Episódios de Economia

Brasil busca acordo com EUA contra narcotráfico para evitar tensão sobre terrorismo e tarifas

06 de maio de 20266min
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Negociação deve ganhar destaque em encontro entre Lula e Trump, enquanto governo tenta barrar novas sanções comerciais e investigação americana sobre concorrência desleal

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Participantes neste episódio3
M

Miriam Leitão

HostJornalista
C

Cássia

Co-hostJornalista
G

Guilherme Muniz

Co-hostJornalista
Assuntos3
  • Propostas brasileiras de cooperação antidrogasCombate ao narcotráfico · Troca de informação na área de segurança · Troca de informação na área fiscal · Combate a organizações criminosas · Lavagem de dinheiro · Tráfico de armas · Classificação de facções brasileiras como terroristas
  • Investigação americana sobre concorrência deslealInvestigação da seção 301 da lei de comércio americana · Aumento de tarifas · PIX como concorrência desleal · Desmatamento como pretexto para aumento de tarifas
  • Encontro Lula e TrumpReunião entre presidentes · Lula · Donald Trump
Transcrição16 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Dia a dia da economia, com Miriam Leitão. Bom dia, Miriam. Bom dia, Cássia. Bom dia, Guilherme. Bom dia, ouvinte da Rádio CBN. Bom dia, Miriam.

Miriam, muita expectativa em relação a essa reunião que vai ser realizada nesta semana, amanhã, entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. E você nos conta, Miriam, que um dos destaques desta conversa deve ser um acordo de combate ao narcotráfico que vem sendo negociado. Pois é, eu soube ontem isso na conversa com minhas fontes.

do governo, quem estava preparando a viagem. Esse é o objetivo brasileiro. Já está sendo negociado esse acordo. O objetivo brasileiro é que esse acordo seja firmado, que as negociações se encerrem agora, que seja firmado durante a viagem.

do presidente Lula aos Estados Unidos no encontro com o Trump. E um dos sinais de que avançou é o fato de que o ministro Dario Durigan e o ministro Wellington, ministro da Justiça, Fazenda e Justiça,

foram confirmados como integrantes da comitiva. O que a autoridade me disse é que se tivesse mais chances de assinar esse acordo, que eles iriam junto, porque é um acordo amplo de cooperação.

para troca de informação na área de segurança, troca de informação na área fiscal, para combater o narcotráfico e as organizações criminosas. Essa é a melhor resposta para a proposta dos Estados Unidos de...

considerar, classificar as facções criminosas brasileiras como organizações terroristas. Porque quando eles definem como terrorista, abre-se um espaço dentro da legislação deles para intervenção no outro país. E isso tem consequências imprevisíveis. O Brasil acha que é muito mais eficiente fazer esse acordo de cooperação, aprofundar a troca de informação e os canais de atuação conjunta no combate ao narcotráfico que for o inimigo.

ao tráfico de armas e à lavagem de dinheiro. Então, por isso, o acordo é amplo e atinge todos esses temas, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tráfico de armas e cooperação para o combate conjunto dessas organizações criminosas.

E eles estão muito entusiasmados com esse tipo de acordo. Não vai ser o único assunto, mas é um assunto que cresceu nos últimos tempos e essa negociação avançou. Então, quando eu obtive essa informação, ninguém tinha ainda essa informação de que...

O objetivo era esse acordo. Vamos ver se ele consegue ser finalizado nas próximas horas e ser assinado durante essa viagem. Isso vai dar concretude à viagem, que tem outros objetivos também. Guilherme Muniz, objetivos na área da economia.

Inclusive, toda a discussão, né, Miriam, a respeito, inclusive, das taxas, as taxações, recentemente, Donald Trump voltou a mexer nas taxas de alguns mercados parceiros e lá nos Estados Unidos tem aquela investigação da sessão 301 que avalia se existe concorrência desleal no comércio brasileiro e isso também é um tema muito sensível que o Planalto está monitorando de perto e vai tentar usar essa viagem como oportunidade para evitar novos reveses aqui para o Brasil, certo?

Exatamente. Essa investigação da sessão 301 da lei de comércio americana é uma forma de eles, dentro da legislação americana, aumentarem as tarifas, porque o nosso ouvinte acompanhou, o governo americano aumentou a tarifa para todos os países do mundo, para o Brasil eram os países mais taxados.

chegou a 50%. Hoje você tem uma tarifa de 10% porque a Suprema Corte considerou ilegal aquela alta de tarifas em relação aos países em geral. Então eles tiveram que recuar. Mas tem outras que estão na sessão 322. É assim que a lei de comércio americana é cheia de sessões. E cada sessão permite uma elevação de tarifa por um determinado ponto.

Nessa 301, eles fazem investigação sobre concorrência desleal. E aí tem vários itens de concorrência desleal. Um deles que chama muita atenção de todo mundo é o PIX, que eles acham que é concorrência desleal com os cartões de crédito americano. Isso não será alterado, evidentemente.

Mas tem um outro ponto que é de desmatamento. Eles usando o pretexto do desmatamento para aumentar as tarifas de importação, apesar de o desmatamento estar caindo. Então, o que o Brasil vai dizer lá é que o desmatamento está caindo, o que o Brasil tem feito nesse sentido. Para você ter uma ideia do que me contaram nas fontes diplomáticas...

é que só esse item do desmatamento da investigação tem 80 perguntas. Eles estão levando resposta para todas as perguntas. O que o Brasil quer é não ser taxado com base nessas investigações, porque isso aí é uma outra frente de aumento de tarifas. Guilherme Muniz e Cássia Godói. Muito obrigada, Miriam. Até mais tarde. Até mais tarde.