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Novo Desenrola: programa de renegociação de dívidas terá uso do FGTS e bloqueio às bets

04 de maio de 20266min
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Teco Medina comenta sobre como funcionará o novo Desenrola Brasil, que vai permitir a negociação de dívidas de até 15 mil reais, e poderá utilizar até 20% do FGTS. Ouça.

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Participantes neste episódio3
C

Cássia

HostJornalista
S

Sérgio de Bergui

Host
L

Luiz Gustavo Medina

ConvidadoJornalista
Assuntos4
  • Coração novoRenegociação de dívidas · Uso do FGTS · Bloqueio às bets · Dívidas de cartão de crédito · Cheque especial · Crédito pessoal
  • Fundo Garantidor de CréditoOferta de crédito · Juros altos · Acesso ao sistema bancário · Regras para uso de crédito
  • Entrega e RendiçãoDesconto de 99% · Cadastro Único · Desincentivo ao pagamento
  • Impressão Toner Free EpsonImpressão toner free · Redução de plástico · Economia de energia
Transcrição17 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

Se você ainda usa toner pra imprimir, tá na hora de você saber que o principal componente é o plástico. Um ano de impressão com toner em todo o mundo equivale a 20 bilhões de sacolas plásticas. É muito plástico, não é? Chegou a hora de reduzir o plástico nas suas impressões e ainda diminuir também o consumo de energia. Mude para uma impressão toner free, escolhendo as impressoras empresariais de jato de tinta Epson Workforce, com a tecnologia Precision Core. Você não vai querer continuar usando impressoras com toner, vai?

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E aí, Teco? Oi, Sérgio de Bergui, boa tarde, boa tarde, Caça, boa tarde aos ouvintes, tudo bem? Tudo certo, Teco, boa tarde. Saiu o Teco desenrola dois, vai permitir a negociação de dívidas de até 15 mil reais, dívidas do rotativo do cartão de crédito, do cheque especial e do crédito pessoal, sendo que a maior parte disparada, a maior parte da dívida é no rotativo do cartão de crédito.

vai poder usar uma parte do fundo de garantia. Enfim, do que você viu até agora, o que você destaca até agora? Já tinha sido amplamente divulgado, né, Sra. Emberio, hoje já foi só confirmação de tudo. Acho que as duas grandes novidades ali confirmadas é a história de poder usar até 20% do fundo de garantia.

Acho que dá para a gente olhar essa medida por vários lados. É um dinheiro da pessoa, acho que faz todo sentido ela poder usar. Por outro lado, acho que também precisaria ser discutido o resto, porque no final das contas a gente está liberando o dinheiro do fundo de garantia exatamente no momento que a economia está crescendo. E a ideia era exatamente ao contrário.

vai também, na Sarenberg, proibir a pessoa das bets por um ano. Isso acho que é uma coisa importante, acho que não é suficiente, mas é fundamental que você feche essa porta das bets. Acho que vai ajudar as pessoas, sem dúvidas vai ser renegociado o prazo, vai ser renegociado o valor, deve ter ali um suporte do Tesouro garantindo que essa coisa seja paga, vai se alongar da dívida com juros menores.

Tudo isso acho que ajuda. A parte que eu acho que é mais paliativa é porque houve muito pouca medida para estruturalmente, para resolver estruturalmente esse problema, ou melhorar estruturalmente esse problema. A oferta de crédito precisaria ser discutida, precisaria ser discutidas outras coisas ali que fazem com que a pessoa vá se endividando e vá pagando um juro muito alto.

Uma coisa que me desagradou foi a história do Fies, né? Tem desconto de 99% de quem está devendo para o Fies. Acho que isso gera um problema lá na frente, porque é um desincentivo enorme a quem tem dívida com o Fies hoje a continuar pagando. Mas tem um detalhe importante nessa questão do Fies, é que esse desconto tão grande de até 99%, que é só para quem está no cadastro único. Então, a pessoa tem que ter um perfil de renda realmente muito baixo a ponto de estar no cadastro único. Não vale para todo mundo do Fies.

Sim, é verdade, Cássia, mas eu acho que, na verdade, esse desconto do Fies, se não me engano, é o segundo ou terceiro que os governos já oferecem. Eu sempre acho que para quem está no Fies, o cara fala, pô, eu não vou pagando isso aqui. É tipo o refis para as empresas, né? A empresa, quando está empipinada, ela vai escolhendo o que não pagar e ela sempre conta que vai lá na frente e vai aparecer um refis.

Mas enfim, é um problema sério, precisava de alguma coisa, é bom que alguma coisa seja feita, mas eu ainda preferia que tivessem coisas, uma atenção maior para tentar melhorar a estrutura desse problema. Acho que se a gente não cuidar da oferta de crédito, esse problema só vai ser postergado.

Eu até escrevi isso na minha coluna de hoje do Globo, que a gente vê o crescimento da dívida paralelo ao crescimento da oferta de cartões de crédito. E é exatamente isso que está acontecendo. Quer dizer, muita gente entrando no sistema bancário, no sistema financeiro, e muita gente já de cara recebendo o seu cartão de crédito. E é outro ponto que eu levantaria.

Eu proporia para você o seguinte, não tem no esquema, no desenrolador, uma regra dizendo o seguinte, quem renegociou a sua dívida não pode tomar dívida nova. Essa regra não existe. Então, dá a impressão de que a pessoa renegocie uma dívida e aí fica preparado para tomar outra dívida.

Que é o que parece que o governo, no fundo, quer, né, Sadenberg? Acho que não vai ser dito em voz alta, mas me parece que ele está querendo abrir um espaço no orçamento para que as pessoas consumam, né? É um governo que acredita muito nesse negócio de que a economia se move por crédito para as pessoas liberado, as pessoas consumindo, é isso que faz o país crescer.

E acho que você tem toda a razão. A gente tem que olhar isso de outra maneira. Deveria ser olhada a oferta de crédito. Deveriam ser postas regras mais rígidas para quem for usar isso. Porque se não esse problema, na verdade, ele só vai piorar. Porque daqui a pouco essa pessoa está empepinada de novo, já com menos dinheiro no fundo de garantia. Se a economia desacelerar, porque faz parte de ciclos econômicos crescer mais e crescer menos.

Essa pessoa não vai poder contar com o fundo de garantia integral dela, porque já foi usando parte disso ao longo do ano.

Então acho que resolve um problema imediato, melhora, mas eu acho que é tímido. Acho que poderia ter sido feito mais, principalmente se a ideia é melhorar como o brasileiro lida com o dinheiro, lida com o crédito, lida com o endividamento. Acho que a primeira parte ajuda, mas me parece pouco o suficiente para um problema importante que precisava ser tratado por inteiro.

Daqui a pouco a gente vai ter o desenrola três, né? Pois é, isso que a gente não queria, né? A gente não queria isso. A gente quer que as coisas se encaminhem e evidente que passa pela oferta de crédito. Muita gente tendo acesso a banco agora com pouca informação, já cai um cartão de crédito na mão.

com limite de crédito acima do que a pessoa ganha, às vezes, o que não faz o menor sentido técnico, você imaginar isso. Então, você vai criando problemas ao mesmo tempo que propõe melhorá-los. Teco Medina, obrigado Teco, até amanhã. Até amanhã, tchau, tchau.

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