Episódios de Entrelinhas

Dia da Mãe - Part. Juliane Walsh

08 de maio de 202617min
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Participação: Juliane Walsh, missionária da Jocum Algarve.

Apresentação: Ana Margarida

Produção: Ana Margarida e Renata Theodoro

Participantes neste episódio2
A

Ana Margarida

Host
J

Juliane Walsh

ConvidadoMissionária
Assuntos4
  • Maternidade e compaixão bíblicaMães na Bíblia · Julgamento de Salomão · Maria · Joquebed · Moisés · Agar · Ana
  • Relação mãe-avó na educação infantilDeus como tutor e guardião · Filhos como herança do Senhor · Amamentação e intimidade · O corpo da mãe produz anticorpos
  • Maternidade e feminilidade atacadasDébora · Paulo · Dorcas · Amor sacrificial
  • Definição de mãeMulher, a mão que balança o berço rege o mundo · Caráter e natureza de Deus
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RTM, Rádio Transmundial de Portugal. O Dia das Mães é uma data especial e ainda que seja celebrado em diferentes dias nos mais variados países, falar das mães, das nossas ou das que nos foram emprestadas, é sempre um privilégio. Mas o que é que será que define uma mãe?

Para responder essa pergunta e a muitas mais, eu tenho comigo a Juliane Walsh, que já participou em episódios anteriores e é missionária pela Jocum Albufeira e também uma mãe muito dedicada. E eu sou a Ana Margarida e começa agora mais um Entre Linhas.

Ju, a Bíblia está repleta de exemplos de mães, e cada uma com a sua história, com o seu contexto, as suas demandas, exigências, os seus milagres também. Mas a primeira pergunta que eu te faço é, qual delas é que te chama mais a atenção e porquê? Eu gosto muito da história que tem ali em Primeira Reis, das duas mães que tiveram seus bebês e aí um morreu, e a mãe do filho que morreu trocou o bebê morto pelo vivo da outra mãe.

E aí as duas levaram o bebê para Salomão, para Salomão julgar a questão de quem ficaria com o bebê, quem era a mãe, quem não era. E aí Salomão tem aquela famosa história de que ele pede para cortarem o bebê ao meio, dá uma metade para uma, uma metade para outra.

E aí a mãe verdadeira, né, ela pede para que eles entreguem o bebê para outra, porque ela preferia manter o bebê vivo, né. E aí Salomão descobre assim quem que era a verdadeira mãe, entrega o bebê para ela. E ele descobre por causa da compaixão que ela apresentou para aquela criança, né.

E essa palavra compaixão foi traduzida algumas vezes como útero na Bíblia. E isso é muito bacana, porque Salomão procurava por esse amor de útero para descobrir quem era a verdadeira mãe. Então eu gosto bastante dessa história.

E é engraçado, não querendo entrar aqui em polêmicas, mas a palavra companhia não significa outro. E no outro haver tanta guerra e se decidir tanta coisa, acho que dá para pensar. Eu gostei bastante do 2, é porque tu usaste. Mas olha, há uma mãe que sempre sobressai na Bíblia e por razões muito óbvias, que é Maria. Mas a pergunta que eu te faço é, tu vês ela como um exemplo mais de coragem em aceitar o papel que ela teria na história?

Ou um exemplo de alguém que aceitou com amor e obediência o bebê que Deus lhe estava a confiar? Eu gosto muito de imaginar como que foi para Maria ir descobrindo que Jesus, mesmo sendo o Filho de Deus, mesmo sendo o Prometido, quando o anjo foi falar com ela sobre o bebê que ela teria, ele falou que era Filho de Deus, que ele seria o rei que tomaria o trono de Davi, ela irreinaria de novo. Eu gosto de imaginar ela descobrindo que Jesus era um menino comum.

ele tinha demandas comuns ele precisou aprender a sentar ela precisou ensinar ele a comer, a andar a falar e eu acho que deve ter sido muito engraçado ela pensar sobre isso sabendo quem ele era e não quero me interromper mas uma pergunta que eu quero fazer será que Jesus apanhou de Maria? não faço a mínima ideia

Não faço a mínima ideia, será? Acho que não sei. Mas assim, o que eu acho mesmo é que Maria teve muita paciência e ela realmente obedeceu, mesmo sem entender muito o que significava ser a mãe do Salvador. Acho que como o plano de salvação foi contado na história...

gradativamente ela foi tendo paciência e obedecendo a cada passo e ela aceitou de cara a missão, quando o anjo falou com ela, ela já aceitou prontamente dizendo que ela era serva de Deus e que estava ali para cumprir, ela só fez uma pergunta que era como que vai ser isso se eu não sou casada, se eu sou virgem ela só fez essa pergunta para entender e depois ela aceitou com prontidão porque ela falava que ela era uma serva de Deus, então e depois do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do do

Com certeza ela enfrentou muito mais dúvidas e dificuldades, principalmente, eu imagino, na morte do seu filho, vendo ali Jesus morrer na cruz, o filho de Deus, não era somente o filho dela, era o filho de Deus que estava morrendo ali também, e todos estavam um pouco perdidos, eu imagino que ela também não entendia ainda muito bem.

Então, eu imagino que essa responsabilidade de gerar e criar o Filho de Deus foi bem grande, e ela realmente foi uma mulher extraordinária por isso, pela obediência e paciência que ela exerceu durante a vida dela com o Filho dela e o Filho de Deus.

Olha, e até que ponto vai o nível, não vou falar de paciência, de obediência, mas de proteção de uma mãe. Porque, por exemplo, quando nós olhamos para Joquebet, que foi a mãe de Moisés, nós vemos uma mulher que fez de tudo para manter o seu menino a salvo, quando tinha sido dada uma ordem de que crianças até dois anos fossem mortas e foi uma chacina.

Ela colocou-o num cesto e deixou que ele fosse embalado pelo rio Nilo. Mas a pergunta que eu te faço é, o nível de proteção de uma mãe chega a este nível? De deixar que o filho fique com outra mãe, que não ela.

desde que esteja vivo e em segurança? Olha, acho que poucas coisas se colocam entre um filho e uma mãe com o instinto de proteção ali ligado, né? Eu me lembro de uma notícia que eu vi uma vez de uma mãe que levantou um carro

porque o filho estava debaixo daquele carro e não conseguia sair, e ela levantou o carro e tirou o filho debaixo do carro, né? Então, a descarga de adrenalina fez com que aquela mãe tivesse força suficiente, né? Para salvar ali o filho e tudo mais. Então, poucas coisas eu acho que conseguem segurar uma mãe com esse instinto, assim, de proteção mesmo. Então, no caso de Moisés...

Joquebed fez algo que lhe custou muito, com certeza, que é a mesma coisa ali da mãe da história com Salomão, só que ali ela realmente teve que entregar o seu filho, né? Ela conseguiu amamentar e cuidar dele ali na sua infância, mas ele não era oficialmente seu filho, ele era o filho de outra mulher. Então, isso com certeza lhe custou, mas ela preferiu ver o filho vivo.

mas com essas questões ele estava ali debaixo de um sistema, eles eram escravos e tudo mais, então é bem difícil você parar uma mãe com isso. E toda essa história está descrita na Bíblia por um motivo, e eu acho que esse motivo é para mostrar que mesmo muita coisa acontecendo, mesmo poderes intervindo para frustrar os planos de Deus,

de salvar o povo dele, até uma escrava simples, desconhecida, é usada para garantir a sobrevivência daquele menino, que um dia ele libertaria o povo da escravidão, inclusive sua mãe, seus irmãos.

seria usado por Deus como um grande libertador, como um grande homem até hoje. Ele foi o escritor dos primeiros livros, contando o início da história do povo de Israel, os patriarcas e tudo mais, e tudo porque ele um dia, quando era bebê, foi salvo pela sua mãe.

então e isso não só apontou não só salvou o povo de Israel mas apontou também para a nossa salvação hoje e é bom falar sobre isso porque Moisés acaba por ser também um tipo de Cristo então aquela mulher estava a salvar o seu filho e ela não sabe que na verdade já estava apontada para uma história bem maior olha, sabes que há duas mulheres que me chamam muito a atenção que é Agar e do

e Ana. Uma era uma escrava e viu-se no deserto com o seu menino, tanto que a história fala que a dado momento quando ela é mandada embora. Ela tem esse percurso para fazer no deserto, mas a situação era tão complicada que ela chegou a um ponto da trajetória que se afastou do menino para não vê-lo morrer. E temos depois Ana, que era uma mulher estéril, sofria por isso, interno e externamente, com os comentários que ouvia.

E eu acho curioso porque uma foi-lhe dada a experiência de ser vista por Deus e a outra a experiência de que não estava esquecida. Tu pensas que é assim que Deus olha para ti enquanto mãe? Eu não vou falar das mães em geral, mas vou falar da tua experiência. Como é que tu achas que Deus te vê a ti? Qual é a tua experiência como mãe? De como Deus te vê?

Olha, eu acho que Deus olha para mim como uma tutora dos meus filhos, como uma guardiã. Eu acredito que quando a Bíblia diz que os filhos são herança do Senhor, significa que eles são de Deus, eles já são de Deus. E Deus me incumbiu de gerar, de cuidar, de nutrir.

de ensinar sobre Cristo, de ensinar sobre o caminho da verdade, de acolher nesse tempo em que eles passam aqui nessa terra. Então, acho que Deus olha para mim como essa pessoa e eu acho que Ele também vai me capacitando ao longo dos processos para...

Ser o que os meus filhos precisam ser, porque eles têm o seu valor para Deus, eles são preciosos, né? E isso me dá um certo temor, porque eu estou cuidando de algo precioso do próprio Deus. Então, assim, a única coisa que podemos tentar levar daqui para o reino de Deus, quando Jesus voltar, serão pessoas. E eu espero fazer um bom trabalho em cuidar deles, em mostrar o caminho, né?

justamente pela preciosidade que eles têm diante para mim e para Deus também. E eu quero poder devolver essa herança ao Senhor e passar também a eternidade com eles. Tipo do género, fiz o meu trabalho, espero que esteja bem feito e aproveitar lá está a eternidade com eles também. E, Ju, muito sinceramente, tu achas que há uma forma de definir uma mãe que eu fiz esta pergunta especificamente para tu responder? Eu acho que não com poucas palavras.

não dá para fazer uma coisa muito rápida, assim, né? Defina. Talvez o dicionário deve definir, dar uma definição ali em uma frase e tudo mais. Tem um livro que eu gosto muito, do Daron Miller, que se chama Mulher, a mão que balança o berço rege o mundo.

E eu li esse livro quando eu estava grávida da minha primeira filha. Então, o Daron Miller fala um pouquinho sobre Romanos 1, 20, onde a Bíblia fala que Deus se revela, revela sobre a sua natureza e seu caráter na criação. E o Daron Miller aponta como Deus se revela na mulher, e na capacidade da mulher também de ter filhas. Então, ele fala sobre alguns estudos.

E um deles é sobre amamentação, por exemplo, que esses estudos revelaram que se você coloca um bebê recém-nascido na região da barriga da mãe ali, esse bebê em 30 minutos ele consegue encontrar o seio da mãe. Porque quando ele ainda está no útero e ele ainda está desenvolvendo a sua audição, ele escuta o batimento cardíaco da mãe. E aí quando ele está fora do útero, quando ele acaba de nascer ali,

Ele vai em busca justamente desses batimentos do coração da mãe que são comuns para ele, que eram mais comuns quando ele estava ali dentro do útero. E aí ele segue os batimentos da mãe e ali ele encontra alimento.

E aí eu vejo que Deus desenhou dessa maneira o corpo, o jeito de amamentar, o lugar onde se amamenta, perto, por exemplo, do coração, para mostrar exatamente a suficiência perfeita de Deus. Outra coisa que o livro é muito legal também.

Ele fala que quando uma mãe amamenta, ela olha, né? Geralmente você vê uma mãe, ela fica olhando ali, trocando olhares com o bebê. E o bebê, quando ele está desenvolvendo ali a sua visão, a primeira coisa, a primeira distância que ele consegue focar são 20 centímetros.

E esses 20 centímetros são exatamente a distância do olhar da mãe para o bebê. Então, Deus está revelando ali o que é intimidade também, o que é total dependência e intimidade naquela dependência, naquela nutrição da mãe para com o filho, daquele acalento, daquele lugar seguro do filho com a mãe.

ele mostra também o outro estudo que comprova que o corpo da mãe que está amamentando produz anticorpos primeiro para o bebê e depois produz para si mesmo

E aí, porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho, né? Então, dentre todas as palavras, eu acho que podem trazer uma definição para mãe. Acho que as que eu mais gosto são essas, de que mãe é aquela que revela o caráter e a natureza de Deus.

Para terminar, eu gostaria que tu deixasses uma mensagem a todas as mães que nos ouvem. Acho que têm os seus filhos, acho que têm os seus filhos no seu coração, na sua memória, acho que ainda esperam um milagre. Acho que têm demandas muito difíceis por questões de saúde.

questões até outras questões despétuas e tudo mais e também às mães solteiras muitas vezes veem-se sozinhas e são bastante criticadas ou até aquelas que algum dia querem formar a família que mensagens é que tu deixas porque eu acredito piamente que mãe não começa só no momento em que está a gerar uma vida então que mensagens é que tu deixas para todas as mães que nos ouvem

A feminilidade, principalmente hoje em dia, a feminilidade e a maternidade, elas são muito atacadas pela importância que elas têm. E são muito importantes para a igreja e para o mundo hoje, e sempre foi muito importante. Então, a maternidade não só está dentro de casa com os filhos biológicos. A gente vê o exemplo de Débora, que foi uma mãe para Israel.

Então ela liderou um exército contra o rei Cícera, ela liderou esse exército contra Cícera, venceu e libertou Israel ali, e ela foi a maior personalidade política da época dela. E ela não negou a sua maternidade. Então hoje a crença é de que nós temos que negar a nossa maternidade, nossa feminilidade para termos poder, para termos os nossos desejos, para sermos alguém importante. E Débora não negou isso, ela foi uma mãe para Israel.

Então, todos nós precisamos da maternidade, todos nós viemos de uma mãe, o nosso Salvador veio de uma mãe. Paulo, por exemplo, teve mães, ele fala ali sobre Dorcas.

sobre mulheres que cuidaram dele na sua trajetória missionária. Então, nós podemos exercer essa maternidade tanto biologicamente, como psicologicamente também, ou espiritualmente. Então, quando Paulo fala sobre o amor sacrificial que ele tinha pela igreja de Tessalônica, ele se compara com uma mãe. Ele fala, olha, eu amo como uma mãe.

então a afeição, o carinho e a preocupação de Paulo de pregar o evangelho de trazer salvação para aqueles irmãos mesmo passando por muitas dificuldades, perigos de morte tudo isso mostra que Paulo amava tanto aquelas pessoas igual uma mãe ama um filho que chega a fazer esforços inacreditáveis que é capaz de morrer por um filho de enfrentar consequências bem complicadas por um filho então...

Israel precisava de Débora. Israel precisava de Débora. O mundo precisa do amor de útero que nós temos. O mundo precisa dessa compaixão, desse instinto de proteção, desse instinto de sacrifício que são tão naturais para nós mulheres. Foi Deus que colocou isso em nós. E isso vem dele mesmo. Isso são todas características dele. Então, a minha mensagem seria que nós mulheres, independente se já temos filhos, se não temos,

se exercemos um ministério. A minha mensagem é para que possamos, todas nós, demonstrar Deus através daquilo que Ele mesmo colocou em nós, que aponta para quem Ele é. O Entre Linhas contou com a participação especial de Juliana Walsh e com a apresentação de Ana Margarida. Realização, RTM Portugal.

RTM. Conhece todos os nossos programas em rtmportugal.org. Uma produção da Rádio Transmundial de Portugal.

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