Episódios de Isto É Gozar Com Quem Trabalha

“Quando o Montenegro não tem rooming tem de se ligar ao wi-fui para ver suites na internot e séries em plataformas de estruming”

03 de maio de 202637min
0:00 / 37:28

O Governo apresentou um plano de resposta aos danos provocados pelas tempestades do início do ano: o PTR. No entanto, um terço do PRR está em risco. Nós não estamos a conseguir acabar um destes planos com letras e já estamos a lançar outro plano com mais letras ainda. Se calhar é esse o plano. Quando um plano está em risco lança-se outro plano com mais uma letra. Enquanto houver letras no abecedário, o Governo tem coisas para apresentar. Em princípio, no fim da legislatura não concluímos nenhum plano mas vamos estar a lançar o PTCMNOPQRR que vai permitir recuperar da tragédia que foi este governo não conseguir acabar nenhum plano.

E se este governo nos traz lembranças do anterior, pela saudade ou pela parecença, esta semana também Costa apresentou uma ideia inovadora: a Universidade do Vinho. Onde há trabalhadores-espumantes e os alunos trabalham no Douro e têm grande vinicultura geral.

Este foi mais um Isto é Gozar com Quem Trabalha, ouça aqui o programa em podcast emitido a 3 de maio na SIC.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Assuntos3
  • Estrategia GovernamentalPTRR (Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência) · PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) · Medidas do Orçamento do Estado
  • Vinhos e EnologiaFormação de enólogos · Trabalhadores-espumantes · Trabalho no Douro
  • Lua AfonsoExcelência académica · Piano · Patinagem artística · Skyrunning · International Space Design Competition (NASA)
Transcrição89 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

E aí Obrigado, obrigado, muito obrigado, muito obrigado, boa noite, bem-vindos todos, muito obrigado por ter vindo.

Olá, bem-vindos a mais um Gozómetro de Ásia, um medidor oficial do absurdo da realidade. Hoje no Gozómetro, caminho. De onde vimos? Para onde vamos? Onde estamos? É filosofia, sim. Mas é também viajar com aquele amigo que acha que domina as estradas de Portugal como a palma da mão.

Normalmente o caminho começa bem. Começa com estrada, vai ficando mais estreito, depois desaparecem as marcações, depois desaparece o alcatrão e a certa altura desaparece a esperança. O que vale é que ele diz, calma, que isto vai dar algum lado. Mas onde? À montanha? À deserto? À Marte? Gosómetro, até onde vai este absurdo?

82%! Felizmente para todos os caminhos e até para aqueles que não parecem caminhos, a Audacia Duster. Um verdadeiro 4x4 pronto para tudo. Até ao próximo gusómetro!

Meus amigos, o Governo apresentou esta semana, de certeza que viram todos, ficámos chitadíssimos, o Governo apresentou um plano de resposta aos danos provocados pelas tempestades do início do ano. O plano chama-se PTRR, que significa Portugal, Transformação, Recuperação e Resiliência. São palavras à balda. Depois da apresentação, isto é que é importante, depois da apresentação do plano, houve um momento musical.

Obrigado.

E foi isto. Portanto, agora, aparentemente, é assim. O Governo apresenta um conjunto de medidas, toca ao hino nacional. Eu, sinceramente, espero que seja o procedimento habitual a partir de agora. Portanto, o elevador do Ministério da Administração Interna não funciona desde quinta-feira. Vamos contactar o técnico. Heróis do Mar!

Sempre. Qualquer coisa. A Ministra da Saúde perdeu o cartão de acesso ao edifício, mas já o encontrou. Heróis do mar. Sempre. Para tudo. O papel higiênico da Casa de Banho do Conselho de Ministros passa a ser de folha dupla. Heróis do mar. Sempre. Para tudo. Apesar de tudo aqui...

o INE justifica-se, porque o PTRR, meus amigos, o PTRR, são, este tal problema de apoio, são 20 medidas. De repente, 20 medidas que o Governo concebeu aqui em 3 meses. Espera, espera aí. O que é que diz o jornal? Eu não tinha visto. Ah, 2 terços das grandes medidas do novo PTRR estavam previstos no orçamento do Estado há 6 meses.

Não, há. Portanto, 13 das 20 medidas já existiam. Por isso é que é um plano de recuperação. Porque eles foram recuperar medidas velhas, lá sacudir o pó, peraí. Ou seja, só um terço das medidas é que são novas. Deviam ter cantado só um terço do hino, não é? E eu gostava de ter visto. Heró do má, nó, pó, na, valê, e ordá, arxá, arxá.

Tentava-se um terço e pronto, isto estava feito. Portanto, era quase tudo requentado, afinal. Neste plano era quase tudo requentado e por isso agora percebe-se melhor. Nem toda a gente reparou, mesmo há pouco, quando pusemos aquelas imagens, percebe-se agora melhor, porque é que na apresentação disto... Estava ao lado do Monte Negro, estavam micro-ondas. Está lá. Reparem. Exato. Estava a trabalhar. A experiência nasce dessa exigência.

Exato. O nosso país. É isso mesmo. Porque era onde estavam as medidas do Orçamento de Estado. Só levar uma entaladela, não é para voltarem a ser servidas. Ele pegou no Orçamento, cheirou. Ah, isto ainda está bom. Vai isto. O problema disto, amigos, é que na mesma semana soube-se que...

Um terço do PRR, que é aquele outro programa que a gente também tem, está em risco. A escassos meses do encerramento do plano, diz ali, a Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR identifica 37 investimentos em situação preocupante ou crítica. E alerta para o risco de projetos concluídos no papel não funcionarem no terreno. Portanto, nós não estamos a conseguir acabar um destes planos com letras e já estamos a lançar outro plano com mais letras ainda.

E se calhar é esse o plano. Quando um plano está em risco, lança-se outro plano com mais uma letra. Enquanto houver letras no abecedário, o governo tem coisas para apresentar. Sempre. Em princípio, no fim da legislatura, não concluímos nenhum plano, mas vamos estar a lançar o PTCM e a NEOPQRS, que vai permitir recuperar da tragédia que foi este governo não conseguir acabar nenhum plano. Heróis do mar!

Nesta primeira apresentação, chamo a vossa atenção para isto, nesta apresentação que nós vimos, o Primeiro-Ministro referiu alguns conceitos de que ninguém tinha ouvido falar. A partilha temporária de infraestruturas pelos operadores de comunicações e o respectivo roaming dos nossos telemóveis.

Vocês têm rooming? Eu não tenho... Alguém tem rooming? Eu não tenho rooming. Eu não tenho rooming. Em princípio é mais caro do que o serviço que eu tenho. Eu não tenho rooming. Quando o Montenegro não tem rooming, o que é que ele faz? Em princípio tem que se ligar ao waifui.

Não tenho rooming, vou-me ligar ao iFui para ver os suítes na internet. É isso que estou a fazer. E ver se vejo uma ou duas séries em plataformas de streaming.

É a vida dele, lá em São Bento. É assim. Olha, não arrumem outra vez. Ah, bandidos. Bandidos. A propósito da recuperação das zonas afetadas, há uma medida de prevenção de cheias e apoio à agricultura que implica a criação de charcas. Charcas é para acumular água em segurança. São charcas. Mas o Primeiro-Ministro voltou a introduzir um conceito novo além das charcas.

Mas eu quero, sobretudo, destacar 400 novas charcas e pequenas albufeiras. Associamos a nossa melhor capacidade de gestão, precisamente de todos os nossos recursos hídricos e de todo o nosso sistema de barragens e chacras e outros instrumentos de gestão. E, portanto, são duas soluções diferentes, não é? Muito distintas.

Temos charcas para a água e chacras para as energias interiores da pessoa. Tens um gerador? Eu não, mas o meu primo Vítor tem os chacras todos alinhados. E aquilo dá uma energia que a gente encosta ao frigorífico.

E os congelados aguentam duas semanas. Eu nunca carreguei o meu carro elétrico. Ó, Vítor, senta-te aí meia hora no capo. Senta no capo. Vais ver se não ficamos com autonomia para ir ao Algarve, Vítor. Realmente, portanto, a gente nota que é uma semana em que não aconteceu grande coisa quando...

A gente resolve embirrar com o Primeiro-Ministro por ele ter dito roaming e chacras. Mas é o que há, meus amigos. Portanto, ou seja, o que se passa aqui é o seguinte. Trata-se de um Primeiro-Ministro que diz roaming e diz chacras. É isso. E por isso algumas pessoas começam a pensar se calhar estávamos mais bem servidos que o Primeiro-Ministro anterior que não dava calinadas destas.

No mundo que muda tão rapidamente, é reconfortante ver que algumas coisas se mantêm constantes. Uma delas é o espírito de inovação da Universidade do Vinho, do Minho, a beleza deste... Que lápis! Também é verdade.

Se há coisa que podemos reconhecer com muito orgulho, é como a qualidade do nosso vinho melhorou nos últimos 20 anos. Não fruto das alterações climáticas, não porque a terra tenha mudado, mas porque o vinho passou a ter uma nova componente essencial para além da uva, que foi o saber que as universidades produziram através dos enólogos que foram formados ao longo das últimas décadas.

E pronto, assim explicado o lápis. E portanto, na semana em que o governo apresentou aquele pacote, em princípio também apresentaram um pacote ao Costa, mas era um pacote de casal da Eira.

Foi isso. Às vezes, o que é curioso é que às vezes é de erros como este que nascem as grandes ideias. A Universidade do Vinho. Sim, senhor, e por que não? Por que não? Eu tenho um tio que podia ser reitor lá. Que intenção.

Atenção, com provas dadas, com provas dadas. O Costa devia ter continuado, não foi engano, não foi engano, é mesmo assim. A Universidade do Vinho, onde os alunos ficam com uma grande viticultura geral, deve, no entanto, ter programas especiais para o trabalhador espumante, porque é importante um aluno que queira passar, está ali, tem de trabalhar no Douro, isso não há dúvida nenhuma. E é melhor ser uma universidade pública, porque no privado as propinas custam uma pipa.

Uma mania do governo de António Costa era, por tudo e por nada, fazer apresentações em PowerPoint. Não viemos ao Oliveira das E-mails para apresentar mais um PowerPoint daqueles que, infelizmente, o país se habituou a ver. Eram repetidos mais coisa, menos coisa, todos os anos, porque as coisas ficavam tudo na mesma depois de serem compiladas em apresentações.

Exatamente. E por isso a primeira medida deste governo de Luís Montenegro foi apagar o PowerPoint dos computadores do governo, nem com o Rooming que se chega lá. Atenção. Foi tudo para o Recycle Bank. Que ele meteu lá. O Montenegro chegou lá, carregou no Delete. Sempre. Delete. Tudo apagado. Tudo apagado e por isso a partir de agora nenhum ministro do governo de Luís Montenegro faz apresentações em PowerPoint. Ai deles!

O dia aqui é, de facto, para nos concentrarmos nesta empreitada e na consignação desta empreitada. Esta empreitada...

Diz respeito à duplicação e requalificação do itinerário principal nº 3. Eu vou fazer uma breve apresentação. Nós acabamos de reunir com o grupo e com o CISP, onde foi apresentado o decreto de lei. Sr. Ministro, muito obrigado, Sr. Ministro. O diploma que foi hoje aprovado pelo Conselho de Ministros parte de uma ideia, de um conceito, de um novo paradigma de serviço público.

Nós apresentamos aquele que é o Plano Nacional de Desenvolvimento Esportivo, aquela que é a estratégia do país para o desporto até 2036. O Sr. Primeiro-Ministro já teve a oportunidade de dizer as inúmeras vantagens, benefícios, mais-valias da prática desportiva. Colocámos à discussão as duas Chimes, D. Lafões e Coimbra. Aqui também num grande consenso alargado.

Uma quarta medida diz respeito ao alto rendimento esportivo. O Conselho de Ministros hoje versou dois grandes temas, o tema da ferrovia e o tema da modernização de todo o setor, sendo que começámos com uma decisão absolutamente estratégica do ponto de vista da alta velocidade. Após a necessária articulação, fez-se a organização do plano em quatro pilares estratégicos. Deixem-me dar-vos nota daquilo que fizemos desde o primeiro Conselho de Ministros que realizámos no dia 16 de julho.

Muito obrigado, Sr. Ministro de Estado e das Finanças. Muito bom dia a todos. Conclui-se agora a segunda etapa do processo de privatização da TAP. Toda a gente. Toda a gente faz PowerPoint neste... Faz apresentações de PowerPoint neste governo. Portanto, isto do Montenegro dizer não, no meu governo PowerPoint, não, nem pensar, é mais ou menos o equivalente ao Montenegro dizer assim eu, eu, instalar o Tinder nunca...

Não contem comigo para essa javardice, é que não tenho interesse. É tão impessoal aquilo, não é? Já agora deixa-me só instalar, só para ver a porcaria que isto... Só para ver... É mesmo só para observar, quer dizer, é só para... Ai que... Olha que... Pera, está aqui uma Sandra.

que uma Sandra quer ir tomar café cá em casa, toda nua, e diz que não bebe café. Eu não percebo as pessoas que rejeitam as tecnologias porque realmente estas aplicações dão jeito.

É isto, no fim disto, de resmungar com o PowerPoint, tudo em PowerPoint. Entretanto, meus amigos, isto é ótimo. Há novidades, há falta de hospitais e esta semana tivemos novidades sobre o novo Hospital de Lisboa. Lembram-se do novo Hospital de Lisboa? Era este. Ex-ministro Luís Filipe Pereira avalia a viabilidade do Hospital de Lisboa Oriental. O futuro Hospital de Todos os Santos deverá abrir em 2016.

Depois saiu esta. O Hospital de Lisboa Oriental deverá estar pronto em 2022. Lembram-se disto, não é? Este novo hospital. O novo Hospital de Lisboa Oriental avança mesmo e abre em 2023. Estão lembrados do hospital que é, não é? O Hospital Oriental de Lisboa será feito em PPP e abre até 2024. Sabem qual é o Hospital de Lisboa Oriental? Vai estar pronto em 2027.

Lembram-se deste hospital, não é? É este hospital, é este hospital. Entretanto, as pessoas que iam nascer neste novo hospital, em princípio vão poder dar à luz no novo hospital. Quando eles estiverem, em princípio, vão poder dar à luz.

Mas atenção, porque esta semana soube-se, essa é a novidade, esta semana soube-se que, como é que eu ia dizer isto, há boas notícias e más notícias. Reparem, o Hospital Lisboa Oriental só terá sistema sísmico de base num dos três edifícios. Especialistas dizem que há risco para a operacionalidade. Mas, vamos lá ver, portanto, são três edifícios. Só há sistema antisísmico num.

É bom, porque as vítimas dos edifícios que caírem podem ser assistidas no edifício que é mesmo ao lado. É ali. Rastejam 50 metros. E têm tratamento.

Não dava para fazer tudo com o sistema anticísmico, porque senão ainda atrasava o hospital. E isso nem pensar, não é? Atrasar é nunca. Portanto, o que foi... Nós temos uma maquete só para... Era aí, portanto, o hospital é isto. São estes três...

São os três edifícios. Estão a ver? Isto era assim. Se fosse anticísmico, se fosse tudo feito... Deixem-me só tirar isto daqui, que é para se ver melhor. Exato. Portanto, se o hospital fosse todo feito com um sistema anticísmico, era assim. Optou-se, então, por esta solução que funciona de outra maneira, que é estes dois não são anticísmicos. E é isto que, se houver cisma, então...

Não sei se conseguem ver... É isto, acho que é o mesmo material e tudo. É exatamente isto. E ele estava a tentar tirar... Mas não. É mais seguro do que parece. Atenção.

Na Assembleia de Freguesia de Camarate, nós gostamos muito de ir a autarquias, mesmo as autarquias mais pequenas, às vezes há coisas interessantes que se passam lá. Foi o caso da Junta de Freguesia de Camarate, a representante do Chega na Junta de Freguesia. O que é que foi? O que é que foi? Vocês, pá, valha-me Deus, a representante, por acaso é do Chega, por acaso é do Chega. Ela mostrou-se disponível para colaborar com o Presidente em funções.

Eu falo de todos os passos verdes, que neste caso, os ditos certificados ou ditos expertizes que fomos buscar da empresa para ser mais barato, e adquirimos e fomos e era para ser mais barato, porque não vamos pagar empresas, vamos ficar com os recursos, no entanto, posso lhe dizer uma coisa, para fazer merda também eu faço.

Não, eu não faço todos os dias, mas para fazer um trabalho daqueles horrível, não convém. Não, mas para fazer um trabalho daqueles horrível, isso também a população consegue fazer. Como é que eu hei de... Digamos que é uma pessoa que interpreta mal o conceito de sessão ordinária da Assembleia Municipal.

Em princípio a Junta está fixo lá. Olha, se são ordinária lá, é ordinária, então pera. Então pera aí que eu já te digo. Se é para fazer merda, também o faço. Sim, sim. E pronto, de repente, é introduzido na reunião o tema da sua vida intestinal.

E foi isso. Foi o que ela disse. Eu estou cá eu. Se for preciso colaborar dessa forma... Eu não faço todos os dias. Tensão, não faço todos os dias. Mas eu garanto aqui à Juta. Se eu beber um café e um sumo de laranja, vocês contem comigo para trabalhar. Garanto. Até tenho que vir para a Juta a correr, normalmente. Contem comigo.

Noutra autarquia, noutra autarquia, há um problema que, por acaso, acaba por ser parecido. A música é gira, mas os cavalos aqui no Monte Abrão começam mesmo a ser um problema.

Não é só o facto das ruas ficarem sujas com objetos. É efetivamente perigoso. Esta situação provoca alguns problemas quando os carros estão a conduzir e as pessoas às vezes assustam-se porque os cavalos aparecem no meio da estrada, causando isso segurança. Também existem situações em que os cavalos entram aqui nas zonas dos jardins, nas zonas dos parques, onde estão crianças a brincar e realmente há uma situação preocupante.

Esta situação já se arrasta há bastantes meses. Temos tentado contactar a câmara de síntese para tentar encontrar uma solução, mas não tem sido fácil porque é necessário um espaço para colocar os cavalos. É urgente arranjar uma solução para dar dignidade e para que estes cavalos possam ter o acompanhamento necessário. Pelas pessoas e pelos animais, sempre!

Eu, quer dizer, não sei o que é que vocês acham. Para mim, todas as declarações políticas de autarcas, e não só, deviam ser exatamente seguir este modelo. Começam com um apontamento de funk brasileiro. Vai no cavalinho, vai, vai. E depois muda para... A música é gira. Mas há realmente um problema com cavalos aqui na nossa localidade.

Agora outro assunto. Sentai no meu pau, sentai, sentai no meu pau. A música é gira. Mas a tempestade partiu tantas árvores que agora há paus espalhados por todo o lado. E é lamentável. Entretanto, meus amigos, não estavam à espera de funk brasileiro esta hora.

Entretanto, no dia 25 de Abril, o Presidente da Assembleia da República fez um discurso em que referia uma cidadã muito especial. Há dias fui contactado por um grupo de professoras da Escola Secundária de Palmeiras, na Covilhã.

Queriam obter da Assembleia da República um reconhecimento à aluna Lua Afonso e explicavam no seu texto as razões do pedido. A Lua Afonso tem 18 anos, é uma aluna brilhante, com 20 valores a todas as disciplinas e exames nacionais.

É também pianista e atleta de competição. Integra a Seleção Nacional de Skyrunning e venceu o Concurso Nacional de Leitura. Além de tudo isto, estará no próximo verão, nos Estados Unidos, a representar a Europa na final mundial da International Space Design Competition, uma iniciativa da NASA.

A Lua Afonso não pôde estar nesta sessão solene. Está neste momento em ponto de sessor num projeto da Agência Espacial Portuguesa. Viram isto, não é? Ela descreve esta... Uma miúda que aparentemente tem 20 valores a tudo, é pianista, atleta, vai representar a Europa na NASA. Quem será esta Totó? Ah!

Boa noite, Ricardo. Olá, Lua. Desculpe, desculpe, dava a pensar em outra coisa. É só porque, quando eu vi o Presidente da Assembleia da República a dizer, infelizmente, a Lua não pode estar aqui connosco porque tinha outra coisa para fazer, eu pensei, eu aposto que ela venha a esta chafarica. Porque ela sabe distinguir o que é verdadeiramente importante, não é? São prioridades. A Assembleia da República aqui, esta chafarica aqui.

Lua, muito obrigado por ter vindo. É com Lua Afonso que vamos falar na segunda parte. Até já.

Muito obrigado, segunda parte. Obrigadíssimo. Obrigado. Segunda parte, bem-vindos. Como ficou claro no fim da primeira parte, a nossa convidada de hoje é Lua Afonso, uma jovem de...

Uma jovem de 18 anos de quem o Presidente da Assembleia da República referiu no seu discurso. Lua, é um prazer enorme recebê-la aqui. Muito obrigado por ter vindo. É um prazer recebê-la. Eu estou a mentir, como é óbvio. A sua ética de trabalho ofende-me profundamente.

E eu queria... Se calhar a minha primeira pergunta é esta, Lua. Portanto, a Lua tem 20 valores a tudo. Foi aquilo que vimos o presidente da Assembleia descrever. 20 valores em todas as disciplinas. Toca piano. Pratica patinagem artística.

a praticar a modalidade esportiva skyrunning, na qual é campeã juvenil. E faz ainda várias outras coisas que eu, enfim, não tinha folhas suficientes para estar a apontar. A minha questão é a seguinte, eu depois li a sua entrevista ao público, em que a Lua diz assim, eu não sou uma aluna brilhante nem sobredotada. Sou eu que sou muito aburro, não é, Lua? É assim, Ricardo.

Quando eu era pequena, o Ricardo era uma... E já agora, muito obrigada pelo convite. Porque quando era mais nova, o Ricardo era mesmo uma referência. Era assim uma pessoa que eu quase idolatrava. Depois cresci.

Mas é verdade. Mas não terá sido. Não terá sido essa influência que eu exercício. Sem dúvida. Que motivou tudo isto. Provavelmente estava a ver um sketch qualquer em que eu dizia Olha, o senhor sabe, o meu filho não sei o que é. E a Lua disse Já sei, vou tirar 20 a tudo.

Exato. Pode ter sido isso, Luan. Eu acho que foi exatamente isso. Mas é verdade, não sou uma aluna sobredotada, nem se calhar a pessoa com o raciocínio mais rápido da minha turma. Mas depois eu acho que é uma conjugação de vários fatores que acabou por me trazer até aqui. É de certeza que foi sorte, não é? Capaz-se é da alimentação, assim.

Deve ser isso, Lua. Eu tenho uma grande curiosidade que a Lua tem uma irmã, que é a Flor, e que tem 13, vai fazer 14. E a minha questão é a seguinte. Se a sua irmã, e até os seus colegas, volta e meia, não dizem assim Pá, Lua, abranda aí um bocadinho, Lua. Abranda, pá. Repare, o peso que está a pôr na sua irmã. A sua irmã. Vamos supor que a sua irmã é uma aluna brilhante que tem 18 a tudo quando tiver a sua idade. Os pais vão dizer.

Não, nada disso Eu acho que a Flor Primeiro para esta conversa Ela estaria muito mais apta Porque lhe conseguia responder Absolutamente tudo sem pensar duas vezes Eu acho que esse seu comentário significa Porque ela como tem 14 anos Tem exatamente a tua idade mental É isso que me quer dizer

Fogo. Está lá apanhando tudo? Pois com certeza. Não, mas a Flor é mesmo uma medida espetacular e tenho a certeza que ela vai fazer um percurso brilhante e sem comparações nenhumas. E os meus pais também estão lá sempre para apoiar e nunca fizeram nenhuma pressão. Se calhar a pressão vem mais de mim própria.

Mas experimento ter uma negativa só, de vez em quando. Só para a miúda crescer com um bocado mais de... Enfim. Oh, Lua, deixe-me... Eu vi... Portanto, a Lua é a jovem que o Presidente da Assembleia da República escolheu para dar como exemplo. Enfim, com bons motivos para isso. Eu fiz à bocada a lista, portanto, um currículo académico extraordinário, toca piano, patinagem artística, desporto. Mas eu sinto falta aqui no...

As coisas que, noutras atividades dos jovens, por exemplo, não há uma referência à embriaguez, nem a escavacar infraestruturas, por exemplo. Não se dedica a isso. Pois, não é um hobby, por acaso. Não. Só por acaso. Não, mas pense nisso. Às vezes, partir uma... Eu estou a dizer isso baseado na minha experiência. Arrematar uma bola contra uma janela, às vezes, dá um prazer muito...

Há de experimentar e dizer, não sei se no Skyrunning tem a oportunidade de levar um pau e partir uma coisa qualquer. Seria interessante. Exatamente. É uma experiência a notar. Pronto, fica então, esta fica. Explique-me uma coisa, Lua. Como é que é o seu, a sua rotina diária? Ou seja, levanta-se às quatro da manhã. O que é que acontece?

A minha rotina diária, as minhas semanas são sempre um bocadinho corridas e vão sempre, todos os dias são muito bem estruturados, até os horários. Pronto, assim umas coisas em cima das outras. Depois eu também tenho uma grande mais-valia que é viver na Covilhã. As coisas todas são a dois minutos umas das outras. Portanto, vai, acordo, vou para a escola, depois saio para o conservatório, depois saio para a patinagem, depois saio para correr, se for preciso. E são os dias interessantes.

E depois há uns 10 minutos em que dorme. Aquela, sabe o que é isso, não é? De uma coisa que... Repousar o... Portanto, o que me está a dizer é... Não, é tudo normal, só que é feito na covilhã e por isso é... Se eu for para a covilhã, de repente... Fico um gênio, na sua opinião. É isso. Vale a pena tentar. Vale. A Lu, eu devo-lhe dizer o seguinte. Eu já estive uma ou duas vezes na covilhã e não me aconteceu nada.

Há uma questão que eu tinha para si, Lua, que é a seguinte. De que forma é que os seus pais aborrecem as visitas que vão lá à casa? A dizer, quem teve 20 foi a Lua. A Lua, a Lua... Porque o que eu imagino é o seguinte. Chegam visitas lá à casa, não é? E a visita diz assim, o meu Tiago teve 18 a português.

E depois o seu pai diz assim, a minha Lua ensina português à professora de português. A professora de português da Lua liga cá para casa a dizer, Lua, tenho aqui uma dúvida na gramática.

Pois. Ele, por acaso, gosta muito de mostrar e de expor os prémios todos. Pois, com certeza. Mas é interessante quando as visitas vão lá a casa, mas é aprendizagem uns com os outros. Eu acredito que eles aprendam imenso. E, em princípio, vão para casa a dizer Já não posso ouvir falar da Lua! Eu acho que eles próprios estão a desejar que a Lua tenha nove no próximo exame. A sério, faça isso por Portugal.

Vou tentar. Sim. Agora, o passo seguinte, aparentemente, está a acabar o 12º ano, não é? E a Lua pretende, para já vai, representar a Europa. Portanto, jovens de todo o mundo quiseram ir, de toda a Europa, quiseram ir à NASA, não é? Ganhou Lua. Em princípio, nem sequer houve concurso. A Lua inscreveu-se e eles disseram Ah, não é aquela miúda da Covilhã. Sim, sim, sim.

Não vale a pena. Vai ela e a Lua vai à NASA. É isso? Exato. O que é aquilo? É um concurso de design espacial em que nós basicamente temos de fazer todo o design, toda a estrutura e idealizar como é que funciona uma base espacial que eles nos pedem. Muito bem. Design aeroespacial. Exato. Já agora, se lhes puder levar esta questão de... Porquê que o furtão tem sempre aquela forma de supositório?

Enfim, pode ser que eles tenham interesse em... Voltarei depois do verão e respondo. E venho com a resposta. Mas eu queria saber que no fim do liceu, em princípio, é engenharia aeroespacial. É isso que pretende. Neste momento, acho que estou orientada para isso. Acha que tem notas para isso? Está difícil. Pois é.

Em princípio, a Lua é que rejeita universidades. Não são as universidades que a rejeitam a si. É a Lua que rejeita universidades. Lua, é um prazer enorme estar aqui a conversar consigo. Eu não sei se tem... Gostava de dar algum conselho aos jovens portugueses que estão em casa e, por exemplo, ou têm notas ligeiramente piores.

Ou não estudam um instrumento musical, ou não patinam, ou não praticam desporto. Um conselho só para ver se eles podem melhorar a sua vida de alguma maneira. Um conselho específico para cada uma dessas pessoas que faz cada uma dessas coisas. Quer dizer, o que eu quiser, explicar-lhes como é que de facto consegue fazer isto.

Eu acho que, primeiro, afastando qualquer comparação, porque, pronto, isto sempre foi algo muito normal para mim, mas não é o que toda a gente devia ser ou tem a obrigação de ser. Mas, às vezes, é um bocado as limitações que nós pomos na nossa cabeça que fazem com que nós achemos que não somos capazes. Eu também faço muita coisa mal e experimento muita coisa mal. Mas porquê que a gente não sabe nada disso?

prometo que vai ser uma reportagem só com todas as coisas. Diga-me uma coisa. As artes manuais, por exemplo, se me pusesse aqui a desenhar alguma coisa, se calhar... Isso é incrível. Portanto, eu sou excelente em português, filosofia, matemática. Agora, trabalhos manuais não me peçam. Às vezes focamos muito nas coisas que não conseguimos fazer e não tentamos coisas diferentes. Portanto, é continuar a tentar e, eventualmente...

É isso. Eu, repare, é isso que eu acho que é... Quando a gente olha para uma pessoa assim, a gente diz olha aquele astronauta, olha... Ah não, mas ele é mau em trabalhos manuais. É exatamente isso. Lua. Oh, Lua.

Muito obrigado por ter vindo. A Lua tem 18, não é isso? Tenho 18 anos. Olha, agradeço-lhe mesmo que tenha vindo, ainda por cima vai ter que voltar para a Covilhão hoje. Ah, e trouxe-me um saco amarelo. E trouxe-me um saco amarelo. Era o que eu queria, Lua. Não, porque hoje é dia da mãe e o nosso município tem um projeto de reutilizar autodores para fazer carteiras e então é um excelente presente para a sua mãe. Ah, muito bem, obrigadíssimo. E lá dentro tem também algo que já esteve em gravidade zero comigo.

Isto já esteve em gravidade zero. Muito bem. Não é bem um auto-oculante porque isto é velcro aqui atrás, mas é uma coisa que colou certamente no seu... E o que é que... Sabe que eu não tenho os óculos. Eu sei ler. Pensa-lhe, eu sei ler. Não é bom nem é esse. É que não... Rai Esparta à miúda, pá.

Ora bem, 0G Portugal, 0G Portugal.pt, agência espacial portuguesa. Eu não sabia que tínhamos uma. Temos, e está em expansão. Ah, muito bem. Astronauta por um dia, foi esta iniciativa a que a Lua foi. Muito bem, obrigadíssimo. E um dos mais queridos clubes Sporting da Covilhã. Um dos mais queridos clubes Sporting da Covilhã. Obrigadíssimo. Muito obrigado, Lua.

Muito obrigado, Lua. O Sporting da Covilhã, do qual a Lua vai ser treinadora, presidente e, enfim, tudo o que quiser, na verdade. Oh, Lua, agradeço-lhe imenso. Muito obrigado. Ainda me trouxe presentes e tudo. Agradeço-lhe imenso. Muito obrigado, Lua. Obrigado a todos por terem vindo. Obrigado por hoje.

Anunciantes1

SIC

external
“Quando o Montenegro não tem rooming tem de se ligar ao wi-fui para ver suites na internot e séries em plataformas de estruming” | Castnews Index — Castnews Index