A responsabilidade de boas indicações
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Rusty Marcellini
Shirley
- Responsabilidade de indicações gastronômicasFormação de opinião sobre recomendação de restaurantes · Diferença entre gostar e recomendar um restaurante · Critérios para formação de expectativa em restaurantes · Importância da proposta do restaurante · O papel do serviço no retorno do cliente · Compromisso do crítico com o público
- Lançamento do novo aplicativoFuncionalidades e acesso ao aplicativo · Modelo de assinatura e custo
- Manutenção de padrão em restaurantesImportância do padrão diário para a experiência do cliente · Exemplo do restaurante Testevan em Belo Horizonte
- Influência e credibilidade em indicaçõesPerda de credibilidade por indicações pagas · Busca por informações isentas
CBN Sabores BH, com Roste Marceline. Olá Roste, bom dia!
Bom dia, Shirley. Bom dia, ouvinte. Hoje a gente vai falar a respeito da formação de opinião sobre a recomendação ou não de um restaurante. Inclusive, você já soprou aqui para a gente, que é uma das coisas que você mais recebe de mensagem de pedido, né? Rústime, dica o local. Olha, eu quero esse estilo nessa região.
Exatamente, né, Shirley? Eu acho que se existe uma mensagem que eu recebo basicamente diária, e quando eu falo diária, diária mesmo, não é figura de linguagem, não, nada disso, praticamente todo dia eu recebo um pedido de alguém pedindo recomendação de restaurante, né? Falando, Ruxi, eu estou aqui em São Paulo, estou aqui no Rio de Janeiro, estou aqui em Portugal, estou aqui no Rio Grande do Sul, onde que eu vou?
E a gente tem uma certa responsabilidade na hora que a gente indica um lugar, né, Chile? Uai, virou referência, né, Ruxa? É isso. Responsa vem junto. Pois é. E por conta disso, inclusive, falamos disso na semana passada, há duas semanas eu lancei meu aplicativo de dicas, que é o Ruxa Marcelini, só digitar lá, que reúne todas essas dicas. E muita gente tem me perguntado, como que eu faço para indicar? Como é que se dá essa formação de opinião? Primeira coisa, né, Chile? Eu acho muito importante...
a gente fazer uma diferença aqui de gostar de um restaurante e recomendar um restaurante. Eu acho que eu posso muito bem gostar, eu fui lá, gostei, entregou a minha expectativa, mas se a gente começa a comparar com outros restaurantes semelhantes...
seja por conta da especialidade, um restaurante de cozinha impreana, de cozinha mineira, a gente acaba inclinando para o outro restaurante. A gastronomia tem muito essa questão da comparação. Por que eu vou nesse restaurante e eu não vou nesse restaurante? Então, isso é algo primordial. Outra coisa que tem a ver também é com a expectativa.
Se a gente vai numa casa com determinada expectativa e essa expectativa não é correspondida, provavelmente nós não iremos voltar àquele lugar. É claro que existem alguns critérios ali para essa expectativa. Pode ser várias pessoas indicando, pode ser aquilo que você leu, pode ser...
Por exemplo, uma comida que você quer provar, pode ser que você viu o chefe na televisão e aí você acha que vai ser uma maravilha e não é bem assim. Então, tem vários critérios que acabam levando a pessoa a construir essa expectativa. Quando a gente fala aí...
sobre gostar e não necessariamente voltar, isso eu acho que tem a ver com várias coisas. Isso tem a ver com a questão de localização, que a gente também deveria abordar, tem a ver com serviço, tem a ver com a comida em si, com a ambientação. Então, tudo isso deve ser levado em critério quando a gente está avaliando um lugar, né, Chile? Uma coisa também que eu acho que é primordial é a gente ter uma análise de qual é a proposta do restaurante.
O que ele quer entregar? O que ele oferece? Eu acho que isso é fundamental. Porque é o seguinte, se o restaurante é nariz em pé e você sente aquilo ali, você fica ali mais ou menos com o que é atrás. Você vai ficar com uma pulga atrás da orelha, porque o restaurante está pretendendo ser muito mais do que é. E a mesma coisa quando acontece o contrário, quando existe um certo desleixo.
quando você vê que o restaurante está muito largado, sabe? Está muito deixado de lado. Está muito, sei lá, uma lâmpada queimada, é uma coisa quebrada, é uma mesa bamba, sabe? Esse desleixo também, a gente acaba também falando opa, tem coisa errada aqui também, né, Chile?
Então, tudo isso é avaliado em relação à proposta de um restaurante. E uma outra coisa que eu gostaria de dizer aqui também, evidente que existem alguns critérios técnicos, que isso vai vir com vivência, vai vir com estrada, vai vir com tudo isso aqui, mas tem também a questão subjetiva, daquilo que eu gosto.
do que eu considero. Quando uma pessoa pede uma indicação para mim, ela está querendo também saber o que o Rust gosta, o que ele tem a ver com aquilo ali, porque talvez a pessoa já tenha ido num restaurante que eu indiquei e gostou, porque já provou a minha comida por conta disso, por conta daquilo, e aí quero uma indicação que tem a ver comigo também, né, Shirley?
Exatamente, um alinhamento com os seus gostos e preferências. Agora, essa questão da proposta é importante, Ruch, mesmo. Acho que na avaliação de todos, ainda mais para quem é crítico gastronômico, para justamente não querer que um local que não tem uma proposta tão grandiosa atenda uma expectativa elevada que ela não te prometeu.
E nem do contrário, você achar que aquele local, você não está esperando muito dele, de repente ele te surpreende tão mais. Então, essa questão subjetiva, ela precisa ser cuidadosa também sobre o que cada um está propondo e se consegue realmente atender a isso.
Ô, Chile, isso que você falou é bem interessante porque é o seguinte, é o limiar da expectativa. Você tem que ter uma certa expectativa, o ideal é que não seja muito alta porque você acaba surpreendendo positivamente. Então, o melhor dos mundos é você chegar num restaurante com uma expectativa baixa, sabe? Só que o que te levou... ...em si.
Evidentemente. Que te fez ir até aquele restaurante, Evidentemente. Que te fez ir até aquele restaurante, Principalmente quando a gente está conhecendo uma casa pela primeira vez. Quando a gente volta ao restaurante, A gente já sabe mais ou menos o que a gente vai esperar, Por conta de uma visita anterior ou mais. E o padrão é fundamental. Porque se você foi num restaurante e gostou, E a segunda vez foi fraca, A terceira mais fraca ainda. E ele tem essa variação, Isso é muito complicado para casa.
Então, é fundamental o restaurante manter o padrão também. Vamos falar de um restaurante aqui que eu recomendo e que é impressionante o padrão do restaurante, o Testevan. O Testevan, ele existe aí, sei lá, 30 anos em Belo Horizonte.
E você sempre vai lá e já sabe o que você vai receber. A expectativa, você já tem a expectativa e a expectativa é correspondida. Isso tem muito a ver com padrão e padrão diário. Todo dia é a mesma coisa. A pessoa fala, pô, mas será que é legal eu ir num restaurante e ser sempre igual?
Se você tem aquela expectativa e você já sabe o que vai receber, sim. Isso é fundamental, né, Shirley? É, é importante saber disso. Agora, numa avaliação, Ruch, você acha qual é o peso exatamente que tem a gastronomia propriamente dita, o serviço e a estrutura? Você acha que chega a ser um terço para cada ou a divisão não é assim?
Shirley, eu acho que hoje, atualmente, o que mais faz as pessoas voltarem a um restaurante, não estou falando gostar de um restaurante, estou falando voltar a um restaurante, tem a ver com serviço.
Eu acho que o serviço hoje é o que mais pesa para fazer com que aquela pessoa retorne ao restaurante, que ela saia daquele restaurante se sentindo bem por conta do serviço de atendimento. Quando a gente fala serviço, não é serviço de garçom, é o ritmo da refeição, é tudo aquilo que é entregue, é a comunicação visual da casa, tudo isso leva em conta serviço.
Então, eu acho que isso é fundamental, sem dúvida alguma, talvez seja aquilo que mais faz as pessoas voltarem a um restaurante hoje em dia. E aquilo que os restaurantes têm mais sofrido nos dias de hoje, encontrar profissionais adequados para a proposta da casa. Então, isso é uma das coisas que eu mais sinto dos donos de restaurantes reclamando.
Ô, Shirley, uma outra coisa também, que aí é um trabalho nosso, de jornalista, que nós temos aqui, quando eu lancei meu aplicativo, foi perguntado para mim, puxa, mas é o seguinte, você até colocou lá os lugares do seu aplicativo, indicou esse, indicou aquilo, a pessoa que vai entrar naquilo, os donos de restaurantes que entraram naquilo ali, eles vão ver se você indicou ou não a casa. Você não vai ser maltratado se você não tiver indicado aquela casa?
E eu simplesmente respondi, o meu compromisso é com o público, não com o dono de restaurante. Então isso aí também é algo fundamental nesse tipo de avaliação nos dias de hoje. O compromisso é com a pessoa a quem você vai dar a dica, jamais com o dono de restaurante. E aí uma pergunta que sempre vem dos ouvintes, de quem acompanha o seguinte, a partir do momento que existe um ranking, uma indicação, como é que você lida inclusive com as propostas dessas empresas, dos restaurantes, para indicá-los?
Exatamente, precisa haver, sem dúvida alguma, essa separação. Inclusive, eu tenho alguns amigos chefes de cozinha, que são amigos, são próximos, e eu tenho toda a liberdade de falar com eles, justamente pela amizade, quando aquele prato não está bom.
Eles gostam de ouvir o que pode ser melhorado. Então, essa exenção é fundamental também, né, Chirme? Exato. Então, gente, o aplicativo do Rush que ele está falando aí, inicialmente só é para o Store, né? Não está no Google Play ainda. Exatamente. Deve sair para o Android até o final da semana, mas por enquanto somente no iOS para o iPhone, Chirme. E é pago, não é isso, Rush?
A assinatura é paga, é R$ 40,00 por ano, ou seja, R$ 3,00 por mês para você ter acesso a todas as dicas e também a centenas de receitas aí, de aulas e tudo mais que a gente faz. E o Chile. E, Ruxi, outros aplicativos que eu imagino que você tenha também, estão seguindo essa linha, você acha que é uma tendência, inclusive, essas indicações também, ultimamente ou não?
Eu torço que sim, e torço que mais pessoas tenham esse tipo de coisa, porque hoje é muito difícil a gente ter acesso a essas informações de maneira isenta, como nós falamos aqui, que tenham muito mais gente fazendo esse tipo de coisa para a gente poder ter acesso a todas essas informações, né, Shirley? É, porque muita gente se diz influencer, né? Ainda mais na área de gastronomia, é entendido, mas se a pessoa recebe para fazer aquilo, aí já perde a credibilidade. Ruxi, obrigada pela coluna, um beijão.
para você também e para todos os ouvintes.
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