Episódios de Mesa da Rita

Monge Satyanatha: O poder da meditação

12 de maio de 202643min
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Rita Lobo conta que a meditação é, para ela, um alimento da alma. E que gostaria que todo mundo aprendesse a meditar! Para isso, conversa com um monge que, aos 22 anos, largou a engenharia da computação e se mudou para um mosteiro no Havaí, onde viveu por sete anos. Sat, como gosta de ser chamado, afirma que “Meditação é encontrar a sua luz”. 

RECEITAS DO EPISÓDIO

PRA COMER COM CAFÉ: Barrinha de tâmara com cacau

MARMITA: Chutney de abacaxi

Participantes neste episódio2
R

Rita Lobo

HostApresentadora
S

Sat

ConvidadoMonge
Assuntos5
  • Meditação e AfirmaçãoMeditação como alimento da alma · Encontrar a luz interior · Sair do piloto automático · Reagir com consciência · Subversividade da meditação
  • Autoconhecimento e MeditaçãoSer o próprio guru · Autonomia nas escolhas · Emoções como temperos, não prato principal · Medo como alerta, não conselheiro · Raiva como pedido de mudança
  • Meditação e neuroplasticidadeA mente altera a respiração, a respiração muda a mente · Respiração profunda e paz · Neuroplasticidade e medo · Avenida da presença e rua da compaixão
  • Energia da CriaçãoComida como matéria-prima da alma · Energia dos alimentos · Veganismo e meditação
  • Recomendação de EpisódioBarrinha de tâmara com cacau · Chutney de abacaxi
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Problemas e desafios fazem parte do nosso dia a dia. A gente...

Não pode mudar os fatos. O que dá para mudar é a nossa reação. De acordo com o monge com quem eu conversei, a meditação tira a gente do piloto automático que o cotidiano praticamente impõe à nossa existência. A meditação faz com que a gente consiga observar a forma como a gente reage a acontecimentos tristes, difíceis.

estressantes, e aí a gente consegue tomar decisões e agir com mais consciência. Imagina se eu vou esperar que o mundo seja perfeito para eu ser feliz. Ou se o dia foi difícil e, portanto, eu vou ficar de mau humor. O mundo, na verdade, vai estar tendo tanto poder e eu quase nenhum. A meditação é encontrar sua luz.

e organizar-se internamente para que você se expresse no mundo ao invés do mundo esmagar você. Por isso a meditação é surpreendentemente subversiva. Uma das belezas de meditação é que é muito difícil fazê-la errado.

Todo mundo já se sentiu esmagado pela vida. Mas se você conhece alguém que está nesse momento, manda essa conversa agora. Porque as técnicas que o meu convidado ensinou são excelentes para reverter o piloto automático e assumir a liderança do próprio cérebro.

Um dos monges me ensinou maneiras da gente não se misturar na energia de gente que está em energia ruim. Quer aprender? Claro! Aqui no Mesa da Rita, toda semana a gente se encontra com especialistas das mais variadas áreas. Tem gente da saúde, que é um assunto mais próximo da alimentação.

que é a minha especialidade, mas também da literatura, da música, do esporte, enfim, de tudo que tem potencial de transformar a minha vida e a sua também. Depois de quase 30 anos ensinando tanta gente a cozinhar, eu fiquei com vontade de aprender sobre assuntos que são tão transformadores quanto a alimentação. Então, bora aprender juntos? A mente altera a respiração.

Mas olha que legal, a respiração muda a mente. Eu quis fazer um episódio sobre meditação porque em fevereiro de 2020, para comemorar o aniversário do meu marido, ele e eu fomos para uma fazenda. E por acaso, entre os hóspedes, tinha uma monja. Aí, numa noite, ela fez uma meditação guiada que foi algo...

absolutamente transformador na minha vida. Bom, nos dias seguintes, eu usei a técnica que ela me ensinou e eu meditei mais um pouquinho e depois mais um pouquinho e a gente voltou para São Paulo, vida que segue e de repente veio a pandemia de Covid. O mundo fechou.

Olha, eu me lembro direitinho de falar com a Elô, que era editora aqui do Panelinha nessa época, que a gente tinha um fim de semana para organizar o site para as pessoas que estariam em casa com filhos pequenos e tinham que trabalhar, cuidar das crianças e ainda fazer o almoço e o jantar, e sem saber cozinhar.

Ninguém previa o que iria acontecer nos próximos meses e nos anos seguintes. Mas, do meu ponto de vista, do meu mundinho dentro da cozinha de casa, eu entendi que, se há 20 anos eu dizia para todo mundo, aprenda a cozinhar! Agora, milhões de brasileiros me pediam, Rita, me ensina a cozinhar. Foi uma insanidade. Emocionalmente...

Foi um período muito pesado para todo mundo e para mim, fisicamente, também foi muito pesado. Não é à toa que a nossa equipe aqui no Panelinha tem 20 pessoas. Produzir conteúdo profissionalmente, no volume que a gente faz, é uma outra coisa. E, de repente, lá estava eu gravando sozinha lives diárias, na hora do almoço, ensinando todo mundo a cozinhar e aproveitar o que tinha na geladeira.

Além do senso de propósito do meu trabalho, o que me alimentou, o que alimentou a minha alma naquele momento foi a meditação. E é por isso que eu quero que você também aprenda a meditar. Sati, como gosta de ser chamado, estudou várias religiões e é mestre em meditação.

No livro Seja Monge, que escreveu em 2019, ele ensina maneiras de estarmos menos à mercê das circunstâncias. Ele diz que abomina a ideia de ser visto como guru. O que ele quer é que cada pessoa seja guru de si mesma.

Para você se alimentar de boas ideias toda semana, inscreva-se no canal Panelinha no YouTube e ative o sininho. Assim, você não vai perder nenhum episódio novo, né? E se você está participando dessa mesa virtualmente pelo Spotify, não esqueça de seguir o Mesa da Rita. Assim você também fica sabendo das novidades por aí. Mesa da Rita tem o patrocínio de Electrolux e Oxford.

Monge Satyanatha. Falei certo, Satyanatha. Fala o prefeito, parece que você fala há 20 anos. Olha, eu costumo oferecer um cafezinho para as pessoas aqui, mas eu já sei que você só toma um café por dia. Então, eu deixei uma coisinha, se você quiser provar. Você é vegano, né?

Sou vegano, sim. E aqui a equipe fez uma espécie de um desafio para eu fazer na hora, um dia, uma barrinha de tâmara com cacau e outras frutinhas. Eu, modestamente, achei que o resultado ficou muito bom. Eu deixei aqui. Não vou te oferecer café, mas vou deixar aqui se você quiser provar em algum momento.

prove. Confesso que eu não sabia que eu ia ser tão bem tratado, porque a gente vai nos lugares filmar, gente, e aí a gente nunca é tratado com esse carinho todo assim. Um pouquinho de crudites, que eu adoro crudites. Cenourinha, pepino, eu acho uma delícia a gente para beliscar. Então, se você permitir, eu vou. Pode, pode comer. Monge Satyanata, posso te pedir para me chamar de Sat? Sat, tá bom. O que eu queria te perguntar, Monge Sat, é Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y Y

O que é meditação em uma frase? Meditação é você ir buscar dentro de você aquela consciência que você é, além dos pensamentos, além do corpo, aquilo que permanece, mesmo que muita coisa mude.

E aí, aquele fundo seu, aquilo que você realmente é, você vai descobrir que é cheio de luz e é próximo da alma. Meditar é encontrar essas energias maiores em você e organizá-las para que a sua vida venha de dentro de você e não seja acontecida por conta de mil estímulos externos.

que são caóticos e fazem a gente só tentar sobreviver. Falando em uma frase ainda mais curta, meditação é encontrar sua luz e organizar-se internamente para que você se expresse no mundo ao invés do mundo esmagar você. E o mundo esmaga a gente, né?

E todo mundo esmaga a gente. Inclusive a mim, foi por isso que eu fui para o monastério. Eu não fui para o monastério porque um dia eu falei assim, nossa gente, sou tão iluminado, tchau para vocês. Era absolutamente o contrário. Eu era tão ansioso, tão confuso e tão triste naquilo que a vida estava me trazendo. E havia uma suspeita de que a vida tinha mais do que aquilo. E na busca de entender...

Será que essa suspeita é verdadeira? Será que energias existem? Será que alma existe? Será que chakras existem? Meditação existe? Teve uma hora que aquilo se tornou inevitável. Então, eu nem considerava que eu tinha coragem de ir para o monastério. Para mim, era a única escolha possível. Vou até me dar de presente um docinho. Você vai se dar de presente e eu vou aproveitar para contar aqui que durante esse período você curtiu? Maravilhoso!

Coisa boa. E para quem está vendo pelo YouTube ou para quem está ouvindo, essa receitinha aqui da barrinha de tâmara com cacau está lá no site Panelinha. É só digitar tâmara na busca do site que você encontra a receita. Gente, não percam tempo. Isso aqui... Não, fica aqui. Não vai embora, não. Faz parte da iluminação. Mas o que eu queria dizer... Existem muitas linhas de meditação?

Existem incontáveis linhas de meditação, porque a meditação, por incrível que pareça, não é um fenômeno religioso, é um fenômeno humano. No sentido de que, assim como a música apareceu, nascida da nossa natureza humana, a gente gosta de fazer música. E a música tem incontáveis formas de existir, mas ela é música.

A meditação foi aparecendo e a música existe dentro e fora das organizações religiosas. A meditação existe dentro dos grupos religiosos, existe para esse monge sem religião e existe nos laboratórios das universidades que descobrem que isso, como você sabe, melhora a nossa epigenética, altera a metilação, retarda o envelhecimento, modula o sistema imunológico, inflamatório, tira a gente de inflamating.

Então, a meditação é humana e, portanto, ela é tão variada quanto a música. Qual é a vantagem disso? A gente tem que encontrar qual sistema funciona para a gente, assim como você descobre qual música você gosta. O seu livro, Seja Monge, sugere, pelo título, que você não acredita muito nessa história de guru, que cada um deva ser o próprio guru. É isso mesmo? Exatamente isso.

Mas sabe que isso tem um paralelo direto com o meu trabalho. Eu sempre digo que quem sabe cozinhar tem mais autonomia para fazer melhores escolhas. Se você não sabe cozinhar, você depende ou de alguém, e isso pode ser uma relação injusta. Talvez aquela pessoa não queira ficar cozinhando para você o tempo todo. Você nem nunca parou para perguntar.

E hoje, diante desse sistema alimentar, fica ainda mais complexo, porque você pode depender de uma indústria de ultraprocessados que não está preocupada com a sua saúde, está preocupada em vender produtos que viciam e que são desbalanceados nutricionalmente. Então, quando você aprende a cozinhar, você ganha mais autonomia para fazer melhores escolhas.

E o paralelo com o meu trabalho é que eu tento, inclusive, sequer mostrar as minhas preferências pessoais. Tanto faz se eu amo pimentão. Eu não quero que as pessoas comam pimentão. Eu quero que as pessoas comam comida de verdade, que elas aprendam a cozinhar e que elas consigam fazer melhores escolhas. Então, acho que tem um paralelo muito claro entre os nossos trabalhos. Impecável o paralelo.

Então vamos conversar de uma coisa, uma palavra que a gente pouco imaginaria que um monge trouxesse. Mas vamos falar de poder. Poder não no sentido que o ego traz de ser poderoso. Mas o que eu posso e quais desses poderes que o universo me traz eu aceito escolher.

Eu acho que quando a gente aprende a cozinhar, a gente passa a ter um poder que a gente não tinha antes. A gente tem o poder de comer mais saudável, a gente tem o poder de utilizar a criatividade, de a gente olhar ali três legumes e falar, hum, já sei, vou criar algo, expressar o que eu quero, o que eu posso, o que eu invento.

Então, o universo nos oferece possibilidades de poderes que vão fazer com que a gente deixe de ser arrastado pela correnteza. E a meditação, de certa maneira, é também um poder que nos é oferecido. Imagina se eu vou esperar que o mundo seja perfeito para eu ser feliz. Vou esperar muito. Ou, se o dia foi difícil e, portanto, eu vou ficar de mau humor.

isso é abdicado ao meu poder. Porque se o mundo tem direito de escolher se eu vou estar triste ou eu vou estar bem, vou estar irritado ou vou estar em paz, o mundo, na verdade, vai estar tendo tanto poder e eu quase nenhum. Então meditar é você pegar esse poder que te é oferecido e falar assim, mesmo em dias de chuva,

eu ficarei molhado se eu quiser. Um dia de caos, eu terei caos, se eu assim permitir apenas. Por isso, a meditação é surpreendentemente subversiva. Eu não aceito o que a indústria traz. Assim como quando a gente aprende a cozinhar, a gente deixa de ser escravo dessa indústria que não quer o nosso bem exatamente. Ela prioriza outras coisas. Com certeza, ela prioriza outras coisas.

Se eu quiser começar a meditar hoje, sozinha, porém, vai ser muito difícil. É bom a gente ter pessoas, grupos, aplicativos, enfim, é bom a gente ter um guia, assim como as pessoas usam o panelinha para aprender a cozinhar. É positivo isso, porque acho que não dá para aprender sozinho. Dá?

Eu acho que qualquer pessoa que tente inventar o caminho, eventualmente chega lá, mas quem tem esse tempo? Quem tem 20 anos para gastar fazendo só isso? A nossa vida é tão cheia e a gente tem que viver essa abundância de possibilidades. Então, se as pessoas podem aprender a cozinhar com o Paralim, se as pessoas podem aprender a meditar com um grupo de meditação, gente, eu tive que largar tudo e morar no meio do nada para aprender a meditar.

Hoje você tem alguns aplicativos de meditação que são muito bem feitos e colocam uma voz no seu ouvido que te guia. O ideal é que você aprenda e depois não precise mais de nada disso. Seja opcional, você não precisa do grupo de apoio, não precisa do aplicativo. Mas é uma delícia porque você se sente pego pela mão. Assim como eu meditava com muitos monges, eram outros 29 monges junto comigo.

Por que você tentar percorrer o caminho sozinho? Então, sim, aproveite o que te é oferecido para chegar nesse poder que te é oferecido. Vou dar um exemplo do que meditação é para mim. Sabe quando a gente toma aquele banho e a gente fala, ai, agora eu sou eu de novo, virei gente. A meditação é um banho para a mente. Assim como você tira a poeira da rua quando você se banha, você tira ideias de outras pessoas, emoções que não são suas, energias de sei lá quem.

Você medita e retoma você sendo você. Agora, isso, alguém que já sabe meditar, que já pratica... Todo mundo? Todo mundo. É surpreendente como o efeito é democrático. Mas ele é imediato? Ele é, ele é imediato. A minha experiência foi. É imediato. Tem uma coisa muito linda, que é...

Quem quer que tenha nos inventado, criou um sistema onde a mente altera a respiração. Mas olha que legal, a respiração muda a mente. Então quem está ansioso, começa a respirar só no topo do peito. A pessoa começa a falar, aí ela está dominada pela raiva e está muito brava. Ou ela está muito ansiosa, socorro, você não sabe, aí só usa esse topo do peito. Só de falar assim eu começo a me alterar.

Se a gente lembrar que o ar é todo seu, é uma das últimas coisas completamente gratuitas, é uma abundância que o universo te traz, por que não aproveitar? A hora que você respira de pulmões plenos, o seu cérebro fala nossa, ela está respirando tão profundamente, não deve ser uma situação de perigo. Porque quando realmente nos nossos antepassados aparecia um tigre,

Ninguém respirava profundamente. O respirar profundamente significa situação de paz. Então é um diálogo entre você e suas células. Você vai dizendo, gente, atenção, corpo, células, está tudo bem. E a partir daí você começa a entrar mais na meditação. Por isso a respiração é a base. O que acontece com o cérebro de quem medita?

ele vai ficando diferente e há uma maneira tão linda, tão poética de explicar. Quando você anda por algumas cidades europeias antigas, existem ruas super pequenas, porque lá só passavam pessoas, ou no máximo um cavalo, um carro de boi. Quando a gente anda por uma cidade grande, existem avenidas gigantescas, porque lá é necessário muito tráfego. Essa é a nossa neuroplasticidade. Quanto mais mais, quanto menos menos.

Então, se no seu cérebro você precisa de muitas sinapses e muitos pensamentos de medo, de estresse, o seu cérebro, tadinho, tão obediente, vai falar assim, amplia a avenida do medo, faz a rodovia do desespero. E aí vai tendo oito pistas. Olha que interessante isso. Quer dizer, repete para mim, quanto mais...

Quanto mais medo você sente, mais você amplia o lugar para ter medo no seu cérebro. A sua neuroplasticidade optimiza as sinapses e facilita que você sinta medo, não com o que você já tinha medo, mas com novos impulsos.

para que quando alguém te disser algo amanhã, aquele impulso ter grandes chances de cair na rodovia do medo, porque grande parte do seu cérebro se tornou dedicada a ele. Se, por outro lado, você medita e tem a avenida da presença, você tem ali uma grande rua da compaixão, você diminuiu para aquilo virar a lameda da preocupação, já não é mais a rodovia, você reconfigurou sua neuroplasticidade,

para que você possa, a cada impulso novo, sem precisar meditar, aquilo automaticamente já pega ruas melhores. Super interessante. Vou aproveitar e falar para você, que conhece alguém que, nesse momento, pode precisar dessa conversa, envia agora. Porque não é pouca coisa a gente ter esse momento de conseguir...

uma pequena transformação no dia que pode ser a chave para a gente ter não só um dia, como uma semana, como um mês, como uma vida melhor. Eu acho que a gente tem escalas de valores estranhas. Isso aqui, para mim, é um tesouro. E não só isso. A gente está em uma mesa da cozinha. Posso te contar o que eu estava pensando? Claro. Gente, tem conversas que a gente só tem na cozinha.

Porque eu acho que a sala de estar deixa a gente um pouquinho mais preocupado com o social. Aí a gente entra na cozinha e fala assim, vou te contar. Ai, aquele dia aconteceu tal coisa, porque, ai meu Deus. E a cozinha traz uma familiaridade. Todo mundo precisa comer, todo mundo tem esses perrengues, e todo mundo tem uma mente que parece que está tagarelando. E todo ser humano não só precisa meditar, como tem o equipamento certo.

Equipamento de meditação é maravilhoso. Ele é super portátil, eu levo nas minhas viagens. Cérebro e pulmões. Super ótimo. Então, a cozinha é um momento de, ao mesmo tempo, uma alegria, mas uma vulnerabilidade de falar assim... Só tirar as amarras. Precisa. Quanto tempo a pessoa precisa meditar por dia?

Isso que é lindo. Uma meditação de três minutos já muda o fluir da sua energia. Uma meditação de três minutos muda o fluir da sua energia. Porque você está fluindo de um certo jeito e só de você fluir diferente você rompe aquelas cordas que tinham te prendido. Deixa eu trazer de outra maneira, porque é muito bacana.

Um dos monges me ensinou maneiras da gente não se misturar na energia de gente que está em energia ruim. Quer aprender? Claro. Olha que interessante. Duas coisas.

Primeiro, a respiração. A pessoa que está conversando com você, se você não quer se misturar, respire em um ritmo diferente do dela. Claro, preferencialmente um ritmo bem mais devagar. A tentativa dela, da energia dela entrar em você e ela pegar a sua, ela começa a perder a capacidade de conectar.

Você vai respirando fundo e devagar e ela lá maníaca. E aí ela não consegue mais se conectar com você. Eu adorei isso. Eu adorei. Eu vou usar. E tem mais um ponto que é interessante. É isso só se o caso é muito grave.

Se a pessoa realmente está perdidinha, porque toda interação, Rita, é essa troca maravilhosa. Você está me dando energia e presença e sorriso. E eu estou aqui grato de poder dividir aquilo que para mim foi tão essencial e feliz de estar aqui com você, aprendendo, ouvindo, ensinando. Mas se tem alguém que eu quero ser como o sol, eu quero dar, mas eu não posso receber, porque senão eu vou dar algo importante e a pessoa vem me trazer...

Mas, olha, eu sei exatamente do que você está falando e eu aposto que muita gente que está virtualmente nessa mesa conosco também está entendendo. E aí o que você faz?

um monge chamado Acharya Arumuganathaswami me ensinou. Sem você ter que repetir o nome dele. Não, eu quero repetir. Eu quero, eu quero. Eu sou assim. Eu sou assim. Como é o nome dele? Você gosta de desafios. Opa! O título dele é Acharya. Acharya. O que quer dizer professor? Você é boa nisso.

Arumuga Nataswami. Arumuga Nataswami. Gente! Olá! Se você quer oferecer uma energia boa à pessoa, mas você não pode receber o que ela tem de volta porque está contaminado pela ansiedade, pela tristeza, pelo desespero, não olhe nos olhos, olhe aqui nela. Nesse instante, eu estou olhando no meio da sua testa.

E eu cortei o fluxo de energia. Não, volta, monge. Oi, voltei. Mas você nem tinha percebido? Não, não tinha percebido. Então, ela fica incapaz, por exemplo, se a pessoa tenta roubar a sua energia, tadinha, ela está precisando. Mas ela para de conseguir.

E aí, ou ela aceita o seu acolhimento mais amoroso, ou se ela realmente só queria te roubar, ela vai embora, ela desiste. Você para de olhar nos olhos e olha aqui, no meio da testa. Nossa, a gente já deu muitos testes a partir dessa... Teste, eu digo, para ver como funciona para a gente. Esse é maravilhoso. É útil. E também o anterior, como é? Respire em um ritmo diferente do que a pessoa está respirando. Ela está em um ritmo, você está em outro, você corta a conexão.

E aí você pode se conectar com algo do bem e você não precisa se ausentar. Você fala, estou aqui trazendo paz, estou aqui trazendo escuta ativa, estou aqui, eu não estou ausente. Eu só não estou me contaminando com essa proposta. Você propõe que a gente mergulhe no pântano junto, eu proponho que a gente saia do pântano. Maravilhoso. Segredos de monge. Não, muito bom. Eu medito um pouquinho mais que três minutos, mas não muito mais.

É verdade. Aqui a gente está na verdade. Não muito mais. Eu medito cerca de oito, nove minutos. Eu meditava um pouquinho menos, fui aumentando. E esse é o meu lugar possível. E eu medito de manhã, antes de tomar café.

Mas depois de brincar com os gatos. Delícia! E, hoje em dia, esse tempo, na verdade, é inferior ao que eu gostaria. Ao que eu gostaria. Eu gostaria de meditar um pouco mais. Quando termina, porque eu tenho um timerzinho, quando termina, eu falo, não acredito que já terminou. Mas eu tinha tanta coisa aqui rolando, eu queria continuar.

Nesse lugar. Mas tudo bem, vamos para a vida, porque o dia será bom. E o que não for bom, a gente transforma e se embora. E aí eu vou tomar o café da manhã. Estou te contando isso para perguntar se existe forma certa e errada de meditar. Uma das belezas de meditação é que é muito difícil fazê-la errado.

Muito difícil. Se você faz uma meditação super avançada, aí tem uma ou outra que pode te atrapalhar. Mas todas as meditações acessíveis, o que existe é uma que combine com você e seja eficiente. E uma que você fala, hum, essa aqui não me deu em nada. A meditação é um raro momento em que só existe você. É o seu momento mais particular e mais privado, porque você fecha os olhos e fala...

Como estão as minhas energias? Deixa eu me reorganizar aqui. Porque o mundo programa as nossas energias através de impulsos. 23 horas e 51 minutos por dia. Se 9 minutos por dia eu falar, peraí, daqui, deixa eu organizar as energias, e eu te explico por que isso é importante. A nossa mente é tão poderosa que ela tem um tal de piloto automático. A gente aprende a dirigir e depois quase não pensa nisso.

Mas o piloto automático, Rita, não é muito bom para fazer o nosso melhor. Quando você cozinha meio no piloto automático, não é igual ao seu melhor. Se a gente sobe num avião e o piloto fala, olha, esse avião eu não sei voar, mas o piloto automático é ótimo, fiquem à vontade, fiquem tranquilos, a gente desce. Então a potência mental, que a gente vai levando, vai levando, vai levando, a meditação é você falar assim, chega de piloto automático, quais são as minhas energias?

Cadê minha respiração? Atenção, mente. Responda. Atenção, aura. Expanda. Atenção, presença. Esteja aqui. Então é deliberadamente você falar esse momento não é do mundo, esse momento é meu.

Você sabe que eu vou te pedir para fazer uma meditação guiada, mas eu fiz essa pergunta antes, porque então não vai ser agora. A gente ainda tem muito papo antes de chegar na meditação. E a gente vai fazer uma rápida pausa para ouvir sobre os nossos patrocinadores.

Você sabe que eu não resisto a um bom café, né? E não só isso, eu adoro variar os métodos. No meio da tarde, por exemplo, eu amo um expresso curtinho e às vezes eu coloco uma espuma de leite também. Por isso mesmo, eu não vi a hora desse super lançamento da minha parceira Electrolux chegar. A máquina de expresso é completa. Ela já vem com moedor integrado.

vaporizador de leite e todos os acessórios que você precisa para preparar a sua bebida do jeito que você preferir e dá para variar bastante viu a eletrolux tem esse conceito de deixar a casa bem vivida com soluções para todas as áreas e não é de hoje que eles trabalham para isso são 100 anos de leite ecolux no Brasil 100 anos dentro da casa dos brasileiros

entendendo como a gente vive e o que faz diferença na nossa rotina. Porque, no fim das contas, uma casa bem vivida é aquela que funciona no dia a dia, mas que também tem espaço para pequenos rituais, como tomar um bom expresso, sentar para conversar. Se você está acompanhando o Mesa da Rita desde o começo, sabe que o objetivo aqui é usar a mesa.

para alimentar ideias. Mas eu sou meio que a louca das louças, né? Então, quando eu vejo uma mesa vazia, eu já começo a imaginar tudo. Pratos, copos, talheres, guardanapos. Eu vou montando na minha cabeça. Ainda mais sendo embaixadora da Oxford, que é a maior fabricante de louças das Américas.

E o legal é que tem de tudo, desde as linhas mais clássicas até as mais contemporâneas, conjuntos completos, peças para você ir montando aos poucos. Dá para deixar a mesa do seu jeito. E a Oxford entende bem que a mesa não é só um lugar para alimentar o corpo.

É onde a gente se encontra, troca, conversa, aprende. Ela acredita que um cuidado simples, como arrumar a mesa, pode transformar o cotidiano em um momento especial. Se você quiser conhecer todas as novidades da marca, fica de olho no perfil da Oxford no Instagram.

Songe Satti, você começou a falar sobre os paralelos entre meditação e, por exemplo, cozinhar. E fez muito sentido para mim, porque cozinhar, de certa forma, exige que você esteja presente. Senão você se queima, você se corta, você salga duas vezes, ou você não salga nenhuma vez. Quer dizer, você precisa estar atento. Deixa eu te fazer uma pergunta que ficou...

na minha cabeça, na hora eu não te perguntei, mas que é o seguinte, quando você fala desse poder da respiração, que mais do que a calma te tira esse medo imediato, o medo como resposta, digamos assim, mas em alguns momentos na vida...

Isso é importante. Quando você tem filhos pequenos, se ouvir um barulho, você vira e precisa dessa resposta imediata. Como é que...

a meditação ou a busca por esse Estado com vias mais estreitas para o medo dialoga com essa necessidade real de respostas imediatas que parece que só o medo traz para a gente.

Estou te olhando aqui com um sorriso de criança, porque você falou algo que eu achei encantador. Você acaba de perguntar algo que fez parte do que eu aprendi no monastério, e foi uma das tecnologias espirituais que eles me mencionaram, e você intuitivamente, em algum nível, captou. Então, olha que legal. Eles ensinam a gente que as emoções são para serem temperos, nunca o prato principal.

E elas existem no nosso sistema neurológico porque elas fazem a gente agir sem ter a informação completa. Então, se algo aconteceu, não dá tempo de você ver se está tudo bem ou não, se vai dar certo ou não vai dar. O medo tem que entrar para você agir em alta velocidade. Se você tem que se defender de uma situação perigosa e terrível, a raiva tem que vir para que você impeça...

aquela injustiça ou aquele perigo de acontecer. Se você está numa relação e algo magoou você, é porque você ainda não tem todas as informações, mas aquilo vem na incompletude da informação, dizendo que aqui tem algo errado. Então as emoções são excelentes para a emergência. Elas são ótimas como alerta, mas não são boas conselheiras. Porque o medo vai dizer assim,

Olha, ali tem aquele perigo. E aí ele dá um conselho. Foge e nunca mais volta. Não é um bom conselho. A raiva vai dizer assim. Aqui tem uma injustiça inaceitável. A vida não deveria ser assim. E aí ela te recomenda. Vai lá e bate nessa pessoa. Não.

Às vezes é bom. Estou brincando. Ou karma, ou karma. Estou brincando, estou brincando. A lei do karma. Pior que indigestão, gente. Karma é perigoso. Então, a gente começa a aprender nunca a negar as emoções, mas a acolhê-las e falar assim, Oi, medo, que mensagem você tem? A mensagem é que a criança brincando na beira da piscina é um problema. E aí você transforma esse medo em cautela. Fala, obrigada, medo, vou lá. Você vai e protege a criança.

Ou seja, a gente aprende a ouvir as emoções, mas não são elas que decidem. Perfeito. Obrigada a medo, obrigada a raiva, obrigada a mágoa. Por exemplo, a mágoa é um pedido de redefinição de uma relação. Tem algo ali que não é verdadeiro. Ou a pessoa não é quem eu imaginava, ou eu não sou quem eu imaginava, ou a comunicação não foi o que eu imaginava. Algo aqui precisa ser revisto.

O medo é um pedido de cautela. A raiva é um pedido de mudar o que está acontecendo. E aí você vai ouvindo a sugestão, mas você não se deixa dominar por aquilo, porque, em geral, acessa uma parte do nosso cérebro, Rita, que é uma parte primitiva.

que os animais têm, que os animais antigos, os dinossauros tinham. E aí você age quase como um dinossauro. Essa mesa aqui é uma mesa para a gente alimentar ideias. Mas não adianta, eu sou muito curiosa e quero saber sobre a alimentação das pessoas, sobre a relação com a comida. A minha mesa é assim, muito colorida.

muito focada em fibras e coisas vivas. É uma mesa em que o prazer tem que estar presente. Então, é um pouco como música. Ela tem que ser uma música agradável. Então, eu como para alimentar o corpo, para alimentar a alegria. Eu sou um vegano. Por que eu sou vegano?

No ano 2000 eu me tornei vegetariano, sem pensar nos animais, apenas para tentar melhorar a minha meditação e a minha energia. Porque cada célula e cada átomo deste corpo que vos fala, um dia ou foi algo que minha mãe comeu para me gestar, ou algo que eu comi. As moléculas desse alimento aqui, algumas vão embora, outras vão ficar em mim anos.

Todo esse corpo um dia foi abacate, foi mamão, foi alguma coisa que eu comi. E aquela coxinha de rodoviária podia ficar em você sete anos. Why? Esse aqui, esse aqui, tudo arroz com feijão. Então, amém. Tem muito arroz com feijão aqui. Cheio de fibras. Muita lentilha. Coisa brasileira maravilhosa. Muita lentilha. Então, o nosso corpo, eu realmente acredito que nós somos uma alma. Mas essa alma, o lugar da alma não é aqui.

Ela é de outros planos. Se a gente fosse para o fundo do mar, a gente precisaria de um equipamento adequado para um habitat que não é o nosso. Eu ia vestir o escafandro. Como a alma não é daqui, ela precisa de um equipamento para estar aqui. Que é o corpo.

E esse corpo pode ser feito de uma matéria de boa vibração, ou de uma vibração que só vai te baixar os pensamentos e te atrapalhar. Então, eu acredito muito que o que você come tem uma energia. E essa energia vai ficar com você por anos, porque todas as suas moléculas vieram de algum alimento. Bom, essa barrinha vai ficar por anos por aí. E também nessa meditação.

O que a gente vai fazer agora? Podemos? Você está me pedindo para fazer o que eu mais gosto. Claro que poder.

Tá bom, então, olha, eu estou preparada aqui, se prepara aí, quem está ouvindo e não está assistindo no canal Panelinha no YouTube, pode sentar de uma forma confortável, é isso? Vou ensinar, isso vai ajudar a ensinar. Tá bom, então, olha, vou ficar quieta agora e vou só seguir a sua meditação. Eu estava louca por esse momento. É mesmo? Eu queria muito passar por essa experiência de fazer uma meditação, de seguir uma meditação sua.

Assim seja, vamos meditar juntos. Mas aí, antes da gente meditar, deixa eu dar umas dicas de como meditar melhor, posso? Deve. Brevemente. Primeiro, quem está nos ouvindo e nesse momento não pode meditar porque você está na esteira ouvindo isso. Ou você está dirigindo ouvindo isso. Apenas deixe que a vibração entre em você e depois você volta. Tem certas coisas que é uma delícia ouvir de novo. Chama alguém para ouvir junto e aí você pega e faz e medita. Vai ficar aqui para você.

Eu vou fazer uma breve interrupção, porque essa meditação maravilhosa, por sinal, foi longa. Então, a gente decidiu tirar o trecho do podcast e deixar num vídeo separado, que, inclusive, a gente já publicou para você fazer a meditação quando quiser. Agora a gente volta para a conversa. Parece que quando termina, a gente realmente parece que enxerga melhor, né? Agora.

Mate a saudade que você estava de você. É muito dolorida a saudade que a gente tem da gente. Isso é tão profundo. E a resposta é tão simples, porque há certas coisas que nos levam de volta para nós. Então, uma flor é só uma parte de uma planta, mas se a gente se permitir...

que ela nos leve para a parte da gente que acredita em beleza, ela se transformou em uma coisa revolucionária e a gente volta para a gente. A gente vai perdendo contato com quem a gente é e aí a gente acha que faltam coisas no mundo. Não, não, não, não, não. Eu estou com saudade de mim. E essa é a pior saudade.

Agora que a gente já fez essa experiência, e eu espero que muita gente tenha participado, como você nos presenteou, não só estando aqui, mas também fazendo essa meditação, eu preparei esse chutney de abacaxi. Nossa! Eu não sei se você já provou o de abacaxi, mas eu adoro essa receita. E eu espero que você aproveite também.

Nunca provei chutney de abacaxi. Adorei que você fala chutney. Quando eu falo chutney, eu sofro bullying. Como assim? Tudo bem, está tudo certo. A maioria das pessoas vai falar chutney. Está tudo certo. Aliás, a gente no panelinha tem um de coco.

com semente de coentro, que é espetacular. O de manga, que é o clássico indiano, até porque as mangas são originárias daquela região do mundo. Mas esse de abacaxi, infelizmente, você não vai poder provar de uma maneira que eu adoro servir, que é com carne de porco. Combina super bem.

acredito e desejo a todos aqueles que encontram prazer nisso que aproveitem. Eu acho que a gente... Uma coisa muito linda é haja de acordo com aquilo que é a sua coerência. A minha coerência faz com que eu viva de certa maneira. Para terminar, eu queria que você deixasse uma frase sua aqui para a gente, escrita nesse guardanapo. É uma honra. Vamos lá.

Aliás, muito bonito isso, né? Tecido lindo. Eu sinto falta dessas coisas tangíveis nesse mundo tão digital. Tato e sensação são tão gostosos. Você é, na verdade, a luz que você buscava.

Cada um de nós está em busca desesperadamente de alguma coisa. E nós queremos experimentá-la através dos outros, que os outros nos amem, que os outros nos ensinem. Mas a gente tem que experimentar também dentro da gente. Você busca a luz, você é a luz que você busca. Faltou assinatura, monge. Vamos assinar, monge? A frase é tão linda que eu nem queria tomar autoria, mas vamos lá.

Lindo, lindo demais. Conversa boa, Rita. Conversa profunda, incomum, rara, generosa. E eu acho que a gente se alimenta de várias maneiras. A alma tem fome. E a alma tem fome de verdade e de presença. E às vezes até o alimento e a conversa vão alimentando a alma, a gente sabe disso. Cozinha às vezes alimenta vários níveis nossos. Como é que a gente faz para aprender mais com você sobre meditação ou conhecer mais do seu trabalho?

Você sabe como é uma delícia a gente compartilhar aquilo que nos fez tão bem, que a gente pode ensinar. Então, há muitas maneiras de aprender a meditar, muitos professores e mestres maravilhosos. Se alguém quiser comigo, aconteceu algo extraordinário na minha vida. Pediram que eu ficasse num estúdio gravando meditações.

e eu gravei mais de 1.200 meditações. Chama Atma. É um aplicativo que um monte de gente usa, e eu acho que, para quem gosta dessa voz e esse jeito de meditar, ele tem um impacto muito grande. Eu estou impressionada com a quantidade de meditações. Quer dizer, você pode ficar anos.

uma meditação diferente da outra. Tem meditações para gestantes, tem meditações para você ter coragem. Porque a meditação sempre vai te levar para a tua essência, mas aí ela pode te levar para um aspecto de você. Você quer o aspecto de você calmo e tranquilo, você quer encontrar o seu aspecto que vai ter um intelecto lúcido para passar no vestibular, que parte sua você quer acionar. E como a linhagem nata que eu aprendi é especialista em energias,

Você fala assim, uma vez encontrando a energia do meu centro, da minha verdade, qual energia minha eu quero intensificar? E aí pode ser como nesse momento eu intensifico minha gratidão de estar aqui com você. E aqui eu acho que a gente se alimentou de várias maneiras. Ai, que bom, porque a ideia aqui é a gente alimentar ideias e hoje...

Eu queria um pouco dessa experiência, que é a gente, com intenção, alimentar a alma. Muito obrigada. E obrigada para você também, que acompanhou a gente até aqui. Semana que vem tem mais Mesa da Rita aqui no canal Panelinha no YouTube. Ou você pode alimentar ideias também nas principais plataformas de áudio. Até o próximo.

Ah, e a meditação completa já está aqui no canal Panelinha no YouTube, também nas plataformas de áudio, com o título Meditação Guiada com Monge Satyanata. Não deixa de fazer, não deixa de fazer, você vai amar. Mesa da Rita tem o patrocínio de Electrolux e Oxford.

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Atma

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Louças
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