MANTENDO O VÍNCULO DA PAZ PELA MANSIDÃO E HUMILDADE | Isabelle Medeiros
Palavra ministrada na Igreja ONE Rio em 10/05/2026
Isabelle Medeiros
Vini
- Paz InteriorMansidão e humildade · Base para a vida cristã · Livro Manso e Humilde de Dane Ortlund · Efésios 4:1-3
- Jesus como solução e esperançaMateus 11:28-30 · Coração hebraico vs. ocidental · Virtude negligenciada da mansidão · Hiperprodutividade e pressa · Escutatória
- Seis Aspectos da Mansidão segundo Jonathan EdwardsEspírito de cordeiro ou pomba · Paz e calma no comportamento · Mansidão para todos e todos os momentos · Aroma da vida cristã · Soberania de Deus e mansidão · Favorecidos pela mansidão de Deus
- O exemplo de João Batista e a humildadeFilipenses 2:5-11 · Encarnação de Jesus · Obediência até a morte · Servir sem ganância · Parábola dos lugares à mesa
- Humildade versus exaltaçãoGuerra espiritual com armas de Deus · Pecado do zelo dissimulado · Ato de Tolkien em O Hobbit
- Contexto da Carta aos EfésiosPaulo prisioneiro · Cidade de Éfeso · Evangelho e sua aplicação · Teologia pública
- Oração e intercessão pelas mãesMães no hospital · Bebês prematuros · Cura e restauração · Paz que excede todo entendimento · Anjos ministradores de cura
- Devocional Filhas Antes de TudoIdentidade em Deus · Maternidade · Ser filha antes de ser mãe
Sejam muito bem-vindos a mais um podcast da Igreja One. Fique a seguir com o Sermão da Semana. Amém, irmãos. Bom dia. Mais uma vez a todas as minhas amigas e mães. Feliz Dia das Mães. Eu sinto da gente orar mais um pouquinho.
por algumas mães que estão no hospital agora. Algumas estão... Tem até amigas nossas, né? Tem a mãe da Raquel também que está no hospital. Eu sinto da gente orar por essas mães que estão talvez com bebês prematuros.
que estão no hospital por algum motivo e estão passando esse dia lá. Amém? Vamos orar? Se você lembrar de alguém, também coloque essa pessoa diante do Senhor agora. Senhor, nós colocamos agora as mães que estão no hospital, Senhor.
Seja por uma enfermidade, seja porque estão com seus filhos internados. Nós pedimos, Espírito de Deus, Espírito de Vida, venha sobre esses hospitais agora no Rio de Janeiro, sobre o Brasil. Nós pedimos sopro de vida. Nós oramos para que haja cura, Senhor, para que haja restauração. E acima de tudo, Senhor, para que haja xalom.
Que haja o teu xalão, Senhor, trazendo paz, uma paz que excede todo entendimento a todas as filhas que estão agora, Senhor, nos hospitais. No nome de Jesus, que elas se sintam consoladas e abraçadas pelo teu Espírito agora mesmo. Envia anjos ministradores de cura, Senhor, nos hospitais agora. Nós damos uma ordem aos anjos ministradores de cura, Senhor.
Para que haja cura, que a gente ouça boas notícias de amigas próximas, Senhor, que estão agora mesmo no hospital. No nome de Jesus. Amém. Amém. Antes de começar a palavra, eu queria apresentar um livro que eu tive o prazer de participar, chamado Filhas Antes de Tudo.
Saiu agora pelo Desescope, um devocional para mulheres, um caminho de volta ao lugar onde sua identidade começa, o coração do pai. É o devocional com várias mães escrevendo aqui, esse olhar da maternidade, de como que nós, antes de qualquer coisa, somos filhas, e a partir desse lugar nós podemos cuidar do outro, maternar.
Então, indico, eu fui muito abençoada, já li vários. A Bru escreveu, né? A esposa do Vilas Boas. A Prisca também, do Canto, escreveu. A Nath Molinar escreveu um devocional para mães atípicas. Eu fui muito abençoada, muito abençoada com o texto dela. A Tamiris Garcia, enfim. Leiam que abençoou muito. E o meu também, né, gente? Espero que abençoe alguém.
E essa pregação de hoje se chama Mantendo o vínculo da paz pela mansidão e humildade. Não é uma pregação para mães, mas é também. Porque a gente vai ver que a mansidão e a humildade é base para muita coisa na vida cristã.
E eu me fundamentei muito nessa pregação, nesse livro aqui do Dane Ortlund. É um escritor que fala muito sobre o Jonathan Edwards. Então, toda citação que eu fizer do Jonathan Edwards vai ser indiretamente feita pelo Dane. Ele tem aquele livro que ficou mais conhecido, Manso e Humilde. É, Manso e Humilde, não é?
mas esse livro, gente, esse livro aqui, assim, eu revisito ele, eu ganhei até ele do João Vasconcelos, na época, assim, me abençoou muito e ainda tem me abençoado, de vez em quando eu visito ele, e para montar essa pregação eu fui nele. Então, eu quero que a gente leia lá, abra em Efésios 4. Efésios 4.
do 1 ao 3 quem achou diga amém quem não achou diga misericórdia
Gente, eu ouvi muito a Helena Raquel essa semana. Se eu vier de pentecostal, é a influência dela. Vamos ver se sai um tiquinho da unção dela por osmose, assim, de tanto que eu ouvi. Fui muito abençoada por ela essa semana. Então, vamos lá. Efésios 4, do 1 ao 3. Como prisioneiro no Senhor, peço a vocês que vivam de maneira digna do chamado que receberam.
Com toda humildade e mansidão, com paciência, suportando uns aos outros com amor. Façam todo esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.
Vou orar mais um pouco. Senhor, nós te agradecemos pela sua palavra. Nós pedimos, Senhor, para que o teu Espírito nos ilumine. Que a sua palavra seja como uma espada de dois gumes que divide as intenções do nosso coração, Senhor. Que ela penetre no nosso âmago e faça frutificar.
Que nós saiamos daqui mudados um pouco mais pela sua palavra nessa manhã, Senhor. No nome de Jesus. Amém. Então, gente, antes de entrar no texto especificamente, quero falar um pouquinho do contexto da carta de Paulo aos Efésios.
Paulo aqui estava preso, ele foi preso pelos romanos. E em Atos 19 a gente vê como é que Paulo chega nessa cidade. Era uma grande cidade, um epicentro ali da maioria dos deuses gregos e romanos. Então era uma cidade muito conhecida, bem, vamos considerar assim, o que a gente tem hoje em mente de metrópole. E Paulo esteve dois anos nessa cidade como um missionário, muito influente também, e muitos irmãos foram levados.
a Cristo, tanto judeus quanto gregos, através da vida de Paulo. E nesse momento, foi um pouco depois disso, ele ficou dois anos lá, esse momento que ele escreve essa carta é o momento que ele está preso, como ele começa nesse versículo dizendo.
como prisioneiro no Senhor. Ele já havia dito isso anteriormente na carta e aqui ele reforça. Então, na primeira metade de Efésios, do 1 ao 3, a gente vê Paulo passeando pelo Evangelho, culminando em Cristo Jesus, explicando que o ápice, o clímax do Evangelho é Cristo Jesus.
e a sua criação multiétnica, que é essa formação de gentios e judeus como corpo de Cristo. Então, essa é a primeira parte dessa carta, do 1 ao 3. Nessa segunda parte, que começa o capítulo 4 até o capítulo 6...
Paulo começa a nos ensinar como que esse evangelho que tem o seu clímax em Cristo Jesus, ele acontece na nossa vida, seja no lar, seja na igreja local, seja na sociedade como um todo. Então ele começa a dar passos práticos de como nós podemos viver esse evangelho que tem o seu clímax em Cristo Jesus. Eu estava conversando com o Vini ontem que eu acho que se houver...
Vou arriscar dizer isso, não é nenhuma opinião de teóloga, é uma opinião pessoal. Se houver uma carta no Novo Testamento, que a gente pode fazer talvez um curso sobre teologia pública, seja Efésios. Devido ao contexto da cidade, e devido a esse contexto mesmo, como ele gasta esse primeiro momento explicando o Evangelho e como que ele acontece na nossa vida comum. Então, a gente começa o texto com essa afirmação de Paulo como prisioneiro no Senhor.
Paulo parece afirmar algo que ele já havia dito antes. E toda vez que eu vejo Paulo afirmando, às vezes que ele foi aprisionado, que ele foi abatido de alguma maneira, açoitado, me parece que Paulo está mostrando o diadema, a coroa do seu ministério, que é sofrer como Cristo Jesus. Paulo era um homem que tinha o seu padrão de sucesso totalmente e eu não tinha o seu padrão de sucesso.
oposto ao padrão de sucesso do mundo. Então ele começa afirmando, eu, prisioneiro no Senhor, como se fosse o orgulho dele, estar preso pelo Evangelho, por amor ao Evangelho, por sofrer pelo Evangelho de Cristo Jesus. E ele continua, como prisioneiro no Senhor, peço a vocês, o que ele pede?
que vivam de maneira digna do chamado, tem algumas versões que estão dizendo vocação do seu chamado, que receberam. Aqui começa uma aplicação, então, desse entendimento.
do Evangelho, do que ele construiu até agora, do que é o Evangelho, sobre a nossa posição em Cristo por meio da graça. Então, agora ele está dizendo, por causa dessa posição que a gente viu que nós temos em Cristo Jesus, o fato de estarmos assentados nas regiões celestiais, de termos essa posição por meio da graça, agora vivam, sejam práticos.
vivam de maneira, de acordo com o chamado que vocês receberam. E que chamado é esse? Que vocação é essa? É um ministério? Essa vocação que Paulo está colocando aqui, vocês acham que é um ministério?
Não, a vocação aqui tem um sentido do que foi construído anteriormente na carta, essa posição, ou seja, o nosso novo nascimento, esse chamado de sermos amigos de Deus e de refletirmos o seu amor pregando o evangelho no mundo. Então, a partir desse entendimento, dessa base, ele vai começar a explicar como nós precisamos viver. E como que é, gente? Qual é a primeira coisa...
que Paulo fala que nós devamos viver de maneira digna do chamado que recebemos. Com o quê? Quais são as duas primeiras características que Paulo afirma no texto? Com toda humildade e mansidão. De tudo que Paulo poderia listar, ele começa com essas duas características. Humildade e mansidão.
Quando vocês ouvem essa palavra, vem algum outro texto na cabeça de vocês? Gente, interage comigo, eu sou professora, eu preciso disso, eu preciso de vocês. Jesus, Jesus, o texto é Jesus. Vamos abrir em Mateus 11, 28 ao 30.
Mateus 11, 28 ao 30. Amém? Venham a mim todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu darei descanso a vocês. Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou...
Ficou bonito, hein? Gostei. E vocês encontrarão descanso para as suas almas, pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.
Então aqui nós temos, no Evangelho de Mateus, a descrição do coração de Jesus. O coração de Jesus é manso e humilde. Dos quatro evangelhos de 89 capítulos, onde nós vemos narrativas de milagres, de sinais e maravilhas, de oração, de Jesus com pecadores, de Jesus... É...
exortando os religiosos de tudo, só há um lugar que Jesus fala sobre o seu próprio coração. E de tudo o que esse rei glorioso podia descrever sobre o seu próprio coração, ele poderia descrever majestoso, ele poderia descrever exaltado, ele poderia descrever tantas coisas, mas de tudo esse rei glorioso escolhe duas coisas, mansidão e humildade.
A gente precisa ter em mente que o coração no contexto hebraico não é o mesmo que para nós ocidentais. Coração para nós ocidentais tem muito a ver com o sentimento, certo ou não? Ai, meu coração está doído, a gente usa essa palavra. Mas para o hebreu não, coração para o hebreu também, a palavra ali no original pode ser entranhas.
que significavam tudo aqui, da onde para sair de toda fonte de vida.
que é o que vamos ouvir ali em Provérbios 4, 23. De tudo que você deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procede toda fonte de vida. Então, coração aqui, Jesus está falando que o âmago do seu ser é manso e humilde. Não é um sentimento de mansidão ou de humildade, não. Ele é, ele é manso e humilde. Olha o que Walter C. Wright vai dizer sobre isso.
Que declaração maravilhosa. Aquele que fez os mundos, que pôs as estrelas no firmamento, que conhece o nome de cada uma delas, que mantém as inúmeras constelações nas suas órbitas, que pesa as montanhas e as colinas na balança, que considera as ilhas como um cisco, que faz sua mão uma concha para medir as águas dos oceanos.
perante quem os moradores da terra são como gafanhoto. Justamente ele, quando entra na vida humana, o faz com um coração manso e humilde. Não é que ele criou um ideal humano perfeito e depois se acomodou a ele. Não, ele era o que demonstrava.
Especificamente sobre mansidão de Anatoeda diz que talvez essa seja a virtude negligenciada entre os cristãos atualmente. Se Edwards dizia isso em 1725, quem dirá nós? Pós-modernos, hiper-modernos, modernidade líquida, o nome que você quiser dar para o nosso tempo. Atarefados, sobrecarregados.
Olha o que que Edurds vai falar. Uma virtude que necessito em grande medida para dar beleza e brilho ao meu comportamento é a mansidão. E caso eu tenha mais que um sopro de mansidão, serei amplamente reformado.
Então, no nosso tempo, onde há hiperprodutividade, onde essa pressa que nos acomete a todo instante de tentar sermos notados pela sociedade, de tentar fazer o nosso nome conhecido, de ter que dar conta de si mesmo como o bicho rã...
Byung-Chul Han vai dizer, somos algozes de nós mesmos. Antes, o que era exterior a nós, o que era a cobrança que vinha de um patrão, de uma empresa, de um trabalho, agora ela está introjetada. Nós somos algozes de nós mesmos. Então, nós precisamos da conta da nossa própria vida. E essa pressa, essa hiperprodutividade tem nos levado a um estilo de vida nada manso e humilde.
Mancidão no dicionário oficial, na língua portuguesa, significa desprovido de pressa. Mas a ocupação e a pressa são os status principais dos nossos dias, ao ponto, gente, de que as pessoas estão ganhando rios de dinheiro para ensinar outras a escutarem.
Gente, a gente tem que saber fazer dinheiro, Timóteo. Vamos lá. As pessoas estão ganhando rios de dinheiro com uma... Não sei se vocês já ouviram falar sobre escutativa. Gente, isso está em vários cursos de neurolinguística. E as pessoas estão precisando aprender a escutar.
Nós descobrimos que somos desprovidos de mansidão quando alguém mal terminou de falar e nós já temos uma resposta na pontinha da língua para dar para o outro. Minha mãe dizia assim, gente, eu imito muito bem minha mãe, minha mãe é nordestina, tá? Minha mãe fala assim, Isabelle, tu tem que ser advogada, porque tu está já, uma, antes nem terminei, minha filha, de falar e tu já tem uma resposta na ponta da língua.
Antes do outro terminar de falar, a gente já vem com mil justificativas. Principalmente quando o argumento do outro tem a ver com nós. Quando é uma coisa que ofende o nosso ego. Então, a gente já vem com a justificativa A, mas se não der certo essa A, eu tenho uma B, uma C, uma D, até a Z. Eu tenho todas as justificativas do mundo para dar. Nós estamos precisando aprender, irmãos, a ouvir uns aos outros verdadeiramente.
A compositora Mediana Cimento, do coletivo Candieiro, escreveu uma música que se chama Alguém para Falar, que, para mim, captura muito bem o amor do mundo. A primeira vez que ouvi essa música, mexeu muito comigo, eu chorei muito. E a música diz assim, vou ler a letra, não vou cantar, vou ler para vocês. Não tem como eu cantar Mediana Cimento, não dá. A mulher canta num nível que não tem como.
Tô procurando alguém, fulano ou não sei quem. Mora em qualquer lugar, me diga que eu vou lá. Não importa eu andar, só me diga por bem, alguém. Tô procurando alguém, cicrano ou não sei quem. Que não vire o olhar, vire de costa e vá. Que não cuspa no chão e que me escute sem caçoar.
Estou procurando alguém, fulano não sei quem, mora em qualquer lugar, me diga que eu vou lá, não importa eu andar, só me diga por bem alguém. Estou procurando alguém que eu possa falar que não está tudo bem, dizer que o que tem no peito eu não conto a ninguém.
Pois não encontro alguém para ouvir o que tenho a dizer. Estou procurando alguém para falar. Estou procurando alguém. Alguém que arraste um banco e sente na minha frente. E não me ache impertinente quando expõe o caos que há em minha mente. Eu estou. Estou procurando alguém para falar. Estou procurando alguém. Que eu tenho medo. Estou doente. Um inquilino inadimplente. Despejado pela própria mente, eu sou.
Sou o amigo isolado, um casarão desabitado, trancafiado com corrente. Sou um choro engasgado, eu tenho medo, estou doente, estou doente, eu estou. Estou procurando alguém para falar. Essa canção, quando eu ouvi a primeira vez, mexeu comigo no nível, gente. O mundo carece do coração manso e humilde de Jesus.
Quem irá se debruçar suficientemente sobre o coração manso e humilde de Jesus a ponto de não viver preso a uma existência autocentrada? Consumida em produzir para si mesmo, para os próprios interesses, para correr atrás das suas próprias demandas. Mas escolher parar com tempo, com calma, para ouvir o outro.
para ouvir verdadeiramente o outro, para acolher a dor, para chorar com os que choram, para sorrir com os que se alegram, para entregar uma palavra de sabedoria ao desesperado que talvez está do lado de você do ônibus e talvez está pensando em tirar a própria vida.
Alguém do seu trabalho. Para trazer esperança ao abatido. E consolo ao coração cansado. Quem irá anunciar o ano aceitável do Senhor? Quem? E eu não digo isso apenas para os de fora, irmãos. Eu estou dizendo para nós aqui dentro. Para ouvir o seu irmão sem estereótipos.
Para ouvir verdadeiramente a sua família, talvez ao seu cônjuge, talvez ao seu pai, talvez à sua mãe, quem? Estamos nos ouvindo de verdade, irmãos? Estamos ouvindo a Jesus com um coração manso e humilde? Eu acho que já ficou claro que precisamos de mansidão e humildade.
O que é mansidão, então, irmãos? Para a gente não ficar num campo vago do que é essa mansidão e essa humildade. Eu vou listar aqui seis coisas que o Jonathan Edwards fala sobre mansidão. Primeira delas, um espírito de cordeiro ou de pomba, especialmente brandura.
A certeza de quem Jesus era no Pai, o Filho amado em quem o Pai tinha o prazer, dava a convicção de Jesus não precisar se justificar a todo instante. Dava a convicção de que quando ele era questionado, ele responder de acordo com a vontade do Pai. Ele não precisava se auto-justificar, ele não precisava ficar dizendo que ele era o Filho de Deus, muito pelo contrário. Muitas vezes ele pedia, ele curava e pedia o quê?
No início ele do ministério, não conta para ninguém não que ainda não é a hora. Jesus tinha uma tamanha convicção do amor do Pai sobre ele, que ele era desprovido de uma justiça própria. A justiça dele vinha do Pai. A certeza do que ele era vinha do Pai. E isso dava a Jesus o espírito de um cordeiro que foi até a morte e morte de cruz, como um cordeiro mudo.
A mansidão, irmãos, nos torna como crianças. O segundo aspecto, as palavras ou o comportamento demonstrarão paz e calma. Jonathan Edwards diz, não haverá uma expressão imprudente e precipitada. Não haverá um semblante amargo e irritado. Nem violência no falar ou na postura.
Esse é o estereótipo do evangélico brasileiro, irmãos? Digam a verdade. Esse é o estereótipo do evangélico brasileiro? Uma pessoa que é branda no falar, que não se precipita, que não tem violência no falar ou na postura. É só a gente começar a ver os maiores líderes representantes na nossa nação que representam o evangelho.
Não preciso citar nomes. Não. Nós estamos, como Jonathan Edwards diz, é uma virtude que foi esquecida nos nossos tempos. Isso não tem a ver, irmãos, com coadunar com injustiças e ficar quieto. Porque Jesus, no tempo correto, ele foi lá, vocês lembram? E virou?
As mesas. Então, quando ele via uma injustiça, ele se posicionava com a ira do pai. Mas era a ira do pai, não era a ira pessoal de uma necessidade de uma auto-justiça. Era a ira do próprio Deus, era a justiça divina sendo implementada. Mas isso foi com quem? Com os religiosos. Jesus foi violento em sua expressão com os religiosos, mas com os pecadores ele foi o quê?
Manso e humilde, misericordioso.
Terceiro ponto, não é somente para uns, é para todos. Mansidão é essencial ao viver cristão. Ela não é um complemento, ela não é genética, ela não é personalidade, a bruxaria gospel dos temperamentos. Ah, porque o fleumático é mais manso, o colérico não é manso. Não tem a ver com isso.
Por que não tem a ver com isso, irmãos? Porque ela não é inerente ao caráter, não é inerente a uma genética. Ela é um fruto do espírito.
Então, se é um fruto do Espírito a mansidão, nós precisamos da vida do Espírito para sermos cheios dela diariamente, constantemente. Não é à toa que no capítulo seguinte, Paulo vai falar de como se encher do Espírito. E como que isso vai refletir para a vida no lar, para a vida na igreja local, para a vida em sociedade. O fruto do Espírito é mansidão. Não é um dom.
porque dons são repartidos de maneiras diversas, como o Paulo também escreve em outras cartas, como bem o Espírito quer. Mas não, se Deus é manso...
É um fruto, quando nós nos alimentamos dele, nós também nos tornamos mansos. É um fruto de quem anda com Jesus. Então, não é somente para uns, irmãos, é para todos nós. Importa se você acredita nos temperamentos, não importa se você... Agora tem um outro negócio, né? Agora está quase virando um mapa astral esse negócio de temperamento. Eu tenho um negócio de frio, quente, né? Vocês já viram isso, gente?
Gente, se tem alguém que trabalha com isso aqui, me perdoa, tá? Tem alguém que trabalha com isso aqui? Não, amém. Glória a Deus. Letícia, para a palhaçada, hein?
Mas, assim, é porque vira um negócio que você se condiciona por causa daquilo. Mas nós que temos o fruto do Espírito, nós nos condicionamos pela vida de Cristo. E não pelo que um, algo da psicologia moderna diz. Não desconsiderando a psicologia moderna. Porque eu trabalho com isso. É medieval? Não, mas é o negócio do quente e frio, é moderno, amor. Esse negócio é novo. Meu marido, historiador, está falando que é medieval. Então, é medieval. Acredito nele.
Mas se vocês entendem que esse é o ponto, de que se nós andamos com Jesus, nós nos parecemos com ele acima de temperamentos. Amém? Amém. Não é somente para todos os cristãos, mas também para todos os momentos. Glória a Deus. É para todos os momentos, irmãos.
Ai, para todos os momentos, isso aqui me pega muito. É naquele momento que você está mais cansado, porque o cansaço... A gente fala assim, o cansaço gera estresse. De acordo com a neurociência, isso se comprova. Quando a gente está muito cansado, o nosso organismo libera vários hormônios, que são os hormônios do estresse, né, bióloga? Está certo, né? Estou falando besteira, não. Libera. Ok.
Mas, eu acredito que também o cansaço só revela o que está ali dentro de nós. Nosso mais estado brutal de pecaminosidade vem para fora. Então, é a todo instante. É no instante que você está mais cansado, a mansidão e a humildade precisa...
Ser um fruto do Espírito na sua vida. Quando o seu filho não dorme de madrugada e você tem vontade de tacar ele na parede. Desculpa a gente falar isso no dia das mães, mas essa é a verdade que toda mãe passa quando o filho acorda no mínimo umas cinco, seis vezes de madrugada. E você só quer dormir.
Nesse momento, o espírito quer estar ao seu lado, liberando a mansidão suficiente para você ninar a sua criança. Vocês entendem como é prático? Não é algo vago? É algo muito real? É no trânsito, gente. Gente, no trânsito. No trânsito. E o marido sabe. Quando eu vejo uma pessoa lerda na minha frente, só Jesus.
E é nessa hora que o Espírito quer gerar a mansidão necessária. Amém? Nesse sentido, mansidão é diferente de muitas outras virtudes cristãs. Por exemplo, a coragem ou a castidade, ela é exigida a partir de determinadas situações concretas, certo? Ela não é...
ela não é uma virtude que é acionada, mas ela é o nosso fôlego. Porque Jesus é manso, faz parte do caráter dele, da essência dele. A coragem você precisa em determinados momentos. Ah, eu preciso tomar uma decisão que exige de mim coragem. Então, eu oro, o Espírito me enche de coragem, eu tomo a decisão. Agora, mansidão não, gente. É a todo instante, é o nosso fôlego. É como o ar respirado, Jonathan Edwards vai dizer.
Olha o que ele diz. Aqueles que estão vivos para a beleza têm uma certa fragrância em si que paira sobre tudo o que fazem, adoçando suas palavras, suas ações e seus semblantes. Jonathan Eddard vai dizer que a mansidão é o aroma da vida cristã.
Por onde passamos, mansidão precisa ser reconhecida. Então, às vezes, eu lido com isso muito no meu trabalho. Eu chego para fazer um atendimento com famílias que estão alteradas por alguma coisa que aconteceu com o seu filho dentro da escola. E é o trabalho de psicologicamente eu pensar, essa pessoa não está me atacando.
Ela só está chateada por algo que aconteceu dentro da escola. Então, eu tenho ouvidos para ouvir, para ver se aquilo que ela está falando é pertinente ou não.
Será que a gente errou como escola? A raiva dela, por mais que pareça pessoal, não é pessoal. Ela está chateada porque o filho aconteceu alguma coisa aqui dentro. Então, eu preciso ouvir se ela tem razão ou não. E eu acolho a dor. Se eu ouço, eu consigo acolher. Eu acolho a dor daquela família e consigo mostrar o que a gente pode ter errado, o que a gente pode não ter errado. Talvez seja uma perspectiva que ela está tendo de fora, de alguém que não tenha noção do que é a dinâmica de uma vida escolar.
Mas vocês entendem que a mansidão de não precisar me justificar diante daquele pai, daquela mãe...
que tudo que ela está falando é verdade ou é mentira, me faz ouvir verdadeiramente esse pai e essa mãe. E eu consigo mostrar o caráter de Jesus manso e humilde. E muitas vezes, muitas vezes, irmãos, esse pai e essa mãe chegam de um jeito e saem abraçando a gente, saem beijando a gente. Nem sempre.
Confesso, nem sempre. Mas isso mostra. Estou falando uma situação específica do meu trabalho. Tenho certeza que vocês pensaram em números nos trabalhos de vocês. Mas nós precisamos disso o tempo inteiro. E quando nós, de fato, conhecermos o caráter de Jesus, essa fragrância, esse aroma, será sentido como o bom perfume de Cristo que precisa perfumar os ambientes por onde a gente passa. Quinto ponto.
Uma elevada visão da soberania de Deus abastece a mansidão cristã. Quando os olhos do próprio Edwards foram abertos para a beleza de Deus, ele viu duas coisas acima de tudo mais. A majestade, o rei glorioso e a brandura de Deus juntas. Deus...
Não, desculpa. De um lado, foi a soberania completa de Deus que se mostrou a ele em uma doutrina excessivamente agradável e brilhante. E, por outro lado, foi a mansidão com descendente de Deus que era doce e amável, atuando juntas as duas. Edwards viu Deus dono de alta, grande e santa mansidão.
A soberania de Deus e a mansidão, elas não se excluem. Elas andam juntas, elas se reforçam mutuamente. Eu aprendi com o Jonas Madureira um pecado que toda mãe passa. Não sei se os pais passam também. Estou falando do meu lugar de fala de mãe. Que é a pretensa onipotente. Nunca mais me esqueci desse pecado. Pretensa onipotente. Onipotência é um atributo de Deus?
É comunicável? Dentro da teologia está dentro dos atributos incomunicáveis de Deus. Onipotência, só Ele tem. Mas muitas vezes nós tentamos, nós pretendemos, por isso pretensa, ser onipotente como Deus é. Isso significa o quê? Que eu tento controlar o outro o tempo inteiro.
Então, eu quero controlar a minha filha de seis anos que está num processo de maturação cerebral e falar, cara, de novo isso? De novo? Eu já falei dez mil vezes com você a mesma coisa. Eu quero controlar o ritmo, a dinâmica dela do interior dela, como ela sente as coisas. A Maria não está aí, não, né?
Ela não gosta que fale dela, ela se sente exposta. Mas não tem como não falar, né? Ela é muito sensível, é uma pessoa sensível. E às vezes me irrita muito ela chorar por tudo. E eu falo, filha, não precisa chorar, mas ela está sentindo verdadeiramente aquele choro. E eu quero controlar o choro dela. Eu pretendo ser onipotente como Deus para querer controlar o interior dela.
Nós, cônjuges, mulheres, estou falando só do meu lugar de fala, vocês homens, pensem nos problemas de vocês. A gente não quer o tempo inteiro controlar o ritmo e o tempo dos nossos esposos?
Mas eles são seres humanos totalmente diferentes, biologicamente, uma criação diferente da nossa. E muitas vezes nós não conseguimos admitir isso. De que ele é um ser humano diferente, não vai fazer as coisas no nosso tempo, na hora que a gente quer, do jeito que a gente quer. Estamos pretendendo ser onipotente como Deus. Nos falta mansidão. Amém?
E aí entra no ponto que a Caterine trouxe, misericórdia. Misericórdia, sim. O sexto ponto, favorecidos pela mansidão de Deus em Jesus, refletimos a ternura divina uns com os outros.
Nada, afirma Edwards, tem uma tendência maior a promover as amáveis disposições de misericórdia, tolerância, longaminidade, mansidão e perdão do que o senso de nossa própria extrema indignidade, miséria e infinita necessidade que temos de piedade, tolerância e perdão divinos.
Ou seja, meditar sobre o seu próprio coração pecaminoso e o quanto que por diversas vezes Deus é misericordioso diariamente, constantemente, porque se não fosse nós já teríamos sido consumidos diante do outro ano. Toda vez que você chega diante do altar de graça e misericórdia de Deus, ele te vê coberto pelo sangue, porque senão você teria sido fulminado e eu também.
Então, toda vez que eu medito em todo pecado que eu tive no meu dia, eu estou fazendo um acompanhamento terapêutico e ele faz um exercício para eu pensar no mais positivo do dia e no mais negativo. Geralmente, o mais negativo tem a ver com o pecado meu.
Então, todo dia eu estou pensando hoje em como eu pequei naquele dia também. Simplesmente, se nós meditarmos o quão pecadores somos, o quão dependentes somos da graça de Deus, nós vamos ser mais misericordiosos e mansos uns com os outros. É ou não é, gente? Tira primeiro a viga do seu olho. Então, você verá claramente para tirar o cisco do olho do seu irmão.
A proposta é que não tira o cisco do olho do seu irmão. É? Ele está ensinando como fazer. O como é, medita primeiro na sua trave. A palavra viga aqui, trave, era uma madeira usada como fundamento de telhados de antigamente. Era uma madeira muito grande. E a palavra cisco, que é o que tem no olho do teu irmão, é um gravetinho fininho.
Na palavra no original. Ou seja, só você sabe tudo o que passa de ruim dentro de você. Nem seu marido, nem sua esposa, nem seus pais sabem. Na sua mente, os pensamentos impuros. Só você. Se você pensar um pouco nisso, o que tem no olho do irmão, você vai ver que é só... Você está vendo só uma parcela. É só um gravetinho. Deixa eu ajudar o meu irmão no processo dele de santificação com mansidão e humildade. Porque eu sei o quão dependente da graça eu sou.
E humildade, irmãos. A gente falou muito de mansidão. Eu queria rapidamente tocar um pouco também no caráter de Jesus, que é humilde. Eu vou ler, não precisa abrir, eu vou ler Filipenses 2, 5 até 11. Tende em voz o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou com usurpação o ser igual a Deus. Antes, a si mesmo se esvaziou.
E assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança a homens e reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até a morte e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu...
o nome que está acima de todo nome, para que, ao nome de Jesus, se dobre todo o joelho nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor para a glória de Deus Pai.
Em Filipenses 2, nós temos a nossa maior referência de humildade. Deus sendo Deus soberano, criador de todas as coisas, atemporal, subjugado pelo tempo, Ele decide encarnar. Ele decide nos servir como humanidade. Como Ele decide nos servir como humanidade? Se tornando um arcanjo? Ele se esvazia. Ele se torna um querubim?
Ele se torna o quê? Ser humano, a sua própria criatura. Esse, para mim, é o maior escândalo do Evangelho. O Deus criador de todas as coisas se tornando a sua própria criatura.
O Logos, o verbo que trouxe à existência tudo o que existe, que formou do pó da terra seres humanos agora como ser humano. Mas não só como um ser humano, como um bebê numa manjedoura, em uma família pobre, submetido aos cuidados de uma adolescente. Maria era adolescente quando teve Jesus. Pobre. Ele poderia ter vindo. Tá bom, vou encarnar, vou virar um bebê, vou vir numa família rica. Não, ele se torna...
Ser humano numa família pobre, sendo cuidado por uma adolescente. Que nível de confiança Jesus tem no Pai na eternidade para escolher encarnar dessa maneira.
A palavra aqui sobre terem unidade no mesmo espírito, sendo humilde como Cristo, é a mesma palavra que usa, é uma expressão que diz, uma forte vontade que leva a uma ação imediata. Então, ter o mesmo sentimento, como a gente estava explicando que coração, para o hebreu, não tem a ver com o sentimento, essa palavra sentimento não é bem a tradução que deveria ser.
Na verdade, a tradução que deveria ser é uma ação imediata. Então, tem em vocês a mesma ação imediata que Cristo teve na encarnação. Como Jesus foi humilde, irmãos. Além de tudo isso, da encarnação, sendo bebê na manjedoura, numa família humilde, ele aprendeu tudo em obediência ao Pai.
30 anos escondido, sendo um carpinteiro, aprendendo uma profissão, tendo que estudar, tendo que aprender a ser humano, sem deixar de ser Deus. Ele não deixou de ser Deus, amém? Mas ele é totalmente homem, totalmente Deus. Ele aprendeu a ser humano e obediente ao Pai em todas as coisas, submetido à voz do Pai a todo instante.
Então, irmãos, quando o Sermão do Monte diz que bem-aventurados, mais que felizes, os humildes, pois deles é o reino dos céus, essa promessa só existe porque o dono do céu é o servo sofredor.
O dono de todas as coisas é o servo sofredor. O dono do universo que nunca foi criado, que existe ante todas as coisas, é um rei humilde. A promessa de sermos mansos e humildes está disponível a nós, porque o nosso rei glorioso é manso e humilde.
Então, nós podemos, sim, servir uns aos outros. Sem gana, sem o desejo de querer fazer o nosso nome reconhecido. Por que eu ainda não fui colocada não sei aonde no meu trabalho? Por que eu não fui colocada não sei aonde no ministério? Irmãos, o nosso Deus se desapegou de todo o título que ele tinha para vir.
como um bebê numa manjedoura. Por que nós estamos tão apegados, tão apegados aos nossos títulos, tão apegados a fazer o nosso nome conhecido? Isso é antievangelho. Isso é antievangelho. O evangelho é de um rei que é servo.
Por isso que Jesus usa em Lucas 14, na parábola, ele fala, quando notou como os convidados escolhiam os lugares de honra à mesa, Jesus lhes contou esta parábola. Quando alguém o convidar para um banquete, num casamento, não ocupe o lugar de honra.
Pois pode ser que tenha sido convidado alguém de maior honra do que você. Se for assim, aquele que convidou os dois virá e dirá, deu lugar a este. Então, humilhado, você precisará ocupar o lugar menos importante. Mas quando você for convidado, ocupe o lugar menos importante. De forma que, quando vier aquele que o convidou, diga, amigo, passe para um lugar mais importante.
Então você será honrado na presença de todos os convidados, pois todo o que se exalta será humilhado, e o que se humilha será exaltado. E para finalizar, irmãos, essa parábola fica nítida, que o que Jesus está falando é e que o que Jesus está falando é
Ele, primeiro, sendo o mais humilde de todos, pode nos ensinar essa parábola. O que ele está dizendo é não fica se mostrando não, meu filho, traduzindo, contemporanezando a palavra.
Se você sentar lá no lugarzinho lá atrás, se você fizer tudo para servir, glorificar o nome de Deus, na hora certa e no tempo certo, Deus pode te exaltar. E se não for nessa vida, será na vindoura, porque existem galardões reservados só para o reino milenar.
As igrejas em apocalipse, a gente precisa voltar a meditar nas recompensas das igrejas em apocalipse. Uma das recompensas diz que nós podemos ser aplaudidos diante dos anjos e de todas as nações. A nossa recompensa não é nessa vida, a nossa recompensa é vindoura. Deus pode exaltar alguns nessa vida? Pode.
Amém. Glorificado seja o nome dele. Mas se você for aplaudido diante dos anjos, diante dos homens de todas as nações naquele dia, eu tenho certeza que tudo vai ter valido a pena. Então ser escanteado muitas vezes, ter o sentimento de que não fui notado, está tudo bem. Porque a nossa recompensa não está nos tesouros dessa terra. A nossa recompensa está no reino de Deus.
Para finalizar, alguns podem achar que mansidão e humildade podem descaracterizar sermos zelosos, corajosos e posicionados. Sobre isso, irmãos, eu teria muito a dizer ainda, mas não cabe, eu acho que hoje. Então, eu incentivo que vocês...
leiam esse livro, pelo menos esse capítulo da mansidão, porque tem uma parte só sobre a questão do zelo, da coragem, não como antagonista da mansidão e da humildade, pelo contrário, como que essas duas realidades da vida cristã, sermos um soldado, guerreiros de Deus...
Como Paulo vai terminar também Efésios falando sobre vestirmos a armadura de Deus. Então, a analogia ali é de um soldado. Sim, nós estamos em batalha espiritual, nós precisamos guerrear, mas guerrear com as armas de Deus, com mansidão e humildade. Essas duas coisas precisam estar juntos na vida cristã. Um cristão deve ser radicalmente zeloso e lindamente manso. Uma coisa não anula a outra.
Pois precisamos nos lembrar, irmãos, que o pecado é frequentemente dissimulado de zelo. Isso é muito sério. Zelo, muitas vezes, é mais difícil de enxergar o pecado do zelo, dos fariseus, saduceus, dos religiosos, do fermentinho, pequenininho, que levé da massa, do que, por exemplo, um pecado sexual. Olha o que Lewis vai falar sobre isso.
Ele estava respondendo a carta de uma irmã, em 1954, dizendo, por que o sexo tem se tornado a principal pedra de tropeço do homem? Lewis responde, mas ele tem se tornado? Ou ele é a mais reconhecível das pedras de tropeço?
Eu entendo que podemos confundir o orgulho com uma boa consciência, a crueldade com zelo e preguiça com paz de Deus. Mas quando a luxúria vem sobre nós, então, por causa de seus sintomas físicos óbvios, não podemos dissimulá-la como tudo mais. Será que o sexo não é apenas o menos dissimulável de nossos perigos?
dos nossos pecados? Será que estamos sendo, em nome de Deus, zelosos, mas totalmente contrários a sua natureza mansa e humilde? Que o Senhor nos livre, irmãos, desse pecado, do fermentinho que levé da massa, do pecado do orgulho, do pecado da ira, que não é a ira de Deus, mas é uma ira de justiça própria.
Não nos esqueçamos, a mansidão e a humildade são em si mesmas formas de guerrear contra as trevas. Nosso maior referencial é Jesus Cristo, que foi como um cordeiro mudo para a cruz e justamente por meio da entrega venceu a morte. E escancarou as portas no reino dos céus para todo aquele que nele crê. Para finalizar mesmo agora, eu quero terminar com...
Meu amigo Timóteo vai gostar, meu marido também. Tolkien. O Hobbit. Cadê Davi Lens? Também gosto. Gente, tem alguém que nunca viu Senhor dos Anéis ou Hobbit? Está em pecado, irmão. Você precisa converter o seu coração. Você precisa assistir. Pô, vamos aí, né? Vamos dar essa ideia para o Lucas. Pegar esses jovens. Estava.
Ah, então, santificar os irmãos por meio de Tolkien. Na adaptação cinematográfica de O Hobbit, inspirada em Tolkien, expressa essa verdade de maneira muito bela quando Gandalf diz a Bilbo Bocero que Saruman, que era um dos magos na Terra-média do universo de Tolkien,
diz que ele acredita que somente um grande poder pode manter o mal sobre controle. Mas Gandalf, outro mago, responde, não é isso que eu tenho percebido, são as pequenas coisas, os atos diários de pessoas comuns que mantêm as trevas afastadas, simples atos de bondade, mansidão e amor.
Amém? Vamos nos levantar para orar.