Episódios de Entrelinhas

Elisabeth Elliot - Part. Gabriele Sauthier

01 de maio de 202620min
0:00 / 20:33

Participação: Gabriele Sauthier, professora e host do podcast Falei com Amor. Acompanha o trabalho da Gabriele no ⁠faleicomamor.com.br⁠⁠⁠⁠⁠⁠⁠.

Apresentação: Ana Margarida

Produção: Ana Margarida e Renata Theodoro

Participantes neste episódio2
A

Ana Margarida

Host
G

Gabriele Sauthier

ConvidadoProfessora de Biologia
Assuntos5
  • Ensinamentos de Elisabeth ElliotResiliência e devoção · Visão sobre o sofrimento · O sofrimento nunca é em vão · Gratidão em meio à dor · Evangelismo através do sofrimento
  • Sofrimento humanoPrimeiro contato com a obra de Elliot · Profundidade da história de Elliot · Encarar o sofrimento de forma prática · A soberania de Deus e a fragilidade humana · O sofrimento como ferramenta para o Evangelho
  • Desafios da vida cristãRefletir a figura de Cristo · Saber quem Deus é e quem somos no plano de redenção · Foco em Deus e na missão, não em si mesmo · O que se espera de um cristão
  • Elis ReginaBaseado nos relatos de Elliot · Evangelização da tribo que matou o marido · Alfabetização da tribo · Jornada de ensinamento prático
  • Exegese Evangelho JoaoLeitura de coração aberto e disposto a ser confrontado · Teologia bíblica vs. novidade · A prática do Evangelho · Fazer a próxima coisa
Transcrição54 segmentoswhispermlx/large-v3-turbo

RTM, Rádio Transmundial de Portugal.

Considerada uma gigante da fé, a missionária e escritora Elizabeth Elliot ainda marca gerações através dos seus ensinamentos de resiliência e devoção. Duas palavras que viveu muito bem na prática. Por isso mesmo, no episódio de hoje, vamos falar o que está por trás de todos os ensinamentos de Elliot e não vou fazê-lo sozinha porque eu tenho comigo a Gabrielle Sautier. Pois é, ela está de volta para me acompanhar e vocês sabem que ela já é da casa.

A Gabi é professora de Biologia e produz conteúdo para a sua página de Instagram e podcast Falei com o Amor. E eu, sou Ana Margarida e começo agora mais um Entre Linhas.

Gabi, antes de eu começar a fazer mais perguntas profundas, eu gostaria de começar por te perguntar como é que foi a tua reação à tua primeira leitura dos livros da Elizabeth Elliot? Ou, por acaso, já a conhecias por causa do seu testemunho? Conta-nos tudo.

Na verdade, nossa, muitas pessoas me perguntam o tempo todo quais livros dela que eu já li ali no Falei com o Amor. Então, eu acabei sabendo quem ela era antes de ter contato com uma primeira obra. Só que eu fui, de fato, saber a profundidade da história dela depois que eu li o primeiro livro dela, que é O Sofrimento Nunca é em Vão. E eu já comecei por um dos livros mais fortes, porque...

Não foi uma leitura que eu comecei super empolgada, sabendo que talvez seria uma leitura mais pesada, e de fato ela é um pouco mais, mas foi o primeiro contato que de fato eu tive com a autora no sentido de como ela enxerga o sofrimento.

E eu achei bem interessante e um tanto quanto chocante, porque talvez ao nós olharmos a forma com que ela encara o sofrimento seja um baque para a gente, porque não é a forma que nós encaramos o sofrimento. Então esse foi o primeiro contato que eu tive com ela. E depois de conhecer mais dessa obra, eu fui buscar de fato uma biografia para saber como ela...

Viveu, porque a gente até vai conversar sobre isso, algo que eu achei muito interessante, é que os livros dela não trazem como se fosse uma autobiografia, ela falando o que ela passou, mas ela usando o que ela passou para levar diretamente ao Evangelho.

Eu concordo contigo muito nisso, porque curiosamente também eu li O Sofrimento Não É Em Vão, só que a primeira vez que eu tive contato com a história dela ou com ela foi a partir do filme Terra Salvagem, que por acaso até é... até não, não é por acaso, é mesmo.

baseado nos relatos dela no seu livro através dos portais do Esplendor. E eu lembro-me que o filme, não o livro, o filme marcou-me muito, e marcou-me muito mais quando eu descobri a história dela após tudo o que aconteceu em relação ao marido, porque ela voltou para o Equador, e além de evangelizar aquela tribo que matou o próprio marido, ainda os alfabetizou. Então, assim...

Eu acho que a partir daqui, deste momento de perdidor, eu penso que foi onde começou a sua jornada de um ensinamento muito mais palpável e prático de como continuar firme em Cristo, apesar do sofrimento, ou até mesmo com esse sofrimento, fazer isso com essa bagagem do sofrimento. E como tu dizia muito bem...

ela tem uma visão do sofrimento que nós muitas das vezes não gostamos muito de abordar e por isso é que ela me parece sempre muito prática e às vezes parece-me um bocado insensível, o que não é, na minha opinião. Mas quando tu olhas para a sua escrita numa maior ênfase...

então no sofrimento como é que tu percebes que ela trata o assunto de forma prática, sensível mas não sentimentalista, eu acho que se calhar é por aí nós achamos que não é sensível mas acho que ela não é sentimentalista mas também sem ferir a soberania de Deus e sem ignorar a fragilidade humana como é que tu olhas para isso?

Vejo que ela tem uma capacidade que é tratar o sofrimento com determinada reverência, que é algo que não é natural do nosso coração. E você até falou algo que talvez aos nossos olhos pareça ser extremamente prático, tratar o sofrimento de uma forma muito prática. E eu confesso que lendo os livros dela chega a ser um pouco esquisito, porque... ... ...

Quando nós olhamos para alguém que está em um sofrimento extremo e que passou por uma história tão pesada, talvez a gente esperasse um pouco mais de raiva, um pouco mais de sentimentalismo. Por exemplo, vou puxar sardinha para o Cécil Lewis, ele escreveu O Problema da Dor.

e ele escreveu também Anatomia de um Luto, e lá ele relata de momentos de raiva que ele teve a respeito da dor. A Elizabeth é muito serena, ela é muito reverente nesse sentido, e o que eu achei muito legal é porque ela não explica quem Deus é, e ela também não anestesia essa dor.

E ela diz aqui que o sofrimento nunca é em vão, o sofrimento nunca é por nada. Mas uma das frases mais marcantes que eu achei dela, realmente foi quando ela fala assim, naquele momento em que os discípulos pegam os pães e os peixinhos de um garoto, e que esses pães e peixes, se permanecessem com aquele garoto...

faria diferença na vida dele. Mas quando você retira aquilo da mão daquele menino, faz diferença na vida de mais de 5 mil pessoas. E é isso que ela faz com o sofrimento. Ela tira o sofrimento da mão dela e ela mostra como esse sofrimento tem benefício para o próximo também.

E ela não tem essa tentativa de consolo, autoconsolo. Ela tem uma convicção teológica mesmo. Então, isso que eu achei mais interessante. Porque os livros não são uma autobiografia. E mesmo se fossem dela contando o fato do marido ter sido assassinado por uma tribo. Gente, olha que terrível isso é. O marido assassinado por uma tribo. A qual ela vai e faz uma missão com eles depois.

Quem tem, às vezes a gente olha até com o olhar de falar assim, quem tem essa frieza de agir dessa forma? E ela mostra que Deus não anula a dor, mas que deu o sentido da dor pra vida dela. Porque ela viveu tantas perdas sucessivas, não só o Dean, o marido dela, mas depois o segundo marido, e mesmo assim ela não tem essa amargura.

em nenhum momento nos livros. Ela escreve de uma forma muito leve de assuntos tão pesados, mostrando assim, Deus é soberano, o sofrimento é real, mas eu sou muito honesta em relação a isso e o meu foco aqui é o evangelismo através do que eu passei. Já que Deus me deu, deixa eu usar isso com gratidão. E isso, pra mim, mexe muito com a minha cabeça.

mexe muito com a minha cabeça porque assim, ela lidou com várias mortes, não foi só com uma, foram com várias. Eu daqui a pouco vou falar um pouquinho também qual foi o capítulo do livro do Sofrimento Não É em Vão que me chamou mais a atenção, que foi a questão da gratidão e eu confesso que ali foi muito difícil de entender, muito difícil de entender, eu entendi o ponto dela, mas ao mesmo tempo assim, oh amiga, eu não concordo.

Mas não é um concordo de... Eu sei que tens razão, mas eu não quero essa linha. Eu não quero concordar contigo. Mas vamos lá. É fácil perceber que ela tem o dom de ensino naquilo que ela escreve. Tanto que o material que nós temos disponível, percebemos que o propósito dela é exatamente ensinar os fundamentos do Evangelho com base numa teologia sólida, que tu mesma já abordaste isso.

mas lá está sempre com um chamado ou uma prática daquilo que se aprende tu também percebeste que o foco dela é mesmo ensinar e não se focar tanto na sua expressão pessoal ou seja, ela tem ali o seu testemunho e estilo pessoal mas ela parece sempre um pouco mais contida, tu consegues perceber isso?

consigo perceber que ela não tem o objetivo de mostrar olha o que aconteceu comigo e olha como eu superei. Mas ela é assim, olha só como é o evangelho, olha só, essa daqui é a palavra de Deus, essa é a teologia, Deus é esse daqui. Isso aqui pode até ter acontecido comigo, mas olha só como é bom. E igual você falou, né? Às vezes a gente lê e fala assim, não, eu não concordo com isso, eu não vivo desse jeito. Não tem como uma pessoa ser capaz de fazer isso.

não tem como uma pessoa ser capaz. Aí a gente olha pra ela e fala assim, tem, tem como. Então, a gente percebe também, lembrando agora de Paulo, que alguns espinhos na carne são utilizados em prol do evangelho, em benefício de todas as pessoas. E talvez todo esse sofrimento que foi dado na mão da Elizabeth, se tivesse sido dado a outra pessoa, ele não teria o poder que teve nas mãos dela.

Não no sentido de que Deus causará mal a alguém, porque a Bíblia diz, é muito claro, que o mal não provém de Deus, o mal sempre provém de Satanás, mas que o mal, nas mãos de Deus, ele acaba se tornando bom.

Então, já que algo nesse sentido aconteceu com uma pessoa tão madura espiritualmente, que seja feito o bem. Inclusive, o livro Sofrimento Não Que Em Vão, ele é uma série de palestras que foram reunidas depois. Então, você percebe que ela não escreve assim para expor os sentimentos dela. Ela escreve para formar as pessoas, ela tem um compromisso com a verdade.

Eu, olhando a biografia dela, vi que ela estudou grego clássico com o objetivo de traduzir a Bíblia. Então, o objetivo realmente dela é ensinar as pessoas a respeito de quem Deus é, a respeito do Evangelho. E isso é bem forte, porque seria mais fácil para a vida dela, ela construir toda uma narrativa em torno da própria história. E isso já seria extremamente impactante. Mas ela escolhe ser contida, ser mais tímida nesse sentido, e direciona tudo para o Evangelho, para a obediência, para a fidelidade.

E isso exige até mais de quem está lendo, porque não é apelativo para o emocional, é apelativo para o confronto, no sentido de eu não estou emocionada lendo esse livro, eu estou confrontada de como alguém pode ser assim.

E foi exatamente isso que me chamou a atenção no capítulo da gratidão. Nesse livro. Porque ela usa o exemplo que é o seguinte. Imagina que alguém nos vem dar uma prenda, um presente, né? E é uma coisa que nós não gostamos.

A gente vai fazer, nós vamos fazer de tudo para ter uma expressão amigável para que a pessoa, para que ela não entenda que nós estamos desagradados com a prenda que acabámos de receber. Mas com Deus não. Se é alguma coisa que a gente não gosta, a gente já fecha a cara, a gente já fica com raiva, a gente já chora. O que é normal. Porque talvez, talvez não é mesmo, nós temos um à vontade com Deus.

que não vamos ter com a pessoa que nos deu o presente que nós não gostaríamos de receber, que é uma coisa nada a ver connosco, porque a gente tem uma imagem para manter, a gente não quer passar, como é que se diz, um desconforto para a outra pessoa, mas com Deus não, a gente vai relutar, no verão vamos apontar o dedo ao que está a acontecer, e foi isso que me impactou muito.

Foi o facto de que é verdade, eu com as pessoas vou ter uma necessidade enorme, não há de deixar desconfortável por me ter dado um presente que eu não quero receber, mas com Deus eu vou ficar brava, eu vou ficar mal. E foi a primeira vez que eu li assim algo dela bem mais sólido. Eu acabei por ler também o Deixo-me Ser Mulher, mas eu penso que...

de todos os livros dela, talvez o foco não seja mesmo entreter alguém não seja mostrar uma história de superação não seja talvez seja mesmo isso que a difere de pessoas que escrevem um testemunho ou que escrevem um livro mais mais coach, vamos dizer assim nota-se que ela quer trazer desculpa, diz, diz, diz desculpa, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz, diz

Não, eu até tava pensando nisso que você disse a respeito do presente, né? Você com certeza já ganhou presentes que você não gostou, eu também. Eu tenho uma dificuldade imensa de disfarce, mas eu tento com todo o meu empenho. Como é que está uma educação? Vamos pensar assim. A gente tem que ser educado. Então talvez a gente tenha essa tendência de ficar bravo com Deus, justamente porque a gente sabe que ele poderia nos dar tudo.

E quando a gente ganha algo que a gente não gosta, por exemplo, quando minha mãe me dá alguma coisa que eu não gosto, eu sei que ela não poderia me dar absolutamente tudo, que ela tem vontade ou que eu tenho vontade. Então a gente usa do bom e velho disfarce. Ainda com quem a gente tem mais intimidade, a gente tem mais liberdade. E eu sempre penso isso. Pessoas que nós temos mais intimidade, nós temos a tendência de chatear mais.

Porque nós somos mais como eu mesma sou com essas pessoas. E com Deus é assim. E é muito... Eu vou usar uma palavra que talvez caia, sou estranho, mas é muito esquisito você olhar para uma pessoa que tem essa plenitude diante do sofrimento. Porque eu não tenho, eu não sei o que eu faria com essa história da Elisabeth.

E aí eu fico pensando, será que eu não teria que ter a plena convicção de que eu deveria ser como ela é? De que eu deveria ser madura o suficiente para lidar da mesma forma com a dor, com o sofrimento? Então, igual nós já comentamos, a vida dela não é uma autobiografia coach. É um confronto.

E tu crees então que esse seja o objetivo dela, naquilo que ela escreve, a transformação? Esse confronto para trazer uma prática para que a pessoa entenda de eu preciso mudar isto. Ou seja, porque é engraçado, quando nós olhamos para os ensinamentos coaching, pensamos assim, é para uma transformação, é para uma mudança, mas é uma coisa rasa. Agora, quando tu vês com a transformação do Evangelho,

É diferente porque te confronta a largar tudo o que tu pensas que é sólido enquanto que no coaching lá está. É sempre para tu arranjar mais ferramentas e mais ferramentas e para fazeres e para fazeres e para fazeres. Tu crees que é esse o ponto dela mesmo? E foi sempre... Acho que ela ia sofrer muito hoje em dia com a literatura que está aí. Com certeza. Existem pessoas que nasceram na época certa.

Ela nasceu na época certa, Cécie Lewis na época dele, se fossem agora, neste momento, eles iam estar mortinhos. Mas, você sabe que eu acredito que não é algo proposital, no sentido de ela pensar assim, eu vou escrever de uma forma mais branda a respeito de mim, para impactar os outros. Eu acredito que é isso que nós deveríamos esperar de uma pessoa verdadeiramente convertida.

Uma pessoa que tira os holofotes de si mesmo e coloca os holofotes totalmente no evangelho e na missão. E talvez nós estejamos tão acostumadas de pessoas com essa autopromoção, com essa teologia coach que tem hoje em dia, que quando nós nos deparamos com uma Elisabeth, a gente acha estranho. Mas não deveria ser o estranho, deveria ser o habitual. É olhar para uma pessoa convertida e essa pessoa ser exatamente e pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em pensar em

o que a gente espera de um cristão. Uma pessoa que reflete a figura de Cristo, uma pessoa que é madura, uma pessoa que sabe quem Deus é, que sabe quem ela é no plano de redenção. Então talvez a gente fique chocada nossa, como a Elisabeth era madura mas não era isso que nós deveríamos esperar de um cristão? E é confrontador porque era isso que deveria ser esperado de mim também.

E eu quero ler muito mais da vida dela também, dos outros livros. Quero ler o que ela fala a respeito dos ensinos dos pais, mas você percebe que é um padrão entre seus livros. O lofote não está sobre ela, o lofote está em Deus. Aconteceu aqui algumas coisas comigo, mas paciência, vamos falar de Jesus agora.

Eu acho isso fenomenal, porque mesmo quando tu vês alguns vídeos antigos dela ou fotos, tu vês assim, uau, que mulher plena, que mulher elegante, sempre bem arranjada, plena, tranquila. Vais ver a história dela e, meu Deus, o que é que se passa aqui? Como assim? Está plena porquê? Até para nós cristãos isso faz confusão. E lá está, é o que tu dizes, não deveria.

Não deveria ser confuso. Nós devemos ser mesmo o sal desta terra, nós devemos ser a luz deste mundo. E parte aí muito por essa diferença. Agora, quanto mais eu peço na Elisabeth, mais eu estou a dar tilt aqui no cérebro. Mas precisamos de terminar, Gabi. E eu queria-te perguntar o que é que tu desejas ainda ler mais dela e o que é que também deixas de conselho aqui para os nossos ouvintes para começarem a ler mais do que ela nos deixou.

Se bem que vamos aqui ser sinceras, normalmente ainda há muita resistência para se ler mulheres. Ainda há muita resistência. E eu digo-te uma coisa, eu encontro muito poucos autores para falar especificamente sobre sofrimento. E principalmente minhas. Eu acho que ela é uma das que transporta bem essa bandeira. Portanto, que incentivo aqui é que tu deixas? Eu deixo o incentivo de que é uma leitura para você ler de coração aberto.

disposto a ser confrontado, não é nem com, quem sabe, uma verdade teológica, mas é com uma posição de vida. Porque a teologia que ela traz é a teologia bíblica. Aquela pessoa que conhece a Bíblia, talvez não encontre uma novidade aqui. No fundo, nós já sabemos que o comportamento cristão deveria ser esse de reverência diante da dor, de confiança diante do sofrimento. A teoria do Evangelho, muitos de nós cristãos já sabemos.

Quando nós lemos Elizabeth Elet, nós podemos olhar a prática do Evangelho. E talvez isso seja o mais bonito de você pegar um livro que é muito puro. É isso que eu percebo. Uma pureza. Uma pureza de um cristão, de uma cristã madura. De uma pessoa que não fala assim, olha o que aconteceu comigo, olha como eu lidei super bem com a perda dos meus maridos.

Olha só como eu consegui. Não é isso. Mas é ela apontando de que, ainda que algumas coisas aconteçam, continue a fazer a próxima coisa. Eu gostei muito disso no Sofrimento Nunca em Vão, porque ela fala que precisa continuar fazendo a próxima coisa.

E talvez a próxima coisa seja continuar vivendo, apesar do sofrimento. E ela conta a história de uma mulher que perdeu seu marido e deixou ali com vários filhos. E uma filha relata que assim que essa mãe chegou em casa do velório, ela pegou a vassoura e começou a varrer.

porque ela começou a fazer a próxima coisa. Então, a Elizabeth Elliot percebeu que sempre existe o passo a mais com Deus. E com certeza eu deixo a indicação de vocês pegarem livros da Elizabeth e ir lendo um por um para ver em como existe esperança, existe um Deus mantenedor, um Deus que sabe absolutamente tudo e que conversa conosco ainda que através do sofrimento e da dor.

O Entre Linhas contou com a participação especial de Gabriela e Soutier e com a apresentação de Ana Margarida. Realização, RTM Portugal. RTM. Conhece todos os nossos programas em rtmportugal.org. Uma produção da Rádio Transmundial de Portugal.