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Cultura Pop: EUA vs. Leste Asiático

04 de maio de 20261h
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A cultura pop mudou — e muita gente nem percebeu.

Neste episódio, discutimos como a cultura pop do Leste Asiático (animes, mangás, manhwas, doramas, k-dramas e k-pop) vem ganhando cada vez mais espaço enquanto a cultura pop americana, antes dominante com Hollywood, Marvel, DC e grandes séries, parece perder força.

  • Por que animes estão mais populares que nunca?
  • O sucesso dos doramas e k-dramas é passageiro ou definitivo?
  • A cultura pop asiática superou o Ocidente?

Analisamos essa virada global, comparamos produções dos EUA vs Ásia e debatemos como o comportamento do público mudou — incluindo nossa própria forma de consumir entretenimento ao longo dos anos.

Se você gosta de cultura pop, anime, filmes, séries e quer entender as tendências atuais do entretenimento global, esse episódio é pra você.

Assuntos7
  • Cultura Pop Americana vs. AsiáticaPopularização de K-dramas e doramas · Diferenças na abordagem de romance em K-dramas vs. produções ocidentais · Protagonismo feminino em K-dramas · Diversidade e originalidade das produções asiáticas · Novelas verticais chinesas e seu apelo · Influência do K-pop e da 'onda coreana' (Hallyu) · Crescimento do consumo de moda e estética asiática · Domínio de tecnologias e produtos asiáticos · Popularidade de carros asiáticos (Honda, Toyota, Hyundai, BYD) · Crescimento do consumo de idiomas asiáticos (japonês, coreano, chinês)
  • Storytelling em HQs vs. MangásFoco em IPs estabelecidos e reciclagens em HQs americanas · Reboots e falta de fim em HQs americanas · Estrutura de começo, meio e fim em mangás · Complexidade e desestimulo para novos leitores de HQs · Histórias paralelas e spin-offs em mangás · Diagramação e narrativa em HQs vs. mangás · Quadrinhos independentes e europeus como alternativas · Histórias fechadas em quadrinhos europeus
  • Cinema e SériesTemporadas longas e episódios de enchimento em séries ocidentais · Episódios com história que avança em séries modernas · Problemas de sequências e falta de fim em séries e filmes · Falta de arriscar e inovar em produções de Hollywood · Influência do formato de temporada em animes · Produção de K-dramas com menor custo e maior volume
  • Nerdice e Cultura PopInfluência de filmes e séries americanas na infância e adolescência · Idealização dos EUA através do cinema · Representação de vilões em filmes americanos · Fascínio por elementos da cultura americana (neve, jardins, colégios) · Cultura de café da manhã e fast food americano · Diferenças entre lanchonetes americanas e brasileiras
  • Manhuás e a leitura em dispositivos móveisFormato vertical de leitura de Manhuás · Fluidez e acessibilidade da leitura em celular · Superação do consumo de HQs pelos mangás nos EUA
  • Mudança de referências de beleza e autocuidadoPadrão de beleza asiático vs. americano · Aumento do autocuidado em homens influenciado pela cultura asiática · Novos perfis de atores em Hollywood (Timothée Chalamet, Tom Holland) · Vaidade e cuidado pessoal como tendência
  • Impacto da cultura asiática na indústria musical e de
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Nós, millennials, a gente viveu uma cultura de americanizando as coisas, norte-americanizando as coisas, né? Porque a gente viveu assistindo filme do cinema, streaming em casa, sessão da tarde. Séries americanas. Séries americanas. Desenhos americanos. Fast food americano, né? Americanos americanos. A gente recebeu muita cultura norte-americana, né?

Só que os tempos vêm mudando algumas coisas, né? E a princípio, apesar de a gente sempre ter havido cultura pop asiática aqui no Brasil, né? Cada vez mais a cultura pop asiática tem se estabelecido principalmente nos jovens, né? E o papo de hoje é sobre...

como essa mudança cultural vem acontecendo, né? E a gente fazer um retrato da época de como é que a gente era mais desnovos, né? E como é que tá agora. A gente vai falar sobre músicas, a gente vai falar sobre filmes, a gente vai falar sobre quadrinhos e muito mais logo depois da vinheta.

Muitas boas-vindas a um novo episódio do Subra Show. Meu nome é Mário. Alguém que maratonou os filmes do cinema em casa, tá? Eu preferi assistir. Tenho saudade de muitos filmes americanos, como de acampamentos, assim, etc, sabe? O dos gordinhos? É, não queria falar isso. O dos gordinhos. O dos gordinhos, pô. Com todo respeito. Dos gordinhos.

aquele que tipo era o acho que é o Ben Stiller ele é o vilão que ele é tipo ele chega pra dar um treinamento deixar os caras tudo magro nossa isso é muito bom aí os caras escondem comida tipo na na miliche e tal é isso a gente gosta de cultura americana é isso mesmo é mas a gente cresceu mas a gente foi doutrinado com isso essa parada malditos americanos ó malditos estadunidenses junto conosco está o Moong fala pessoal eu também sou uma pessoa né aqui

cara, bebeu muito de Sessão da Tarde, séries que passavam, era o quê? Era... Três é demais. Não, Três é demais. Fresh Prince of Blair. Cara, esqueci o nome de Fresh Prince of Blair. Era um maluco. Um maluco. Só não faz nem que o Brasil não existe. Eu não sei. Eu não sei. Esta palavra em português.

Mas é isso, tá? Bebi muito do ocidental, né? No começo ali. Enfim. Pô, salve, galera. Sou o G-King aqui. Tá bom. E... Segue aí, segue o palco.

Salve, galera. Sou o Geekin aqui. E eu acho que o mais doido de tudo isso é ver como antes as referências eram justamente personagens de séries americanas e hoje todo mundo é dorameiro. É. Presente Seja agora. E esse aqui do meu lado é o Seja. Aqui é o Seja, um dorameiro. Direto em dorama. O negócio tá mais de doramas japoneses. É japonês. É, não de dramas. É só pra confirmar, tá, gente? Ninguém tá falando pra nós errado aqui. Editor, coloca pétalas de Sakura caindo sobre ele agora. Ó.

Você gostava do Dorama antes do Dorama ser o popular, tá? Eu não vi nenhum Dorama recente, assim, tipo, faz mais de 10 anos que eu não vejo um Dorama. Mas eu via muito Dorama quando era, tipo, adolescente, jovem e adulto. Então, tipo, pra mim é muito louco isso, porque naquela época ninguém nem sabia o que era Dorama. É, é. Hoje em dia a gente não fala Dorama, é que drama o Dorama é. É, mas o mundo do Japão é Dorama mesmo.

É J-Drama. Ah, é? Mudou? Não sei, eu inventei agora. Tudo que é do Japão é J. É J-Music. Pra mim é J-Pop. É, porque assim, J-Pop sempre foi J-Pop, J-Rock. Mas o Dorama sempre foi Dorama, né? Não sei. É, tudo no Japão é J-Pop. Tem o meu J-Papel aqui, porque ele é do Japão, tá ligado? Comprei na Harukai lá.

Bom, então, vamos começar falando sobre um pouco de como é que era a nossa época americanizada, porque tem coisas que a gente nem percebe que a gente foi americanizado, sabe? Os filmes é clássico. A gente tem essa impressão, pelo menos eu tinha que, mano, Estados Unidos é a coisa mais maravilhosa do mundo. Por que os filmes vendiam isso, tá ligado? Vocês tinham essa impressão?

Cara, sim, mais ou menos quando era meio pequeno, tipo, a gente via os filmes e tudo mais e pensava que aquilo era o padrão. É aquele famoso, talvez eles inclusive veem muito isso, aquele famoso defaultismo estadunidense, tá ligado? Mas a gente, eu ou menos, quando era um jovem já chapéu de palha ali, cara, via aquilo como se fosse a parada meio normal, embora eu não via na minha vida, como eu via muito na TV.

era meio que normal. Eu achava estranho as pessoas não terem jardim na frente, sabe? Porque a gente tinha um portão. Mano, a gente não tinha jardim, né? Eu achava muito esquisito isso. Casa aberta, assim, né? Andar de bicicleta pela rua de... Cara, eu acho curioso como... Justamente isso de como a gente queria coisas que tinham no cinema americano, sabe? Não tinham na nossa rotina.

Por exemplo, aquela rotina de colégio dele. É, rotina de colégio americano. Os grupinhos, os clubes, não sei o quê. Os caras que fazem esportes. Você achava que todo mundo no ensino médio era alto. Exatamente. E todo mundo no ensino médio tinha cara de 30 anos.

aquela coisa bem americana, e você fica, pô, caramba, não sei o quê, seria legal se a minha escola tivesse, tipo, os festivais que tem lá, o baile, o baile, o baile é muito de volta pro futuro, que eu amo, e isso era uma coisa que a gente, sempre, pelo menos eu, tinha esse negócio, não é à toa que, por exemplo, o brasileiro é fascinado por neve, é uma coisa muito de filme americano, sabe?

Tipo, da gente ver... Cara, o que eles assistiram, esqueceram de mim, sabe? É um filme muito importante pra mim. E, ali, você vê neve pra caramba, não sei o quê. Cachicol. E você fala, caraca, que da hora. Queria viver isso também, né? Tanto que até hoje o brasileiro tem muito esse negócio de ir pra lugares com a neve. Ir pra Disney, por causa dos filmes da Disney. Isso é muito enraizado.

Mas uma outra coisa que você falou de achar legal os Estados Unidos, eu acho que tinha muito também o contrário, de você achar que os vilões dos filmes, é porque aqueles países eram vilões também. Então, tipo, sempre o vilão era um russo, sempre o vilão era um chinês, sempre o vilão era um europeu ali do leste, sempre do leste europeu, né? Então...

Você pensava, esses países são ruins, não sei o que e tal. Depois você vai entendendo que geopolítica é muito mais que isso, né? Mas você tinha essa visão. Acho que o maior exemplo é o Rock 4, né? O Andrago e o Rock Balboa, né? A máquina, né? Exatamente.

Eu vou falar que, ao menos, uma coisa que eu sempre tive pensamento que é, cara, se um dia tiver um... uma invasão alienígena, a gente tá suave, porque vai acontecer isso nos Estados Unidos. É, é. Com certeza. É invasão zumbi, a gente tá protegido, a gente tem portão, sabe?

Assombração também, porque assombração só vai pra mansão Casa foda, assombração não tem muro Assombração não vai pra sobrado Assombração tem que ser uma casa da hora Ah, mas aqui no Brasil não entra, mano A gente tem todos os esquemas pra entrar Espirapó de tijol e o caralho A gente sabe muito dos esquemas Muro de vidro É, o município Se o homem tem vizinho, não vai pisar Ai, caralho O pior que é, mano

Mas é sobre isso, olha só, a gente já falou de algumas coisas que a gente lembra, pô, eu penso dessa forma porque a cultura americana me atrelou dessa forma, sabe? O que vocês pensam assim? Meu, o que a cultura americana me atrelou? Porque a gente cresceu dessa forma, né? Cara, eu, assim, hoje eu não penso tanto mais isso, mas eu ficava muito fascinado com aquela parada de café da manhã, onde, tipo, o pessoal antes de sair pra escola, tinha um café da manhã que era um banquete. É, não, banquete, mano. É.

Waffle, waffle, waffle. Waffle? Waffle, waffle. Waffle no prato. Não, não, é waffle. Ou então aquela parada de sempre que, tipo, tinha um banquete. Não, eu ficava muito puto com isso, porque era um banquete, aí o adolescente descia, não falava com ninguém. Tinha um banquete, um banquete, ele pegava uma maçã, jogava pro alto, pegava, dava uma mordida e saía. E descolava, jogava no chio ainda. Porque todo mundo está muito descolado, cara. E cagava pra toda comida que tinha ali, tá ligado?

Nossa, velho, eu ficava, mano, como assim, tá ligado? Não é uma coisa padrão minha, né? Cara, eu falo assim, antes eu ficava vendo aqueles filmes ali e o pessoal antes de ir pro trabalho passava no Starbucks pra pegar um café. Cara, eu fui mil vezes na padaria pegar um pão na chá pra um café, cara. Mostra muito melhor, mano. Brazilian style aí, tá vendo?

Cara, o café do Starbucks eu não acho tão bom assim quanto o café de padaria, cara. Não, não, é sobreestimado, mano. É só porque a galera fica comprando a cultura americana aí, vai. Inclusive, lá nos Estados Unidos, essa porcaria, tipo, mano, é baratinho, é um negócio meio feio. A própria cultura do fast food, né, mano? Tipo, você vê nos filmes do fast food, tipo, por exemplo, um dos filmes que eu mais gosto, public fiction, tem toda uma cena relacionada...

a um lanche lá do Big Kahuna não sei o que e tal, cara, você vê os lanchões no filme, você pensa, pô, esses lanches tipo do Mac de lá, não sei o que, são absurdos, você vai comer não é tudo isso, sabe? É mesmo merda, mano inclusive você falou de Pupvict e esses lanches também, eu tinha muito na visão, quando eu ainda não saí, viajava, essas coisas

que as lanchonetes de beira de estrada era tudo daquele jeito. Pode crer, amigo. Uma gazonete com café ali. É, uma gazonete com... Com café ali. Com a ventral, não sei o quê. Você vai no graal, você tem que escolher a comida. É, cara. Você deixa o seu rim e pronto, você consegue comer tudo bem. Pra uma coxinha e um pão de queijo. Dormida. É. Mas eu tinha muita visão que as lanchonetes eram tudo daquela maneirinha assim, tá ligado?

Então, mano, a parada é essa. Aí você começa a olhar pra hoje em dia. Hoje em dia, você não vê mais... A gente tem muita série americana, claro, mas o K-Drama é o que explodiu na Netflix, por exemplo. Na Netflix e outras plataformas, só porque eu assisto pra Netflix. E aí a gente começa a absorver a cultura deles. Por exemplo, as pessoas zoam do romance, sabe? As pessoas estão esperando romance, hoje em dia, muito como o K-Drama.

Sabe? É porque é como... Tipo, a idealização, né? A idealização. É, porque se eu for ver aquele romance, por exemplo, pegando a parte adolescente, aquele romance adolescente americano, pra mim, o melhor exemplo é o filme Ela é Demais. Ok. Que a menina, que só porque ela tira o óculos e tira o rabo de cavalo, ela fica bonita. É muito americano isso, né? E aí ela vai pro bar, aí o cara faz a aposta com o amigo de pegar a menina feia, aí no filme ele se apaixona. Isso é muito americano.

Já a parte japonesa é muito mais, né, o japonês não, o oriental é muito mais a questão de quebrar a barreira, da pessoa ser tímida, da pessoa se soltar, se descobrir quem é, aí se apaixonar aos poucos, é bem diferente. Geralmente em K-dramas, ou eles se odeiam logo no começo, depois de falar, tipo, é o que é, tá fazendo na história. Tem essa questão, os opostos, né.

Eu vou colocar uma coisa que também, eu não sei se também é por conta, cara, de, pô, evolução de mentalidade que a gente teve dos anos e tudo mais, e quebrar paradigmas e tudo mais, mas quando eu penso nas séries mais, que eu assisti antiga, Ocidental, né, os romances e tudo mais, o foco, o principal ali, era um rapaz.

desajeitado e tudo mais, alguma coisa assim. E tinha, tipo, como par romântico uma menina. Nos K-dramas hoje, eu já vejo muito mais o oposto. É muito adulto. Não, sim, mas eu digo muito mais... O foco é a mulher.

ter um par romântico com um rapaz. Cara, tem um nome pra isso, eu não vou lembrar agora, mas tem um nome pra isso que eles falam que é a personagem da mina que fez a primeira namorada do Homem-Aranha lá, do primeiro Homem-Aranha, que tem Dust, né? Que você entende? É, qual é que é o nome? É alguma coisa como Pixie não sei o que lá, Girl, que é um termo pra personagem feminina que ela só serve pra ser o apoio do personagem masculino e isso é muito usado realmente no não sei o que é realmente finit.

E outra coisa, a maioria dos key dramas as mulheres são só empoderadas, assim, no sentido de... Tá, na Ásia não é bem assim, né? Mas é claro que as mulheres ainda sofrem muito lá, mas elas têm um... Ou são diretores, têm trabalho estável, tal, etc, né? Apesar de que tem muito key drama que coloca o cara como diretorzão, né? Então esquece o que eu falei.

Não, mas eu acho que tem muito mais séries com protagonistas mulheres hoje em dia. Tem muito mais, muito mais. E quando você pensa em dorama, romance e tudo mais disso, eu vejo muito mais nessa pegada. Sim. No lado ocidental, não via tanto. Tinha, tinha. Não vou falar que não tinha. Tipo, ela é demais, tá ligado? Que é um filme também que é o protagonista de uma mulher e tudo mais. Enfim. Mas a grande maioria dos romances e tudo mais, eu ainda acho que era com foco mais...

visão do homem e tudo mais e tudo que eu falo, novamente tinha, tinha outros, tudo mais de repente 30 e tudo mais, eu acho que tinha é, então, eu acho que isso é o caminho que fez ter essa migração da cultura pop da visão geral da cultura pop porque os Estados Unidos sempre foi muito preso às fórmulas

enquanto as produções asiáticas elas são mais diversas então você vê mais coisas diferentes ali você já sabe como é um filme de ação você já sabe como é um filme de romance americano ele sempre vai seguir mais ou menos um padrão enquanto uma comédia, uma ação um drama asiático ele pode ser contado de várias formas

Ah não, mas aí eu tô pensando em forma, mas também tá vendo o tipo de produção, por exemplo, nessas questões asiáticas, estão falando de dramas, que são novelas que tem uma, ainda mais de por temporada, então tem um lançamento muito mais periódico do que um filme, né e nessas asiáticas, tô usando um padrão, porque é mais fácil de montar e de, tá, às vezes vem de uma obra origina

obra que é de, também é assim um mangá, um livro, uma novel que tem essa fórmula eu lembro de ter visto uma notícia recente da China pedindo pra pararem de fazer com menos frequência a história da moça pobre que se apaixona por uma cara rico e esperando a oportunidade pra ela enriquecer, casando com um cara rico porque as mulheres não estão querendo trabalhar

Mas isso realmente é algo bem clichê que existia mesmo no de enredo, viu, antigamente. Não sei se hoje ainda tenta. A notícia que eu tinha visto é pedindo pra diminuir esse tipo de produção, né? Mas, novamente, é a questão de fórmula onde você tá querendo fazer essa execução. Novela? Dá pra fazer um monte? Por exemplo, a cada três meses sai uma novela nova. Vai fazer do mesmo fórmula? Porque é mais fácil, mais barato, sei lá. Ah, é muito diferente, cara.

Inclusive, eu também acompanho novelas chinesas, essas de celular. Nossa, novela vertical. Isso me pega de um jeito, cara, porque eles fazem de um jeito pra te pegar. Porque geralmente é assim, alguém que é muito subestimado, né? Ó, vou dar um exemplo, tá? De algo que, infelizmente, eu paguei pra ver o final.

Tá, eu confesso. Cara, então, apareceu várias, várias... Não entra nessa. Aí eu começo a ver a propaganda e falo, cara, interessante. Aí eu fico pensando se eu vou ver. Não querendo, cara. É uma propaganda de 10 minutos, velho. Isso que é foda, porque são tantos episódios que eles podem fazer vários. Mas é assim, ó, vou dar um exemplo. O maluco, ele é um pai que ele é meio assalariado, só que ninguém sabe que, na verdade, ele é um grande milionário de uma empresa. Hã?

Aí a família critica ele e fala assim, quer saber? Não quero mais saber de você, você não é mais meu pai. E o cara fica quieto e deixa todo mundo embora. Só que eles ficam... A parada é a revelação. Quando que ele vai revelar? Porque o tempo todo que ele aparece como diretor da empresa, o pessoal, ele não é meu pai, ele só tá fingindo. Aí vai dar um tapa nele, sabe? Tirar o padeiro. Você não é o verdadeiro diretor, o verdadeiro diretor daqui é que... Parece ser bem galhofa, né?

É galhofa, mas ele te prende Porque eu gosto de fofoca E o mais foda Disso é que assim Primeira coisa Eu sinto que se eu entrar nesse universo É que nem quando eu entrei Quando eu saí do anime e fui pra mangá Aí abriu um mundo E eu entrei Mano, eu sinto que se eu for Eu entraria nisso Porque assim, como é que funciona Você assiste uma propaganda dessa, você começa o seu estilo e você não termina

Aí eles vão te liberando outras. Isso é constante. Isso já toma parte. Só que depois... Vai ter que pagar. Vai ter que pagar. Aí eu paguei grandes cinco reais pra um cara por Pix e ele liberou pra mim o... Caralho, aí sim. Nossa, vai dar um esquema assim. Quero saber se vale a pena. É.

Então, eu fiquei sabendo no final da fofoca. Claro, o cara humilhou todo mundo, a esposa dele, ele dá até um tapa na cara de manhã. É assim, é bizarro. É, velho. Mas é uma redenção que eles te seguram isso por cinquenta e tantos episódios, tá ligado? É, tipo, primeira vez que a Sawako pega na mão do... E a outra coisa, essas novelas, eles traduzem nome de...

Todo mundo, mano. Os vocalistas de todo mundo. Tipo, o cara... O grande fã chinês, ele chama de José... José da Silva. Caramba. Tá ligado? A mulher é a... Cristina não sei o que, sabe? Mano... Mas isso não tira um pouco da imersão? Tira totalmente. Por isso que é engraçado, cara. É galho. É galho.

É porque, assim, eu, por exemplo, não vi doramas atuais, né? Os doramas que eu vi eu tinha, tipo, 18 anos, sabe? E eram bem, tipo, o galhafão também, mas assim... Pô, o Denchotoka... Cara, eu gostava muito do Dragonzakura. Sim. Nossa, Dragonzakura! Adoro.

Cara, o Dragon's Acura era tipo Uma ideia muito aleatória Que só japonês vão fazer, tipo, é um professor Que ele vai pra pior escola do Japão E ele pega a pior turma E ele fala, eu vou fazer alguém daqui Pra Toudai, que é a principal Só que aí ele

usa métodos não ortodoxos, sabe? Eu não lembro quem me indicou, mas me indicaram ele porque eu gostava muito de GTO. Aí falava assim, é, é, é. Aí falavam assim, olha, assiste isso daí porque, tipo, é um GTO GTO, tipo, da hora, tá ligado? Enfim, assim. Ah, legal.

E é legal, porque, por exemplo, eu lembro que o que me cativou na época de adolescente de ver os doramas, tipo, os que eu vivo, eu vi, por exemplo, Hanayori Dango, que é muito legal, é Proposal da Issacusen, que é muito legal também, era o negócio de você ver uma mesma estrutura contada de uma forma diferente do que eu tava acostumado a ver em obras americanas, né? Assim, sei lá, eu já vi muitas obras colegiais americanas, mas nenhuma seria um professor loucão.

Não, não, é um clichê, não é o Arnold Schwarzenegger. É, então... Eu vou falar aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui aqui

Assim, eu gosto muito de novelas japonesas. O que me irrita muito é que é muito difícil pegar as atuais sentimentos em plataformas oficiais. É. Porque tem muito, mas é coreano, né? Do que japonês. Estourou, velho. Assim, até eu vi que é um pouco difícil de achar, mas não tem tanto assim que eu poderia, né? Isso que me irrita a questão do Japão. O Japão, ele é um pouco chato pra fazer, lançar coisas no exterior de suas produções, as novelas. Coisa que o coreano faz à vontade.

É, que hoje é uma indústria, né? É o ralil, né? A onda coreana. É o incentivo do governo pra que lance a cultura coreana em todas as plataformas possíveis pro mundo, porque o mundo conheça a Coreia, o soft power, sabe? Exatamente, assim, e isso da Coreia é bizarro, porque mesmo a gente pegou ali na adolescência e tal, começou a consumir cultura asiática, era cultura japonesa.

Por exemplo, eu vi adolescente e assisti o... Qual é o nome do filme? Coreano. O filme coreano, famosíssimo, da mina que quase morre na linha do trem, aí o cara ajuda ela e ela é manovosa. Esqueci o nome agora. É um filme famoso, não vou lembrar o nome agora.

Mas assim, eu vi esse filme, eu vi aquele... Eu vi o My Name is Kim Samsung, que é um K-drama também da época. Mas era, tipo assim, eram coisas pontuais. O que você via, o que o pessoal consumia era coisa japonesa. E depois que começou a ter o... Final dos anos 2000, começou a ter o boom do K-pop. E depois disso, agora o boom dos K-dramas. E, cara, já é uma coisa comparável à cultura japonesa, né? Já, tipo, em termos de popularidade.

Novamente, não é só questão cultural, é coisa de governo Não, sim, mas é o que eu quis dizer Eles conseguiram Eles conseguiram trazer pra um nível Tecnologias, produtos Quando eu era moleque O que eu ouvia boa O pessoal falava da boa muito mais as músicas Japonesas dela do que as músicas coreanas Sabe, tipo, era uma coisa Mais escanteada ainda, né Mudou muito E olha como uma coisa leva a outra, porque assim, os filmes americanos A gente viu o pessoal consumindo coisa americana E olha como uma coisa

de leves, que mais? Comida Dunkin' Donuts, sabe? Wendys. Wendys, né? E a gente queria ir nesse lugar, tanto que eles surgiam assim. Hoje, com a popularização da cultura japonesa barra coreana, tô falando só desses dois por enquanto, tá? Pô, a gente tem sorveteria coreana, sabe? A gente tem, sabe, estilo de comida coreana, tipo, o Bom Retiro, ele, sabe, criou uma feirinha específica. É, mas vamos falar, a gente tá falando de São Paulo ainda, é muito regionalizado, tá?

Mas é que a gente tá nesse começo, né? Tá, faz bastante tempo, mas tá evoluindo cada vez mais isso pra ficar normalização, sabe? E tão vindo essas coisas. Pô, abrir uma loja do BTS no shopping. Não, isso aí é... Não, quando vem show do BTS aqui no Brasil, pô, é um absurdo. Acabou de ter os ingressos ontem lá do BTS, né? Eu vi um monte de gente lá, ou feliz porque conseguiu, ou muito triste porque não...

Não, o negócio, mano, a pessoa não conseguiu entrar na fio. É, sim. Sabe? É, então, é nível tipo de show, sei lá, de Iron Maiden... Iron Maiden eu comprei de boa o último, mano. Eu só comprei assim... Assim, banda gigante, sabe? Então, é engraçado, porque essas coisas vêm dizendo... Por exemplo, claro, eu tô falando mais de popularização que é a Shen.

A Shen é uma marketplace de moda oriental, asiático. E as pessoas hoje consomem muito mais na Shen. Sabe do que necessariamente comprar. E a moda acaba se moldando nisso. Porque, por exemplo, a Shen acaba vendendo muitos estilos asiáticos. E aí a moda começa a se moldar.

Eu só fico meio bolado de comprar coisa na na Xen, AliExpress e tudo mais, porque cara, de tamanho é horrível, cara. Você vai querendo. É o tamanho de um chinês. É, então, peraí, cara. E o chinês é macrinho. É um bagulho que eu falo. Você vai comprar na Xen, AliExpress, qualquer coisa que venha...

de fora, se você usa um G, não confia que o G deles é o seu. Se você usa GG, não confia que o GG deles é o seu. É isso, tá ligado? Enfim. Eu acho que o que pega muito é porque o... O pessoal lá é pequenininho, né, cara? Eu acho que...

pega muito nisso de a gente acabar sendo mais fisgado pela cultura asiática também é porque a cultura asiática não tenta se adaptar ao resto do mundo. Eles são o que eles são. E aí você gosta deles pelo que eles são. Apesar de que os Estados Unidos também é assim. Não, mas eles exportaram muito a cultura deles pra lá. Não, assim, o Japão tem uma influência absurda dos Estados Unidos, não sei o que. Coreia também. Coreia do Sul.

O que eu quero dizer é assim, os Estados Unidos ele tenta muito mais fazer um negócio pra todos os públicos.

a Ásia, ela fala o que a gente faz é dessa forma por exemplo, o Japão, ele pensa primeiro no japonês, em segundo eles pensam só no japonês e isso é globalizado e isso em todos os aspectos se a gente for pra tecnologia também é a mesma coisa

Exatamente. É, mas tecnologia, apesar de que as coisas japonesas sempre foram melhores, antigamente a gente ainda tinha coisas sabe, até estadunidenses assim de tecnologia. Hoje em dia basicamente as tecnologias principais vêm da Ásia. Pô, o Xiaomi, sabe? Compete com iPhone, velho. Não é doideira isso? Então assim, eles controlavam os computadores também. Tudo bem que hoje não tem mais aquelas grandes fabricantes assim de computadores, né? Hoje em dia a gente só compra o gabinete e monta o resto, né?

Quer ver? É o fabricante de carro, cara. Carro japonês você vende muito pra caramba. Exato. E eles não vão ficar brigando com os americanos. Porque eles sabem que eles vão vender pra caramba. A indústria americana, norte-americana de carro se fudeu. A história que eu sei é que o cara da Ford, ele chegou numa máquina, numa empresa chinesa lá de produção de barra, ele falou, cara, a gente tá anos e anos atrasado.

Não, o cara da Toyota, ele foi ver o método de produção da Ford e falou, não funciona no Japão. E ele criou um próprio método, o método de Toyota de produção. Exato. E hoje em dia, mano, os carros elétricos estão bombando. BYD, etc. E vai vir cada vez mais, a gente vai ver cada vez menos dessas outras marcas. Não, você vai ver, ó. Honda, Toyota, Hyundai, BYD.

aí vende pra caramba, cara. Eu prefiro que as marcas chineses podam, porque, mano, a qualidade dos carros é absurda, velho. Tá vindo muito bem. O carro por fora parece minúsculo, por dentro é gigante, eu não sei, mano, é magia, sabe? Gato sério. Aí você olha, Chevrolet, GM, Ford, Ford nem tem manhã no Brasil, cara. Saudades Ford Ka, né? Saudades? Por quê? Ah, cara. Ele teve. Não, eu tive em Celta. Chevrolet. Puta, mano, me arrepende de ter vendido na Celtinha, cara.

Eu vendi porque na época da pandemia não tá saindo, sabe? E aí eu falei, vou ficar com gasto a mais não, mas... Falo nada porque eu tenho um Fiat que não é da Itália, é de Betim. É diferente. E aí, muitas dessas outras coisas também se refletem em outras coisas. Cultura estética.

antigamente a gente queria ser igual americano hoje em dia as pessoas querem consumir cada vez mais as coisas da Coreia, até os cremes, os produtos de estética, sabe? A maioria das pessoas querem comer coreano porque a cultura deles de autocuidado é muito alta todo mundo se autocuida enquanto o americano é barbão o pessoal sai pro shopping lá com pijama mas é que também mudou muito os pulos

referência de beleza, né? Tipo, é isso, tipo, a galera nova, tipo, que cresce consumindo o dorama, por ver uma referência de beleza mais nas mulheres e nos homens asiáticos, né? Tipo, não é mais aquela... Mais o padrão asiático do padrão americano. Exatamente. Igual a gente cresceu muito falando, tipo, ah, o homem bonito é o Brad Pitt, o Will Smith, tipo, já pra essa galera... Ou o Kukutu. É, então, exatamente. Hoje em dia é mais aqueles caras, tipo, slimzinho, tá ligado? Mas isso aí é geração Z, né, que vocês estão falando, né? É, a geração...

Não, sim, pensando no impacto que tem, tipo, hoje na galera mais nova, que é o que o Mário puxou, né? Eu acho que, tipo, essa galera hoje já não tem essa referência que a gente tem. Não, não tem. Então, a minha impressão é que hoje, por exemplo, até os homens, principalmente, estão com muito mais autocuidado. Muito mais, cara. Por causa de a gente estar perdendo essa referência do norte-estaduniense, assim, sabe, dos Estados Unidos, e ganhando muito mais referência asiática e, principalmente, da Coreia. Por exemplo.

Fazer a barba, né, no Japão, é não fazer, né? O pessoal encara como algo ruim, porque você não tá se cuidando. E eu vejo principalmente os homens, assim, hoje em dia tendo muito mais esse autocuidado, sabe? Se depilando, sabe? Coisa do tipo. Então aquela pessoa que é super redneck dos Estados Unidos assim, sabe? Essa figura eu acho que vai morrer cada vez mais.

Ah, não morre não, desde os Estados Unidos esse povo morre. Não tô falando dentro dos Estados Unidos, mas ao redor do mundo, o mundo olhando, tipo, o padrão, entendeu? Sei lá, o mundo tá tão estranho de uma vez que eu não falo. Cara, então, eu acho que nisso até os Estados Unidos tá tentando se adaptar.

tá havendo que ter essa mudança. Aqui, por exemplo, você vê que um dos atores mais famosos hoje em dia, eu não sei se ele é americano, mas faz filmes americanos, é o Timothee Chalamet. E o próprio Homem-Aranha, o atual. O Roger Robert. Os atores que hoje são vendidos pelos Estados Unidos, vamos pegar nesse sentido.

São, tipo, já um perfil mais, tipo, diferente dessa galera anterior. São mais magrinhos. Mais magrinhos, ninguém tem barba, né? É, tipo, não sei o quê. Você vê que se cuidam mais, são mais, tipo, obviamente mais vaidosos, sabe? Tipo, um padrão um pouco diferente que eu acho que é já uma tentativa dos Estados Unidos de não perder esse público novo, sabe? Tipo, de tentar conversar. Porque se você... Porque, por exemplo, o... Qual é o nome do cara lá? O Chris Pratt. O Chris Pratt, ele é um cara que é o meio termo ali.

Ele não é o brucutu antigão, mas ele também não é esse molecão, assim, nesse sentido, nem quando ele era mais novo. Mas ele não é um sex symbol, né? Ali é, pô. Tem uma galera que... Sim, não. Ele engorda, emagrece, engorda, emagrece. É, mas o Chris Pratt, ele é uma geração inteira só ver o filme dele, né? Tipo, é Guardiões, Jurassic Park, não sei o quê. É, não, ele fez isso em pacáculo. É, depois que eles podiam em Guardiões, acho que sim, né?

Então, ele é uma referência, pô. Ele é uma referência. Mas eu acho que ele ainda pega um pouco da geração antiga. Mas eu acho que hoje eles estão tentando trazer uns caras também que entram mais nisso que vocês falaram. Vou perguntar uma coisa. Saindo um pouquinho dos padrões de real life, eu queria perguntar, na verdade, o que vocês acham de como que é a abordagem que vocês vêm de, por exemplo, storytelling de HQ para storytelling de mangá?

Ó, por exemplo, eu comprava muito a Comics no passado. Muito, muito. Só que o problema das Comics dos Estados Unidos é que eles se focam muito em IPs ali, cara, que não morrem. É, exatamente. Então tá lá o Batman, Superman, Lanterna Verde, Capitão América. Aí vai recicla, recicla, recicla. Põe Mega Saga pra tentar chamar de novo o público. Eu parei de comprar quando o seu começou os 9,52. Porque falei, cansei, cara.

Não dá. De novo recriar tudo, vai apagar tudo pra fazer uma nova história com as outras histórias e depois fizeram de novo um outro reboot e eu fizeram outro reboot de novo, cara. Tô cansado. E assim, eu parei de comprar comics. É porque as histórias não acabam, os personagens não morrem nunca. Ou na verdade pelo desespero morrem, mas eles voltam. E essa é a coisa mais interessante pra mim. Sempre um ciclo em cima do mesmo ciclo, né? Então.

Aí se chamar um outro roteirista que vai trabalhar em cima desse personagem e tentar achar algum jeito. Só que é sempre do mesmo, mano, os personagens ali. E aí, isso que eu acho mais legal, por exemplo, no mangá, porque tem começo, meio e fim. Enfim, isso. Acabou, acabou. Põe outro...

Eu nunca fui pego por quadrinhos de super-herói, justamente por isso também. Sempre foi uma coisa que eu pensei, pô, pra que que eu vou começar a ler o Homem-Aranha hoje, sendo que, mano, tem duas milhões de histórias que já saíram e vão sair até eu morrer, e histórias diferentes, de autores diferentes, e eu vou ter que ficar fazendo toda uma curadoria pra entender o que vale a pena comprar, o que não vale a pena, e aí tem o universo com o quadrinho que eu tenho que ler, que ele tem uma participação no outro quadrinho de outro herói, não sei o que, isso pra mim é desestimulante, eu acho que...

Se pra mim já era de simulante naquela época, eu acho que hoje é ainda mais pra galera. Porque você tem que ter um PHD pra ler o Batman, sabe? Cara, é complicado. E aí sempre zoam. Ah, mas você gosta de One Piece. Cara, One Piece vai ter um final, velho. Mas então... E tem um final lá. Exatamente, vai ter... Tá caminhando, é uma vitória... E outra coisa, tá ficando cada vez melhor.

É, não, lógico, exatamente. A história é muito bem desenvolvida. Eu nem vou chegar nesse método. Mas a questão é, qualquer outra história, beleza, dura um máximo de cinco anos, aí acaba, acabou. Vamos pra outra história. Exatamente. Essas histórias, assim, desses personagens de comics, 20 anos acompanhando a mesma história pra fazer um reboot que as histórias de anteriores não valem mais nada. Os mangás, eles te pegam pela novidade.

De toda hora, tá, pô, ou sai um mangá tal, que parece que é da hora. É uma história nova. É, às vezes assim. São novos personagens.

Não é uma coisa reaproveitada. Cara, é curioso que eu tava pensando nisso vindo pra cá hoje. É muito curioso. Porque quando eu tava vindo pra cá, ali você vai saber. Serra de Guarulhos, a avenida ali... Cara, tem a avenida que tem os pontos no meio do 249 vindo pra cá. Tá, tá, tá. Ali tem um lugar chamado Beco do Robin. Eu achei o nome muito bom. Porque tem o Beco do Batman, né? E aí...

Tipo aquilo, né? Fluxo de pensamento. Aí eu pensando, pô, mano, Batman é um bagulho que nunca me pega, né? Tipo, nunca achei legal. Por quê? Porque eu não gosto de eu pegar o personagem e ficar fazendo releituras daquele personagem. Tipo, ah, o Batman Samurai, o Batman Noir, o Batman não sei o quê. Mas eu gosto, por exemplo, Cavaleiros Zodíacos. Eu gosto da história original e aí tem uma história que é um prequel, tem uma história que é um sequel, tem uma história que é contando um outro momento dentro daquele universo. Aí você pegou Cavaleiros Zodíacos como exemplo. Como exemplo, como exemplo.

Poderia ser qualquer coisa. Poderia ser qualquer coisa. Deixa eu ver, sei lá, o One Piece, tem o episódio do Ace lá, conta só... Monster, por exemplo, também, que é pra trás. São histórias paralelas dentro daquele universo, mas eu não tô, tipo, trabalhar aquele mesmo personagem, o Luffy, de novo, numa outra realidade e tal. Entendeu? A história do Luffy é a história do Luffy. Porque eu gosto de HQs, tá? Eu tentei também já...

amigos meus que falam assim, eu queria ler muito coisas sobre o Homem-Aranha. Então, é um exemplo dele, porque eu gosto dele. É um dos heróis que eu mais gosto de HQs e tudo mais. Você vai comprar, você vai comprar, você vai comprar. Então, eu não sabia por onde eu começo. Por onde eu começo? Essa grande pergunta. Por onde eu começo? Ah, eu tenho que fazer um doutorado, ver vídeos na internet por onde começar, entendeu? Tipo, o que que eu tenho que ler, o que que eu tenho que ler?

comprar. Falei, cara, é muito complexo de fazer isso. Exatamente. Isso, tipo, afasta as pessoas. Aí, tipo, o moleque que tem ali 12 anos, ele começa a ver Demon Slayer, ele viu, terminou e é aquilo, cara. E é fácil. Só existe um Demon Slayer. Exatamente.

É isso, é por aqui que eu começo. Demon's Day é um outro exemplo do que eu falei. Pô, você gostou de Demon's Day? Você pode ler o Gaiden, que é uma história paralela. Você pode ler o Demon's School lá, a Academia, que é um mangá de comédia lá. Então você tem umas coisas ali paralelas, mas você não mudou a história principal. O cânone de Demon's Day é o mangá principal de Demon's Day. Acabou, sabe?

Eu não sou tão fã, assim, dos spin-offs, mas eu entendo o que vocês estão falando, né? Vai ter um fim também. Os Estados Unidos parece que eles espremem tudo, assim. Eles querem reespremer, na verdade. Vou dar um exemplo. Por exemplo, The Walking Dead, né? Eu li os quadrinhos da Walking Dead. Hoje foi o mais nem americano.

E aí eles vão fazer uma série. Mas pelo menos o quadrinho The Alcknage é um quadrinho fechado, né? É um quadrinho fechado que acaba bem. Eu gostei muito do final. É, eu não sei o final, mas... Que não tem nada a ver com o final da série. A série, nem sei se acabou, mano. Às vezes espremeram tanto que eles falaram, acabou. Mano, não vamos mais fazer. Foda-se. E me incomoda isso, sabe? Pelo menos os animes, os mangás, eles têm...

É, que nem nos últimos 3, 4 anos eu comecei a conhecer mais, tipo, quadrinhos europeus. Tipo, uma vez ou outra eu compro um quadrinho europeu. Caraca. Tipo assim, mano, e assim, eu pensei, pô, é um bagulho que você não acha tanta informação, mas assim, sai, sabe, por algumas editoras do Brasil. E... Só que... O que é um quadrinho europeu? Cara, por exemplo, vai, por exemplo, um que eu li, que eu gostei muito, é um chamado Combate Cotidiano.

Que é um quadrinho sobre, tipo, um cara que tem uma vida normal, num cai lá na França. São quadrinhos parecidos com norte-americanos, é isso? Então, não. São quadrinhos que são histórias fechadas. Você lê aquele quadrinho e é, tipo, uma história só. Beleza, mas a pegada de como que é feito é mais pra uma pegada mais HQ. É, tipo, é, não, leitura normal e tal, não sei o quê. Mas aí tem colorido, tem preto e branco. Aí varia muito.

Pra falar que não conhece nada com esse tintinho, né? Então, é o mercado franco-belga. Basicamente é o mais forte, né? Tem o italiano, que é muito coisa de faroeste, que eu não gosto tanto.

São quadrinhos... Tipo, é fácil entrar. Sabe, eu li Verões Felizes, que é um quadrinho espetacular. Uma das melhores coisas que eu li na minha vida. É um tijolão, mas é um tijolão só. Acabou, sabe? Eu não preciso, tipo, conhecer um monte de coisa. Assim, eu tive a curiosidade de olhar. A sinopse disse é legal, vou ler e gostei, acabou. Aí eu gostei do autor, eu posso procurar outras coisas do mesmo autor. Igual eu faria com o mangá, sei lá.

Você gosta da Rumiko, você viu Rama, você vê Inuyasha e por aí vai. Então é muito mais tranquilo. E é uma coisa, tipo, que eu falei aqui, vocês ficam meio que uma coisa de outro mundo.

Agora, se o cara vai tentar conhecer, tipo, entender bem de um personagem que é super popular como o Superman, ele vai ter que ver quantas histórias pra ele saber que ele viu o essencial do Superman, sabe? Uma outra coisa que eu também não gosto da própria HQ é como se conta a história dentro da própria HQ, tá? Não vou nem falar, tipo, do universo do Super-Homem. Você compra uma HQ ali. Cara, eu sinto, tá? Talvez, sei lá, às vezes pode ser. Eu sou burro. Pode ser.

Você não gosta da diagramação da página? Mais ou menos isso, tá? Que é, por exemplo, quando você faz os quadrinhos, parece que acontecem coisas que você precisa subentender coisas que aconteceram ali. Tipo, por exemplo, em questões de luta principalmente, teve um pau-poupou ali, entendeu? E parece que foi muito rápido, mas na verdade é uma luta muito mais...

demorada em si, tá ligado? As lutas são simples. Exato. Porque tá muito mais na narrativa. Exato. Por exemplo, se você pega uma luta, por exemplo, em mangás, elas são muito mais detalhadas do que acontece, exatamente, e tudo mais. Então, novamente, beleza, é o que eu falei, às vezes você subentende, talvez, novamente, eu possa ser burro nesse caso, tá?

Mas enfim, eu sinto que falta um pouco de, tipo, demonstrar exatamente as coisas que aconteceram. Eu acho muito importante a gente deixar claro pro público que a gente não tá querendo dizer o que é melhor ou o que é pior, mas sim o que é mais fácil de você acessar, o que é mais acessível, o que é mais fácil de você... Hoje eu acho que a cultura asiática dá um pão na minha conta.

Entrando até no que você falou de espremer até o máximo, cara, uma coisa que eu acho que os streamings trouxeram que é muito bom é uma mudança, beleza, já existia antes, mas acho que agora tá virando um padrão no formato de como séries e animes são feitos pra essa questão de temporada. Porque, pô, você assistia um Supernatural, que era 24 episódios uma temporada. Porque tinha que ser 24 episódios pra ter os 24 dias da semana ali no calendário da TV.

E a temporada, os episódios que importam é o 1, o 12 e o 24. Os outros, a história não anda. Tipo, eles seguram a história ao máximo pra poder dar aquela quantidade de episódios, sabe? E é muito mais fácil você ver um Stranger Things hoje em dia que, tipo, uma temporada tem 10 episódios, mas todo episódio a história tá andando, sabe? Pô, ficava puto. Ficava lá, assistia, por exemplo, na TV, né? Um Supernatural, um 24 horas, uma coisa assim.

E você viu o episódio lá de uma hora que não aconteceu nada. A história não foi pra lugar nenhum.

Mas eu gostava pelo seguinte sentido. Esses episódios de séries ocidentais, eles têm começo, meio e fim do próprio episódio. Então você consegue assistir uma parada ali, tipo, individual. Você vê só o episódio, pode ser legal. Mas se você tá acompanhando a série, você fica cansado. É, então. É, então. Com séries criminais, assim, tipo, de investigação, que cada episódio é fechado nele mesmo, beleza.

Mas às vezes uma série que tem uma história maior e você quer saber aquela história maior, ela não dava, sabe? Isso é muito ruim. Mas em série eu não vejo tanto problema que acontece... Eu tava falando próprio as lutas, os quadrinhos e tudo mais. A série, quando eu vejo um episódio sair pro outro, assim, eu não tenho tanto problema. O HQ eu tenho. Por quê? Porque a HQ também tem, eu acho que, pra mim, essa parada que parece que, tipo, acontece coisa off-screen.

Tá ligado? De um capítulo pro outro Tá ligado? Parece que tipo Às vezes, eu não sei se eu tô acostumado Tanto de ler mangá, que é tipo uma Sequência muito direta Do capítulo 1 pro capítulo 2 Porque quando você pega um HQ pra ler do capítulo 1 pro capítulo 2 Tipo, capítulo não, mas vai Quadrinho 1 pro 2, tipo Não é uma sequência direta

Então, tipo, isso eu fico às vezes perdido Entendeu? Tipo, sei lá Novamente eu posso ser Blue Mas quem bebe disso e Tentou aplicar, eu acho que essa mesma parada E eu fiquei muito perdido lendo assim É Jujutsu Jujutsu tem essa pegada de, tipo, também Muita coisa off screen, tá ligado? Então, tipo, eu vejo que Jujutsu Bebeu um pouquinho de HQ ali, tá ligado? Enfim Pode ser É, eu acho que você só não teve sorte, sabe? E você pegou uma história genérica de heróis ali, cara Jujutsu

Voltou muito. Por exemplo, se você pegar uma história independente, você vai ver que a repegada é outra. Totalmente. E você vai ver uma grande qualidade. Concordo. Só que os quadrinhos independentes não são tão populares quanto esses de IPs populares. Eu não peguei quadrinhos independentes, de fato. Eu pegava, tipo, Homem-Aranha, tipo... Aí vai ser essa experiência que você teve.

De fato, os quadrinhos independentes são ótimos. Pra não falar que só tem quadrinho ruim, comic ruim. Só que como eles não vendem tantos assim, quanto em tiragem, né? Então eles acabam sendo suprimidos pelos mangás. Vou falar, não. Vou defender aqui. Tem quadrinhos realmente independentes que eu gosto e tem muito bom o que tá aqui. O que que é?

Adoro. Pô, que que é incrível, cara. Você já fala de Charlie o Jovem Adulto. Charlie o Jovem Adulto, que é muito bom. Mas eu, pelo menos pra mim, o que funciona de HQ justamente pela questão de todo o formato, da duração e tudo mais, são histórias fechadas. Então, que nem eu li Sin City. Sin City é foda, sabe? Eu li Watchmen. Mouse. São coisas que, assim, você lê aquilo ali, acabou e segue pra próxima. Mouse é bem bom mesmo.

Tipo, aí é outro rolê. Mas uma outra coisa que eu acho que é um problema do formato americano, principalmente pra séries, filmes também, sequência de filmes, é eles não saberem fazer, não saberem a hora de parar alguma coisa. Ah, sim. Séries e filmes. Exatamente. Especialmente séries, porque eu acho muito decepcionante você ver uma coisa por cinco temporadas, seis temporadas, e o negócio só acabar quando eles viram o que eles deixaram tão ruim que tem que terminar.

E aí eles fazem um final meio bosta. Supernatural, The Walking Dead. Tinha um que eu gostava muito, que aconteceu a mesma coisa, que é o Once Upon a Time. Putz, eu amava Once Upon a Time, velho. Que vai em festa ali, pronto. E o formato dela de ir mostrando o que tá acontecendo agora e mostrando também o passado dos personagens. Era muito perfeito o começo. Black Mirror também. Exatamente.

E nós mal vi o nosso, mano Dez temporadas, velho Porque, cara, é tão bom Um bom final, sabe? Tipo, e um final não precisa ser incrível Sabe? É igual um final de Friends Final de Friends é um final normal e é da hora Tipo, todo mundo tá satisfeito Exatamente, você não precisa fazer um final reinventando a roda Mas faça um final na hora certa Big Bang Fury também susto a nossa É por isso que as pessoas elogiam tanto o Breaking Bad Porque o Breaking Bad acabou na hora que tinha que acabar Exatamente Tipo, eu acho que é o maior mérito de Breaking Bad Ter acabado na hora certa, sabe?

É, mas novamente é formato, cara, assim, formato dos Estados Unidos é desse jeito, formato do japonês é dorama, aqui no Brasil é novela. Mas eu acho que o mercado tá saturado do mercado norte-americano, sabe? Não, exatamente, aí o cara, pô, você não vai querer ver 10, 12 temporadas num... É, porque, mano, é sempre as mesmas coisas. Os personagens heróis dos Estados Unidos, tirando os quadros independentes, são sempre a mesma coisa, sabe?

É sempre alguém idealizado a partir de um conceito e que mora nos Estados Unidos e faz alguma coisa, sabe? E enquanto eu acho que os animes e os mangás, assim, são bem diferentes.

Sim, tem clichês, mas eu acho que a variedade é muito maior. Os manhuás também dominaram o celular. Manhuás, é. Eu sou o rato de manhuá, velho. Videogame, cara. Hoje em dia, os jogos norte-americanos, assim, os triple-waves, etc., eu não vejo eles tendo impacto dos jogos japoneses, sabe? Os Call of Duty hoje, tipo, apesar de serem muito... Tem gente que gosta, etc., tem muitos outros jogos asiáticos que... Tudo bem, quase sempre foi assim, né? Mas...

que dão um pau nisso, sabe? E então, é, cara, eu acho que assim, a cultura asiática, né, principalmente Coreia do Sul e Japão, acho que eles estão dominando, principalmente a Coreia do Sul agora, e, de novo, é mercado saturado, é só olhar pros Estados Unidos, por exemplo. Cara, hoje as bandas K-pop bombam, a gente concorda com isso há muito tempo, né? É, tipo, não é o bagulho que eu ouço, mas, assim, é inegável que é o que faz mais sucesso hoje em dia.

Eu entendo que a gente ainda vai ver muito e muita banda e muito artista norte-americano, sabe? Mas antigamente que a gente via Backstreet Boys e NSYNC, sabe? Esses caras, a galera não sabe nem quem é hoje direito. Não vem que Backstreet Boys vem aqui pro Brasil e faz sucesso pra caralho. Não, lógico. Porque tem um legado, né? Uma galera mais velha. Mas assim, tipo, de pegar a galera nova assim, exatamente. Tem a galera nova, às vezes, vai gostar do BTS e vai gostar da Sabrina Carpenter. Mas tem, tipo, pra cada uma, Sabrina Carpenter é cinco grupos de K-pop, sabe?

Cara, eu percebi que K-pop, ele ia realmente estourar a bolha, tipo, pro mundo. Quando veio o Psyche. É, o Gangnam Style foi... Gangnam Style foi um dos vídeos, foi na época quando o Lenskou foi o vídeo mais assistido do YouTube. Eu não acreditava nisso, eu acreditava que ia ser um bagulho pontual, entendeu? Eu pensava o contrário. Não, mano, eu acho que Parasita ganhar um Oscar já é muita coisa também, sabe? No lugar deles, assim, véi. E o Oscar tá sendo algo que tá ficando cada vez mais degenerado, assim, né?

Ah não, o Oscar ele abre oportunidades agora no novo sistema de votação. Por isso que tem bastante filme brasileiro entrando aí. Desde aquela época do Oscar So White, que eles começaram a tentar dar uma mudada nisso. Isso tá tendo reflexo. O Brasil ganhou o Oscar.

O Miyazaki voltou a ganhar Oscar Com o Menino e a Garça K-Pop Demon Hunter K-Pop Demon Hunter Se não me engano faz 3 ou 4 anos que a Pixar Não ganha o melhor animação E sempre era da Pixar Exatamente, era uma certeza

Mano, a música mais ouvida no Spotify, velho, sabe? Que é de K-Pop Demon Hunters, né? Então, é bem impressionante isso, sabe? Isso mostra como a cultura asiática, tipo, tá dominando. Não, e exatamente. E assim, eu acho que também o... Não sei se isso pode ser uma certeza, porque eu não moro nos Estados Unidos, mas talvez eles estejam perdendo um pouco desse negócio de que tudo que eles fazem é melhor.

Tipo, porque eles tinham muito isso. Eu acho que ainda tem. Eu acho que ainda tem também, mas eu acho que tá diminuindo. Porque, cara, quantas vezes, pegando o exemplo do Oscar de animação. Cara, quantas vezes a... Pô, o Miyazaki fez filmes incríveis dos anos 2000, sabe? Tipo, Castelo Animado não ganhou o melhor animação. O Únion não ganhou o melhor animação. Sabe, são filmes, assim, outro nível.

E aí, às vezes, um filme da Pixar, que geralmente são bons, mas nem todos são ótimos, ganhava ali, não importa, era voto ganho, sabe? Então, acho que os caras estão começando a olhar pro outro lado também. É que essa máquina de produção grande deles, assim, que uma hora fica escassa. E aconteceu. Os filmes de Hollywood estão escassos hoje. Os filmes de heróis que, mano, vendiam milhões, hoje a galera não quer nem ver no cinema, mano.

É, então, eu acho que o final do arco do Thanos com a pandemia logo em seguida, cara, deu uma quebrada muito grande nos filmes de herói, né? É, mano, mas a galera não quer mais ver os roteiristas também de Hollywood, mano, em greve, sabe, e não produzindo coisas boas. Você vai ver filme na Netflix, é só filme genérico, mano. Falta se arriscar, falta fazer filme, sabe, mais independente, assim que o diante. Eu acho que é exatamente isso, falta se arriscar.

É aquela parada que a gente tava falando. Mudar a fórmula, cara. Eu acho que as coisas hoje estão muito mais do mesmo. Precisa girar alguma coisa pra ficar um pouquinho... Não, o mercado é oite novel, sabe? A galera jovem hoje consumindo livros e lendo os livros, sabe? Gostando porque eles se identificam, conseguem ler, sabe? Querendo ler. Que eu acho incrível isso, né?

Então, eu acho que a cultura asiática tá dando um pau violento, assim, sabe? Na cultura norte-americana. Não, eu concordo. Mas é isso, de saber se reinventar, sabe? Tipo, de você não quer... Cara, por exemplo, meu mangá favorito é One Piece. Eu não quero todo mangá que eu leia seja igual a One Piece.

Eu quero que eu vejo coisas diferentes, sabe? Coisa que sabe até um mangá melhor que One Piece, sabe? Eu gostaria de, sei lá, começar a ler uma coisa e falar cara, isso aqui superou One Piece pra mim. Por quê? Porque vai ser uma coisa muito boa. E é difícil você ter experiência quando a forma que o produto é feito é sempre igual.

E aí você fala, ah, Marcelo, mas, pô, Demon Slayer, Jujutsu, Mahiro bebe da fonte de Naruto, da fonte de Bleach, que bebeu da fonte de Samurai X. Mahiro bebe de HQ. Não, sim, mas eu digo no formato... Então, o Mahiro tem uma inspiração nas HQs, mas ele segue a forma de contar a história do mangá.

Tipo, dos ganchos, do você ficar mais forte, amizade, não sei o quê. Então, todos aqueles padrões estão lá. Mas, assim, cada um dessas obras são contadas de forma diferente. Por mais que elas tenham uma ligação, sabe? Você não tá consumindo a mesma coisa. Lógico, tem alguns animes, alguns mangás que são mais genéricos, sabe? Mas, no geral, os que fazem muito sucesso, que chegam pra todo mundo, são coisas diferentes. Às vezes você, ah, pô, não quero ver o mangá de lutinha.

Você pode, sei lá, ver a apotecária, sabe? Que é um agulho super famoso e super diferente. E eu vou te falar, nessa parte de mangá, o que eu acho que realmente tá virando muito. Eu não sei se vocês já se acostumaram ou se leram alguma coisa, enfim. Cara, Manhuau, acho que tá virando muito, velho. Por quê? Porque você lê do celular de uma forma vertical que você lê que parece que nem foi ter feito. Você vai assim, cara. Você vai assim.

leu, sabe? Você quebrou o formato de página Exatamente, e não é tipo página, virei, virei, é uma página zona só, e você vai, você vai, você vai você vai, desceu e terminou Então você lê de uma forma tão fluida pra dispositivos móveis

o manhua hoje em dia, que é uma coisa que, cara, fica muito fácil e acessível de se ler, cara. É, eu lembro, eu vi até notícias há uns tempos atrás, que nos Estados Unidos hoje em dia, há pouco tempo passou o consumo de mangás, passou o consumo de HQ, sabe? Sim, normal isso aí. Então, mas assim, é uma coisa que pra eles é o apocalipse, né?

Mas é mesmo, eles não conseguem, cara. Eu entendo, até as animações hoje têm cara asiática. E eles bebem da fonte, eles estão aprendendo com os animes, sabe, dos norte-americanos, sabe? Pô, antigamente, Thundercats, o... Tinha uma identidade... He-Man, sabe, aquele... Do Street Fighter, do Rambo, todos eles tinham aqui na sua identidade. Hoje em dia, os caras são, mano, meninas superpoderosas, sabe? F-Zera versão.

É, então tudo tá ficando com uma cara bem mais anime. Assim, sabe? Os dos três ursinhos lá do... Três ursinhos? É, do Cartoon Network lá. Os ursinhos... Ah, não sei. Alguma coisa que eu esqueci agora, né? Happy Three Friends? Não, não, não. Não, isso é coisa de ver. Eu pensei... Isso é coisa de ver. Não, tem os três ursinhos que é o Panda, aí tem o Urso Polar e... Esqueci o nome agora do desenho, né? Eles têm a versão anime deles, né?

Tanto que, mano, tem várias inferências de anime. O Panda tem o Dakimakura. Ele fica andando com o Dakimakura assim, debaixo do braço, sabe? E aí tem a versão anime do desenho, sabe? Que é americana, mas não é anime. Pô, Avatar, essas coisas, mano. Os caras tiveram que se adaptar, sabe? Menina Super Poderosa virou anime também, cara. É, então.

É uma questão de geração, na verdade. Agora é uma geração que tem mais acessibilidade a tantas coisas e um pensamento mais livre, sem preconceitos. Então aceita um monte de coisas, inclusive a cultura asiática, que é uma novidade e também ela é crescida com tecnologia. Então ela vai ler coisas direto com o celular, por isso que ela está lendo webtons.

de forma mais fácil, mais acessível em vez de ficar preso o que era antigamente lá com os quadrinhos de forma física, o preço caro pra caramba você não quer pintar um zé às vezes de graça pra ler, cara eu acho que é uma combinação, exatamente tipo uma galera, por exemplo, que não cresceu estadunizada, aí essa galera

Tem poder de escolha, porque hoje em dia tudo é muito acessível. E os produtos asiáticos são muito mais acessíveis, tanto onde eles estão, como a forma de consumir. E são histórias que são mais interessantes. E as lojas, cara, a gente tem as lojas asiáticas nos shoppings.

Cara, isso é bizarro. Então, é... Eu até esqueci o nome agora. A Daiso. A Daiso. A Daiso, a It Aja. A It Aja. Tem a Minisô. Minisô, né? E a gente gosta desses produtos porque eles são diferentes, sabe? São produtos de acesso, etc. Você falou uma coisa legal também. Realmente, assim, o acesso... Você tem a escolha hoje em dia.

Porque antigamente a gente não tinha escolha A gente era guerreiro Não, antigamente é ligar na Globo e ver no vento Exato, a gente acessava e ligava Globo ou SBT Ou bander Aí a gente tinha manchete, beleza, tudo bem Mas hoje a pessoa Tem internet, a internet Ela escolhe, ela expande pra o que você Precisar

Ah, eu não quero ver coisa tipo de desenho, ou tipo, o que tá passando na TV. Eu não quero ser apenas focado com o que tá passando na TV. Eu tenho internet, eu tenho o streaming X, Y, Z. Tenho o YouTube, que é uma coisa gratuita. Às vezes tem muita coisa de coisas que passam lá gratuitamente. A Canibanache tá no YouTube. Exatamente. Anime da temporada.

Então, tipo, cara, você tem fácil acesso pra tudo hoje, entendeu? Então, cara, hoje em dia, cara, a pessoa pode escolher. Então, é justamente uma coisa que você falou. O pessoal não fica mais doutrinado só nos Estados Unidos. A gente foi isso porque era o que a gente tinha de acesso. Hoje...

Não, e aí, assim, só um pequeno comentário, mais de um pouco aí rapidinho. Mas pra você ver a força, se você for pensar assim, você vê a força das obras japonesas, né? Vai puxando pra Ásia. Porque a gente cresceu num ambiente de culturização americana e a gente tinha aquela parte bem pequena japonesa. Aí eu acho que eu excluí só o Sage, porque o Sage já é um outro contexto. É, havia um monte de coisa já. Mas assim, mais pra gente aqui, que não tem, tipo, nenhuma familiaridade e tal.

Então, era uma parte muito pequena, era só os animes ali que passavam alguns na TV e tal, mas todo o resto, filmes, todos os outros desenhos, séries, era tudo americano. Mas a parte japonesa, que era a menor, foi a que nos pegou mais, porque era a mais interessante no meio de tudo aquilo. Foi a que fez a gente ir atrás de evento, a gente ir atrás de DVD pirata de anime, de comprar mangá na banca e tudo mais, e fez a gente estar nesse podcast hoje.

E deixou de ser nicho, né? Exatamente. E era uma coisa muito... É o que eu tô dizendo. Era tão diferenciado que nos pegou naquela época. Se com aquela mostragem pequena a gente foi fisgado, imagina a galera hoje que pode ter um Crunchyroll baratinho. Os animes são balda vez. Pensa assim, os países asiáticos produzem conteúdo pra caramba. E agora estão disponibilizando pra caramba.

E agora a gente tem acesso deles. Porque antes não tinha acesso. A gente acessava de tudo forma... Então é questão de mercado, cara. Todo mundo aqui comprava DVD original. O cara quadrinha mangá hoje, velho. É mercado agora, cara. Obrigado. Rinata Sou.

Ó, línguas, vai. Antigamente a gente tinha escola de língua pra caralho inglês, mano. Hoje em dia as pessoas estão buscando alternativas pra estudar japonês, coreano e principalmente chinês. É, o chinês é a língua de trabalho, né? E mercado, antigamente e ainda é muito importante você estudar inglês, né? Porque ainda é uma língua quase universal, mas o chinês hoje tá sendo uma diferenciação absurda, né? Eu já vi muita vaga aqui.

Porque paga muito bem, cara. Paga muito bem, mano. É foda isso. Não vou nem falar de a empresa, mas a gente falou sobre ela aqui hoje. Não, mas paga bem. Pô, ainda tenho o sonho de aprender japonês, cara. Quem sabe um dia. Também. Quem sabe um dia.

Mas é, exatamente. Acho que hoje a galera quer tentar o segundo idioma, vai querer um idioma da Ásia. Com certeza. 100%, 100%, cara. E é isso, sabe? Eu acho que a ideia desse podcast era a gente refletir sobre isso mesmo, sabe? E eu acho que parece óbvio, parece trivial, mas para quem é mais antigo, sabe? Talvez para a galera nova... Não, é uma quebra, né?

É, pra galera antiga, é difícil você pensar isso, que a gente foi acostumado, a gente, tem coisas que a gente talvez nem pense que a gente faz, que é por causa das culturas norte-americanas, sabe? O tênis, o estilo, sabe, etc. E hoje em dia, a gente vai se adaptando às vezes inconsciente à cultura que a gente tá mais consumindo coisa, sabe? A gente vai inconsciente nisso. Isso é verdade. Mas aí eu jogo aqui uma pergunta, vocês acham que isso é uma tendência que simplesmente vai continuar e crescer cada vez mais, ou tem alguma forma disso ser diminuído ou quebrado? Tipo, do...

Isso é uma coisa mais temporária? Não, por exemplo, de a cultura estadunidense voltar a ser forte de alguma forma, porque eles produzem também. Tipo, eu acho que sempre existe a probabilidade. Então, mas sem depender da cultura asiática, igual o Mário falou, de ter que fazer os desenhos deles virarem, parecerem anime, sabe? Tipo, uma coisa deles. Eu não sei se isso tem... É o que eu falei, eu acho que sempre existe a probabilidade.

Pode ser que eles reinventem uma roda aí e façam, tipo, alguma parada que fique...

assim, não que seja puxado por um desenho mais oriental, mas que façam pro lado deles, que seja algo que cative e tudo mais, entendeu? Eles têm acertos, tipo o Rick e Morton é um... Exatamente. Mas é isso, acho que cada vez menos, né? Tipo, por exemplo, pra um Stranger Things que fez muito sucesso, quantos K-dramas fizeram sucesso? É, isso é fato.

Mas também é porque, cara, quanto... É justamente, acho que o Seiji falou isso, a quantidade de produção que é feita na Ásia é muito grande, cara. E o custo de produção de um K-Drama é com certeza muito menor do que o custo de produção de um K-Drama. Muito menor. Então eles vão lançando tanto e tanto e tanto, cara, beleza, não precisa de tudo. É, mano.

Que explodam, tipo, 5% ali é o suficiente pra explodir a mesma quantidade de prêmio que explodiu lá. Eu acho que uma coisa que o americano perdeu e talvez seja uma coisa que faria eles voltarem até alguma mais força em relação a isso, é focar no simples. Fazer histórias mais simples, menos efeitos especiais.

E talvez... Tipo coisas mais que falem com o dia a dia das pessoas, sabe? Não, e talvez não pensar em globalização logo de cara, sabe? Porque o que eu acho que torna ruim é quando vem acionista, deve palpitar pra como já querer vender produto em cima, sabe? É, porque os caras... É crescimento exponencial, né? É.

Então, mano, eu acho uma merda. Mas eu sou uma pessoa muito feliz que... Por exemplo, eu fui... Tô indo em shows... Mano, tô indo em shows de bandos japoneses que estão vindo pra cá. Não pro Anime Friends, mas porque eles estão numa turnê. Cara, isso é demais. Vou no show do Man of a Mission. Teve o show da... Agora vai ter o da Anatsusha, né? Da Anatsusha que eu não pude querer se passar. Ah, é verdade. Ano passado eu fui no show do Hyde. Fui no show do... Eu fui no show do Red Wimps.

Red Wimps. Ano passado eu também fui no show do... Esqueci o nome da banda agora. Eu fui no... Fora de evento, eu fui no Red Wimps e eu fui no... Caraca, foi a outra banda japa que eu fui esses tempos. Ai, caralho. Ano passado eu fui em show de duas tirando Army Friends, assim. Eu fui em show de duas bandas, eu esqueci. Ano passado teve o... Cara, eu esqueci o nome da banda. Eu sou meio ruim de ir pra show, então... Eu também.

mas é muito bom, mano é um show inteiro, sabe mas é legal saber que eles estão ouvindo, tá ligado? exatamente, assim, e mesmo o Anime Friends, cara o negócio tá tão forte que os caras conseguiram pro domingo esse ano trazer o Asian e o Burnout Syndrome, isso do mesmo dia sabe?

Não, eu sei que ambas já tinham vindo, mas trazer os dois pro mesmo dia, tipo, um dia de AF dessas duas bandas... Seria a atração principal do evento inteiro em anos atrás, sabe? É, entendi o que você falou. É, cara, eu assim, meu sonho era ver o... Ver um show do Larkin Ciel. Não sei se vai... Acho que não vai acontecer, mas eu vi uma parte disso pra show do Rai. Você viu, tipo, lá. É, então...

Talvez mais para o arco, assim, mas é. Então, cara, eu sou muito feliz por isso, sabe? E eu, assim, eu não sei se Estados Unidos volta, mas eu espero que o asiático não caia. Espero que não seja temporário. Não, assim... Eu acho que não vai ser. Eu acho que dá para coisitir, dois, sabe? Temporário não vai ser. Só tem um jeito de não ser... Parar tudo. É se eles pararem de produzir e pararem de exportar coisas. Muito bom.

E até a seleção, mano, a seleção japonesa, tá forte. O Mario tá indignado que usaram a Ado, cara, pra fazer a propaganda. Os caras tem a Ado, tem um Anil e a gente tem o Vini Jr. Sabe, da Metano, tá ligado? É, e vagabundo tá lá. E vagabundo tá lá, sabe? Nem mais consegue andar a linha reta, mano.

os caras falam da propaganda do Lego o Lego do Neymar não é de linha reta é mano, aqui o caralho então é isso, sabe a cultura oriental asiática tá sendo muito mais esperada filme quebrando o recorde aqui no Brasil Demons Lair quebrando o recorde, tá ligado pô, Haikyuu, foi bem pra caramba é mano, isso é muito louco

Pessoal, esse podcast foi um pouco mais informal, né? A gente nem tinha pauta, a gente só foi falando, tá? Mas a ideia é essa, isso é mais opinativo e a gente quer saber de vocês, ouvintes. Quais são as coisas que vocês acham que a cultura americana trouxe, que vocês adaptam hoje em dia? Quais são as coisas da cultura asiática que vocês adaptam hoje em dia? Qual que você acha que prevalece? Qual que você acha que tá mais no hype?

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