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Regresso a 2021: "Não sei, não me lembro e não tenho presente": O homem que devia 550 milhões ao Novo Banco e não sabia o nome das suas próprias empresas

12 de julho de 202638min
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Portugal está de volta — e que regresso. Numa semana épica para os anais da democracia ibérica, o país ofereceu ao cidadão contribuinte um menu completo de absurdo institucional com entrada, prato principal e sobremesa paga a crédito no Novo Banco. O destaque foi a comissão parlamentar de inquérito ao Novo Banco, onde Bernardo Moniz da Maia — homem que deve 550 milhões de euros ao banco, administra sociedades cujos nomes desconhece, pertence a fundações que não consegue nomear e cujo único património declarado é "uma parte de um carro em leasing" — conseguiu o feito histórico de responder a duas horas de perguntas sem dizer rigorosamente nada de útil. Entretanto, no Minho, António Costa e Pedro Nuno Santos foram inaugurar uma linha de comboio com dois anos de atraso — cujo sistema de sinalização ainda funciona com métodos do século XIX. Em Oeiras, a autarquia investiu 600 mil euros num obelisco de granito vermelho que simboliza, segundo o próprio presidente, o raio verde de Eric Rohmer, a petrificação da luz solar e o sentido da existência humana. Saiu barato, dizem os entendidos.

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