deus, né, o átomo bot, sei lá o quê, esqueci agora o nome. Tem lá um átomo de Deus, né, o bóson. O bóson é o bóson, é o bóson. Eles acharam uma coisa Veja bem, os cientistas que dizem que o átomo de Deus é o bóson, que eles acharam finalmente um átomo de Deus, é porque que eles dizem isso nessa euforia? É porque eles viram alguma coisa, meu amigo, no computador. Eles viram uma luzinha acesa no computador e lá obviamente acende as luzes e eles veem uma luz.

Então na verdade o bóson, o próton, o elétron, neutro, que são essas unidades, né, da matéria, entre aspas, da menor unidade da matéria. Eles tiram próton, o neutro, não sei o quê lá. Aquilo ali é o quê, meu amigo? Do ponto de vista real, você não pode ver um próton, você não pode ver um elétron. Aquilo ali aparece por meio de fusões, de fissões nucleares. Você mexe na estrutura fundamental da matéria, aquilo ali gera energia, luminosidade.

E aí você vê a energia, luminosidade. Então o que os físicos veem, veem com os olhos deles e com o narizinho deles, você entende, da matéria, é simplesmente as propriedades da matéria. As propriedades da matéria são visíveis, são sensíveis, as propriedades sensíveis inclusive. Mas a coisa mesmo dura, real, que é a matéria que foi feita por Deus Isso cientistas físicos não podem ver, não podem sentir, não podem cheirar, mas eles podem conhecer.

Eles podem, não, eles devem conhecer, porque senão eles não estão fazendo ciência física, inclusivamente. Então a matéria é um objeto metafísico da realidade, não visível, é objeto não visível da realidade, tá certo? Que faz com que as coisas se tornem visíveis, é o objeto invisível fundamental chamado matéria, que está presente em toda coisa visível. Preste bem atenção nisso, meu amigo, porque é a presença matéria que faz as coisas serem o que são na sua estrutura física mais fundamental.

Então não tem como você fazer física sem entender de metafísica. E veja você, né? E tem a metafísica. Então tem as ciências físicas que para você entender você precisa entender das ciências metafísicas. E tem as ciências metafísicas. As ciências metafísicas são aquelas que estudam esses objetos que não dá para ver, que não dá para sentir, que não dá para cheirar, mas que existe, né? O caso da psicologia, filosofia, ética, história, linguística, sociologia, e por aí vai.

Eles estudam objetos que existem, certo? Mas você não pode ver, não pode sentir, não pode cheirar. Você pode entender. Você pode, não, você deve entender, porque se você não entender, você não estuda aquela ciência. É bom, então está aí, essas são as, vamos dizer assim, as ciências mais amplas, né, do ponto de vista do domínio. Então você tem as ciências físicas e as metafísicas, esses são os dois grandes domínios científicos.

Não existe hierarquia, certo? Por exemplo, tem muita gente que acha, ah, mas a filosofia é maior do as outras ciências, porque a mãe da ciência. Não, na verdade, a filosofia ela abarca uma linguagem ampla, mas o que o filósofo estuda, por exemplo, não está em uma relação de hierarquia coisa objetiva, né? Que ele estuda não está em uma posição na realidade superior do que o psicólogo estuda, que o botânico estuda, etc., do ponto de vista da realidade.

Agora, Do ponto de vista da importância humana, claro que existem, né, pesos e medidas aí, mas é uma importância meramente subjetiva das relações humanas do nosso cotidiano. Do ponto de vista racional, não existe essa hierarquia. As ciências, elas têm autonomia naquilo que elas estudam, e os objetos que elas estudam, eles não existem numa função de hierarquia. Então, por exemplo, a gente sabe que o homem é superior ao animal, certo?

A gente sabe. Você, se você matar um ser humano, você vai ser, né, condenado, você vai ser julgado. Agora, se você matar um animal, você pode até ser julgado. Agora, se você mata, por exemplo, um boi, está criando um boi, aí eu crio boi, eu vou hoje, eu vou matar meu boi para comer, ninguém vai lhe condenar por isso aí, meu amigo. Por quê? Porque as pessoas entendem no sentido geral da coisa, nós entendemos que a vida humana é muito superior à vida do animal, e a gente dispõe das coisas dessa forma, né?

E outras tantas coisas. Agora, do ponto de vista científico, não existe essa diferença. Então, por exemplo, o cientista da biologia, por exemplo, a biologia, quando vai estudar o animal, ele não faz a diferença se aquele animal é um homem ou não, do ponto de vista racional, certo? Bom, mas é claro que existe a diferença, né? A gente sabe, mas uma diferença que se nota na condição humana, no contexto humano, não na lógica da ciência.

Então, pela lógica da ciência, você nunca vai intuir que o ser humano é superior a um animal. Você vai cair naquela confusão do darwinismo, certo? Então, pela própria ciência, você não sabe isso. Você sabe pela, né, é pela alma, pela sua própria alma e pela sua experiência de vida, pela sua consciência, né, pela sua consciência individual. Você sabe que o ser humano é maior do que o animal. Agora, se você for tomar uma ciência como base para garantir que o ser humano é maior do que o animal, você não vai achar, você vai se confundir na ciência, na sua própria consciência.

Bom, então fica dessa forma, eu Encerro aqui essa parte. Bom, por fim, agora eu tenho que falar sobre um outro ponto muito delicado, que é sobre a fenomenologia. Bom, como eu falei, existe uma ciência chamada epistemologia, que é a ciência que estuda a ciência, né, a ciência que estuda os objetos científicos e que estuda a própria ciência, as capacidades, né, da ciência. Bom, nessa, nessa ciência, na epistemologia, O pessoal que estudou, eles encontraram muitos problemas, né, muitos problemas, como eu disse, porque os objetos científicos vão se multiplicando aí aparentemente ao infinito.

E o pessoal da epistemologia então não achava uma segurança cognitiva e uma, né, um objeto científico seguro, né. A ciência, quando estuda a ciência, parece que não se dá muito bem. E aí, pessoal, então recorria geralmente a filosofia. Então vamos dizer, é a filosofia que estuda a ciência? Não, a filosofia pode estudar a consciência, não a ciência. Então a filosofia, ela tomada do ponto de vista da ciência, ela é uma ciência que estuda a consciência.

Agora, quando você toma a filosofia como é aquela, aquela ciência que estuda ciência, aí não é mais filosofia, epistemologia, né? Então epistemologia não é filosofia, tá? Pode ser uma ciência auxiliada à filosofia, mas não é a filosofia. Então o que a epistemologia estuda é justamente aquela coisa que ficou bagunçada para os filósofos, né, que ficou na cabeça dos filósofos, eles não entendiam direito. Aí ficou para epistemologia resolver.

E só que, como eu disse, a epistemologia não resolveu muito bem isso aí. O pessoal da epistemologia, né, pelo menos, né, ficou um pouco catastrófica essa ciência. E aí o que aconteceu? Teve que ter uma solução, e foi justamente na pior solução, a solução alemã, né, a solução dos alemães. Os alemães, eles se depararam com essas questões todas aí que eu tô dizendo a vocês, as questões científicas, né? Eles elaboraram muitos laboratórios, enfim, eles realmente entraram nisso aí de cabeça.

Tudo isso aqui que eu tô falando, os alemães, eles já beberam isso aí até exaustão deles. Mas o que acontece? Eles não acharam uma solução nessa parte aí da ciência que estuda ciência, né? Da ciência que vai para os seus próprios fundamentos. Por quê? Porque o domínio científico, como eu disse, é um domínio universal, da razão, do juízo universal. Quando se aplica o juízo universal, a razão universal sobre si próprio, sobre a própria razão universal, aí, meu amigo, aí você tem uma metalinguagem, né?

Você tem uma linguagem falando da própria linguagem. E o que que acontece? O sujeito humano, você, né, você pode ter, você pode falar várias línguas, Você pode entender de várias línguas, de várias linguagens, só que na sua cabeça, na sua cognição, essas coisas estão separadas. Os domínios de linguagem, os tipos de linguagem que a gente pode aprender diferentes, né, que sejam diferentes, elas estão, elas estão em fronteiras semânticas, elas têm fronteiras semânticas que não são, vamos dizer assim, que não são permeáveis.

Então a metalinguagem Na verdade, na verdade, elas são uma linguagem de imagens, né? Ela não é exatamente uma linguagem falando da linguagem. Ela é uma forma de imagens, é uma forma de imaginação elaborada e mais nada, né? Do ponto de vista da racionalidade, a gente não tem uma ciência que estude a ciência. Do ponto de vista da racionalidade, né, no seu sentido puro, como eu disse. Por quê? Porque se você se põe a uma ciência falar da ciência, você já inclui aí uma metalinguagem necessariamente.

Não tem como fugir disso, porque a ciência estuda, e o cientista estuda a ciência a partir de uma linguagem. Não tem como fugir disso, não tem como fugir da linguagem para poder, né, não tem como conhecer a realidade sem usar uma linguagem. E no caso da linguagem científica, ainda mais, né, que é uma linguagem que se coloca como universal. Então, nesse caso, a epistemologia, a real epistemologia que existe, é um apêndice da filosofia, é uma, como dizer, uma ciência auxiliar cujo objeto é simplesmente a consciência a consciência das próprias bases filosóficas, né, a consciência do sujeito que pensa, né, a consciência pensante no seu, nas suas longas jornadas, né, no tempo.

Então os sujeitos pensantes, né, eles foram elaborando as suas, se orientando, né, ao longo do tempo Isso aí é o que cai para o epistemólogo estudar. Então o epistemólogo, ele estuda na verdade um filósofo morto, podemos dizer assim, né, um filósofo que morreu. Então veja por que que se multiplica, né, o objeto da epistemologia, porque quantos filósofos não já morreram, vão morrer, podem morrer, estão para morrer, etc., etc. Então veja aqui, né, que desastre.

Então, mas bom, mas o primeiro passo é você entender isso aí. Para você não se confundir, né, não se bater com os cadáveres filosóficos do mundo e pensar que aquilo ali é a ciência, né, a ciência estudando a ciência. Não é você se bater aí com o conjunto de ideias mortas de um filósofo. É o quê ali? É um registro histórico do percurso filosófico do ser humano. Aquilo ali é uma ciência auxiliar da filosofia. É bom, então, portanto, não existe em tese, né?

Em tese não existiria. Eu digo em tese porque existe os alemães. Os alemães fizeram lá uma situação que realmente não tem como a gente negligenciar. Eu até tentei, mas não consegui. Então veja lá, tudo bem, aí você, a epistemologia não pode, não é a ciência que pode estudar a ciência. Por causa da metalinguagem, do problema da metalinguagem aí. Então não pode. Então a epistemologia você só pode entendê-la como uma ciência das ideias dos pensadores, dos filósofos, ao longo de vários e vários tempos.

Então são as ideias do pensador, a ciência das ideias dos pensadores, dos grandes pensadores da ciência. Ou da filosofia. Bom, mas existe uma ciência que estuda ciência? É necessário que exista, na verdade. Por quê? Porque sem um entendimento racional da ciência, então o que que aconteceria com a ciência? A ciência viraria uma espécie de linguagem fantasma. Certo, porque como eu disse, a ciência é uma linguagem universal que estuda as coisas racionais, etc. e tal, certo?

Aí os objetos da ciência são menores do que a ciência, certo? O cientista vai estudar os objetos a partir de uma ciência, certo? Então o que que garante que o cientista não vai ser engolido pela ciência, pela linguagem científica, já que ela é maior do que o objeto que ele tá estudando? O que garante que ele não vai ser engolido pela linguagem científica e virar um objeto da ciência? É que ele entenda os limites racionais da ciência.

Ora, mas para entender os limites racionais de qualquer coisa, o indivíduo precisa usar a linguagem racional, não é verdade? Então, a linguagem racional, que estudou linguagem racional, que estudou linguagem racional. E como é que faz para isso não ficar, né, não ficar preso na metalinguagem? Na ruptura discursiva da metalinguagem. Bom, os alemães inventaram uma ciência chamada fenomenologia. Então, como eu falei no início, é do ponto de vista do pesquisador, do cientista, do filósofo, da consciência individual que estuda qualquer coisa, os objetos da realidade só nos aparecem na forma de figuras e de imagens cognitivas.

Então, ainda que você estude exaustivamente um objeto, conheça de fato aquele objeto, perceba a realidade dele e saiba lidar com ele com realidade, né, ainda assim a sua consciência em relação a ele vai ser sempre limitada. Limitada por quê? Por causa da sua linguagem. Da linguagem do próprio cientista. A linguagem racional, ela tem seus limites também. Então, como é que você consegue entender os limites racionais da ciência? Ora, pela fenomenologia você entende.

Então, a fenomenologia é a ciência que estuda o objeto e o sujeito em interação cognitiva. Então, não é exatamente uma forma de ciência, Mas é um tipo peculiar de metalinguagem porque procura superar esse problema da dialética filosófica que tá envolvida na epistemologia e que permite com que você perceba o que é a ciência e os seus limites a partir da própria psicologia do sujeito, do sujeito e do objeto, claro, né, que não é só a psicologia do sujeito.

Então eles lidam com isso, com os ritmos do sujeito, os ritmos cognitivos do sujeito e o objeto, e aquilo que os objetos diversos fazem nesse sujeito. Que o sujeito que conhece o objeto que é conhecido, eles estão numa interação de afetação mútua. Então, na medida em que você conhece um objeto, aquele objeto ele já não é exatamente, ele já não fica intocado ali na natureza, né? Ele não é só um objeto ideal da metafísica, ele já não é só o objeto ideal da metafísica, melhor dizendo, ele se torna um objeto, uma imagem mesmo cognitiva.

E essa imagem cognitiva só existe em função do sujeito cognitivo, né, do sujeito da consciência. E é isso aí que os fenomenólogos estudam: o sujeito da consciência em interação com o objeto do conhecimento. E nesse caso, tá, o sujeito da consciência e o objeto do conhecimento, eles são coisas da realidade, eles existem separadamente, mas eles só funcionam na ciência em interação. Então, sem essa interação não existe ciência. Então, o limite da ciência, no final das contas, é aquilo que os fenomenólogos definiram É a relação de sujeito e objeto.

Sem essa relação, nenhuma ciência é possível, tá? Então veja que coisa interessante. Assim você resolve o problema da metalinguagem, da confusão da metalinguagem e da morte dos filósofos na epistemologia. Por quê? Porque sempre vai haver a ciência e ela vai ser sempre maior do que o objeto e sempre maior do que o sujeito. Por quê? Porque a relação do sujeito e do objeto que define o limite da ciência, entendeu? Então tá tudo resolvido, pelo menos do meu ponto de vista.

Claro, você pode alcançar esse entendimento, pode não alcançar ainda, mas se você estudar tudo que eu já estudei, você vai alcançar isso aí que eu tô falando. E se você estudar, né, com seriedade também, né, porque ficar estudando só de palavras é fácil. Bom, então tá aí, tá resolvido o problema da ciência, resolvido na fenomenologia. O problema da ciência que estuda a própria ciência, de encontrar os limites da própria ciência, tá resolvido na fenomenologia.

Agora, dito isto, não significa que todos os problemas científicos estão resolvidos, na verdade. Eu não estou, eu estou simplesmente dizendo, olha, os limites já estão definidos, meu amigo. Se você pegar todo, né, o cabedal de conhecimento, o supra-sumo de conhecimento que o homem já produziu até hoje, a que conclusão você vai chegar? Que conclusão sólida e sóbria você vai chegar? Que os limites do conhecimento já estão definidos.

Então, que ninguém passa dos limites, não passa nem que queira, não consegue passar. Porque já está tudo definido pela própria ciência, pela linguagem mesmo da ciência. E isso aí, apesar de ser maior do que o indivíduo humano, não supera o indivíduo humano. Por quê? Porque exige a relação viva do sujeito com o objeto. Então a ciência não pode ficar maior do que o ser humano, que é uma das, entre aspas, paranoias que cercam o ambiente hoje do mundo, né?

Eu digo parar não é porque é um sintoma psicológico, né? É desses sintomas psicológicos graves que estão aí. Então andam dizendo, por exemplo, e gente de certo, de grosso calibre, tá? A gente de grosso calibre, a gente como Papa, tá, que estuda, porque o Papa passa a vida estudando, minha gente, e ele estuda de tudo isso aí que eu falei, mais um pouco. Então, e ele anda dizendo, não só esse, mas o outro que morreu andava dizendo a mesma coisa que ele, é que a IA pode destruir a humanidade, pode dominar o mundo e pode acabar com a humanidade.

Aí, a inteligência artificial é um programa de computador, um metaprograma, né, de computador, minha gente. É uma linguagem, está dentro da linguagem científica, isso não existe fora da linguagem científica. Então você, então você tá me dizendo que a linguagem científica é maior do que o ser humano? Poxa vida! Então você não tá sabendo de ciência nada, pelo menos não da ciência que avançou. Você tá sabendo a ciência que morreu, nos filósofos da epistemologia.

Então o pessoal tá nisso, esse pessoal que tá dizendo isso, eles estão na morte da epistemologia, certo? Na morte dos filósofos. Cuidado com eles, eles, né, eles são perigosos porque eles estão com uma morte, entenda, uma morte cognitiva. Então é esse o perigo aí mesmo. É a morte do cérebro. Então, dizendo que isso aí é culpa da IA. Não, minha gente, você não morre, seu cérebro não morre, sua inteligência não morre por causa de uma máquina.

Uma máquina que tá dentro do conjunto, inclusive, do conhecimento humano. Você morre porque você não entende a ciência que você tá fazendo aqui. A ciência lhe engole, mas você não tem mais domínio científico nenhum. Então, aí sim pode acontecer, é um colapso, é o colapso do do homem do conhecimento, do sujeito do conhecimento. Isso existe, não é verdade? Antigamente ficava preso nos hospitais psiquiátricos ou até mesmo nas estruturas burocráticas de alguns povos.

Agora isso está solto, não é verdade? Em função da liberdade econômica dos povos, que eu sou muito a favor, inclusive. Então, enfim, a gente tem que lidar com isso de uma forma racional, né? Então sim, o fato de que há pessoas dizendo que a IA pode dominar o mundo e o homem é um sinal de que de fato, só por isso, tá, só por essa frase você já pode perceber claramente que existe um risco nisso aí. De fato, né? Mas é um risco subjetivo, não é um risco que você vai mitigar com ferramentas, com essas ferramentas legais da paranoia governativa que tá no mundo.

Isso aí não vai resolver o problema, tá? Só vai criar mais, vamos dizer assim, mais linguagem, né, para enfim, para poluir ainda mais o discurso humano. É só isso, é só mais linguagem, não vai resolver o problema. O problema é quando você é subjetivo. Então sim, aí representa um risco, né? Mas é um risco que você só pode mitigar se você, enquanto sujeito cognitivo, você prestar atenção nos seus movimentos cognitivos, prestar atenção nos seus objetos científicos, naquilo que você conhece, você se colocar na realidade científica de um modo adequado.

Então, por exemplo, se você não entende nada da IA, não sabe para onde vem nem para onde vai, você nem precisa usá-la. Ninguém é obrigado a usar IA. Então, como é que ela vai destruir a humanidade se ela é um produto da tecnologia científica? E os produtos da tecnologia científica, eles não são compulsórios, a não ser que tornem isso compulsório. Aí sim eu risco. O risco é a poluição da linguagem por vias de autoritarismo governativo, que é nisso aí mesmo que o Papa tá envolvido, e ele e outros tantos que andam aí dizendo essas coisas.

Então o risco é eles, no final das contas, é eles fazer leis aí que, né, fora da caixinha, fora da realidade, impor isso às pessoas. Então se amanhã ou depois tiver uma lei que obrigue todo mundo a usar IA, por exemplo, você você vai abrir uma empresa, só se tiver IA. Ah, você quer arrumar um emprego, só se tiver IA. Você quer entrar na escola, só se você entender de IA. Só se você usar, aí sim, minha amiga, vai ser um risco. Mas é, mas quem pode fazer isso, deixar de fazer isso, são justamente os que estão no governo, né, os que estão aí nos meios governativos.

E eles só podem fazer isso se eles tiverem autorização do povo ou a legitimidade mínima do povo, que essa legitimidade do voto, né, ela é a mínima das legitimidades. Então, bom, no final das contas, eu só posso entender que é um risco para realmente os que se entregam à estupidez, né? Se você se entregar à estupidez, vai ser um risco para você, você vai ficar preso nisso de fato. Mas se você tiver o mínimo de racionalidade, meu amigo, você não vai usar uma coisa que você não sabe, é que você não entende minimamente, ou só usar na medida que você entenda.

Bom, então os perigos científicos, eles já foram de fato, eu entendo pelo menos, solucionados por meio dessas elaborações filosóficas e científicas dos fenomenólogos, da fenomenologia. Tá aí, tem uma bibliografia extensa para você poder entender isso aí que eu tô falando e não ficar com medo daí. Né, porque basicamente é isso. Aí é a evidência da fenomenologia, de que a fenomenologia é uma ciência, tem o seu objeto, tem o seu método, tem seus métodos, tem seus científicos, e eles são eficazes, né?

Porque você veja que aí funciona, não é verdade? Então, mas como eu disse, você só deve usar uma coisa que você entenda, ou na medida do que você entende. Porque senão realmente aquilo faz mal, especificamente se for uma coisa científica. Bom, então o cientista, para ele não se confundir, para ele realmente ter acesso ao bem da ciência, ele precisa, ele precisa se adequar à ciência, né? Então a ciência, ela exige do cientista um certo conjunto de comportamentos.

Então, na verdade, de comportamentos e de um certo ritmo de vida também, né? Não são só comportamentos isolados ali. Se você realmente quiser trabalhar com ciência, enfim, lidar com os objetos da ciência, você precisa ter um certo ritmo de vida para poder alcançar domínio na ciência. Porque se você não alcançar dominar a ciência, a ciência vale dominar, tá? E a ciência assim no sentido fenomenológico, que é aplicado na IA, certo?

Então, o que que a ciência exige de você? Primeiramente, domínio retórico. Como eu falei nas gravações anteriores, a primeira grande ciência é a ciência retórica, é do— não a ciência dialética. A ciência retórica não é a ciência dialética, tá? Dialética tá dentro da retórica. O que é a ciência retórica? É você saber expressar as suas ideias com clareza, simples e fácil, tá? Porque existe a retórica política, né, que você tentar o convencimento.

Pessoal antigo, pessoal da filosofia grega, quando eles falavam de retórica, porque eles estavam imersos na lógica política grega, Por óbvio, quando eles falavam de retórica, eles estavam falando do convencimento alheio, de você usar a linguagem para convencer alguém das suas ideias, suas opiniões, enfim, daquilo que você entende da realidade. Só que os próprios filósofos gregos antigos questionavam justamente isso, né, questionavam esse uso, né, perverso, político, manipulador da linguagem.

E eles então, mas eles para poderem questionar, eles usavam retórica. Então eles trabalhavam com a retórica. Então, ponto da retórica, de fato ela é muito necessária para o cientista. Você não pode de fato tomar parte na linguagem universal que a razão científica estuda sem que você tenha domínio retórico. Agora, como eu disse, esse domínio retórico não pode ser confundido com a linguagem da política, da dialética política, da dominação política.

Então, o domínio retórico realmente e cientificamente útil é aquele em que você consegue expressar suas ideias dentro de uma lógica universal, que todo mundo consiga entender, que todo mundo que fala aquela língua que você esteja falando consiga alcançar o que você tá falando, né? Isso é ter domínio retórico. Então eu não preciso convencer você das minhas ideias para que você entenda o que eu estou falando. Eu simplesmente preciso falar de forma clara.

Seja lá o que eu fale, se eu falar de forma clara, você vai me entender. Se você tiver inteligência no lugar, você vai entender. Até se você não tiver. Então o domínio retórico, ele é tal quando, né, você alcança um bom domínio na retórica, o seu discurso ele fica tão inteligível que até uma pessoa que não tem um juízo no lugar consegue entender. Então queira adquirir um domínio retórico assim, meu amigo, porque esse era o domínio retórico dos filósofos antigos que alcançaram, né, de fato é um lugar no mundo, é no mundo filosófico-científico.

Eram pessoas Foram pessoas que foram entendidas. Você não precisa concordar com Platão, com Aristóteles. Você lê qualquer coisa deles com o seu juízo no lugar, você vai entendê-los. Entender, ser entendido, é o domínio retórico. Entender e ser entendido, tá? E como eu disse, isso é o básico. É bom. O segundo, a segunda exigência importante da ciência para o cientista é o domínio gramatical. Então, o domínio retórico é aquele em que você se faz compreender, basicamente isso.

Às vezes você fala uma palavra errada ou uma sequência de palavras, de sons que não soa muito bom, o que não está dentro das normas padrão, padrão, mas você é entendido. Então o nível retórico é o nível mais básico para a gente estabelecer uma comunicação e um juízo universal entre os seres humanos. Então, por exemplo, se você vai conversar com qualquer pessoa, né, o mínimo que você tem que ter para você ser entendido pela pessoa É um domínio do que você está falando, você saber o que você está falando, saber o que você quer falar e dizer com as palavras que sejam compreensíveis àquela pessoa.

É o mínimo, é o domínio retórico. Agora, no caso científico, não adianta só você ter o domínio retórico, certo? Você precisa, além de ter um domínio retórico, ter um domínio gramatical, ou seja, que essas palavras, que essa concatenação de linguagem que você fala, ela tenha uma lógica por detrás. Ela não pode ser só algo compreensível, mas ela tem que ser algo compreensível e com a lógica racional por trás. Então, por exemplo, vou dar um exemplo: quando você vai conversar com uma pessoa surda, né, vamos supor que você tem que conversar, falar, comunicar-se com a pessoa que não escuta.

E aí ela fala na língua de sinais. Quando você fala na língua de sinais, é aquilo ali, aqueles sinais, aquilo é uma gramática já, dizer que existe uma lógica ali. Então você não pode falar na língua de sinais simplesmente porque você vê o gesto da pessoa e você acha que é assim. Eu acho que aquilo significa isso, mas não é, às vezes é outra coisa. Então você só vai saber falar a língua, né, de sinais, se expressar na língua de sinais, melhor dizendo, se você tiver domínio gramatical daquela linguagem de sinais, né?

De outra forma você não consegue. Então tem lá língua de sinais brasileiras, né? Existe a língua de sinais brasileiras. Ah, eu entendo a língua portuguesa, né? Eu sei falar o português, escrever, mas eu não sei falar língua de sinais. Por exemplo, uma pessoa que usa língua de sinais comigo, eu não consigo me comunicar, né, de forma adequada. Por quê? Porque eu não entendo aquela lógica, né, eu não fui condicionada àquela lógica.

Então o domínio gramatical é uma certa lógica que está condicionada àquela linguagem que eu estou usando. Então veja, quando você não tem domínio de uma lógica gramatical no caso específico da ciência, de uma lógica gramatical científica, é aí que você corre o risco, o risco que eu falei já aqui nessa gravação e em outras, de virar o objeto da ciência nessa parte aí da lógica gramatical. Se você não domina a lógica gramatical daquela ciência, você vira, né, um objeto daquela ciência.

Por quê? Porque, como eu disse, a gramática ela é um desses elementos lógicos da linguagem humana que ultrapassam o próprio falante, né, que tá, digamos, impregnado ali no conjunto semântico de palavras que existe na língua. Então existe um certo conjunto de palavras que indicam sentidos, só que esse conjunto de palavras que indicam sentidos, elas não estão soltas apenas. Quer dizer que vem um monte de palavra na nossa cabeça quando se trata de algum assunto, de alguma coisa, E eu posso até falar mais ou menos adequadamente para você sobre aquelas coisas que vem na minha cabeça, mas se eu não tenho o domínio lógico disso, quer dizer, que se eu não sei de fato de que se compõe esse conjunto semântico, como é que ele se organiza internamente, eu me torno parte disso.

Objeto disso, né? Eu me torno um sujeito deficitário na linguagem, né? Então, por exemplo, né, uma pessoa que quer dizer alguma coisa e não consegue, tá na minha cabeça, tá aqui o tempo todo, eu não consigo dizer. Quer dizer, se você disser assim: me diga palavras, Aí a pessoa vai dizendo palavras que vem na cabeça dela, você anota essas palavras. Aí se você anotar essas palavras todas que ela disser e você organizar de um jeito coerente, lógico, possa ser que você diga o que aquela pessoa quer dizer.

Aí você explica, aí você fala, e ela: é, era isso mesmo que eu queria dizer. Mas ela não disse. Por quê? Porque ela não consegue ter domínio gramatical. Então ela tem a ideia, ela tem as palavras, mas ela não tem um arranjo lógico que faz aquilo ali ser articulado. Então o domínio gramatical é essencial para que você tenha, né, tenha vida longa na ciência, na vida também, na vida humana como um todo, né. Agora note, o domínio gramatical não significa que você tenha que ter, vamos dizer assim, que você tenha que ter um preciosismo linguístico ou um formalismo excessivo, né, que tem pessoas que tem na verdade formalismo na linguagem e acham que isso é domínio gramatical.

Não, o domínio gramatical, você entender a lógica por detrás daquilo que você tá falando. Por exemplo, vou dar um exemplo: eu sei que a lógica básica de uma frase em português é o sujeito, verbo, predicado, né? Essa é a ordem básica. Às vezes você tem um sujeito que vem depois do predicado, mas aí você já não tem a ordem padrão da frase em português. Aí você tem a ordem inversa, ou seja, eu já tenho um sentido lógico de como eu vou falar.

E de modo que quando você vê alguém que atropela o sujeito com predicado, que fala o predicado antes, o sujeito antes, enfim, ou depois, você já sabe, aquela pessoa não tem domínio gramatical, ela não sabe muito bem de que forma se organiza uma frase. E isso significa o quê? Significa que ela não entende o que está por trás da língua dela, né? No caso específico da língua portuguesa, né? Então, como eu disse, cada língua tem uma estrutura.

Essa estrutura não é uma estrutura simplesmente de som, não é só o som das palavras que são diferentes. Ela tem uma estrutura semântica, tem um sentido diferente. Então, o fato de que o português ele fala dessa forma, com essa lógica que é diferente de outras línguas— se você for falar outras línguas, vai ter línguas que o sujeito vai vir Depois do predicado, o que é uma inversão da ordem que a gente fala em português constante.

Isso significa o quê? Que a estrutura lógica daquela língua, portanto daquelas pessoas que falam aquela língua, é o contrário da nossa. Ou seja, nisso aí você já tem um sentido que, caso você domine Você tanto vai falar bem a sua língua quanto vai falar a língua de outra pessoa melhor. Você pode, né, aprender melhor as outras línguas. Bom, e no caso específico da ciência, o domínio gramatical é importante para que você entenda que as ciências têm fronteiras semânticas.

Então, quando você fala de um assunto dentro de uma ciência, aquele assunto não vai ser exatamente igual quando for falar de outra ciência. Porque são estruturas mesmo gramaticais diferentes. Então pegue lá um texto em biologia e depois pega um texto em, sei lá, em filosofia. Você vai ver que é diferente a estrutura que tá, as coisas estão sendo faladas ali, uso de figura de linguagem. Por exemplo, há um uso abundante de figuras de linguagem na filosofia, em textos filosóficos, textos históricos, textos sociológicos que você não vai encontrar tanto em textos de química, de física, matemática.

Ou seja, a própria, né, a própria estrutura de frase também não vai ser igual. Então, por exemplo, você pode entender muito bem um texto em física, aí quando você vai para o texto em biologia você já não vai entender tão bem se você não se ater à lógica gramatical daqueles textos que você está lendo. Você precisa ler o conteúdo que tá ali e a estrutura, a estrutura de frases, de palavras, como elas se articulam. Porque quando você for escrever algum texto, por exemplo, você precisa se adequar àquela articulação ali para que você seja entendido naquela ciência.

Porque já pensou, você tá estudando biologia, só que a sua forma de escrever é baseada numa estrutura filosófica, num texto filosófico. Aí você vai escrever lá sobre qualquer assunto de biologia por mais que você tenha conhecimento daquilo, você não vai conseguir transmitir adequadamente aquele conhecimento. Então quem for da área de biologia vai pegar outra vez, isso aqui não é biologia, isso aqui não tá sendo, né? Ainda que você tenha alguma coisa relevante para comunicar, aquilo não vai ser comunicável ali.

Bom, então o domínio gramatical em ciência é muito importante, é o segundo ponto, né, que exige a ciência para que ela seja boa, né, para que a gente faça ciência bem. E o terceiro domínio é domínio lógico, né, como eu falei. Então o domínio gramatical é uma lógica, é uma lógica, é a lógica da linguagem, a lógica mais superficial, mas tem o domínio lógico da ciência. Então O domínio lógico é o quê? É você compreender as relações não só a partir do seu sentido, do sentido que é dado na gramática, né, mas também do seu sentido de interação.

Ou seja, é uma coisa verdadeira, é uma coisa verdadeira não contradiz uma outra coisa verdadeira, e uma coisa falsa não contradiz uma coisa verdadeira. Por exemplo, né, um exemplo aí. Então entender que as coisas existem numa relação lógica, e especialmente as coisas na ciência, é importante para que você não seja confundido pelo discurso retórico gramatical. Porque uma pessoa pode muito bem ter um discurso retórico gramatical excelente, mas confundir a racionalidade, confundir a lógica científica.

É aí que tá a desinformação. Então o grosso da desinformação científica é feito por pessoas que têm domínio retórico, tem domínio, um domínio gramatical, mas não tem domínio lógico das ciências, e da ciência ou da ciência de que fale, né? Por exemplo, então, e se põe a falar de ciência, por quê? Por causa da imposição retórica e gramatical. Então, quanto mais palavras você aprenda, seja pela fala, seja pela escrita, seja pela leitura, mais você vai ter compulsão de falar.

Então, se você se empenha simplesmente adquirir repertório de palavras, adquirir repertório de linguagem— ah, eu leio muito, ah, eu viajo muito, ah, eu converso com muitas pessoas— isso aí não é suficiente para você ter domínio científico. Pelo contrário, se você ficar só nisso, você vai praticar e participar da desinformação científica. Você precisa domínio lógico, você precisa parar para pensar, né? Parar para pensar o quê? É você ver para além das palavras e para além do conteúdo semântico das palavras.

É você ver a realidade objetiva em que se ancora o sentido das palavras, que aí é que você pode entrar no domínio científico. Como eu disse, a ciência estuda o objeto da realidade, não estuda a aparência da realidade apenas, não estuda apenas, né, a imagem cognitiva, porque a imagem cognitiva da realidade é só o que aparece na gramática e na retórica. Agora, é por meio da lógica que você entende o objeto científico mesmo, a coisa científica mesma que tá na realidade, que pode ser estudado como objeto, né, melhor dizendo, da ciência.

Bom, e ter domínio lógico, preste bem atenção, não é simplesmente ter domínio matemático, que é outra confusão também que fazem. A matemática é uma linguagem científica, é uma dessas linguagens científicas aí, faz parte aí das linguagens auxiliares, das ciências auxiliares, no domínio das ciências físicas. E também metafísicas. Então a matemática é a ciência auxiliar por excelência, que ela serve tanto as ciências físicas quanto as metafísicas.

Mas veja, é o qual, qual o objeto real da matemática? A matemática tem um objeto que é, que é um objeto simbólico, tá? O objeto da matemática são símbolos. Símbolos cognitivos que a gente usa para definir unidade, quantidade, valor. Unidade, quantidade, valor. A gente usa símbolos para definir unidade, quantidade e valor. É isso que a matemática estuda. Presta atenção, a matemática não estuda unidade. Quem estuda unidade é a metafísica.

Aliás, é a metafísica, a ontologia, né? A metafísica estuda unidade, matemática não. Mas existe a simbologia da unidade, o símbolo da unidade. A matemática estuda, então a matemática estuda o símbolo de unidade, quantidade e valor. Esses são os objetos da matemática. Bom, e aí o que que acontece? A lógica, ela é a ciência, entre aspas, né, entre aspas, porque Na verdade, a lógica é o que tá em toda ciência, né? Ela não é uma ciência, ela é o que faz toda ciência ser ciência.

Então a lógica é a essência da ciência, de toda ciência. E a lógica, ela não depende da matemática, tá certo? Como eu disse, a matemática é um estudo e é um uso simbólico. Toda matemática já é aplicada, porque toda matemática estuda e aplica o símbolo que estuda. Você pega um número, você já tá aplicando a matemática. Quando você faz uma conta qualquer, de que você não vai usar aquilo para nada, né, no laboratório, mas o fato mesmo de você fazer a conta, de você escrever os números, fazer a conta, ali já é matemática aplicada, porque você tem símbolos representando unidades, valores e quantidades.

Então a lógica, ela é maior do que a matemática, porque ela é o que dá a essência de toda ciência. Ela é a essência de toda ciência, e a matemática é só um auxílio simbólico das ciências. E além do que, a matemática, quando você não a utiliza dentro dessa lógica de auxílio, né, de ser um auxílio das ciências, ela se torna inócua, ela se torna um objeto morto. É a cognição que morre, em tese, né? Então é aquilo que se automatiza na linguagem cognitiva do ser humano, é a matemática, tá certo?

Então você pode fazer uma conta no automático, dá para fazer, né? Inclusive, essa boa parte dessa loucura paranoica em torno da IA é porque dá para fazer, dá para fazer matemática no automático. Agora note bem, a matemática é um apêndice muito pequeno da ciência, é uma coisa ínfima da ciência. Que tem pessoas alucinando, né, com matemática, aí é diferente, né? Aí realmente é um problema sério. Mas não há, não há erro, não há risco de que a matemática se torne assassina, na verdade, é porque é uma linguagem morta, é a morte da linguagem, certo?

E saber usar é como você saber usar os instrumentos no laboratório. Saber usar matemática é tão necessário quanto você saber usar um instrumento no laboratório para fazer ciência, no caso, né? Então, o que é lógica? A lógica é a essência mesmo do raciocínio, do raciocínio universal que a gente aplica para Conhecer as coisas. Então, ter domínio lógico é ter domínio do seu próprio raciocínio, tá certo? Então, isso aí é o que se exige do cientista: ter domínio, em última análise, né, ter domínio do seu próprio raciocínio, saber que o que você está pensando condiz com a realidade, que ali no seu pensamento não só tem fantasias, devaneios, porque, claro, fantasias, devaneios a gente tem, o tempo todo.

Agora, isso não é o conteúdo científico. Fantasia e devaneio não é um objeto científico, certo? Então, ter domínio lógico é isso, é ter domínio do seu próprio raciocínio, das coisas que você tá pensando, que de fato aquilo condiz com a realidade. Bom, então, dito tudo isto, como é que se aplica a ciência em tudo isso que eu falei, né? Existe a ciência prática, entre aspas, tá? Entre aspas. Bom, veja o que é que as pessoas hoje em dia chamam de ciência prática.

Geralmente elas falam ciência prática em contraposição à teórica, mas é como eu falei a você, a ciência teórica, a teoria e a teórica é um método científico. Então, se você tá fazendo teoria, se você está trabalhando com teoria, você já está no âmbito da ciência prática, né? Você já está praticando a ciência, porque inclusive tem ciências que você só pratica se você tiver domínio teórico, senão você não tem como praticar. Então não existe ciência prática em contraposição teórica.

A teoria, ou a teórica, é um método científico por excelência, e fazer teoria científica já é fazer ciência. Então não existe ciência prática nesse sentido. Quer dizer que o que se chama de ciência prática, na verdade, o certo é falar aplicação científica. Então a ciência prática, tal como definiu o Aristóteles, o filósofo Aristóteles, seria o quê? Seria uma certa arte, né, uma coisa que os artistas fazem. Bom, a ciência não é uma arte, não pode ser uma arte, porque no caso a ciência tal como eu a defini aqui, talvez a ciência do Aristóteles podia ser uma arte, mas o Aristóteles não tava fazendo ciência tal como eu defino aqui, que é a ciência do real, a ciência propriamente do real.

Mas o Aristóteles, ele falava de uma ciência prática, no sentido de uma ciência da arte, né, daquilo que se faz. Só que a ciência, tal como eu falo aqui, ela não é uma arte, ela não é uma prática no sentido aristotélico. Por isso que não existe essa contraposição ciência prática, ciência teórica, né? Quer dizer que não existe a ciência prática ou a ciência aplicada ou não aplicada, né? Então você pode fazer ciência, não aplicar aquilo, E você pode fazer ciência e aplicar aquilo.

Então não existe ciência prática no sentido do Aristóteles. Por quê? Porque a ciência não é uma arte no sentido aristotélico, pois a arte, como qualquer prática, ela depende do artista, né? Então não existe arte sem artista. Agora, A lógica da ciência, né, ela é superior ao próprio cientista, no sentido que é uma linguagem que está aí, fica aí, no sentido fenomenológico, né. Então, se você é um artista, sua arte morre quando você morre, tá.

Arquitetura não morre quando você morre, mas a arte que você fez morre, a prática, né, entre aspas, em arquitetura que você fez Morre quando você morre. Agora, arquitetura como ciência não morre. Então, o Aristóteles, ele falava das ciências práticas no sentido da ação humana, que pode ser, enfim, qualquer coisa. Você pode inclusive fazer coisas que não— artes, né, que não dependam de ciência. Então, a prática, ela é independente da ciência e E o que define a ciência como ciência são os elementos lógicos subjacentes, que esses elementos é o que fazem ciência ciência, independentemente dos instrumentos que você use.

Então as ciências vão avançando, né, e os instrumentos também vão se modificando. Para alcançar mais detalhes daquele objeto. Mas a ciência em si, ela não depende dos instrumentos e nem, entre aspas, do cientista, do artista que tá praticando aquela, né, aqueles que tá fazendo aqueles experimentos quaisquer que sejam, né. Então veja, existe a ciência aplicada e não aplicada. Em que se aplica a ciência normalmente, né? Há várias formas de se aplicar, mas normalmente se aplica em instrumentos, que é esse avanço das tecnologias que a gente vê aí.

São instrumentos científicos. Veja, um celular, os celulares que a gente usa, eles são instrumentos científicos. Antigamente eram que se usavam nos laboratórios de física, de química, de ótica, e virou celular, né? Mas era instrumento científico, são, na verdade ainda são instrumentos científicos. Então a ciência pode ser aplicada em elaboração de instrumentos, em organizações humanas diversas, como instituições, estética, moral, economia, em políticas também.

Você pode aplicar a ciência em política, em leis, para resolver situações cotidianas e também para tornar as leis e as formas de leis mais coercitivas, mais, né, mais inescapáveis para o ser humano. Quando você aplica ciência, por causa da sua linguagem universal, normalmente naquilo mesmo que ela é aplicada, ela ela se torna muito útil para os que aplicam, né? Mas não pense que a ciência ela existe para resolver problemas, tá?

Normalmente as pessoas fazem esse equívoco, tem esse equívoco. A ciência existe com uma finalidade, que é o conhecimento. Se isso resolve problemas, é porque você é uma pessoa sábia, inteligente, né? Que você valoriza a sabedoria e o conhecimento. Mas não são todas as pessoas que valorizam sabedoria e conhecimento. Então, para essas pessoas, a ciência nunca vai ser uma resolução de problemas, não é verdade? Então, note bem: a ciência só resolve problemas para quem é sábio, para quem a valoriza, para quem valoriza o conhecimento.

Quem não valoriza nunca vai ser. Então, pense bem quando você for aplicar a ciência, tá? Porque ela só vai lhe ser assim boa e agradável se aquele ambiente, aquela situação, para, né, em relação ao que você vai aplicá-la, envolve pessoas sábias. De outra forma, a sua aplicação científica vai parar no esgoto, infelizmente, que é o que tá acontecendo hoje em dia. Veja só, né, veja só o mundo que a gente vive, aí você vai entender bem o que eu tô falando.

Bom, então Eu vou encerrar aqui essa longa gravação, esse longo conteúdo, dizendo sobre as situações críticas atualmente falando, falando atualmente, melhor dizendo, é que envolvem o pensamento científico e a sua aplicação, né? E porque também eu considero que não adianta você tentar aplicar ciência em tudo, né? Então tem coisas, tem situações que você vai encontrar uma solução aplicando a ciência, tem outras que não, não por causa da ciência, mas por causa das pessoas, dependendo da situação que você esteja envolvido.

Então existem situações críticas para o pensamento científico e a sua aplicação atual. Essas situações críticas eu observei por causa de quê? Por causa da minha, do meu amor à ciência, do meu amor à sabedoria. Então, como eu tenho para mim, né, eu tenho como uma norma de vida, né, eu valorizo a ciência. Então, para mim, de fato, a ciência resolve muitos problemas, resolveu muitos problemas para mim. Ter resolvido. Só que eu me, né, eu me mantenho muito, muito cética, né, entre aspas, com relação à resolução de problemas gerais da humanidade, no sentido geral.

Por quê? Porque a humanidade ainda, no sentido geral, não está sábia. Então veja lá, pegue lá, vou dar um exemplo, tá, bem simples. Pega lá o livro do Platão, A República de Platão, né, sobre É um livro muito bom. Eu já li só algumas poucas coisas, algumas poucas páginas, não li todo ainda, ainda não tive tempo, mas eu pretendo um dia ler o livro de Platão, esse livro do Platão todo. Eu já li só alguns trechos. Bom, e apenas a partir desses trechos do Platão dá para você sentir que, bom, a sabedoria, né, o conhecimento sábio, ele tem uma áurea assim, sabe, de leveza, ele cria na sua cabeça um ambiente de, sabe, de que tudo dá certo, que tudo pode dar certo, sabe, de que alguma, de que se você usar a razão corretamente, tudo vai dar certo, né?

Pelo menos, né, se você levar a razão mesmo, né, razão filosófica lá do Platão, etc. Bom, mas quando você vai para a vida real do cotidiano humano, certo? A metáfora de Platão, ela perde um pouco a sua tonalidade, né? Assim, fica platônico só no Platão, porque como eu disse, existem situações críticas que aparecem apenas se você for ver a aplicação da ciência na realidade. Não vai aparecer apenas se você ficar no estudo, no estudo ou na experimentação científica.

Isso, se ficar só no estudo, na experimentação científica, você não vai ver esses problemas que eu observei. Que problemas são esses? São problemas muito simples, tá, que são simples. Mas são simples agora, depois de um tempo. Que é o quê? É o caso particular que o pessoal até hoje, o pessoal científico, né, eles chamam de individual. O individual, os científicos e filosóficos também, eles chamam o individual e o geral, né, o indivíduo e a essência.

O gênero, a forma, etc. Tem lá várias coisas. A essência das coisas é diferente do indivíduo, do singular, do caso particular, etc. e tal. Aí é que tá, né, a situação crítica da aplicação científica, porque o que é o individual ou caso particular não é uma coisa separada absolutamente separada, que na realidade você vai encontrar separada do caso geral, dos casos típicos da abstração cognitiva. Na realidade você não vê essa diferença, você vê apenas quando você tenta aplicar a ciência, é que você vê o problema disso, certo?

Então, o problema mais difícil da ciência É esse mesmo, é você saber identificar na aplicação científica o que é o caso individual particular e o que é o caso geral típico. Bom, o caso individual é aquilo que está envolvido na observação criteriosa das coisas das coisas que estão na unidade, em sua própria unidade, naquilo que eu falei no início da essência, é da essência unitária dos objetos científicos. Então o caso particular ou caso individual é quando você estuda o objeto científico qualquer na sua unicidade, na sua essência de coisa única.

Tá, por exemplo, você vai estudar uma árvore, ser um botânico, né? E aí você vai fazer o quê? Você vai pegar uma espécie de árvore para estudar aquela espécie de árvore, para ver quais são, né, as propriedades, o que que aquela espécie oferece, né, em termos de substâncias químicas, etc., que dá para fazer com aquilo, tal, tal. Então você tá estudando um caso particular, né? Você tem um objeto individual particularizado que é, que está na própria condição de objeto científico da botânica.

Pois muito bem, isso aí, o caso particular, o objeto individual que você estuda em qualquer ciência, não deriva da cognição humana, não vem da sua cabeça. Você não inventa a árvore para poder estudar ela, ela existe, né? Então, antes você tem que notar a realidade criada, perceber o que é possível de ser compreendido cientificamente, para depois você operar o estudo individual dos casos, né? No caso específico, estudo científico, né, das coisas que existem.

Então, a realidade criada ela é composta de coisas não apenas singulares que existem numa unidade indivisa, mas essas coisas singulares elas existem em função de uma realidade cognitiva, que é a realidade sujeito, né? Aquela ideia básica que eu falei, sujeito e objeto em sua relação primordial, que Os da fenomenologia desenvolveram. Então esse é o primeiro passo. Então o caso individual, caso particular, ele não deriva da sua cognição porque ele existe na realidade, é um objeto da realidade, mas também ele não existe como objeto se você não for estudá-lo.

Então tá lá uma árvore, se você não estudá-lo, ela não é um objeto científico de fato. O cara vai ser só um objeto da realidade. Então, aí, no caso particular, no caso individual, a própria porta de entrada e também o limite da ciência. Então, quem não entender isso não pode aplicar a ciência de nenhuma forma. Quem não estuda um objeto particular não está estudando nada. Quem não estudou objeto particular Não está estudando nada, certo?

Tá só falando, desenvolvendo linguagem, nada mais. E lembre, esse caso individual e particular não é uma construção cognitiva do ser humano, porque se for, também não é um objeto científico de fato, é apenas uma fantasia ou um devaneio da alma do ser humano, que é estudado pela psicanálise, inclusive, né? Como ele vai voltar a coisa do objeto da ciência. Então veja, o caso particular individual é a coisa mesmo objetiva que nos leva ao domínio científico, tá certo?

E note bem, como eu disse, esse caso particular individual, ele é o limite e ele é a porta, né? A porta funciona como limite também, né? É um dos limites da casa, é a porta, é o limite que você pode transitar, porque as paredes são limites também, né? Só que é um limite, são limites que você não pode transitar, você não pode atravessar a parede da sua casa. Mas a porta é um limite que você pode transitar, porque você pode abrir e fechar a porta.

Então o caso individual particular é esse limite científico, né, que funciona como porta, que faz com que você possa transitar na ciência, você possa entrar e sair. Então você pode entrar pelas ciências apenas por essa porta e também sair por ela. Como assim sair por ela? Vamos lá, então você vai estudar um objeto, né, e só pode estudar ele do ponto de vista do caso particular individual. Eu não posso dar de outra forma, pelo menos não cientificamente, ok?

Só que você não pode estudar você mesmo, tá? Você não pode tomar a si próprio como um caso particular individual. Você pode ser um caso particular individual de uma ciência, né? Mas não é você mesmo estudar você mesmo do ponto de vista científico. Por quê? Porque você não pode entrar em interação, nessa interação fenomenológica essencial, como eu disse, de relação de sujeito e objeto com você mesmo, né? Você é você. Você não pode se separar de você para ajudar você, nenhum nível, tá?

Ah, mas eu posso dar minha perna, eu posso estudar meu sangue, posso tirar meu sangue, botar no laboratório e estudar. Não, não pode, né? O que você vai estudar no laboratório, se você tira o seu sangue, vai estudar o seu, entre aspas, seu sangue, Você tá estudando, na verdade, são só os elementos acessórios da linguagem científica. Você não tá estudando o seu sangue. Quer dizer, o seu sangue é só um exemplo, tá? Ah, mas eu posso pegar a minha célula, né, botar no laboratório, estudar meu DNA, saber do que eu sou feito.

Isso não vai ser, isso não vai ser é uma pesquisa científica, né? Isso vai ser um jogo de espelho, um jogo de espelho, no caso um jogo de linguagem. Você vai estar no espelho, vai se colocar no espelho usando a linguagem científica como espelho. É possível fazer isso? É, as pessoas estão fazendo isso o tempo todo, inclusive, mas não é bom fazer isso a longo prazo. Quer dizer, isso não vai levar a lugar nenhum. Ficar na frente de um espelho não lhe leva a lugar nenhum, e muito menos um espelho cognitivo, certo?

Não vai levar a lugar nenhum. Então, o caso particular individual, ele exige uma distinção originária, que é a distinção de sujeito e objeto. É, se você não for um sujeito em relação a um objeto E se você não tiver um objeto em relação à sua consciência de sujeito, você não tem como fazer ciência alguma, você não tem como começar a fazer ciência alguma. Bom, então tudo começa no caso individual particular. Não tem como você tirar isso, né, como não tem como você tirar a porta de uma casa para poder entrar nela, né?

Você tem que deixar a porta para poder entrar. E o caso geral, que os cientistas e filósofos chamam de caso típico? Bom, o caso geral ou casos típicos são o quê? Envolve o quê? Envolve a abstração dos traços típicos observados na realidade, também de forma criteriosa. Do mesmo jeito que você analisa criteriosamente um objeto qualquer para dali obter informações científicas, essas informações que você obtém, elas não podem ser organizadas fora de uma linguagem científica, certo?

Então, quando você analisa, quando você tira os dados de uma ciência, analisa algum objeto, aquilo vai gerar informações, informações científicas. Essas informações científicas, elas não podem ser tratadas fora da ciência, então só pode ser tratada dentro da consciência científica. Quando você tem consciência científica daquelas informações, naturalmente aquelas informações vão ser abstraídas, vão virar abstrações na sua cabeça, e aí você vai desenvolver a ciência.

Então, os casos gerais é aquilo que se chama de generalização do caso particular. Então, todo caso particular de uma ciência, de um estudo científico real, é passível de generalização. Porém, essa generalização ela deve ser feita com o mesmo cuidado e critério que você fez análise do caso individual, porque senão você cai no erro cognitivo, que é do excesso de crítica. Então, como não existe, do mesmo jeito que eu falei, né, não existe objeto sendo você mesmo, quer dizer, não existe objeto e sujeito sendo igual, idêntico.

Só existe sujeito e objeto separado, individual, né, cada um no seu lado da situação fenomenológica. É, também não existe como você fazer ciência sem generalizar os achados e os dados científicos que você obteve. Ah, mas eu só estudei uma planta. Não, você estudou uma espécie de planta. Aquilo que você obteve de informações científicas relevantes daquela planta, se for realmente científico, vai ser aplicável a todos os indivíduos daquela espécie.

Portanto, naturalmente, aquele estudo ele já é passível de generalizar, de ser generalizado. Se aplicado à espécie toda. Bom, só como eu disse, é preciso ter critério nisso aí, porque é nessa situação dos casos típicos, o que que você tem? Você tem uma abstração. É a parte da ciência que faz abstração do objeto da realidade, né? Então, quando você estuda o caso particular individual, você está em contato com o objeto da ciência.

Você tá naquela, naquele contato, como eu disse, fenomenológico principal. Agora, quando você vai analisar o caso geral e típico, que é essencial para você fazer a comunicação científica, sem isso você não faz comunicação científica e nem aplicação científica, portanto. Então, quando você faz análise do caso geral, necessariamente você vai ter que abstrair aquelas informações do caso individual, né? Então, quando você vai fazer um texto para falar sobre as propriedades de uma planta Você não vai levar a planta, colar no texto e dizer: olha, tá aqui, mostra a planta para pessoa, para pessoa entender o caso individual.

Não, você precisa definir com critérios racionais, lógicos, as propriedades daquela planta que você estudou, por exemplo. E aí você já tá fazendo abstração, né? Nessa abstração é que você tem os critérios propriamente essenciais da linguagem racional. Bom, e nesta situação, nesse tipo de situação, o mais importante é o uso da sua cognição. Você precisa usar a sua cognição. E a questão crítica é essa, né? Porque você, portanto, precisa, para estudar corretamente, para generalizar um determinado estudo, científico, você precisa ter domínio cognitivo extenso daquela ciência, não só do indivíduo, do caso particular, mas da ciência a partir de onde você estudou aquele caso.

Porque senão você não vai conseguir generalizar aquilo de uma forma adequada, que ele vai ser passível de inúmeras críticas e até de ridicularização no seu caso, dependendo da sua situação, né, que eu não sei. Então veja só, a cognição humana ela pode falhar, e é nesse, nesse ponto aí que reside a situação crítica da aplicação científica. Então, se, porque aplicação científica ela só pode ser feita se houver um indivíduo humano ali científico, né, portador daquela ciência.

A ciência ela não se aplica por si mesma. Ela não é em si mesma aplicável, ela só existe e só é aplicável, né, pelo sujeito científico. Então ela só existe para o sujeito científico e ela só é aplicável pelo sujeito científico. Então nesse caso, se você não tiver domínio adequado daquela ciência Essa aplicação fica prejudicada justamente nessa, na generalização do caso que você estude, né? Então, uma forma de você não ficar retido nessa dificuldade, nessa crítica extrema, é você entender esse contexto fenomenológico que eu falei antes.

Quer dizer, que você precisa definir claramente seu objeto, e o seu, o seu estado cognitivo, a sua, a sua, o seu estado de consciência científica mesmo. Você precisa saber até onde você chegou naquela ciência. E aí você tem que definir primeiro: ah, eu cheguei até aqui nessa ciência. Então, meu caso, o meu estudo se insere dentro disso aqui, até onde eu alcancei nessa ciência. Porque possa ser que tem pessoas que alcançou mais, E quando ela entrar em contato com aquele seu estudo, por exemplo, aquilo vai ser útil para pessoa em alguma medida, né?

Bom, então a partir daí, a partir dessa noção geral, né, do caso geral, dos casos típicos, que de fato a ciência se mostra aplicável no sentido até social. As pessoas que observam a realidade social o que tem poderes sociais, políticos, eles usam a ciência nesse nível aí do caso geral. E por fim, tem outros dois elementos fundamentais para que você consiga aplicar bem a ciência, que é a previsibilidade e o determinismo. Quer dizer, quando você vai estudar alguma coisa cientificamente falando, naturalmente aquilo vai permitir que você tenha um certo domínio, não de previsão mágica, né?

Os mágicos, os místicos preveem as coisas, mas eles preveem sem base nenhuma, eles preveem apenas na visão subjetiva, na na experiência subjetiva individual deles próprios. A previsibilidade científica, o determinismo científico, ele está baseado nos padrões que você observa nesses casos particulares quando generalizado. Então, quando você observa um caso particular com critério científico, é, obtém por meio da abstração a generalização daquilo.

Então você já tem uma lógica aí que lhe permite estabelecer os padrões, certos padrões, né, racionais observados naquele objeto. E a depender do objeto que você esteja estudando, aqueles padrões podem ser úteis para poder, enfim, usar aquilo em algum contexto. Então, os casos particulares Observados generalizados, eles vão ter padrões que vão ser inclusive replicáveis. É aquele mesmo estudo que você fez, pode ser feito por outras pessoas em outros contextos, em outros ambientes.

E sendo feito e sendo obtido o mesmo resultado significa que tem confiabilidade lógica aquilo ali que você observou, porque não foi só você que observou, outras pessoas observaram e deram da mesma forma. Obtiveram os mesmos resultados. Então isso indica que o seu estudo, que aquela aplicação científica, ela é válida. Então a previsibilidade e o determinismo envolve não só análise individual do caso, a generalização do caso, mas a replicação daquele estudo em outros contextos e a observação dos mesmos padrões.

Aí você, os mesmos padrões, causalidades, etc., que você definiu ali no seu estudo. E por fim, o juízo de valor. Então, o juízo de valor é a parte mais importante aqui do estudo científico, pelo menos do meu ponto de vista. Então, tudo isso, todo esse esquema, toda essa situação, ela só faz sentido de ser aplicada, né? A ciência só faz sentido de ser aplicada se ela serve para o sujeito cognitivo, ou seja, para o sujeito da consciência.

Sujeito que tem consciência da ciência é só esse sujeito que pode aproveitar os benefícios da ciência. Um outro sujeito que não tem a consciência científica, ele não pode aproveitar nada da ciência. Ele no máximo fica retido no jogo de dominação científica. Não consegue de fato aproveitar nada da ciência. Então veja, para você aplicar ciência, portanto, para que aquela aplicação ela tenha valor, você precisa julgar se aquilo ali é, vai trazer uma orientação humana para você e para outras pessoas que valorizam aquilo ali.

Senão, meu amigo, nem adianta estudar, vai ser perda de tempo, entendeu? Então tem coisas que dá para você conhecer, coisa da obscuridade, né, do mundo das coisas criadas. Existe obscuridade, obscuridades inclusive, né, são objetos da ciência, né? Como eu disse a você, tem a psicanálise aí, né? Eu falei bem de relance, a psicanálise estuda o quê? Essas obscuridades do sujeito da consciência, sujeito cognitivo, né, os erros, as falhas, os problemas psicológicos.

É basicamente isso aí que o psicanalista estuda. Mas a ciência não se tornou, não se fortaleceu como ciência de fato, porque virou só, né, parte de uma ciência maior que a psicologia. A psicanálise é uma ciência auxiliar da psicologia. Nos tornou uma ciência autônoma. Por quê? Porque tem coisas que não, né, que de fato você não precisa estudar, não vai fazer bem. Então, nesse caso, né, eu penso que a ética e a liberdade da conduta humana é o que vai, no final das contas, definir, é o limite mesmo derradeiro de toda a ciência.

Então é preciso que o cientista tenha senso de juízo de valor, não apenas ter uma ética. Quer dizer, não é só você ter uma ética, saber, né, que tal coisa é certo, que tal coisa é errada. É você saber colocar essas coisas, ter um critério, né, aplicável à ciência. Então, por exemplo, num contexto em que você tem, é que você tem um dinheiro ali para investir em pesquisa científica, o que que vai definir em que tipo de pesquisa você vai investir?

No final das contas, tem que ser o juiz de valor, né? Então, a liberdade do cientista e também a aplicação da ciência, por óbvio, né, ela tá condicionada a esses elementos da conduta ética do ser humano, do que realmente tem valor, né? E como eu disse, o valor científico, ele só é medido pelo sujeito científico. Ele não vai ser medido, né, por essas lógicas, né, do dinheiro. O dinheiro, ele não— ele é parte aí, né, do conjunto de coisas que a ciência estuda.

Ele não é uma coisa que possa ser utilizada como critério. Então, se você tem um laboratório científico, entre aspas, assim, ah, aquilo ali é um laboratório científico de qualquer ciência que for, mas o critério para você trabalhar ali, para você estudar ali, é financeiro ou envolvem hierarquias financeiras, então aquilo ali não tem nada a ver com ciência, pode ser outra coisa, né? Não é ciência de fato. Então é no máximo um uso retórico, né, como disse, gramatical, mais nada.

Né, porque o dinheiro, o que ele é do ponto de vista científico, né, do ponto de vista real da conduta científica? Ele é nada. Ele não altera em nada o valor do conhecimento científico, não aumenta nem diminui nada. Então você usar muito dinheiro para fazer uma pesquisa ou não usar dinheiro nenhum, isso não altera em nada sua pesquisa, e tampouco a visibilidade que essa pesquisa tenha, tampouco isso vai ser um indicador de valor científico daquilo.

Porque muitas pessoas lerem um livro ou não lerem um livro não indica que aquele livro é bom, de forma alguma. Então, o conteúdo cognitivo, lógico de uma coisa, ele só pode ser identificado pela consciência. No final, é essa, é esse o valor real da ciência, é a consciência, é o sujeito consciente é quem de fato valoriza a ciência. O sujeito que vive na inconsciência ou que vive nos instintos da sua própria condição, ele ou ela não alcança nada da ciência.

Ele é alcançado pela ciência, como eu disse, né, porque torna-se um objeto, mas não alcança o valor mesmo da ciência. Então é isso. Então assim eu encerro esse conjunto de É esse conjunto de gravações que eu termino aqui hoje. Já vou, já vai dar 3 horas de gravação, mas assim eu encerro. E deixando claro, é a conduta cristã quem sabe verdadeiramente valorizar a ciência que é nascida do contexto cristão. Então, meu amigo, voltando aqui o assunto inicial dessa gravação, essas questões que estão acontecendo aí, esses desastres, esses colapsos todos, tem sim uma responsabilização humana.

Tem sim um juízo condenatório contra os seres humanos. Agora, um juízo que pesa sobre a consciência. No caso, que todo juízo pesa sobre a consciência, mas é um julgamento que só vai poder ser feito no contexto da consciência humana. Quer dizer, que não vai poder, não vão ser resolvidos por ações políticas governamentais, Mas por ações de consciência. Quer dizer que você é que tem que ter consciência disso que tá acontecendo, tomar pé, né, do colapso que está se passando nas coisas da natureza.

Porque este colapso, ele tem um fundamento, e você só vai entender o fundamento deste colapso cientificamente. Você não vai entender por que que a geleira está derretendo, porque que o sol tá mais quente, se você não tiver entendimento científico, meu amigo. Você vai ficar bolando aí nas desinformações que enlouquecem, tá? Enlouquece. Que além de você, que hoje em dia o risco é esse, né? Não é só uma geleira cair na sua cabeça, é a desinformação do mundo todo cair na sua cabeça.

Também, né? Porque pior do que uma geleira é porque ali você morre, fica vivo, né? Caiu a geleira, derreteu a geleira, inundou um monte de casa ali. Você morre, você fica vivo, né? Ou ferido, né? Mas vivo. Então tem duas opções ali: morrer, ficar vivo. Agora, quando cai a desinformação na sua cabeça, aí você não Não é que você fica vivo, você fica semi-morto, né? O seu juízo fica comprometido e aí a sua vida vai paralisando até o nível, como eu disse, de você poder ser, poder virar um futuro cliente da Neuralink, né?

O que é o prejuízo do mundo, é esse. Então é isso, então tome cuidado, certo? E até a próxima.

Rádio (atividade) - A ciência e a fé cristã [parte 4] | Castnews Index — Castnews Index