'Empresários brasileiros graúdos ajudam a pavimentar estrada para encontro entre Lula e Trump'
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- Lula e TrumpPreparação e confirmação da agenda · Cooperação no combate ao crime organizado · Minérios críticos e comércio bilateral · Posição dos EUA sobre o Irã · Papel dos empresários brasileiros
- Derrota de Jorge MessiasRejeição do nome para o STF · Confiança de Lula e pedido para permanecer no governo · Desgaste pessoal e desconfiança de traições · Possibilidade de indicação para Ministério da Justiça · Busca por novo nome para o STF
- Desenrola Brasil 2Atraso na publicação da portaria · Integração tecnológica dos bancos · Regulamentação de descontos e educação financeira · Proibição de envio de recursos a casas de apostas
- PEC da Escala 6x1Tramitação no Congresso e plano de trabalho · Compensação para setores produtivos · Redução de jornada e manutenção de salários · Dúvidas sobre apelo eleitoral e risco de demissões
- Atuação de Lucia na políticaDefinição da chapa de Tarcísio de Freitas · Pré-candidatura de André do Prado ao Senado · Papel de Eduardo Bolsonaro como suplente · Disputa pela segunda vaga ao Senado na oposição · Críticas de Tarcísio a Fernando Haddad
- CPAC e posicionamento bolsonaristaCríticas de Michelle Bolsonaro a Ciro Gomes · Reaproximação de Ciro Gomes com o PL · Articulação política nos bastidores
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Viva a voz, com Vera Magalhães. Oi, Vera, boa noite, tudo bem?
Oi, Carol. Boa noite. Tudo bom? Boa noite também para o Fernando aqui do meu lado. Boa noite, Vera. Bem-vinda. Obrigada. Boa noite para os ouvintes, também para quem está nos assistindo. Vera, a gente vai começar essa edição do Viva Voz falando do Desenrola, que está bem enrolado, viu? Porque era para ter começado hoje o processo das adesões, mas faltava uma portaria. E sem a portaria...
Os bancos não conseguiram acessar o sistema lá do Fundo Garantidor das Operações, ou seja, quem tentou se desenrolar hoje não conseguiu. Ana Carolina Tome atualiza para a gente. Oi, Ana. Oi, Carol. Uma portaria publicada nesta terça pelo Ministério da Fazenda...
Estabelece que os bancos participantes do novo Desenrola Brasil vão ter 30 dias para limpar os nomes das pessoas com dívidas de até R$ 100. A medida não exclui a dívida, ou seja, o devedor não estará mais com o nome sujo, mas ainda terá que pagar o que deve.
A portaria também estabelece os descontos mínimos para a renegociação de dívidas conforme tempo de atraso. Eles variam entre 30% e 90% de acordo com o tipo de crédito e o tempo de atraso. A regulamentação também estabelece que os bancos vão ter que destinar à educação financeira o equivalente a 1% do valor que for renegociado e proibir o envio de recursos a casas de apostas via cartão de crédito ou por meio do PIX.
Quem tentou aproveitar o primeiro dia do novo Desenrola Brasil para limpar o nome, no entanto, precisou de paciência. Pelo menos seis dos principais bancos do país ainda não haviam liberado as renegociações de dívidas nesta terça.
Apesar de já terem confirmado presença nesta nova fase do programa, as instituições financeiras alegaram que ainda precisam de integração tecnológica, ajustes operacionais e, principalmente, da autorização do Fundo de Garantia de Operações, o FGO, que vai dar o respaldo financeiro aos acordos. Quando os sistemas estiverem liberados...
O atendimento será feito exclusivamente pelos canais oficiais de cada banco, como sites e aplicativos. O novo desenrola é voltado para brasileiros com renda de até R$ 8.105 e dívidas de até R$ 15.000 no cartão de crédito, cheque especial e empréstimo pessoal, contraídas até o dia 31 de janeiro de 2026. A meta do governo é renegociar R$ 58 bilhões.
em débitos e beneficiar mais de 40 milhões de brasileiros. Carol? Obrigada, Ana.
Ficou esquisito, né, Vera? Porque o governo estava prometendo esse desenrola dois há um tempão. O ministro se encontrou com a Febraban, teve toda aquela preparação. Aí anunciou com pompa e circunstância, aí falta uma portaria. Não dá, né, gente? Exato, daria para ter preparado isso. Portaria é uma das instruções normativas mais simples que existem num governo. Um ato administrativo se assina, não tem que passar.
pelo Congresso, não tem que passar por nada, não tem que passar nem pela presidência, pode se resolver no âmbito do próprio Ministério. Então, é meio anticlimático isso, traduz um pouco dessa sensação que se tem de que o governo está patinando em muitas áreas e patinando até quando tenta se recuperar das derrotas que sofreu recentemente. O ideal era que realmente o negócio estivesse rodando hoje.
para que haja tempo de criar naqueles que estão endividados, a sensação de que o governo está trabalhando para eles, está fazendo alguma coisa para melhorar a vida deles, melhorar a sua situação, e a partir disso a pessoa começar a reencaminhar a vida dela, enfim, usar isso que ela estava destinando ao pagamento de dívida para outras coisas, mas...
Vamos ver, também é normal que no primeiro dia dê um pepino aqui e outro ali, em qualquer coisa, mesmo em coisas da instituição privada que a gente vai usar. Acontece, pode acontecer, mas que não seja algo que demore uma semana, que demore vários dias, porque aí o que era para ser solução vira uma nova crise. Sabe, Vera, quando começou o ponto final, eu perguntei para os ouvintes se alguém tinha tido algum problema, se tinha tentado. Daí eu recebi aqui a mensagem, fiquei conversando com o Cláudio Faria.
Ele falou, sobre o desenrola, entrei em contato com o meu banco, o banco é o Itaú, e não tinha nada liberado ainda. Os sistemas não estavam interligados ou integrados e as atendentes não sabiam dar informações algumas. E aí, perguntei, que horas era isso? Era meio-dia, o rato do meio-dia. Ele está em São Paulo. Eu fico imaginando um banco menor de outro estado, numa região mais fora do centro, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília. O que vai acontecer?
Toda razão, Fê. Essa pequena amostra que a gente tem nos nossos ouvintes mostra a dificuldade que é implementar um programa desse tamanho com tantas regras e tantas particularidades num país com a dimensão do Brasil e com as diferenças que existem no Brasil, com as diferenças regionais. Se nos grandes centros já não está funcionando...
imagina nas pequenas cidades, nas pequenas localidades. Então, vai ser um desafio hercúleo para o governo fazer o negócio funcionar. Se se reuniu com a Febraban, deveria ter esquematizado com os bancos, com os públicos e os privados, como é que a coisa iria funcionar.
E quando? Até poderia ter feito a solenidade ontem. Olha, faz lá a solenidade. Lula discursa. Que isso tudo faz parte da ideia de você mostrar a ação, etc. Mas aí diz, olha, vai funcionar a partir do dia tal. Cria, de repente, uma janela.
para os bancos se adaptarem, se prepararem para sair a tal da portaria. Não diz que já vai estar disponível amanhã para criar uma decepção, para criar um efeito oposto àquele que você pretendia.
Bom, a gente vai voltar a Brasília agora porque tem toda a expectativa sobre o encontro do presidente Lula com o Donald Trump. Está marcado para quinta-feira. Lula precisa então sair do Brasil amanhã, quarta-feira. Mas Samantha Klein tem um detalhe que ainda não está fechado, que é a confirmação pela Casa Branca.
Exatamente. A equipe do Palácio do Planalto está aguardando aquele 100% para dar o aval de que realmente essa agenda está confirmada. É um cuidado que vem sendo tomado desde ontem, quando vazou essa informação. Isso porque o Palácio do Planalto teme que haja algum cancelamento de última hora, justamente porque o presidente norte-americano, Donald Trump, está muito focado...
na guerra contra o Irã, na guerra no Oriente Médio. E enquanto uma equipe bem enxuta da Secretaria de Comunicação da Presidência da República está em Washington desde ontem para fazer esses preparativos da reunião bilateral, inclusive é de praxe que haja uma equipe precursora, como em geral se chama, o Palácio do Planalto e o Itamaraty também aguardam.
essa oficialização do encontro entre os dois presidentes. Lula teve uma reunião com o ministro Mauro Vieira agora à tarde, justamente para fechar os temas prioritários que serão abordados nesse encontro. Inclusive, tem uma previsão do ministro da Justiça, Wellington César, participar desta viagem também, o que indica que a prioridade do governo é justamente tratar...
daquela proposta de cooperação entre os dois países no combate ao crime organizado, tendo ações focadas em lavagem de dinheiro, tráfico de armas e intercâmbio de dados financeiros. Outros pontos importantes também são aqueles dos minérios críticos, que o presidente norte-americano vem citando o Brasil com relação a esses minérios.
e também comércio bilateral. Isso porque o aço e o alumínio continuam com aquelas tarifas diferenciadas. Lula, inclusive, vem criticando muito a posição dos Estados Unidos contra o Irã, o que também é um ponto de alerta com relação a qualquer tipo de pegadinha ou de saia justa. Não à toa, o Palácio do Planalto está tratando o tema com bastante cautela. Com vocês.
Tá certo, obrigado, Samantha Klein. Bom, Vera, vamos começar falando sobre segurança e essa tentativa, essa proposta de cooperação dos dois países no combate ao crime organizado. Tem sempre aquela sombra do governo americano em classificar facções criminosas aqui no Brasil como narcoterroristas. E aí? É sempre um risco. Colaboração com os Estados Unidos no governo Donald Trump tem significado em todas as regiões em que eles intervieram.
ceder à política do governo americano. Não uma coisa que seja realmente colaboração, mas algo que seja uma submissão às regras impostas por Washington. O Brasil não está disposto a encarar nada disso. A segurança pública é uma grande questão aqui. Mesmo a gente teve uma nova operação mostrando infiltração do crime organizado na política fluminense.
Ela também está presente em outros estados, essa infiltração, isso existe, mas o grande medo, o grande temor, a grande cautela do governo federal é evitar que esses episódios sejam usados pelo governo norte-americano para classificar esses grupos de narcotráfico do Brasil e de crime organizado como grupos terroristas.
Porque o Brasil defende que existe uma grande distinção a respeito disso, que precisa ser observada e não quer que os Estados Unidos imponham essa classificação como uma forma de intervir e de ditar as regras na nossa política de segurança no plano interno. Então, se esse assunto aparecer e a depender de como ele aparecer...
Ele pode causar um imenso ruído. Mas chama atenção o fato de que eles ainda estejam aguardando a confirmação do encontro, porque ele foi anunciado ontem com a data e tudo. Geralmente, encontros bilaterais dessa importância, não é assim, né? Chega um bilhete, aí você não sabe se é o...
oficial, se não é, você fica esperando um outro, uma segunda confirmação, você vê como as coisas são atropeladas no governo Trump e difíceis de você imaginar uma racionalidade, uma institucionalidade. Então, fica o presidente brasileiro à mercê de uma confirmação real oficial, né? Então, você não sabe se vai nem acontecer o encontro, é muito louco isso, gente.
E tem algumas cascas de banana possíveis, né? O encontro não estando confirmado. Imagina se chegar lá e não acontece. Acho que isso é mais difícil. E o Trump é imprevisível, né? Ele pode fazer qualquer coisa, né? Gente, hoje não teve uma postagem no perfil da Casa Branca, nas redes sociais, super xenofóbica em relação ao México?
trazendo lá uma imagem de Iá, que parece ser o Obama, com um sombreiro, falando feliz dia do imigrante ilegal, umas coisas malucas, com o perfil oficial da Casa Branca. Então, tudo pode acontecer num encontro como esse. A coisa do Irã, que parecia que se ia tentar algum tipo de cessar-fogo, está piorando. Hoje de manhã, as notícias eram de recrudescimento.
na guerra, então realmente é imprevisível o que pode acontecer, pode tanto ser a reafirmação das brincadeirinhas lá, nossa, gosto desse cara, a gente tem uma boa química como pode ele lembrar do Bolsonaro e falar que o Bolsonaro está sendo perseguido a gente realmente não sabe o histórico do Lula contra o Trump até agora tem sido
Bom, nos encontros que ele teve nesse mandato, por enquanto, o clima realmente foi bom, a ver se isso vai se manter. Sou farsa ou good. O que eu apurei é que tem empresários graúdos brasileiros ajudando a pavimentar essa estrada para esse encontro, levando os temas, municiando a diplomacia brasileira de quais são esses contenciosos no plano comercial, do que precisaria ser.
priorizado, enfatizado em termos de produtos que ainda estão sofrendo com sobretarifa. Então, tentando tirar toda essa carga ideológica da sala e preparar os negociadores brasileiros que vão acompanhar o Lula com uma agenda curta, porém eficaz e que evite essas cascas de banana. Então, a preparação do encontro, pelo que eu apurei hoje numa conversa, ela está acontecendo.
e ela envolve os diplomatas profissionais e o setor privado por meio dos empresários. Bom, tem uma outra agenda positiva para o governo, né? O governo está tentando emplacar o fim da escala 6x1. Esse projeto está tramitando no Congresso, na Comissão Especial. A Larissa Lopes está acompanhando. Já tem um plano aí de trabalho, Larissa? Boa noite para você. Já tenho sim, Carol. Boa noite para vocês e para quem nos acompanha.
E a expectativa é construir esse texto ao longo de 11 sessões e apresentar e votar na comissão especial no dia 26, Carol, para que depois essa proposta possa vir para o plenário da Câmara dos Deputados.
Hoje, ao apresentar o plano de trabalho da Comissão Especial que trata sobre o fim da escala 6x1, o relator Léo Prates afirmou que pretende colocar no texto uma compensação, um aceno ali aos setores produtivos para mitigar efeitos da redução da jornada dos trabalhadores. Ele afirmou que reduzir a escala de trabalho e manter os salários são pontos inegociáveis, mas também disse que quer buscar uma saída para os patrões.
Isso depende do governo, isso não depende de mim. O que eu vou tentar trabalhar é para um modelo que a gente atenda ao que os sindicatos patronais consigam e ao que os trabalhadores queiram. Aí muita gente tem perguntado, o senhor não tem sido utópico? Olha, para quem foi secretário de saúde na pandemia e conseguiu trabalhar unido com PT e DEM, eu acho que tudo é possível.
Bom, a gente lembra que a PEC, que está na Comissão Especial, apensa duas propostas, uma do deputado Reginaldo Lopes e também outra da deputada Erika Hilton. O segundo relator, o texto que será o norte, será o do deputado Reginaldo, que foi apresentado em 2019 e previa redução de jornada de 44 para 36 horas. Contudo, o próprio parlamentar afirmou que hoje seria mais viável essa redução para 40 horas semanais.
Também é prevista uma transição até 2028 e a ideia é apresentar o relatório, então, no dia 20 de maio, conceder vistas coletivas e votar na comissão no dia 26 para a proposta ir no dia seguinte, no dia 27 de maio, para o plenário. E a gente lembra que para aprovar a proposta aqui na Câmara, são necessários pelo menos 308 votos dos deputados e depois seguirá para o Senado. Carol.
Obrigada, Larissa. Bom, temos um cronograma aí, Vera, mas o governo tem pressa, né? Tem pressa, mas começou a ter dúvida a respeito de o quanto que essa pauta vai ter apelo nas eleições, nas urnas. Eu conversava hoje com um petista, um petista muito próximo do Palácio, do Lula.
aqui do Estado de São Paulo, que diz que teve numa agenda de 1º de maio no ABC, no fim de semana, e que conversando ali com políticos da região, o prefeito de Mauá, que é do PT também, outros petistas da região, da região que forjou o Lula, o Marinho, etc., eles mesmos expressavam muita dúvida em relação à possibilidade dessa proposta empolgar.
Dizem que está muito disseminado numa parcela da classe trabalhadora o discurso do eu vou fazer a minha própria jornada, eu cuido disso, isso aí pode levar a demissões. Então, um certo pé atrás com a história do 6x1. Eles acham que falta o governo explicar do que se trata melhor.
e criar salvaguardas nessa discussão para evitar que haja demissões, para evitar que haja ali uma virada, né? O que é um programa para beneficiar os trabalhadores acabe sendo um tiro no pé.
e um tiro na água. Então, eu senti ali uma certa preocupação por parte do PT em relação a como endereçar esse assunto na campanha. E também com a possibilidade de que seja a Câmara e não o Executivo a faturar.
com a medida caso ela realmente seja votada, aprovada, etc. Eles acham também que a base está desmobilizada e que a direita está mais mobilizada nessa discussão, que tem, portanto, o risco de que nem passe a tempo de vigorar depois da eleição. Agora, Vera, a Larissa trouxe um ponto que é uma possibilidade de um aceno ao setor produtivo, aos patrões, porque a pressão é alta. Como é que seria isso? Quais são as possibilidades?
O governo vinha falando ali em algumas possibilidades de desonerações, de ajudar com isso, com alguns impostos que recaem sobre a própria folha de pagamento, mas tem que ver como isso vai estar na proposta final.
eu acho que vai ter que ser, vai ter que ser negociado, porque o setor patronal entrou fortemente agora na tentativa de não deixar que a matéria seja aprovada. Então, para que passe, vai ter que ser algo consensuado e negociado, mas o governo está disposto a acenar e a ceder algumas desonerações e alguns outros benefícios para o setor empregador.
Bom, a gente faz uma pausa agora para o noticiário da sua região, depois tem o repórter CBN, na sequência a gente volta a falar sobre a novela Jorge Messias. Estamos de volta com o Viva Voz, e quem também está de volta é a Samanta Klein. Agora para falar sobre a novela Jorge Messias, o Messias tinha pedido para sair da AGU, o presidente Lula pediu para ele ficar, e agora como é que está a situação dele, hein, Samanta? Conta para a gente.
Carol, Vera, Fernando, ainda em compasso de espera, porque o presidente Lula e Jorge Messias, ministro, advogado-geral da União, se reuniram ontem à noite. Foi um encontro rápido, cerca de meia hora. Esse encontro era esperado, portanto, para este início de semana.
E foi uma segunda reunião em menos de uma semana desde a rejeição do nome de Messias para ocupar vaga no Supremo Tribunal Federal. Segundo fontes ACBN, Lula reafirmou a confiança irrestrita em Jorge Messias, pediu que ele fique no governo. Não há qualquer definição sobre o que se aventou com relação ao debate de o nome dele ser discutido sobre...
para ocupar o Ministério da Justiça, mas fato é que o presidente Lula quer que ele permaneça no governo. Inclusive, eles devem conversar novamente na semana que vem, depois da viagem do presidente aos Estados Unidos. Lembrando que Lula deve embarcar amanhã para o Washington nessa expectativa de um encontro com Donald Trump. Com vocês. Obrigada, Samanta.
E a grande dúvida, além de se Messias ficou ou não, é se o Lula vai indicar outro nome, né? Já tem outros nomes sendo ventilados, já se falou também Simone Tebet, tem clima para isso, Vera? É, hoje eu também sondei essa possibilidade com essas fontes do PT com as quais eu conversei. Carol, o que me dizem, né? Messias está muito, muito desgastado, pessoalmente ali agastado com esse processo ao qual ele foi submetido.
Confidenciou alguns aliados que gostariam de fazer uma viagem, ficar um tempo fora, desligar de tudo isso. E com muita dúvida a respeito de traições. E isso é uma coisa que é muito corrosiva para as relações, né? Porque o voto é secreto. Você tem pessoas que juraram para ele que votariam nele, mas a conta claramente não bate.
E ele está achando mais garantido que ele tenha obtido alguns votos da direita pela questão evangélica, votos que estavam prometidos a ele, do que votos de aliados do governo. Então, hoje a desconfiança recai mais sobrenomes do MDB.
do PSD até do que em relação a alguns expoentes da direita. E isso aí é muito ruim para a continuidade das relações. Sobre essa questão do Lula indicar e em que tempo indicar...
Outro nome para repor ali a vaga do ministro Barroso, ele está sendo aconselhado a não deixar de indicar, a não abrir mão de algo que é sua prerrogativa, não ceder, portanto, a chantagem do Davi Alcolumbre, mas aí o perfil do nome está em discussão. Quem seria esse nome?
para garantir uma aprovação ou para, pelo menos, dificultar uma outra rebelião como essa que aconteceu. O nome da Simone Tebet realmente apareceu, mas parece descartado, porque ela já está com tudo encaminhado para ser candidata ao Senado. O próprio Fernando Haddad advoga essa ideia.
de que ela seja a candidata ao Senado na sua chapa. Então, todo mundo considera pouco provável que ele a indique. A questão do Rodrigo Pacheco também parece já superada. Não ficou uma confiança do Lula nele a ponto de indicá-lo.
porque não se tem certeza de se ele não foi um dos que votaram contra o Messias. E aí, nessa dúvida toda, ressurgiu o nome do Bruno Dantas, que é ministro do Tribunal de Contas da União, e que era um dos nomes, tanto lá na escolha do Flávio Dino, quanto agora na escolha do...
O Messias, o nome dele foi aventado. Ele é muito próximo do Renan Calheiros, de outros integrantes do MDB, muito próximo do Senado como um todo, bastante próximo do grupo do ministro Gilmar Mendes. Então, seria um nome com mais trânsito. Seria muito difícil Davi Alcolumbre fazer com ele o que fez com o Jorge Messias. Mas aliados do Bruno Dantas dizem...
que ele teria já tirado da cabeça essa ideia de ir para o TCU, que teria redirecionado a vida dele para outra coisa e tal. E aí eu testei isso com os petistas. Olha, dizem que ele já não quer mais. Falaram, ah, tá bom.
O cara vai ser indicado para o Supremo Tribunal Federal e vai dizer não, obrigada, minha vida já andou, fui lá para outro lado, fui fazer outra coisa. Então, ninguém acredita nesse desprendimento todo. Parece mais uma postura de gato escaldado que já teve ali na iminência de ser indicado duas vezes e foi preterido duas vezes do que algo que realmente ele não quisesse.
Uma coisa que qualquer um que é do meio jurídico quer, que é coroar a sua carreira no Supremo Tribunal Federal. Então, essas são as impressões que eu colhi, todas elas ainda muito incipientes, o que mostra que o governo realmente ficou sem ação, não tinha um plano B já articulado para essa derrota do Jorge Messias.
Vera, você citou o Pacheco, ele não vai nem para o Supremo, não foi nem indicado para o Supremo e também não vai disputar o governo de Minas. Ele ainda não disse esse não com todas as letras, né, Fernando? Mas também ficou um pouco azedo o clima. Ele está filiado ao PSB, pode vir a ser candidato numa composição lá com o MDB.
Mas também é difícil, porque lá o MDB lançou a pré-candidatura do Gabriel Azevedo, ele não gostaria de retirar. É toda uma composição muito difícil. Um nome que começou a circular como possível candidato em Minas é o do empresário Josué, filho do Zé Alencar. Josué Gomes. Ele, muitas outras vezes, já foi sondado para entrar na política, sempre rechaçou.
sempre declinou de convites, etc. Mas o fato é que agora ele se filiou, está filiado ao PSB. Então, também é uma possibilidade vista ali com alguma boa vontade nos círculos próximos ao Lula e ao PT. Bom, vamos fazer uma pausinha, noticiário aí da sua região, na volta aqui conosco o Tiago Bronzato.
O Viva Voz está de volta e está com a gente já na linha o Tiago Bronzato, diretor da sucursal do Globo em Brasília. Boa noite, Tiago. Boa noite, Vera, Carol, Fernando e boa noite aos ouvintes. Oi, Bronzato.
Por exemplo, a gente falava aqui na abertura do programa da dificuldade de implementação nesse primeiro dia do Desenrola. Mas a gente está falando aqui da principal aposta do governo Lula para reverter a sua popularidade nesse finzinho, nessa reta final antes da eleição. O que aconteceu? Por que deu defeito? Olha só, Vera, o Desenrola 2.0, como o governo está chamando, já começou todo enrolado.
O governo anunciou ontem que, com toda a pompa, que o programa de renegociação da dívida começaria hoje para valer. E aí os bancos correram, lançaram páginas para facilitar o processo para os clientes. E os clientes também já estavam todos ali na expectativa, se preparando para limpar o nome sujo na praça.
Só que o sistema deu defeito e nenhum contrato foi fechado hoje. E o que aconteceu na prática? Segundo integrantes do governo, faltou publicar uma portaria para liberar o funcionamento do sistema do Fundo Garantidor de Operações, que oferece a garantia para o banco caso o beneficiário do programa resolva dar calote. E sem essa garantia funcionando, banco nenhum vai sair renegociando dívidas só na base do fio de bigode. E aí
E a portaria só foi publicada hoje à tarde depois de uma chiadeira dos bancos. E depois da publicação da portaria, tem mais uma etapa burocrática. Ainda precisa realizar uma assembleia para aprovar o uso desse fundo garantidor de operações, o que deve acontecer ainda hoje, segundo o governo. Mas o fato é, nenhum contrato foi fechado. Na prática, é como se o governo fosse um lojista que anunciou aquela mega promoção para essa terça-feira.
E na hora de vender o seu produto não conseguiu abrir a loja. E a dúvida que fica é, será que ninguém pensou em resolver essa burocracia antes de lançar um programa que é tão estratégico para retomar a popularidade do presidente? Ou será que o governo estava muito ocupado tentando dissipar tantas crises ao mesmo tempo? A fase é tão ruim no Planalto que até uma notícia que é positiva vira negativa de um dia para o outro.
Bronzato, falando agora do encontro do Lula com o Trump, como é que o presidente pretende usar essa reunião para melhorar a sua imagem depois dessa derrota histórica que sofreu no Congresso? Pois é, Carol, com a queda na popularidade e a imagem do presidente arranhada depois dessa derrota histórica, como você bem falou, o Lula precisa sair das cordas. E a aposta dele é transformar essa conversa com o presidente americano Donald Trump numa demonstração de força.
Em vez de parecer que o presidente conseguiu a proeza de ter um indicado ao STF rejeitado, Lula quer surgir agora como um chefe de Estado que discute com o presidente americano como combater o crime organizado, como combater a lavagem de dinheiro, o tráfico de armas e fazer uma mega cooperação internacional, para ele voltar.
com essa imagem para o Brasil. E esse tema não foi escolhido por acaso. Segurança pública, a gente sabe, virou uma das grandes vulnerabilidades do governo. E o Lula passou boa parte do mandato sem imprimir uma marca clara nessa área.
Vale lembrar, teve ministro trocado, plano anunciado que não saiu do papel, proposta em discussão, promessa não cumprida de recriar o Ministério da Segurança Pública. Isso foi gerando aquela percepção no eleitor de que as coisas não estão andando. Enquanto isso, a oposição vem ocupando esse terreno com mais voltura, mesmo que muitas vezes só na retórica.
E para tentar mudar esse cenário, o Lulek quer fechar ou ao menos encaminhar um acordo de cooperação com os Estados Unidos contra o crime organizado. A ideia do presidente é ampliar uma troca de informações com os Estados Unidos justamente para rastrear todo o fluxo financeiro, combater lavagem de dinheiro e até apertar o seco contra o tráfico de drogas e armas aqui no Brasil.
E Lula, ele naturalmente quer capitalizar essa imagem, né? Que é essa imagem que ele precisa pra campanha, como alguém que está combatendo o crime organizado no Brasil. Mas, ao mesmo tempo, ele quer evitar que o Trump classifique esses grupos de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, porque isso abriria uma brecha pra atuação americana em território nacional. Então...
É uma pirueta diplomática complexa ali para o presidente, porque ao mesmo tempo que ele quer o apoio dos Estados Unidos para catalisar politicamente esse combate às organizações criminosas, ele não quer receber a tutela americana. Ele quer uma cooperação, mas também não quer uma intervenção. E se o acordo avançar, ele de fato ganha uma munição para a campanha.
Mas se a conversa terminar sem nada concreto e apenas uma foto, a oposição vai tripudiar e vai dizer que o Lula saiu da Casa Branca com a mala vazia. Por um sato, de volta ao Brasil, o Lula vai precisar decidir duas questões importantes. Uma é a crise com o Congresso e outra é o futuro de Jorge Messias. O que está na mesa?
Olha, Fernando, na volta dos Estados Unidos o Lula terá que desarmar duas bombas, a crise com o Senado e o destino do Jorge Messias. O presidente tem dito a ministros mais próximos que o melhor agora é virar a página da derrota humilhante que ele sofreu ali no Senado.
Ou seja, ele está ressentido, está irritado, tem um climão, mas sabe que não dá para governar os próximos meses movido a ressentimento, principalmente alguém que busca a reeleição e busca aprovações de pautas importantes ali no Congresso. O Lula reconhece que a relação com o presidente do Senado, Hávio Colombre, ficou esgarçada.
mas também sabe que depende dele para aprovar essas pautas importantes, ou pelo menos segurar pautas bombas que compliquem o governo dele. E por isso ele pediu a ministros e líderes governistas que tentem manter uma interlocução saudável com o presidente do Senado, virando a página e deixando os ressentimentos de lado.
Antes dessa derrota, Lula falava para as pessoas próximas que, caso o nome do Messias fosse rejeitado, ele indicaria de novo, justamente para reafirmar a prerrogativa dele de poder escolher um ministro do Supremo. Só que depois desse chacoalhão de realidade que ele tomou, o presidente vem mudando o discurso. Ele percebeu que repetiu o nome do Messias.
pode virar uma segunda humilhação. Acho que nem o cara toparia, né, o Brunzato? Ele está bem agastado com essa história também.
Muito. E assim, Vera, ele sabe que a tendência, se ele continuar insistindo no Messias, ele vai ter uma nova humilhação, que não interessa para ele às vésperas das eleições. Então, a tendência, pelo que ele tem dito a pessoas próximas, é ali manter como estratégia política esse discurso de vitimização de Messias, gerando, alimentando ainda mais aquele discurso.
do Congresso, inimigo do povo, porque isso já tem surtido alguns efeitos nas pesquisas internas do Palácio do Planalto, e começar a buscar outro nome, e alguém que tenha chance real de aprovação, ou que se for barrado, constranja mais o Senado do que o próprio governo.
Enquanto isso não é resolvido, o Lula também precisa decidir o que ele vai fazer com o Messias. Como você bem falou, Vera, o Messias quer sair dessa atmosfera de Brasília, quer viajar e tal, mas também tem aliados do governo.
que defende a possibilidade de ele ser promovido ali na esplanada, até para dar uma moral para ele, para empoderá-lo. Já chegaram a cogitar o Ministério da Justiça, porque aí resolveria um outro problema, que é substituir o ministro Elton Lima Silva, que também não está gerando muita satisfação ali no presidente e tal, mas não é uma equação fácil, ainda mais porque o governo não tem mais crédito para ficar passando recibo de fragilidade política.
exatamente, é um ministério que já teve muita troca também tá certo, Tiago Bronsato com a gente todas as terças e quintas bem-vindo de volta das suas breves férias e até quinta-feira obrigado, até quinta-feira valeu Bronsato, até mais
Gente, vamos agora com informações em São Paulo, porque o governador Tarcísio de Freitas confirmou o nome de André do Prado, presidente da Alesp, como pré-candidato ao Senado, né? Na chapa, a Bruna Barbosa tem os detalhes pra gente, uma articulação pessoal do próprio Tarcísio, né Bruna? Boa noite.
Foi, Carol. Boa noite para você, Fernando Ivera. Uma articulação direta do governador que vinha defendendo o nome de André do Prado nos bastidores. O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, que inclusive voltou para os Estados Unidos, está no Texas nesse momento, a terceira viagem que fez para consolidar esse acordo com o ex-deputado.
Eduardo Bolsonaro, que tinha a palavra final nessa definição. O que eu apurei é que nessa negociação com a família Bolsonaro, ficou acertado que Eduardo vai ocupar a vaga de suplente. Há ali uma expectativa de que Flávio Bolsonaro...
vença a eleição, com isso Eduardo conseguiria espaço para voltar ao Brasil e quem sabe ocupar essa vaga. Com essa escolha a chapa de Tarcísio fica definida. André do Prado e Guilherme de Rit, o ex-secretário da Segurança Pública do PP.
tentando o Senado e Felício Ramut mantido no posto como vice. Tarcísio, que hoje participou de um evento no Palácio dos Bandeirantes e ali no próprio discurso fez críticas ao ex-ministro e adversário político Fernando Haddad do PT. Haddad que inclusive deu uma entrevista recente ao portal Metrópolis, questionou ali a saúde fiscal do Estado e disse que o governador era submisso ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Tarcísio reagiu.
O que tem a ver o Estado de São Paulo com o Trump? Faz um favor pra mim, a gente não faz política externa aqui.
Bom, a gente tem de um lado da direita agora essa chapa completamente definida, os nomes do Senado definidos, mas na oposição a segunda vaga ainda não, esse martelo ainda não foi batido. A disputa por essa cadeira ainda está entre a ex-ministra Marina Silva da Rede e o ex-ministro Márcio França do PSB. Por enquanto, o único nome confirmado...
A única pré-candidatura confirmada é a da ex-ministra Simone Tebet, também do PSB, que hoje lidera as pesquisas de intenção de voto. Até por isso, a escolha por André do Prado, ele que é um nome que pode fazer ali uma disputa um pouco melhor na avaliação de Tarcísio nessa vaga ao Senado. Volto com vocês. Obrigada, Bruna. E aí, Vera, qual o peso do André do Prado nessa chapa?
É, o Tarcísio sempre advogou esse nome, ele acha que é um nome menos ideológico, que tem a possibilidade de angariar mais apoios, mas teve de ceder, né? Se ficar mesmo confirmado que vão colocar o Eduardo Bolsonaro como suplente na chapa...
É um nome que ele queria, mas com mais um agradinho à família Bolsonaro. E aí toda essa ideia de você tirar a ideologia de campo, ela cai por terra, porque é mais um integrante do clã Bolsonaro que está enfrentando um processo por...
tentativa de coagir o próprio Supremo Tribunal Federal, está respondendo a esse processo lá dos Estados Unidos, sem comparecer a todas as etapas em que ele é citado, etc. Teve o mandato cassado, mas não ficou inelegível, mas pode vir a ficar inelegível se tiver uma condenação criminal transitada em julgado.
até agosto desse ano, pela lei da ficha limpa. Então, ainda não é uma situação tão clara essa do Eduardo Bolsonaro. Em relação à candidatura do PT e dos aliados, o PSB fazendo muita carga contra a candidatura da Marina.
lançando uma ideia de que ela poderia ser suplente ou da Tebet ou do próprio Márcio França, mas muito complicado para ela aceitar uma suplência ao Senado. E ela enfrentando problemas na própria rede. Muito tensa a situação ali da Marina Silva.
Agora são 6h58, a gente tem mais informações ainda em São Paulo com Luiz Fernando Ficliage, mais uma daquele atrito entre a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro e Ciro Gomes no Ceará. Luiz Fernando, boa noite para você. Boa noite, Fernando. Boa noite, Vera, Carol.
A ex-primeira-dama Michele Bolsonaro voltou a criticar uma aliança bolsonarista com o ex-ministro Ciro Gomes, do PSDB, para a disputa do governo do Ceará. Ciro lidera as pesquisas de intenção de voto contra o atual governador Eumano de Freitas, do PT.
Em um vídeo compartilhado nas redes sociais, Michele resgatou um vídeo onde Ciro chamou o ex-presidente Jair Bolsonaro de jumento. A declaração foi feita em 2019. Ao divulgar a gravação, Michele escreveu, E ainda há pessoas da direita apoiando esse indivíduo. Vamos ouvir. Se a gente entendeu Bolsonaro, a gente tem que entender a psicologia de um homem quase doente.
Quase doente. O Bolsonaro tem ódio ao estamento militar. Paixão, mas ele foi expulso dali. Ele quebrou a hierarquia, ele falou contra os seus superiores e ele está estabelecendo uma espécie de vindita.
Se você quiser entender o Bolsonaro, você vai vendo várias coisas. Por que o Bolsonaro tem esse ódio anti-intelectual? É porque ele é curto. A capacidade de raciocínio dele em abstrato, ele é quase um burro. É quase um jumento, um cara imbecil mesmo. E aí o que ele tem? Ele tem ódio aos letrados, ele tem horror a isso. E aí o por que o Bolsonaro quer transformar a Baía de Angra dos Reis numa nova Cancún? É porque ele foi multado pescando ilegalmente lá. Ele tem horror à questão ambiental.
Bom, é importante a gente lembrar que essa não é a primeira vez que a ex-primeira-dama utiliza materiais do passado de Ciro para questionar uma eventual aproximação com o ex-governador do Ceará. Em dezembro, Michele afirmou que não teria como ficar feliz com o apoio à candidatura de um homem que xinga Bolsonaro de ladrão e frouxo.
E antes disso, a primeira manifestação pública contra o ex-ministro ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão do Partido Novo ao governo do Estado. A declaração rendeu críticas dos filhos do ex-presidente. A primeira delas partiu do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à presidência. Na ocasião, Flávio chamou Michele de autoritária.
Dias depois, no entanto, ele pediu desculpas à Michele e, com isso, o PL decidiu suspender a aliança. Mesmo assim, Ciro Gomes ainda articula o apoio do PL à candidatura dele ao governo do Ceará. Obrigada, Luiz.
Pois é, em poucas palavras, ali não tem muita dificuldade para esse entendimento. E a gente não pode dizer que a Michelle não esteja apontando uma incoerência bem séria e bem grave. Ciro Gomes sempre falou poucas e boas.
do Jair Bolsonaro, agora ele voltou para o PSDB, está tentando se reposicionar como um candidato da centro-direita lá no Ceará, e o acordo que parecia que tinha melado voltou a ser negociado nos bastidores, daí porque ela entrou em cena novamente, até aqui, sem o Flávio Bolsonaro contrapor diretamente o que ela postou, até porque ele está tentando dizer que a situação entre eles está resolvida, quando se sabe que, na verdade, nos bastidores ainda está muito longe.
ser resolvida, mas eles sabem que não contar com a Michelle pode ser muito grave para a candidatura dele. Valeu, Vera. Obrigada. Boa noite para você. Até amanhã. Boa noite, gente. Até amanhã. Tchau, Vera.