Episódios de Rádio [Atividade]

Rádio (atividade) - As atas do foro de São Paulo e o meu Neoliberalismo

29 de julho de 20262h13min
0:00 / 2:13:00

Atenção - a esquerda [e a direita criada pela esquerda] não têm mais saída cognitiva saudável - isso significa uma situação psicopalógica extremamente difícil aos que seguem tais formas de dialéticas.

Assuntos13
  • Eleições América LatinaHistória da Nicarágua · México · Porto Rico · Haiti · Comparação com precedente venezuelano · Colômbia · Cuba
  • A natureza da realidade e da consciênciaRealidade inegável · Fuga da realidade · Linguagem como ferramenta de alienação
  • Atas do Foro de São PauloForo de São Paulo · Comunismo e esquerda · Leitura das atas · Pontos sensíveis
  • Crise no HaitiHaiti · Escravidão negra · Falta de coesão social · Tutela estrangeira necessária
  • Culpa e vitimizaçãoCulpa no cartório · Vítimas da dialética · Lavagem cerebral em jovens · Destruição da realidade
  • Tráfico internacional de cocaínaColômbia · FARC · Produção de cocaína · Legalização de drogas · Plano Colômbia
  • Crise Política na VenezuelaComparação com precedente venezuelano · Revolução Bolivariana · Estatização da economia · Crise do dólar · Terremoto na Venezuela
  • Bloqueio econômico e sanções a CubaCuba · Comunismo · Embargo dos EUA · Política externa de Guerra Fria
  • NeoliberalismoNeoliberalismo · Posição intelectual · Crítica à esquerda e direita inventadas
  • História da NicaráguaHistória da Nicarágua · Revolução Sandinista · Intervenção neoliberal · Comércio internacional
  • Cooperação México-EUA contra narcotráficoChiapas · Zapatistas · Narcotráfico · Influência dos EUA
  • Dialética e a criação da antíteseDialética · Tese, antítese e síntese · Criação da direita pela esquerda · Hegel e Marx
  • Papel da oposição na democraciaDemocracia dialética · Síntese democrática · Manipulação política
Transcrição1 segmentosassemblyai/universal-3-5-pro
?Voz A

É, bom dia, agora são 10:02 da manhã, da manhã do dia 29 de julho de 2026. Eu estou aqui na minha sala de estar, pretendo gravar este áudio até o fim. Se nada me atrapalhar. Ontem eu tentei gravar e não consegui, mas hoje eu vou gravar até o fim, certo? Então vamos lá. Bom dia a vocês que está chegando aqui nesse conteúdo. Essa é mais uma das minhas intervenções na internet, intervenções intelectuais, tá? Esse aqui é um conteúdo intelectual.

Baseado nas minhas experiências de vida e nas minhas leituras, nas coisas que eu já li, nas coisas que eu já aprendi, né? Claro que a gente sempre tá aprendendo, né? O caminho da humanidade, pelo que eu estou observando, vai ser estar sempre em processo de aprendizagem, né? De, enfim, de humildade cognitiva mesmo para você Para você viver no futuro da humanidade, para você estar vivo no futuro da humanidade, você precisa ter esta humildade, você precisa reconhecer que você não sabe tudo, né?

E portanto você vai ser sempre um aprendiz de alguma forma, né? Que vai ter sempre algo para você aprender, para nós aprendermos. Então por isso eu estou sempre estudando, sempre lendo, sempre me informando. Enfim, e hoje qual vai ser o assunto, né, desta radioatividade? Esta radioatividade de hoje eu tenho muitos assuntos, mas eu vou sintetizar em um só, certo? São muitos assuntos em um tema só, certo? Partindo de um tema só vai se ramificar, porque enfim, porque esse assunto, esse tema aliás, é assim, ele se ramifica para muitos assuntos, mas é um tema só, certo?

Que tema é? O tema desta radioatividade de hoje é os pontos sensíveis das atas do Foro de São Paulo e o meu neoliberalismo, certo? Então é um assunto só, veja que é um assunto extenso, né? Primeiro, os pontos sensíveis, 7 pontos sensíveis das atas do Foro de São Paulo. Eu vou explicar melhor ao longo desta gravação o que é, o que que são essas atas do Foro de São Paulo. E eu estou concluindo a leitura. Daqui a uns 2 dias eu termino.

Estou na página 605, são 729 páginas de atas, de documentos compilados das reuniões do Foro de São Paulo, dos partidos de esquerda da América Latina que se reuniram em várias cidades da América Latina ao longo de vários anos. E eles deixaram registradas essas atividades intelectuais, certo? Eu quero deixar registrado, são atividades intelectuais. O Foro de São Paulo é um grupo de trabalho intelectual baseado nos partidos políticos de esquerda.

E eu estou lendo estas atas já alguns dias porque são muitas coisas e tá escrita em espanhol, em espanhol e português, uma parte espanhol, maior parte em espanhol. Então eu tive que separar um tempo, um tempo de folga. Aproveitei as minhas férias para fazer isso, porque quando eu tô trabalhando não tem como. Então aproveitei minhas férias para poder me dedicar à leitura dessas atas com toda atenção devida a isso. E claro, observei muitas coisas importantes e eu anotei então os pontos mais sensíveis.

Sempre se repetem nessas atas, aonde vários de vários anos que eles se reuniram, eles vão sempre repetindo esses pontos. E por isso eu separei aqui, são 7 pontos sensíveis que estão presentes nesses pontos, que se referem às situações que acontecem na América Latina, certo? Se você é da América Latina, você preste atenção nesses 7 pontos. Bom, e a outra parte desse tema, dessa radioatividade de hoje, né, tema da radioatividade de hoje é o meu neoliberalismo.

Eu quero deixar bem claro que eu sou neoliberal, tá? Essa é a minha posição intelectual em relação às atas do Foro de São Paulo. Porque quando você lê as atas do Foro de São Paulo, inevitavelmente, por razões até mesmo lógicas, você não pode ficar indiferente a isso, tá? As atas do Foro de São Paulo, o trabalho intelectual do pessoal da esquerda latino-americana, ela é feita, ela é de uma tal feita É uma tal feitura, né, que você não pode ficar indiferente.

Você simplesmente não pode. Não é que nem outras formas de dialética foram feitas no mundo em que você poderia fazer, né, uma, você poderia fazer uma escolha de neutralidade, né. Por exemplo, na Europa, na América do Norte, Há pessoas que se consideram politicamente neutras, né, que vivem a vida, a vida na sociedade moderna sem se envolverem tanto passionalmente com as questões políticas. Bom, mas se você lê as atas do Foro de São Paulo, se você está na América Latina, escute bem o que eu estou falando, se você está vivendo na América Latina e você lê as atas do Foro de São Paulo, você não tem a escolha de neutralidade.

Por quê? Porque as coisas intelectuais que a esquerda latino-americana trazem no bojo dessas discussões deles ao longo de vários e vários anos não permite neutralidade, certo? Então você precisa necessariamente ter uma posição, ou você está na direita, na direita fantasmagórica que o Força de São Paulo inventou, Existe uma direita que é invenção do Foro de São Paulo, ou você está na esquerda, que é o Foro de São Paulo, ou você está no neoliberalismo.

O que é o neoliberalismo? O neoliberalismo é aquilo mesmo que o Foro de São Paulo combate. Então veja, o Foro de São Paulo não combate a direita, eles inventam uma direita, inventaram, né, que está aí funcionando, uma direita que serve aos fins de de organização política deles próprios, tá? A direita que combate, entre aspas, né, o Foro de São Paulo, que combate as esquerdas na América Latina, elas não são direita no sentido pleno da palavra, elas são direitas no sentido puramente dialético, no sentido de que é uma invenção dialética da própria esquerda, certo?

É um movimento dialético dentro da própria esquerda. Então, dentro da própria esquerda existe uma direita que é a sua, vamos dizer assim, o seu braço dialético que faz acontecer a estrutura propriamente dialética que está presente nas ideias de esquerda do pessoal da América Latina. Bom, isso aí, bom, isso aí já tá dito inclusive por muitas pessoas, muitos pensadores brasileiros já disseram isso, né, que eu estou falando. Não tô falando nenhuma novidade, certo?

Existe uma direita que é inventada pela esquerda e essa tá aqui na América Latina. Mas isso é próprio do sistema dialético filosófico que eles adotam. O sistema dialético, ele é assim, Ele é uma tese, antítese e uma síntese. A tese, ela forja sua própria antítese. Toda tese dá lugar à sua antítese, que vai, né, na disputa filosófica histórica, né, material. No caso da esquerda norte-americana, materialista, marxista materialista.

Veja, tô dizendo muita coisa aqui que talvez você não tenha ainda acesso, mas não é nada difícil, tá? Você pode ter acesso. Pega aí qualquer livro de Karl Marx, qualquer livro de Hegel, você já vai entender o que eu estou falando. Tem isso aí na internet de graça, tá? Você pegar um livro do Hegel, um livro do Karl Marx, pronto, já entende boa parte dessas engrenagens geopolíticas que estão no mundo de hoje, especialmente na América Latina.

Bom, então não vou parar muito para explicar esses elementos que você pode muito bem ler depois. Então veja, a esquerda, pela própria razão de ser pela razão dialética, né, de ser desse movimento, ele forja sua própria antítese, forja, forma, dá as condições do seu contrário, certo? E assim esse movimento funciona de década em década, de século em século, enfim, de geração em geração está funcionando desta forma. Não é um movimento natural das sociedades, tá?

A despeito do que o, né, o socialismo científico, entre aspas, tá? Existe um socialismo científico entre as aspas. Tenta mostrar que existe um movimento histórico dialético natural na humanidade que faz com que ricos, pobres, oprimidos, oprimidos entrem em choque. Isso não é verdade. Existe um movimento artificial, intelectual artificial, forjado para poder fazer esse movimento, certo? As guerras, por exemplo, se você pegar as guerras antigas, as guerras antigas elas não têm nada que ver com essa história dialética.

Isso aí são coisas da guerra moderna. São as guerras modernas, principalmente na Europa, que dão, que fazem aparecer essa história dialética. Quer dizer que a dialética sempre existiu na história do pensamento. O pensamento filosófico antigo já trazia a dialética, já elaborava esse movimento, que é o movimento da razão, né, da razão humana, da razão e da desrazão, né, por óbvio. Isso já era estudado pelo Aristóteles, pelo Platão, pelo pessoal lá da Grécia, né, e por outras tantas escolas ao da história humana.

Porém, somente na época moderna da Europa, dos estados europeus modernos, é que essas estruturas filosóficas dialéticas, elas realmente encarnaram na história, passaram a ter uma função histórica bem definida. Por causa de quê? Por causa dos intelectuais, por causa daquelas pessoas que se propunham de fato a trabalhar no seio da sociedade deles essa tal dialética, em função destas ideias dialéticas. Os filósofos antigos, eles não eram, eles não eram ativistas de nada, eles eram pessoas interessadas em conhecimento.

Você pode dizer, ah, mas eles eram pessoas que estavam no contexto social, político, etc. e tal. Sim, mas eles não utilizavam-se das ferramentas filosóficas e literárias deles para modificar aquela estrutura. Que eles estavam ali, eles eram pessoas. É claro que o Platão, Aristóteles, é, por exemplo, o Aristóteles especificamente, ele estava no contexto político muito específico, era o contexto político do Império Macedônico, que acabou se tornando o maior império da antiguidade, depois ali do Império Romano.

Quer dizer, nós temos dois grandes impérios: Império Macedônico Grego e Império Romano. E o Aristóteles nasceu no Império Macedônico Helênico, né? E é óbvio que o Aristóteles, juntamente com Alexandre, que era o imperador da época, imperador latino-grego, ele modificou muitas situações na cultura, na sociedade daquela época. Mas ele não usava filosofia para isso. A filosofia, para Aristóteles, era um meio de elucidação da realidade, meio de esclarecimento.

E por muito tempo foi assim, para muitas, por muito tempo, para as pessoas eruditas, para as pessoas instruídas, a educação, o conhecimento eram ferramentas de esclarecimento, certo? Eram ferramentas para, por exemplo, para uma pessoa que queria se tornar mais conhecedora das coisas e enfim aplicar aquilo no seu cotidiano, mas sem uma finalidade direcionada para uma mudança social, mudança política, enfim. Então isso só foi, passou a ser usado pelos intelectuais modernos, especialmente com ênfase lá nos intelectuais europeus, certo?

E aí o pessoal do Foro de São Paulo, eles são frutos desse movimento da intelectualidade europeia moderna. Só que tem um ponto aí, vamos dizer assim, é que é o ponto mais sensível dessa história toda do Foro de São Paulo, que o pessoal, o pessoal do Foro de São Paulo, eles sim estão envolvidos na situação dialética que envolve aí a Europa, o mundo, porém eles já estão num ponto, vamos dizer assim, mais dramático dessa situação.

Eles já se inserem nesse ponto sem muitas escolhas, ele já entra no movimento dialético em andamento, vamos dizer assim, né? Então por isso eles não têm muito o que fazer a não ser seguir a correnteza. E é isso que eles fazem, eles seguem a correnteza. Só que o que que acontece? Essa correnteza dialética, né, moderno dialético tal, como define o Hegel, filósofo alemão, século 19 ou século 20, ele descreveu com muita clareza o que é esse movimento histórico, dialético histórico do pensamento, que conduz aquilo que ele chamou de o espírito absoluto.

Os marxistas, eles consideram esse espírito absoluto, entre aspas, Eles consideram, eles consideram que o espírito absoluto ele é uma certa infraestrutura simbólica, uma infraestrutura forjada pelos capitalistas que tem as funções, as finalidades de manter a miséria, enfim, a opressão de classes, etc. e tal, toda aquela infraestrutura que o Hegel definiu. Como sendo do espírito absoluto, que seria o quê? O espírito absoluto seria a síntese, né?

Então o Hegel falava que na história humana havia um certo fluxo de ideias. No caso, ele era um filósofo, ele estava observando as ideias filosóficas, certo? Pensamento filosófico. Ele identificou que existia um fluxo de ideias tendentes a uma síntese, ou seja, esse fluxo de ideia era a tese que era uma afirmação qualquer da razão. Essa mesma afirmação, ela já forjava a sua antítese, seu contrário, e isso dava em uma síntese. Essa síntese, ela não era exatamente igual à tese, nem exatamente igual à antítese.

Ela fazia um acordo, entre aspas, semântico entre a tese e antítese, e assim dava origem a uma nova tese, uma nova antítese, até isso no fluxo histórico, certo? Até um ponto, um ponto no futuro infinito que o Hegel não identificava. Por isso ele falava do espírito absoluto, porque não tinha como ele individualmente, os intelectuais que abraçassem a teoria dele, identificar a síntese final. Mas ele apostava aí numa síntese final que seria dada pelo espírito absoluto.

Ou seja, chegaria um ponto em que a humanidade adquiriria uma consciência de si tão, tão assim, tão perfeita que já não haveria mais a necessidade dessa luta dialética, tese-antítese, tese-antítese, certo? Bom, mas isso dentro de um movimento dialético, dentro de uma, né, daquilo que a gente chama de uma estrutura histórica do pensamento do espírito. Espírito absoluto, ele tem um caminho histórico, certo? Dentro de uma sucessão na história.

Bom, os marxistas se apropriaram dessas ideias hegelianas, mas dentro de uma perspectiva materialista. Ou seja, na cabeça deles, na cabeça do pessoal do Marx, não existe o espírito absoluto a não ser a partir das ferramentas simbólicas da infraestrutura cultural capitalista. Então eles identificam esse espírito absoluto como sendo as ferramentas simbólicas do capitalismo, que é opressor, etc., etc. e tal, né? Então, bom, eu tô aqui resumindo de forma muito grosseira, né, as ideias dele, mas em resumo é isso aí que eles entendem, né, da realidade sociológica que eles se põem a modificar.

Então, a diferença do marxista, do marxista moderno, é que ele entra na luta dialética dentro de uma, vamos dizer assim, dentro de uma certa lógica de modificação de estrutura. Ele se propõe a modificar as estruturas, né? Ele quer modificar as coisas, seguir esse fluxo dialético motivado aí pelas ideias do Marx, de que há uma luta de classes, de que há, né, a luta do bem e do mal. Ela vira, na verdade, na dialética do Marx Uma luta entre capitalistas e socialistas, entre pessoas pobres oprimidas e os seus opressores, via de regra as elites capitalistas, etc. e tal.

Bom, esse veio a se tornar, esse modelo dialético do Marx, por mais pueril e simples que ele possa parecer, ele veio a se tornar um modelo dialético predominante. Dos intelectuais do mundo inteiro, não só da Europa, mas fora da Europa. Se você for em qualquer lugar do mundo que ainda aplica, praticamente todos que aplicam ainda esse modelo de pensamento dialético, eles são marxistas em algum nível. Eles são marxistas porque é bom, porque é a forma mais simples de se aplicar aquelas ideias do Hegel, e por isso também funciona muito bem aqui na América Latina.

Mas veja só, Existe um terceiro elemento que não é simplesmente o elemento da síntese dialética, porque veja bem, a síntese dialética para os marxistas, para os hegelianos, é parte da estrutura histórica, certo? Eles procuram a síntese, eles procuram estar na síntese, na síntese histórica, por assim dizer, porque é assim que funciona, né, o pensamento. Por exemplo, no caso, aplicando o pensamento dialético da esquerda aqui na América Latina, no contexto da América Latina.

Primeiro, eles criam, eles põem a tese. Qual é a tese da esquerda latino-americana? Que existe um sistema capitalista opressor operando contra os latino-americanos, fazendo os latino-americanos sofrerem, serem sempre pobres, miseráveis, etc. e tal. Essa é a tese deles. E eles próprios, se você for observar aí nas estruturas intelectuais deles, eles próprios estabelecem antítese Tá, então antítese da esquerda latino-americana foi criada pela esquerda latino-americana.

Por isso eles conseguem ter, entre aspas, um certo controle intelectual, pelo menos, do movimento dialético na América Latina, aplicado na América Latina, porque eles estabeleceram a tese, a antítese, e aí eles ficam apenas no jogo da síntese, né, a síntese É o jogo deles, deles aplicarem essas ideias na estrutura governativa da América Latina. Essa síntese, então você tem a tese, a tese de que existe uma opressão na América Latina e que por isso existe pobreza, né?

Eu tô falando assim um pouco sarcasticamente porque eu acho ridícula essas ideias, como poeris, mas enfim, mas isso funciona, então a gente tem que respeitar, né? Então eles dizem que existe uma opressão e que essa opressão é por causa do capitalismo, das, enfim, das dinâmicas capitalistas, e é por isso que a gente é pobre. Em resumo, tá, você pode dizer, ah, eu sou pobre porque meus pais eram pobres. Não, não de acordo com o pessoal do Foro de São Paulo, né?

Porque eu sempre acreditei dessa forma, eu nasci numa família de gente pobre, eu supunha que eu era pobre por isso, meu pai era pobre, minha mãe era pobre, meus avós eram pobres, etc. e tal. Né? Então eu sempre entendi desta forma, sempre entendi pobreza e riqueza. Eu acho que a maioria da humanidade que não está envolvida nessa intelectualidade dialética entende a riqueza e a pobreza a partir disso, a partir das origens mais antigas das nações, dos patriarcas, dos povos.

Enfim, as populações são pobres ou ricas em função de seus antepassados, né? Quer dizer que eu moro no Brasil porque meus pais estavam meus pais, meus mais antigos pais, né, eles vieram para cá, enfim, moram aqui por razões diversas. Então a pobreza, a riqueza de uma nação, de um povo, de uma pessoa não está ligada a uma estrutura fora, fora das condições humanas na qual nascemos. Mas bom, mas existe, como eu disse, existe toda uma intelectualidade filosófica baseada no Hegel que transforma a história, as histórias humanas, a história humana, né, a era, as eras entre aspas, né, humanas, as gerações humanas em uma espécie de jogo intelectual, certo?

Então, na verdade, os meus pais foram pobres porque havia um processo de opressão contra eles e veio a calhar que eu nasci pobre, né? Bom, aí o pessoal do Foro de São Paulo, pessoal latino-americano, eles pegam essa história, né, esse conjunto aí semântico, e eles aplicam isso aqui com uma certa astúcia a mais, tá? E é por isso que a gente tem que tomar cuidado. A gente que eu digo que não é dessa patota, né? Se você não é da patota da esquerda, da esquerda e da direita inventada pela esquerda do Foro de São Paulo, Então você fique longe disso porque isso faz muito mal, tá?

Isso vai fazer mal. A história, a síntese, o espírito absoluto me indica que essa síntese final ela não é boa. Bom, mas vamos ver, né? Vamos nós ver, porque afinal de contas eles ainda estão aí, né? O pessoal do Foro de São Paulo ainda está vivo e ainda está atuando politicamente. Política. Enquanto eles estiverem vivos e atuando politicamente, a gente vai ter que observar isso com cuidado. Bom, então por isso que eu me considero neoliberal.

Agora vamos ver o que é o neoliberalismo. Veja só, o movimento dialético, como disse, movimento dialético da esquerda latino-americana criou o seu próprio, sua própria antítese, que é a direita. A direita latino-americana é inventada pela esquerda latino-americana, tá? Não pense você, a direita brasileira tem um histórico nos pais fundadores portugueses que vieram para cá. Não, Nada disso. Quem tiver inventando essas historinhas tá ali enrolando, tá fazendo você de baseado para fumar alguma droga.

Entenda, a esquerda cria sua— no Brasil, na América Latina, a esquerda cria sua própria direita, tá? É o sistema dialético deles. E o que eles fazem no país é basicamente aplicar esse modelo às estruturas burocráticas governantes fizeram, né, estão fazendo ainda. Os nossos antepassados, eles vieram fundar o Brasil não com a intenção deliberada. Por isso, você acha que os portugueses estavam com a intenção deliberada de, ah, eu vou lá, lá o Dom Manuel, né, que era o rei da época que descobriu o Brasil, ele tava lá no Palácio das Quintas dele, entendeu?

Olha, pessoal, nós vamos agora realmente, né, descobrir um país aí, vamos explorar os seus, vamos matar os seus povos, vamos pegar os africanos e colocar lá para escravizar escravizá-los até que eles produzam toda a riqueza do mundo para mim. Quer dizer, ele não tava pensando assim. Tenho certeza que o Dom Manuel não pensava desta forma, ele não tinha esse tanto de astúcia. Mas o pessoal do Foro de São Paulo lê a história brasileira assim, desta forma, né?

Que o rei, o rei de Portugal, a coroa de Portugal veio explorar o Brasil, veio escravizar os seus povos, escravizar sua terra, trazer os negros para fazer mercado. De moedas e etc. e tal, capitalistas, enfim, toda essa coisa aí. Qualquer livro que você pega do ensino brasileiro você vai achar esse viés aí. Mas é óbvio que se você for fazer uma análise histórica realmente baseada nos fatos históricos, você não vai encontrar nenhum documento daquela época, né, do Dom Manuel, que indique tal astúcia, né?

E nem tampouco os portugueses que vieram para cá, os portugueses que vieram colonizar, entre aspas, né, fazer a sua colonização de exploração, como diziam os pessoais da esquerda. Eles não vieram com essa intenção. Pode até ser que o pessoal da esquerda consiga achar essa intenção, porque eles acham tudo, né? Na dialética você pode achar tudo que você quiser. Agora, se você for olhar os fatos reais, você pega todos os portugueses que vieram para o Brasil até hoje, Esse povo é rico, esse povo tem algum dinheiro a não ser o dinheiro do trabalho do suor todo dia, e que agora tá sendo surrupiado, roubado, né, às expensas pela burocracia demente de Brasília, que foi capturada aí nessa dialética louca.

Eles estão dementes. E aí, quer dizer, qualquer espertinho vai lá e rouba o dinheiro que os descendentes dos portugueses ainda estão produzindo aqui nessa terra. Porque você não se engane, os índios, as populações indígenas autóctones aqui, como diz os letrados, autóctones. Os autóctones brasileiros, eles não produzem moeda, ele não liga essa coisa, não liga. Então até hoje aí muitos deles não ligam para moeda. Índio não precisa de moeda, tá?

Agora português precisa. Eles vieram para cá e eles vieram em função de leis, de regras reais lá dos reis. Os reis usavam moeda até hoje. A estrutura burocrática dos estados modernos precisam de moedas para funcionar, né? Então os descendentes de português que moram aqui no Brasil, os que se misturaram também, precisam de usar moedas, né? Eu uso moeda, mas por quê? Porque eu tenho descendência portuguesa, tem que ter algum português aí no meu sangue, e é por isso que eu uso moeda.

Se eu fosse, se eu não tivesse, vamos imaginar, se eu fosse um índio verdadeiro, índio puro, sangue puro, eu tava no meio da floresta. Para que eu vou querer moeda? Vou precisar de comida para comer. E assim vive muita gente no Brasil. Se você não pensa, você que é tão raro assim, tá bom? Mas aí, veja só, o pessoal da esquerda, então eles sintetizaram a sua própria direita e estabeleceram sua síntese, porque assim é mais fácil de controlar o jogo dialético.

Qual é a síntese da do pessoal do Foro de São Paulo é a síntese democrática, tá? Estão o tempo todo, se você for olhar os documentos deles, em busca de uma democracia plena, de uma radicalização democrática, etc. e tal. Então, na verdade, a síntese é aquilo que o dialético busca, né? É o jogo, ele joga o jogo em função daquela síntese. Então, e como toda síntese dialética, existe na síntese elementos da tese e elementos da antítese.

Ou seja, nessa democracia buscada pelos dialéticos do Foro de São Paulo, pela razão óbvia, existe tanto elementos da direita quanto da esquerda. Porque da esquerda, da direita que eles inventaram, né, da direita que a esquerda inventou. Por quê? Porque é assim que funciona o processo dialético. Né? A lógica dialética é isso aí: tese, antítese, síntese. Nessa síntese está parte da tese, parte da antítese. Ok, então o pessoal do Fute São Paulo astutamente identificou que é a democracia a melhor síntese possível nesse jogo dialético.

E eles não erraram nisso aí não, viu? Isso aí eles estão totalmente corretos. A democracia, a democracia dialética, quer dizer, a democracia Não a democracia grega, democracia antiga clássica. Isso aí não é considerado pelo pessoal da esquerda nem da direita. O que da direita que a esquerda inventou, tá? Eles consideram uma democracia dialética. O que é a democracia dialética? É isso mesmo que está sendo colocado no mundo, certo?

É o jogo de maiorias, certo? É você manipular a população politicamente a partir de jogos de números, tá? Então basicamente isso. Então você tem uma maioria, 50% mais 1 da população que vota, você tem o controle político daquela zona, daquela, daquele país, daquela região. Então isso para o pessoal da esquerda é o triunfo maior da luta que eles estão empreendendo aqui na América Latina. Certo, então quando o pessoal da esquerda chega no poder, em qualquer país da América Latina que eles chegaram no poder foi assim, eles sempre vão trabalhar por manter a democracia, entre aspas, dialética, na mão deles, certo?

E eles não veem erro nisso. Por quê? Porque eles estão dentro de um jogo dialético, eles estão né, dentro de uma lógica dialética. Então, para eles, por exemplo, para uma esquerda e para uma direita, né, para esquerda e para direita do Foro de São Paulo, não existe crime eleitoral realmente. Existe, né, na hermenêutica brasileira, né. Os hermenêutas brasileiros encontram crime em tudo, mas para o pessoal do Foro de São Paulo não há crime em nada.

Por isso que eles fazem, desfazem, compram, vendem se mexem em tudo que é sistema do mundo, inclusive sistemas financeiros, principalmente sistemas financeiros. E eles não se sentem culpados, meus amiguinhos. Não adianta você tentar jogar a culpa para o pessoal da Força do Povo. Eles têm culpa, sim, uma monstruosa culpa eles têm, claro, mas eles não se identificam com essa culpa. A vantagem, há uma vantagem psicossocial psicológica e social no movimento dialético.

Que vantagem é essa? É que você se exime de qualquer culpa realmente humana. Você, as pessoas que entram nesse jogo, tanto a esquerda quanto a direita, que a esquerda inventou, e suas subsequentes sínteses, elas, essas pessoas que estão envolvidas nesses jogos aí dialéticos, eles fazem isso por quê? Porque assim eles não tomam consciência da sua própria vida. Do seu próprio ser. Eles ficam então de tal forma envolvidos em um sistema de coisas dialéticas, nesse sistema de coisas dialéticas, que eles não são— eles ficam entre aspas entretidos com isso.

E aí, né, e aí eles não precisam se conscientizar das suas próprias vidas. Então, por exemplo, você, se você for uma pessoa normal, né, um ser humano de carne e osso criado por Deus, você tem os seus problemas, né? Você tem suas culpas, seus medos, suas ansiedades, suas angústias, tem que lutar contra essas coisas todo dia. Bom, se você tiver na esquerda, na direita, que a esquerda inventou, você não precisa nada disso. Você só precisa fazer parte da luta, entendeu?

Você tá ali o tempo todo engajado naquilo ali, naqueles jogos discursivos cíclicos, é para poder tomar o poder, né? Aqui no Brasil, que é tomar o poder, tem uma cadeira confortável no escritório com ar-condicionado e um cafezinho todo santo dia. Um cafezinho, uma comidinha, um cafezinho, uma comidinha. Isso aí é o poder no Brasil e muitas partes da América Latina. Não se engane, meu amigo, é essa a grande, vamos dizer assim, a grande consolação do pessoal dialético, seja ele da esquerda ou da direita, que a esquerda inventou.

Eles se satisfazem nisso. Tá numa mesa, no café, comida, e um discurso lá para repetir infinitamente, sempre o mesmo discurso, sempre a mesma coisa, vai ser sempre daquele jeito. E não adianta você pensar, ah, mas fulano de tal cometeu tantos crimes e roubou e fez isso, fez aquilo. Sim, mas na cabeça dele, ele cometeu aqueles crimes, na cabeça dele foi um sistema, né, foi, foi um sistema contrário aos interesses do povo. Né, foi o neoliberalismo, foi o neoliberalismo que cometeu os crimes, todos os crimes da humanidade.

No caso específico da esquerda do Foro de São Paulo, eles sintetizaram o objetivo dialético deles na democracia. E quando eles chegam na democracia, quando eles alcançam, né, essa síntese perfeita, entre aspas, do ponto de vista dialético, é perfeito pelo menos. Quando chega lá, quando chega na mesa do poder democrático, o que que eles fazem? Você acha que eles vão realmente aplicar os princípios, entre aspas, da democracia? Não, porque não existe princípio da democracia para uma pessoa do Foro de São Paulo.

Existe um processo dialético, aquilo é uma palavra, uma síntese, né, que conjuga os interesses da direita e da esquerda, da direita inventada para esquerda e pela esquerda. Então é isso aí que é democracia na cabeça do dialético. Do dialético do Foro de São Paulo. Eles não têm o entendimento da palavra no seu sentido lato. Como você, você, você, você, se você é uma pessoa normal criada por Deus como eu e você quer entender o que é a palavra democracia, você vai fazer o quê?

Você vai procurar onde é que ela surgiu, onde ela foi falada primeiro. A democracia foi falada primeiro na Grécia, então a democracia é aquilo que os gregos faziam na política deles. Sim, aí você vai observar o que era democracia democracia, no sistema participativo, que as pessoas elas eram ouvidas, em que os governantes eles dependiam, né, das instruções do povo, entre aspas, ou da vontade popular para poder governar, etc. e tal.

Aí você pensa, então o pessoal da luta dialética na América Latina, eles aplicam a democracia? Não, eles não aplicam a democracia. Eles têm Uma síntese. Eles chegam lá, democracia, é o quê? É uma síntese, tá? Uma síntese dentro de um jogo dialético. E é só isso. Aí, só que bom, só que bom, o povo continua existindo, não é verdade? O povo que dá origem às palavras e que faz as palavras inclusive ter seu sentido real, não dialético, né?

Tem o seu sentido real, não dialético. As pessoas que dão o sentido real à vida humana, elas existem. Quer dizer, o grande, vamos dizer assim, o grande incômodo da vida do dialético é esse aqui. Bom, apesar dele se enfiar em um tipo de abdução da consciência, num tipo de, enfim, de psicose, né, mesmo, eles não conseguem evitar que a realidade continue existindo, né. Eles conseguem se distrair da realidade, eles conseguem criar um mundo paralelo em que eles se alienam da vida real, né?

Eles não se alienam das ideias, as ideias estão ali vivas, pulsantes, mas a realidade está longe deles, eles estão longe da realidade. Só que nem por isso a realidade deixa de existir, não é verdade? Então vamos supor, se você amanhã ou depois, por razões diversas, você diz assim, ah, Eu não acredito mais no sol, eu acho que o sol não existe mais, eu acho que alguém destruiu o sol e ele não existe mais. Bom, e se você sair na rua meio-dia, ainda que você não acredite no sol mais, ainda que você diga que ele foi extinto por algum extraterrestre mágico, você vai sentir o calor do sol.

E aí você faz o quê, né? Se você for um louco, realmente um louco bem, bem consciente da sua loucura, você vai fazer o quê? Você vai criar mecanismos de defesa psicológica para evitar acreditar na realidade, certo? Você vai dizer assim: ah, tem alguma coisa me queimando, mas não é o sol. Isso aí que tá no céu não é o sol, é outra coisa. Alguém inventou isso aí que é para me enganar. Então veja, a pessoa que está dentro de um processo como esse da esquerda latino-americana é assim que ele age, dessa forma, certo?

Quando a realidade começa a mostrar a sua, né, sua presença inexorável, ele cria uma nova camada de linguagem para poder manter aquela lógica de alienação que dá um conforto à alma daquela, dessa pessoa. Pô, muito bem. Aí então a lógica que assim que sintetiza toda essa situação do pessoal do Foro de São Paulo, e veja, não é só o pessoal daqui do Brasil, porque Foro de São Paulo, né, é uma reunião feita no Brasil inicialmente realmente nossos 90, mas reunia partidos da esquerda de toda América Latina, do México, da Colômbia, da Venezuela, etc. e tal, por aí vai, do Caribe também, Cuba, e nem se fala.

E eles foram fazendo reuniões em vários países da América Latina e do Caribe ao longo de várias décadas. A última reunião foi em 2024 que eles fizeram. Nenhum país aí acho que dado enfim, em um país, acho que do Caribe ou da América Central, não tenho certeza. Mas eles fizeram, fazem reuniões constantes, né, periódicas, e eles sempre batem nessa tecla da radicalização democrática, da luta social, dos movimentos sociais para uma democracia popular, certo?

A democracia popular é justamente a síntese que eles aplicam aí quando eles vão, conseguem, né, alcançar uma estrutura de poder qualquer. Bom, mas eles precisam continuar mantendo a direita deles, certo? Porque senão o jogo não funciona. E eles precisam também manter um certo antagonismo fantasmagórico. Tá? Então veja, existe o processo dialético, como eu descrevi a você, que é um processo semântico coerente em si mesmo. Pode não ser uma coisa racional se você considera a realidade, né?

Você considera a realidade, não é normal, não é sano. Mas você considerar o processo dialético em si, a estrutura dialética, isso tem total coerência, né? Quer dizer, a tese, antítese e a síntese funciona ali no ciclo de realidade que se autoalimenta, se retroalimenta Enfim, e no máximo só cobra ali um pouco de dor psicótica por parte de algumas pessoas, mas eles pagam muito bem essa dor porque afinal eles conseguem se livrar dos incômodos da realidade.

Bom, mas a realidade não deixa de existir, né? E eles sabem disso. Por mais que eles estejam impregnados desse modelo cíclico de ideias tortas, eles ainda não podem evitar a realidade. Então, como eu disse, uma pessoa que nega que o sol existe porque alguém destruiu o sol. Ele sai no meio-dia na rua e sente o calor do sol. Ele não pode negar o que está sentindo. Ele pode negar que aquilo seja o sol, mas ele não pode negar que tá sentindo calor, certo?

Aí, como eu disse, se ele for um louco que domina sua loucura, ele vai fazer o quê? Ele vai dizer: não, mas aqui é uma outra coisa, é uma substituição do sol que alguém fez e tal, está me queimando. Né? Eu preciso combater isso de alguma forma, preciso me proteger. Enfim, vai fazer lá algum jogo simbólico, né, de linguagem, uma camada de linguagem nova para poder amenizar a situação da realidade. Então esse jogo, vamos dizer assim, é aquilo mesmo que mantém a eficácia da dialética na pessoa que pratica isso aí.

Então veja, vamos mais nessa situação, né? Então a pessoa tá lá, novamente o exemplo do, né, da pessoa que nega o sol. Nega o sol, mas o sol queima a pessoa. Aí a pessoa diz: não, esse aqui não é o sol, é outra coisa. Ela precisa dar um nome àquilo ali que tá queimando a ela. Não é, não é o sol. Você sabe que não é o sol, quer dizer, você sabe não. A pessoa, né, ela sabe que não é o sol, que ela está embebida ali da dialética dela.

Então ela diz: não, esse aqui eu tenho certeza que não é o sol, porque afinal de contas o sol foi destruído por um extraterrestre, mas isso aqui tá queimando que nem o sol. Então ela vai dar um nome àquilo ali, certo? E vai estabelecer, vai dizer: olha, isso aqui é, sei lá, é uma estrela cadente, uma estrela cadente que alguém colocou no lugar do sol. Aí vamos supor que ela vai chegar e conversar com você sobre algum assunto, e aí ela tem que falar do sol.

Ela vai dizer sol, ela vai dizer estrela cadente, andou muito quente esses dias, você não acha não? Aí você, que é uma pessoa normal, criada por Deus, tá na face da terra hoje, e pensa: como assim estrela cadente andou queimando? Que estrela cadente você está falando? A estrela cadente que colocaram no lugar do sol. E aí você começa a ficar confuso, né? Aí você começa a ficar confuso, mas é a pessoa que está negando a realidade, mas deixa você confuso.

Certo? Por quê? Porque esse é o jogo da dialética. A essência do jogo da dialética é fazer as pessoas ficarem confusas com a realidade que elas estão vivendo. E aí a pessoa diz assim: mas a estrela cadente que tá muito quente esses dias? Não, rapaz, mas não é estrela cadente, é o sol. Aí a pessoa vai dizer: não, isso é estrela cadente, você não percebeu que é estrela cadente? Aí: não, isso é o sol. Mas é claro que é estrela cadente, veja que o sol nunca foi tão quente.

Aí ele começa a elaborar ainda mais a situação da da loucura dele em cima de você. E aí você começa a ficar confuso. Então veja que a situação dialética, ela realmente é uma situação social, ela escala o nível social. Não é só uma situação psicológica, não é só um modelo intelectual que os intelectuais se escondem para manter a sua psicologia, sua psique ali amenizada. Não, eles também convertem aquilo ali em um processo social, certo?

Seminam aquelas ideias como se verdade fosse. E note, eles fazem isso porque, porque é parte do jogo dialético, certo? É parte da, assim, da rotura simbólica que aquilo cria. Então uma pessoa que realmente se envolve com isso, que realmente entrega a alma a isso, tem gente que já entregou a alma isso aí, elas não conseguem sair desses jogos, desse jogo de linguagem, certo? É de tal forma impregnante, e até, como eu disse, é um certo, uma certa, criam a sua própria modelagem de comportamento, de linguagem, de, enfim, de valores ali.

É a transvalorização, é transfiguração dos valores de que falava Nietzsche. Sabe, o Nietzsche, ele tinha essas ideias também, só que enfim, ele era um filósofo solitário, né? Mas aquilo ali veio a se espalhar depois. Isso, né, na verdade. Então veja, enquanto houver capacidade de articular linguagem, esse pessoal vai fazer. Mas como eu disse, existe a realidade e a realidade se impõe, certo? Então veja, uma pessoa que diz, olha, o sol não é o sol, estrela cadente que colocaram no lugar do sol, o sol continua queimando a pessoa e ela diz que é uma estrela cadente, nem por isso o sol vai deixar de ser o que é, nem por isso vai deixar de ter a força de realidade que tem, que exerce.

Aí o que que pode acontecer com o passar do tempo? O que tende a acontecer com essas pessoas é aquilo mesmo que já está aparecendo aí. Veja só, o pessoal do Foro de São Paulo tem essa luta simbólica, né, magnífica. Então Eles mantêm isso aí porque dá um conforto a eles, né? Sabe o que é você não precisar trabalhar todo dia? Você só ir para uma, né, para um congresso e desatar, de falar suas dialéticas, né? É só isso que eles fazem da vida, né?

E não precisa fazer outra coisa, não precisa se sentir culpado pelos roubos salariais que estão fazendo. Não, não, porque isso é parte da síntese, né? É parte da síntese. Como é que eles vão se sentir culpado nisso? Eles escondem as culpas deles na linguagem, debaixo da linguagem. Mas aí, só que veja só, existe uma culpa, né? O pessoal do Foro de São Paulo, astúcia deles de colocar a democracia como síntese final, tem uma consequência, certo?

Por que que eles colocaram a tal da democracia como síntese final? E aí eu vou falar da segunda parte desse tema, que é o meu neoliberalismo, tá? Existe na estrutura, nessa estrutura aí dialética do pessoal da Folha de São Paulo, uma réstia de realidade, né? Como dizer, aquele sol que brilha ao meio-dia, que eles podem até dizer que não é o sol, mas tá brilhando, tá queimando ali. Né, igualzinho o sol. É o que eles não chamam de sol, eles dizem que é uma estrela cadente que tá fazendo mal a eles.

E o que vem a ser, entre aspas, essa estrela cadente substituta do sol que oprime as pessoas do Foro de São Paulo é o neoliberalismo. Eles dizem que é o neoliberalismo que é a ferramenta perversa que vem atrapalhar o desenvolvimento pleno da democracia na América Latina, certo? Então a democracia é o eixo sintético, né, é a síntese. E quando eles por acaso não conseguem chegar nessa síntese, por N razões, aí ele disse: não, aí é o neoliberalismo que está agindo contra nós, né?

Não é que a síntese deu errada, não é que eles estão errados, não é que de fato eles tenham alguma culpa no cartório. Não, é o neoliberalismo. Então o neoliberalismo é o quê? É a realidade da vida humana na América Latina, que eles chamam de neoliberalismo, na verdade a realidade da vida humana na América Latina há alguns séculos, desde que a América Latina foi sendo colonizada pelos europeus. Então isso aí é o neoliberalismo, e é isso aí os pessoais da da esquerda e da direita inventada pela esquerda latino-americana, eles dizem que o neoliberalismo é que é o mal da América Latina, certo?

Então nós somos pobres, nós estamos numa conjuntura, entre aspas, de pobreza, de miséria, de criminalidade, é por causa do neoliberalismo. E ainda que eles cheguem ao poder democrático, eles não podem fazer muita coisa, porque afinal de contas existe neoliberalismo. E o que vem a ser como neoliberalismo é realidade social, humana e psicológica do pessoal da América, da América, de toda América. Então é isso aí, eles dizem que é o neoliberalismo e que é o mal.

Porque afinal é a realidade, né? Então, para o pessoal envolvido na dialética, o mal é realidade. E não adianta você tentar convencê-los do contrário, meu amigo, porque como eu disse, eles vão botar você no bolso, literalmente botar você no bolso, vão dizer: não, mas é a verdade, é assim como eu tô dizendo. E você vai ficar confuso, né? Na melhor das hipóteses, você vai ficar confuso. Então, o que que você tem que fazer? Se você realmente não quer participar da dialética, mas se você quiser participar, só tem duas alternativas: ou participa da dialética, como eu disse, na dialética você tá na esquerda, ou você tá na direita que a esquerda inventou.

Aí você escolhe aí o seu campo de ação e fica lá dentro, né? Fica lá dentro, fica, né, na luta sintética pela democracia dialética. Bom, você pode até achar divertido Mas você vai ver que você é real, né? Em algum ponto da sua história de vida, a realidade vai lhe incomodar. E se você não quiser que a realidade te incomode, eu lhe sugiro que você viva na realidade. Então você tem duas alternativas diante da situação que o Foro de São Paulo, que os intelectuais do Foro de São Paulo nos apresentam.

Você tem duas alternativas: ou você entra dentro da dialética eu sou de São Paulo, onde você pode escolher lá qualquer papel, mas você sempre vai estar dentro de uma dialética. Ou então você vive a realidade e você não está dentro da dialética, na realidade, certo? E qual é a realidade, né? A realidade é essa que a gente tá vivendo. Se você for no mercadinho, no supermercado, comprar 1 kg de carne, você vai se assombrar, né, com o valor que tá a carne.

De um ano para cá, de alguns meses para cá. Você vai tentar comprar uma casa, você vai perceber a absurdidade de valor que tá uma casa em relação ao salário que você possa ganhar. E se você quiser ganhar mais, você vai ver a dificuldade que é para você conseguir ganhar mais. Enfim, essa é a realidade. A realidade é que tudo que se compra se paga, tudo que se usa se tem que pagar, tudo, todo dinheiro é trabalhado, toda forma de vida humana ela exige algum nível de sacrifício.

Se você quiser continuar vivo, você precisa se empenhar na sua própria vida, na sua própria existência, porque ninguém vai lhe dar nada de graça. Mas se você tiver dentro da dialética do Foro de São Paulo, aí você vai achar alguém que explique a realidade de outra forma, é que diga que na verdade essas coisas da vida normal que a gente tem é culpa do neoliberalismo. Chegar para o pessoal do PT, dizer: ah, o PT tá governando o Brasil e tá tudo mais caro por causa do PT.

O pessoal vai dizer: não, isso aí não é culpa da gente, isso é culpa do neoliberalismo, isso é culpa das grandes corporações, das grandes empresas, dos juros que eles cobram, etc. e tal, etc. e tal, etc. e tal. Aí você vai para uma pessoa da direita inventada pela esquerda, eles vão dizer a mesma coisa, só que eles vão dizer de um jeito mais, vamos dizer assim, mais da direita, né? Mas de direita, que é como é assim, ah, mas não, sim, o PT fez isso, mas na verdade não é só o PT, sabe?

Tem outras coisas por trás, tem outras verdades por trás disso aí, e essas verdades é o que está fazendo você pagar mais caro. Não é exatamente o PT, é as verdades que você ainda não conhece. Aí você tem que conhecer outras verdades para poder entender melhor. Aí você fica mais confuso ainda. Então a direita e a esquerda sempre vão achar um jeito de boicotar você se você tiver na realidade, se você tiver vivendo na realidade. Eles vão tentar iludir a sua percepção de realidade o tempo todo, tempo todo, tempo todo, porque é assim que eles vivem.

É bom, mas eu tenho uma boa notícia para você, né? Eu tenho uma boa notícia para lhe dar, que é o seguinte: eu encontrei, como eu disse, eu encontrei o meu neoliberalismo. Eu tenho neoliberalismo da esquerda e da direita, da esquerda. Mas tem o meu neoliberalismo, né? Porque veja só, vou voltar aqui o exemplo que eu dei antes. Chega lá uma pessoa, diz: olha, não existe o sol, tá? Isso aí que você tá vendo não é o sol, na verdade é uma estrela cadente que alguém colocou lá no lugar do sol para enganar você, e você tem que descobrir a verdade.

Aí o que que você faz para você não ficar confuso nessa situação? Você vai fazer o quê? Você vai olhar para pessoa com toda a seriedade do seu coração, sem nenhum tipo de hipocrisia, com todo o seu coração. Você vai olhar para pessoa que disser, né, um exemplo, né, nesse caso, vai lá para pessoa e vai dizer assim: é mesmo? Aí se a pessoa confirmar que é, aí você diz: tá certo, eu entendi. E você não conversa mais com a pessoa.

Pronto, encerra o assunto. Entendi, você tá certo na sua perspectiva, é essa, eu respeito a sua perspectiva. Quer dizer que você agora tem que ser sincero na sua colocação, né? Que agora não tô conseguindo ser tão sincera, porque enfim, é uma história hipotética, né? Mas isso aqui, bom, isso aqui você vai encontrar na realidade. Já encontrei situações dessa muito semelhantes. Eu agi dessa forma, é com toda sinceridade do meu coração, como eu disse.

Ele disse, olha, tudo bem, essa sua perspectiva, esse seu pensamento, eu respeito. E eu respeito mesmo, certo? Não tô falando aqui da boca para fora, eu respeito todas as pessoas, todas as formas. E só que veja, eu dou um passo atrás, né, em relação a essa pessoa. Eu sei que essa pessoa não é confiável do ponto de vista humano, que eu não posso confiar uma coisa importante para ela, que eu não posso, né, dizer para ela fazer alguma coisa importante, porque ela não vai fazer se ela tá embebida nesse sistema de pensamento.

E ela confirma, ratifica inclusive diante de alguém sincero, aí você não tem o que conversar mais com essa pessoa, né? Simplesmente precisa deixar que a própria linguagem dela, essa linguagem dialética, a conduza ao espírito absoluto. Porque sim, existe um espírito absoluto no final da história, como dizia o rei. Só que esse espírito absoluto, ele não é dialético, né? Ele está fora da dialética. Esse foi o erro do Hegel, é achar que o espírito absoluto estava dentro da dialética.

Não, o espírito absoluto está acima da dialética, é a própria razão de ser do homem, do ser humano, de todo ser humano, inclusive daqueles que se envolvem na dialética. E ele está acima da dialética e todos vão ter que comparecer perante esse espírito absoluto no final da história, ou seja, quando você morre. Quando você morre, você vai para onde? Você vai para Deus. Deus é o espírito absoluto. E lá, bom, lá você vai apresentar sua vida a Deus.

Agora você imagina essa situação, meu amigo. Imagina essa situação que eu estou falando para você. Você vive embebecido dentro da história da dialética, da dialética marxista da esquerda, que foi o que sobreviveu da dialética, certo? Infelizmente foi a pior parte que ficou para gente, realmente, né? Aí você vê, você ficar dentro desse negócio a vida toda Você morre nisso, meu amigo. Quando você chegar diante do Espírito Absoluto, você não vai ter razão nenhuma para apresentar para o Espírito Absoluto.

Você não vai ter nenhuma razão. Sua alma vai estar destruída, destruída, meu amigo, entendeu? Você não vai ter nada para falar para Deus. E você acha que é fácil não ter nada para falar para Deus, entendeu? Então é essa questão. Então ou você está dentro da dialética do Foro de São Paulo E aí você vai encontrar o espírito absoluto sem nenhuma capacidade verbal real, com a alma totalmente destruída. E não pense você que Deus, ele, ele se deixa enlouquecer.

Deus não entra na dialética, tá certo? Nem conversa no diálogo dialético. Deus, ele é Deus. Deus é o espírito absoluto, tal como descreveu Hegel, mas não no sentido que o Hegel entendeu. O Hegel soube descrever Deus como vários filósofos, grandes filósofos da Terra, conseguiram descrever Deus, mas não conseguiram entendê-lo. Não conseguiram, por óbvio, pelas limitações próprias da nossa condição, eles não conseguiram entender como é que Deus age, porque não dá para entender, né?

O próprio sábio Salomão, o sábio do mundo, disse isso: a gente não consegue entender as obras de Deus completamente, né? Aquilo que Deus fez Do começo ao fim a gente não entende. E ele, e ele é um sábio, o maior sábio que teve na época antiga, o Salomão. Ele disse isso. Então você pode conhecer Deus aqui na terra, certo, pelas descrições que se deixou dele, pela revelação que foi dada. E veja que a revelação de Deus não está só escrita pelos teólogos, pelos pastores, pelos padres, mas também pelos filósofos.

Os filósofos também têm uma certa revelação de Deus. Que é real, sim, mas eles não entendem como é que Deus age, certo? Não entende as obras de Deus na terra. Por quê? Porque por causa da limitação humana. Aí você precisa da fé para poder entender, para poder ter acesso às obras de Deus. Você precisa crer. E é por isso que somente crendo você é salvo. Porque se você confiar na sua razão de entender, por exemplo, os filósofos intelectuais grandes da humanidade entenderam Deus.

Aliás, entenderam não, descreveram, né? Descreveram Deus, souberam ter algum nível de revelação acerca de Deus, mas eles não souberam entender a ação de Deus. Então, portanto, eles não tinham contato com Deus de fato. Então, por exemplo, eu posso descrever aqui quem eu sou, tá aqui uma descrição, e você pode ter uma imagem muito perfeita de quem eu sou. Mas se você não me conhece, se você não se relaciona comigo, Para mim você é um completo estranho e eu vou continuar sendo um completo estranho para você.

Assim é Deus. Então você pode ter uma descrição muito perfeita de Deus, mas se você não tem relação com ele, ele é um estranho para você e você vai ser um estranho para ele até a eternidade. Então você imagina essa situação, você sendo estranho a Deus por toda a eternidade e em um ambiente de dialética. Então é isso aí, inferno. Lembra do inferno? Antigamente o pessoal falava do inferno como um lugar quente. A quentura do inferno certamente existe, mas ela está dentro da alma humana, é alguma coisa de dentro da alma humana, certo?

É uma quentura interna. Bom, só que nós temos aí que essa quentura, o calor do sol, está realmente aumentando para nós, pelo menos do ponto de vista sensível, né, da capacidade daquilo que a gente consegue sentir aqui na Terra. E não, não é por outra razão, a não ser para você ficar na realidade, para você não ser iludido aí pelas engenharias dialéticas. Porque o pessoal da dialética se coloca dentro de um ar-condicionado, dentro de uma sala de ar-condicionado, nas maiores, nos maiores refrescos, tomam todos os refrescos que a terra pode oferecer, ficam lá.

Na dialética. Fica o dia todo ali se você deixar. Eu deixava ar-condicionado ligado, eles ficam o dia todo. Se você desligar o ar-condicionado, eles começarem a sentir calor, pronto, eles param de falar e vão procurar um ar-condicionado, ou vão procurar alguém que dê a eles um refresco. Mas se você deixar no ar-condicionado a vida toda, eles ficam ali falando, dialogando, na dialética, certo? É bom. Mas como eu disse, o sol está ficando mais quente para nós Para nós que estamos na realidade, certo?

O sol tá ficando mais quente, as coisas estão ficando mais caras, a terra está ficando mais difícil de plantar, de colher e até de morar, né? Porque os terremotos estão realmente em um nível de destruição muito grande e outras tantas coisas que estão acontecendo por aí afora. Então, para a gente tá mais difícil viver, não é verdade? E aí, o que que você tem que fazer? Você tem que estar na realidade. Não adianta você tentar fugir.

Ah, mas eu vou criar uma forma aqui de vida. Não, o sol que tem esse aí, a terra que tem isso aí, a gente tem que viver com isso aí, certo? E o pessoal da Dialectic, eles estão fazendo muito mal a eles próprios e aqueles mais simples, né? Principalmente crianças, adolescentes, pessoas que têm ainda de fato que ainda não tem o seu caráter, a sua personalidade formada, e são facilmente, né, vamos dizer assim, guiados por outros, eles são um perigo para essas pessoas.

Se for um adulto responsável, você não vai ter tanto perigo, a não ser, claro, tem que pagar um pouco mais caro suas contas, né, para poder manter o ar-condicionado da dialética funcionando. Mas enfim, paga, né, a gente paga. Agora, uma criança, um adolescente, por exemplo, que é envolvido nesse jogo aí já Aí é covardia, né? Aí é a covardia do pessoal do Foro de São Paulo, certo? E é por isso que existe o meu neoliberalismo, tá?

Porque uma coisa eu digo a vocês: se não existisse criança, adolescente sendo vítima dessa dialética infame do Foro de São Paulo, eu não me envolveria com isso. Eu, para mim, Deixava isso aí queimando na cabeça de quem anda nisso. Mas bom, mas existe. Eu vi inclusive pessoas, crianças, adolescentes vitimados por causa dessa linguagem demente que eles usam na burocracia brasileira, nas estruturas de poder da América Latina inteira.

Isso aí faz mal para as crianças, adolescentes, viu? Muitíssimo mal. E essa é a culpa deles, que eles querem se afugentar dizendo que é neoliberalismo, mas não, não tem nada a ver com neoliberalismo. O meu neoliberalismo é o quê? É a constatação de que tudo nessa vida se paga. É só isso, meu neoliberalismo. Tudo nessa vida tem que se pagar, materialmente falando e espiritualmente falando. Cada coisa tem a sua balança de precisão e ela deve ser usada.

Então existe uma culpa em relação ao pessoal do Foro de São Paulo. A gente tem culpa, tanto a esquerda quanto a direita, que eles inventaram. Tem culpa. No cartório. E essa é a culpa, como eu disse, tá? Essas crianças e adolescentes que estão aí sendo massacrados por eles. Vai lá numa escola pública ou particular, seja lá qual for, veja lá o que que essas crianças estão aprendendo. Lavagem cerebral, é lavagem cerebral o tempo inteiro.

Você liga a televisão, lavagem cerebral. Se você vai na internet, em certos canais aí de influenciadores que ganham dinheiro, dinheiro desse povo da dialética, É lavagem cerebral. Isso aí faz mal, minha gente. Isso aí faz mal, isso adoece um ser humano do começo da vida dele até o final. Ele fica doente fisicamente, psicologicamente doente, tem que tomar remédio. Então não tem como. Eles não, eles estão acostumados que esse jogo é cênico, né?

Parte da vida deles. Mas para quem não tá nisso e é obrigado a entrar nisso, porque enfim, porque tá vivo aqui na América Latina, Né? E eles tomaram o poder, né? O poder representativo é deles, não há como negar. Porque mesmo que ganha direita no Brasil, existe uma direita que é do Foro de São Paulo, certo? Existe uma direita. A única direita que não é do Foro de São Paulo é a neoliberal, é extrema-direita, né? Que o pessoal chama de extrema-direita, é o que tá realmente fora do Foro de São Paulo, que combate realmente Foro de São Paulo, mas né, é um combate quase hercúleo, né, uma coisa que é desproporcional.

Por quê? Porque eles estão dentro de um certo conforto, eles têm ali um certo conforto. Então assim, a gente não pode esquecer disso, existem crianças, adolescentes sendo vitimadas por eles, e por isso eles têm que ser castigados na devida medida, né. Então o neoliberalismo é isso, é um certo ajuste de contas com a história, entre aspas, com a história real, não a história dialética, né? Porque o Hegel, ele teve muita elucidação filosófica, mas ele não entendeu a história, né?

Ele sintetizou demais a história, né? Eu não, eu não sintetizo nada da história. A história é o que é. A história é o quê, meu amigo? A história é você, seus antepassados, Até o primeiro homem, primeira mulher que existiu. Isso é história. A história não é uma estrutura, é uma superestrutura, não é? A história é você, os seus antepassados e as pessoas que convivem com você. Isso é história, certo? O pessoal da direita e da esquerda do Foro de São Paulo, eles estão numa alucinação coletiva constante que Não tem saída mais para aquilo ali, infelizmente eles não saem mais daquilo.

Então a gente precisa ter as nossas ferramentas de reação a isso aí. Então por isso eu estabeleci aqui esses 7 pontos. Agora eu vou dizer quais são os 7 pontos. São 7 lugares importantes da América Latina que você precisa ficar atento se você não cair no Foro de São Paulo. Você precisa ficar atento a esses lugares. Que são os lugares sensíveis do Foro de São Paulo, ou seja, é onde a realidade funciona, a realidade latino-americana no sentido político da coisa funciona a partir desses 7 lugares, pontos, né, estratégicos sensíveis da América Latina, que o pessoal do Foro de São Paulo sempre evoca nas suas atas.

Porque eles evocam, porque a história lá do psicótico, que, né, que da pessoa que tá louca, né, que diz O sol não é o sol, né? O calor do sol não é o calor do sol como você pensa. Tem uma verdade por detrás do sol que você não sabe. E quem sabe? Ele que tá falando para você aquilo. Aí ele vai dizer a verdade que na verdade é a mentira, né? A verdade da mentira. E aí você fica louco, né? Se você não sair disso aí, se você não dá um passo atrás, você perde sua razão e vai tomar remédio controlado, né?

Porque eles também não precisam tomar remédio controlado, que eles aplicaram a reforma psiquiátrica, 2001, aqui no Brasil. Pronto, acabou. Eles não são loucos, não precisam de remédio, não precisa de hospício, não precisa nada. Só da dialética, da dialética, de um cafezinho e de um ar-condicionado de vez em quando, porque o calor é grande, não é verdade? E pronto, certo? E pronto. E você não se assuste com esse tipo de gente, tá?

Ai, meu Deus! Não, não se assuste, é normal. Eles ficaram normais. Agora, como eu disse, eles têm culpa no cartório, e muita, não é pouca não. E aí o que acontece? Só que nas atas do Foro de São Paulo eles sempre evocam o neoliberalismo maldito, o vilão neoliberal, que na verdade é por causa do vilão neoliberal que a gente tá ferrado na vida, né? Aí você vai lá conversar com uma criança de 15, uma criança não, adolescente de 15 anos de idade, tá, suponho que tá estudando para o vestibular, né?

E você dizer, olha, fulano de tal, você tem que trabalhar. Mas eu não posso porque eu sou de menor e isso é trabalho infantil. E bom, existe leis e tudo mais, a gente tem que cumprir as leis. Existe racismo, existe homofobia, existe etc. e tal, preconceito e tal, tal, tal. Então você vai lá com, né, um adolescente simples, tá, um adolescente simples que só realmente consome a cultura das massas, né, e que não tem acesso a outra forma de cultura a não ser aquilo que é oferecido às massas.

Você vai conversar com uma pessoa dessa, você precisa tomar seus cuidados com a sua mente, com a mente daquela pessoa, para você não fazer nenhum estrago ali, não acontecer nenhum estrago psiquiátrico maior. Porque de fato acontece, minha gente, tá? Essas loucuras aí, quando entra na cabeça de uma pessoa normal, nascida normal, e isso aí enlouquece a pessoa, né? A pessoa fica louca. E tem coisas que são irreversíveis, tá? Então tem estragos aí que já estão feitos que são irreversíveis, certo?

Não pense você que dá para reverter, não dá não, infelizmente não dá. São vítimas do Foro de São Paulo, existe as vítimas do Foro de São Paulo, tá? Essas vítimas do Foro de São Paulo, elas existem e elas já estão clamando por justiça. Tá? Elas já estão clamando por justiça, só que a forma como elas clamam, porque obviamente a linguagem da gente foi bagunçada, é uma forma que confunde algumas pessoas. Mas elas estão clamando por justiça, certo?

Então um adolescente, um pré-vestibulando, universitário que diz: ai, meu Deus, estamos sendo perseguidos realmente pelo neoliberalismo. Ele acredita naquilo ali, minha gente, tá? Ele acredita naquilo ali. Ele foi introjetado no conjunto de linguagem Que aquilo ali é realidade para ele, ele não tem outra realidade a não ser aquela. E aí não adianta você tentar contra-argumentar com a pessoa dessa. Então são as vítimas de Foro de São Paulo, tá?

São pessoas que acham que o problema do mundo é o mega empresário que dá emprego às pessoas, que realmente paga as contas todo mês, em dia que o problema do mundo são essas pessoas, que eles é que estão maltratando os pobres, oprimidos e tal, total. Quando quem está maltratando os pobres e oprimidos são justamente a dialética da esquerda, da direita, né, dessa coisa aí que tá funcionando ainda em termos democráticos, inclusive, né.

Então assim, meu amigo, não adianta. Essas pessoas estão clamando é por justiça. Então o meu neoliberalismo é justo, tá? Eu não sou, eu não sou neoliberalista do Partido Comunista. Tem um Partido Comunista neoliberal também, existe, né? É a China. A China tem um Partido Comunista neoliberal. Mas enfim, eu não sou assim, eu não sou chinesa, né? Eu, na verdade, eu tenho até uma certa misericórdia pelo povo chinês que tá na mão desses partidos comunistas neoliberal.

Então, mas veja lá, o Foro de São Paulo, eles não falam do neoliberalismo da China. Por quê? Porque a estratégia, estratégia da síntese, né, da democracia, da democracia brasileira. Então é parte da estratégia da democracia brasileira. Então não dá para falar mal dos chineses porque os chineses compram coisas da gente, afinal de contas, manter a nossa balança comercial superavitária e tal, total. Então não pode falar mal dos chineses, ainda que ele seja errado de alguma forma, ou ainda que ele ofenda a sensibilidade dialética do pessoal do Foro de São Paulo.

Tá, mas eu não sou neoliberal comunista, tá? Eu sou neoliberal mesmo, aquela que paga as contas em dia, aquela que tem que trabalhar, porque se não trabalhar não tem o que comer, e que procura seguir as normas, as leis, as regras conforme tá colocado, né? Então eu não, eu não luto contra nada, contra ninguém, certo? Eu não quero transformar a realidade em nada. Eu quero só viver, né? Viver para mim é o suficiente. Então, se você vê uma pessoa assim que tem realmente amor à vida, então saiba, esse pessoal dialético, eles não têm mais amor à vida, estão realmente determinados a estabelecer uma forma de realidade destrutiva.

Eles querem destruir a realidade. Tá, realidade histórica. E eu não estou dizendo isso porque eu não gosto deles, não. Se eles querem destruir as coisas, bom, a liberdade, né? Cada um faz o que quer ou que não quer. O problema é que aquilo que eles querem destruir é a vida, a vida humana real, para poder manter uma loucura, simplesmente uma loucura. Então eu não acho isso certo, sabe? Eu não acho isso bom. E eu tenho todo direito de me defender, né?

Ao menos de me defender, de reagir a isso aí com defesa. Então eles têm lá as defesas psicóticas dele, eu tenho as minhas. E as minhas são essas, olha: existem 7 pontos para se observar na América Latina com toda atenção. Primeiro ponto: Nicarágua. Nicarágua. Na Nicarágua, a Nicarágua é um país da América Central, um país estratégico. Por quê? Porque faz parte do eixo de ligação terrestre entre a América do Sul e América do Norte, tá?

Esse é Esse é o, essa é a importância estratégica da Nicarágua. Claro que o pessoal do Foro de São Paulo não fala isso, mas eles sabem disso, eles sabem usar inclusive isso aí, tá? Eles sabem usar a situação estratégica a favor deles, mas eles não falam isso ao grande público. Por quê? Porque senão, né, senão a dialética não funciona tão bem para eles. Então note, o pessoal do Foro de São Paulo, eles têm uma linguagem recortada.

Repartida. Eles falam uma coisa ao público, outra coisa nos bastidores. Isso aí já é bem conhecido. Bom, mas isso tem uma, isso tem uma consequência, tá, que é bom que você sabe, para você saber também como reagir a isso. Existe uma consequência se você tem um discurso duplo. Qualquer pessoa que tenha um discurso duplo, existe uma consequência que você vai ver na própria linguagem da pessoa, que é o quê? Assuntos sensíveis, tabus, palavras que desestabilizam.

Por que que você acha que existe censura no meio burocrático brasileiro hoje? No caso, em Brasília, né? Então tem coisas que, poxa vida, né, a pessoa não pode falar que já pega um processo, uma investigação, 48 horas para explicar. Por quê? Porque são pontos sensíveis, entendeu? Sensíveis em que sentido? No sentido do jogo de linguagem dupla, tá? Para você entender isso, eu indico melhor, né, indico que você leia alguns livros de psicanálise, especialmente Freud e Lacan.

São os psicanálises que ainda dá para ler hoje em dia sem grandes traumas, né? Então veja lá o que Freud falava. Ele falava que, no caso, existe um processo, processo psicológico inconsciente Nesse processo psicológico inconsciente é que estavam de fato os afetos reais da pessoa, que ela não falava porque existe uma censura interna, mas que é de fato o que ela desejava, os desejos, interesses dela, mas que na verdade ela falava uma coisa contrária àquilo ali que tava no inconsciente.

Mas isso tinha, o próprio Freud descreveu isso com muito detalhe, isso tinha uma consequência psicopatológica, gerava sintomas. X, certo? Então a pessoa, por exemplo, que tinha um desejo A e dizia X ao público, né, aqui no caso especificamente ao psicanalista, né, chegava lá, a pessoa dizia, desejava A, mas dizia X para o terapeuta. O terapeuta anotava A significando X. Terapeuta psicanalista pelo menos tem essa esperteza, tá, significando X.

Mas aí a pessoa que dizia isso para o terapeuta, que queria aplicar, né, no terapeuta, ficava confusa nela mesma, que ela queria, ah, dizia X, aí depois na outra sessão ela dizia um X um pouco mais elaborado, X vezes 2 mais A pode dar 0. Aí o terapeuta já percebia, fulano de tal já está se sensibilizando, né, o processo de censura está enfraquecendo, né, os processos de defesa do ego estão agindo, etc. e tal. Enfim, essa é a linguagem do psicanalista.

Aí você, você veja, isso aí se aplica perfeitamente ao pessoalzinho da esquerda latino-americana e a direita também, que eles inventaram aos dois, né, a síntese completa. Eles têm um discurso duplo, né, como eu disse, eles falam A para o público e B nos bastidores, sendo este B o exato contrário de A. Significando esse B, o exato contrário de A. Eles fazem isso aí. Bom, só que como eu disse, isso gera uma consequência psicopatológica, um certo problema, um erro, né, cognitivo, que faz a pessoa que faz isso sofrer, sofrer de uma linguagem repartida, uma linguagem com nós, com palavras sensíveis.

E você veja, quando você diz uma palavra sensível, uma pessoa que se encontra nesse jogo duplo, ela realmente tem uma dor psicológica ali envolvida. Por exemplo, quando o terapeuta psicanalista, né, principalmente eles dizem uma coisa que mexe na estrutura inconsciente do paciente, o paciente reage com dor. Ele às vezes fica agressivo com terapeuta ou com ele próprio. Enfim, aquilo ali se torna realmente um problema na vida da pessoa, mas é uma palavra, é uma situação simbólica apenas.

Então note isso para você prestar atenção. Então os pontos sensíveis do Foro de São Paulo, eles realmente são muito sensíveis. Por quê? Porque o pessoal envolvido nessa diálise do Foro de São Paulo, eles, entre aspas, eles enfiaram muito o pé na lama, sabe? Eles fizeram realmente coisa do arco da velha. Entre aspas, eles realmente assim enlouqueceram com estilo, sabe, com estilo próprio. Então não tenham, não tenham dúvidas, esse negócio da Nicarágua é uma situação sensível para o pessoal do Foro de São Paulo.

Porque o que que eles dizem, né, nos assuntos deles lá nas atas, né, eles dizem que eles principalmente dizem que a Nicarágua É um país que sofreu intervenção neoliberal dos Estados Unidos da América e que os companheiros revolucionários deles, da revolução deles lá na Nicarágua, da Revolução Sandinista, que é uma revolução sanguinária ao extremo, foi, né, já acabou, mas O Partido Revolucionário Sandinista é quem está hoje no poder, e hoje lá eles estão dizendo que não vai ter mais eleição.

Nas atas do Foro de São Paulo, eles dão apoio irrestrito aos sandinistas, tá, aos revolucionários da Nicarágua. Por quê? É porque eles são democráticos? Não, não é porque eles são democráticos, tá. É porque eles são sanguinários? Sim, é porque eles são sanguinários, porque quem é sanguinário na América Latina consegue governar as massas, tá? Não se engane, minha amiga, as massas latino-americanas elas são governadas por pessoas sanguinárias.

Quem se impõe pela força na América Latina é quem de fato governa. E o pessoal do Foro de São Paulo, como querem um governo acima de tudo, né, o governo dialético da democracia dialética, eles fazem de tudo. Então eles vão apoiar guerrilheiros, Eles vão apoiar ditadores, eles vão fazer isso dizendo que querem justiça social, etc. e tal. Mas veja, na Nicarágua houve intervenções externas, principalmente dos Estados Unidos da América, por causa de quê, meu amigo?

Por causa de questões comerciais, tá certo? Como eu disse a você, o ponto sensível da Nicarágua que você precisa saber Não é essa questão revolucionária. Isso aí é parte da culpa da esquerda e da direita, que a esquerda inventou. Isso aí eles vão pagar ao espírito absoluto. Agora, o que você que tá na realidade humana precisa entender sobre a Nicarágua é que lá é uma zona de comércio internacional, tá certo? Faz ligação entre América do Sul, América do Norte e Pacífico.

O Pacífico Tá? Lembra do Pacífico? Pacífico é o Mar da China, por onde passam muitas e muitas mercadorias do mundo, tá? Então é por isso que os Estados Unidos fez, e ainda pode fazer, intervenções na Nicarágua para manter o comércio internacional funcionando. E não há nada de errado nisso, certo? Não há nada de errado em manter o comércio internacional funcionando. É isso que você precisa entender para você, né, se precaver, né, para você saber reagir a isso aí.

Pessoal do Foro de São Paulo inventa uma culpa para os neoliberais, que é a culpa de sangue deles. Eles estão derramando sangue na América Latina, eles estão apoiando gente que derrama sangue o tempo todo na América Latina, governa assim porque derrama sangue. E eles, essa é a culpa deles que eles não podem esconder, mas eles dizem que é por causa do neoliberal, que na verdade As pessoas têm guerra na América Latina porque o neoliberal quer governar.

Gente, mas o que é o governo neoliberal, minha gente? Não existe governo neoliberal, existe um comércio internacional funcionando. Então, bom, se você não quiser passar fome, eu lhe indico que você apoie o governo do mundo que está permitindo que o comércio internacional funcione, certo? Então eles realmente, pessoal dos Estados Unidos, fazem intervenções militares na Nicarágua, fizeram, né? E agora podem fazer de novo porque agora o governo ficou mais fechado, governo da Nicarágua, né, ficou lá fechado, não quer fazer mais eleições.

E isso pode prejudicar muito a situação na América Latina. Então note bem isso que eu tô falando. Outro lugar importante que você precisa ficar atento, sensível para esses pontos aqui do Foro de São Paulo: uma região chamada Chiapas, no México, tá? Uma zona administrativa do México chamada Chiapas. Nessa zona, cerca de um terço da população, pelo que eu vi assim por alto na internet, um terço da população é de origem indígena, dos indígenas lá do México, né, dos indígenas antigos do México.

Cerca de um terço da população é indígena. Note bem isto aí que eu estou falando. E nessa região de Chiapas, no México, foi onde agiu com muita força, força mesmo, certo, sanguinária, um grupo paramilitar que lutou inclusive contra o governo federal do México alguns anos atrás, chamados zapatistas, um grupo separatista que queria talvez transformar aquela região em um país, porque existem vários países ali que foram desmembrados do México, na América Central, certo?

Foram desmembrados do México. Então isso aí também é uma zona de interesse comercial do pessoal do Foro de São Paulo. Por que que eles vão defender uma zona, uma zona administrativa do México que tem um grupo separatista que dizem são realmente, eles são, né, marxistas, marxistas, né, mas são guerrilheiros, certo, são separatistas, são, eles estavam lá lutando contra o governo federal do México querendo tornar aquela região independente, um país, um outro país na América Latina, porque assim é mais fácil o pessoal do Foro de São Paulo agir.

Certo? Dividindo as, né, os pedaços da América Latina é mais fácil para eles poderem manter o jogo de influência deles. Porque quando eles chegam no, entre aspas, poder democrático, certo? Quanto mais regiões administrativas pequenininhas eles tiverem para administrar, melhor para eles, porque eles vão poder colocar gente do interesse deles, nomear cargos, etc. e tal, pessoas influentes para poder ir lá e enfim. Esse é o jogo deles, tá?

É assim que eles ganham a vida. Então eles apoiam o grupo dos zapatistas. Mas note, o problema do México é um pouquinho maior porque não envolve simplesmente a situação da América do Norte. Então no caso da Nicarágua, você tem ali, né, um grupo socialista marxista que tomou o poder por vias revolucionárias, né, massacres mesmo, população que frauda eleições, que enfim, que mantém um sistema de corrupção ativo ali. Só que eles têm, né, em comparação, por exemplo, aos Estados Unidos, eles têm muito pouca força.

Agora, se você for ver o México, aí já é um pouco mais diferente. Então o México já consegue exercer uma vamos dizer assim, uma força maior em relação aos Estados Unidos, tá? Então, no caso específico do México, esses grupos paramilitares separatistas, eles podem muitas vezes estar associados a grupos de narcoterroristas, narcotraficantes, cartéis perigosíssimos, cartéis de drogas estão agindo em várias, em várias áreas do México, inclusive na própria cúpula governante.

Há indícios denúncias por aí que indicam que grupos de cartéis mexicanos controlam certos setores governamentais, tanto a nível local de prefeituras, de estados, de zonas administrativas, quanto também federal. Ou seja, esse pessoal zapatista, outros lá revolucionários que andam armados, eles não têm mais né, vamos dizer assim, aquela força federal forte que mantenha eles num certo nível, né, de ação limitada. Então o governo federal do México está muito enfraquecido, certo?

Então por isso a situação no México mais perigosa, mais sensível. E nessa região de Chiapas também existe um grande volumem de movimentos sísmicos, tá, por causa das falhas, terremotos que existe por ali, de área, uma área sujeita a terremotos e que tem muita população, população empobrecida também. Ou seja, é uma zona de confusão perfeita para o pessoal do Foro de São Paulo, né. E eles, só que agora eles não estão conseguindo manipular muito a situação do México.

Por quê? Porque os Estados Unidos estão fazendo uma operação diferente lá no México. Normalmente o pessoal norte-americano, em outras épocas, eles agiam no México através de leis, né, através de exército também ali na fronteira. Só que agora eles estão agindo de uma forma diferente, eles estão agindo de uma forma mais mais sutil, mais sagaz, de fato, né? Eles estão fortalecendo as estruturas de oposição mexicana por meio das grandes mídias, das mídias, principalmente das mídias de massas, na internet, redes sociais, etc., que é onde tá de fato acontecendo aí a oposição maior a estes governos aliados do Foro de São Paulo.

A oposição contra eles está vindo das redes sociais, certo? Está funcionando nas redes sociais. E o pessoal dos Estados Unidos, o governo dos Estados Unidos principalmente, eles estão dando apoio estratégico nisso aí. Bom, isso é uma estratégia muito sagaz, vamos, né, convenhamos. Por quê? Porque não tem mais a força bruta militar, né? O pessoal do Foro de São Paulo não pode alegar que estão sendo violentados, que, né, estão violentando as populações pobres da América Latina.

Eles não podem, né? Veja lá a Cuba, né? Veja lá o Venezuela. Eles não estão mais conseguindo manter de pé esse jogo retórico deles. Claro que estão inventando outras formas de enriquecimento, mas pelo menos essa estratégia mais antiga eles não conseguem aplicar. Então o México é uma zona de importância estratégica, você tem que prestar atenção. Primeiro você tem que saber o que que você tem que saber do México. Primeiro que é uma zona de muita criminalidade armada, uma criminalidade armada muito cruel, certo?

O pessoal que anda fazendo crime lá no México, eles são muito cruéis. E um governo totalmente aliciado ao crime, que não, de fato, não combate o crime. Só que eles vão às redes sociais dizer que estão combatendo, que na verdade o inimigo é quem tá na rede social, inimigo é quem está usando internet, né? Quem usa uma arma para matar a população para governar várias zonas do país não é o inimigo do Estado. Agora, quem usa a internet é.

Então veja, esse discurso alucinógeno ao extremo que o poder mexicano, o pessoal do Foro de São Paulo mexicano, tá usando, está sendo usado também em Brasília, viu? Preste atenção porque eles estão fazendo esse, esse intercâmbio de estratégias agora. Bom, terceiro ponto que você tem que saber, sensível ao extremo do Foro de São Paulo: Porto Rico. Porto Rico é um outro país, um pequeno país, bem pequeno, é um dos menores aqui do Caribe, da América Latina, do Caribe, em que também já ocorreram muitas operações militares dos Estados Unidos já desde muito tempo.

Note, Porto Rico é a Cuba que os Estados Unidos controlam, certo? Note bem o que eu estou falando. Porto Rico é a Cuba que os Estados Unidos controlam, conseguem ainda manter um controle ali. Por causa de quê? Por causa das orientações financeiras maiores, tá? Só que claro que o pessoal do Foro de São Paulo utiliza a situação em Porto Rico para dizer que as operações militares dos Estados Unidos podem dissolver o poder nacional.

Veja só, isso aí é sutileza, né? A artimanha sutis da dialética do Foro de São Paulo. De fato, em Porto Rico, assim como em Cuba, República Dominicana e vários países do Caribe, das ilhas do Caribe, não existe governo. E Haiti, por assim dizer, não existe governo ali, tá? Não existe governo ali. Isso já desde muito tempo, desde que o, acho que desde que foi fundado aquilo ali, que o pessoal espanhol que colonizou, entre aspas, os Caribes, o Caribe, eles não tavam muito ligando para manter uma estrutura governativa ali sólida, centralizada, organizada, não.

Jogaram gente ali dentro para produzir cana-de-açúcar, para produzir tabaco, para produzir comestíveis e vender aquilo ali para o mercado e pronto. É isso aí, o Caribe, do ponto de vista real, meu amigo, minha amiga. Haiti, República Dominicana, Porto Rico, Cuba, isso aí é só zona de proliferação de escravidão. Foi, né? Foi assim que foi feito. Aí depois, ai, que maldade, meu Deus, que maldade! A maldade maior é que o Foro de São Paulo sabe disso já desde muito tempo e usa isso para enlouquecia as pessoas, inclusive que moram lá.

Porque veja, se você mora numa ilha, você foi jogado ali por causa de questões comerciais do mundo. Ninguém obrigou, a não ser os escravos, né? Mas os escravos é outra história, né? A questão da escravidão é uma história mais longa que não vou falar aqui agora. Mas o que que toca em especial aos latino-americanos? Os, por um caso, os europeus, né, que vieram para América Tanto América do Norte quanto América Central quanto América do Sul, etc. e tal.

Os europeus que vieram para cá, eles vieram livres, certo? Não foi o caso dos negros africanos que vieram realmente escravizados. Aí, como eu disse, é outra história que a gente vai falar depois, é que é um dos tendões de Aquiles do Foro de São Paulo, que eles não entendem também isso aí. Mas vamos lá, o pessoal da América que veio, aliás, o pessoal europeu que veio colonizar a América, tanto português, espanhol um pouco de inglês, eles vieram livres, não tinha o ferrão atrás deles, não tinha um ferro prendido nos pés deles, passando para cá não.

Eles vieram porque eles quiseram, tá? Eles quiseram porque estavam oferecendo alguma vantagem econômica. Disseram assim, olha, lá você vai ter uma terra para plantar, lá você vai ter um comércio para fazer, lá você vai ter, né, um lugar para administrar, vai ser seu condado, etc. e tal. Eles vieram por isso, eles vieram porque tinha um interesse ali. Então, por exemplo, pessoal que tá lá nos Caribes, pessoal de origem castelhana, né, de origem espanhola ou norte-americana, que estão lá nos Caribes, que não foram escravizados, que não foram para lá escravizados, eles estão lá livres.

E eles foram para lá por questões de interesse comercial. Só que, meu amigo, só que depois da Segunda Guerra Mundial Aquilo ali ficou às moscas. A verdade é essa, ficou às moscas. Não teve mais comércio internacional para fazer o Caribe funcionar mais depois da Segunda Guerra Mundial. Já era aquilo ali. E só restou o quê? Só restou os Estados Unidos, né? O polo ali de atração econômica que sobreviveu para o pessoal dos Caribes, das ilhas do Caribe, foi o pessoal dos Estados Unidos.

E vá ver se não é verdade. Aí você vê, o pessoal de Fora de São Paulo sabe disso, meu amigo, minha amiga. Sabe que quem foi colonizar os Caribes da Europa foi porque tinha negócio, porque fazia negócio com a Europa. Aí depois que não teve mais como fazer por causa do colapso da Segunda Guerra Mundial que teve na Europa, não, eles não se reergueram mais daquilo ali. Quer dizer, a Europa não é mais a mesma depois da Segunda Guerra Mundial, nem tem como ser.

Então o único que deu suporte econômico financeiro possível às ilhas dos Caribes É os Estados Unidos. Agora você me diga, você viver numa ilha sem poder ter contato econômico com ninguém de origem, sendo você de origem europeia, como é o caso dos pessoais lá do Caribe, é, você só pode fazer negócio com os Estados Unidos, não é verdade? Só que o pessoal do Foro de São Paulo sabe disso, só que eles dizem o quê? Olha só o que que eles dizem, é que os Estados Unidos e as suas intervenções militares nos Caribes, especialmente Porto Rico, Dissolve o poder nacional, dissolve um poder que não existe, nunca existiu de fato poder nacional.

E eram colônias de comércio, de comércio de escravo, de especiarias, de comida, de comida, que hoje, pessoal, inclusive em Cuba, né, passa fome por causa dessas políticas mesmo aí de fortalecimento do poder nacional. Tá lá, o poder nacional mais fortalecido do Caribe é Cuba, e o povo tá passando fome. E isso aí é conhecido pelo Foro de São Paulo, certo? Ele sabe muito bem, mas a culpa, é claro, é do neoliberal, do bloqueio neoliberal.

É isso que eles vão repetir até exaustão. É bom, então existe de fato um forte intervencionismo estrangeiro dos Estados Unidos em Porto Rico, mas isso, como eu disse, é por causa de questões comerciais, financeiras comerciais, porque a infraestrutura que faz a economia de Porto Rico, de outros países do Caribe e da América Central funcionar é a infraestrutura norte-americana. O dinheiro que eles usam, o comércio que eles podem fazer vem de lá, está o eixo, está ali, não tem como tirar dali.

Aí você quer me dizer o seguinte, que para os Estados Unidos deixar o pessoal dos Caribes isolado, eles vão passar fome, vão se matar ali? Né, vão pegar as armas, vão se matar uns aos outros, vai sobrar ninguém vivo ali, só os autóctones, né, os indígenas que sobreviverem, souberem comer carne humana ainda. Ainda possa ser que eles consigam, aí eles sobrevivem. Mas é isso que o pessoal do Foro de São Paulo quer, é nesse nível aí de dialética que eles chegam, certo?

É por isso que você tem que ficar observando bem. Porto Rico é uma zona de influência dos Estados Unidos e assim tem que ser. Tá? É a Cuba norte-americana, é a Cuba que os Estados Unidos ainda controlam. O quarto país importante aqui, sensível para você saber: Haiti. Esse aqui é o mais especial de todos, que eu quero destacar porque tem a questão negra, a famigerada questão negra. Vamos lá, eu vou falar muito brevemente sobre isso porque não tenho como falar muito por causa da da dimensão desse assunto.

Mas vamos lá, o Haiti é o quê? É um país sem governo também, tá muito tempo sem governo, é governado, não, ele é, vamos dizer assim, domesticado por guerrilhas, guerrilhas que põe a população em uma grande dissolução social constante, constante. Mas quais são as origens do Haiti? Haiti é o quê? É uma zona como eu disse, de interesse ali comercial do Caribe, da época das colonizações ainda, das grandes navegações. Só que o diferencial do Haiti é o seguinte: lá a maior parte da população é negra, ou seja, escravizada.

Então, diferente de outras ilhas do Caribe que ainda foram pessoas livres, né, da Europa, também norte-americanos depois, né, do colapso do europeu, No entanto, a maior parte da população é negra escravizada, portanto, né, descendente de gente que foi trazida para América escravizada. Aí o pessoal do Foro de São Paulo exalta justamente isso. Como eu disse, é o tendão de Aquiles deles, eles não entendem isso aí. Eles exaltam o fato do pessoal do Haiti ser governado por revolucionários negros, né?

Porque o Haiti se tornou independente por uma luta revolucionária de escravos que estavam procurando a liberdade, etc. e tal. Bom, só como existe o ponto negro, veja, no caso do Haiti não existe só um estado falido, né, dissolvido ali nos interesses geopolíticos do mundo. Existe também um outro aspecto, que é o aspecto mais difícil, que é o aspecto da população escravizada que veio para América. Veja, a população escravizada que veio para América, eles não têm coesão social alguma.

Preste atenção nisso aí, tá? A população europeia que veio para América, eles tinham um centro, um eixo de coesão social que era justamente radicado na Europa. Europa, eram os reis, eram os nobres, eram, enfim, eram as figuras de poder europeia que tinham dado ocasião para eles virem para América. Bom, mas no caso dos africanos, eles não tinham isso, eles vieram escravizados de fato. E que tipo de escravidão foi essa africana?

Preste atenção, como eu disse, esse é o tendão de Aquiles dos, da esquerda, direita do Foro de São Paulo. Eles não entendem essa escravidão negra de fato, eles não entendem. Mas eu já entendi. Veja só o que é que é isso: as tribos africanas, as nações africanas, recorrentemente passam por guerras civis. É um processo orgânico, praticamente, praticamente direto. Eles vivem processo constante de guerras civis. O que é uma guerra civil, meu amigo?

É assim: quando um povo Tá, um povo, uma etnia, um povo cresce demasiado ali nos seus territórios, já não tem mais para onde avançar. Inevitavelmente, se é uma população grande, como é o caso das africanas, que exigem e que tem uma expansão demográfica muito alta, inevitavelmente eles entram em guerra civil, tá? Então imagina a seguinte situação: você tá no território, você tá, é parte de uma população ali E você não tem mais para onde expandir aquela população, inevitavelmente vai ter uma guerra ali por recursos naturais, por terra, etc. e tal.

E acontece isso recorrentemente na África. Por quê? Porque as nações africanas se dividiram em nações, muitas nações de línguas. As divisões na África são por línguas, não são por território simplesmente. Quer dizer que uma nação que se divide na África uma nação diferente da outra lá na África, não por causa do território, mas por causa da língua. Então inevitavelmente eles se chocam, porque veja, uma nação africana quando cresce ela vai se bater com outra nação africana que fala uma outra língua, que tá em um território também sujeito às mesmas vicissitudes.

E aí essas guerras civis viram guerras tribais maiores, certo? Ficam conglomerados de guerras Horríveis, tenebrosos. E é por isso que o pessoal da África tá o tempo todo nisso, tá? Porque não tem para onde correr. E aí o que aconteceu na época das grandes navegações? Preste atenção, esse é o ponto X que tem que entender dessa história. Na época das grandes navegações, essas populações que inevitavelmente estavam num processo de guerra civil e de guerras tribais, eles foram trazidos para América.

Eles foram jogados nos navios negreiros, foram vendidos para os europeus porque eles não podiam vir para cá nadando, né? Então o pessoal africano que tava em guerra civil constante, os grandes reinos, né, perceberam: bom, a gente tem muita gente, pouca terra, etc., vão ficar brigando o tempo todo. Pega esse povo, tá, né, entre aspas, sobrando, né, o povo sobrando, o povo, a demografia que sobra, pega esse povo, vende e bota para fora daqui.

Pronto, foi isso que aconteceu. Essa é a grande escravidão negra, tá? Aí o pessoal da América Latina, do Foro de São Paulo: ai, mas foi o neoliberalismo, mercantilismo, aí não sei o quê, porque o pessoal da Europa queria era ouro. Gente, para o pessoal da África, ouro é nada do ponto de vista financeiro, tá? É que eles têm ouro demais lá. O problema lá é gente que vai nascendo, nascendo, não tem onde botar. Sabe, não tem o que fazer, não tem mais o que comer, porque com ouro ninguém come, né?

Você precisa da terra. E lá o que falta é isso, terra que dê substância, subsistência para o pessoal, tá? Até hoje é assim. Então você imagina 500 anos atrás, isso, há 500 anos atrás. Aí o pessoal das grandes navegações chegaram lá com os barcos, com os navios. A gente tá indo para alguma terra distante, achamos umas terras distantes que tem muito lugar. E o pessoal da África, toma esse povo, bota lá. Disse pronto. Aí quer dizer que o pessoal que veio escravizado para cá, eles vieram sem nenhuma coisa social.

Então, por exemplo, na Itália não tem coisa social. Na verdade, o movimento negro da América, o movimento negro na América existe na América do Norte, não é na América do Sul nem na América Latina, porque não é possível, né? Não foi possível. Não alfabetizaram a gente, os negros aqui não são nem alfabetizados. Direito, né, direito, quer dizer, que tem os alfabetizados, a maior parte da população não foi alfabetizada direito. Então nem esse elemento de coesão se tem aqui na América Latina.

Então simplesmente não existe coesão humana no Haiti, meu amigo. Só que o pessoal do Foro de São Paulo continua dizendo que o problema são as intervenções dos Estados Unidos da América no Haiti. Das organizações internacionais, que é o que faz chegar ainda alguma ajuda humanitária, algum respiro ali de organização social. Aí eles dizem que o problema é a intervenção externa, mas não é, tá? O problema não é intervenção externa, problema é a falta de coesão social e a falta de um governo representativo, um governo que funcione, né, pelo menos.

Então é isso, o Haiti é um país que precisa ser tutelado por uma potestade estrangeira. É simples assim, meu amigo, minha amiga. Não adianta, inclusive já teve intervenções até de países africanos no Haiti e não deu certo. Um tempo desse foi o pessoal de uma liga africana, os países africanos também não deu certo. Tem que ser um país forte, um país forte ou um conjunto de nações fortes que de fato põe a ordem ali. Senão não adianta, vai ficar daquele jeito mesmo que tá, de mal a pior.

É o quinto país importante, esse é o mais sensível de todos, de todos que já foi dessa lista: Venezuela. Veja só, Venezuela e a sua República Bolivariana. Veja só, no caso da Venezuela, eu não vou aqui me detalhar muito porque isso já tá Já tá aí, né? Já tá na grande mídia, já tá nos sites do mundo todo. Mas qual é o discurso do Foro de São Paulo? Eles dizem o quê? Primeiro, eles defendem a Revolução Bolivariana. Que a Revolução Bolivariana foi bom.

Que foi a Revolução Bolivariana? Hugo Chávez, na época do Partido Revolucionário lá da esquerda da Venezuela, ele modificou a Constituição do país fez uma eleição, fez eleições populares democráticas, modificou lá a estrutura constitucional do país para dar mais poder ao partido dele, ao ponto de que só o partido dele governou. Depois que ele morreu, ficou Maduro. Maduro saiu, ficou essa mulher que tá aí, que também é do pessoal bolivariano, e eles cooptaram os militares, os burocratas, o Congresso, enfim, toda a estrutura governativa da Venezuela ficou sendo governada pelo pessoal bolivariano.

A Revolução Bolivariana é baseada em quê? É baseada numa política de estatização da economia. Então o Estado, no caso, Estado da Venezuela, pegou muitas empresas, inclusive empresas norte-americanas, empresas estrangeiras, de de exploração do petróleo e privatizou, tomou para si, né? Esse é o problema que envolve aí principalmente a situação do Maduro. Por quê? Porque não se faz negócio desse, na verdade. Quando você tem uma empresa, seja lá você de que país for, você tem uma empresa, você paga seus impostos, você faz tudo ali que tem que ser feito, e de repente o Estado diz que a empresa não é mais sua, é do país, porque tá extraindo petróleo das terras sagradas, terras bolivarianas, Aí, quer dizer, fica difícil, né?

Aí foi isso que aconteceu. O pessoal da Venezuela, governo da Venezuela, estatizou as principais, a principal indústria do país, que é a indústria petroquímica, colocou tudo na mão do governo, pronto, né? Encheu o governo de dinheiro, de dinheiro do petróleo. E aí empobreceu a massa da população, porque o petróleo, o dinheiro do petróleo é um dinheiro inflacionário, extremamente inflacionário. Né, o pessoal chavista da República Bolivariana pensou que ia ficar demais no poder do petróleo, mas não é assim, né.

O petróleo, ele é uma ferramenta financeira controvertida, ela é uma faca de dois gumes, por assim dizer. Então você pode ter lá, né, uma estratégica empresa de exploração de petróleo, tirar o petróleo, vender o petróleo. Ah, tá 50, tá 80, tá 100, tá 200 dólares, né, o barril de petróleo. Mas vamos ver lá quem Quem compra o barril de petróleo, né? Quem compra e quem vende? Então você tem lá a empresa que extrai o petróleo da Venezuela, que é a empresa estatal, né?

Ficou na mão do Estado porque afinal de contas é uma riqueza do país, a soberania, etc. e tal. Tudo bem, não vamos discutir esses pormenores. É do país, é da soberania, é do povo, etc. e tal. Tudo bem. Agora me diga, como é que você vai vender o petróleo, meu amigo? Onde você vai vender o petróleo? Para quem você vai vender o petróleo? Não é para o mercado internacional? Ora bolas! Ou você acha que toda a população da Venezuela consome o petróleo que a Venezuela produz?

Não, né, meu amigo? Então o excedente que as empresas de petróleo venezuelana produzem tem necessariamente— veja essa palavra— necessariamente tem que ser vendido para fora do país para gerar receita, inclusive ao país, porque senão a população passa fome. E era o que tava acontecendo, tá? Porque o Maduro, ele era muito bolivariano. Ele era tão bolivariano que ele só queria vender o petróleo da Venezuela para os países estrategicamente aliados à Revolução Bolivariana, no caso a Rússia, pessoal do Irã, pessoal aí das commodities terroristas do mundo, certo?

E com os Estados Unidos ele não queria fazer negócio. Mas aí, só que tem um problema, tem um porém da questão, tem uma astúcia que o pessoal bolivariano não contava, não contava com essa astúcia. Que é o quê? Astúcia que o Chávez, Hugo Chávez, não conseguiu alcançar é a astúcia do dólar, né, do dólar, do dinheiro que troca o petróleo, certo? Porque no mercado internacional como qualquer mercado, como qualquer local que vende coisa, você precisa de uma moeda para poder trocar aquilo ali.

Então o produto petróleo, ele é um produto que está atrelado à moeda dólar. E não pense você, ah, vamos que nem o Lula da Silva, né, que andou nas peregrinações da moeda única, andou defendendo uma moeda única. Vamos ter uma moeda única no mundo para acabar com dólar, com hegemonia do dólar e não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê. Ele andou nessas elucidações aí, nessas grandes astúcias. Por quê? Porque ele viu aonde foi que deu errado a Revolução Bolivariana.

Ele percebeu, pelo menos ele teve esse entendimento. Ele viu que a questão do dólar foi o que empatou ali, que o pessoal bolivariano conseguisse deslanchar, né? Para onde? Para síntese. Democrática. A gente não tinha uma democracia de pleno direito, né? Ainda não tem. Aí, bom, mas claro, o inimigo é sempre o mesmo: o neoliberalismo. Enquanto houver um neoliberalismo para culpar, né, o pessoal da esquerda do Foro de São Paulo está salvo.

Aí que acontece, mas essa culpa vai cair na cabeça deles, tenho certeza. Por quê? Por causa da Venezuela, exatamente da Venezuela, por causa do sol de realidade que brilha na Venezuela. Porque veja você, meu amigo, se é por meio do dólar que você pode trocar e vender o petróleo, certo? E o dólar é uma moeda norte-americana do grande vilão neoliberal, do pessoal, né, que enfim é o pessoal neoliberal, tá lá. Aí o que que acontece se você não tem um dólar?

Como é que você vai trocar o petróleo no mercado internacional? Me diga você. Tá? Me diga você se você consegue vender sem dinheiro, comprar sem dinheiro. Não dá, né, meu amigo? E outra, o dinheiro da Venezuela, o bolívar, que eles inventaram dinheiro lá também para fazer frente ao neoliberal, blá blá blá, foi o bolívar. O bolívar ficou desvalorizado ao extremo, ao extremo. A população estava, não estava podendo comprar o básico com dinheiro que o governo gerava o governo, né, o dinheiro oficial do país.

Então a população tinha necessariamente, para manter o valor do dinheiro deles, do bolívar, do famoso bolívar da República Bolivariana, da grande Venezuela produtora de petróleo, eles tinham que trocar os bolívares deles por dólares para poder ter valor, que senão eles não tinham nem como comprar comida, o pão de cada dia no outro dia. E o que aconteceu com isso? Muitos venezuelanos saíram do país, tiveram que sair do país porque para ter uma qualidade de vida, na verdade.

E assim a população ficou empobrecida, empobrecida, empobrecida, até chegar esse cúmulo de absurdo que está aí e que já se está vendo, né? A população está soterrada nos escombros de um terremoto 7.2, 7.5, salvo engano, que teve agora em junho, mês passado teve o terremoto duplo. Um terremoto, teve tremor duplo na Venezuela. E pasmem, meu amigo, quem está no poder é representante da Revolução Bolivariana, e eles não foram capazes de tirar dos escombros pessoas vivas.

Teve gente que só escapou porque teve ajuda internacional, dos internacionais, meus amigos, neoliberais. Foram lá ajudar. Foi assim que Deus deu, Deus deu uma salvação ali a muita gente. E outros que não tiveram como escapar, hoje dia 29/07 ainda tem gente debaixo dos escombros venezuelanos. Há mais de um mês dos terremotos, passou mais de um mês e eles ainda não recuperaram os corpos. E mais, diga-se de passagem, A grande Revolução Bolivariana não foi capaz, ao menos, de dar um número de desaparecidos verídicos.

Não se sabe lá quantas pessoas realmente estão desaparecidas, quantas pessoas podem estar ainda debaixo dos escombros. Eles não estão contabilizando isto, eles só estão contabilizando o número de mortos que as famílias conseguem recuperar. Com todos os esforços que eles estão conseguindo com ajuda internacional, eles conseguem recuperar alguns copos. E é isso aí que eles estão contando. Isso é a Grande República Bolivariana, certo?

Então, qual é o discurso latino do Foro de São Paulo para Venezuela? É que o problema é o dólar. Eles estão dizendo isso até hoje: tem que desdolarizar. Problema: imposição da moeda dólar. Que enfraquece as moedas dos países. Mas bom, isso só aconteceu na Venezuela, em outras partes do mundo. Por quê? Porque a economia ficou estatizada, ficou atomizada na produção de petróleo, que é uma coisa inflacionária, tá? O petróleo é inflacionário porque está concentrado necessariamente em algumas megaempresas.

Não tem como ser diferente. Inclusive, você, né, você que tem aí o dinheiro para montar uma padaria, você não tem como extrair petróleo no seu quintal. Vamos combinar, né? O petróleo exige um estudo, exige Uma infraestrutura que o pequeno, médio empresário não pode bancar, simples assim. Então só pode bancar grandes corporações, que o pessoal do Foro de São Paulo chama de neoliberais malvados, ou então o Estado. Mas o Estado desse jeito, né, o Estado bolivariano que pega o dinheiro, né, para si, bota nos bolsos, e o resto joga na inflação para aumentar, manda imprimir dinheiro para aumentar a miséria do povo.

Então, na verdade, Você veja aí se o discurso do Foro de São Paulo ele não é realmente uma coisa psicótica, tá? Eles estão falando da mesma coisa, viu? Tô falando a mesma coisa. Então é só você ficar de olho na Venezuela, você vê lá quem é que vai governar, porque se for continuar sendo pessoal bolivariano, não vai ter jeito na Venezuela. Vai ser, vão manter a população na miséria completa. E o pior, silenciando a população, tá?

Que a gente ainda consegue fazer isso. Conseguem reprimir as redes sociais. Tava lá, o X não tava funcionando, só começou a funcionar depois dos terremotos, mas não funcionava o X lá. E outras tantas redes sociais internacionais não deixam funcionar. Então é isso que eles fazem, simplesmente isso. Então se não tirar o pessoal da Revolução Bolivariana do poder, não adianta, não vai ter negócio na Venezuela. Todo dinheiro que a Venezuela produzir nesse petróleo deles vai se virar inflação.

E agora a inflação que pode chegar nos Estados Unidos, porque eles agora estão fazendo comércio com os Estados Unidos, né, por causa da prisão cinematográfica do Maduro. Então a Venezuela é isso aí, a Venezuela precisa sair dessa lógica bolivariana, simples assim. Saindo disso aí, pronto, o pessoal venezuelano sabe se virar, tenho certeza. Agora o sexto país que você precisa prestar atenção, sensível ao ponto, esse também já tá aparecendo aí com todas as evidências, no Brasil, nessa eleição do Lula da Silva, que é a Colômbia.

A Colômbia, a Colômbia é o quê? Um país aqui da América do Sul, faz fronteira com o Brasil e faz fronteira com a Venezuela também. E o que que tem lá na Colômbia, meu amigo? Que que você acha que tem lá? Tem o quê, né? Tem um partido também, tem uns partidos de esquerda da Colômbia. Que aliados aí aos partidos do Foro de São Paulo já prestaram muita solidariedade e ajudas ao pessoal das FARC. As FARC é um grupo guerrilheiro de guerra civil, um grupo de guerra civil da Colômbia do século 20 que agiu durante várias décadas lá na Colômbia, é que enfrentou com armas o governo colombiano, segundo eles, porque o governo colombiano estava do lado dos neoliberais dos Estados Unidos, porque os Estados Unidos tinham um plano na época, em outras épocas aí, né?

Eles tinham um plano chamado Plano Colômbia. Eles queriam colocar o pessoalzinho deles lá na Colômbia para quê? Para empatar a disseminação da cocaína, porque A Colômbia é, inclusive isso está descrito nas atas do pessoal do Forte São Paulo, a Colômbia é o maior produtor de cocaína do mundo, tá? As terras que produzem a cocaína estão lá na Colômbia. Só que o pessoal que foi combater isso, pessoal dos Estados Unidos, Eles foram acusados de serem os vilões, certo?

Que foi o que as FARC alegou, que na verdade os Estados Unidos queria era tirar as terras do povo campesino da Colômbia, entre aspas. O povo campesino era o povo que plantava cocaína, certo? Você já viu um absurdo maior do que esse? O pessoal das FARC defendia que o pessoal campesino, população rural da Colômbia, tinha o direito de plantar nas terras soberanas da Colômbia o que eles quisessem. Porque afinal de contas, que era a única forma de sobrevivência, eles alegavam isso, tá?

Eles alegavam isso. As FARC, que hoje já não existe porque entrou num processo de acordo de paz, eles não foram julgados pelos vários crimes que eles cometeram lá na na Colômbia. Eles não foram julgados, eles simplesmente foram anistiados. Exatamente, foram anistiados. O PT é contra anistia do pessoal do Rio de Janeiro aqui, que não estava armado. Eles não estavam armados, mas tava com as bandeiras verde e amarela, uns cartazes, e eles não podem ter anistia.

Agora, o pessoal das FARC, que matou muita gente, que andava armado, eles tiveram anistia lá na Colômbia. Anistia, acordos de paz, entre aspas, né, chamado de acordo de paz. Que o pessoal do Foro de São Paulo apoiou as veras aí. A cada edição eles estavam lá se lembrando dos companheiros e companheiras da Colômbia, das FARC, tá? E aí, veja você, o pessoal das FARC alegava que a grande produção de cocaína da Colômbia era na verdade porque o povo campesino, povo do campo, estava passando fome, né?

Eles não tinham outra alternativa de vida a não ser produzir coca. Você veja, meu amigo, se isso presta, se isso tem raiz de racionalidade. Porque você tem lá uma terra, você mora numa terra, você é campesino, né? Você é poceiro, sei lá, mora numa zona rural. Aí quer dizer que você pode plantar arroz, batata, feijão? Existe, na verdade. Ou não existe essas coisas, meu amigo? Para não passar fome, a gente planta comida. Mas não, o pessoal da Colômbia, para não passar fome, planta cocaína.

Aí você me diga, que sentido tem isso? Pois é, o pessoal das FARC tava alegando esse tipo de coisa. Esse tipo de coisa foi alegada pelo pessoal das FARC nas monumentais memórias do Foro de São Paulo. Mas eles diziam que não apoiavam narcotraficantes. Não, imagina, eles protegiam as terras dos que produziam a coca, que é a matéria-prima da cocaína, certo, meu amigo? Eu quero deixar isso registrado para você não dar um de besta, né?

Passado o Foro de São Paulo, gosta de dar um de besta. Mas você veja, a cocaína vem da planta de coca, que é plantada aos montes, aos montes, meu amigo, aos montes, nos montes, muitas terras plantadas de coca para produzir cocaína, porque só dá para fazer com coca cocaína, Coca-Cola. Mas eles são contra Coca-Cola porque é do neoliberalista estrangeiro internacional, então A cocaína. Então isso aí colou, né? E colou tanto, tanto que o pessoal do Foro de São Paulo ainda colocou nas atas deles lutarem pela legalização das drogas.

E eles estão fazendo isso ainda hoje, certo? Lutando pela legalização das drogas. Então tá aí. Só que agora a Colombe pode ser realmente uma pedra no sapato do pessoal do Foro de São Paulo. Tá certo? Pode não. Já está sendo, né? Já está sendo. O Lula não quis ir participar do novo, da posse do novo presidente da Colômbia, que é da direita, mas não é da direita que eles inventaram. O problema é esse, tá? Não é da direita que eles inventaram, é da extrema-direita, é do neoliberalismo.

Aí eles não vão para esse pessoal, eles com esse pessoal eles não conversam. O pessoal da extrema esquerda, eles conversam com o pessoal da direita que eles inventaram, eles conversam. Mas com o pessoal da extrema direita, do neoliberalismo, eles não sabem conversar. Ainda bem, né? A sorte do pessoal neoliberal é essa. Aí, veja só, e aí, para terminar, eu tenho que— não posso esquecer de Cuba, né? O sétimo ponto sensível, mais sensível assim, o A coisa realmente que pega o pessoal, pessoal do Foro de São Paulo de calças curtas, é Cuba, certo?

Cuba, você sabe, né? Cuba é aquela ilha paradisíaca da Guerra Fria, certo? A ilha, né, que abrigou ali a chance do pessoal da Guerra Fria conseguir mandar um míssil nos Estados Unidos nos anos 60. Bom, Cuba também nunca teve um governo, certo? Sempre teve uma dúzia de militares ali, aqui manipulando a economia, no caso o comércio da ilha, que é o que de fato funciona ali economicamente, é um comércio, é uma espécie de venda, né, das grandes vendas que tinha lá na Espanha, foi parar em Cuba.

Só que, bom, teve uma guerra entre espanhóis e norte-americanos, e isso desestabilizou completamente a situação de Cuba. E de modo que Cuba não teve outra alternativa, né? O pessoal de Cuba não teve alternativa a não ser se aliar aos Estados Unidos, que era a economia mais forte ali perto deles, já que eles não tinham mais a infraestrutura espanhola do Império Espanhol, que entrou em decadência. Eles então só tinham os Estados Unidos para poder fazer negócio, né?

Você há de convir comigo que uma venda sem clientes não funciona, né? E Cuba ficou assim, ficou uma venda sem cliente, né? Porque os clientes que tinham não pôde mais fazer negócio. Por causa de quê? Por causa das demandas revolucionárias do Partido Comunista de Cuba, Partido Comunista de Cuba. Eles levantaram, né, a cabeça contra os neoliberais dos Estados Unidos. Isso até hoje é apoiado, isso é a ponta de lança, tá, que o PT ainda está usando para poder manipular a síntese eleitoral, a síntese democrática, né, deles.

Então eles são a favor de Cuba. Do governo de Cuba. E então a situação que envolve Cuba, preste bem atenção, a situação é comercial ali, uma situação comercial. É simplesmente um lugar que vende coisas, ninguém mais compra porque não pode comprar, que foi embargado ali. E foi embargado por causa de quê? Porque Cuba virou uma ilha de traidores, de traidores. Eles traem os próprios cubanos, essa infraestrutura comunista de Cuba é a coisa mais nojenta que a humanidade conseguiu inventar e manter.

Eles traem a população cubana, e como, e traem como dando culpa para os soviéticos. Deram culpa aos soviéticos, e até hoje, minha gente, a República das Uniões Soviéticas se acabou, tá lá ainda no colapso infernal, mas Cuba ainda continua fiel a esses filhos da puta do leste europeu. Eles são fiéis aos filha da puta do leste europeu e deixam a população sem ter o que comer, porque uma venda, um comércio de comida que não tem clientes, meu amigo, não funciona.

Você vai fazer o quê? A população de Cuba está realmente isolada. E veja, essas mesmas estratégias que os filha da puta dos cubanos fazem com o leste europeu é feito também no Brasil, a nível de quê? A nível de Estado, nível de Estado. Então a política externa que os partidários do PT e do Foro de São Paulo fizeram aplicar no Brasil nos últimos anos é uma política de Estado, é uma política externa, melhor dizendo, baseada na Guerra Fria, certo?

Todo o desenho da política externa brasileira petista é de Guerra Fria, é para manter essa estrutura de Guerra Fria. Então, os acordos comerciais, as eleições e a escalada de guerras mundiais é o ponto mais sensível que envolve Cuba, Brasil e, no caso, os Estados Unidos, né? Os Estados Unidos, no caso, no jogo retórico do pessoal do Foro de São Paulo, os Estados Unidos é o vilão, é o vilão. Porém, é um vilão, como eu disse, que pode deixar de ser vilão, pode se virar a direita do Foro de São Paulo, certo?

Se o pessoal do Foro de São Paulo, de Cuba e de Brasilândia, que é essa Brasília de Cuba, se eles conseguirem um acordo com o pessoal dos Estados Unidos, se eles conseguissem um acordo com o pessoal dos Estados Unidos, e eles podem conseguir se o pessoal democrata ganhar, que a luta é essa. Se o pessoal democrata ganhar lá, se esses democratas dementes do Biden ganhar, aí eles viram a direita, eles viram a direita do Foro de São Paulo.

E aí pronto, aí, aí esse, esse sistema de coisas de Cuba de Brasilândia, de Rússia fodida, vai invadir os Estados Unidos. E aí, para ter uma guerra civil nos Estados Unidos e uma outra grande guerra mundial no mundo, é uma questão de dias, meu amigo, dias, certo? Então é isso que eu tô dizendo a você, fique de olho. Posso ser que o pessoal do Foro de São Paulo realmente consiga amarrar essas estratégias todas e deixar de fato o mundo dessa forma.

Aí você fica sabendo, vai ter uma Terceira Guerra Mundial, vai ter uma guerra civil nos Estados Unidos e todo mundo vai se ferrar. Agora, claro, todo mundo da dialética, né? Queira você ficar fora da dialética, vai ser mais difícil. A gente vai ter que pagar as coisas mais caro, vai ter escassez de muitas coisas por causa das guerras que vão aumentar. Mas é isso, se o plano de dominação do Foro de São Paulo funcionar, é isso aí que vai acontecer.

Então aí você fica de olho nesses 7 pontos, e são 7 pontos da dominação estratégica do Foro de São Paulo. Se isso der certo, se eles realmente conseguirem um acordo, como eu disse, com a direita deles, que é os democratas dos Estados Unidos— eles estão de olho nisso, tá? Eles não estão nem de olho na economia do Brasil, que eles já jogaram aos poucos, eles não ligam mais. O negócio deles é conseguir um acordo que ligue eles aos democratas, Joe Biden, porque o Joe Biden e os democratas que seguiram Joe Biden, Barack Obama, eles é que são a direita, dialogável, certo? Opção à direita, dialogável. Até a próxima!

Rádio (atividade) - As atas do foro de São Paulo e o meu Neoliberalismo | Castnews Index — Castnews Index