Episódios de Leda Nagle Podcast

#365 - Entrevista com Roger do Ultraje a Rigor - Leda Nagle

05 de maio de 20261h46min
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Roger Moreira é um cantor, compositor e músico brasileiro, conhecido principalmente por ser o líder da banda Ultraje a Rigor, um dos grupos mais marcantes do rock nacional dos anos 1980.Roger é o líder da banda do programa de Danilo Gentili, The Noite. Nossa entrevista foi gravada em 27/02/26 em São Paulo

Assuntos4
  • Experiencia nos EUATrabalhos braçais e diarista · Salário mínimo e custo de vida · Cultura americana e individualismo · Visto ilegal e imigração
  • IA na arte e músicaFormação e evolução do Ultraje a Rigor · Composição e mercado musical · Shows e apresentações ao vivo · Experiências com outros artistas · Carreira no SBT e programa do Danilo Gentili
  • Medo e AnsiedadeOrigem do medo e experiências traumáticas · Controle da síndrome do pânico · Restrições causadas pelo pânico · Conforto e logística de viagens aéreas
  • Impacto no Aprendizado InfantilAprendizado da leitura com jogos de letras · Alfabetização em escolas bilíngues · Ensino de inglês para crianças
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Você está ouvindo o podcast Leda Nagli. Entrevistas semanais com as personalidades mais influentes do Brasil. Para assistir as entrevistas em vídeo, acesse o canal Leda Nagli no YouTube. www.youtube.com.br Leda Nagli

Eu tava no avião, não tinha desuficinto nem nada. O avião bateu em alguma coisa, no ar. Quando eu era criança eu me sentia um adulto. Agora que eu sou um adulto, eu sou crianção e tal. Não, eu tenho muita vergonha de cantar, sabe? Eu só canto com a banda. Programas que pedem às vezes, dá uma canjola. E eu já não concordo.

com essa coisa de todo mundo é igual. Sabe? Porque ninguém quer ser igual. As pessoas querem ter personalidade. O que mais tirou gente da pobreza foi o capitalismo. Essa admiração que o mundo inteiro tem para os Estados Unidos é porque é um negócio que deu certo lá. O capitalismo é o que faz... O negócio é produzir, dar emprego, produzir dinheiro. Não é pegar o dinheiro que tem e dividir. Não dá para todo mundo. Se fizer a conta agora...

Quantos milionários tem no Brasil? Bilionários somam tudo e distribuem pela população? Não dá. Você tem que saber que você vai viver em sociedade. E para viver em sociedade não é só tudo meu, o resto que se dane. Não, você tem que pensar no outro.

Olá, seja muito bem-vindo a mais um episódio aqui de Osnaglio Encontro de Gerações, o podcast que fala sobre continuidade, sobre legado, família, uma geração complementando a outra. Eu sou o Duda Nagli, ator, empresário. Eu sou o Leda Nagli, jornalista. Pai. Eu sou a avó e mãe.

E nosso convidado de hoje é um super artista. Ele é fundador do Traje a Rigor. Está também ali no The Noite. Também conduzindo ali a banda de uma forma única. Com comentários. É um cara que tem o maior QI da música brasileira.

Obrigado, tudo bom? Hoje, incrível. Aprendeu a ler com três anos, não é isso? Foi, aprendi a ler. Eu tinha um jogo de letrinhas que minha avó tinha me dado, eu ia juntando e ia perguntando essa com essa faz o quê? Essa com essa faz o quê? Aí fui aprendendo a ler.

Primeiro eu escrevia só com letra de forma, primeiro, né? A letra de mão chamava, né? Letra cursiva eu fui aprender só na escola, mas escrevia com letra de mão e lia, né? Lia Gibi, Pato Donald, Tom e Gerra, essas coisas ali, bastante.

É muito importante. Hoje em dia eu estou com uma filha de sete anos que está passando por esse processo de aprender a ler. Hoje virou moda também colocar as crianças brasileiras em escola bilingüe. Então ela é alfabetizada em inglês. Acho que é uma coisa...

Meio doida pra ela, né? Porque ela não fala inglês em casa. É bom. Como é que você fez com o teu filho? A minha mãe era professora de inglês. E ela ensinava pra gente palavras. Ela fazia pegar um papel e grudava figurinha. Eu tinha lion, leão, nome dos bichos, algumas coisas. Obrigado, boa noite, sei lá, né?

E a gente ia aprendendo assim, então a gente teve esse contato. Além de que, quando eu era pequeno, os desenhos na TV eram em inglês. Pica-pau, Popeye, não era dublado, não. Ah, eu nunca soube disso. Os primeiros que foram dublados eram o Leap, The Lion, aquele Leap com Hardy, o Alligator. Foram esses primeiros que eram dublados. Eu já tinha, acho que uns sete anos de idade, acho.

Então minha mãe não falava, né? O desenho não tinha tanta fala, principalmente do Pica-Pau, mas hambúrguer do Popeye, né? O amigo dele comia os hambúrgueres. Então a primeira vez que eu fui a um Chico hambúrguer, eu pedi um hambúrguer e o cara falou, não tem.

Aí, pô, de hambúrguer, ah, tal, isso aqui, olha, é engraçado isso, né? Então, minha mãe falava isso, e várias palavras que a gente, na época, falava em português, eu tinha, minha mãe, meu tio, também falava inglês e tal, e crush, né, o refrigerante, crush, Mustang, coisas assim, sabe? Tinha um gibi que era do Jerry Lewis.

E eu também pedi Jerry Lewis na banca, isso já um pouquinho maior, e o cara, não, não tem. Daí, dá, tem o Jerry Leves aqui. Não serve mesmo. Então eu tive esse contato com o inglês, e depois, acho que com os oito, nove anos, eu fiz cultura inglesa, depois fiz união cultural. Tenho o diploma da Michigan, que se tirava pela Associação Alumni, né? Fui professor de inglês também, né?

Então eu acho muito bom aprender outra língua, já desde pequeno. Outra língua, principalmente inglês, né? Inglês, espanhol, tal. Que são as... Internet, por exemplo. O inglês é fundamental. É. Engraçado que a gente vive cercado de países que falam espanhol aqui no Brasil. E a gente não tem o hábito de aprender espanhol, né? Quase ninguém. O que a gente acha é que fala espanhol já, né?

só forçar o sotaque mas você tinha aula de espanhol no colégio é, mas é só durante um período assim no Carolina Patrícia tinha aula de espanhol e tinha inglês só no Bahiense no Carolina tinha sim não tinha vou brigar eu tinha muito gosto de aprender inglês eu tinha muita admiração pelos Estados Unidos tenho ainda aliás, essa é o mhm

O que me define muito isso daí, essa vontade, desde pequeno, de ter uma banda, graças a Deus consegui, e de morar nos Estados Unidos. Você morou também. Eu morei um ano e meio lá nos Estados Unidos. Não deu certo, acho que justamente porque eu estava com visto ilegal, visto de turista, e morando lá. E o pessoal fazia vista grossa justamente porque...

O povo lá tem educação, educado, faculdade e tal. E os trabalhos braçais sobram para os estrangeiros. Isso é quando eu fui, 79, 80. E você fez trabalho braçal? Sim, eu entregava pizza, eu fiz pizza. Cheguei a ser gerente dessa pizzaria e tal. Mas delivery...

limpava casas, ganhava diarista, essas coisas, sabe? E ganhava bem, ganhava bem. O salário mínimo hoje em dia, se não me engano, está em torno de 15 dólares por hora. Isso dá uns...

Talvez uns 4 mil e pouco reais por mês. Não fiz as contas ainda, mas enfim. Essa perspectiva de... Daria uns 1.250 dólares por mês, né? Isso vezes 5 e 15, vai... Uns 4, enfim. Mas eu tinha essa vontade, eu estudava inglês, lia de bis em inglês, sabe? Isso já mais velho e tal.

E até uma certa idade, assim, eu não tinha a menor ideia do que era esquerda e direita, por exemplo. Isso daí também foi um plano, né, desde que começou o golpe militar.

que já foi para impedir que o comunismo crescesse e tal. E eu não sabia, não tinha ideia do que era uma coisa ou outra. E a esquerda vinha sempre se infiltrando, faculdade, artista, imprensa e tal, e forçando todo mundo a acreditar que...

Nós todos éramos de esquerda. E a direita era aquilo, tortura, exército e tal. Que não é verdade. Eu quando fui para os Estados Unidos ainda, não tinha essa noção de nada. Cheguei a perguntar para o meu irmão, pouco antes, ele que estudou na USP, mas não foi catequizado, graças a Deus.

Mas eu falei, o que é esquerda, direita? Ele falou, não, esquerda, você é contra essa coisa que está acontecendo? Eu falei, sim, sou. Então você é de esquerda. Ah, ok. Entendeu? Isso que foi colocado na cabeça de todo mundo. E eu chegando lá...

Porque aqui, para quem não sabe, até hoje, a gente assiste seriado americano, veste roupa americana, celular americano, internet americana, enfim, mesmo aqueles que falam que não, a gente vive muito essa cultura. E quando era pequeno, era maior ainda, como eu te disse, os desenhos eram em inglês.

e revista, e lá era muito, né, TV em cores, sabe, tinha aquela máquina de tudo, máquina de vender café, máquina de Coca-Cola, aquilo parecia, sabe, era o futuro. É, visão de futuro. E eu fui lá, eu não posso dizer que os Estados Unidos sejam inteiros assim, ou fossem inteiros assim, mas onde eu fui morar em São Francisco, 79, 80, ainda tinha ecos de hippie, paz, amor, aquelas coisas, Berkeley.

E eu conheci uma coisa completamente diferente, que é um povo que cuida dele mesmo, o povo. Eles fazem as coisas para eles, para dar certo. Aqui constantemente tem aquela briga, você contra o governo, o governo contra você, a gente estava falando agora de burocracia e tal. Por que o governo é assim? É porque o brasileiro é malandro. Por que o brasileiro é malandro? Porque o governo tem sempre essa tensão.

E lá não, era uma coisa assim, sabe? Você deixava a porta do carro aberta, fui abrir uma conta no banco, o cara disse, ah, qual é o seu nome? Quando você vai depositar? Pronto, tá aqui, sua conta aberta, sabe? Tudo era feito pra...

Servir a população. Não é aqui aquela coisa contra. Eu só vim saber mesmo que eu era esquerda lá pra 2006, quando começaram a me atacar na internet, porque eu tava metendo pau no governo. Eu falei, ué, mas isso não é um passatempo predileto brasileiro e tal, né?

E daí que outras pessoas, não, isso aí é patrulha, isso aí tal. Aí eu fui estudar, fiz o negócio de Sagram, escola de Frankfurt, o método todo, e daí que eu comecei a me posicionar mais. Mas a minha intenção até hoje sempre foi essa, de que, pô, a gente poderia ser um país melhor, sabe? É um pouco de frustração de eu não ter podido... Muito, Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla Gla

Morar lá, ficar lá. Porque eu fui criado aqui. É outra cultura, total. Por mais que eu admire a cultura deles, não é a minha. Tem aquela história, né? Aqui é uma merda, mas é bom. Pra fora é bom, mas é uma merda. Mas que é atribuído ao Tom Jobim. O Tom Jobim, é, que falou isso daí. E é isso daí.

eu voltei com essa ideia de que se aqui pudesse ser mais assim e tal, sabe? Isso antes ainda, em 82 eu compus inútil por causa disso. A gente ainda perdeu aquela copa com aquela seleção maravilhosa que a gente tinha e tal, né?

Mas enfim, divaguei geral aqui. Foi muito bom, foi muito bom. Do inglês aí. Muito bom. E quando você morava lá, você voltou por quê? Porque a sua cultura é essa? Porque você veio fazer alguma coisa? Eu voltei, eu sentia falta, né? Eu não podia ficar indo e voltando. Naquela época eu não tinha medo de avião, mas eu tava ilegal no país. Se eu saísse, iam perceber, enfim, tal, né? E...

também não tinha dinheiro também, né? Pra ficar indo e voltando. Eu fui pra lá com o meu dinheiro que eu economizei dando aula de inglês, juntei durante uns três anos, daí fui pra lá, né? E... E eu lá não tinha possibilidade. Por mais que eu ganhasse bem e todo mundo tenha capacidade de evoluir, por exemplo, o último trabalho que eu fazia lá era de diarista. Eu ia na casa da pessoa, limpava.

E eu ganhava, naquela época, 50, 60 dólares em três horas de trabalho, mais ou menos. Tinha um outro amigo que me colocou nesse meio. Ele já tinha uma firma disso, entendeu? Porque começa a pegar mais casa, mais casa, não tem mais tempo, contrata outro e tal.

E é assim em tudo. Na época eu fiz donuts lá. Então eu trabalhava. Quando eu entrei, o cara já disse, você vai ficar uns 15 dias fazendo donuts, depois você vai passar pra decoração de donuts, depois você cresce aqui, depois vai o seu salário. É uma coisa quase que automática você crescer lá.

tem essa possibilidade. E se você trabalhar direitinho, você vai avançar. Se você trabalhar direito, você vai avançar. Isso, é. E as pessoas lá querem avançar e se orgulham disso, sabe? É muito diferente daqui. Mas, infelizmente, aqui é uma questão de mentalidade. E eu acho que isso é o que falta aqui. Seria campanhas.

que não interessam quem está no poder fazer, entende? Campanha de olha, educação financeira, por exemplo e tudo, educação no geral, hábitos e tal e a coisa só degringolou de um tempo pra cá ainda. Oi?

Com a internet, naturalmente foi surgindo um ecossistema inteiro de cultura independente, que puxa mais para esse lado do empreendedorismo. Você consegue ver redes sociais e smartphones, que também são americanos, também tem essa proliferação de conteúdo. A gente também tem um podcast só falando de empreendedorismo. Hoje em dia está muito mais na moda do que...

Quando eu era criança ou quando vocês estavam conversando? Sim, mas enquanto o Roger estava falando, eu me lembrei de uma cena que eu vi agora no Carnaval, em Búzios. A gente estava na loja da Havaianas e tinha uns belgas. Bom, para o navio em Búzios. Então não acontece nada em Búzios, não tem ninguém em Búzios. As ruas estão vazias, as lojas vazias. Aí para o navio, 10 mil, 3 mil pessoas. Aí o comércio, esse movimento e tal.

E a loja das Havaianas é um foco importante, né? Porque todo estrangeiro quer ter a Havaiana e tal. É mais barato aqui do que lá fora. Então, tinha muito gringo. E tinha um pessoal da Bélgica tentando comprar. E aí, uma amiga minha falou pra moça do caixa. Ela falou, vai lá fora. O Wi-Fi é lá fora. Ela falou, você não fala assim. O cara é gringo, ele não vai entender. Você não fala inglês? Ela falou, não, pra quê?

como se não, pra que? todo verão inteiro descem dezenas de navios a receita dela vem daquilo, entendeu? quer dizer, ela não tem nenhum interesse e ainda por cima não tem wi-fi na loja então ela mandou o cara ir lá fora pra pegar o wi-fi na loja sair da loja que ela tá, sair da onde ele podia fazer negócio e o cara tava com muitas sacolas ele tava fazendo uma compra grande ela mandou ele lá fora pra ter o sinal do wi-fi da loja do lado onde ele tava, onde ele tava, onde ele tava

É uma outra cultura mesmo. Eu fui balconista lá também e também fui, né, via outro lugar, não tem balconista. O cara chega e fica assim, ah, eu vou querer, ele passa pro outro. Ele atende dois, três ao mesmo tempo, entende? Não fica... Ah, espera um pouco, eu tô atendendo. Aqui é assim, né? Você vai na loja, a pessoa pensa que tá te fazendo um favor.

e tem você falou da internet, também tem essa cultura woke que também é uma coisa implantada sabe, e que tem muito mais reverberação pela internet que eu também acho uma besteira, uma coisa que precisa botar todo mundo uns contra o outro e tal sabe, a gente

antigamente a gente sabia os valores bons, né? Não, eu quero ser bom, eu quero ser bonito, eu quero ser inteligente, eu quero ser isso. Hoje em dia, não, tudo é meio, ah, será? Isso é, você tá querendo ser elitista, você tá aí, sabe? É a besteira, né? É um povo contra ele mesmo, e os dois contra o governo, agora tem torcida de governo.

Então, a gente está muito longe daquilo que eu era um pouco mais idealista há 40 anos e achava que podia melhorar, mas está só piorando, infelizmente.

É triste isso, né? Triste, triste mesmo. Os anos 80 foram exatamente o que a gente imaginava, né? Foi quando acabou, puxa, agora nós somos livres, agora nós podemos ser criativos, a gente pode fazer tudo, todo mundo era... Foi um período realmente de muita alegria, eu acho. Não só pra mim que estava acontecendo, você também naquela época e tal. Mas era um período alegre, né?

Parecia que a gente ia crescer, né? É, parecia isso. A gente ia ser feliz. E não tinha esse nós contra eles permanente. Porque hoje em dia é permanente, né? O nós contra eles era Fla-Flu, era Corinthians, São Paulo, uma coisa assim, Corinthians, Palmeiras. E mesmo assim não era briga de torcida. Não era briga de torcida, era só brincadeira. Mas não tinha briga, não tinha violência.

Hoje em dia tudo é assim. Tem uma enchente em Minas, aí começa um culpa, aproveita pra culpar o governador, outro aproveita pra culpar, por exemplo, que é prefeita PT, então vamos culpar o governador. É um negócio absurdo.

É tudo assim, tudo. É chato e é castrador isso aí, né? Você não sabe, mas posso falar. Será que esse copo aí, o copo é branco dentro, o copo é preto fora. É besteira que os caras pegam. É tudo muito difícil, né? Muito complicado. BBB, os caras estão virando política. Meu, é um programa de TV. Um programa de TV que está todo mundo confinado e virou político.

você torce por um porque o outro por causa disso, daquilo essas divergências esse antagonismo é muito desagradável, porque é em tudo em tudo sabe, em cor, em roupa, em loja não compro na loja tal porque tem isso, não faço isso por causa disso não vai acabar nunca, eu acho

Quais seriam os pontos positivos da sociedade atual? Internet? Eu, por exemplo, agora a internet. Mas eu acho que porque eu fui criado sem internet. Você também? Eu também. Então a gente lia, para passar o tempo a gente lia, a gente brincava.

quando era menor e tal, mas brincava, ou saia com os amigos e tal. E hoje em dia, com as minhas filhas, por exemplo, eu tenho que limitar, porque senão eu fico o dia inteiro naquilo. E não é o dia inteiro. Para mim, a internet é uma coisa...

inteligência artificial, eu não tenho mais dúvidas. Por que isso? Pergunta, tá lá. Tem uma biblioteca na mão, tem inteligência artificial, eu tenho ferramentas que eu posso desenhar, e mesmo me distrair, jogar, eu gosto muito de palavra cruzada e tal, isso aqui. Agora, estavam falando outro dia do negócio de jogo, jogo de videogame, você...

Tinha que passar uma fase e de repente pá, perdi. Você voltava pro início, vai de novo e tal. Os jogos hoje não tem fim. Então você não tem a frustração. Sabe os jogos que as minhas filhas jogam? É um ambiente onde você vai andando, vai fazendo coisa e é infinito. É, isso tem mesmo. É igual o vídeo curto. Vídeo curto não tem estrutura narrativa. Não tem início, meio e fim. Não tem os atos, não tem a jornada do herói.

Isso eu acho que é o maior perigo de assistir vídeo. Música, por exemplo, você tinha que investir, comprava um disco, então você tem que gostar daquilo, ouve o disco várias vezes e tal. O cara ouve, ah, não gostei, vai passando e tal. Então tem esse lado ruim, quer dizer, tem um lado maravilhoso, mas que o pessoal parece que não aproveita muito hoje em dia, os mais jovens. Para nós, para mim, eu acho sensacional, não vou a um banco há 200 anos.

maravilha isso você resolve tudo na internet é muito bom isso essa a gente não ia o banco, maravilhoso ficar na fila do banco, acabou isso é, pode crer vou interromper brevemente pra te dar um presente obrigado, adoro presente nosso podcast caixa de suplementos maravilhoso eu tomo, tomo isso aqui é separado as coisas

Eu tomo vitaminas, hoje em dia uma dúzia de...

Mas enfim, vitaminas eu tomo faz tempo, já é bom. É, minha mãe que prepara a caixa, contando carinho ali. Muito obrigado. É, separa os que eu acho que combinam com cada pessoa. Não sei se eu vou acertar com você, mas vamos ver. Ah, é assim? Isso é feito especialmente? É, tem ômega 3, tem coisas assim importantes. Tem curva, curva.

Tem coisas que fazem... Só tem coisa de saúde, né? São suplementos que nós usamos e por isso, gente. Muito obrigado. Valeu. E aí temos aqui um QR Code na tela. Você pode escanear, já vai direto para o site oficial. Se não, você clica no link na descrição. Aproveita as promoções que estiverem rolando. Além disso, mais 5% de desconto com o cupom Leda 5. Ou Duda 5. Pode escolher o cupom que você quiser.

Com a equidade das suas filhas hoje? Uma tem 13 e outra tem 9. Ah, então também na fase que você tem que ficar atento à internet mesmo. Tem que ficar atento. Se largar, vai direto. Só a internet existe. Só a internet ruim, né? Só videozinhos. Um ou esses jogos que vão pra sempre e tal. Mas elas brincam também. Porque a gente... Porque toma conta. Tira um pouco da internet.

Não dá pra ficar, não dá pra fazer mais nada sem prestar atenção na vida, né? Se você não prestar atenção no rótulo, você vai comer um monte de porcaria. Se você não prestar atenção na internet, a filha vai fazer um monte, vai vir um monte de porcaria. Tudo você tem que prestar atenção. Prestar atenção é uma palavra de ordem atualmente. Fora os lobbies, né? De, não, agora ovo faz bem, não, agora ovo faz mal. Café faz bem, não, faz mal.

E você segue essas regras? Como é que você segue? Não, é uma coisa ou outra, mas uma vez eu pensei até, se eu fosse comer tudo que falam, assim, você tem que comer, sei lá, um tomate por dia para evitar isso, uma castanha, uma não sei o que, uma mesa de coisa. Isso é difícil, né? Eu me alimento relativamente bem, mas me permito também mamar uns leite moça de beijinho.

Cara, lembrei de uma coisa muito doida que aconteceu aqui e a primeira pessoa que eu vi publicamente a usar um hoverboard foi você, no dia e noite, ali, andando pra lá e pra cá. Aí, alguns anos atrás, eu dei de presente pra minha filha um hoverboard. Aí quando ela tava começando a aprender a andar bem e eu comecei a baixar a guarda, ela se estavacou e, blum, quebrou o braço.

Aí, cara, você continua usando o Rovey Abode? Continuo, direto. Porque ele é muito potente, né? Ele é sensível, ele é potente. E aí as crianças talvez exagerem mais, não tem aquela noção de, né? Bom, agora eu tô muito rápida e tal, né?

Mas eu vi o Luan Santana com um deles. Aí primeiro, num videozinho. Eu primeiro vi aqueles grandes, né? Com alça. É, do segurança de shopping. De segurança. Eu falei, nossa, isso é demais, né? Eu gosto muito de tecnologia e tal. Sim. E não consegui que nenhum segurança me emprestasse. Eu tentei. Eu queria pedir.

Mas daí eu vi que tinha esse, sem alça. E eu falei, pô, vou comprar, vou experimentar e tal. Eu já andava de skate. E me dei bem, consegui e tal. E sabe que, por minha causa, eu tinha um daqueles com a roda pequena. E o cara me viu andando de noite.

E falou, olha, isso parece legal. E daí ele comprou, sei lá, uns quatro, cinco, vendeu tudo. Aí ele começou a comprar mais e ele abriu uma loja e tal. Depois, mais tarde, ele me agradeceu, eu nem sabia disso, me dando um daquele que eu ando hoje em dia com a roda grande, porque ele falou, olha, foi por sua causa que eu me dei bem na vida.

porque eu estive andando nisso e tal. Não, se você tivesse trazido uma marca tua assinada naquela época, eu ia ter vendido dezenas de milhares de unidades. Com certeza. Esse tipo de visão, mas eu gosto daquilo. Lá no SBT é onde eu ando mais, que é tudo plano e tal. Mas já foi Leroy Merlin, essas coisas. Supermercado grande.

Eu fui uma vez no shopping Morumbi e o cara veio me chamar a atenção com um desses. Eu falei, mas você tá com medo? Não, não, mas eu tenho permissão. Ele não queria que você usasse? Eu não queria que eu usasse. Mas eu falei, mas por quê? Ele não conseguiu dar uma resposta também, né? Pode causar um acidente e tal.

cara, sabe uma coisa que eu acho que vai dar uma super virada já tem uns 15 anos que eu fico achando isso ainda não chegou esse momento de exoesqueleto pra minha mãe andar pra pessoas de mais idade porque

a população está envelhecendo e está tendo cada vez mais capacidade de qualidade de vida. Eu usaria. Hoje está na capa. Hoje está na capa. A população crescendo, tendo menos filhos, etc. Que você fala em toda entrevista. Está na capa do Estadão. Hoje é capa do Estadão essa matéria. Mas você não acha que exoesqueleto também para a pessoa da terceira idade, mas para a pessoa que carrega a mala no aeroporto.

o joelho agora eu posso pular mais alto você já deu uma viajada nessa? é só teoricamente porque aqui não vende se vender custa uma fortuna hoje em dia já tem no Instagram quanto mais você segue isso é uma doideira dos algoritmos quanto mais você interage com o assunto mais eles te jogam aquele assunto nunca mais falam e eu mando tudo pra você

Mas acho que eu nem abro, né? Eu abro um pouco. O Marcos Klein, nosso guitarrista, ele tem gato. Daí ele começou a me mandar vídeo de gato, as gracinhas que gato faz. Daí eu também comecei a mandar pra ele. Daqui a pouco só tem...

Você tem gato? Eu não tinha. Minha mulher quis ter para as meninas e tal. Então, mas antes disso, já a minha timeline, gato, gato, gato. É uma coisa. Se eu pesquiso, o meu tipo de pesquisa não é só minha.

Eu pesquiso coisas pro programa, porque, né, que música eu vou tocar pra certo convidado e tal. Então é meio louco, né, e vem de tudo. Mas os gatos estão ganhando. E você recebe todo dia, quer dizer, no dia que vocês gravam, não gravam todo dia? Não, a gente grava segunda, terça e quarta, semana sim, semana não. Agora. Então você recebe os nomes das pessoas? Isso, eu recebo quem vai tocar. Eu procuro onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde

Qual é o campo de atuação? Às vezes já é alguém famoso, né? Um artista, procuro tocar uma música dele. Ou sempre alguma música que tenha um pouco a ver com o entrevistado, né? E pra nós, como músicos, isso é ótimo. Porque a gente acaba tocando, expandindo o nosso universo. Tocando coisas que eu jamais imaginei que ia tocar.

acompanhando o Chitãozinho Chororó, acompanhando a Cláudia Leite, né? Isso não estava fora do nosso universo. E já fizemos também coisas com o Baixista dos Ramones ou quem mais que veio.

Enfim, sabe, a gente tem essas oportunidades de tocar com um gentil. Amplia muito. Amplia muito, a gente importada, a gente nacional, Elza Soares, acompanhá-la também. Tim Maia não, mas o cara que imita o Tim Maia. Então, nós tocamos também.

Então a gente, pô, toca de tudo lá, né? E a gente dá um pouco da nossa personalidade. Eu tô com 69. Mas quantos anos você tá lá no SBT? Ah, lá eu tô 13 anos, porque tem antes dois anos ainda de Bandeirantes, né?

13, 14 anos por aí. 2011. Nossa, não. Vai fazer 15 anos. Esse ano, 15 anos. E você vai fazer 70. Eu vou fazer 70 esse ano também, fim do ano, setembro. Mas corpinho de 69. E filhas pequenas, né? Para 70 anos. Os filhos pequenos. Os dois pequenos, eu gosto muito. Foi bom, sabe? Porque eu viajava muito. Eu queria estar perto deles quando eu...

delas ou deles, né? Quando eu tivesse filho, né? E naquela época, além de...

Não viajar muito, dormia no horário, dorme no ônibus, chega em casa às seis da manhã, coisa esquisita. E hoje em dia eu posso ter essa vida mais normal, né? E você, esse medo de avião surgiu quando? Você disse que não tinha quando eu era menor. Eu não tinha mesmo. Eu comecei a ter, acho que de tanto andar, provavelmente, eu não sei. Tive alguns voos, assim.

sabe, teve, acho que o pior deles, eu tava no avião, não tinha desoficiência nem nada, o avião bateu em alguma coisa, no ar, né, e depois me explicaram o que era, mas a sensação, pum, foi um barulho grande, voou coisa, e daí em seguida ele começou a cair, e depois continuou, me explicaram, pode ter sido isso.

Não sei porque o piloto não desviou, mas ele pega uma nuvem carregada, a nuvem congela. O avião está preparado para aguentar o baque, mas pum, como se batesse mesmo no gelo. E o procedimento seria soltar o avião para passar por baixo. Isso me explicaram, talvez seja isso. Esqueci de perguntar para o Lito quando ele esteve no programa.

Mas nós chegamos branco lá e tinha imprensa esperando a gente. Lá foi em Santa Catarina, em Florianópolis. Chegamos e pareciam uns fantasmas. Mas não sei, teve vários. O avião chegando, a remete, chuva com raio.

E a gente estava no avião quase todo dia. Porque também, depois, quando eu comecei a andar de ônibus, a gente começou a fazer a turnê, tipo, vamos subindo, depois vamos descendo, enfim. Mas nesse tempo, não. Era Porto Alegre, Salvador, sabe? E todo dia, fora. Vamos fazer um programa no Rio? Vamos. Pum, volta, né?

E acho que de tanto andar eu comecei a comer, eu não sei. Eu sei que eu tive síndrome de pânico também, isso antes. E ninguém sabia o que era. Então eu tinha aquele medo que eu aprendi a controlar sozinho. E muitos anos depois já...

Há uns 20 anos, acho, que eu ouvi um médico falando sobre isso no programa, do Serginho Groisman, e falei, ó, tem remédio pra isso? Tem cura? Não tem cura, tem, como é que fala? Tratamento? Controle. Controle, exato. E eu tomo remédio todo dia e há muitos anos não tenho uma crise.

E, então, isso também melhorou muito, mas eu acho que eu fui tirando, porque nessa época eu não ia lugar, multidão, cidade muito pequena, onde eu não pudesse ter um hospital, sei lá, tinha uma série de restrições por causa do pânico. E acho que eu fui deixando o avião sobrou, sabe? Não, deixa assim. Porque, além disso, mesmo sem medo... ...

não é muito confortável, né? Assim, o ar é diferente, não tem hora, bom, eu vou agora. Não, tem um voo às seis da manhã, sabe? Tem as coisas... Às vezes o voo não tem atraso. É um ambiente muito ruim, porque você chega muito antes no aeroporto.

tem mais de 11 de setembro que tem raio-x pra tudo é, porque a gente vai com ônibus já teve ônibus nosso mas hoje em dia é ônibus alugado você fala, oh, tô com fome, para aí você meio controla eu acho que o medo era meio isso eu não ter controle sabe, enquanto eu tô no voo

Eu tô na mão do piloto, né? É verdade. Completamente na mão. E às vezes com fome e tem turbulência para o serviço de bordo. Uma das coisas, falando também de tecnologia e de sociedade logística do Brasil, uma coisa que faz muita falta aqui no Brasil que já teve no passado, é sistema de trem, né? Uma malha. É verdade. A gente faz trilho, não tem trem pra botar.

Mas é, economizaria muito em estrada, em frete, roubo de carga, enfim. A gente tem a malha meio perdida, né? E podia fazer mais. E esses trens super rápidos também, né?

Nossa, já pensou um trem bala Rio-São Paulo? É. Seria uma barata com restaurante dentro, né? Você pode tomar um café, comer, andar, ver a vista. Aqui é super marido. Tem umas experiências muito restritas, né? Tem um trem em Paranaguá. Eu adoro aquele trem.

Eu cheguei no trem de prata que ia para o Rio, demorava mais, mas era de noite e era esse conforto. Dorme, toma banho, enfim, tinha uma cabine, restaurante, bar, você vai... Eu vi uma vez em São Paulo de trem também. Ah, é? Do Rio para São Paulo? Do Rio para São Paulo. De trem. Até que ano que teve? Não sei até quando. Mais ou menos.

Anos 80. Eu nasci em 83. Então foi bem antes, acho que no final dos anos 70. Quando que parou, você perguntou? Quando eu andei nesse trem, eu acho que foi no final dos anos 70. Viajaram no trem? Bom, eu fui já durante a minha carreira, acho que até os anos 90 e pouco, começo dos anos 90 tinha, depois não sei porque acabou. Esse trem lá em Paraná, que vai de Curitiba a Morrides.

É muito interessante, é lindo e a paisagem é linda. E tem o vagão de restaurante. É muito confortável, é bonito, bem montado, sabe? Vale a pena, uma viagem que vale a pena fazer.

Ô, Roger, e o que você gosta de fazer com as tuas filhas? Vocês vão andar de hoverboard? Você vai no parque, vai passear no condomínio? Não tocam violão. Agora estão começando a ter algum interesse em música. Eu nunca forcei nada. Porque também não é uma carreira assim garantida. Tive sorte, tive talento. Tive aprendendo violão desde pequeno. Estudei flauta, fiz faculdade de música e tudo.

A Ceraflame é uma marca brasileira com mais de 60 anos de tradição, fundada por um casal de imigrantes alemães que começaram produzindo canecos de sope. A Ceraflame é referência mundial em cerâmica refratária, que é uma cerâmica especial resistente a choques térmicos, ideal para você cozinhar de forma prática e saudável.

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No link da descrição você já vai direto para o site oficial e se você usar o cupom ROSNAGLI, 15% de desconto. Bom, né? Quando eram bem pequenas, a gente brincava que era um tipo parque de diversões, eu fazia escorregador, sabe? Estava reto, acendo a escorregada. Fazia um dos parquinhos, aqueles de gira-gira, fazia várias brincadeiras com elas na piscina, em casa mesmo e tal.

E tem umas que elas gostavam muito que eu me deitava assim na cama, eu deitava nas minhas costas e eu falava, ah, o barco tá tranquilo, o mar tá gostoso, mas de repente tem um furacão. E elas tentavam se segurar em cima.

Mas brinco muito com elas. Normal. Eu gosto de criança. Tenho jeito assim. Eu falo de igual para igual. Mas eu sou crianção.

quando eu era criança eu me sentia um adulto, agora que eu sou um adulto, eu sou uma crianção e tal. Então eu falo com elas normalmente, não tem aquela coisa, que bonitinho, brinco, sacaneio, faço pegadinha. Então, elas para aprender a não tomar bullying na escola. Mas não tem uma brincadeira específica hoje em dia. Agora, quando eu era menores, tinha essas todas que eu estou falando.

E outras, mas... Você sofreu algum bullying nessa época de escola? Tinha um pouco de bullying, sim, por eu ser primeiro aluno da classe, essas coisas assim, isso no primário. Eu...

Enfim, era fácil para mim, quando eu aprendi a ler cedo e tal. Você tem um QI privilegiado mesmo, né? Acho que sim. Bom, eu fiz vários testes. Eu fiz uns testes para entrar para a faculdade. Foi a primeira vez que eu fiz teste, porque eu queria fazer música. E meu pai falou, não, música não. Você vai escolher outra profissão. Então, eu fiz um teste vocacional. Junto com o teste vocacional, eu tinha esse teste de QI.

que deu muito alto e tal.

eu não sabia para que aquilo e tal. Mais tarde, já na faculdade, eu levava a mim empurrando, assim, né? E meu pai falou, vamos fazer outro teste e tal. Deu de novo, deu alto e tal. E depois teve a mensa, quando eu vi a matéria sobre a mensa, eu falei, será que é verdade aquilo? Vamos tentar de novo. E deu de novo e tal. Mas não é assim um superpoder, né? É uma capacidade, você tem de ligar os pontos mais rapidamente e tal.

Mas enfim, então no primário era assim, meu pai não era, meu pai era esportista mais de atletismo, ele jogava martelo, nadava e tal, então não era um pai que me ensinou a jogar bola, por exemplo. E eu então, sabe, para criança isso é muito importante, jogar bola, né? Então eu...

Meu pai, eu me lembro, então na escola eu tinha essa dificuldade, eu era um aluno, um bom aluno, não jogava bola, né? Então tinha um pouco de, não era nem bullying, mas era um pouco de tentar afastar, mas eu não ligava, desde pequeno mesmo.

Minha mãe, principalmente, me ensinava não, se o cara tirar só de você dá risada, sabe? Não leva pra casa, ou se te provocar, você vai lá e briga com o cara e tal. Então tinha essa diferença. Aprendi a me virar também com isso, né? Quando chegou o ginásio, eu já vi que, bom, isso aqui, ser sempre o primeiro não é muito bom.

sociedade, né? Então eu ficava lá em décimo e tal, já tava bom, né? Não ficava de exame, não ficava de segunda época e tal. Mas assim, bullying, de cara me sofrer, fazer me pegar. Uma vez, foi engraçado, eu morava bem, quase em frente à escola. Eu saí,

da escola, um aluno que já tava provavelmente no colegial nos últimos anos no ginásio tava na primária ainda me passou uma rasteira daí eu, pô, qual é? Fui tomar satisfação o cara, é, que que é, não sei o que daí começou a dar tapa e tal eu tentei revidar, mas ele era muito maior que eu, agarrei no casaco dele e comecei a jogar, mas

Minha mãe costumava sair pra ver se a gente tava vindo. E daí ela viu. Ela veio correndo de lá, meteu uma bofetada na cara do cara. O cara, no dia seguinte... No dia seguinte, o cara tava com a bochecha vermelha. E eu, o que que eu fiz? Eu não levei pra casa. Eu ia apanhar, mas eu fiquei segurando o cara lá. O cara, quando viu, que tá... Você vai ver, né?

E então eu brigava muito na escola, não porque eu fosse briguento, mas porque eu não levava desaforo pra casa, entendeu? Então, uma outra vez um cara grandão também, ah, vamos brigar, tinha uma vilinha perto da escola, que a gente brigava na vilinha.

Vamos lá, cara, vamos ver se é grande, mas não é dois. Vamos ver. O cara, não sei se arregou porque ele falou, mas eu não vou bater no moleque. Ou porque ele falou, o que esse menino tem que eu não sei. Esse cara é maluco, né? O meu pai me pôs no judô, por exemplo, desde pequeno. E eu sempre tive esse espírito também gozador. Então, sabe, o cara tentava tirar a sarro.

Não pegava. E seu pai fazia o quê? Nunca tive apelido. Meu pai era engenheiro agrônomo. Minha mãe era professora de inglês, mas... Mas salvava o filho quando ele se metia no meio de casa. Mas salvava o filho quando ele se metia no meio de casa. E explicava essas coisas também.

Ela mesmo, uma vez também, um amigo meu entrou correndo em casa, tinha um murinho pequeno, ele pulou com um cara atrás dele. Eu estava regando o jardim e eu paro no cara, né? Daí entramos eu e o meu amigo em casa, minha mãe falou, não senhor, agora você vai brigar com o cara. O cara ficou esperando na porta, né? E eu fui, isso também foi engraçado. Em judô, você aprende a se defender, nunca atacar.

E eu peguei o cara e coloquei numa imobilização, que a imobilização é o seguinte, o cara não consegue mais fazer nada. Ele tá imóvel, ele tem que bater aqui, acabou a briga. Não ajudou.

Mas eu pede água, pede água, pede água. O cara pediu água e continuou brigando. Eu falei, ó, meu. Mas enfim, sempre me virei desde pequeno. Não tinha essa coisa não de... Ai, eu fiquei ofendido. E foi em São Paulo? Você cresceu em São Paulo? São Paulo, é. Eu tive o primeiro ano de vida, morei em Jacareí.

que meu avô tinha uma fazenda lá, e depois fui para Petrópolis, por causa do emprego do meu pai, até os três anos de idade, eu acho. Sabe o que eu até penso? Eu me lembro, deu dentro do avião, três anos de idade, vendo as nuvens. Eu fico pensando se isso não é parte do trauma, de eu não andar de avião. Por quê?

Pô, eu tava, sabe, vendo as nuas de cima. Não sei. Você nunca fez análise? Eu lembro dessa imagem. Você faz análise? Eu fiz um bom tempo, depois parei e falei, ah, tá bom, já não vai consertar.

Você não jogava futebol, mas eu lendo sobre você e vi que você é São Paulino. Oi? Você é São Paulino, não é isso? Sou São Paulino, é. E é assim, torcedor mesmo de hoje? Não, não, muito. É mais a parte de tirar sarro dos outros e tal, né? Teve anos, claro, quando São Paulo foi bicampeão mundial, fica muito orgulhoso e tal.

E eu mais tarde, apesar de não jogar bola quando eu era criança, eu sempre gostei, sempre quis jogar bola. E sempre tentei, entendeu? Mais tarde, já, adulto, já, com vizinhos, vamos jogar bola, vamos, aprendi um pouquinho e tal. Aquele rock gold.

da MTV. Ah, é, o Rock Go. Você jogou o Rock Go? Joguei quase todas as edições, é. Mas, né, nunca fui craque, né. Então, mas sempre gostei, sempre tentei, não deixava barato, não. E a porção músico, compositor e tal, como é que foi você? Foi meio porque eu queria outra. O seu pai disse, não, vai fazer outra coisa. Não, eu sempre gostei muito de música e sempre quis ter uma banda. Não, meu pai não, minha mãe tocava piano.

Esse meu tio e o irmão dela tocava piano e tal. Meu pai não tinha nenhuma relação com música, mas gostava. Ouvia jazz e tal, swing, essas coisas. E eu então comecei a... Minha mãe começou a aprender violão também, acho, quando eu tinha uns nove anos, por aí.

E eu comecei a ver o caderno dela e também fui aprendendo, né? Mais tarde entrei no conservatório e quando eu tava no colegial, uma menina entrou na... Eu quis ter uma guitarra com... Eu fazia comercial pra TV e eu tinha um dinheirinho que era meu, né? E eu quis comprar a guitarra com esse dinheiro, e meu pai falou, não, guitarra não. Isso quando eu tinha uns 12 anos, acho.

Então, guitarra não, atrasou um pouco, mas o violão eu continuei. No colegial, essa menina entrou tocando uma flauta doce na classe. Eu falei, ah, que legal, deixa eu ver, aprendi aquilo. Depois passei pra flauta transversa, porque a flauta, meu pai falou, não, a flauta você pode ser.

A flauta não faz barulho, sei lá. Coisa da cabeça dele. Então eu comecei com a flauta, comecei profissionalmente, acompanhando algumas cantoras e tal. Mas eu gostava mesmo da guitarra. Além do que a flauta você não toca o tempo inteiro. A flauta você dá umas intervenções e tal, né?

E daí, mais tarde, eu consegui comprar uma guitarra e comecei a tocar com os amigos. Mas a ideia era tocar na noite, tocar cover e tal. Mas coincidiu de ser essa época, né? O Edgar, que estava na banda, tinha a banda dele que compunha. Comecei a ver outras bandas que compunham e tal. A gente começou a compor.

E quando o negócio estourou, a gente tava com a banda, já tinha músicas e tal. Foi meio, sabe o pessoal falar? Sorte que tem a união de você estar preparado e saber reconhecer a oportunidade, né? E foi o que aconteceu. Foi bem na época, a gente... Pá!

mas o Peninha estava procurando, porque tinha tido a Blitz no Rio, estava procurando grupos em São Paulo, e a gente começou meio assim, de farra, e foi dando certo, claro que na hora que foi dando certo, vamos ver o que a gente precisa fazer para esse lado e tal, né?

E mesmo depois eu passei, né, dificuldade de banda se desfazer, outro viajar. A gente é amigo até hoje, a gente fala por WhatsApp e tal, mas é uma vida, né? O Maurício foi morar nos Estados Unidos, então cada um foi procurando outras coisas, querendo fazer a própria banda. E eu sempre mantendo, mantendo, né?

Agora, hoje em dia, eu componho, guardo as coisas que eu componho, mas não tem mercado mais para o que a gente faz. Mas tem mercado, sim, para os shows. A gente faz shows. Hoje em dia, eu também posso me dar o luxo de escolher os que eu quero fazer, mais perto de São Paulo, de ônibus e tal.

E aí, quantos shows você faz, mais ou menos, assim, por ano? E como é que é? Você leva a sua família junto? Você leva a sua família junto? Agora eu levo a família junto, entendeu? Então, é uma coisa mais... Tem muito show corporativo que a gente não põe na agenda porque é da firma, ou aniversário, casamento.

coisas mais fechadas e tem show aberto também, a gente faz né, e mas nunca é por bilheteria por exemplo, a gente vai com o cachê fechado, já sabe quanto vai ganhar, já sai daqui pra evitar também com a experiência, né não sai daqui sem o cachê garantido e tal e é gostoso, eu gosto muito de tocar uma foto

Eu não tenho mais que fazer o resto das coisas, que era divulgar. Na época você tinha, sei lá, 20 programas de TV, você tinha que ir trocentas rádios, não só aqui, como em qualquer lugar que você fosse, você tinha também a rádio para fazer e tal. Né? Tem essa partilha. Essa divulgação deve ser bem massacrante.

A divulgação deve ser bem massacrante. Era bem massacrante. De repente é a mesma coisa, porque ninguém vai fazer tanta pergunta original assim. É. Então você vai responder sempre a mesma coisa. No começo era tudo novidade. Vamos fazer chacrinha, vamos fazer bolinha, algia, tal, não sei o que. Depois, poxa, vamos lá, né?

de novo e tal, né? E vocês? Vocês já se esbarraram por isso? Sim, fiz o Jornal Hoje com ela. Nós fizemos um negócio muito engraçado com ela, que era o seguinte, nós gravamos, não sei se você lembra disso, nós gravamos as nossas falas e depois trocamos as pessoas, entendeu? Então, sei lá, o Leospa falava o que eu tava falando, sabe? Uma coisa assim.

Que barato. Foi quando nós sumamos lá no Jornal Hoje. Também tive no Sem Censura. Sem Censura, né? Teve. O Jornal Hoje eu não me lembro disso, mas é muito bom isso. Eu não tenho. Eu não tenho arquivo do Jornal Hoje. Não tinha. Não tinha essa coisa, né? Não tinha essa coisa.

Mas algumas pessoas, eu gravava, deixava gravando em casa alguns programas e algumas pessoas que eram fãs do programa gravavam e depois me mandavam. Então eu tenho alguma coisa, mas não tenho quase nada. Não, é capaz de eu ter. Minha mãe fazia isso. Sua mãe gravava.

Foram muitas e muitas fitas de vídeo. É, fitas de vídeo. Depois eu passei pra DVD. DVD. Depois o DVD também saiu de moda. Um fã fez isso pra gente. É, um fã que fazia isso, né? Minha coleção, mas a dele. Passou tudo pra um DVD. Fala, Mauro. Beleza, obrigado.

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A gente tem um monte de coisa digitalizada, mas tem um monte de coisa que ainda tá em CD. Mas até DVD hoje em dia tá obsoleto. É, como é que você vai ver um DVD? Não tem mais? Eu comprei um aparelhinho pra ver DVD porque eu queria ver a sua imagem. Eu queria ver você pequeno.

sentado na bancada do jornal hoje. A gente mandou pro Léo também várias vezes pro Léo pegar e passar pra internet. Como eu não podia. Ele não conseguia ver, eu comprei um aparelhinho que custou baratíssimo, desse tamanho, uma bobagem. Pra ver essa imagem. Um DVD-ROM você consegue baixar pro computador, né? Você bota ali e veja assistir. Você salva no computador e deixa no internet. Eu preciso digitalizar essa... Você tem o seu arquivo? Olha, eu devo ter.

Eu posso procurar Se eu tenho essa Em especial Porque foi muito Inusitado Tipo assim, eu vou falar Oi, boa tarde, como vão? Daí, entendeu? Filma você Com a minha voz Boa tarde, como vão?

Muito bom, muito bom. Eu sei que... Você já teve documentários do traje, da sua carreira? Teve um documentário também. O pessoal fala, ah, eu falo mal da Lei Rouanet, não sei o quê. Eu não sei como o cara fez o dinheiro, arrumou. Eu acho que nem foi via Rouanet, mas eu não sou, não é meu documentário. Esse moço quis fazer. A gente é o assunto do documentário, né? E ele lançou.

Talvez tenha Netflix, chamou o traje só. E teve outros também de escola que fizeram também um documentário sobre a gente.

Eu esqueci o nome, estou tentando lembrar o nome dele. É um francês, tem um moço francês que fez o documentário da gente, passou nos cinemas e tudo. Tem livros, né? Livros que escreveram sobre o Vogue. Essa memória é interessante, né? De preservar. Tem um livro...

com a história do Outrage, também foi uma estudante de jornalismo, hoje é jornalista, que escreveu. Tem livro do Arthur da Pieve, sobre os anos 80, tem livro também do...

Oh, coitado. Ricardo alguma coisa. Ricardo Alexandre fez um livro. Enfim, tem muita documentação sobre a gente, sobre a época toda, né? E hoje em dia se encontra muita coisa. Os fãs ainda me mandam, olha, eu achei isso aqui. E você, isso é muito legal. Não tem vontade de produzir alguma coisa com a tua assinatura, contando a história com ilustrações.

não tenho, sabe? que ia ser um barato eu boto uma pilha na minha mãe de novo vou botar aqui pra ela fazer um documentário da carreira dela da história dela o livro e o documentário você não acha que ia ser legal fazer? claro para esforçar as pessoas a concordarem com você não, não estou forçando

Mas eu acredito de fato que... Mas até o documentário que esse moço fez, eu fiz questão de não interferir, não ver, olha, fala isso de mim. Você faz. Entendeu? Me entrevistava todo mundo. E você gostou? Gostei. E o Trás ficou com a mesma formação muitos anos? Ficou, olha, a primeira formação teve 80 e...

81, mais ou menos até 89 uns 8 anos a segunda formação teve uns 11 anos e essa que está aí agora já tem mais de 20 quer dizer, o Mingau, né, sofreu um acidente e tal e como é que ele está?

Ele, enfim, ele tá se recuperando, mas ele não fala, se reconhece, a gente não sabe, porque ele não, tá, ele tá fazendo, sabe, a mão tá começando a, ele fica assim, né? Tá começando a ter movimentos, ele ri.

chora, mas a gente não sabe, não fala. Então a gente não sabe. Mas só de programa tem 15 anos. O André, que está agora no baixo, já esteve com a gente nos anos 90, agora voltou em definitivo. E com o Danilo nessa formação, vocês ficaram dois anos na Band?

É, dois anos na banda. Já vinha de antes, mas ficamos dois anos na banda, então agora vamos completar mais três esse ano no SBT. Tinha uma época que eu fazia novela no SBT, eu fui a primeira vez lá no Danilo, aí ele falou você pode vir, se quiser tomar um café aqui com a gente, pode vir. Eu, tá bom. Aí eu passei a ver sempre.

Aí eu tinha um cantinho na plateia que eu ficava lá assistindo as entrevistas e ficava conversando com o Roger com a galera ali. Ele fez um quadro de malhação também, né? É, lembra disso também. E o Fiuk foi dar entrevista e eles, pô, vamos fazer o múltipla escolha aqui, que aí o Murilo Couto fez malhação também. O Murilo Couto tava lá no...

Mas você fez Malhação também não. Eu fiz três bilões de emergência em Malhação, que foram três temporadas de dois meses, assim. Participações de dois meses dentro do final da temporada. Eu dizer, noite tem muito isso, que é muito engraçado, a coisa do Danilo. O palhaço amendoim, por exemplo, ele ia na plateia, vicia de palhaço e tal.

Aí começa a convidar pro programa. Sabe? Então ele vê uns caras... Acha uns caras esquisitos na rua. Vamos lá no programa. Obrigado pelo esquisito. No seu caso não foi esquisito, mas... Começa a frequentar e ele já... Vira a pauta, né? Vira a pauta.

Mas é um barato trabalhar, fazer aquele programa. É muito legal. É muito legal mesmo. O clima da equipe sempre foi muito próximo. Todo mundo muito maneiro. A gente se encaixou muito bem, sabe o que tem que fazer. Entendeu? É meio livre, assim, né? Embora tenha um roteiro.

tanto mais pro Danilo, né? Mas a gente tem a liberdade de interromper o hora que quiser, falar o que quiser, fazer o que quiser lá, porque ainda mais que é gravado. Se não der certo, edita e tal. Mas é muito o fundão da quinta série, assim, né?

Então é aquelas mesmas piadas, e é isso que mantém o programa. É isso que alimenta o telespectador. É, eu acho que é essa espontaneidade. Hoje em dia, por exemplo, eu trabalho no SBT, não é pelo salário. Eu comecei ganhando muito bem e foi diminuindo. É, por causa da crise da TV e tal.

E eu falo, graças a Deus eu posso trabalhar porque eu quero. Porque...

Além de ter sempre um palco montado, eu chego, posso ficar tocando lá, já estava. Coisa que, apesar de eu ter um estúdio em casa, sabe, todo mundo tem estúdio em casa hoje em dia, que é fácil também, né? Essa é outra coisa das gravadoras. As gravadoras tinham que bancar, porque um estúdio era uma coisa caríssima. Hoje em dia você grava num iPhone quase. Num iPhone quase não dá pra gravar realmente. Mas...

Então, gravar um computador, você tem um estúdio em casa, né? Então, mas lá a gente se une, lá. Chegamos lá e tá todo mundo junto. Coisa que não aconteceria fora, sabe? Ou eu venho aqui em casa, vamos tocar. Não aconteceria, né?

E esse ambiente, engraçadaça e tal, fundando em quinta série, a gente fica lá fora as oportunidades que tem, às vezes, com os artistas estrangeiros, conhecer, tocar com eles e tal. Então, eu me divirto muito, gosto, gosto muito de fazer o programa, mas...

Ao mesmo tempo não pode também, né, montar em cima. Precisa dar valor porque a gente faz lá na emissora, né? Agora, você tem uma rotina como músico? Você toca todo dia? Todo dia eu toco, mas não assim, bom, vou estudar uma hora.

Eu fico vendo TV, pego, aí lembro de uma música, será que eu sei tocar essa música? Ah, tiro, ah, sei tocar. Se eu não sei, hoje em dia também é muito fácil você procurar na internet a cifra e tira. É diferente quando a gente...

Começou, era basicamente Beatles que a gente tocava, mas também Jovem Guarda, Rock and Roll Antigo, e também umas coisas que estavam aparecendo na época. Mas você tinha que ouvir o disco e tirar, né? Minha mãe tinha me dado um livro com todo o repertório dos Beatles em partitura, que eu sei ler também, mas não era a mesma facilidade, sabe? Tinha que tirar os vocais, por exemplo, dos Beatles, era...

escutando, com 16 rotações, né? E hoje em dia não. Tem tudo. Vídeo explicando como são os vocais, ensinando a tocar, ou simplesmente a gente que já tem um conhecimento, cifra, tal. Hoje em dia é moleza. E eu todo dia toco. Tenho um monte de violão em casa, tenho guitarra, amplificador e tal.

E fico tocando, né? Porque eu gosto. E eu ainda estou aprendendo. Aprendendo bastante ainda. Eu faço mais base. Mais acompanhamento dos acordes e tal. Mas também solo. Mas eu sempre gostei mais da base mesmo, sabe? Quando eu estudava violão pequeno, uma vez eu falei, ah, é solo e tal. O cara me ensinou um solo.

Mas isso é sem graça, porque precisa ter o resto acompanhando, né? E a base não, eu mesmo toco e eu canto, se for o caso e tal, né? E eu gosto mais, é ritmo, né? Eu tenho mais ritmo isso. E você em casa só toca ou canta também? Não, eu tenho muita vergonha de cantar, sabe? Eu só canto com a banda. Programas que pedem, às vezes, dá uma canjola, né?

dá uma cancha você não dá cancha a Rede Globo de Brasília olha, então a gente queria que agora você fizesse essa palinha aí desculpa, eu não faço isso e tal como não faz? tem que fazer não, não tem que fazer não eu cobrava ainda então se não tiver audiência hoje é no show eu falei, eu tô ganhando cachê eu não, eu não

E não é isso que o pessoal vai ver à noite. Não é eu tocando violão, é uma banda. Então eu vou embora. Não vai. Vou embora. É mesmo. Olha a arrogância.

Você é brigão? Eu não sou de eu provocar briga, mas eu não deixo barato, não. Desde pequeno? Desde pequeno, não é assim, não. Entende? E reclamo muito. Coisa para o consumidor, essas coisas, sabe? Ah, entregou errado. Ah, desculpa. Não, desculpa, não.

Ah é, não me diga eu conheço alguém que também tem uma veia assim, nem cidadão Não, eu queria o palco É, mas não é, tem que criar, né porque as coisas tem uma regra, né ainda mais com o que eu vi nos Estados Unidos que tem esse lance de concorrência um dos primeiros dias que eu tava lá e tal eu não sabia, mas tem aquela coisa de beber, você não pode pegar uma cerveja e tomar no McDonald's entendeu?

E eu não sabia. Então, eu pedi uma cerveja no liquor store e fui para uma outra casa comer. E tinha vitrine na frente, assim, eu pus a cerveja assim, e o cara, não pode, isso é ok e tal, né? Mas não era isso que eu ia falar, eu me confundi. Daí eu pedi um milkshake, e o cara, eu falei, olha, está com pouco açúcar, o cara levou para não se tocar mais no assunto.

Não cobrou. Porque eles têm medo que você reclame daquilo. Sabe? Porque tem a concorrência lá. Não, você não gostou daqui, eu vou lá. E aqui é aquele negócio que você falou na loja. Tá, tá. Dá uma vontade, né?

Eu não, eu aprendi diferente. Não, não é assim não. O negócio veio errado, você está me devendo. E você mora em São Paulo, onde o atendimento é muito mais atento. E online e tudo. E fora, não, não é só isso. É o aborrecimento que eu estou tendo. Não se não recebia a coisa certa, sabe? Eu perdi de fazer alguma outra coisa, sei lá. Mas eu reclamo. E muitas vezes tem um site até, o Reclame Aqui, que eu recomendo.

Você já reclamou muito no reclamo aqui? Sim, faço muito isso. Não é o cara chato, mas quando eu me sinto que não foi certo, vou lá mesmo. Isso é importante. Instalação, por exemplo, já resolveram, hoje em dia me dou bem com a firma e tal, não vou citar a firma.

Mas eu comprei, no começo tinha aquelas coisas do TV a cabo que dá pra gravar. Eu comprei com dá pra gravar. Veio sem. Daí ah não, mas agora você tem que fazer uma outra assinatura. Eu falei não, vocês erraram. Entendeu? E bota a boca no trombone, vou no Twitter e tal, e os caras porque tem que ensinar isso também eu acho, sabe? Porque a gente é muito banana, né? Ah, gente.

Desculpa. Ah.

tô pagando, não é favor. Acho que tem umas pessoas que tem esse temperamento, essa personalidade mais forte assim, que tem até quase como se fosse uma vocação de falar, dar voz a um monte de gente que não fala, mas sente também. Me pedem às vezes no Twitter, olha, é verdade, se dá pra você dar uma força nisso, entendeu? Eu, pô, tal loja, tal, sei o que, eu pô lá.

interrompemos a programação aqui para fazer um chamado. Pedir para você curtir, para você compartilhar esse conteúdo com todo mundo que você conhece, amigos e inimigos. E se inscrevendo também no canal, a plataforma entende que você quer continuar acompanhando esse tipo de conteúdo edificante. Você pode ser membro também do canal. É uma escolha sua, mas que a gente vai gostar muito.

O Clube dos Canais tem o membro apoiador. 1,99 por mês. Você dá uma força aqui para a gente continuar fazendo um trabalho sério de qualidade. Vamos continuar com a entrevista. E na política também? De vez em quando tem uns atletas. A política foi muito por causa disso. Lá para 2006, como eu falei, eu estava reclamando, comecei a ser patrulhado. Começou a ter essa perseguição contra mim.

E eu, no começo, não entendi, mas daí começaram a me dizer e eu comecei a estudar o negócio, né? Teoria de Gramsci, essa coisa, que estão há séculos, eles estão muito pacientes, a esquerda, no caso, né? E ele ia, sabe, vamos fazendo a cabeça aos poucos de todo mundo, aquele vai cozinhar o sapo em água fria, depois eles jovem, então... E eles estão já...

conseguindo o intento deles, né? E o intento deles, por observação, não é por preconceito, é ditadura sempre. É o Kim Jong-un, é o Fidel, é o Maduro, entende? É sempre esse, afinal. É o povo pobre e os governantes muito ricos. E eu já não concordo.

com essa coisa de todo mundo é igual. Sabe? Porque ninguém quer ser igual. As pessoas querem ter personalidade e tal, né? E mais, o que mais tirou gente da pobreza foi o capitalismo. Essa admiração que o mundo inteiro tem para os Estados Unidos é porque é um negócio que deu certo lá. Ah, mas causa isso, tem guerra. Não.

Isso são outros 500, mas o capitalismo é o que faz, o negócio é produzir, dar emprego, produzir dinheiro, não é pegar o dinheiro que tem e dividir, não dá para todo mundo. Se fizer a conta agora...

Quantos milionários tem no Brasil? Bilionários, soma tudo e distribui pela população, não dá. Vai dar, sabe, 100 dólares pra cada um, mil dólares, não sei, no máximo. Então, eu já fiz essa conta, não lembro o resultado, mas não dá. Agora...

o papo deles é muito cativante de que nós somos a população os bonzinhos e a direita que nós falamos que é aqueles caras da tortura são os malvados então tem essa deturpação da filosofia digamos assim e que eles estão ganhando teve a arte hoje em dia é ruim, é tudo porcaria é tudo porcaria

música e tal tem essa deterioração que é proposital e tem essa

Essa coisa de jogar uns contra os outros, não dá pra jogar o operário contra o patrão, porque o operário, assim que ele vira classe média, ele fala, ô, que legal. E aí acaba a briga. Então é preto contra branco, magro contra gordo, hétero contra gay, e o que mais eles conseguirem, sabe? Dividir pra governar. Dividir pra governar, pra vencer.

E quanto mais eu fui estudando e sabendo sobre eles, mais eu fiquei contra. Além da, como eu te disse, os caras estão me atacando, me atacam até hoje. Espera aí, eu vou mostrar qual que é. Entende? Porque é isso.

Eu sabe que tem muita gente que está equivocada, essa é a palavra, equivocada. Eles estão achando que era uma coisa que o brasileiro todo, durante anos, fazia. Ia na TV, eu sou contra o governo, então você é legal, isso aqui. Depois, agora não, você tem que ser a favor do governo, sabe? Mas como assim? E que governo?

Eu não quero que tenha tutela de tudo. O brasileiro acostumou a pensar assim, ah, meu vizinho faz barulho, devia ter uma lei contra isso, devia ter uma lei contra aquilo, né? A gente não sabe...

cuidar da gente, que é uma das coisas que eu falava também não é inútil, a gente não sabe tomar conta da gente. Então, ah, tem lixo aqui no meu bairro. Sei, porque vocês jogaram, ou ninguém catou, sabe? Lá não tem lixo. A pessoa, pô, peraí, não vamos fazer isso, ou vamos juntar associação de amigos do bairro, vamos fazer. Então, sabe, a gente tem muito uma foto,

Cair muito folgado mesmo. A gente quer sempre ter um pai, alguém para fazer, para tomar conta da gente. A própria campanha política é sempre nós vamos ajudar você, nós vamos fazer, nós vamos te dar isso, nós vamos te dar aquilo. Não, tem que dar, você tem que parar de atrapalhar. E a gente consegue. Para de ficar no caminho, que a gente vai atrás e tal.

Então, é meio isso a minha briga, não é, ah, porque é de esquerda e de direita, eu nem sabia o que era isso. O lance é essa... Bom, agora sim, né, sabendo dessa enganação, essa catequização, essa lobotomização que a gente vem sofrendo há 40 anos, mais, desde que eu sou pequeno, na verdade, de 8 anos.

Então, quando você percebe, você fala, não, e se você perceber, você fala, bom, azar deles, eles que se danem, mas é o meu país também, eu não tô fazendo isso porque eu sou um cara totalmente altruísta, não, porque eu vivo aqui, quero o melhor pra mim também, né?

Então, eu acho bom, se eu puder esclarecer essas coisas e tal, e também não deixar o bobão ficar falando mal de mim, sem provar nada, sabe? Porque muitas vezes é atacar o meu lado. Falo, não, defende o seu lado, quero ver.

aí fica difícil, sabe? Então, é isso. Já foi cancelado? Muitas vezes. Mas não conseguem, justamente porque tem muita gente as pessoas veem a minha coerência, na verdade sabe? É sempre eu não sair, opa, agora esse lado tá legal, tá dando grana, não, agora eu vou pra cá, né? Sempre, né? Aquela retidão de caráter, vamos dizer assim.

Então, não pega. Assim como eu não pegava o bullying na escola, não pega hoje, sabe? E é porque eu tenho, no fundo, eu tenho razão. Grande parte das coisas que eu tô falando, falo como é que é? Mata a cobre e mostra o pau, né? Não é só ficar xingando o outro lado. Não, fala aí, se defende, fala aí como é que é esse negócio seu aí.

Aí fica difícil, né? Mas tá cada vez mais forte também, né? Agora com esse escândalo, banco master e mais não sei o quê. Agora com esses escândalos todos e banco master e mais não sei o que lá. Não quer dizer que eu defendo o meu lado cegamente. Não, também tem defeito e tal. Mas, sabe, eu não quero o cara falando besteira de mim, à toa. Então, quer falar? Prova. Mostra aí o negócio, né? E nesse lado fica faltando.

então eu não fiz não briguei com ninguém outros brigaram deixaram de falar comigo mas eu não tenho isso tem gente que eu sei que é esquerdista há tempos e não tem problema nós vivemos todo mundo aqui nesse país temos que enfrentar isso eu graças a Deus tenho a minha condição estabelecida eu estou Gla Gla Gla

O burro na sombra, vamos dizer assim. Então não faz tanta diferença pra mim, a não ser essa parte dos ataques. Isso eu não deixo, não deixo mesmo. O pessoal fala, larga quieto. É gente que realmente você não sabe na internet. Você pode estar conversando com, brigando uma criança de 12 anos, você não sabe, né?

Mas eu falo, não, eu não deixo porque é uma questão de dar o exemplo aqui. Olha, eu estou mostrando, sabe, ele está xingando, eu estou mostrando que não é assim. Então eu faço questão disso.

É, talvez esteja errado nisso, mas eu faço questão. Mas quais são as brigas mais fortes que você já comprou nesse sentido? Primeiro, por exemplo, xingarão. Você não é petista, você é bolsonarista. Não, não é isso. Eu apoiei o Bolsonaro e apoiarei qualquer um contra o Lula, porque eu não gosto dele. Entendeu? Acho que ele é um vigarista. Eu noto, e não é só eu acho. Ele fala uma coisa e não cumpre.

E o papo dele é de enganar, vamos dar um churrasquinho, gesticula. Eu não gosto dele, entendeu? E pronto, não gosto dele, do PT e hoje em dia do pessoal da esquerda toda.

Mas, você perguntou os ataques. Então, chamar de bolsonarista já é uma tática de equivaler você igual um petista, igual um cara que apoia cegamente tudo. Entendeu? Já é um negócio assim. Antes era coxinha. Ah, tá coxinha. Ah, é bolsonarista. Não, e se você é bolsonarista, tem o pacote inteiro. Você é evangélico, você é, sei lá,

todo, o pacote inteiro, sabe? Se é a favor de armas, se é isso, se é aquilo. Meu, eu sou um indivíduo, tenho...

por crenças de um lado e de outro e tal. Não é você é bolsonarista. Isso coloca num, sabe, numa vala comum com tudo. Então é esse tipo de coisa, de ataque, sabe? Ah, você é a favor da tortura. Não, nunca falei isso a favor da tortura. Sabe, de onde o cara tira isso? Então eu faço questão de ir lá e falar, não, você tá falando besteira mesmo.

sabe? Porque é isso, você não é petista, então você é, como a esquerda vem fazendo você acreditar, você é a direita, a direita é a tortura. É extrema direita. É, só tem extrema direita. Não tem uma direita, né? Não tem extrema esquerda. O pai, minha perna tá doendo. Qual? A esquerda ou a extrema direita?

Então, né, eu não deixo quieto, porque, sabe, eu não sei nem o alcance. Às vezes um cara que tem três seguidores tá falando mal, mas eles vão ver a minha resposta. Não, e a gente, antes de criar o podcast, a gente pensou em chamar de despolarizando com os Nagli, pra juntar pessoas de vertentes diferentes e buscar o conjunto comum ali, e a bacana, né? Uh-huh.

Porque a maioria das coisas as pessoas concordam, né? Quando estão juntas no mesmo lugar, numa mesa de restaurante. E a gente já viveu assim. Já? Não, exato. Vai viver assim. Sim, eu me lembro dos anos 80. A gente, eu queria votar numa pessoa e os meus amigos precisavam votar em outra. E a gente convivia. Sem brigar, sem xingar, se chamar de genocida. De não sei do que, né? Pois é.

Sem ser extrema-direita, extrema-direita. Acho que isso foi a pior coisa que o Lula fez, foi dividir o povo dessa forma. Uma das, a pior, dentre várias coisas ruins que ele fez, essa foi a pior, e foi, não foi sem querer, foi um método. Tem método. Tem método, né? Dividir todo mundo.

E é terrível isso, porque hoje em dia você realmente não tem não tem como conviver. Mas acaba no... Igual essa coisa da anistia, por exemplo. Qualquer show tem 100 anistias. Não sei o que tem. Não, meu, não. Aliás, quando eu fui tocar... Onde é que foi, meu?

Teve um festival de rock, uma coisa assim. Quando a gente entrou, um grupinho começou a gritar sem anistia, eu ignorei e o show continuou. O grupinho morreu, calou e tal. Isso é sem anistia, porque os caras...

que estão hoje no poder foram anistiados, fizeram coisa muito pior. Aí um monte de velhinha que estava acampada lá, estava velhinha, pipoqueiro, o cara tudo... É a falta de humanidade até, né? Esse negócio de ser anistia. E a farragem, como se estivessem salvando o mundo, sabe? Ah, eu sou uma pessoa cheia de valores e tal. Isso é horrível. Nós estamos vivendo um período horroroso de...

Sabe, o cara faz um negócio e fala, sei, mas em quem você votou? Né? Antes do seu ato, saber se foi bom, se foi ruim. Peraí, em quem você votou e tal. E aí, eu espero que isso passe. Você acha que vai passar? Coi? Você acha que vai passar?

Acho que vai passar, mas vai demorar. Acho que vai passar, mas vai demorar porque já estão vendo os prejuízos financeiros alguns, com negócio de walk e tal, lojas que já voltaram na campanha, sabe? Por causa disso. E tá cansando todo mundo, essa briga constante. Na economia já há resultados. Na economia já há resultados. Então, quando acerta dinheiro...

o bolso, aí fica complicado. É, e vai cansar. Mas esse ano vai ser um ano difícil, né? Porque é um ano eleitoral, um ano com Copa, com eleição, tudo que acontece é politizado, né?

E pior que dissesse que resolve, não acho que ninguém vai resolver sozinho. Como eu falei já, é uma coisa de mentalidade do povo. E quem deveria ir esclarecendo o povo? Antigamente eram os artistas, nenhum deles, né?

ou também a imprensa e tal, não está fazendo isso, nem os políticos muito menos. Ninguém quer fazer isso daí, esclarecer. Olha, vocês não precisam depender do político para fazer tudo. Você pode ir sozinha. Olha, seria legal você estudar, seria legal você gastorrar todo o seu dinheiro com bobagem e tal.

Enfim, né? E a mentalidade de, olha, nós somos um povo só. No momento, somos um povo mais dividido que tem, né? Então vai demorar, vai demorar, mas eu acho que passa, sim. Se Deus quiser.

O que seria uma coisa que você defenderia? A liberdade de expressão, por exemplo? A liberdade de expressão. Quanto às armas? Você é contra ou a favor? Eu sou a favor porque eu próprio tenho medo de mexer com arma. Eu tenho medo em casa, então. Mas eu sou a favor porque...

Você fala, não, tem uma lei que não pode ter arma. Ok, mas os bandidos não respeitam a lei. Eles podem ter arma à vontade? Então tá injusta essa coisa, entendeu? Se os bandidos pensassem que talvez esses caras estejam armados, ele poderia arrefecer, né? Então, por causa disso, é uma questão meio de lógica até. Ah, mas acontece muito crime e tal. Mas os crimes também acontecem com a faca.

com porrete feminicídio, por exemplo, quase sempre com faca faca, estrangulamento então é questão também de educação e não é assim, ah, eu sou a favor, então tá liberado você vai no shopping center e compra uma arma não

Tem, né? Você tem um documento dos seus antecedentes, isso e aquilo. Então, como essa lei só vale para as pessoas ditas de bem, então é só favor. Aborto. Eu, por exemplo, achava, o negócio é que as pessoas cometem o aborto. Então, é melhor que seja no hospital.

de maneira cristã, não, eu sou contra o aborto. Mas por esse outro lado, né? Então não é tudo preto, branco. Tem os nuances todos aí. Tem várias nuances. E virou essa briga. Tem que ter o pacote inteiro. Mesmo da direita. Peraí, você...

É a favor de armas, sei lá. Não, a gente tem que ter do lado esquerdo. Mas pode falar uma coisa dessa? Isso não tá errado e tal. Não, meu, sabe? E não tem um que vai resolver. É a população começando a saber o que é, sabe? Um condomínio. Começa pequeno, uma família. Nem esse núcleo pequeno de família hoje em dia tá meio destruído, né?

Então é isso, o núcleozinho da família funciona. Antigamente funcionava bem, então funcionava bem quando tinha um grupo qualquer, um clube, uma cidade, um estado e tal. E hoje em dia está destruído tudo isso, o tecido todo da sociedade.

Isso é a cidadania, saber o que é cidadania. Não é fazer caridade. Quando tem uma tragédia agora em Minas, vamos todo mundo doar e tal. Daí eu, pronto, agora estou livre das minhas obrigações. Não, é o tempo inteiro. É construção, né? Você vê que quando tem uma tragédia no Japão, e daí o cara vai lá no supermercado e compra uma garrafa de água, porque tem outra. Aqui o cara compra todo o estoque e vende mais caro.

Esse tipo de mentalidade não pode ter, né? E isso era um valor que era quase óbvio antigamente e agora não é. Agora é só se quem puder. Será que é educação que falta? É, educação, mas não é educação...

que hoje tem, que é de catequizar pra esquerda educação geral, educação que a gente tinha em casa educação civilizatória é, educação civilizatória ou moral e cívica aquela coisa

construir mesmo construir uma sociedade uma sociedade porque é isso meu pai falava o seu humano não é uma lília eu ficava quando eu queria fazer uma coisa, sei lá, sozinho você tem que saber que você vai viver em sociedade, e pra viver em sociedade não é só

Ah, é tudo meu, o resto que se dane. Não, você tem que pensar no outro. Aquela frase, o meu direito acaba no começo do outro, aquelas coisas. Todo mundo sabia isso. Isso dá certo, inclusive. Isso a gente já sabe que dá certo.

E tem uns movimentos que também te colocam naturalmente nesse lugar de responsabilidade, por exemplo, a paternidade, ou você abrir uma empresa, uma organização que dependa ali da tua organização. O cara abrir uma empresa, por exemplo, é um perrengue gigantesco.

Tem que pagar o governo, tem que pagar imposto, tem que pagar imposto do empregado. Então isso trava o Brasil, não cresce. Não ganha dinheiro para crescer. E quando tiver todo mundo ganhando dinheiro, muitas dessas picuinhas acabam também. Essas picuinhas é muito de...

O esquerdismo, de maneira geral, é muito de rancor, de inveja. Ao invés de eu não quero crescer igual a ele. A mentalidade do americano, opa, eu quero crescer e ser igual a ele. Não, eu quero que ele caia e fique no meu nível.

esse tipo de coisa que é um pensamento bom, ele fala por que é bom? Porque você acha? Não, porque a gente vê dar certo aqui, ali, ali e tal né? O livre mercado ele tem essa função de todo mundo vira cliente e comprador todo mundo é sócio, todo mundo é cliente

E também, naturalmente, o mercado tende a alocar os recursos escassos para a pessoa que está querendo investir naquele recurso escasso, da forma mais ágil possível. Em tudo, indústria, medicina, não tem esse ânimo de crescer. O cara aqui, quando ele se desenvolve...

o suficiente ele sai do país, porque não encontra aqui um ambiente bom para prosperar. Então afirma, sai do país, ou as grandes cabeças que vão trabalhar, sei lá, na NASA, qualquer coisa, porque não tem onde ficar aqui.

O Brasil tá... Com isso o país perde. O país é que perde. É triste. Mas como é que você vê o mundo daqui pra frente? Porque ao mesmo tempo também o mundo tá cada vez mais interligado.

Porque surge o Sei lá, o chat EPT O aplicativo baixado Chegou a um milhão de usuários Mais rápido, né? Essas coisas assim A gente usa O telefone também Com o sistema, a internet Inteligência artificial A gente usa o telefone até pra telefonar

É, não, mas assim, e aí a gente acaba tendo acesso a serviços, culturas, e a sociedade também tem uma frente descentralizada, que não depende de regulação, porque a regulação tende a demorar muito mais para surgir, a sociedade se organiza, resolve os problemas, depois vem a regulação e fica tentando engolir tudo.

corta, principalmente aqui. Você lembra que aqui no Brasil a gente tinha fila pro telefone, o telefone custava uma fortuna. Quando eu fui morar lá nos Estados Unidos, você ia na telefônica, eles olhavam o mapa, tudo com microfilme, não tinha internet. Microfilme, olhava a sua casa, ah, sua casa já tem um ponto. Toma o aparelho, você ia pra casa, ligava, tinha a linha telefônica.

Isso é porque tem concorrência, porque tem estímulo à produção, ao progresso. Aqui só é estímulo ao regresso. Não, não, vamos controlar daqui, eu quero ficar com tudo e tal. Então eu acho que agora nós estamos num ritmo...

Super frenético por causa da inteligência artificial, por causa da tecnologia. Os componentes de um celular, por exemplo, é coisa que não dá para ver. Tem que ver no microscópio, sabe? Uns transistores super minúsculos e tal. E agora, o próprio computador...

faz outro, entendeu? Eu preciso de um carro assim, o computador bola o carro, então tá indo tudo super rápido. Aí nós vamos ter que nos adaptar, muitos empregos vão sumir, o meu próprio emprego, sabe, não some geral, porque você precisa muito, ainda precisa assim de talento, mas tem, você vai num aplicativo e fala, eu quero uma música, ele faz.

Então jingle comercial, por exemplo, já era. Os caras fazem lá em cinco minutos. Já vem gravado, mixado, com a letra, sabe? Muitas profissões vão sumir, né? Porque os computadores vão fazer tudo. Daí, o que nós vamos fazer?

a gente precisa começar a pensar nisso. Começar a pensar nisso. Como é que a gente pode superar isso? Acho que muita profissão vai surgir também, igual quando começou a prensa. Talvez a gente escrevia livro à mão. Essas profissões sumiam. Falta do que fazer, talvez.

incentive a arte, não sei, a pessoa pode pintar, escrever música, sei lá, fazer outras coisas, não sei, mas o fato é que a população mundial vai ter que se adaptar a muita coisa. E o que tem de guerra hoje em dia também, principalmente lá coisa de religião, de...

É muito... Você tem religião? Sim, eu sou católico. Eu não sou católico praticante, também discordo de algumas coisas, de igreja e tal, mas eu sou católico, eu rezo e tal. Mas assim, nunca foi minha mulher.

não é judia, mas ela é filha de judeus, quer dizer, ela é judia mas também não é praticante mas nunca tive essa coisa com religião mas hoje em dia está tudo isso religião tem que ser hoje em dia está tudo a flor da pele todo mundo nervoso todo mundo rosnando pra todo mundo tá sobrando

Então eu acho que não vai ser no meu tempo ainda, mas vai mudar, o mundo vai ser outra coisa completamente diferente dentro de... Se for dentro de 50 anos, eu espero estar lá ainda. Com a evolução da medicina.

O que você faz assim de exercício? Eu lembro que tinha uma época que a gente conversou, você pedalava. Eu ando de bicicleta dentro do meu condomínio. É, é só. Eu faço isso. Ando de bicicleta. Há cinco anos eu ainda surfava e tal, mas hoje em dia é só isso. Ando de bicicleta e procuro me alimentar bem. Não é que assim, ah, eu adoro andar de bicicleta. Não, eu preciso.

Eu odeio fazer ginástica, na verdade. Então, mais tarde, se um médico me disser, olha, você precisa fazer flexão, daí eu vou fazer flexão. Eu não tenho essa disposição que você tem, por exemplo. Entendeu? Sozinho, eu falo, ah, eu não preciso. E tem muito... Para você crescer, você precisa ter uma alimentação diferente, você pratica.

E precisa manter aquilo. Separar. É, tem que repetir. Então, isso não é uma coisa que eu queira como meu hábito. Eu preciso dos meus braços para tocar guitarra. Ou para botar uma mala na prateleira de cima. Então, é isso que eu preciso, entendeu? Não precisa ficar gigantesco. E eu comecei a andar de bicicleta porque é das coisas...

menos chatas pra mim e porque o médico falou que eu tinha que fazer ginástica. Ok. Entendeu? Você anda todo dia? Não, anda todo dia. O mínimo. O pessoal falou que duas horas e meia por semana. São duas horas e meia por semana.

às vezes três se o dia estiver bonito e tal mas aí você sai com as tuas filhas também com a tua mulher pra andar de bicicleta porque é uma coisa que ajuda também é você se eu pudesse sair tranquilamente na rua eu ando dentro do condomínio por causa disso porque eu tenho medo de ser roubado sabe, é uma bicicleta cara e tal, meu condomínio tem subida, descida, então precisa daquele pedaleque que é um ajuda no pedal, né onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde, onde

Um motorzinho. Mas eu gostaria de passear pela cidade de bicicleta. Não, não, eu digo, até no condomínio. Você chegar e falar, ah, vamos pedalar. Você leva suas filhas, sua mulher. Não, teria que ter quatro dessas bicicletas. Elas não, nem sabem andar de bicicleta, pra falar a verdade. Já tentei ensinar, elas não...

não aprenderem, não se interessar elas brincam a mais velha joga futebol na escola faz aquelas coisas de trapézio com circo e tal ela faz uns ginásticos ginásticos artísticos e a pequena brinca de correr da idade dela e tal mas não faz ginástica não somos uma família muito de ginástica

De ginástica. Nós somos uma família musical. Também não somos muito, não. Eu toco, as meninas gostam, vão nos shows e tal. Mas também não... Por enquanto não manifestaram nenhum dote artístico. Mas a gente é uma família que se dá bem. É legal. Família de margarina.

Uma coisa que funcionou muito bem aqui com a minha mãe e também comigo, a gente começava a jogar coisas junto. Teve umas férias que a gente jogou dano pra caramba, dominou. A gente jogou às vezes junto, stop.

Ah, stop, agora nessas tésas a gente descobriu o stop, né? Stop é legal, eu gosto. A Mari, minha namorada, puxou essa onda do stop. Aí é bom, né? Tinha um jogo, já que você joga aí com o pessoal, eu gostava muito, chamava Killer, que é, você distribui as cartas pra cada um, uma carta pra cada um. Uma dessas cartas é o rei, é o K, né? Então, esse cara é o Killer.

Então ele tem que matar as outras pessoas na mesa. Dando uma piscada. Mas tem uma das pessoas que é o detetive. Ele não pode ver. Então eu não posso sair. Entendeu? Então fica todo mundo com aquela cara. Ninguém sabe quem é o assassino. Ninguém sabe quem é o detetive.

Dali a pouco o cara vai morrer. E você matar o detetive acabou? Você ganhou? O killer matar o detetive acabou?

É, acabou. Mas se o detetive descobrir você... Aí acabou também. Acabou também, entendeu? O objetivo é você matar o maior número de pessoas antes de ser descoberto. Ah, vamos jogar. Ah, não, não. Se matar o detetive, não. Ele te acusa. Ah, não grava matar o detetive? Tem essa ainda. Você tem que tentar descobrir. Se você piscar pro detetive, ele fala é você. Ih, meio esquerdista esse jogo, obrigado. Meio esquerdista esse jogo.

muito bom, vou jogar esse final de semana vamos jogar? vamos eu não sou boa de jogo não, mas a gente vai jogar vamos testar todo mundo se entreolhando aí você percebe que ninguém tá me olhando agora

E quem morre não pode falar na hora também. Tem que dar uma disfarçada, daí morri. Minha mãe fala que não é boa de jogo, mas a gente foi junto no programa da Patrícia Bravanel. Ela me ganhou. E depois ela foi no show do Milhão e se deu bem pra caramba. Não, no show do Milhão. Eu fui. Eu queria ir no show do Milhão. Me convidaram pra ser os estudantes lá, sei lá. Falei, não, eu quero ir lá ganhar dinheiro mesmo.

Ah, queria que você fosse... Universitário. Isso, universitário, coisa assim. Eu falei, não, eu quero ir participar, mas até agora não consegui, não. Dia 8, agora é dia 8. Quando que isso vai ao ar? Ah, não sei. Bom, mas dia 8...

Eu vou participar do programa do Tom Cavalcante. Eu não posso falar, mas eu vou participar. Eu gosto desses programas também de jogo e tal. É bom. Eu já ganhei um do Tom Cavalcante, depois eu tirei o segundo lugar. Eu não sei se... Sempre que eu participo de um programa, você me escreve ali. Fala, pô, eu vi. Porque eu assistia sempre, é verdade.

muito bom foi muito divertido, obrigado por ter vindo eu estou falando é especial o Obzeca ainda porque pelo amor que eu tenho a vocês porque eu odeio sair de casa

Hoje a gente tá gravando uma sexta-feira e o Roger fala, puta, eu te esqueci, hoje é sexta-feira, o trânsito vai tá horrível. Aí a Verônica, não, veja bem, peraí, peraí, aí deu tudo certo. Eu fico muito em casa e podcast, às vezes demora quatro horas, sai falando mesmo.

E falando normalmente sobre si, que também é um negócio meio cabotino. Muito obrigado. Obrigado a você. Gosto muito de você. Obrigado. Eu gosto muito de você também. Nós também nos amarramos em você. Obrigado.

Então ficamos combinados assim. Eu esqueci de falar no começo, mas eu queria que você curtisse, compartilhasse, comentasse, mandasse para os grupos do WhatsApp que eu sei que você participa. Aproveita e compartilha, né? É, ótima ideia. E toda quinta-feira tem entrevista inédita aqui no podcast. Tem um monte de entrevista legal também, com gente interessante.

Então você já pode maratonar as entrevistas já publicadas e vem fazer parte aqui. Se inscreva no canal que a gente está agora chegando a 1.800.000 pessoas. A gente está bem feliz com isso. Vem, vem com a gente. Valeu. Valeu, até a próxima.