Episódios de Aura por Lucas Abreu

Empreendendo no Vale do Silício com Bruno Koba

10 de maio de 20261h2min
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Bruno Koba é founder e CEO da Astor, plataforma de inteligência artificial que visa criar uma ferramenta que usa inteligência artificial para tentar substituir os assessores financeiros.

Antes da Astor, Bruno foi um dos primeiros analistas do Nubank no time que lançou o Ultravioleta, passou três anos como associate na Monashees cobrindo fintech early stage com o Marcelo Lima, fez MBA em Stanford GSB e completou a batch da Y Combinator. É a segunda passagem do Bruno pelo Aura — a primeira foi em 2024, quando ainda estava no meio do MBA mapeando teses.

Dois anos depois, voltamos para entender o que muda quando você sai do outro lado da mesa.

Resumo do episódio

Nesse papo, mergulhamos em:

* A trajetória do Bruno do Nubank para o VC, do VC para Stanford, de Stanford para o YC e, finalmente, para o lado de founder.

* Por que a Astor escolheu o investidor final em vez do caminho B2B2C óbvio de vender para XP, BTG ou escritórios de assessoria.

* Como gerar confiança em um produto onde a AI toma decisões sobre o dinheiro do cliente — e o que muda quando o mercado fica volátil.

* O que ele aprendeu na batch do YC que Stanford não ensinou (incluindo a meia maratona que correu no meio do programa).

* A fala do Demis Hassabis no YC sobre AGI estar a um ou dois breakthroughs técnicos de distância — e como isso muda a forma de construir.

* O hot take do Bruno de que taste vai valer mais que hard work nos próximos 5 anos, e como isso guia hiring na Astor.

* A diferença real entre construir no Vale e construir no Brasil — e o que era mito na narrativa de “brasileiros jogando a Champions League”.

Apoiadores

- Onfly: Solução de tecnologia ideal para poupar tempo do seu time de finanças e dos colaboradores em viagens corporativas. Organiza operações de viagens e despesas em um só lugar, dando mais controle, mais eficiência e muito menos ruído.

- Replit: Plataforma ideal para times que querem construir com agentes de AI. Permite explorar variações de design em um canvas infinito, rodar múltiplos agentes em paralelo via task board e gerar decks, animações e muito mais em um único shot. Use o cupom aurareplit para desconto na assinatura

- Lobby: A melhor plataforma para brindes corporativos, usado pelo iFood, Wellhub e Boticário. Ela te auxilia na jornada completa: da concepção à entrega, tudo verticalizado.

Principais insights

* Distribuição direta como tese, não como conveniência. Ir no investidor final em vez de B2B2C é caro no curto prazo e libertador no longo — você controla a relação, o dado e a evolução do produto.

* Confiança em AI se constrói com loop, não com promessa. AI gera ideia → cliente valida → autoriza → AI executa. O cliente vira validator, não passageiro.

* Taste > hard work nos próximos 5 anos. Quando AI banaliza execução, a vantagem competitiva migra para curadoria, gosto e julgamento.

* Começar antes do consenso. Os melhores surfistas remam antes da onda formar. Gamma lançou dois anos antes do ChatGPT — quem espera o pico, perde o pico.

* YC ensina cadência, MBA ensina contexto. Code, talk to customers, exercise — o tripé do YC é mais sobre disciplina do que sobre conteúdo.

* Escassez é posicionamento, não falta de oferta. Lição direta do David Vélez aplicada à categoria de wealth tech.

* Founder de 2024 vs. founder de 2026. O que parecia surpreendente há dois anos virou trivial — e o que parecia distante já está no calendário.

Patrocinadores

Este episódio é apoiado pela Onfly — a plataforma de viagens corporativas usada por mais de 3.200 empresas no Brasil. Saiba mais em onfly.com.br.

Pela Replit — a plataforma de IA que permite qualquer pessoa construir software usando linguagem natural. Mais de 50 milhões de usuários. Apoiadora oficial do Aura. replit.com.

E pela Lobby — a melhor plataforma para brindes corporativos, usada pelo iFood e Boticário. uselobby.com.br.


This is a public episode. If you would like to discuss this with other subscribers or get access to bonus episodes, visit abreu.substack.com
Participantes neste episódio2
L

Lucas Abreu

Host
B

Bruno Koba

ConvidadoFounder e CEO da Astor
Assuntos5
  • Astor e o futuro da assessoria financeira com IATrajetória de Bruno Koba: Nubank, VC, Stanford, YC e Astor · Astor: IA como advisor financeiro fiduciário · Confiança em IA: loop de validação do cliente · Diferença entre Vale do Silício e Brasil na construção de startups · Demis Hassabis e a proximidade da AGI · Taste vs. Hard Work na contratação e no futuro · Evolução do produto Astor: de cursor a advisor completo · Vender o trabalho, não o software: o novo paradigma
  • IA e o futuro do trabalho e do empreendedorismoIA como ferramenta para democratizar serviços financeiros · O futuro do Knowledge Work e o risco para profissões manuais · Empreendedorismo como resposta à automação de tarefas · Mudanças no perfil do MBA: Product Manager vs. AI Build · Contratação: o requisito 'AI-pilled' e o 'taste' do candidato · O paradoxo da IA: trabalhar mais por ser mais produtivo · O futuro do software e a proximidade da AGI · Aceleracionismo vs. Doomerismo na era da IA
  • Empreendendo no Vale do Silício: Acesso a Capital e ComunidadeAcesso a capital no Vale do Silício vs. América Latina · A importância das comunidades digitais e offline de brasileiros empreendedores · O ciclo de empreendedorismo e a influência do Vale do Silício · A experiência de empreender em São Francisco e a superestimação de eventos · A comparação entre empreender e liderar entidades estudantis · A resiliência e a capacidade de lidar com rejeição no empreendedorismo
  • Distribuição e Marketing na Era da IADistribuição como gargalo e a migração de budget para marketing · O uso de slideshows e carrosséis automatizados com IA no TikTok · A importância do 'taste' e da criatividade humana no marketing · Ferramentas de IA para marketing: Claude, VIO, Cidance · O futuro das redes sociais: Human Only vs. conteúdo de IA · Escassez de marca e a percepção de valor em um mundo de abundância
  • A jornada de empreendedorismo de Bruno KobaA decisão de empreender: risco baixo e upside ilimitado · A escolha da tese: paixão por Fintech e investimentos · O papel do VC na formação de empreendedores: pattern matching e aprendizado com erros alheios · A diferença entre ser VC e empreendedor: visão estratégica vs. mão na massa · A importância da resiliência e da obsessão pelo crescimento do negócio · A lição de casa: a empresa júnior como primeira experiência empreendedora
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Bom, esse é o nosso app. A gente tem um Net Worth Tracker aqui em cima. Basicamente, você conecta todas as suas contas e você sabe quanto você está performando recentemente. E a gente tem um Era Glance, que é um resuminho do que está acontecendo no seu portfólio. Aí aqui tem um Discover Tab, que é mais notícias. Você pode ver notícias personalizadas de o que está acontecendo no mercado, de acordo com o seu portfólio. E a gente tem uma feature do Advisor.

Você pode ligar ou perguntar em chat, em mensagem, o que você gostaria de perguntar para um Human Advisor, né?

É como se você tivesse um LLM que já soubesse tudo o que está acontecendo no seu portfólio a qualquer momento, né? Depois que você conectou suas contas. E crescimento precede rodadas, né? Quanto você captou e com quem você captou? Bom, a gente captou 5 milhões de dólares ou 26 milhões de reais. Ah, dale! Dale!

O risco de empreender é mais baixo do que as pessoas pensam. Se der tudo errado, você consegue um trabalho em qualquer lugar. Se der certo, upside unlimited. É o maior upside, maior teto que você consegue na sua vida. Então é uma decisão até irracional ter medo de empreender.

Antes de avançar para o episódio, se inscreve se estiver no YouTube, deixa um comentário, deixa um joinha e segue o canal no Spotify. E eu quero te mostrar algo. Olha a tela. Esse aqui é um post de Marcelo Linhares, cofundador e CEO da OnFly, uma das principais empresas B2B do Brasil, a maior travel tech. E ele conta que criou um aplicativo para a galera da OnFly rachar carona para o escritório. Teve mais de 500 cadastros, 59 motoristas e 370 caroneiros.

Isso aqui mostra, acima de tudo, o DNA da empresa. A OnFly busca estar na fronteira da tecnologia. O CEO tá vibe coding aplicativo. Imagina o quanto AI está entrando no produto da OnFly para justamente melhorar a experiência dessa empresa que já é líder. E é por isso que eu tenho muito orgulho de ter a OnFly como apoiador. Ela tá usando a AI na fronteira para entregar a melhor experiência possível para seus clientes. Então se torne cliente da OnFly, fala que o Lucas Abreu mandou você lá.

Clique no link da descrição ou acesse onfly.com.br. Sem mais delongas, vamos ao episódio. Hoje eu recebo o Bruno Koba no Aura por Lucas Abreu. É a segunda vez que ele vem no programa. E, Koba, não sei se você lembra, mas na última vez eu abri o papo falando assim...

Hoje o episódio vai ser muito especial porque a gente vai ter a oportunidade de entender a cabeça de quem está vivenciando de dentro, estudar em uma das principais faculdades do mundo, no caso era Stanford quando você estava fazendo MBA. E agora eu tenho a oportunidade de falar que o papo será especial porque a gente vai estar conversando com alguém que está vivenciando construir uma empresa de tecnologia no centro da tech do mundo, que é o Vale do Silício. Então eu sinto que tem muitas coisas boas para a gente compartilhar.

Boa, Animal, é um prazer estar de volta aí, sempre divertido falar contigo. E, Cobar, vamos começar pelo começo. Como surgiu a ideia da Astro? Bom, desde a última vez que a gente se falou, eu terminei o MBA, então no meu último ano do MBA...

Eu tava procurando por uma tese e um co-founder. Eu sabia que eu queria começar uma startup. E acabei encontrando o meu co-founder, Daniel Tulli. Ele também é brasileiro. Tava trabalhando como software engineer na Stripe. Encontrou via CodeCall do LinkedIn, né?

Foi assim mesmo, eu comecei a disparar mensagens no LinkedIn pra brasileiros trabalhando em tech na Bay Area. Eu mandei mensagem pra uns 20 brasileiros, uns 10 me responderam, e uns 5 toparam um café presencial. E aí o Daniel foi um deles e a gente se conectou.

logo no primeiro encontro, assim digamos, a gente, acho que um grande alinhamento de valores, de interesses, e a gente começou a trabalhar em projetos paralelos com o nosso trabalho, o Business School.

Ao mesmo tempo, e a gente chegou eventualmente na tese da Astor, depois de explorar ideias em AI Applications Layer em Fintech. Era uma tese que a gente acreditava que ia ter muito futuro nos Estados Unidos. E essencialmente o problema que a gente está tentando resolver com a Astor é, as pessoas...

a nossa volta, tomam decisões de investimento, muito por intuição, por vibes, e a gente acredita que isso vai mudar muito no futuro, porque todo mundo tem acesso a uma ferramenta que acho que pouca gente ouviu falar, que se chama AI. Será? Será?

Principalmente no seu público aqui, acho que pouca gente ouviu falar. A gente acha que o futuro vai ser isso. As pessoas vão usar cada vez mais AI como um thought partner para tomar decisões em várias facetas da vida e a vida financeira com certeza vai ser uma delas.

Então a gente decidiu criar uma ferramenta que tivesse todo o contexto financeiro da pessoa, então o portfólio dela, o perfil de risco, trades passados, e a gente consegue atuar como um advisor para a pessoa, como assessor de investimentos.

que sabe tudo sobre a pessoa a qualquer dado momento, está disponível instantaneamente, 24x7, a qualquer momento que a pessoa precisar, e consegue dar advice de forma fiduciária, ou seja, a gente é regulado pela SEC hoje, e a gente atua como um advisor regulado. Então, a gente age on behalf of customers' interest, a gente precisa de fato.

é tá tá com os melhores interesses do cliente em primeiro lugar então a gente montou essa lei de inteligência para ajudar as pessoas a tomar as melhores decisões a gente tá começando por investimentos mas em todo o mercado de o alfim é de melhor personal finance management que a gente quer tentar transformar é aqui nos Estados Unidos é só isso é o mercado de longe do mundo é nesse nesse aspecto e depois quando a gente provar que essa engine funciona bem a gente pode entender internacionalmente também

Pô, tem tantas verticals que eu quero abordar aqui, mas quando vocês entraram no Y Combinator, quando foi e vocês já estavam com essa tese? A gente entrou no Y Combinator em junho do ano passado, então a gente fez o Summer Batch de 2025. E a tese, a gente chamava a tese de Cursor for Retail Investors. E na época o cursor era o nome no Vale do Silício, né? E a ideia era...

Montar uma interface que as pessoas usariam para colocar o contexto da vida financeira delas e tomar decisões diversas. Então, a gente começou com o web app. A gente aprendeu muito nessa época. Então, durante o YC foram 8, 10 semanas tentando escalar esse produto. A gente conseguiu usuários do mundo inteiro. E a gente, acho que, um, validou que existe demanda. As pessoas estavam usando o AI cada vez mais para tomar decisões de investimento.

Ao mesmo tempo a gente viu que se a gente ficasse só em research, só em pesquisa, análise, o espaço ia se comunicadizar muito rápido, porque Entropic, Perplexity, OpenAI poderiam lançar produtos que só no base model já conseguiriam fazer algo que a gente fazia. Então a gente começou a olhar para como a gente consegue construir um molde um pouco maior contra os base models.

E hoje em dia, eu acho que os dois principais que você pode ir, um é Network Effects e o outro é Data Mode. Então, First Party Data. A gente acredita que em Personal Finance, as pessoas ainda não estão plugando toda a vida financeira delas nos LLMs. E a gente achou que esse poderia ser um grande mode pra gente no futuro. Então, vamos atrás das pessoas, ganhar trust.

delas, pra que elas conectem as contas e a gente tenha contexto de como é a vida financeira delas, e depois no futuro a gente vai criar lock-in effects pra pessoa, qualquer dúvida que ela tenha sobre a vida financeira delas, elas vão primeiro querer usar a nossa plataforma, que a gente já sabe tudo sobre ela, e a gente conecta depois com todos os data pipelines que são necessários pra dar recomendações boas pras pessoas, né?

Então a gente foi mais para esse lado de virar um full financial advisor para as pessoas, ao invés de ficar só num cursor-like interface que ajuda elas com investment research. Então a evolução do produto nos últimos meses foi justamente em direção a isso, em se tornar um advisor completo para as pessoas.

É bem curioso que na nossa conversa em 2024 tem uma pauta, a gente discute por uns 5 minutos sobre o framework do sell the work, not the sell the software. Eu sinto que o que você está comentando é que vocês foram nessa direção de vender o trabalho completo e todo o tutoring ali do serviço financeiro, do trabalho de investimento.

Total, é engraçado que a gente teve esse papo dois anos atrás e hoje está realmente seguindo a trendline, está se confirmando. Então acho que a grande tese agora é não vender a tool, não vender só o software, mas efetivamente pensar qual é o output que o cliente quer de fato e oferecer isso de uma forma muito mais eficiente. No caso, então, a gente se vê não como...

Os nossos principais competidores não são outras empresas de software, mas são as empresas Legacy de Financial Advisory, que hoje empregam dezenas de seres humanos para ficar fazendo Customer Management e dando recomendações que alguém ou outro ser humano está processando ali no back-end. E todas essas tarefas hoje já são facilmente automatizáveis. Então, a gente quer ser o melhor advisor do mercado, a gente acha que é possível fazer isso a uma fração do custo dos advisors tradicionais.

Quer mostrar o app, Koba? Acho que vai ser legal dar uma olhada. Bom, esse é o nosso app. Então, você entra, é uma interface que... A gente tem um Net Worth Tracker aqui em cima. Basicamente, você conecta todas as suas contas e você sabe quanto você está performando recentemente. E a gente tem um At A Glance, que é um resuminho do que está acontecendo no seu portfólio. E essa é a principal daily feature que gera engajamento para os usuários. Então, aqui na homepage, você consegue ter um resumo.

de tudo que está acontecendo no teu portfólio. E aqui são números num demo mode que a gente criou. Aí aqui tem um Discover Tab, que é mais notícias. Você pode ver notícias personalizadas de o que está acontecendo no mercado, de acordo com o seu portfólio. E a gente tem uma feature do Advisor, que essencialmente você pode ligar ou...

perguntar em chat, em mensagem, o que você gostaria de perguntar para um human advisor. Então, a gente aqui tem os botões, tem, por exemplo, How is my portfolio performing? É como se você tivesse um LLM que já soubesse tudo o que está acontecendo no seu portfólio a qualquer momento, depois que você conectou suas contas. Então, aqui a gente tem alguns scores de risco, score de performance que você pode acompanhar.

E diariamente a gente tem usuários que, enfim, acessam isso para ter um update geral do que está acontecendo no portfólio deles. E o quanto é parte da inteligência de modelos que vocês constroem, quanto em parte é a inteligência de um modelo, um LOM? Acho que no ano passado teve muita discussão sobre AI Wrapper. Como é que vocês se identificam nesse meio do caminho?

Eu acho que muitos softwares, applications layers, provaram que se você criar uma UX para o usuário que seja muito superior a só ter um LLM call de um base model, você consegue ter high stickiness and higher engagement. Então, no B2B...

todas as AI legal companies como a Harvey e a Legor estão crescendo absurdamente, e no fim das contas elas são rapper também, mas elas criaram workflows específicos para essa categoria. E a gente está criando, está querendo criar essa experiência para a Personal Finance. Então hoje a gente faz calls de base models, principalmente de Dentropic, que a gente gosta bastante.

E tem toda uma arquitetura de agents que a gente criou on top of that, né? Então, a gente, depois de chamar os API calls dos modelos base, a gente tem data providers que a gente paga para a gente pegar dados fundamentalistas das ações, notícias que estão acontecendo, analyst ratings de specific stocks.

A gente enriquece os LLM calls com esses dados e depois a gente tem um evaluation system que a gente criou in-house para garantir que o advice que a gente vai dar para o cliente é correto e está compliant com o que a gente se propôs a passar.

E essa tecnologia eu acho que é muito chave na nossa indústria. A gente tem que tomar muito cuidado para não dar conselhos errados para as pessoas. E a gente criou um sistema de self-improvement meio recursivo. Então toda vez que a gente avalia a resposta e parece um pouco off, um pouco agressiva demais, um pouco conservadora demais, a gente tem um canal no Slack que faz um flag nisso e a gente já tem um agent que dá uma olhada naquilo.

e anota, faz data annotation sobre isso, e a gente make sure que a chance disso acontecer no futuro é menor. Então, todos esses sisteminhas que são em volta de você chamar calls dos modelos é o que realmente diferencia a experiência de produto, né? E eu acho que a gente está tentando criar a nossa arquitetura para ser robusto o suficiente nisso. Animal, você consegue compartilhar um pouco dos primeiros dados de tração desde o lançamento do produto?

Eu lembro que eu tinha visto, tinha algo como 200 milhões de dólares, um número X de usuários abordados.

É, a gente tinha até 200 milhões de dólares de contas conectadas até o launch. Em dois dias a gente já subiu para 300 milhões de dólares conectados. E a gente está crescendo bem. A gente está bem animado, a gente lançou o aplicativo na App Store faz dois meses já, então a gente não consegue divulgar a receita, o número de usuários, mas a gente está...

bem impressionado com o quanto as pessoas estão willing to connect their accounts. E mostra que tem uma demanda forte por você confiar que AI consegue dar uma olhada no teu portfólio e fazer recomendações. Essa sempre foi uma das grandes fricções do modelo de negócio. Muitos investidores perguntavam se as pessoas vão compartilhar a vida financeira delas com a AI. E acho que tem um momento cultural chegando, que as pessoas estão confiando mais nesses sistemas. E quem passar a não usar AI vai provavelmente gente...

perder mais tempo, não ser tão eficiente nesses workflows mais financeiros. E crescimento precede rodadas, né? Quanto você captou e com quem você captou? Bom, a gente captou 5 milhões de dólares ou 26 milhões de reais. Dale! Dale! Nossa, minha mesa agora tá prateada, você não tem ideia.

animal, obrigado não, estamos super felizes a gente captou, foi uma rodada liderada pela Monaxx e a gente complementou a rodada com alguns investidores americanos, então Y Combinator Goodwater, Sunshine Lake Gilgamesh, então a gente está com um time super legal aí de supporters e com certeza é dinheiro suficiente para a gente executar aqui no mercado americano e tentar achar product market fit o mais rápido possível e

como muitos investidores aqui falam, acho que momentum e velocity são os biggest moats pra uma startup do nosso porte e a gente quer garantir que os recursos são colocados em decisões que vão nos trazer velocidade e shipping quality.

E lá em 2025 você tem um post que me chamou a atenção, que era mais ou menos em julho, e você comentava sobre como o ceticismo humano em relação a qualquer ferramenta de AI trabalhando em investimentos era no final do dia talvez a grande barreira para adoção. Como é que vocês pensam sobre isso? Como é que vocês geram essa confiança?

Eu acho que a confiança vem quando você cria momentos mágicos com o cliente. Isso foi verdade na primeira onda de mobile apps. Acho que o cliente, você pensa num aplicativo que tinha privacy concerns no passado, como o Snapchat.

Snap pegou fogo porque as pessoas tinham momentos mágicos no app, tinha todo o efeito de rede e elas começavam a trust mais a plataforma. Eu acho que com AI isso está acontecendo em etapas. Eu acho que a primeira grande leva de pessoas que adotou AI foram estudantes para fazer homework.

E eles viram que funciona, tiveram um momento mágico com o CHPT e estão usando cada vez mais. Eu acho que para finance investments esse momento vai vir e a gente está vendo esse movimento vir para vários dos nossos clientes. Então eles conectam as contas e eles até esqueciam que eles tinham muito cash parado em algumas contas.

escondidas deles, eles não sabiam que eles estavam tão over-indexed em algum tipo de stock, eles não sabiam quanto risco eles estavam correndo de drawdown e volatilidade no portfólio delas, e é o tipo de análise que elas simplesmente nunca pararam para fazer, porque elas são underserved aqui no mercado americano, se você for fazer isso com um advisor tradicional, né?

Ou se você fosse para um robo-advisor, tem muita gente que ainda acha que o algoritmo pode cometer erros, né? E não está tão disposta a delegar todo o dinheiro delas para os robo-advisors. Então, a gente tem um sweet spot ali que a gente acha que as pessoas ainda vão querer ter autonomia para tomar as próprias decisões. Elas querem estar no driver's seat, mas elas adorariam ter um copiloto.

para bounce off ideas, para validar hipóteses, e com isso elas vão ganhando trust desse copiloto, se o copiloto dá conselhos que fazem sentido. E a gente acredita que a gente está nesse momento. Hoje a gente, acho que o nosso ICP é muito self-directed investors, inteligentes, well-educated, que tem um pouquinho de dinheiro para investir, e que sabem que tem a capacidade de dar opiniões valiosas para eles.

Eu sinto que hoje, então, o Dario Amodei fala muito sobre a teoria da difusão, que é basicamente esse aqui. Basicamente as pessoas não vão ter a capacidade de assimilar a capacidade da tecnologia. E eu sinto que é um pouco disso que acontece nesse mundo também. As pessoas acabam tendo uma resistência a essa mudança. E você é alguém que está construindo uma...

tecnologia que de alguma forma mimetiza o trabalho humano, pelo menos partes deles, de umas figuras como o Financial Advisors. O que está fazendo isso, o que está construindo isso no dia a dia, te fez refletir sobre o que vai ser o futuro, talvez, do Knowledge Work? Como isso passa pela sua cabeça? Eu penso muito sobre isso. Eu acho que tem algumas funções que, de fato, não vai fazer sentido econômico.

mais empregar seres humanos ao invés de colocar modelos para fazerem. Então essas profissões estão em risco, da mesma forma que com a Revolução Industrial, as profissões mais maruais estavam em risco. E a solução naquela época foi as pessoas upskill e reskill para fazerem outras coisas. Eu acho que a onda atual preocupa um pouco mais do que a Revolução Industrial justamente por conta disso. Tem espaço para elas reskill e upskill para outras posições?

Eu acho que o que vai acontecer, e a gente conversou um pouquinho sobre isso no nosso papo anterior, é que vai ter uma onda maior de empreendedorismo. Eu acho que as pessoas vão se tornar mais empoderadas em usar AI para gerar valor para a sociedade de uma forma que elas não podiam antes quando eram empregadas.

E aí elas viram a posição anterior delas serem automatizadas, né? Então, se eu fosse hoje, por exemplo, um consultor da McKinsey e eu via que... Eu vi nos próximos seis meses que aí consegue fazer quase todos os meus modelos de Excel e os meus PowerPoint slides, talvez a solução pra mim seja não lutar contra essa tendência, mas...

começar um business próprio para eu usar AI, para eu conseguir usar o meu conhecimento e ajudar outros pequenos negócios a serem mais eficientes e implementarem AI neles. E a gente está meio que vendo isso um pouco com o movimento de GFDs, de Forward Deployed Engineers, que é um nome novo e sexier para consultores de implementação. E isso está acontecendo em diversas indústrias. Então, eu acho que essa é uma possibilidade interessante para pessoas que acreditam que talvez o trabalho delas esteja...

sob risco, um aumento em empreendedorismo. Eu acho que ainda existe muito valor para ser entregue pela sociedade. Mas, de fato, eu acho que eu não sou aquele otimista cego de AI, achando que a gente vai viver um período de abundância extrema sem ter consequências. Eu acho que vai ter consequências para algumas empresas, vão ter layoffs, e a questão é como você se adapta, talvez começando o seu business próprio, ou fazendo algo próprio nessa nova economia.

Isso de alguma forma se reflete quando você pensa no alumni da turma de MBA de Stanford que você participou? De alguma forma existe uma tendência diferente do que era anterior? Eu acho que existe já para funções específicas. Então uma que é bem simbólica para mim é Product Manager. Então na década passada tinha muitos MBAs que se formavam e iam pegar um PM job numa Big Tech, num Google da vida.

Hoje, o PM, a função está se transformando muito, né? Tem muita gente que fala que o PM vai morrer, e o que vai acontecer é designers que conseguem Vibe Code ou engenheiros que conseguem Vibe Design vão ter todo o contexto e visão de produto e vão substituir para o completo o PM. E nesse espaço, se o MBA se forma, ele não é nem designer, nem engenheiro, fica muito difícil ele ter autoridade da pitaco de produto para alguém que tem essa especialidade, né?

Então, o que está acontecendo é que posições que antes empregavam muitos MBAs, agora está alterando um pouco, né? Com sexy MBA é para essas funções. Ao mesmo tempo, se você é um MBA AI build, que aprendeu a Vibe Code durante business school e quer ser um forward deployed engineer, é possível. Eu tenho amigos que estão fazendo isso, né? Então, é muito uma questão de curiosidade. Se você está querendo estar na frente da onda e querer surfar com a onda, eu acho que é certamente possível encontrar posições bem legais.

Mas esse é um ponto bem interessante, assim, eu sou uma pessoa que eu nunca codei, hoje em dia eu sou um cloud code, vamos dizer, iniciante, e do outro lado você tem também uma leva de engenheiros que estão se tornando hiper, mega rebuscados em relação a isso. Como é que você pensa até na avaliação de contratações futuras ou atuais sobre talentos para contratar, por exemplo, para áreas como produto, dev, como é que isso conversa com a estrutura que você pretende montar?

Eu acho que o requisito número um é a pessoa tem que ser AI-pilled. Ela tem que entrar dentro da empresa e ela tem que estar aberta a usar AI para automatizar o máximo de tarefas possível. Acho que isso é um no-brainer que a gente está buscando. E dado que a pessoa é AI-pilled, a gente olha para os workflows que ela vai construir aqui dentro, o que é automatizável ou não. Então, acho que um caso muito simbólico é o nosso social media intern, que virou um full-time employee.

que ele fazia edits de vídeos que iam viral no TikTok, e fazia tudo manual, ele sabe usar softwares de edição, mas ele é uma pessoa que veio e começou a brincar muito com modelos de vídeo como o Vio, Seadance, e hoje ele é uma pessoa AI-pill também na empresa, porque ele acredita na tecnologia, né?

Então, mesmo em funções que estavam difíceis de AI entrar com o taste necessário, acho que já está começando a acontecer. Então, marketing é um que eu penso muito. Hoje eu estou liderando o growth e marketing na empresa. E mesmo que a gente contrate um marketer, ele precisa estar na frente da tecnologia e querer estar disposto a usar isso.

E o leverage que a gente vai ganhar de produtividade, acho que vai vir mais de saber usar as ferramentas certas e gastar mais tokens do que contratar mais gente. E isso, acho que vai ser verdade, assim, pelo próximo ano, pelo menos. Uma breve pausa no episódio. O tema central das empresas hoje no Vale do Silício é a inteligência artificial.

E eu tenho a honra de ter como parceiro uma das empresas líderes do segmento, a Replit. A Replit é a plataforma de AI que permite a qualquer pessoa construir software usando linguagem natural, do protótipo ao deploy, direto no browser, sem configurar ambiente. O Replit 4 é impressionante, são vários agentes trabalhando para você e ele funciona especialmente para empresas. Então, se você quiser acelerar a velocidade de deployment e de criação da sua empresa, você deveria considerar a Replit.

Já são mais de 50 milhões de usuários em todo o mundo e os founders, especialmente aqueles que estão no Vale do Silício, estão usando para criar protótipos e desenvolver produtos em semanas ao invés de meses. Velocidade é um dos últimos diferenciais competitivos e a gente vai falar mais sobre isso no episódio. Eu acho bem interessante porque os times de produto utilizam para escapar do gargalo da engenharia e quem nunca construiu o código tem a possibilidade de criar.

Qualquer pessoa consegue fazer. Então acabou as desculpas para produzir, para gerar protótipos, para criar ideias que antes estavam esperando outra pessoa criar o código.

Acesse Replit e lá tem um cupom especial Aura Replit ou clique no link da descrição. Você já recebe algum tipo de pergunta como qual seria o meu orçamento de token? E você acha que isso vai acontecer nos próximos anos? Com certeza. Já está acontecendo, né? Saiu uma das notícias nas semanas passadas do Uber que já estourou o budget de Cloud Code do ano, né? A gente está no final de abril agora.

Então, faz muito sentido. E cada vez mais, agora a gente está numa abundância de tokens, acho que tem muito subsídio de token. Eles estão dando bastante crédito também, principalmente para startups ou outras empresas serem parceiras deles. Então, a gente está numa época meio subsidiada de tokens. No futuro, acho que vai ser uma conta real que as empresas vão fazer. Eu tenho esse funcionário, que eu pago, talvez aqui nos Estados Unidos, 120 mil dólares por ano para fazer uma certa função.

quanto eu vou gastar de tokens com esse, se eu quiser automatizar tudo que esse funcionário faz? Em alguns casos, na maioria dos casos talvez, vai fazer mais sentido econômico gastar tokens, ao invés de gastar o salário de uma pessoa. Mas dependendo da tarefa, se for extremamente token intensive, como geração de vídeo, por exemplo, e edição de vídeo, que eu acho que ainda não está lá.

Às vezes faz mais sentido meio que empregar uma pessoa, né? Então acho que vai depender de função por função, mas essa conta vai começar a ser feita. Hoje a gente tem certeza que com os nossos sete core employees usando AI pra turbinar o trabalho deles, a gente é extremamente produtivo. Não quero substituir ninguém do meu time, acho que eles são pessoas valiosas agora no early stage com a capacidade generalista deles de se adaptar. Mas quanto mais...

a gente crescer e mais especialista a gente for pra funções que fazem só uma coisa, eu acho que já começa a fazer sentido pensar em vez de contratar, será que dá pra automatizar antes de entrar em processo de entrevistar pessoas? Eu acho que isso é uma realidade pra muitas startups hoje.

E eu sinto que está sendo bem interessante o que vocês estão fazendo de distribuição utilizando AI Tools, né? Eu acho que agora eu descobri quem é a pessoa por trás, é você, e esse social media intern que se tornou um full-time employee. Mas você tem se surpreendido com o uso de AI para a distribuição em si? Eu acho que eu penso muito sobre isso. Distribuição acho que vai mudar muito nos próximos anos. Eu acho que tem dois movimentos que até podem parecer um pouco contraditórios, mas eles existem.

Um é, distribuição virou o grande bottleneck. Acho que criar produto virou a parte fácil, digamos, de se construir um business, porque a barreira de entrada diminuiu muito. E agora distribuição is the name of the game. O que vai acontecer é, a gente vai ter muito spend in ads, in marketing acontecendo no mercado. Então as pessoas, acho que o budget de product development vai começar a migrar um pouco para budget de marketing e acquisition.

E o que acontece hoje é que a gente tem, acho que, dois tipos de empresas. Tem empresas que sabem que elas precisam usar AI para serem eficientes nisso, e tem as empresas que ainda estão um pouco duvidosas do valor de AI, que acreditam que existe human touch para o marketing. A gente tem um pouco das duas coisas. A gente acredita que a criatividade, a ingenuidade humana, ainda é capaz de produzir ativos de vídeo, estáticos, de alta qualidade, que resonate com customers. Ao mesmo tempo, tem várias coisas que já estão começando a catch up.

Tem uma trend nos Estados Unidos de usar slideshows no TikTok para falar um pouco do seu produto de forma de edutainment. Então, entertainment com education. E isso, slideshows, é muito mais fácil de ser automatizado com AI do que uma geração de vídeo completa.

Então, tem muita empresa spamming TikToks de slideshows, todos produzindo com AI e tendo bastante tração com isso, né? Slideshows é carrossel? Carrossel, isso. Caramba. E não tem nem comparação, né? Se você...

escolher um analista de TikTok pra fazer isso por dia, talvez ele consiga fazer uns 4, 5 carrosséis por dia. Se você deixar o seu OpenClaw rodando pra fazer 24x7, você pode literalmente lançar centenas de carrosséis em uma conta de TikTok por dia, né? Então é uma ordem de magnitude diferente.

a gente está ainda descobrindo o que funciona. Em marketing tem muito do taste ainda, que a gente tem que cruzar o Uncanny Valley com a inteligência artificial e algumas mídias não estão lá ainda. Mas eu acho que vai mudar por completo. Quem souber dominar ferramentas de IT para trazer escalabilidade em conteúdo com bom gosto, eu acho que vai ter uma vantagem competitiva de distribuição gigantesca. E eu quero falar mais de bom gosto, mas só para aproveitar, tem alguma ferramenta específica que você acha que a audiência vai se beneficiar de testar, de brincar?

focada em AI marketing. A gente tem tentado ficar muito no ecossistema da Anthropic, então o Cloud lançou o Cloud Design recentemente, que ele é bom pra criar ativos estáticos de ads, por exemplo, ele faz variações de copywriting e de design systems de forma bem robusta. A gente, pra modelos de vídeo, a gente usa muito do Google, então VIO 3.1 e a gente tá testando algumas coisas com Cidance 2.0.

edição de vídeo ainda é um processo um pouco manual, então o nosso social media guy faz a maior parte da edição, e a gente tem um engenheiro do time que tá fazendo alguns experimentos de growth, ele lançou semana passada internamente um bot do Slack, que a gente manda um vídeo, como eu me filmando aqui, por exemplo, andando.

A gente manda o vídeo no canal do Slack e a gente pede para o bot fazer um text layover, inserir um texto lá, estilo TikTok, falando sobre alguma coisa relacionada a finanças. E aí ele entrega para a gente no Slack, numa mensagem, o vídeo pronto do background com o text overlay para a gente postar no TikTok.

E é um estilo de vídeo que também está trending bastante aqui nos Estados Unidos. Então a gente automatizou meio que o processo de pensar no copywriting, colocar o texto no TikTok, ir para o CapCut, voltar a exportar. Todas essas etapas a gente economiza uns 30 minutos ali por dia.

Então eu encorajaria, na verdade, as pessoas a criarem os seus próprios sistemas com Cloud Code, porque hoje já existe MCP pra tudo, você pode conectar qualquer modelo de vídeo ou imagem e o Cloud acaba sendo o seu orquestrador de workflows. Eu quero conectar isso com o tema que você falou do bom gosto, do taste.

E com algo que a gente falou lá atrás, que eu sei uma frase que eu adoro e você também, que é sobre o Davi Veles, que ele falava um pouco sobre posiciona a escassez ao invés da abundância. E eu sinto que esses sistemas eles trazem um nível de velocidade imenso, por outro lado é algo abundante, tem alguns, talvez ainda seja relativamente escasso, principalmente no Brasil, mas a gente está a caminho dessa abundância. E qual a escassez quando você pensa no futuro do marketing, do branding? Como é que você...

configura esses dois modelos mentais na sua cabeça. É assim, a gente está muito em social media no nosso Distribution Strategy, porque o nosso ICP está muito em social media e em um futuro em que todo mundo consegue spam social media com vídeos gerados por AI, eu acho que na verdade vai ter uma reversão de tendência completa em que talvez, tem muita gente falando isso no Vi, que talvez surja uma nova rede social que é Human Only.

absolutamente nenhum conteúdo de AI, porque você só pode compartilhar coisas que são da sua vida pessoal mesmo, que na verdade era o intuito original de social media, né? Então, eu acho que é muito possível nos próximos anos, se as próprias plataformas não conseguirem barrar essa enxurrada de conteúdo de AI de baixa qualidade, elas vão começar a perder users, porque o apelo da plataforma se torna menor, e se tiver uma social media que consegue fazer esse trabalho de filtro melhor...

sobre AI Slop, ela vai começar a ganhar seguidores humanos que estão interessados em conteúdo humano, né? Então, no final das contas, assim, vai depender das plataformas que cria esse filtro e também vai ser uma meritocracia de qualidade de conteúdo, né? Existem vídeos, por exemplo, que hoje você sabe que eles são AI Generator, mas eles são muito entertaining, são muito divertidos, né? Então tem paródias, principalmente de Love Island ou Harry Potter, que as pessoas estão fazendo com AI.

Que na verdade é um conteúdo que, embora você saiba que seja AI-generated, ele é muito divertido e comparável a um tipo de entretenimento que você teria com outro ser humano criando aquilo, né? Esse conteúdo acho que ainda vai ter espaço em social media. E aí a questão é que a barra se torna mais alta, né? Eu acho que as pessoas só vão engajar com o conteúdo que elas realmente gostem, seja AI-generated ou não. Porque no final, provavelmente o storytelling não é AI-generated, né?

Talvez no futuro seja, mas eu, por exemplo, eu adorei o vídeo de vocês de lançamento da Astro, que eu acho que foi do ano passado. É um vídeo que é AI native, por assim dizer, AI generated, mas dá para entender o storytelling, as mudanças, as inflexões. Então, talvez esteja mais por aí. Tem um tweet seu de novembro de 2025, se eu não me engano, que você fala que daqui a cinco anos, provavelmente, Taste vai valer mais do que trabalho duro, como um skill valioso para contratar. Por que você está falando isso?

Eu acho que a gente já tá vendo isso, na verdade, o nosso processo até das últimas posições que a gente recrutou. A gente avalia realmente se a pessoa tem um senso, um tato pro que ela faz, né? Então, do lado de produto, eu acho que é muito product experience, que tipo de experiência você quer causar no usuário. E marketing é como que a pessoa vai reagir vendo o conteúdo que você produziu, né?

E tem pessoas que tem taste e tem pessoas que não. Essa é a grande verdade. Então, um engenheiro que sabe usar Cloud Code para arquitetar sistemas incríveis tem o seu valor, mas se a gente colocar ele numa posição de criar UX systems para o usuário...

Às vezes ele não vai ter taste. E o Claude, se ele não der o prompt certo, a instrução certa, o Claude não vai resolver isso pra ele, né? Então, dependendo da posição, quanto mais customer facing e pensando em front-end e emoções que vai causar no usuário for, a gente precisa de pessoas com bom gosto. E hard work, hoje...

muito do seu hard work vai ser outpaced por AI, né? Então, eu trabalhar três horas a mais depois da meia-noite vai ser um retorno marginal para o meu business se comparado a eu deixar um agent rodando a noite inteira enquanto eu durmo, né? Então, eu acredito que antes, produtividade escalava com human capital.

Acho que foi a grande verdade nas últimas décadas e hoje acho que o grande unlock é você, depois que você atingiu o platô de produtividade média por ser humano, a próxima step function change vai ser tokens, você transforma token em capital e isso vai ser o grande unlock para muitas empresas.

Este episódio é apoiado pela Lobby, e a gente sabe, e já falou no episódio, taste, bom gosto, está mudando o mundo. Então no momento que a gente vai para um mundo em que qualquer pessoa consegue produzir código, a gente está falando de abundância. E a escassez e o valor da marca é muito como ela é percebida. E uma das formas de fazer isso é através dos itens da sua marca. E aqui que entra a Lobby. A Lobby é a plataforma que entendeu isso para brindes corporativos, e ela atua de forma ideal para médias e grandes empresas.

Ela é uma operação vertical, então ela participa tanto do processo de concepção, de produção, de estoque até a entrega. Tudo acompanha de software, no lugar do velho quebra-cabeça habitual das empresas de fornecedor, planilha, transportadora. E é por isso que marcas como iFood e Boticário usam a lobby para presentear o time, os clientes e os parceiros com qualidade consistente em escala. Ela, de certa forma, democratiza e escala o bom gosto, que vai fazer muito sentido para sua marca, especialmente no momento de mundo que a gente está entrando.

da AI, da produção excessiva, da abundância. Então é o seguinte, se você acredita que é muito importante a forma como a sua marca é percebida tanto pelos seus clientes quanto pelos seus fornecedores, eu indico a plataforma da Lobby, que faz tudo isso de uma forma escalável, automatizável, baseada em software, com controle de ponta a ponta para dar o menor trabalho possível.

para seus colaboradores que deveriam estar focando em vender o seu produto e construir o seu produto. Então acesse o link na descrição ou fala que Lucas Abreu do Aura mandou você até a empresa que eles vão preparar condições especiais. Eu não sei se você compartilha dessa impressão, vai ser interessante ouvir a sua visão, mas hoje com toda a gente da AI e eu sendo nitidamente muito mais produtivo do que eu já fui, eu trabalho mais.

Meus amigos empreendedores trabalham mais, porque talvez o nosso tempo passe a valer mais horas, uma hora nossa talvez seja 12 horas de trabalho.

Tipo, eu não tô nesse nível ainda, tá? Mas, assim, parece que cada hora ela passa a ser mais valiosa. Então, tem um pensamento controverso quase que assim, a AI vai ajudar a diminuir horas, vou ter mais tempo. Mas hoje eu trabalho mais por causa da AI. Eu não sei como você pensa e frame, como isso tá dentro do Vale do Silício, como é que você tem visto aí dentro isso acontecer.

Eu acho que é um paradoxo que, na verdade, se você analisar bem, acho que faz muito sentido, porque as pessoas que estão usando AI e estão na fronteira, acho que naturalmente elas são muito entusiasmadas com ter resultado. Então, empreendedores é um tipo de pessoa assim, você está toda hora pensando sobre o seu business, você quer fazer o business crescer.

Talvez antes de AI você tivesse uma perspectiva de vou crescer duas vezes esse ano. E com AI você vê as possibilidades de eu consigo crescer, na verdade, dez vezes esse ano com todos os improvements que eu posso fazer. Então o seu tempo passa até ser como um contrato de options, um call option.

sobre sua produtividade. Então, o contrato de call option é um contrato para você controlar 100 ações. Então, uma hora do seu tempo que você consegue deploy algumas dezenas de agents, ela se multiplica e a produtividade que você tem nessa uma hora, ela aumenta de forma exponencial. Então, isso é meio viciante, eu acho, para muitas pessoas, principalmente empreendedores, porque você quer ver resultado de business, então você vai querer usar esse leverage do seu tempo para produzir mais resultado. Então...

Eu, todo mundo à minha volta que é empreendedor e tá usando AI, tá trabalhando mais e em parte é porque é muito exciting e até divertido, na verdade, construir coisas nessa época. E agora você tá no Vale, o que você superestimava de empreender no Vale e o que você subestimava? Eu acho que eu superestimava o valor de estar em São Francisco, talvez seja um hot take, porque o que acontece é...

Você está em São Francisco e você acha que você vai para todos esses eventos e conhecer founders incríveis e investidores incríveis. A realidade é que está todo mundo trabalhando o tempo todo. Então, se você está em um evento, você devia se perguntar, na verdade, se você deveria estar lá e não só usando o leverage das suas horas para ser mais produtivo. Então, está todo mundo trabalhando o tempo todo.

E a realidade é que, beleza, no seu free time você consegue conhecer pessoas incríveis. Ao mesmo tempo, eu sou um pouco da ideia de que hoje existem comunidades digitais que se você inserir na comunidade certa, você tem acesso ao mesmo tipo de informação e conhecimento do que se você estivesse fisicamente aqui no Vale do Silício. E o Twitter pra mim é um desses exemplos. Se você segue as mesmas pessoas aí de São Paulo que eu sigo...

provavelmente o tipo de esfera de influência que a gente está exposto é exatamente o mesmo. Então, a gente está tendo um papo aqui sobre AI, uma notícia que saiu ontem, e eu poderia ter esse papo com alguém que eu estou conhecendo aqui em personagens em São Francisco. Então, acho que a minha dica é, se você está em qualquer lugar do mundo e você se inserir na comunidade certa de influencers ou pessoas da rede no Twitter ou no Instagram, você consegue ter acesso à mesma quantidade de informação.

O que eu subestimava? Eu acho que o acesso a capital, ele é real. E eu tava... Eu fiz minha carreira na América Latina, né? E eu vivi o boom de VC em 2021. Então teve uma abundância de capital tremenda. Parecia muito fácil levantar uma rodada. E eu achei que, na verdade, aquilo ia ficar por mais tempo, mas...

Sumiu, né? Por grande parte. Então, o capital ficou mais escasso, os fundos têm mais dificuldade de levantar, e isso não aconteceu no Vale do Silício. O Vale do Silício teve um pico em 2021, mas hoje o pico de 2025, 2026 já superou o de 21, né? Os valuations também já superaram. Então, aqui o acesso a capital realmente...

é uma ordem de magnitude mais fácil do que na América Latina. Eu participei do processo de fundraise pelo YC e tive um pouco acesso a esse universo e alguns batchmates meus também, que são conversas que você marca de meia hora com uma pessoa que, enfim, foi co-founder de uma startup hot do Vale do Silício e em 30 minutos ele já quer colocar 500 mil dólares no business.

Sem te conhecer ao vivo, nunca, né? E esse tipo de conversa é muito difícil ter na América Latina. E aqui no Vale, realmente, acho que tem uma vantagem, que pode ser uma vantagem competitiva para muitos startups de acesso a capital. Eu tenho um amigo meu que ele está empreendendo, e aí ele estava captando aqui no Brasil, eu apresentei ele para um pessoal, e ele estava com super dificuldade, assim, um business com ideia global. E aí ele foi para o Vale, ele me ligou e falou assim, Lucas, cara...

O que eu estava fazendo no Brasil nesse sentido, sabe? Tipo, a abundância, aqui é o lugar. Ele ligou assim quase chorando de alegria. Falou, aqui é o lugar. Já estou com o lead investor para a minha rodada. Já tenho tudo muito bem desenhado. E eu lembro de algo que você comentou, que era sobre como, no fim do dia, a vida, o mundo, o trabalho, ela gira em torno de ciclos que são presentes de poucas pessoas.

E que, de certa forma, São Francisco é que nem São Paulo. Você consegue entrar nesse ciclo. Eu queria que você falasse um pouco sobre isso. De fato, a minha leitura está certa do que você comentou? Sim, eu acho que está correto. O caso que você falou do seu amigo, eu achei emblemático e faz super sentido. É engraçado. Eu sinto que quando eu estava trabalhando como vice em São Paulo, e você também sabe disso, né? As fontes de informação são muito parecidas. São os mesmos podcasts.

20VC, Invest Like The Best, as mesmas newsletters. Então a gente tem acesso ao mesmo conteúdo e eu me sentia em São Paulo conectado a esse universo de fato. Eu acho que a diferença de estar aqui presencial é que isso se torna mais no offline também, né? Então você tem acesso a 80% desse conteúdo online, mas os 20% que você sai da sua casa e vai conversar com um amigo teu no jantar você vai overhear pessoas gente insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere insere

falando sobre AI, Open AI, Anthropic, a fofoca do vale nas mesas em volta, né? Então acho que toda hora você tá cercado disso, e isso é o que talvez não aconteça tanto em São Paulo ou em outros lugares, né? Você consegue dar uma distraída do mundo de tech. De fato não acontece. Eu lembro que você tweetou também recentemente sobre isso, você tava num painel do Demis Hassab, que ele fala que a gente tá duas iterações da EDI. Você consegue compartilhar um pouco sobre...

esse conteúdo que de certa forma esse especificamente geralmente você tem acesso só estando aí no Vale? É, o Demi Sasabes é, enfim, founder, CEO do Google DeepMind e um trabalho de pesquisa incrível que o time dele faz, ele falou que, enfim, todas as peças estão no lugar pra gente chegar em AGI talvez precise só de um ou dois breakthroughs técnicos, né?

No caso, um exemplo de breakthrough técnico seria a gente melhorar o reinforcement learning para a gente conseguir produzir agents e LLMs que sejam melhores em tarefas mais específicas. E o transformers e deep learning, de forma geral, em termos de arquitetura, conseguiu carregar toda essa revolução, mas talvez precise de uma última pernada de um breakthrough técnico que a gente ainda não descobriu. Então...

É bem interessante ouvir do cara que tá solucionando protein folding no mundo e que derrotou o Go, criou o AlphaGo pra derrotar o melhor jogador de Go do mundo. E um cara que tá na fronteira falar que falta só talvez um ou dois last steps pra gente chegar em AGI, né, na definição dele. Então...

Assim, se dá pra... Quando você tá no Vale, dá pra sentir o AGI. Feel the AGI. Eu acho que tá todo mundo nessa cabeça, assim, começando já a pensar what comes next, né? No mundo de pós-AGI, como a sociedade vai funcionar. E acho que é curioso que existe uma mentalidade aqui de... Talvez essa seja a última grande década, talvez os últimos grandes anos de você começar uma startup. Talvez no futuro...

vão ter muitas empresas, mas empresas menores, que não vão ter Venture Scale, vão ser implementadoras de AI para setores da economia que sejam um pouco mais manuais, mas esse conceito que a gente tem de Venture-Backed Company, que faz State Financing, Seed Growth, Series A, para atingir o Unicorn Status...

Talvez comece a ser... Ficar pra trás. Porque quando todo mundo do mundo tem acesso a modelos super inteligentes pra produzir software, as software companies que surgiram nas últimas décadas é um modelo que vai se tornar ultrapassado. Então, eu acho que é bem interessante. É uma revolução que tá acontecendo aqui e todo mundo...

Ninguém para de falar disso. Eu não pude sentir AI, mas eu senti um frio na barriga enquanto você falava. Realmente, isso vem com força. E no nosso papo lá atrás, a gente comentou um pouco sobre os AI, os aceleracionistas versus os doomers.

e naquele período você se enquadrava um pouco no meio do caminho. Como é que você está vendo essa distinção hoje? Mudou algo na sua perspectiva? Eu acho que como empreendedor, eu preciso ser mais aceleracionista do que Doomer. Eu preciso acreditar que AI vai trazer riqueza e abundância, e a gente está nessa jornada, a gente acredita que AI, no nosso caso, vai democratizar acesso a um tipo de serviço que era restrito a pessoas muito ricas, e pessoas no mass market vão ter acesso a isso.

Então, eu ainda, acho que talvez em relação àquela época, eu sou mais otimista com a capacidade, no meu business, na minha linha de atuação, de trazer riqueza usando AI. Quando eu olho mais para o aspecto maior da sociedade, eu acho que, sinceramente, a gente já parece ter passado do point of no return, em termos de desenvolvimento de AI. Eu acho que agora...

Principalmente, enfim, muito barulho por conta do Claude Mythos, né, que os pesquisadores estão usando pra ver como a gente consegue criar sistemas de cyber defense e não cyber attack antes que as pessoas erradas tenham acesso a essa tecnologia. Tem muita discussão ao redor disso. Eu acredito que o Mythos já é uma representação de que a gente chegou lá. Eu acho que software vai virar um solved problem nos próximos meses. E...

Tudo que dava pra ter sido feito de alinhamento com valores humanos, de segurança, de guardrails, deveria ter feito até agora. Eu acho que não tem mais volta. Eu acho que o mundo do software já vai mudar completamente e o que tinha que ser feito deveria ter sido feito. Agora é torcer pra gente ter controles certos pra uma tecnologia super poderosa não cair nas mãos erradas ou, como os Estados Unidos tá propondo, ser usado pra defense, que muitas vezes é considerado offense, né?

Então, é um pouco disso que eu penso. E, Koba, esse podcast aqui é escutado por empreendedores ou wannabe entrepreneurs. E tem muita gente que carregam algumas ideias na cabeça, carregam algumas dúvidas. E fazendo um recap da sua história, você trabalhou no Nubank, você depois foi para o Monarchis Investir, você entrou em Stanford já com a mentalidade de empreender. E, se não me engano, está até na sua carta de entrada em Stanford.

Você passa um ano e ao invés de trabalhar em outra empresa, você faz o programa de Interim de empreender. Então você passa oito semanas procurando uma tese, que era uma tese, se não me engano, focada em PME, latante, alguma vertical nessa linha. E você busca seu co-founder, seus station, algumas ideias. E hoje você está empreendendo, levantou capital, está committed com essa tese.

E eu queria entender como foi o processo de commit e de acabar com outras ideias ao longo desse caminho. Como você levou esse processo? Porque eu sinto que pode ser muito valioso para quem está nessa exata etapa. Como é que você pensou sobre tudo isso? Eu acho que em dois approaches para você começar um business. Ou você primeiro commit que você quer começar algo e você acha uma tese. Ou ao contrário, você se apaixona por uma tese, por um problema e você ganha coragem para empreender.

Eu era do primeiro grupo, eu sabia que eu queria empreender, então eu vim pra Stanford com essa motivação e eu comecei a procurar teses, né? Então eu já tinha tomado coragem pra empreender. E a minha grande, talvez um hot take que eu tenho, é que pra muitas pessoas, talvez os...

a audiência aqui do seu podcast, que, cara, fez uma faculdade legal, começou carreira num lugar legal, é inteligente, tem boas conexões, o risco de empreender é mais baixo do que as pessoas pensam. Se der tudo errado, você consegue um trabalho em qualquer lugar.

Se der certo, upside unlimited. É o maior upside, o maior teto que você consegue na sua vida. Então é uma decisão até irracional ter medo de empreender, se isso faz sentido. Essa é a minha visão. Concordo 100%, tá? 100%, 100% com você. Boa.

Então eu já tinha superado esse medo, uma vez que eu internalizei, beleza, acho que empreender não é tão arriscado quanto parece, é arriscado em termos de as probabilidades de sucesso é baixa, só que o downside não é tão baixo quanto as pessoas acreditam. Então eu internalizei isso, fui buscar uma tese. Acho que escolher uma tese é um processo muito individual de cada empreendedor, eu particularmente sabia que eu precisava ter um interesse...

Intrínseco pela tese Eu queria trabalhar com algo que eu Tivesse apaixonado sobre, e pra mim isso é Fintech, investimentos, finanças pessoais É o que Eu sempre fui fascinado, desde que eu era pequeno E eu sabia que se eu fosse trabalhar Em healthcare, por exemplo Que é uma indústria que eu acho incrível Eu não tenho diferencial em healthcare Eu não acho que eu sei mais do que a pessoa média Sobre healthcare, e eu também não sei Se eu conseguiria ficar committed Com a ideia de empreender em healthcare por 20, 30 anos Então Então

Eu fui muito por interesse. Falei, beleza, o que eu consigo comer pro resto da minha vida e se eu estivesse trabalhando isso até eu morrer, eu estaria feliz. Então, eu escolhi um espaço, né? E dentro desse espaço que você já tem curiosidade intrínseca sobre, aí você procura problemas que podem fazer sentido de um business perspective, né? Então, eu trabalhei em VC no passado, acho que me ajudou muito ter trabalhado em VC pra poder pensar quais são grandes pockets de oportunidade. E precisa ser um mercado endereçável grande, você precisa...

Começar com o Edge, claro, e depois conseguir expandir. Então, a gente ainda está muito longe de conseguir carve out um espaço grande no mercado, mas eu acho que vários dos frameworks que eu fui aprendendo me ajudaram. Então, acho que essa seria a minha dica, assim. Acha um espaço que você tem curiosidade intrínseca, depois disso, acha um problema que você consegue, assim, nadar para diferentes direções e ainda achar clientes e pockets de receita para capturar.

O que ter passado por VC te tornou melhor enquanto empreendedor? E o que não muda absolutamente nada se ter passado por VC antes? Eu acho que ter trabalhado em VC me ajuda muito em pattern match. Eu, assim, o seu dia a dia como VC é conversar com empreendedores, né? Eu acho que é um privilégio gigantesco como carreira. E você começa a ver, principalmente se você trabalha alguns anos em VC, você começa a ver...

O que são decisões de alta qualidade e o que são decisões de baixa qualidade que você pode tomar como empreendedor? E quais são as consequências disso para o seu business? Então, você começa a aprender com os erros dos outros. Você começa, depois de falar com tantos empreendedores, você aprende o que funciona e o que não funciona de um ponto de vista muito estratégico e muito high level. Até porque quando você é viciado, o empreendedor não revela todos os problemas.

Ele quer também mostrar que o business está indo bem de alguma forma. Então, você não sabe a história completa.

Mas te dá informação, te dá dados, né? Isso ajuda bastante. Eu acho que, por outro lado, ter trabalhado em VC não ajuda em quase nada na sua resistência a ter porrada o dia todo como empreendedor. Então, como empreendedor, você precisa... E é um negócio mais psicológico. É tipo, você tá toda hora pensando em como o seu business pode falhar.

E você tem que ser meio paranoico com isso, né? Você tem que falar, puta, meu business pode morrer por compliance, pode morrer por competição, pode morrer por meu caixa ser muito alto. E você tá toda hora pensando em como mitigar esses riscos. E você não só tem que planejar isso, mas tem que atuar em cima sobre, né? Tem que botar a mão na massa. E aqui na empresa, assim, eu praticamente toco todas as funções de business que não sejam produto. E eu tenho que fazer um pouco de tudo.

assim, tenho que fazer RH, investor relations, finanças, accounting, né? E você tem que ser meio resourceful, mão na massa. E acho que ser VC, muitas vezes é o oposto disso. VC você tá vendo as coisas de 10,000 feet de distância, né? E você tem que como empreendedor, tá lá no detalhe. Então, são skills bem diferentes. Eu acho que um complementa o outro, de certa forma, mas com certeza ter sido VC gente,

Não me preparou mais do que 20% ou 30%, eu acho, pra ser empreendedor. Você acha que te preparou mais? Ser VC, trabalhar no Nubank, fazer MBA ou fazer o iCombinator? Sabe que... É até curioso falar isso, mas eu acho que a experiência mais parecida que eu tive agora com o Empreendedor foi...

sendo presidente da empresa junior da faculdade, da Poli. Que é bem curioso, porque foi a primeira experiência meio profissional que eu tive, mas eu era meio que o presidente da organização, tinha 100 pessoas na organização, e eu era obcecado por fazer a empresa crescer. Então, eu tava, o que a gente pode puxar de alavanca pra aumentar a receita, pra aumentar o nosso brand awareness com a faculdade? E era como ter uma mini experiência profissional de empreendedor na faculdade.

E aí depois eu passei pelo Nubank, que é uma empresa que já era grande demais pra mim, eu passei por VC, que é ser investidor, passei pelo MBA, que é mais aprender. E assim, hoje eu olho pra trás nos meus últimos 10 anos, eu acho que a experiência mais parecida que eu tive foi lá como presidente da empresa de juros na faculdade. Que é bem curioso, e eu acho que o grande ponto em comum que faz toda a diferença é você care so much about your business que você vai fazer de tudo pra fazer ele crescer. Então esse é o grande trade empreendedor.

Você aprende no meio do caminho, você aprende com os seus erros, mas enquanto você tiver uma obsessão em fazer o negócio crescer, assim, você vai ser um bom empreendedor. E acho que essa, assim, se você pegar a loja da esquina, o restaurante aí na frente da sua casa, que são empreendedores que criaram aquilo, eles têm essa mesma garra. E é isso, é o principal trade que une todos nós empreendedores, eu acho.

É bem interessante que eu acho que a gente empreende quase que no mesmo tempo, né? Obviamente, business muito diferentes, mas eu sinto que a gente vai desenvolvendo um pouco, talvez, de uma skill que é pouco falada e parece autoajuda, mas não é, que a gente entende valor depois, quase de resiliência ou de enfrentar adversidade, tipo, face rejection all the time. E eu sinto que é uma skill que eu tô longe de ter maturado por completo, mas você vai ganhando mais casca.

Então isso é algo que é bem curioso dessa jornada nova de empreendedor. E eu fui presidente da Liga de Empreendedorismo da GB, eu fundei essa entidade. E pensando bem, foi a experiência que mais pareceu com empreender pra mim. Então realmente eu enfatizo com o que você fala.

É engraçado, é engraçado. O Roy da Clury, né, que é uma empresa que todo mundo fala sobre o Novar, ele faz uns vídeos no Instagram e ele fala, cara, no fim das contas, empreender, criar uma empresa, se você é uma pessoa capaz, não é muito diferente de você fazer um projeto de faculdade muito bem feito. Porque é você juntar algumas pessoas em torno de um objetivo.

Você resolve aquilo, resolve o problema, entrega e depois você faz ele crescer. E entidade de faculdade acho que é um ambiente fértil para isso, porque você não tem grandes responsabilidades na vida e muita gente muito apaixonada nessa coisa de faculdade dedica toda a energia para a entidade, quer fazer a entidade crescer. E é isso que importa, no fim das contas, para fazer um business. Hoje, o que o Bruno, de 2024, se orgulharia de ver você hoje fazendo? Quais foram as principais lições desses últimos dois anos?

Eu acho que é engraçado, eu estava tendo essa conversa com o meu roommate, nesse último fim de semana, ele me perguntou, tipo, ah, você está onde você imaginaria estar, né, três anos atrás? No seu caso, essa pergunta seria dois anos atrás. Mas eu fiquei surpreso de refletir que eu estou exatamente onde eu queria estar agora. Então, eu imaginava ter começado uma startup, ter talvez levantado uma rodada, contratado umas pessoas e tentar solucionar um problema. Era isso que eu queria fazer e eu estou fazendo isso hoje.

E eu acho que Sou feliz de ter tido consistência De pensamento E só trilhar do caminho, sabe Então Acho que existem mil e umas oportunidades Diferentes que você pode buscar Principalmente depois que você se forma do MBA Cada um indo pra um lado, tanto geograficamente Quanto em termos de indústria

Mas eu tinha um pensamento no MBA que eu queria burn the right bridges. Eu queria, tipo, não ter planos B, C, D de carreira. Eu queria só tentar empreender. E acho que eu me orgulho de ter continuado nesse caminho. E agora vem a parte mais difícil, na verdade, de fazer o business crescer e cavar o nosso espaço no mercado. E por ser a parte mais difícil, também a parte mais exciting.

Tem algum ponto que eu não tô querendo conversa que você acha que valeria mencionar ou compartilhar? Eu acho que hoje eu me sinto muito sortudo de ter começado um business nessa época da história de AI. E eu falei no ponto de que vão surgir mais empreendedores. Eu acho que...

não só o ganho econômico que você pode ter começando um business hoje é desproporcional, porque existem tantas oportunidades de fazer dinheiro, mas também é muito mais divertido. E a gente conversou um pouco antes dessa conversa sobre fun.

Acho que a gente precisa ter fun in our lives. O tanto de coisa que você pode testar com AI e possibilidades para serem descobertas. É muito divertido começar um business hoje em dia. Parece, às vezes, um videogame de você atingir certos levels, puxar alavancas diferentes, descobrir itens novos, com skills novas do Claude. Então, é uma jornada divertida. Pode ser muito enriquecedora no campo pessoal, profissional. E eu recomendo para todo mundo.

Bruno, eu vou acabar a conversa com qual é a coisa mais gentil que alguém fez por você. Em 2024, você respondeu de uma maneira linda e depois que a gente terminar esse episódio vai aparecer, que foi sobre o seu pai, sobre o quanto ele veio de uma cidade pequena, de bandeirante e realmente transformou a sua vida. Mas a versão 2 dessa pergunta agora é qual a coisa mais gentil que alguém fez por você durante o seu período no Vale?

Eu acho que tem um aspecto de... Você chega no Vale, talvez um ponto que eu não esperava encontrar é que tem gente extremamente capacitada, extremamente inteligente, mas é um ambiente mais transacional, um pouco mais... As pessoas estão...

cada um por si e quando você vê uma outra startup num espaço parecido com o seu levantando dinheiro, acho que você já automaticamente vê como um competidor, você fica, liga um alerta. Quando eu trabalhava em VC na América Latina, tinha um senso de toda startup indo bem, ou toda rodada legal, todo IPO na época do Nubank.

ajudava o ecossistema como um todo a ir pra frente. E aqui no Vale eu acho que é um pouco mais zero sum. Eu acho que não tem um pouco essa comunidade de vamos todo mundo andar junto na mesma direção. E eu acho que eu sou muito feliz de ter feito uma comunidade aqui no Vale de brasileiros que também estão empreendendo. Então o meu roommate, por exemplo, é o Pedro Siciliano da TIT.

que tá indo super bem, e tem outros empreendedores à minha volta, a gente formou essa comunidade que, acho que, a gente captura um pouco desse senso que eu sentia muito no Brasil, de eu quero que todo mundo dê certo. Eu quero que todo mundo se ajude. E eu acho que todos esses brasileiros que são próximos de mim, eles têm me ajudado de formas incríveis, seja só voltando pra casa, a gente só desabafando sobre as dores de empreender, e dedicando o tempo deles, que é super valioso, só pra ser um ombro amigo e conversar em português.

Eu acho que isso é incrível. Eu tento fazer o mesmo pra eles e retribuir. Porque nós todos temos esse propósito de colocar o Brasil no mapa, no mundo de tecnologia, estando aqui no Vale do Silício, e a gente torce pelo sucesso um do outro. Então eu queria que esse mindset continuasse. Até se tiver mais brasileiros ouvindo o podcast nos Estados Unidos, a gente precisa estar junto e colocar o Brasil aqui no mapa do Vale.

E agora vai ter uma boa oportunidade, né? Com a Copa do Mundo. Então, vai ter muito Brasil no próximo mês aí nos Estados Unidos. E eu acho que a seleção vai jogar em São Francisco, talvez, né? A seleção... Bom, group stage, não. Group stage são jogos um pouco menores. Mas, quem sabe depois. Cobar, valeu demais, cara. Próximo ano tem a parte 3. Mas, muito obrigado, cara. Foi um prazer. Sempre bom falar. Você é um amigo, uma pessoa que eu admiro, que a gente já se conhece há um bom tempo. Então, f***.

Feliz com o seu sucesso, sempre está sendo por você. Super prazer. Adorei o papo, como sempre. E muito sucesso aí pro Aura.

Qual é a coisa mais gentil que alguém fez por você? É uma excelente pergunta. Pra mim, é o meu pai. Ele tem uma origem muito humilde. Na cidade de Minas, ficou chamada Bandeirantes, no Paraná. Estudou em escola pública a vida inteira. Não tinha meio de sustentar na faculdade. Tinha que pedir empréstimo de familiares pra se manter enquanto ele estudava. E ele se privou de muita coisa na vida dele pra poder acumular dinheiro pra investir na educação minha e do meu irmão. E acho que isso é...

Não tem preço. Não tive uma vida de luxos, mas também nunca me faltou nada. Em educação, principalmente, o meu pai fez a questão de prover a maior qualidade de educação possível pra mim e pro meu irmão. E esse virou o meu objetivo de vida também. Eu gostaria de... A principal métrica de quanto dinheiro... E muita gente tem uma cifra, né? Quanto dinheiro você quer ter até você poder viver de renda e se preocupar mais com isso.

Eu não tenho um número, mas acho que o meu objetivo é poder garantir que os meus filhos, se eles forem escolher qualquer caminho de o que eles querem estudar, é eu poder apoiá-los na jornada completa sem que eles se preocupem em atingir esse sonho de estudar alguma coisa que eles querem, sabe? Então esse é o meu grande objetivo e vou ser eternamente grato por tudo que meu pai fez por mim e por meu irmão.

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