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Irã adverte Estados Unidos sobre risco de impasse militar no Estreito de Ormuz

05 de maio de 20263min
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O Irã advertiu os Estados Unidos nesta terça-feira (5) sobre risco de impasse militar no Estreito de Ormuz e disse que o confronto ainda nem começou pelo controle dessa rota estratégica, por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.

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Participantes neste episódio3
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Cássia

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Milton

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Maria Paula Carvalho

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Assuntos2
  • Estreito de OrmuzAdvertência do Irã aos EUA · Controle da rota estratégica · Donald Trump e a NASA · Operação militar dos EUA · Saída diplomática
  • Reações internacionais ao ataqueAtaques com mísseis iranianos contra Emirados Árabes Unidos · Ataque com drones ao campo petrolífero de Fujaira · Índia · Coreia do Sul · Navio cargueiro sul-coreano
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Banco BV, crédito e relacionamento que fazem história. Busque por Banco BV e saiba mais. Nós vamos até a sede da Rádio França Internacional. Maria Paula Carvalho atualiza as informações para nós sobre a tensão no Estreito de Hormuz. Maria Paula, bom dia.

Bom dia, Milton, Cassi e todos os ouvintes. A tensão que só aumenta através do seu parlamento. O Irã advertiu hoje aos Estados Unidos sobre risco de impasse militar no Estreito de Hormuz e disse que o confronto ainda nem começou pelo controle dessa rota estratégica por onde passa cerca de um quinto do petróleo consumido no mundo.

O recrudescimento da crise que ameaça agora o cessar-fogo, que estava em vigor desde o dia 8 de abril, ocorre depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado uma operação militar justamente para restabelecer a circulação de navios nessa região, onde aproximadamente 20 mil marinheiros continuam detidos.

Agora, apesar da escalada no discurso, o Irã afirmou que uma saída diplomática ainda é possível. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, Teirã controla o Estreito de Hormuz. Ontem, Donald Trump disse numa entrevista à Fox News que os iranianos seriam varridos da terra caso atacassem navios americanos na região.

Os apelos por uma desescalada no Golfo Pérsico se intensificaram também depois da troca de ameaças entre os dois países, mas principalmente dos ataques com mísseis iranianos contra os Emirados Árabes Unidos, os primeiros contra um estado do Golfo em quase um mês de trégua.

Hoje, a Índia condenou o ataque de ontem com drones ao campo petrolífero de Fujaira, nos Emirados Árabes Unidos, que deixou três cidadãos indianos feridos. Teirã respondeu que não tinha nenhum plano de atacar aquele campo petrolífero e responsabilizou os Estados Unidos pela crise. Nova Delhi é o terceiro maior comprador de petróleo do mundo.

E voltou a pedir, então, a reabertura do Estreito de Hormuz. A mesma coisa fez a Coreia do Sul, que anunciou que irá revisar cuidadosamente a sua posição sobre uma eventual participação em operações lideradas pelos Estados Unidos, lá no Estreito de Hormuz, depois da explosão que atingiu um navio cargueiro fretado por uma empresa sul-coreana. Não teve vítimas, mas o incidente reforça aí a preocupação de Seul, que também é dependente das importações de petróleo do Oriente Médio.

Voltamos com vocês. Muito obrigado. Essa foi a Maria Paula Carvalho, da Rádio França Internacional.

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