‘Nem todo combustível fóssil será substituído pela eletricidade’, diz jornalista automotivo
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- Carros AntigosTop 3 carros antigos preferidos do jornalista automotivo · Todd Charger · Passat Pointer · Opala Diplomata · Omega Suprema · Toyota Bandeirante
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- Porsche e Carros de LuxoAlta incidência de acidentes com Porsches no Brasil · Porsche como símbolo de status e desejo · Desafios da marca em controlar a venda de seminovos
- Manutenção básica de veículosImportância de saber
Na CBN, fim de expediente. Apresentação, Dan Stubach, José Godoy e Luiz Gustavo Medina.
Seis horas, trinta e dois minutos, começou! Está começando mais um fim de expediente diretamente de São Paulo. Hoje, meu caro, vamos falar para você que está no trânsito. Vamos falar sobre o seu carro, ou o carro que você deveria ter. Ou o carro que você sonha em ter.
É isso, estaremos aqui com o João Anacleto do canal A Roda. Você já deve ter visto ele milhões de vezes no YouTube. Chegou o dia de você perguntar tudo o que quiser saber sobre carro para ele. Dan Stubak, o único que entende de carro entre nós está aí. Você é a nossa bola de segurança. Cuidado com a conexão, não se mexa, senão nós estamos lascados.
Em mim, em mim, quem desloca recebe. É isso, por favor se desloque. Tudo bem? Tudo bem, tudo bem, maravilha, legal receber o João, que é muita gente boa, entende tudo de carro, mas é corintiano como eu, e vamos poder falar de tudo, de carro, da vida, também se a gente conseguir falar mais das dicas, o pessoal está nos cobrando que a gente dê mais dicas e fale mais sobre as dicas culturais, vamos falar disso.
Enfim, João, muitíssimo obrigado por estar conosco. E os caminhos de participação para todo mundo, eu só vou reforçar, fim de expediente, arroba cbn.com.br, arroba fdcbn, isso é no ex, e o WhatsApp eu vou deixar para ele, o homem que nasceu pronto. É ele que está aí?
Estou aqui, boa noite Dan, Teco, Zé. Boa noite para o nosso convidado também. Para quem nos acompanha, quem quiser participar do programa, é só enviar mensagem de texto ou áudio para o número 1199919981. 1199919981. Lembrando que mensagem de áudio de até 30 segundinhos. E diretamente do Rio de Janeiro, ele que não tem carro.
Dash não tem carro há uns 20 anos, mas nesse momento ostenta uma voluptuosa barba. É possível isso ou é problema de imagem daqui, Zé?
Fala, Teco. Fala, Dan. É isso mesmo. 20 anos sem carro. Caminhando por aí. Pedestre número um aqui do Rio. E tô barbudo mesmo. Tô tentando um papel aí na peça do Dan pra ver se me rola uma pontinha. E quando ele vier pro Rio aqui, se eu posso participar lá em Veneza, no coro de Veneza, do Mercador de Veneza dele. Muito bem. Puxa, cara. Não é má ideia a gente armar isso, hein?
O Zé faz uma participação especial pelos velhos tempos. É, botar o Zé ali no couro vai ser divertido, vai ser bem-vindo, Zé. Deixa a barba crescer, deixa a barba crescer que a gente vê. Tá bom. Bom, vamos lá, ó. Estamos já com o nosso convidado. Dan, faça as honras da casa, porque você é a pessoa mais indicada pra isso, já que você é um fanático por casa. As pessoas vão descobrir isso hoje.
Você entende de carros, gosta de carros, tem vários carros, então você é o protagonista hoje. Você vai ter que ter destaque aqui. Vamos lá.
Muito obrigado. Olha só, quando eu queria trocar carro faz um tempo, aí eu comecei a pesquisar na internet e também fiquei curioso com essa história toda dos elétricos, híbridos, tudo que estava acontecendo. Eu, na verdade, sou curioso, né? Curioso em tudo. Começa um assunto, eu já fico curioso. Qualquer assunto. E o carro não foi diferente. E daí eu encontrei o canal do João, comecei a ver os vídeos, ouvir os vídeos. E o cara é bom de ouvir, é bom de conhecer, sabe tudo.
É bom para você saber o que você tem que comprar, o que você não tem que comprar, mas é bom para entender o que está acontecendo, porque se tornou um lugar bacana de discutir China, Estados Unidos, bateria, gasolina, petróleo, tudo se mistura no mundo do carro, porque eu acho que é um dos objetos de consumo mais importantes que a gente tem. Então, o João fala muito bem do assunto, entende, fala fácil.
Então não só ele me fez entender um pouquinho mais, como com todo mundo. E é um assunto quente, porque estamos vendo uma revolução, né? O tal dos carros elétricos pra todo lado, se vale a pena, não vale a pena. Essa é uma discussão de boteco infinita hoje em dia, né? É, e com a presença do João por fim, antes de eu fazer finalmente dele poder falar, porque ele que tem que falar, não eu, com a presença dele teremos vários patrocinadores finalmente pra esse programa. A gente pode ser que ganhe um carro ao final do programa.
Se carro ou patrocinador, alguma coisa vai ter. Tá bom. Oi, João. Boa noite. Bem-vindo ao fim do expediente. Você tem as respostas para todas as perguntas. É isso? Mais ou menos. Eu estou aqui. Estão me ouvindo, né? Estamos. Sim, sim. Eu estou aqui mais para o Dan pagar a consultoria, né? É difícil. Isso é difícil.
Aí ele falou assim, pô, não tenho, assim, recursos, vou te levar lá na CBN e aí tá pago, porque o programa é muito assistido. E aí ficou assim. Mas muito obrigado aí pela apresentação, muito obrigado pela referência. Eu faço isso já, eu tô no mercado automotivo jornalístico desde 2004 e faço o canal desde 2017. Então, que bom que o Dan gostou, porque se eu não tivesse aprendido...
1.200 vídeos, era melhor estar fazendo outra coisa, né? Pô, você caiu nisso porque você adorava carro a vida inteira ou você estava de castigo, colocaram você para cobrir algum feirão de carro, essas coisas, e quando viu, você não saiu mais de lá? Não, não, eu gostava, sempre gostei mais de futebol, né, de infância. Meu pai era corinthiano muito fanático e gostava muito do Piquet, e aí também obrigava a gente a ver as corridas com ele.
83, 84, 87. Aí eu peguei gosto pelos carros também, gostava já desde pequeno bastante. Durante a adolescência larguei um pouco, porque o futebol fica mais presente, porque você não dirige ainda, então eu gostava mais do futebol. Aí eu fiz faculdade de economia, larguei, entrei no jornalismo e o primeiro estágio que apareceu para eu fazer era uma revista. Na verdade, ou era cinema ou era uma revista de carro. Era um site que chamava Clique.
E aí eu passei nas duas, mas aí na hora eu falei, ainda bem que eu fui para carro, porque eu sou um neandertal cultural de cinema. E dali em diante fui, mas já escrevi sobre avião, sobre ônibus, todos os meios de transporte. Nunca fiz de pedestre, mas ainda vou chegar lá. Dan Stubak, você que está na área que está abaixo da de carro no jornalismo, então, hein? Faça a primeira pergunta aí para o João.
Ah, João, eu queria que você contasse para a gente como é que você vê o que está acontecendo aí, né? Tipo, não tem que... Antigamente a gente falava de carro elétrico, carro híbrido, e era uma novidade, todo mundo tinha medo, achava que era uma coisa que ia passar, que nem tipo o videolaser, que o Zé um dia já... Essas modas que de repente aparecem, tecnologias que podem ir embora. E não, né? A coisa tem evoluído, e acho que você tem uma visão... Acabou de voltar da China também. Para onde que a gente caminha, literalmente?
É, assim, o avanço chinês parece ser irreversível, né? E eles que vão ditar as tendências que a maioria do mundo vai comprar, porque eles têm uma capacidade instalada de 34 milhões de carros, já vendem no mercado interno 27, exportam pelo menos 6, e eles vão aumentar essa capacidade instalada para 54 milhões até 2030.
Esses carros vão ter que ser vendidos para algum lugar. Esses lugares são os lugares onde, tradicionalmente, a gente tem os carros a combustão, seja gasolina, diesel, flex, enfim. E a eletrificação é essa condição mista, né? De você ter a combustão e ter o elétrico e o 100% elétrico.
No fim das contas, os carros híbridos, tanto os híbridos que você carrega na tomada, a parte elétrica, e os híbridos que já tem um motor elétrico ali, que o próprio motor a combustão e a regeneração dos freios carrega essa bateria menor, parecem para os chinenses ser paliativo. Eu acho que eles estão numa caminhada constante rumo ao 100% elétrico, rumo à emissão zero mesmo. Por isso, toda essa discussão sobre terras raras, materiais nobres, minerais nobres.
porque quem vencer essa batalha, a China já venceu a batalha da logística, com infraestrutura e tal, ela já venceu, antes da logística, ela venceu a batalha da produção, de diminuir o custo fixo e o custo variável, produzindo mais e entregando mais barato.
E a próxima vitória que ela quer ter é o domínio sobre boa parte desses minerais raros, que servem tanto para a indústria de computador quanto de foguete, mas especialmente para carro, que é o mais palpável para a gente, obviamente junto com os microprocessadores e tal.
Na minha visão, eles só fazem os híbridos para agradar um pouquinho o mundo, para não assustar tanto. E com o tempo, essa aceitação me parece cada vez mais profunda, porque quem entra no 100% elétrico, quem é um consumidor que tem um 100% elétrico, ele não olha mais nem para o híbrido.
E, geralmente, quem tem um carro híbrido desses plug-in que você consegue andar um pouco só em modo elétrico, geralmente ele migra para o elétrico, porque ele vê que é maravilhoso rodar sem gastar nenhuma gota de combustível, ainda mais com a volatilidade que o combustível tem.
Zé Godói, hein, Zé? Bola sua. Quem diria, se falasse 20, 30 anos atrás, que um dia a gente ia pensar em comprar um carro chinês, ia ser maluco no botequim, né? A gente não comprava nem uma calça jeans da China, o que dirá? Um carro, né? Bola tua.
Tremenda revolução mesmo. Depois eu queria só que você me falasse um pouco dessa história do elétrico ainda, porque todo mundo fala da questão da durabilidade da bateria e o quanto que o carro desvaloriza com o tempo. Mas eu, antes do programa, eu busquei aqui meu arquivo morto de documentos e achei meu último IPVA, que era do meu Honda Civic 2002, que eu comprei em 2008. Foi um carrão que não me deu problema. E isso é uma coisa que eu sempre pensava na época, quando eu comprei, por exemplo, esse carro.
se não era muito melhor comprar um bom carro usado do que um novo mais ou menos. Qual é a tua percepção em relação a isso? Depois não deixa eu te falar a história da bateria dos elétricos também. Tem sim. Eu acho que o carro usado ou seminovo, cada carro é um caso, né? Porque eu já vi carros seminovos com 30 mil quilômetros completamente defenestráveis, mal cuidados, fedidos.
e eu já vi carro com 70, 80, 110 mil quilômetros muito bons de andar. E eu pego, geralmente, nessas viagens, óbvio, pego muito Uber dentro do Brasil, e eu vejo casos bem explícitos, especialmente de Hondas e Toyotas, que são muito bem cuidados pelos donos, e os carros são resistentes mesmo.
Mas coisa assim, de carro com 300 mil quilômetros que eu compraria, mesmo sabendo que tem 300 mil quilômetros, e carros com 30 mil que eu não compraria. De fato, o carro seminovo mais equipado é mais vantajoso. Quando você entra ali, você tem uma percepção de ter gasto melhor o dinheiro.
Mas é aquilo, o carro tem que estar bem conservado e tal, e não é uma coisa intangível, né? Tem carro zero também que dá problema, às vezes tem o carro de sexta-feira, né? Ou o carro de quinta-feira depois que o Corinthians perde na quarta.
Tem um pouco de tudo aí, tem mitos sobre tudo. Mas eu aconselho, geralmente, quando a pessoa quer um pouco mais de segurança, comprar um carro zero, mesmo que não seja tão equipado quanto ele pensa. Porque a questão das garantias, do seguro, apesar que tem carros hoje que têm até 10 anos de garantia, se o comprador anterior fez todas as revisões na concessionária, essa garantia se estende para o segundo, para o terceiro comprador.
As marcas sempre vão tentar colocar no chão de concessionária o máximo de tranquilidade e segurança possível, nem sempre de equipamento, mas tranquilidade e segurança para a pessoa colocar na balança e falar, pô, eu vou num carro zero mesmo.
Sobre as baterias, é interessante isso porque são dois tipos hoje normalmente, é níquel, manganês e cobalto, que são as baterias que têm um pouco mais de densidade de conseguir captar carga num espaço menor e com menos peso, e as de lítio e ferrofosfato, que são as baterias mais comuns, que são um pouco mais pesadas e são mais baratas também de fazer. Em ambos os casos, para carro, para fazer tração, potência e torque, elas duram aí entre 18 e 21 anos para isso.
do carro. Em alguns casos podem durar mais, mas a gente não tem ainda essa tecnologia com mais de 15 anos. Não tem essa tecnologia nem com mais de 8 anos. Então a gente tem que esperar aí. E eles encontram soluções também pra caso dê algum problema, você... As baterias são divididas em células, né? Como se fosse um estojo cheio de pilha e aí uma pilha deu problema, você substitui essa pilha por outra pilha.
Então já tem algumas baterias que são assim. Algumas outras não, elas fazem parte da estrutura do carro e quando dá problema você não tem o que fazer ainda. A partir dos 21 anos, pelos estudos que eu vi, elas podem ser usadas durante mais 25 anos como baterias estacionárias, porque eles prevêem que ao longo do tempo essas baterias, nem todas vão conseguir ser recicladas e o uso delas vai ser como se fosse todo prédio, todo condomínio, toda casa ter um no-break.
Então, são soluções que eles estão alardeando ao longo do tempo. Mas já tem gente que faz a reciclagem, só que é um processo um pouco mais caro e como é em pequena escala, ainda não é tão viável. Mas em breve vai aparecer um chinês que vai fazer isso em larga escala e a gente vai falar, pô, peguei uma bateria reciclada e está funcionando super bem. A gente ainda está no meio do processo.
Embora pareça que essa invasão já é definitiva, mas tem muitas partes desse processo do carro elétrico que ainda estão sendo desenvolvidas. Algumas marcas fazem power banks já para escritórios, BMW faz muito isso, que também investe muito no carro elétrico, não só os chineses. Então, tudo está...
sendo pensado para encontrar uma solução para que não seja só uma coisa de zero emissão, para que todo ciclo seja limpo. João, o Luiz aqui de Brasília, ele faz uma pergunta que acho que muita gente deve ter. Você falou a história do híbrido, que a China, por ela, faria só o carro elétrico direto, mas precisa de uma infra para isso. Então ele fala, nem todo mundo tem tomada em casa, nem todo lugar tem. O híbrido também resolve um pouco isso.
É, o híbrido resolve a questão de você... Eu falo às vezes no meu vídeo, né? Quando o carro tem um pouco alcance elétrico, e é 100% elétrico, a partir de um determinado momento que você está dirigindo ele, parece que você está sempre com vontade de ir no banheiro, né? E não é o número um. Você não sabe se vai chegar, se vai dar tempo. Mas, enfim, na China tem muita estrutura, né? A China tem sete vezes mais... 17 não. 17 vezes mais pontos de carregamento que os Estados Unidos.
Então é um negócio absurdo, qualquer estacionamento que você para lá, público ou privado, tem uma tomada de carregamento lento e qualquer lugar tem as tomadas de carregamento rápido, que são as que realmente fazem diferença. Só para as pessoas entenderem, em corrente alternada, normalmente os carros carregam até 7 kW. Então um carro que tem uma bateria de 70 vai levar aproximadamente 10 horas para carregar.
Se você tem um carro de bateria de 70 e quanto carregador rápido, de até 100, vamos lá, 150 kW para deixar a vida mais fácil, e existem esses carregadores, especialmente em concessionárias de marcas que vendem carro elétrico, você vai ter aí entre 10%, que normalmente quando a pessoa para para carregar, ela está entre 5% e 10%, até 90% você consegue carregar em 26, 27 minutos.
Então, já tem essa solução no carro e já tem essa solução no Brasil. Algumas marcas estão fazendo algo mais revolucionário. Estão pegando essas baterias que eu te falei, que vão ser usadas em modo estacionário, estão criando grandes powerbanks lá na China. A Bill Waddy está fazendo isso, chama Flash Charge, que aí ele consegue carregar uma bateria de 100 kW a 1.000 megawatts de potência.
E sem derrubar a rede, porque você tem esses power banks ali fazendo a infraestrutura da parte elétrica. Então você carrega uma bateria de 100 kW em 11 minutos. Aí é loucura, porque um carro de 50 kW, você vai carregar em 6 minutos, que é o tempo de se encher o tanque e pagar. É esse o futuro? Porque eu fico pensando aqui, Estados Unidos, até pela eleição do Trump agora,
não está afim, né? Está afim de manter o petróleo, combustão, até porque as marcas americanas, a empresa, enfim, tem uma história de manter o poder também. Tem um fluxo de poder aí, né? O fluxo, quando eu digo isso, o petróleo, né? A galera do petróleo não quer que o elétrico dê certo, ou pelo menos quer retardar isso o máximo possível. E do outro lado do mundo, você está me falando que tudo já está acontecendo com naturalidade, até porque é o que eles querem e a força deles, quanto mais bateria, melhor. E o Brasil, no meio disso, fica como?
O Brasil ainda tem uma terceira via, vamos dizer assim, como dizem na política, que é o etanol. O etanol é um combustível que, apesar de, na hora de você considerar as emissões da queima ali na hora, como ele consome mais, ele queima mais, emite mais CO2, só que o ciclo todo da cana, eles dizem que compensa, aquela coisa, pensando no planeta como uma redoma fechada, poluindo aqui no bairro do Limão, e a cana sendo plantada em Ribeirão.
numa redoma fechada, esse ciclo fica de zero carbono. A grande questão é quem vai ganhar essa batalha econômica. Porque no meio automotivo, pelo que me parece, pelo que eu posso ver, já fui muito nos Estados Unidos, em fábricas também, não tem como mais correr atrás da China. A China vai ditar as regras, já está ditando.
E essa questão do Donald Trump agora fazer o perfure, perfure, baby, é uma coisa muito mais ideológica, mais para falar para a plateia, do que realmente efetiva. Porque os Estados Unidos não produzem nem 60% do que a China já produz, e há um mercado de 19 milhões de carros contra um mercado de 27 milhões de carros.
E os Estados Unidos exportam também um terço do que a China exporta em carros. Então não tem jeito. Quem está na vanguarda disso me parece ser a China. Obviamente, é que nem quando a internet chegou, falaram que ia acabar a TV, a revista, o jornal, o rádio, e na verdade tudo meio que se interseccionou. Eu acredito que ainda vai ter durante muito tempo, óbvio, a combustão.
Justamente porque o elétrico não serve para todo mundo ainda. Vai ser uma questão dos 15 anos para que todo mundo tenha o carregador super rápido e tenha baterias que o carro possa rodar mil, mil e duzentos quilômetros com uma carga. Tem a questão do transporte de longa distância também. Tem a questão do transporte marítimo. Então, enfim, o combustível fóssil e o etanol, enfim, não vão ser todos substituídos pela eletricidade.
Mas o transporte individual de grandes cidades, eu acredito que no Brasil, em 10 anos, a gente vai ter pelo menos 30% da frota já elétrica zero quilômetro. Hoje é quanto? Hoje são 7,5%. Só elétrico, né? Você pegar o eletrificado junto, o eletrificado e os híbridos leves também, vai dar em torno de 16%. 16 anos, é.
Os chineses já são 17% do mercado. Só as marcas chinesas. Caraca. Pô, muito, hein? É. Rápido, né? Tá mudando rápido. Nossa, 16% do todo, cara. Muita coisa, muito rápido. Esse mês, em abril, em abril a gente faz as contas das vendas de carro em geral e só de varejo. O varejo, o que eles dizem, é CPF comprando, né? Não é ninguém com CNPJ, não são frotas de empresa, nada. Nesse mês, o que eles dizem?
A Fiat ficou em primeiro, Volkswagen em segundo, Chevrolet em terceiro, Hyundai em quarto e a BYUG já é quinto lugar, passou Honda e Toyota. E nas vendas de CPF, pessoas que vão lá e compram, não empresas que compram frotas, a BYUG vendeu mais que a Fiat. Caraca!
É um movimento que a gente... Eu esperava que acontecesse, depois que eles entraram aqui para valer em 23, 24, eu esperava que acontecesse em cinco anos. Está acontecendo em três, né?
João, e quando é que a gente vai ter um carro barato de novo aqui no Brasil? Vai ter algum dia, assim? A gente vai ver em vida isso? Porque o carro tá muito caro, né? Antigamente, deve ter um milhão de explicações pra isso, mas assim, quando nós três aqui távamos na faculdade, você fazia um estágio ali, juntava uma grana, e em algum momento você comprava um carro usado ali, né?
Hoje o carro usado, estamos falando de muitos anos o cara juntando uma grana no estágio ali. O carro popular é hoje uns 60, 70 mil reais. De popular está longe, né? E bem, bem, bem vagabundo. Bem, bem, bem simples. Na verdade, a gente teve carro barato. Minha memória não falha.
entre 2011 e 2014, em comparação com a renda média. Tinha carro de 27,990 e tinha financiamento em 60 vezes e a indústria chegou a vender quase 4 milhões de carros. Esse modo não é muito eficiente.
para produzir, porque a energia é cada vez mais cara, os insumos são cada vez mais caros, então é melhor você ter mais valor agregado num carro, cobrar um pouco mais caro e vender um pouco menos. Mas esse movimento, especialmente dos chineses, mesmo pagando 35% de imposto, e eles começando a produzir aqui também uma capacidade de produção um pouco mais eficiente, eu acho que, obviamente, mantendo-se o que acontece hoje de política econômica, de impostos, enfim,
As marcas grandes que empregam muita gente não vão querer perder sua capacidade produtiva, o quanto que investiram e o quanto que tem que produzir. Então, a marca que tem, que vende hoje 400 mil carros, tipo a Fiat, ela tem 18% de share, 21% de share, ela é responsável por um quinto do mercado.
Ela quer continuar produzindo pelo menos esses R$ 400 mil, ainda que o share dela seja de 15%. Mas eu acho que isso só vai acontecer na prática no Brasil com a boa e velha redução de impostos.
A produção mesmo ser mais eficiente no Brasil, por enquanto, ainda não. Mas é só imposto que explica? Porque o carro aqui, por exemplo, em comparação com os Estados Unidos, ele é muito mais caro, né? Não é só carga tributária, não sei. É boa parte, viu? É boa parte. Você pegar um carro popular, tem entre 39% e 43% de imposto. Você pegar um carro um pouco mais equipado, que ele não tenha nacionalização, pelo menos em 70%. E aí
Ele vai passar de 50% de carga tributária em cascata. Eu não estou falando de federal nem estadual. Tudo que vai incidindo na cadeia inteira. E outra, os Estados Unidos também produzem muito mais. Eu tive que falar, o Brasil é um mercado de quase 3 milhões de carros, os Estados Unidos é um mercado de 19 milhões de carros. Então, não dá para fazer essa proporção populacional, que só tem 150 milhões de pessoas a mais que a gente.
E na China, então, é loucura. Na China é loucura. Vou te falar. Tem carros que os chineses vendem aqui por 250 mil reais, que todo mundo fala que é um baita custo-benefício. Lá na China custa 14 mil dólares. 75 mil reais. Um terço. Um terço do valor. Menos de um terço.
Ó, vamos pro intervalo, depois repórter CBN, na volta seguiremos falando de carro. Preste atenção aí. Mande perguntas. Troque seu carro semana que vem, hein? Mencione fim de expediente, tem cupom de desconto. We are back!
Sete horas, sete e quatro, hein? É o que eu falo, Dan Stubach. Por que o U2 não consegue mais fazer isso? Sorria pra eu postar essa foto. Quantos anos sem o Mick Jagger? Pô, meu que você caça. Quando você for à academia, lembre disso. Pô, a voz do cara é perfeita ainda, hein?
Aí a tecnologia ajuda, né? Ah, não sei não, hein? Olha, uma vez encontrei a Luciana Gimenez em Nova York, sem querer, né? Madrugada. Eu já te falei isso, não? Não. Eu tinha voltado do Japão, título mundial do Corinthians. Aí eu tava todo virado, né? Porque o que era noite era manhã pra mim. Então eu fui andar por Nova York.
E acabei lá na Apple, fui aproveitar, passear e tal. E ela estava lá. E a gente começou a conversar dela. Eu falei, qual o segredo do Mick Jagger? E ela falou, ele não bebe, não fuma e faz exercício todo dia. Porra.
Fica a dica aí, mas não sei se é só isso não, hein? Zé, qual é a música do disco? O disco sai agora em julho, né? O novo disco dos Stones. Ela falou que ele é maníaco por alimentação e exercício, só pra eu complementar a informação. Deve ser mesmo. O disco que é o Foreign Tongue sai em julho, saíram duas faixas, essa é uma delas, In The Stars. Cara, podia ter uma turnê aí, um Last Dance dos Stones, mundo afora, hein? Ia ser espetacular, assim.
Muito bem, estamos aqui, estamos falando hoje de carros, desse mundo todo novo para vocês. Estamos com o João Nacleto, você certamente já ouviu no YouTube. João, nossa imensa comunidade aqui do Canadá, vou pedir aqui para os ouvintes de fora do Brasil mandarem meia, daqui a pouco vocês vão ouvir um de Baltimore aqui.
A Comunidade do Canadá fala que 30 graus negativos lá fora, que boa parte do consumo da bateria é para aquecer o carro. Aí ele fala, você acha que o futuro do carro é elétrico mesmo ou vai ter outra fonte de energia, tipo os hidrogênios, nuclear ou afins? Olha, nuclear seria o ideal, né? Não que eu seja um expert em energia, mas quando eu converso com algum especialista...
Ia ser muito legal, mas é muito complicado você andar com um pedacinho de plutônio enriquecido no seu carro, né? Pois é. Ainda mais se o Trump for o presidente. Exatamente. E pode ser que tenha uma enxurrada de acidentes na porta da Casa Branca, né? Então, enfim. O hidrogênio é basicamente o mais inteligente de todos, né? Porque você tira hidrogênio de todas as matérias, né? A Hyundai tem até uma...
uma fábrica que usa resíduos de compostagem, esgoto, por assim dizer, e retira hidrogênio dali para uma fábrica de hidrogênio para abastecer a fábrica. Eles também têm um projeto bem bom, a Toyota também tem um projeto bem bom de hidrogênio, mas é bem mais caro, especialmente para você abastecer. Só para você ter ideia, só tem um lugar que você consegue abastecer com hidrogênio já para o combustível, se não me engano é Itajubá, a universidade lá.
Então você não tem pressão suficiente para abastecer esses tanques aqui no Brasil. E na Europa também não deu certo porque um posto com quatro bombas de hidrogênio, na época, 2019, custava 600 mil euros. Ninguém queria investir essa grana toda. E porque também o armazenamento não é tão simples quanto o de energia e também o de combustíveis. A questão do frio extremo e do calor extremo é muito complicada para o carro elétrico mesmo.
Tanto que a BYD, nesse salão da China via Denza, ela mostrou um carregamento de carro, esse flash charge, né? Com uma câmera, no carro a menos 34 graus. Eu até pus lá no meu Instagram, quem segue lá está nos destaques, lá do Instagram, arroba Janacletos. Então, eles também estão preocupados com isso, só que todo mundo tem que pensar que essa parte do mundo que passa por menos 30 ou abaixo de menos 30...
É bem pouco, né? Então, vai ser um problema que vai ser solucionado. Alguns carros já têm sistemas de aquecimento, pré-aquecimento e resfriamento de bateria, como instrumentos já acoplados, não é só a bateria e vambora, serpentinas em volta e tal, mas para o ferrofosfato, lítio, níquel, manganês, cobalto e a junção disso.
até nas baterias de estado sólido que eles estão desenvolvendo, a temperatura é muito baixa ou muito alta, ainda vai ser um problema. Momento que entendemos finalmente, porque decoramos a tabela periódica, né, Zé Godoy? Ó, antes de passar a bola pra você, chefe, põe o ouvinte aí de Baltimore, que é outra realidade, tá mais antenado com isso tudo. Bora lá. Eu queria fazer a dobradinha de Wilson. Então vai, vai lá. Vou começar aqui pelo do Brasil, que tem lugar de fala no programa de hoje, e o outro dos Estados Unidos. Bora lá.
Fala, meninos. Boa noite, Wilson Lima. Do Fusca, da Kombi e do Santana também. Eu acompanho o João tem muito tempo. Pô, eu sou um amante de carro antigo, né? Dá pra perceber. Queria muito ouvir do João se ele fosse fazer o top 3 dos carros antigos que ele mais curte. Quais seriam os carros que ele acha mais legais entre os antigos? Um abraço aí, ótimo programa. Aí agora vamos com o Wilson Pizol, que tá em Baltimore, nos Estados Unidos. Eu gostaria de perguntar pro João o que ele vê como uma saída.
para que as montadoras nacionais elas compitam de igual para igual com as montadoras chinesas. Realmente seriam as parcerias ou tem potencial ainda interno para se fazer isso? Pronto. Qual que eu respondo primeiro, o trabalho ou o prazer? Qual você quiser, cara. Você é o convidado, você manda. Vamos começar com o prazer. Dos nacionais, o que eu mais gosto é o Todd Charger.
segundo Passat Pointer e terceiro Opala Opala? Tive um Opala diplomata 90 há algum tempo, se quem procurar no canal lá vai ver, impecável coisa linda, mas quebrava parado aí eu desisti eu tive uma Suprema também, lembra da Omega Suprema? sim, peru aquilo ali quebrou um alternador então então então
Quase que eu fui para a Alemanha comprar. Um negócio assustador. E aí, onde que eu achei? Num lugar que vendia alternadores chineses. Agora, a questão da indústria, eu acho que, assim, ao nosso modo, vamos caminhar com a instalação de marcas chinesas aqui.
Vamos aprender algumas coisas, né? Tem marca chinesa que já está projetando fazer fábrica de bateria, que é a principal causa de a gente estar atrasado, para a gente não dominar ainda a manipulação e a execução de uma bateria com essas terras raras que temos aqui. Agora, em eficiência, em tamanho, não vai dar. Não vai dar. A China está em 2050, né? Então, não tem como. A Tesla não conseguiu concorrer com a China.
A Tesla, que é o maior exemplo de high-tech, eles já tiraram os dois carros mais caros deles de linha, porque eles vão ocupar linha para fazer robô. Eles sabem também que a próxima corrida que a China vai ganhar é a de robôs. Nesse mesmo salão, no AutoChina 2026, eu vi lá o robô que ganhou a maratona, que fez a maratona mais rápida do que qualquer ser humano. É um absurdo. E assim, todas as marcas têm um robô que tem alguma tecnologia que também foi desenvolvida na indústria automotiva.
Então, a próxima corrida deles é essa. Eles já sabem que de carro eles venceram. É ilusão a gente imaginar que aqui a gente vai conseguir ter a eficiência que eles têm lá.
E a gente tem que aproveitar agora que algumas marcas chinesas estão assumindo fábricas mais obsoletas no Brasil. Jay Komoda assumiu a que era da Jaguar Land Rover em Itatiaia. A GWM assumiu a que era da Mercedes em Nacemápolis. E o ID assumiu a da Ford, que era em Camassari. A Dili vai ter uma parceria junto com a Renault na fábrica em São José dos Pinhais. Eu acho que a nossa indústria tem que aprender e...
com a entrada deles aqui, fazer essa transferência de tecnologia minimamente para que a gente continue tendo uma indústria automotiva saudável e a mais saudável da América Latina, né? Ninguém tem uma indústria tão forte quanto a gente. A gente realmente tem que se proteger para não perder isso e tentar aprender a eficiência com os chineses. Dan, bola tua. Você já teve um Jeep, né, Dan? Não teve? Já tive um Toyota, né? Um Toyota Bandeirante. Por muito tempo.
Foram o quê? 11 anos, sei lá. Tipo Toyota Bandeirante. A gente elevou de Floripa até São Paulo com esse Jeep, mas nos três dias, mais ou menos. A média de velocidade era uma 50 por hora, mais ou menos. Azul, azul calcinha, como se dizia antigamente.
Ô, João, qual dessas marcas vai ficar? Porque é marca pra caramba, cara. Só você consegue saber todas. Eu tava pensando, bom, até as óbvias, pelo menos porque chegaram antes, a gente conhece, BID, GWM, mas daí tem a Moda, tem a Xangai Xingala, que você foi lá ver.
Já é, Jekyll, tem essa que você falou agora há pouco, aí tem aquela que tem o Jeep que eu achei bonito, o Getur, tem um monte, eu comecei a falar, Ziker, tem um monte, Gilly, qual desse balaio todo vai ficar? Bom, tem que entender primeiro que o Molda, Jekyll, Sherry e Getur são do mesmo grupo, são todos da Sherry. Não é tanto assim, né? Exatamente, exatamente.
aquela coisa, né? A IOC faz pipoca, faz milho, faz varinha, faz tudo. Então, a IOC fazendo um monte de produtos. A Almuda Jacob é uma marca da Chery que é só overseas, é só exportação. A Getúr tem um foco muito grande no off-road, ainda que não tenha trazido os 4x4 pra cá, e muito no Oriente Médio. Então, essas marcas sob o chapéu da Chery, que é top 3 das chinesas, essas marcas têm bastante força, têm bastante grana pra investir.
BYD é gigantesca. O plano da invasão da BYD é tipo de Gengis Khan, né? É o mundo inteiro. O mundo onde se tem notícia, a BYD quer chegar. Vai ficar. A GWM é muito forte nesse segmento que ela está, mesmo lá na China. Ela não é forte em carros menores. Mas é muito consolidada e continua crescendo, inclusive na China, mesmo com a concorrência de lá.
Mas não é uma marca top 5 na China. Ainda que aqui juntaram muita gente boa, muita gente de Toyota e Ford, mais velha, mais experiente, e ficaram. GAC é de Guangzhou, que é o polo tecnológico de lá. É a maior empresa automotiva de lá. Não acredito que eles estão sem dinheiro. Não acredito que eles não vão investir e vão trazer muitos produtos também. A Zikera é da Dili. A Zikera é como se fosse uma Maiba da Dili.
Como se fosse uma... Vamos pensar num grupo... Tem a Volkswagen que tem a Lamborghini. A Zikker é isso dentro da Dili. E a Dili é também top 3 da China. Então, duas marcas também que me parecem que vão ficar. No final, cara, todo mundo que está aqui, a mais nova é a Leap Motor, que foi uma investida da Stellantis, que é dona de Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot. Ela é a mais startup, é uma empresa que tem 10 anos e há 5 anos faz carro.
Mas ela cresce vertiginosamente na China. Então, me parece que também já deu certo. Apesar do patrocinar o Palmeiras, não estou muito a fim de falar dela. É, eu fiz um vídeo esses dias com o novo deles, o B10, e eu sempre ando com uma bandeira na minha mala. Vou até pegar aqui para você ver. E a BID vai fazer o name right do São Paulo também, né? Quando eu fui entrar na parte de trás do carro, eu deixei essa bandeira no banco de trás aqui.
Uma provocação aos amigos de lá. Bandeira do Corinthians, só para quem está ouvindo. É, para quem está ouvindo mostrou a bandeira do Corinthians. Ah, a bandeira do Corinthians, perdão. É, eu estou vendo no YouTube, então desculpa. Então, assim, de todas que estão aqui, para mim, todas são bem sólidas. Ainda vão chegar mais, vai chegar ainda a Dong Feng, que é uma marca grande lá também. A gente vai ter uma marca que chama... Ah, você falou da Xangã, né? A Xangã é muito interessante porque aqui no Brasil eles são produzidos.
A Caoa, que faz o Caoa Sherry, e que durante um tempo foi Hyundai também, ela tem meio os direitos de produção e está produzindo na fábrica lá em Goiás, em Anápolis. Então, não é uma operação igual das outras. Não foi a Xangã que veio para cá. Caoa foi lá e fez uma parceria e está trazendo os veículos do Xangã para produzir aqui. Ainda não vai importar. Eu acho essa operação até mais legal para o Brasil.
GAC vai produzir na fábrica da Mitsubishi também lá em Goiás, em Catalão. Cara, todo mundo que tá aqui veio pro jogo quente. Ninguém veio com a chuteira desamarrada, não. Zé Godoy, você vai ter que comprar um carro, Zé. Porque tem muita empresa fabricando carros, você não vai poder se abster disso. Você tem que ajudar esse pessoal todo.
Cara, eu tô voltando a torcer pro carro contra a bicicleta elétrica aqui no Rio. Porque o problema do carro é ele tá regulado, né? As pessoas sabem que tem que andar dentro da via, numa direção só, parar no sinal vermelho. Isso aí o motorista já aprendeu no Brasil. Os ciclistas de bicicleta elétrica não sabem nada disso, né? Então é o caos aqui hoje em dia. É meio louco isso, né? E tem muita bicicleta elétrica de todo tamanho também, né? Sim, algumas são umas motos que eles estão chamando de bicicleta. Verdade.
Convido os senhores aí pra China pra ver o caos que é a ciclofaixa chinesa. Sério? Oh, meu Deus do céu. Cara, pedestre, criança, bicicleta, scooter, aqueles que parecem walk machine, todo mundo junto e não tem um acidente, é inacreditável. Ô, João, o que todo mundo que tem um carro deveria saber e não sabe? Que boa pergunta, hein?
Que mata, né? Primeiro. Que não é porque você está ali que você não precisa matar. Tem que tomar cuidado. Eu acho que todo mundo deveria saber um básico de trocar pneu, pelo menos. Eu vejo vários casos de pessoas paradas esperando o seguro. Fico meio indignado cada vez mais. Mas assim, uma outra coisa que os carros elétricos, voltando até no assunto, eles simplificaram isso, né? Porque antes você tinha que saber.
Como é que está a água, como é que está o nível do óleo, como é que está a tensão da bateria. Enfim, quem teve carro mais antigo sabe, o carro parava do nada. Você já viajava se programando para ver onde você ia parar.
Por isso que as mães faziam muito lanchinho e tal, né? O carro elétrico simplificou muito isso. Eu acho que muito dessa simplificação, das pessoas quererem ter tempo para pensar em outras coisas e fazerem outras coisas e o tempo ser cada vez mais escasso, pelo tanto que as pessoas querem fazer de coisas, que o carro elétrico ser mais simples também aquece o coraçãozinho dessas pessoas que não querem se preocupar com nada, além de olhar e ver se os quatro pneus estão cheios, né?
Eu acho que tem um pouco disso no sentimento do gosto de muitas pessoas que vão para a eletrificação e ficam felizes e falam, não preciso mais nada, o carro não morre.
Se você vai sair, o carro morreu. O carro não apaga do nada. Enfim. Antigamente, o carro tinha que pegar. O carro álcool no inverno era um... Cara, você ia pra faculdade, você tinha que rezar. Você ia sair 10 minutos antes pra ficar ligando o carro. O meu Toyota tinha que puxar o negocinho lá. Puxar o negócio, um botão. Afogador. Afogador, é. Tem um caso clássico de uma mulher que tinha um corcel. E o corcel dava problema. E o mecânico pegava, andava.
E falava, não, esse carro tá bom, esse carro não dá problema. Aí devolvia pra dona, ela falou assim, o carro tá falhando. Aí ela andava, aí falou assim, bom, deixa eu andar com a senhora. Aí beleza, ela entrou no carro, puxou o afogador, pendurou a bolsa e ligou.
Boa. Lembra que ficava tipo um cabide? Não sei se pode perguntar isso, mas quais são as dicas de carro que as pessoas que estão nos ouvindo acho que vão querer ouvir de você. Claro que tem todos os seus vídeos para saber o que você acha e não acha de cada modelo. Mas assim, em cada faixa ou em cada tipo de carro, quais são os modelos hoje em dia que você acha que vale a pena dar uma olhada, com certeza. Incluindo na do Dan, se tivesse que comprar um carro popular, tem algum que seja melhor do que os outros?
É que assim, o popular, popularzão mesmo, são três modelos, né? Renault Queen, Citroën C3 e Fiat Mobi. São os únicos que vão estar aí na faixa perto dos 70 mil, os básicos. Mas são muito básicos. Convido todo mundo aí a ver. Se puder, passem álcool gel na mão antes. Mas assim, dos três, o que eu vejo mais valor, assim, mais espaço interno, tal, é o Citroën C3.
É um bom custo-benefício e é um carro que tem a mesma mecânica do Mobi. O Fiat, hoje em dia, eu sei que não foi sempre assim, mas o Fiat, hoje em dia, é bem confiável. Dos SUVs compactos, o grande problema é assim. Eles já entram na faixa de preço onde os elétricos mais baratos estão. Então, eu não consigo fazer uma relação do quão proporcional um pode ser para o outro. Por quê?
O cara que experimenta combustão, muitas vezes nem olha para o elétrico, porque não é a praia dele, nem sabe se vai ser a praia dele ou não, se serve para a vida dele. E o cara que olha o elétrico, olha para a combustão como se fosse alguém usando chapéu ainda. Então, são coisas muito distintas.
A partir dos R$ 110 mil, você tem opções de todo jeito. Eu gosto muito de dois carros elétricos, que são o Dillian X2 e o BYU-ID Dolphin Mini. Para quem tem uma vida cidadina, pode ir neles, 300 quilômetros quase de alcance com uma carga só. Baterias não são muito grandes, do Dillian um pouco maior, mas enfim. Se você achar um kWh por R$ 2,50, você vai fazer uma economia brutal de combustível, especialmente para quem anda só na cidade.
A combustão, gosto muito do Jeep Renegade, que tem uma versão que parte de 119,990. Ele está um tempinho sem o facelift, mas é um carro que me agrada bastante. A partir de 150 mil, você também já encontra outros carros elétricos. E o ID Dolphin, vai chegar agora o GAC A1T. São carros um pouquinho maiores, um pouquinho mais equipados, mas também muito eficientes para a cidade.
E entre os SUVs você encontra, pensar num Hyundai Creta, um T-Cross um pouquinho mais equipado. T-Cross é o mais vendido do Brasil também, entre os SUVs, muito porque também tem essas versões para PCD um pouco mais baratas. Mas são carros que me agradam e não vão te dar dor de cabeça. Aí, dos 200 aos 250, eu não consigo mais.
São pelo menos, só de chineses, são pelo menos 12 modelos fora das outras. Então, é um lançamento por semana praticamente, eles estão investindo muito nessa faixa de preço. Tem carro que eu nem andei e, enfim, qualquer coisa que eu disser aqui vai ser uma... Não que eu vou estar mentindo, mas eu não vou estar falando com 100% de convicção. Mas tem muito carro. Por que o brasileiro é tão ruim de dirigir Porsche?
Ah, mas por quê? Toda semana tem um acidente Porsche no Brasil. É péssimo pra imagem da marca. Parece que eu, se eu fosse a Porsche, parava de vender carro aqui de tão ruim que o pessoal é. Ah, mas não tem mais jeito, porque eles não compram zero, né? Eles compram o semi-novo. E aí não tem como controlar. E virou um hype mesmo. É igual... Porsche virou uma coisa meio Harley, né?
A coisa é do cara pertencer àquele grupo. Só que o problema é que nesse grupo tem um outro grupo. Que bebe, dirige, está na noite. É um carro que é um símbolo de status, igual as correntes de ouro. É duro, cara. Porque eu sou bem próximo da assessoria de imprensa lá. Converso várias vezes. Todo evento procura entender o que está acontecendo. E eles estão...
Sem saber o que fazer. Porque não tem o que fazer. É o livre comércio, né? Como é que você vai tirar? O cara fala assim, não, você não vai comprar um Porsche. Me dá sua capivara aí antes de você comprar um Porsche. Não tem como, né? É só erro. Meu, não tem jeito. E daqui a pouco pode ser outra marca. Opa, daqui a pouco pode ser outra marca, mas o Porsche realmente...
Basta você andar nas zonas mais periféricas, instrumento de desejo total e completo, e entre os mais ricos também. Aquela coisa que o Mano Brown falava, seu filho quer ser preto, que ironia. Tanto o pobre com ascensão meteórica, quanto o rico que tem um pouco mais de grana. Nem gosto de usar muito esse termo, novo rico. Todo mundo...
que tem uma grana a mais, quer sentar um Porsche e desfilar, porque é realmente algo diferente. O Porsche é, tecnicamente, ainda hoje, imbatível, mesmo sendo a combustão ainda. Dan, manda a última aí. Não, a gente já falou, já abordamos de tudo, né? Já fiquei feliz também de ter essas dicas, já entendemos pra onde a gente tá caminhando.
Já entendi por onde você compraria seu carro. Seria, se eu entendi bem, elétrico. E aí, dependendo de quanta grana você tivesse, você iria por esses modelos. Cara, eu estou bem feliz. Eu queria... Então, eu vou partir para outro caminho agora. Você é um cara que fez sucesso usando a sua paixão no YouTube, né? Produzindo vídeos e, de alguma maneira, obteve esse reconhecimento. Boa parte da molecada sonha em fazer isso, né?
Sonha em fazer da sua paixão, começar a fazer. E você tem esse mal também, porque tem muita gente que fala de carro e fala mal, né? Porque nem sempre com a quantidade vem a qualidade. Isso vale para todos nós. Quais são as dicas e quais são os caminhos para essa galera? E como é que você vê esse mercado aí teu de influencer? Então, assim, eu sempre trabalhei com informação. Então, a influência digital nunca foi uma... nunca persegui.
aconteceu, foi acontecendo, mas eu acho que o mais importante é fazer bem, ter orgulho um pouco do que faz, e ser resiliente, porque não é todo vídeo que vai bem, não é todo dia que você está bem, e não é todo assunto que você acha que é bom, que é bom para todo mundo. Então, um dia foi mal, sem desespero, amanhã tem outro. Ah, um dia foi muito bem, também não fica muito empolgado, porque amanhã tem outro e pode ir mal.
E não tem resultado rápido. Quem tem resultado rápido tem queda rápida. Sobe logo. As pessoas enjoam. É melhor você crescer de pouquinho. Mas pra isso tem um monte de coisa antes, né? Tem ter um controle com grana. Não dá pra se achar que vai enriquecer rápido. Não dá pra se achar nem que vai enriquecer porque é um negócio tão sazonal. Enfim, tem que ser disciplinado. E eu fico feliz que eu comecei isso já perto dos 40 anos, se eu tivesse começado com 28.
Eu tava pobre de novo. Eu vi o meu capacete do Senna, eu acho aí. Ah, é. Na verdade, isso aqui foi um evento da Audi. Eles deram esse capacete porque Ayrton Senna ajudou a trazer a Audi pro Brasil, né? Sim. Passava o carro com o Piquet e com o Senna, você pegava a carona com qual? De moleque com o Piquet. Mas depois eu tive o prazer de...
Eu tive o prazer de andar nos carros que o Senna deixou. E saber um pouco mais profundamente da história, das coisas, do lado sentimental. Hoje eu dou um empate. Boa. E o Senna era Corinthians, né?
É verdade. Uma das camisas mais bonitas que já foram feitas era dele, homenagem a ele. João, brigadão. Boa sorte. Vida longa ao canal. Quem quiser, vá lá no Instagram, vá no YouTube. Canal Arroda, mande perguntas lá e se comprar alguma coisa, coloque o cupom FIMDEEXPEDIENTE que o João dá desconto pra você. Valeu. Olha, tá mais fácil cobrar em mais. Muito obrigado pela moral aí. Muito obrigado pelo carinho. Dan.
Se você soubesse como a minha família está feliz de você ter me chamado aqui. Todo mundo muito seu fã, todo mundo ouve bastante o CBN. O Zé Godoy, o Miranda. Eu queria agradecer demais pela chamada aqui. Nunca imaginei que ia estar dividindo bancada com gente de tanto garbo. E só agradecer mesmo e quando precisarem podem me chamar de novo que eu estou pronto.
Valeu. Vamos lá, repórter CBN intervalo e já voltamos. Vamos junto. Valeu. Na CBN, fim de expediente. Quando chego na varanda Vejo o céu, a mata e o mar
Por aqui a vida anda. Estamos de volta, hein? Devagar. Quando eu chego na varanda. Quando eu chego na varanda. Vejo o céu, a mar e o mar. Quem é, Zé? É o descaço que o senhor Jorge acaba de lançar. Digo, um disco maravilhoso. Acho que vai entrar na lista dos melhores do ano. Chama The Other Side.
É um disco que ele foi gravando ao longo de um tempão, meio que não sobrava tempo, com dois produtores americanos. E tem de tudo, assim. É muito sofisticado, mistura de jazz, samba, música negra, canção brasileira. Essa é uma parceria com a Marisa Monte. Mas tem de tudo. Trouxe mais uma faixa que a gente ouviu depois.
Deixar a chuva cair, deixar o tempo passar, sentir a onda bater. A história que eu ia contar, rapidinho, perdão, era que o Sr. Jorge morava na minha rua, né? E aí, uma época quando meu pai estava doente no hospital, eu fui convidado para fazer um áudio de um comercial. E eu saí do hospital e fui gravar aquele áudio. E me deram endereço, vieram me buscar.
E quando eu vi, eu estava na casa do Sr. Jorge, porque ele tinha um estúdio em cima que ele, às vezes, emprestava, alugava para que se gravasse áudios de comercial, áudio de documentário, enfim, áudios, né? E eu subi para uma outra porta, então era um anexo da casa dele. Fiquei lá encurtando a história, uma hora ele apareceu, a gente já se conhecia, e a gente começou a conversar, e começou a conversar, daí eu acabei falando da minha mãe.
E ele se sensibilizou pela história que eu tava passando. A gente desceu pra sala, e era isso que eu ia contar, porque essa música me lembrou isso. E a sala era um grande estúdio de gravação, assim. E ele botou a caixa de som e começou a cantar. Primeiro ele botou a música da filha, a filha cantando, porque a filha canta muito bem. E ele cantando junto ao vivo, na minha frente, com o violão, e ela num som gravado, já tava gravado, como se fosse um dueto.
E é uma das cenas que eu nunca esqueci na vida. É um cara que é difícil fazer coisa ruim. Eu não me lembro de uma coisa ruim que ele tenha feito. É de um talento pra interpretar, pra cantar, pra conversar. É um baita artista. Primeira vez que eu vi ele foi no Cidade de Deus ali. Era um papel que a gente não sabe o que era, mas foi espetacular quando ele fez ali. Nessa época ele ia fazer o Madame Satã, que o Lázaro acabou fazendo.
O que foi ótimo, que de alguma maneira também deu espaço para que o Lázaro pudesse começar a mostrar seu talento. Acho que foi o primeiro grande trabalho dele e tal. Mas, Cidade de Deus, tudo que ele fez com o Matô fez bem.
Zé, você quer falar do quê? Temos a Shakira no Rio, temos o Menino Ney, temos a Convocação, temos o Banco Master, ou você já quer largar tudo e falar do que você está vendo? O que está acontecendo? Tem o Casemiro, o polêmico é Casemiro, o Ender, que agora é um polêmico. Gente, não vamos gastar tempo com o que os outros já gastam. Vamos gastar tempo com a coisa que a gente pode fazer, que é fazer um bom a meia hora de cultura, que é tudo que as pessoas querem nessa vida. Então vamos lá.
Puxa aí, o que você quer? Vocês foram ver os filmes que tem que ver, que todo mundo tá vendo, ou só eu que tenho que assistir esses filmes aqui? Você que dá o aval pra gente ir. Depois que você falou do Michael, eu passei a cogitá-lo, mas eu não tenho vontade nenhuma de ver o filme do Michael. O Diabo Veste Prada, eu pretendo ver esse final de semana. Eu vou amanhã. Você gostou? Depois da peça. Vou emendar no cinema. Mas o que você vai ver? Um desses dois aí. Qual eu vejo? O Michael ou o Diabo Prada?
Acho que pra você é o Michael. Você gostou de ambos? Eu acho que sim. Assim, eu falei um pouco no Arte Expediente. Eu acho o Diabo Veste Prada, assim, ele cumpre, ele cobre um espaço no cinema americano que tá muito vago, assim. Que eram filmes muito comuns nos anos 90, nos anos 80 ainda mais.
com ótimo roteiro, ótimos atores, história bem contada, começo, meio e fim. E aquela sensação quando você sai do cinema, falou que legal, né? Viu no cinema, viu no cinema, viu uma boa história, e é tudo que a gente quer isso. Então, como é cada vez mais rara essa experiência, então é um filmaço.
Praticamente para quem é nostálgico de uma época melhor do cinema americano, acho que cumpre bem. Eu acho que eles fizeram super bem essa coisa de segunda parte, conversa com o primeiro, discute a coisa mais no que está acontecendo agora, mesmo com essa distância de 20 anos. Então foi para mim a bola dentro, cinco cajuzinhos para o filme.
O Michael eu daria quatro cajuzinhos e meio, porque o filme dramaturgicamente é pobre, é muito maniqueísta, o pai é o grande antagonista, é o vilãozão, os meninos sofrem na mão dele, o Michael sofre mais ainda. Então é um filme chapa branca nesse sentido, é um filme produzido pela família, que mostra muito o Michael ainda como um herói ali, como um artista extraordinário, que vai nascer naquela situação difícil familiar para ver o que virou.
E musicalmente é um estouro, porque o sobrinho lá que faz, faz muito bem, principalmente a partir de tudo, né? O menino dança, canta, e não é fácil ser Michael Jackson numa tela e convencer alguém, porque o cara realmente era muito fora da curva. Agora, é o que eu falei, assim, esse é um filme que deveriam abandonar agora, né? O projeto já está anunciado para ter uma segunda parte, e a segunda parte não tem como não ser ladeira abaixo, porque artisticamente ele piora muito.
E a vida dele vai ganhar outro tipo de direção. Então, é problemático. Mas o primeiro filme eu curti. Acho que vale a pena. Pra quem gosta do Michael Jackson, vai adorar. Pra quem não gosta, mas topa ver o filme, também vai gostar. Boa. Tem mais coisa no cinema? Eu tentei dar uma olhada no cinema esses tempos aí. Achei que tava uma temporada, uma fase ruim. Fase ruim, não. Uma fase com pouca opção. Você tem visto mais coisas?
Tinha visto Nuremberg, já tinha falado aqui, desses filmes grandes. É que também está com esse drama, aquele filme que é um filme que eu não quis ver, que eu não gosto dos atores, não fiquei muito animado em ver, mas é um filme que está ocupando bastante tela.
Aqui recentemente teve a mostra, não só no Rio, mas em várias cidades brasileiras, a mostra de cinema europeu. Tinha muita coisa boa, eu vi vários filmes legais. Alguns estão entrando agora, vão entrar ao longo desses meses. Eu vi o último filme do Cedric Caprich.
que é o criador do 10%, do 10%, aquela série, criador do Alberto Espanhol, uma série de filmes franceses legais, ele está com um filme novo ótimo, que acho que deve entrar agora nesse mês ainda. Em junho ou julho, acho que estreia Odisseia, que vai ser o grande blockbuster do ano, provavelmente, não?
É uma aposta radical, é um livro que cria a literatura, na verdade, o que a gente associa de literatura vem ali desse momento, desse cara que pode ter chamado Homero, escreveu, e estou curioso para ter um grande diretor tentando transportar isso para a tela, no caso do Nolan.
Muito bem. Série é que, de repente, eu não sei se vocês estão vendo muita coisa, mas eu, por acaso, contei ontem que eu estava acompanhando sete séries ao mesmo tempo. Eu estou nessa. Aconteceu de todas as séries voltarem mais ou menos. Quer dizer, tem umas terminando a temporada, umas começando.
mas a vida virou um inferno assim, porque agora você tem que ficar descobrindo ninguém memoriza quando saem os episódios, né? e aí de repente você descobre que já saiu tudo a semana inteira e você não viu ainda mas tem muita coisa legal acontecendo você tá vendo, Dan? Tem visto coisas nas séries? tô vendo sim primeiro eu acho que esse comentário que o Zé fez é ótimo porque a gente via muito filme nesse lugar
Tipo Notting Hill, assim, vai, que eu acho que é um dos... Quatro Casamentos é um funeral. São ingleses, mas eu acho que eu ocupava esse lugar, assim, de bom texto, bons atores, sem muita pretensão, uma boa história, que você ia se divertir e ficava feliz. Recentemente teve aquele Guerra dos Roses, que eu odiei.
porque era muito mal feito, era boboca, tudo tem que ser um pouco over, né? Meio exagerado, as comédias ficaram um pouco esticadas hoje em dia. Daí o Diabo Veste Prada, de repente, recupera esse lugar e é muito bom. Eu tô vendo as séries, Bom, Amigos e Vizinhos, que voltou, né? Desses que voltaram. Acho uma série bem produzida. Eu até hoje não sei se eu gosto, mas eu continuo assistindo, porque eu também não, não, não gosto, né?
Mas ela tá encalacrada ali, né? Ela tá tentando sair de um negócio ali que não tá colando mais e é bom eles acharem a saída pra essa história, né? Porque não dá pro vice-presidente de um banco de investimento ficar mais do que 20 episódios roubando os amigos, né? Não, vai virar Ozark, né? Vai virar Ozark essa série. É? Bom, e o John Hammett que é o autor que mais trabalha no mundo. Ele já vai estrear outras duas séries agora.
Ele tá trabalhando pra caramba, tentando se livrar do Mad Men. Mas a série é bem feita. Agora, pra mim, o destaque é a série que tem feito o maior sucesso, é a número um no mundo hoje, que o nome em português é Margot Está em Apuros. Abandonei. Essa série, que é uma série... Ela é mais feminina, né? Do ponto de vista de uma protagonista feminina, que tá ainda uma...
numa crise danada ali também, tem um filho e o homem é um cretino, não assume, ela acaba indo para o OnlyFans, tem a mãe dela, que é a Silvia Pfeiffer, que está maravilhosa. Shelly Pfeiffer. Shelly Pfeiffer. Silvia Pfeiffer é a atriz, verdade.
Tá na Record, inclusive, um beijo, um abraço. Me recebeu pro jantar lá em Portugal. Um beijão pra ela, mas a Michelle Feiffer tá genial no papel. O pai dela é um ex-lutador de luta livre, enfim, mas eu gosto da série. Também é um pouquinho esticado, também é um pouquinho over e tal, mas eu gosto, acho uma série inteligente no que ela se propõe e justifica o sucesso que tá tendo. E estreou a série, ia falar peça, a série que tem o maior sucesso na Inglaterra.
que foi o grande acontecimento na Inglaterra, tem o nome de Personas, né, em português. Em português, acho que é Personas. E é Legends, em inglês. Essa série acabou de estrear no Netflix, acho que estreou hoje. É a série que eu quero ver. Boa. Então, vamos pro intervalo e a gente volta com as dicas. Tem muita coisa, tem muita série realmente boa passando aí. Peguem caneta e papel para anotar. Bora.
Na CBN, fim de expediente.
A Roda