66. Pequenos ciclídeos sul americanos
Neste episódio, a pedidos, abordo finalmente o universo dos ciclídeos anões da América do Sul, depois de já ter falado um pouco de ramirezis. Falo um pouco do que é esse grupo dentro do hobby, sua origem, principais representantes, aquário ideal, comportamento, entre outros.
Eduardo Stalin
- Pequenos Ciclídeos Sul-Americanos· CienciaClassificação e origem·Ramirezi·Apistogramas·Microgeophagus altispinosus·Curviceps·Aquário ideal·Comportamento e reprodução·Alimentação
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Olá pessoal, aqui vai mais um episódio do podcast Aquarismo para Todos. Tudo bem com vocês? Eduardo Stalin voltando com o episódio, digamos, tradicional, né? E depois de algum tempo experimentando o formato do Nano, fazendo alguns apontamentos aqui Eu vou fazer, exercitar fazer um episódio que eu chamo de completo, né, com a duração um pouco maior, tentando passar por mais pontos. E para isso eu tô trazendo uma pauta de queridinhos de muitos do pessoal que escuta aqui o podcast, que são os ciclídeos-anões sul-americanos, pequenos ciclídeos sul-americanos.
Eu fiz um sobre rabirezi, porque o bicho meio perseguido e tal, que eu particularmente gosto, mas não Não é um bicho muito fácil de ter, mas eu gosto bastante dos outros ciclistas pequenos sul-americanos. E aí chegou a hora então que, bom, eu já tinha essa sugestão aqui da galera. Vamos falar aqui dos pequenos ciclistas sul-americanos. Antes, alguns avisos, né? Primeiro, eu, apesar de eu tava retomando esse formato de programa, ele vai ter umas certas, algumas mudanças, né?
Eu não vou mais fazer a princípio aquele formato que eu fazia dividindo introdução, pauta e considerações finais. Eu vou tentar gravar tudo numa tacada só, como eu tenho feito com os nanos. Vocês vão perceber também que eu coloquei aquela musiquinha tema que eu registrei para o nano. É uma musiquinha tema. Essa aqui não é simplesmente banco de música royalty-free, eu comprei um trechinho de uma música para sempre usar ele para os episódios Nando.
Eu gostei e para mim, a partir de agora, eu vou sempre abrir com essa musiquinha, com esse teminha, né? E aí vou experimentar dessa forma, tentar falar alguma tacada só, falar assim formalmente quando passar para pauta, em vez de gravar 3 vezes e juntar tudo. E eu tinha esse processo de gravar 3 blocos, depois juntar, fazer transições de música. E agora eu vou fazer tudo uma tacada só, tá? Então essa é a primeira mudança. A segunda é que eu pretendo não ficar tão, tão assim restrito a tamanhos, né?
Talvez eu até— aí só o nano mesmo que eu vou sinalizar que vai ser episódio de até 15 minutos. Fora isso Os outros episódios, vamos ver como é que vai ser esse segundo semestre aqui. Eu tô tentando ver se eu consigo voltar com algumas entrevistas, mas essas entrevistas não vão ser coisas extensas, provavelmente vai ser um papo rápido. E eu acho que vou fazer no formato do Nano mesmo, fazer coisa de 15 minutinhos, só um papo, quem é você, o que que você faz.
Não vou fazer, não vou fazer grandes biografias em áudio aqui. Eu vou começar batendo papo com Antônio, que quem me acompanha mais tempo sabe que é um amigo meu aqui, que é do hobby de bastante tempo, que ele é do Força Discos. Ele é dedicado a fazer patê para discos, para crescimento, para engorda. E também ele tem um trabalho de buscar discos de alto padrão com criadores que ele conhece, e também de ter a estufa de criação dele e oferecer discos de qualidade assim para quem quiser, para quem quiser começar a montar.
Eu vou bater um papo com ele, eu vou ver se eu consigo finalmente bater um papo com o Vitor Hugo da Mundo dos Discos. Vou tentar bater um papo com outras pessoas aqui que eu não consegui trazer, né? Eu consegui trazer o Robson, consegui trazer o Marquinhos, mas outras pessoas vou tentar conversar. De repente o Gabriel Bassi, que vende disco selvagem também, se eu conseguir encontrar com ele, que eu sempre tento marcar, não consigo encontrar.
Eu vou tentar fazer algumas, algumas conversas aqui e trazer, mas não na ideia de ser muito extenso não, coisa de 10, 15 minutos também, tá? E eu tenho algumas pautas de nano interessante que eu quero trazer. Eu queria até fazer uns ensaios daqueles que, tipo, aquários que eu gostaria de ter. Eu tô, tenho tido umas ideias aqui e vamos ver, de repente vou fazer como nano mesmo, alguma coisa aí. Mas assim, daqui até dezembro, ver o que que a gente consegue colocar aqui de interessante, sem simplesmente escolher qualquer coisa para falar.
Vocês vão acompanhar isso aí, vamos ver, tá? No mais, antes de começar a falar sobre os segredos americanos, queria agradecer o pessoal que segue aqui. A gente já tá com a quantidade bastante legal de episódios, ou seja, dos episódios tradicionais, esse é o número 66. Ainda vieram 5 nanos aí, algumas especiais. Quer dizer, tem bastante coisa aí já, bastante conteúdo gerado, é bacana. Fora que algumas newsletters que eu até curto bastante de escrever.
E quem quiser trocar uma ideia, pô, quero que você fale disso, quero que eu fale daquilo, você pode usar aquele caixinha de comentários do Spotify, que agora eu fiz as pazes com ela, tá super tranquilo de eu eu fazer, entendeu? Tá super tranquilo de tocar. Além disso, eu tenho meu email aqualismoparatodospodcast@gmail.com. De vez em quando chega uma outra mensagem, né? Eu tenho também o Instagram. De vez em quando uma outra coisa chega por lá.
O Instagram é o que eu falei para vocês, eu tenho focado menos. De vez em quando eu posto uns vídeos dos meus aquários aqui, mas eu tenho focado menos, tá? Meu foco principal realmente é gravar por aqui. Nem YouTube eu tô fazendo mais, um pouco de preguiça de ficar fazendo vídeo do YouTube. Confesso a vocês, dá um certo trabalho para fazer do jeito que eu acho que fica legal. Eu tenho até ideias boas, eu tenho ideia, já falei para alguns, né?
Eu tinha ideia de ter uma salinha para fazer o que o pessoal gringo chama de fishroom, de experimentando montagens, montar, mostrar como é que tá, mostrar evolução. Mas demanda tempo, demanda dinheiro, e ambos são escassos, né, infelizmente, né. Então eu acho que faria vídeo nesse, dessa pegada. Então fora isso, eu prefiro continuar fazendo áudio aqui para vocês, tá. Então é isso, pessoal, é de recado iniciais, é exatamente isso.
Vamos para nossa pauta então de ciclides sul-americanos, tá. Primeiro de tudo Vale dizer que não existe uma classificação científica para isso, né? Isso, na verdade, foi esse nome de ciclídeos anões sul-americanos, pequenos ciclídeos sul-americanos, é uma coisa de mercado, né? Assim, de ofertas, né, para oferta de peixes assim. Então é bem que o mercado definiu essa segregação, agrupou um determinado conjunto de peixes, né, para chamá-los de ciclídeos anões sul-americanos.
Em geral são ciclídeos encontrados na Bacia do Orinoco e na Bacia do Amazonas, tá, e alguma coisa mais para baixo aqui, mais para cá também. E são geralmente ciclídeos de até 10 cm de tamanho na fase adulta. Então, por exemplo, galera que costuma ter cará, que é o geofagos brasileenses. A gente não chama de ciclídeo anão sul-americano, é um ciclídeo muito comum aqui no Rio de Janeiro, tem para caramba, né? Mas ele passa de 10 cm, ele é agressivo, ele não é um bicho tanto de aquário comunitário e tal.
Tem alguns outros peixes, por exemplo, como acará severo, que eu acho peixe super bacana, mas ele já cresce, já é mais brabinho, já é mais para jumbo. O festivo, que é um meio termo, né, o mesonauta, né? No meu tempo ele tinha, ele era ciclazoma, né? Agora foi reclassificado, agora é misonauta. Que eu acho super bonito, que ele tem uma, uma lista diagonal preta e ele habita mais ou menos os mesmos habitats dos bandeiras. Ele nem é um bicho muito agressivo de jumbo, mas ele é um peixe grandinho.
Ele não costuma ser categorizado como ciclizionauta sul-americano, né? Então o que que a gente chama, o que que vai circunscrever É esse grupo de ciclídeos anões sul-americanos, né? É basicamente ramirezi. Ramirezi é um ciclídeo anão sul-americano, né? Os apistogramas, existem várias espécies bacanas de apistograma, né? Os mais comuns aqui são o agassizi, o cacatoides e o tefasciatum, tá? São os mais comuns, mas tem outros, tá?
O xadrezinho, que é um peixe que eu acho fantástico para aquário do tipo blackwater, né? Inclusive, qualquer filmagem que eu vejo na natureza de blackwater, eu vejo os xadrezinhos passeando. Eu acho muito fofinho, né? O que chamam aqui de papilochromis, que lá fora chama de Bolivian Ram, ou seja, ramirezi boliviano, né, que é o Microgeophagus altispinosus. Ele Ele é da mesma, do mesmo gênero do ramirezi. Ele é um pouquinho maior que o ramirezi, não tão colorido, é bonitinho também.
Aqui no Rio você costuma achar esse que chamam de papilocromis. E o curviceps, curviceps é um cíclideozinho, ele é tão colorido assim, ele é mais na dele, mas se você bobear com peixe menor ele traça. Ele não é tão pacífico quanto, por exemplo, um apistogramma ou cacatoide, que é um outro Apistogramma que também é bastante comum, que eu esqueci de citar. Mas ele, ele é, em alguns sites gringos chama de Smile Cichlid porque ele parece que tá sorrindo.
Ele tem um, o lábio dele é marcado de preto, parece que ele tá rindo, a carinha rindo. Interessante também, eu gosto. Nem todo mundo gosta dele, eu gosto bastante dele. E outras espécies também, o Apistogramma borelli, que é super bonito, mas não é tão comum, e ele já é um peixe com é água um pouquinho mais fria do que, por exemplo, da Pistogramas Comuns, o próprio Ramirezi e tal. A gente pode entender ele como parte desse bloco também.
Tem vários outros, tá, gente? Isso aqui são os principais aqui, tá? Então, como eu falei, eles costumam, principalmente Bacia do Amazonas, Bacia do Orinoco, esses rios aqui, tipo Rio Paraguai, aqui Mato Grosso, nas Guianas também. Ele normalmente é encontrado em águas rasas, tá, ou floresta inundada. E o ramirez em si é as águas mais clarinhas assim, tá, mas é parecido, né. Alguns deles em ambiente de blackwater, né, ou seja, água com bastante tanino, é transparente mas com muito tanino, em que predomina os ácidos fúlvicos, né, quer dizer, aquela lógica de de ciclagem diferente do que a gente tá acostumado no aquário, o pH muito baixo, aquela coisa toda.
Mas assim, no nosso aquário aqui, cara, isso aí eu admito, tô falando é o biótipo natural deles. Nos aquários aqui vocês vão ver mais para frente, eu vou falar, tá? Eles gostam de água geralmente água mais velha, tá? Mas de preferência com baixo teor de nitrato, especialmente ramirezi, tá? É, tem que ter pouco nitrato. As pessoas falam que o peixe é sensível e tal, eles são pouco tolerantes a nitrato. Então é uma água que você tem que estar sempre fazendo TPA nela.
A água velha, água velha do tipo que não é aquário novo, aquário já estabelecido, já ciclado e tal. Mas normalmente eles são sensíveis a isso. E uma, de preferência também, é todos esses biótipos, água bastante mole, tá. Realmente é KH baixo, GH baixo, dureza geral e carbonatada baixa. Mas eu costumo ter aqui com dureza carbonatada na casa dos 4 para não ter um pH oscilando muito, tá? Porque estabilidade é a chave do negócio aqui, tá?
E também é água muito ácida, você tem a colonização por bactéria fica prejudicada, aí não vale, não vale tanto a pena assim, fica mais complicado, tá? Em termos de aquário, tá, eles costumam ficar bem em aquário de, eu acho que um bom tamanho de entrada, o 50/30/30. Você botar um casalzinho, um grupinho pequeno, eu acho que 50/30/30 já dá. É um aquarinho ali de uns 50 litros mais ou menos, é quase 50 litros. Mas o pessoal costuma indicar o clássico 60/35/30, né, que é o que o pessoal da ADA chama de 60P, que é um aquário, acho que um tamanho bom, tá?
Eles não são peixes agressivos, são peixes que vivem, e são entre eles só, tá? Se você coloca 3, 4, rola aquelas tretas entre eles ali, especialmente quando tá formando casal, né? Mas se você quiser botar com outros peixinhos pequenos, é tranquilo, exceto o Curviceps. O Curviceps, o que couber na boca dele, ele vai traçar, ele Ele não vai nem, não vai nem, não vai ter nenhuma cerimônia, né? Eu tive um covíceps aqui que é super de boa, não arranjava treta com ninguém, até um dia que eu botei um gulpe no aquário.
Quando eu fui ver, o gulpe tava na boca dele. Enfim, ele não vai bobear, né? Água mole, né? Mas aí eu dando aquele alerta do KH, de preferência aí na casa dos 3, 4, para você não ter tanta oscilação de pH. E são peixes de água mais para quente, tá? Então na casa dos 26, 27 graus, eu acho que uma água boa. Ramirezi principalmente gosta de água mais quente ainda, tá? Em relação a layout, peixe que gosta de esconderijo, gosta de moita, gosta de tronquinho, gosta de vaso, essas coisas todas.
E é uma coisa legal, especialmente se você quiser reproduzir, é areia fina. Tá, igual mesmo que você faça substrato assim assado ou botar um fértil, faz uma prainha com areia bem fina, com cascalho de rio zero, né, zero, zero. Areia de duna não precisa não, pode ser um pouquinho mais grosso que areia de duna, aquele cascalho zero eu acho que já ajuda, tá. Se você for dessa onda do blackwater, nem que seja o blackwater de boutique, né, só decoração, eles vão curtir, né?
Botar folha seca, pedaço de tronco, casca de coco, eles vão adorar. Isso até uma coisa boa, se você tiver mais de 2, para você fazer barreiras naturais para eles delimitarem os territórios deles, né? É um peixe que ele gosta bastante de vegetação, então eu não recomendo botar em aquário totalmente pelado, tá? Exceto xadrezinho, tá? O xadrezinho Botar aquário só com folha, só com botânica, tranquilo. Com o que chama de botânica, com folha, folha morta e tal, tranquilo.
Mas a minha experiência aqui com apistograma, com ramirezi, com papilocrômios, eles se amarram umas moitinhas. Inclusive eu já tive desova de ramirezi aqui em folha, desenvolver, eles desovaram numa folha de Echinodorus, tá? Então é legal, tá? Então assim, não é obrigatório, mas é bom ter umas moitinhas, uma coisa assim, que para eles poderem nadar, eles ficam bastante à vontade, tá? Em geral não gosta de luz muito forte, tá? Se você quiser ter um plantadão com média demanda, faz alguns lugares com alguma sombra para eles poderem ficarem mais à vontade nessa sombra, tá?
E elas vão ficar numa boa. Não precisa ser uma coisa assim muito radical não, mas que ficou numa boa, tá? Filtragem, o padrão de 5 a 10 vezes, que um filtro que seja capaz, que rode de 5 a 10 vezes o volume do aquário por hora, tá? Eu cravaria o número mágico de 7 vezes o volume do aquário por hora, tá? Eu acho legal. Aqui em casa eu tenho até mais por conta dos discos, mas No geral é isso, né? E acho que assim, mas nenhum grande, nenhuma grande recomendação em termos de aquário não, tá?
Em termos de alimentação, na natureza é um peixe oportunista, ele vai comer o que ele vai encontrar, mas dando preferência à proteína, né? É comer filhotes, pequenos crustáceos, filhotes de outros peixes, pequenos crustáceos, insetos, essas coisas, né? E a digestão dele, por conta disso, é bom você dar bastante alimentação é rico em proteína, tá? E mais, um criador já veio me falar que o segredo do sucesso, especialmente com ramirezi, é você pelo menos 2 vezes por semana dar alguma proteína fresca, ou patê.
Aí, no caso dos discos aqui, eles acabam comendo patê também. Ou dá uma artêmia, dá uma enxtréia, aquela minhoquinha. É bom, tá? Você ficar só dando ração, você pode ter problemas aí dele ficar constipado. E esse peixe, se ficar constipado, para evoluir para um ataque bacteriano interno e morrer é muito rápido, tá? Inclusive dizem que essas mortes súbitas de ramirezes são muito por isso, porque ele constipando, ele evolui rápido para uma infecção bacteriana e morte, tá?
Então assim, eu dou ração, dou ração direto, mas eu pelo menos 2 vezes por semana dou alguma coisinha diferente aqui para ajudar, para ajudar o sistema digestivo deles e a nutrição deles. E tá indo bem aqui, tá? Eu até fiz um, eu fiz um, aquela minha gravação de 6 meses com ramireze, e foi muito nessa época, não tava com esse mesmo, com esse mesmo, com esse lance na cabeça. Foi uma coisa ali que eu meio que aprendi ao longo. Eu tô agora com 3, eu tô com 3 ramirezes agora, depois daqueles 2 que duraram 6 meses.
Tô com uns 3 ramirezes aqui, estão vivendo bem, são 2 selvagens e um Electric Blue. Então nesse esquema, tá? Mas assim, eu, o que que eu costumo dar de ração seca? Quando eu dou flocos aqui, eles comem bem. E grão, grão pequeno, senão eles não conseguem comer muito não, tá? Eles acabam pegando mais o floco do que os grãos mesmo. Em relação ao comportamento, é aquilo que eu falei, são dóceis com outros peixes, mas entre eles, eles têm um territorialismo, não chega a ser grande coisa, mas tem as suas tretas.
Às vezes você compra 2 ramirezes achando que são casal e não são, ou de repente até macho e fêmea, mas eles não formam casal por algum motivo, ficam perseguindo o outro. Então é bom ter os esconderijos que eu falei lá na parte de layout, é bom ter ali, né? Eu gosto não só para ramireze, mas para apistograma também, botar uns 3, 4 e deixar eles escolherem território aqui e se espalharem. Eles se definirem ali, tá? Se tiver um aquário suficientemente grande, você pode ter 2 casais no aquário tranquilo, cada um seu cada um, sem problema, tá?
E aí é o resto, em termos de companheiros, você pode ter peixe do mesmo biótipo deles, né? Pode ter tetra, rodóstomo, neon, mato-grosso, pequenos cascudos, corydoras, limpa-vidros, Tudo isso aí é tranquilo, não vai dar treta, vive numa boa, tá? Mas peixe muito agressivo é complicado. Então, por exemplo, você resolver ter um acarabandeira, pode ter, mas se você deu azar, a sorte ou azar do bandeira formar casal, vai ficar agressivo, ele não vai deixar os bichos comerem.
Aqui em casa eu tô atualmente com 8 discos, tá? E tem, não tem nenhum formou casal ainda, eles ficam às tretas entre eles, mas na hora que eu vou dar comida para os discos Os ramirezes vão lá em cima no meio dos discos comerem. Ele vive numa boa, tranquilo. O disco é um peixe que é territorialista, mas não é assim uma coisa grande coisa. Se fosse bandeira, não seria essa paz toda não, tá? Em relação à expectativa de vida, eles em geral vivem de 2 a 4 anos em cativeiro, tá?
Normalmente quando a gente compra em loja, ele tem pelo menos 6 meses de vida, de 6 meses a 1 ano de vida. Quando você compra matriz, geralmente mais de 1 ano. Então já pode descontar disso aí, né? Aí só algumas notas, é, o ramirezi vive um pouquinho menos que isso, vive de 1 ano e meio a 2 anos, né, normalmente. E o tanto papilochromis quanto curviceps, eles podem durar mais de 5 a 6 anos. O bicho é mais brabo, né? Eles vivem assim, vivem mais tempo também, tá?
E assim, eu acho que são peixes que, a depender da montagem, Vão compor o aquário de vocês, acho que vai ficar legal. Quais são os que eu gosto mais, tá? Eu gosto muito do Agassizii, é um Apistogramma branco e preto, mas com uns tonzinhos de azul que eu gosto muito. O Trifasciata eu não gosto tanto, é bonitinho também, mas eu não gosto tanto. O Borelli eu acho muito bonito, mas eu nunca tive um Borelli tão bonito. O Cacatoides é muito bonito, tem várias variantes de cor diferente, tá?
Agora estão surgindo vários outros Apistogrammas, eu não sei nem por onde começar. Então, por exemplo, o O Vitor Hugo da Mundo dos Discos, ele costuma ter 5, 6 tipos de ramirezes, de ramirezes, desculpa, de apistograma diferente lá. Eu sempre vejo ele anunciando. Tem uma galera que curte bastante, né? Até o Vitor Medeiros que escuta a gente aqui também. Eu não sei se ele tá com aquário agora, que ele tava talvez precisando desmontar um aquário, ele tava ali.
Ele é um cara que saca muito desses ciclistas pequenininhos. Aí, Vitor, se você tiver ouvindo aí, depois manda um alô para gente. De repente eu coloco aqui, eu ponho na newsletter e tal. Ele entende para caramba, né, disso. Tem outro amigo nosso aqui do Rio que pegou, que também saca desses ciclídeos sul-americanos, que eu, quando precisei doar os meus afistogramas, é porque eu inventei uma época de voltar a ter equilibenses, né.
E não ia dar certo cribenses com apistograma. Cribense é o ciclídeo anão, mas ele é do oeste da África, né? E aí também eu tava tendo desova de disco direto no aquário, e aí não dá certo, né? Mas que ele comeu ovo e tal. Aí eu doei os meus apistogramas. Eu tinha um agassizi lindo, lindo, lindo, macho grandão, que tinha uns 2 anos comigo. Até um, eu esqueci o nome dele agora, desculpa, tá, cara? Ele, ouvinte aqui do podcast, Fui lá no meu grupo, eu ofereci, ele falou, pô, eu pego e tal, não sei o quê.
Ele veio aqui em casa, pegou. Ele falou, cara, não deu nem um mês que ele pegou o Apistogramma, juntou com uma fêmea que ele tinha, desovou no aquário dele. Achei super bacana, super maneiro. É um peixe tranquilinho, né? E aí eu gosto bastante desse tipo assim. Eu de um tempo para cá tenho gostado mais de Ramirezi, tem talvez pelo desafio de fazer ele viver, que as pessoas falam que ele morre rápido. Eu tenho gostado. A minha filha, por exemplo, que quer, com quem eu divido o aquário, as decisões do aquário eu faço eu e ela, né?
Ela é particularmente muito fã do ramirezi, que é chamado de koi, que ele é amarelo, meio arroxeado, com uma coisinha coloridinha aqui na frente, aqui da cabeça, com colorido diferente. Só que agora eu peguei o Electric Blue, ela tá apaixonada pelo Electric Blue. Tá gostando muito do Electric Blue também, né? Tem um tipo de ramireze que eles chamam de— porque lá fora o ramireze é chamado de German Blue, German Blue Rum, né, que é o que a gente convencionou como ramireze padrão.
E tem um que é o chamado Blue Rum holandês, que ele é um pouquinho maior e mais colorido, que é a coisa mais linda, cara. Eu não sei se eu cheguei a ver aqui vendendo. Eu até tenho um aquário de um cara que eu sigo, que é o Marcos Chen, que escreve no Tropical Fish Hobbies. Ele botou uns no aquário dele, no aquário de disco, no Grotto, aquário deles de disco, uns lindo, lindo, lindo, lindo, né? Mas eu queria achar esse para vender, não acho, né?
Né? E cacatoide particularmente eu acho muito bonito, tá? Eu não tô numa fase muito cacatoide, mas eu acho muito bonito que ele parece um apistograma comum, só que ele tem um topetinho assim. Por isso que chama de cacatoide, que parece uma cacatua, né? Mas eu, o que eu quero ter ainda que eu não tive foi o xadrezinho. Só que eu tô nessa de ficar vendo vídeo de rio inundado. Eu só vou ter xadrezinho quando tiver bastante folha seca aqui no aquário, que eu acho que ele vai ficar mais confortável, tá?
Mas enfim, é um peixe, são peixes que eu gosto bastante. Se eu tivesse um segundo aquário um pouquinho menor do que eu tenho, acho que eu faria ele só desses ciclídeos sul-americanos, tá? Aí, para fechar aqui a pauta, né, é interessante porque algumas curiosidades interessantes é que é um peixe que quando tá na época, ele assim, tem outros ciclídeos que seguem isso, tá? O kribense mesmo é um exemplo. Quando forma o casal, ele tá perto de desovar, você vê que a cor deles muda bastante, né?
Especialmente das fêmeas. As fêmeas, aquela fêmea branquinha com preto, de repente ela fica amarela, amarelona mesmo, assim, um amarelo brilhante assim. Essa lógica, ela tá sinalizando que tá na época de desovar. E aí a galera chama isso de efeito noiva, bride effect, né? Interessante isso, né? E a fêmea do cribense tem isso também, né? O cribense, que não é sul-americano, ela Ela fica com a barriga vermelha, vermelho intenso assim, para mostrar para o macho que ela tá na época de desovar, né?
E outra coisa interessante é o seguinte: quando eles têm desova, eles defendem os filhotes, eles ajudam a criar, a cuidar, né? E a fêmea fica especialmente braba, né? Ela às vezes peita peixe 2, 3 vezes maior para poder defender os filhotes. É impressionante como esse bicho tem esse instinto de cuidar dos filhotes. Eu acho muito bacana isso. Né, então, gente, é o que eu tinha para falar de ciclídeos sul-americanos. Se tiver algum que eu esqueci, manda para mim.
Eu deixei de fora o adoqueta porque eu não acho que ele é tão pequeno assim e ele não é tão mansinho assim, tá? Que é um ciclídeo que hoje tem aparecido mais para vender. Aquele ciclídeo azul, né, o Andinoacarapuxa, que tem aparecido para venda, que eu acho super bonito. Os gringos já conhecem, mas tá aparecendo mais para venda também. Ele não é exatamente pequeno, pequeno, assim como eu não, por isso eu deixo de fora o Geophagus svenni também, porque ele não é pequeno o suficiente, ele passa de 10 cm.
Aquele albino que eu esqueci o nome agora, que é super comum, eu acho que ele é Geophagus também, né? Tem um que tem sido muito vendido aqui, tem versão albina e versão comum. Agora esqueci o nome, tá, gente? Aí depois Alguma coisa, depois eu lembro. Também deixei de fora, eu tinha alguns de fora aí, mas se tiver algum pequenininho que eu deixei de fora que acho que vale a pena falar, manda mensagem para mim e a gente, eu mando uma tréplica aqui ou da newsletter ou um outro áudio, tá?
Eu espero que vocês tenham gostado aqui dessa pequena, pequeno devaneio falando de ciclismo sul-americano, tá? Mais para frente, mais algumas coisas para falar desse formato, mas eu provavelmente vou ter mais uns 2 nanos pela frente antes de eu vir com o episódio 67. Tá ok, gente? Abraço para todo mundo aí, fique numa boa. Mês de agosto tá aí, né, aquele mês, aquele enorme, longuíssimo mês de agosto que as pessoas brincam porque tem 31 dias e pós-férias, tá? Mas é isso, um abraço para todo mundo aí, até a próxima!