CAUSOS DO JK - A moradora que pagou o condomínio em moedas
Em outubro de 2024, os moradores do condomínio JK foram informados que o condomínio do mês teria de ser pago em dinheiro vivo. Moradores desconfiaram de desvio de dinheiro. Danielly, que não conhecia a fama de perigosa da síndica Doutora Graça, decidiu pagar em moedas. Juntou dez quilos de metal e levou na administração. E foi assim que virou uma lenda no prédio (e sofreu um processo criminal).
Assista a entrevista em vídeo no Spotify: https://open.spotify.com/show/1YluhIfUdP1PTW2krx8n46?si=1988eb943e4b4667
Danielly
- Opcoes de indenizacao e pagamentoExigência de pagamento em dinheiro vivo · Danielly · Síndica Doutora Graça · Processo criminal
- Impacto na rotina dos condomíniosMoradores desconfiaram de desvio de dinheiro · Danielly se tornou celebridade no edifício
E aí eu fui lá no dia e falei, eu vim pagar o condomínio. Aí ela, ah, é dinheiro? Eu falei, sim, moedas. E joguei assim 10 kg de moedas.
Meu nome é Daniele, eu moro no JK tem 7 anos.
Você é uma celebridade no edifício JK.
É, eu acho que sim, podemos dizer que sim. Eu fiquei conhecida, né, como a menina que pagou o condomínio, R$835 em moedas. E aí depois disso todo mundo me cumprimenta no corredor, todo mundo sabe quem eu sou aqui dentro.
Outubro de 2024 falaram pra gente que o pagamento naquele mês tinha que ser em dinheiro. E aí eu fiquei, como assim, né? Em 2024 exigindo só essa forma de pagamento? Aí eu perguntei se não podia ser transferência, boleto, Pix. Eles falaram que nada, tinha que ser exclusivamente exclusivamente em dinheiro.
Eu achei isso um absurdo, porque como que eu ia sair no horário comercial, retirar esse dinheiro, andar com esse montante na rua? Achei muito perigoso. A partir daí eu fiz uma comoção assim no meu trabalho. Eu pedi meus amigos para racharem os cofrinhos e me darem todas as moedas que eles tivessem, que eu ia pagar em moedas. E aí eu fui lá no dia E falei, eu vim pagar o condomínio. Aí ela, ah, é dinheiro? Eu falei, sim, moedas.
E joguei assim 10 kg de moedas. Ainda falaram que tava faltando R$11. Eu sabia que não tava faltando porque eu fiz planilha pra contar todas as de 5, 10, 25, 51. Então assim, tava certinho.
Mas eles não deixaram eu contar novamente. Falaram que eu ia ter que pagar multas e juros se eu deixasse pra outro dia, que eu tava atrapalhando a vida dos funcionários. Se eu tinha algum problema com alguém, eu deveria ir atrás dessa pessoa.
E eu falei, eu não tenho problema, vocês estão pedindo em dinheiro, eu tô pagando em dinheiro. Se não quisesse problema, deixasse outra forma de pagamento, seria muito mais fácil.
E a história do Edifício JK inteira você confere no podcast A Síndica, que já tá no ar em todos os aplicativos de áudio, de graça.