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PRA FICAR COM A CARA QUENTE | Fofoca Na Calçada

04 de julho de 20261h19min
0:00 / 1:19:31

Aaaah, o constrangimento… ele envergonha, ensina e acima de tudo entretém a nossa comunidade de desocupados sedentos por vacilos alheios. Vem ficar com a cara quente junto da gente nesse episódio que você sequer fazia ideia que não poderia viver sem!

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Participantes neste episódio2
G

Glaudemias

Host
L

Leila

Host
Assuntos12
  • Tsunami no AlascaCharlene da Silva Sal · Dandusca Tsunami · Desi Gonçalves · Ellen Gazzaroli · Paulo Freire · Mandacaru · Bacurópolis
  • Novela 'Quem Ama Cuida'Chay Suede · Letícia Colin · Isabel Teixeira · Luana Martal · Personagem Tilde · Personagem Adriana · Personagem Arthur · Nathália Dill
  • Virginia Fonseca e a Copa do MundoLuciano Huck · Lucas Guedes · Nova York · Vini Jr. · Rafa Kalimann · Casa Kalimann · Lívia Andrade · Dona Déia
  • Brasil na Copa do MundoHendrik · Vini Jr. · Ancelotti · Danilo · Neymar · Luiz Inácio Lula da Silva · Zé Gotinha · Rafinha
  • História de Emily in Paris (Havan)Ronaldo Fenômeno · Justin Trudeau · Havan · Portugal
  • História de Leila GermanoCláudio · Leila Germano · Paulo Freire
  • História de Otávio de Da Cor do Pecado 30+Otávio · Di Ferreiro · Janones · Erika Hill · Max Cavaleira · Gugu Liberato · Bozo Lira · Cloroquina-terapia
  • Amoru Music e Vânia Maria Gomes RosaAmaru Music · Vânia Maria Gomes Rosa
  • História de GideãoGiovanna Antonelli · Tiago · Clarinha
  • Robin dos BosquesLa Belle Silva · Paramen · Dona Joelma Bahia
  • Carreira DocenteLeila Germano · Glaudemias · Clarinha · Bruno
  • Legado PessoalManu Gavassi · Ná Cardoso
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?Voz A

É você mesmo, fofoqueira! Não se vença não!

?Voz B

Mirella, corre aqui!

?Voz A

Fofoqueira do inferno!

?Voz B

Baixaria você!

?Voz A

O quebra-pau foi grande, né?

?Voz B

Foi grande, se ela vir tem outro de novo.

?Voz A

Fofoqueira do inferno!

?Voz B

Casa é cadeia, menino! E aí, minha gente, segura o copo de suco jogo de suco gospel, principalmente daquelas lanchonetes pós-culto, que chegou a hora de uma edificação financeira. Esse podcast tem gente trabalhando pesado pra que cada fo— pra que cada partilha chegue limpinha no seu ouvido. Tem editora surtando, tem hospedagem em dia, equipamento decidindo morrer bem na hora errada, né. Mas tudo bem, porque a gente tem uma caixinha pra trocar.

Microfone remoto pras viagens do Glau. Enfim, muita coisa. Então se você é dessas pessoas ouve toda semana, ri, se choca, comenta no grupo da família, finge que não é sua história. Chegou a vez de retribuir. Vai lá no apoia.se/hojetempodcast, solte aquela cota simpática, simbólica na verdade. Pode ser na herança de uma tia minha ou na cota Sugar Daddy, você que sabe aí sua realidade financeira. E para quem recebe moeda gringa, tem também o patreon.com/hojetem.

Tudo na descrição, gente, tudo na descrição aqui do episódio, aqui embaixo. É só escolar um pouquinho, clicar, e pronto, meu ouvinte abençoado. Apoiando você entra no nosso grupo de Telegram, é um templo de fofoca com ética fluida onde rola amizades, encontros, pegação de vez em quando, alguns membros, bastidores, terapia coletiva de graça. E se você tá liso esse mês, relaxa, Deus entende. Eu não, mas Deus entende.

?Voz A

Mas pra Deus vocês são pequenininhos.

?Voz B

Compartilhe então o episódio, mande para aquele seu grupo da igreja, o grupo da zumba da faculdade, Espalha a nossa palavra, dê aquela estrelinha do app e ative o sininho também no aplicativo onde você ouvir, porque isso, isso também ajuda esse projeto a continuar de pé e torná-lo relevante para o algoritmo, tá? Tá dado o recado, vamos de programa, Glau.

?Voz A

Vamos de programa! E eu começo dando alô para você que tá sofrendo de calor, mas não sabe se o mal-estar é menopausa, é o aquecimento global ou princípio de infarto. Sentar na hora de separar o leque, porque hoje essa quintura vai além de explicações superficiais da ciência. Que nem tudo é só medicina ou meteorologia, não, a vergonha alheia ela também aquece. Hoje é dia daquele episódio que dá pra sentir o rosto esquentando só de ouvir.

Momentos que a pessoa queria ter sumido, virado pó, se teletransportado pra Nárnia. Cringe? Define, mas hoje a gente vai além, vai fazer arte com o constrangimento dos outros.

?Voz B

E ó, minha gente, hoje tamo que nem ventilador quebrado, só sopra o ar quente na sua cara. Como diz um amigo cliente meu, que nem melancia quente doida para fazer o mal. É assim que estou hoje, misericórdia, porque os relatos que hoje a gente vai narrar vão fazer você encolher o dedinho do pé, esconder o rosto atrás do travesseiro e ainda assim continuar ouvindo, porque vergonha alheia é entretenimento. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.

E como sempre lembrando, os nomes foram trocados, tá? Então se você achar que tá ouvindo contando a sua própria história, misturado com a história da Hebe Camargo, Barack Obama, relaxa, aqui a gente não julga, a gente só comenta com ética muito fluida. E se você também tem um vexame guardado às sete chaves, que mesmo que não seja seu, é de outra pessoa, qualquer outro tema que seja, mas desde que seja uma fofoca, uma partilha, manda pro nosso email contato@ojotempopodcast.com que a gente edifica com todo carinho, tá? Então vamos de link ao vivo da rua, amiga?

?Voz A

Para começar os trabalhos.

?Voz B

Vamos de link ao vivo da rua.

?Voz A

Olha, eu não lembro o que era que eu ia falar que aconteceu essa semana, estou com ódio. Então toda vida que eu esqueço o que eu iria falar, o que é que eu faço? Eu vou comentar então o que eu estou vendo. E eu queria saber de você, se você está assistindo a novela Quem Ama Cuida.

?Voz B

Não tô, não tô, amigo. Eu estava viajando, aquelas, né, que não superam a viagem. Estava viajando para Londres, voltei quando essa novela começou, voltei, não consegui assistir porque aí eu voltei para a vida de pessoa, trabalhadora comum e tô tendo que dar conta até uma certa hora da noite, que é bem na hora da novela, mas estou a fim de saber se vale a pena assistir.

?Voz A

Vale, ó, todos os comentários aqui subindo na nossa chamada, o pessoal mama cu, mama cu, os mama cus, né, que é esse fandom que acompanha essa novela maravilhosa. Amiga, muito boa, tá? A gente saiu de uma novela muito boa para uma outra extremamente boa. Globo nunca esteve tão— a rede mundo, perdão, que esteve tão feliz com sua grade das 9. A novela Mama Cool, ela prometeu muita coisa e está cumprindo.

?Voz B

É mesmo? Ah, mas assim, Shai Suede atua como ninguém, né?

?Voz A

E a Letícia Colin também.

?Voz B

Letícia Colin também. Aí juntou eles num casal que ambos— eu não sei porque a Letícia Colin pode estar fazendo uma mocinha vilã, vai ter um olhar de doentia assim, olhar assim, sai.

?Voz A

E tudo indica que ela vai ficar meio maluca aí na segunda fase da novela. Mas assim, a primeira fase da novela já foi maravilhosa.

?Voz B

Ai, pois eu vou ver no Globoplay.

?Voz A

Ela entregou tudo que uma novela precisa. Então, uma mocinha que tá desgraçada desde o momento zero da novela. Tá. Primeiro capítulo é maravilhoso. Ela sai do trabalho dela, ela pega a condução, a condução dela tá lotada, começa a chover, ela sai no meio da chuva, perde a casa, vai num bote salvar o povo com o marido e o marido morre. E aí ela vira uma desabrigada.

?Voz B

Gente, sou eu em Londres!

?Voz A

É, tchau!

?Voz B

Ai, que legal!

?Voz A

Só que aí, diferente de você, Você, ela é uma mocinha de novela, então ela fica o tempo todo falando "vai dar certo". É porque também são paulistas.

?Voz B

Ah, mentira, que vai ser mais carioca falando como paulistano.

?Voz A

Ah, mas tá incrível.

?Voz B

Vai dar certo, irmã.

?Voz A

Porque o Chay Suede, o sotaque do Chay Suede é um personagem à parte. Tirando a Tata Werneck, que foda-se que ela tá no núcleo São Paulo, ela ainda é carioca, então ela fala igual um carioca. Mas o Chay Suede falando "o Clebinho", "Clebinho" é um negócio que assim irrita tanto, mas tanto, tanto, tanto, Ai, meu Deus. Que assim, nem Três Graças conseguiu. Maravilhoso, tá? É maravilhoso.

?Voz B

Tá, me convenceu.

?Voz A

A gente tem uma família de gente rica muito podre, que é comandada pela Isabel Teixeira, que assim, que mulher incrível. Eu já era apaixonado por ela em Pantanal, mas agora eu tô assim, ainda mais.

?Voz B

Quem é Isabel Teixeira?

?Voz A

Quem é ela? Isabel Teixeira é a nossa eterna Maria Bruaca.

?Voz B

A Maria Bruaca!

?Voz A

É, ela é incrível. Ela tá incrível como vilã. Ela tá incrível. E aí eu já estou com raiva porque as pessoas têm falado que ai, tá muito pesado, não tá dando para se divertir tanto com as vilãs. Vocês parem! Nem todo vilão precisa ser um palhaço, deixa ela ser ruim. Eu gosto, ela é mal assim, a maldade pura em pessoa. Muito bom. E aí a novela tem alguns destaques, amigo, principalmente eu acho que para o nosso mundinho aqui eu citaria a empregada Child.

A Tilde, ela tem conquistado meu coração, pessoal. Tenho prestado muita atenção nela, assim. Ela é do núcleo de humor. Só que, de fato, ela consegue me dar umas esboçadas, assim. Eu consigo dar uma risadinha.

?Voz B

Estão dizendo aqui que você mandou um shade na Arminda. Na Arminda.

?Voz A

Não, Arminda? Calma aí, calma aí. Não existe rivalidade aqui. Talvez exista rivalidade entre os autores, mas eu amo demais Três Graças. Ainda tenho saudade de Três Graças. Mas eu tô muito feliz que a gente tá vendo uma nova novela boa. Imagina se vem um... Uma bomba! Não vou citar, né. Mas imagina se vem outra coisa.

?Voz B

Eu entendi, eu entendi. Então vamos descer abaixo.

?Voz A

Dói, dói imaginar, né, gente. Eu trabalho à noite, eu chego em casa, eu quero me divertir com a novela. Eu não posso ficar apegado a coisas boas que passaram. Quero que novas coisas boas venham também. E aí a gente tem a Tilde, que eu acho que você vai gostar um pouco dela, porque a atriz é muito boa. A personagem, ela me dá um pouco de raiva, né, que ela é uma empregada que quer ser influencer. E aí parece uma coisa meio— só que a atriz é muito boa.

E aí eu tenho dado umas risadasinhas coisas com ela, porque ela também é a fofoqueira da casa. Então teve uma informação muito legal.

?Voz B

Quem é a atriz que faz a empregada?

?Voz A

Gente, eu não lembro o nome da atriz. Alguém lembra o nome dela? Só sei que ela tem uma cara assim de quem tá sempre com nojo. Ela tá rindo com nojo assim, sabe? É um riso meio— Mas aí tinha uma informação crucial essa semana para o julgamento da Adriana, porque sim, a Adriana ainda vai ser presa. Tô pulando aí para você pegando essa, porque a gente vai entrar na segunda fase, já tá entrando segunda fase. É aí, ó, Luana Martal, a atriz Luana Martal, um beijo para ela.

Luana Martal, te amo, você é incrível. A Luana Martal, ela foi a responsável por dar com a língua entre os dentes de uma informação muito legal assim, que era a menina do Porta dos Fundos. Isso, que aí tipo todo mundo tava pegando as informações mais minuciosas de um caso, e aí uma informação tão banal que só a fofoca conseguiria trazer, que é: olha, essa pessoa aqui que tá sendo investigada, ela amava gostou muito o cara que morreu.

E aí ela teve ciúmes. Então será que ela não é uma suspeita? Quem deu essa informação foi a empregada fofoqueira. E ali ela ganhou totalmente o meu coração, porque ela não precisava, ela não foi coagida para dar essa informação. Ela quis, ela quis dizer que a Dinah era apaixonada pelo defunto do Arthur. Aí assim, é uma novela que vai ter também espiritismo. Não sei ainda qual o papel da Nathália Diu, Dona Morte do Penadinho, Eu acho que ela é a Dona Morte, né?

Ela tá o tempo todo avisando que o avô da menina vai morrer. Você, maconheiro, vai morrer daqui pro Natal. Enfim, é uma novela que, assim, não é uma novela que tem muitos núcleos. Eu não sei se vai aumentar, mas o núcleo que tem, eu acho que tá todo mundo bem casadinho. Muitas mulheres ricas do jeito que a gente gosta, amiga. Parece que estamos assistindo a Val Maquiori dividida por 6, assim, sabe? Elas, ai, problemas de mulheres ricas.

Então assim, eu preciso comprar roupa porque as minhas amigas já estão comprando as roupas que não saíram na coleção, sabe? A Flávia Alessandra, Mariana Ximenes, a Belize Pombal, todas elas são peruas riquíssimas assim, e é maravilhoso de assistir.

?Voz B

Ela passa todas mamando no cadáver do velho.

?Voz A

E assim, os problemas delas são apenas se elas vão conseguir fazer a plástica delas, sabe? Elas fazem festa no pijama aos 35 anos. Isso é lindo de assistir, sabe? Maravilhoso, maravilhoso.

?Voz B

Corretíssimas, corretíssimas.

?Voz A

Então assim, "Estou muito viciado na novela mama cu, quem ama cu. Valci, você, sua estrela sempre brilha, vamos juntos nessa, tá? Tô totalmente adrianizado." Sabe, Shai Suede indo entregar uma flor pra mulher que ele ama na cadeia? Isso me representa muito. Queria eu estar indo na cadeia agora ver a minha presidiáriazinha. Queria eu ser marido de presa. Mas não sou, mas o Shai Suede tá sendo. E é isso.

?Voz B

Bom, amigo, de minha parte, eu quero... Você falou do bom entretenimento, eu quero falar do mau entretenimento. Que caralho é o quadro da Virginia no Domingão? O que aconteceu, Luciano? É dívida de jogo?

?Voz A

Às vezes o Luciano, ele é viciado em enxergar muito potencial, né? Você não pensa muito, ele enxerga potencial demais, eu acho. Às vezes ele tem que começar a enxergar menos.

?Voz B

É dívida do Master, estão falando aqui. Porque, amigo, eu vi o primeiro corte. Leila, você foi atrás? Não, essa desgraça aparece no meu feed, né? E aí eu assisti. Você já viu, amigo? Não.

?Voz A

Deixei pra vocês, papel.

?Voz B

Tão simples quanto isso daqui que eu vou narrar pra vocês. Virginia completamente carismaless, sem jeito, tímida até. No meio da Times Square, com vergonha de estar ali fazendo aquilo. Claramente desconfortável, porque agora ela é podre de rica, não precisa disso. Tô rica! Aí ela fala, olhando meio que assim pro lado, com medo de alguém reconhecer. Com vergonha assim, sabe quando a gente adolescente, a gente tá com a nossa mãe no postinho com o exame de fezes? Sim, sim.

?Voz A

Você queria desaparecer.

?Voz B

Isso. Isso que a gente queria desaparecer, porque a mãe da gente tá com nossos exames de fezes na mão e a gente tá perto do ambiente da escola. Essa sensação que a Virginia passou nessa primeira gravação, ela assim meio— Meu nome é Virginia Fonseca, bem rápido. Meu nome é Virginia Fonseca, eu sou influenciadora, não, eu sou repórter por um dia. Aí vem aquele Lucas Guedes totalmente over.

?Voz A

Meu Deus, de novo?

?Voz B

Sim, totalmente over, porque para ela, ela não precisa daquilo, mas ele parece que precisa muito daquilo. Então ficou esse contraponto.

?Voz A

Cara, é o Loro José da Virginia.

?Voz B

E aí ele assim, não, não, não, ele explicando tudo no acting enquanto ela não estava meio muito aí para fazer aquilo. Aí ele fala: "Repórter não, amiga, que senão vou te cancelar, fala qualquer outra coisa." Aí ela: "Tá, meu nome é Virginia Fonseca, sou influenciadora digital." Ele: "Não, influenciadora não, que isso pode dar problema." Aí ela: "Ah, sei lá, meu nome é Virginia Fonseca, eu sou eu mesma, haha." Corta essa cabeça da matéria, corta da matéria, entra o Luciano Huck em voiceover com curiosidades sobre Nova York e Manhattan, assim, absolutamente nada a ver.

Aí a repórter, o grosso, amigo, a "O dinheiro é do dono, é do patrão. Ele teve que trabalhar, botaram Luciano Huck no WhatsApp pra trabalhar." Tadinha. Tadinha, que bapho. E ela não cumpriu. Aí o resto da matéria são eles dois passeando, gastando dinheiro e "hahaha, hihihi, ohohó" com coisas absolutamente turísticas e triviais que todo mundo já fez ou já sabe.

?Voz A

Gente, a Sandra Nyberg e o William Bonner fizeram duas semanas incríveis de Globo Repórter em Manhattan.

?Voz B

Ninguém precisava ver a Virginia e o Luca Bota a Sandra Niemberg em Arraial do Cabo. Muito melhor! As baleias de um bote. Muito melhor ver a Tata Werneck fazendo 50 vezes o Arraial do Cabo com a Sandra Niemberg do que isso daí. Aí beleza, amigo. Isso foi domingo passado e a matéria meio que foi feita pelo Luciano Huck. Ele tá parecendo aquele chefe que o funcionário não trabalha direito, aí ele tem que fazer, sabe? Aí hoje, eu acabei de ser impactada pela matéria de hoje, amiga.

A matéria. E aí era ela assim: Com um pouco mais de carisma, reconheço, de sorriso pelo menos. Ela falando assim: gente, a gente tá aqui na Nova York para ver como os americanos torcem. Aí o Lucas entra e fala assim: isso mesmo, a gente vai vir aqui, ó, ver o jogo do Brasil. Aí ele aponta para trás. Aí ela: Brasil não, menino, a gente vai ver beisebol. Aí ela aponta, aí tem um outro estádio na frente de beisebol. E ela falou: e nós vamos ver como os americanos torcem.

Aí tá, gente, corta. Aí ela entrevistando um cara: você é daqui? Aí ele: não, sou americano, mas sou casado com uma brasileira, e então eu falo português. E aí corta, eles estão sentados elas comendo, bebendo cerveja e assistindo jogo de beisebol. E entra o Luciano Huck falando as curiosidades. Então assim, o Luciano Huck está trabalhando por ela, não sei quanto dinheiro ela recebeu para fazer aquilo, mas basicamente conteúdo é ela andando, sendo ela, sentando em algum lugar, comendo alguma coisa, gastando algum dinheiro.

?Voz A

Gente, ou às vezes o Angélica, sei lá, gosta dos stories da Virginia, e aí meio que ele fez isso para— que aí eu entendo, né? Você quer agradar sua esposa, Luciano. Ou às vezes o Luciano tá confundindo o paz com tédio, né? Tem muito isso também. Às vezes a gente perde o limite da paz com tédio e aí se mete em cada furada, né?

?Voz B

Não, amigo, e as curiosidades sobre Nova York altamente imbecis assim, todo mundo já sabe. Ai, por que existe a cultura do beisebol?

?Voz A

É, não é como se fosse, não é como se fosse um lugar mais desconhecido do mundo. A gente cresceu vendo Nova York, bichinho.

?Voz B

E aí corta, gol do Vini. Aí fica piadinha de atrelar ela a Vini. Vini Jr. fez um gol, aí mostra ela comemorando o gol. É isso, gente.

?Voz A

Eu, de verdade, eu não poderia me interessar menos.

?Voz B

O Augusto tá comentando aqui: "Me fez sentir falta da casa Kalimann." Aspas fortes.

?Voz A

Você assina embaixo, então.

?Voz B

Eu não falo com nenhum arrependimento, ressalva ou exagero. Eu senti muita falta da casa Kalimann.

?Voz A

E aí eu acho, Luciano Huck— Agora eu vou ser contra você, Luciano. Acho você muito do gaiato, Luciano Huck. Porque você poderia ressuscitar a casa Kalimann 2. Você podia fazer isso. Você tinha todas as ferramentas pra trazer pro Domingo aquela experiência social. Porque aquilo dali era um programa que não tinha objetivo. Ele era apenas o programa pelo programa, né.

?Voz B

Amigo, a Lígia aqui nos comentários disse uma coisa muito mais forte do que a coisa forte que eu disse, que foi: "Rafa Kalimann no Puerperio tem muito mais carisma". Rafa Kalimann no Puerperio tem muito mais carisma!

?Voz A

Não gosto de você, não sinto verdade em você. E eu sempre falo, o pessoal tá dizendo aqui: "Glaudemias, não, não." Não sei o quê. O Casa Kalimann, eu já falei isso no início do Fofoca, amiga, eu vou repetir. O Casa Kalimann no futuro vai ser estudado como um programa de vanguarda. Claro que sim! A TV 3.0, que todo mundo fala, ah, a TV 3.0, a TV 3.0 foi lançada por Rafa Kalimann, tá? Foi ela. E bem, o que eu desejo para o programa da Virginia é que pelo menos saia aí uma briga entre ela e a Lívia Andrade.

Eu eu aposto minhas fichas nisso, que aí eu acho que a gente consegue render alguma coisa aí, sabe? Eu espero.

?Voz B

Mas você acha que elas brigariam pelo quê?

?Voz A

A mesma coisa, sabe? Pela briga, tá? Briga pela briga. Eu torço para isso. Ou então com a Dona Déia, com quem seja, mas com alguém.

?Voz B

Você é despedida da Dona Déia? O que que aconteceu? Ela nem se despediu. Não se despediu? Faz 3 anos que essa mulher tá se despedindo. Vai com Deus, meu chapa! Próximo!

?Voz A

Faz 3 anos. E outra coisa que eu ia perguntar: Nicole Balls ainda tá lá no, na plateia do Luciano, que ele prometeu que ela ia ficar lá depois que ela brilhou na Dança dos Famosos. Preferia Nicole Bolles em Nova York do que Virginia, diga-se de passagem.

?Voz B

Eu também.

?Voz A

A Nicole Bolles é muito mais divertida.

?Voz B

Aparentemente cada emissora tá tendo a sua loira, né, genérica, para colocar em Nova York para fazer matéria. Loiras sem diploma no ofício do jornalismo, e elas estão indo lá fazendo o seu melhor, né.

?Voz A

Eu acho que assim, a TV brasileira tem que entender que as loiras, a era das loiras da televisão, ela já foi meio que sedimentada assim, não tem muito o que fazer do que já tem, sabe? Ninguém vai substituir Hebe, Angélica Eliana e Galisteu, sabe? Não existe mais loiras como essas assim, tem que apostar em outro segmento. Eu acho que talvez a época da Mara é agora.

?Voz B

A Karen tá perguntando quem é a loira da Casé TV. Gente, a Fernanda Gentil, mas ela é jornalista, ela é jornalista. A loira sem diploma da Casé TV, no caso, é o Chico Moedas no momento. Que ele tá descolorido e ele não tem esse diploma. Mas Fernanda Gentil indo lá com seu diploma, fazendo esse trabalho.

?Voz A

E bem, sobre essa coisinha aí, dessa piadinha com o Vini Jr., eu pelo menos, não sei você, amiga, mas eu pelo menos, a coisa que menos interessa é saber se o Vini Jr. tá dedicando gol pra Virgínia, pra onde ele tá olhando assim, foda-se.

?Voz B

Eu quero enaltecer o Hendrik. O Hendrik, ele veio como um Messias. E eu sei, povo brasileiro, eu sei lá no fundo Cês tão com kikikikikiká, Hendrik, bota o Hendrik, bota o Hendrik. Não pelo futebol e a qualidade desse rapaz. Mas pra que o assunto pare de ser o Vini Jr. Porque o assunto sendo o Vini Jr. automaticamente se torna a Virginia. E quando o assunto é Hendrik, automaticamente se torna a Celote. E isso é o que a gente quer ouvir, é uma outra pauta, caralho!

?Voz A

"Então é que se fuder, acabou!" Toda vida que falam do Hendrik, ou que eu posto alguma coisa pro Hendrik, eu automaticamente viro aquele áudio do meu filho, pai tá muito orgulhoso de você, que o pai manda chorando, o pessoal coloca com cachorrinho. Basicamente é isso assim. Eu vejo no Hendrik a figura de um filho, não é meu filho, de um sobrinho, também não sou tio dele. Desejo todo sucesso do mundo, te amo, garoto, ó, sua estrela brilha, te amo muito.

Seu gol foi gol, tá? Seu gol foi gol. Aquilo dali é outras coisas, eu posso problematizar de diversas formas essa perseguição com meu menino. É isso, gente, ó, Hendrik Henrique, te amamos, a sua estrela brilha, tá? Estamos aqui com você, te amo muito. Eu poderia passar horas falando como eu amo o Henrique, tô muito emocionado. Inclusive queria deixar um recado para todo mundo aqui que está vendo que eu tô um pouco eufórico na Copa do Mundo.

Eu sempre fico eufórico na Copa do Mundo, gente. Eu sei que o jogo do Lucas Paquetá ou da seleção do Brasil contra a Escócia, talvez quando esse programa sair já vai ter acontecido. Espero que estejamos comemorando. Mas isso aqui é uma pauta minha. Nós não temos tantos vídeos divertidos ainda dessa Copa, pelo menos eu não julgo. E eu vejo o vídeo do Lucas Paquetá mandando passinho ao som da Gata de Fole como o melhor vídeo até então, que nem é dessa Copa, mas é o único que dá para mim usar para poder, sei lá, comemorar quando o Brasil vai jogar.

E aí toda vida que eu posto, o pessoal fala: Glau, mas não é hoje. Ei, amigo, você não prestou atenção Eu sei, gente, eu juro que eu sei. Mas eu quero postar esse vídeo como forma de sinalizar que o Brasil tá jogando, assim. E falar que realmente a gente tá escasso. A gente tá escasso de coisas divertidas, eu sei.

?Voz B

Estou com o Diego. Pra mim só existe um nome, que é Danilo. Danilo?

?Voz A

O homem, né?

?Voz B

O homem! Não é menino, não. Danilo é o homem. Você viu a entrevista dele falando que quer ser psicólogo? Primeiro, vocabulário de zilhões. Um homem culto. Pra mim é uma coisa piqui. Bem-vindo de volta, Sócrates. Bem-vindo de volta, Dr. Sócrates. Ele deu uma entrevista, parecia que ele tava se pronunciando como presidente da república, formado na área da saúde, e meteu um "nem tudo desse mundo do futebol me basta, eu quero mais".

E isso tem a ver muito com a questão da psicanálise, né, onde nós acabamos sendo projeções dos sonhos de nossos pais. O que é isso, cara? Sócrates, tem uma bet atrás de ti na propaganda aí, fala como jogador, pô.

?Voz A

Não, ele é incrível. Ele é incrível. E aí também o Danilo, ele tá sendo aquela coisa que é... Os comentários do Instagram dele, de cada post dele, é o maior número de calcinhas baixadas, né? É incrível. E cuecas também, né?

?Voz B

Precisava de um esquerdomacho na seleção brasileira.

?Voz A

E é engraçado, porque toda vida que eu tô lá, que aí eu sempre vejo alguma coisa do Danilo, as minhas amigas, elas sempre estão lá. Você fala: "Oi, amiga, você por aqui, né? Quem diria que você se interessaria tanto?" Tá sempre lá. Nossas amigas, inclusive, não vou expor elas aqui, ó, mas vocês sabem que é vocês, vocês trabalham em lugares tão importantes, estão sempre lá, amigas. Eu sempre chego depois de vocês.

?Voz B

Eu acho essa seleção interessante e eu amo que é uma seleção interessante sem o Neymar. Você viu o vídeo do influenciador americano que pegou pessoas aleatórias na rua para fazer uma brincadeira que é: eu te dou ingresso para o jogo do Brasil se você fizer o meu desafio. E aí uma das pessoas que ele pegou era o Davi Luca, filho do Neymar. Você viu isso?

?Voz A

Não, não vi, não.

?Voz B

Aí ele foi pegar: te dou ingresso para o jogo do Brasil se você acertar essas perguntas. Aí ele falou: I don't need it. Aí o cara: por que que você não precisa? Meu pai já joga. Aí ele: quem é seu pai? Aí ele: é Ney. Aí o cara: what? Só que aí nos comentários todo mundo falando assim: joga, ele não joga. E aí joga mesmo, será?

?Voz A

E aí esse comentário me fez pensar falar aqui, que é: se o Luciano tá fazendo, tá levando a Virgínia para comentar a Copa, meio que o Ancelotti fez a mesma coisa com Neymar, né? Até então, meio que o Neymar tá sendo a Virgínia do Ancelotti, né? Porque assim, ele não fez nada, ainda bem, não estou reclamando, não entendam isso como alguém que está reclamando, muito pelo contrário, tô até com medo de quando colocarem ele lá. Mas aí a gente pensa: precisava mesmo dessa escalação?

?Voz B

Amigo, existe um homem de 80 anos de idade chamado Luiz Inácio Lula da Silva que disse—

?Voz A

eu vi aquilo, achei foda—

?Voz B

que disse que Neymar é o primeiro jogador home office da história da seleção. Este senhor tem 80 anos de idade, está conduzindo um país pelo terceiro mandato rumo ao quarto.

?Voz A

Eu achei isso forte, eu achei isso forte. Eu fiquei um pouco com medo quando essa fala foi dita. Eu falei assim: será mesmo? No Lula, que é muito pesado.

?Voz B

Eu acho que o governo federal tá triplicando a aposta. Meteu essa na mesma semana em que meteu o Zé Gotinha no terreiro de macumba. Você viu?

?Voz A

Eu vi, acho incrível. Axé seu Zé, né? Que lindo isso.

?Voz B

Axé seu Zé. E o Zé Gotinha fazendo as danças assim.

?Voz A

Tem outra coisa, você falou axé seu Zé, olha os hiperlinks aqui, né, que eu queria muito comentar sobre essa Copa, que eu tenho me curtido bastante, que é o axé, o que arou o Hendrik, né? As pessoas perguntando se Hendrik é filho de Oxóssi e porque supostamente o Hendrik tá fazendo a flecha de Oxóssi. Aí você vê que muita gente não assiste a Copa, só vê a foto, porque realmente parado parece que ele tá—

?Voz B

quem faz é o Rafinha, quem faz é o Rafinha.

?Voz A

É, e ele sim, se eu não me engano, Rafinha sim é filho de Oxóssi. E aí pela foto que tiram do Hendrik comemorando, todo Acho que é um arco e flecha, e tudo bem, até parece. Mas quem assiste vê que o Hendrik na verdade tá dando uma saravada de metralhadas, ele tá fazendo a metralhadora do Hendrik. E o Hendrik junto com sua esposa procuraram uma igreja evangélica para se casar na Espanha. Mas tá lá cheio, cheio, cheio, cheio de comentários "eu quero, eu quero".

E eu me pergunto, eu queria muito saber a reação do Hendrik toda vida que ele recebe um "eu quero". Ao mesmo tempo é muito legal ver as pessoas perguntando o Henrique é diosho, se recebendo essa mensagem. Olha só, o Henrique, ele que se casou na Igreja Evangélica, ele é batizado na Igreja Evangélica.

?Voz B

Amando também o meme tudo que o Henrique fizer o Ancelotti fará o contrário, né? O Henrique gosta de— esse meme está incrível, para mim é o meme do ano. O Henrique adora se alimentar as cenas de um passarinho regurgitando, né? Aí o Ancelotti, passarinho regurgitando. Então tudo que o Henrique gosta, tudo que o Henrique quer, tudo que o do que se propõe a fazer, cenas do Ancelotti fazendo o contrário. Eu gostei muito desse meme, eu valorizo muito nossa cultura memera.

?Voz A

Eu gostei muito, que é um assim, o Hendrik diz: "Minha esposa tá grávida." O Ancelotti é uma pessoa fumando um cigarro de 2 metros e soltando fumaça assim, ó. Do lado da... Sim, do lado da mulher grávida. É isso, gente, é isso. Não temos tantos memes, mas esse especificamente é muito bom.

?Voz B

São valiosíssimos. Eu ia fazer meu link da loja, mas eu não vou mais, porque acho que falamos demais. Mas falamos bem, falamos tudo que importa pro Brasil. Sim, que são os grandes acontecimentos.

?Voz A

Espero que até esse episódio sair o Brasil ainda esteja na Copa. E é isso, vamos para cima!

?Voz B

Tu acha que o Brasil chega? Até que fase, amigo?

?Voz A

Olha, eu mentiria muito para tu se eu dissesse que eu já não tô achando que a gente vai ter o hexa, tá? Eu sou essa pessoa. Mas tirando toda a minha emoção, sendo uma pessoa que não vai acreditar na seleção, que não sou eu, oitavas. Eu acho que a gente morre nas oitavas.

?Voz B

Semana que vem então rola contra a Escócia?

?Voz A

Acho que sim. Tô com muito medo.

?Voz B

Ou seja, vocês estão ouvindo, a gente tá a uma semana desse jogo. Amiga, é o dia do meu aniversário, eu vou pedir um presente pro universo. Não vou dizer qual, que eu não quero tomar hate.

?Voz A

Mas é isso, eu acredito no Hexa. Fique claro.

?Voz B

Tu acredita no Hexa?

?Voz A

Não dá, amiga, não dá. Quando começa a Copa, eu largo todo o meu pessimismo e falo assim: "Não, esse é o país do futebol." Não, mas eu entendi o que o Ancelotti fez.

?Voz B

Olha como esse homem é inteligente, esse homem é um gênio. Ele, pra não tomar hate dos fãs do Neymar, convocou o Neymar. Pra não tomar hate de quem quer ter sorte. Botou Neymar encostado. Então ele tranquilizou, ele pacificou o Brasil. Eu não queria ver o Neymar jogando, pois ele me contemplou, mas ele também contemplou os fãs do Neymar, porque ele dá essa esperança, vai a qualquer momento chamar o menino Ney.

?Voz A

E aí, gente, assim, se perder, né, a gente ainda é o único país com penta. Não, né, nós esquecemos disso, mas nós não iremos perder.

?Voz B

Serão 6 Copas sem ganhar, o que é exatamente Nossa!

?Voz A

Obrigado, amiga. É isso, é isso. A gente é exaqueridinão.

?Voz B

A gente sai ganhando de qualquer jeito, não tem jeito.

?Voz A

Não tem jeito, é o Brasil, gente. É o Brasil.

?Voz B

Pelo menos demos entretenimento, audiência pra que as bets levem influenciadores pra lá e paguem suas estadias caríssimas e seus ingressos astronômicos. E é isso que importa, a gente gerou essa economia que não vai vir pra gente.

?Voz A

Pô, vou ser sincero, eu já tentei fazer essas paradas, tá ligado? É isso. Estão falando: "Ah, se a Alemanha ganhar, ela vira penta também." Bom, o Zé Gotinha entrou no terreiro. Cês acham mesmo que as forças do terreiro, elas tão poucas?

?Voz B

Na loja da Adidas, a Alemanha tá de ataque com a gente, saibam disso. A Alemanha lançou a camiseta igualzinha a nossa. Que a nossa tinha estrelinha, nem a outra tem. Com as estrelinhas tudo posicionada igual a nossa, tá? Tá na loja da Adidas, saibam disso. A inveja mata!

?Voz A

É isso, né? Cabe a você, Hendrik. Não querem jogar pressão, né? Mas já jogando... Sim. Aí vai aí, vê o que é que tu faz.

?Voz B

Quem dera o Brasil fosse Adidas e não Nike. É o pensamento da torcida brasileira. Falamos do Hendrik, não tem como falar do Hendrik sem falar do Ancelotti, que é professor. E por falar em professor, olha o gancho!

?Voz A

Lindo gancho, lindo gancho.

?Voz B

Pois é, chega de inspirar, chega de rir, achar que a vida tá ganha. Agora é hora da decepção purinha. Por isso mesmo viemos aí desse assunto da Copa, porque esse programa só fica de pé com as histórias mais micadas dos nossos ouvintes e com repetição de otarice. Tá sentindo esse arrepio? É o patrono da educação batendo na porta, cobrando explicação. É, o quadro Paulo Freire, Você Prometeu, onde a gente expõe as promessas furadas, os golpes que a vida deu e os inocentes que confiaram demais em gente errada.

?Voz A

Porque o brasileiro não tem paz, mas tem fé, viu? Fé no outro, fé na mudança, fé que aquele cacá, 2K, No WhatsApp ia virar o amor da vida. Achei um pouco ataque essa última parte aqui do roteiro. Em síntese, fake beira burrice, e é exatamente para isso que a gente tá aqui. Como sempre, os nomes foram trocados, então se você acha que tá ouvindo sua própria história, provavelmente é. Mas relaxa, aqui a gente não julga, só comenta, se diverte e deixa para congregação orar.

E se você quiser contribuir com seu repertório sofrido, manda pro nosso email contato@hojitempodcast.com. Começando então com a oprimida Leila Germano. Aí resta saber se é você depois da viagem, amiga, ou se é uma pessoa que quer ser você.

?Voz B

Oprimida sempre, né? Oprimida sempre.

?Voz A

Olá, lindeusas do Fofoca. Vou tentar ser rápida e utilizar a pontuação correta pra não ser assim tão humilhada por vós.

?Voz B

É isso que eu quero. Eu quero vocês com medo da gente.

?Voz A

Isso é educação libertadora, pode crer. O medo liberta. Meu nome é Leila Germano e eu sou imigrante aqui na terra do pessoal que roubou o nosso ano.

?Voz B

Qual deles? Qual deles?

?Voz A

O ano era o primeiro... A Leila depois de não conseguir voltar... A Leila passando 5 meses na Europa.

?Voz B

Cada vez mais parecendo que fui eu mesma.

?Voz A

O ano era o primeiro da pandemia e eu vi um anúncio de um quarto para alugar. Precisava sair urgente da casa da minha ex-mulher. O administrador Glaudemias me atendeu e disse que o apartamento antes era um BNB, BNB Air. Ai, que ódio. E como tava rolando lockdown, ele tava alugando os quartos para maiores temporadas e eu aceitei. Paguei um mês de calção e entrei logo. Diferente dos outros lugares que morei, eu passava muito tempo em casa porque minha empresa estava parada.

Então eu saía para correr e bebia com os roommates todos os dias. E o Galdemias ia às vezes no AP para ver se tava tudo bem, se tava tudo em ordem nas mil regras que impunha a nós e não obedecíamos a nenhum.

?Voz B

Ai, tu é o vilão!

?Voz A

Como bons zucas que somos. Então vocês são os vilões. Como eu tinha muito tempo, eu aturava o papo furado do tuga de bigode no meu ouvido, falando dos filhos e da mulher dele. Dizia Cláudio que tinha uma filha com a esposa e que a cada um tinha outro filho de outros relacionamentos, e contava assim da vida dele, dizendo que a mulher era costureira em "Um dia ele disse que geral teria que ir embora porque ia fechar o espaço por prejuízo e que tínhamos que vazar até domingo.

Fiz as malas e fui embora. O bonito disse que ia me passar o dinheiro por MBWay, que é o same, é a mesma coisa do Pix", segundo ela. No dia seguinte: "Passaram dias e nada dele me mandar a grana. Fui cobrar e o aprendiz de 171 tinha me bloqueado. Coitado, mal sabia ele que não tem nada pior do que mexer com desocupado. Procurei a página da mulher dele no book do Face, vi o endereço da loja dela e o número do celular. Mandei mensagem me apresentando e dizendo que sabia que eles tinham uma filha e que ela tinha outro filho e que o marido dela era caloteiro.

?Voz B

Caralho, tu ameaçou a pessoa, tu disse assim: "Você mora, eu sei que tu tem uma filha." "Não sei de nada não, mas se prepara." É isso aí.

?Voz A

E que ela deveria ter vergonha de ser casada com alguém que engana imigrante, sendo ela brasileira também. Ela me respondeu dizendo que realmente era casada com ele, mas que não tinha filhos com ele e que ele nem filho tinha, que não sabia nem que ele tinha um BNB Air e que ia mandar ele resolver para eu não fazer confusão.

?Voz B

Mentira que a esposa não sabia que o macho dela tinha um AirBnB!

?Voz A

E aí é a primeira vez que eu vejo um homem esconder um apartamento, né? Pois é, não é tão fácil assim, hein, gente! Ele me ligou me xingando e dizendo para nunca mais ligar para mulher dele e me devolveu todo o meu dinheiro. Nesse caso não preciso cobrar ninguém porque eu mesmo cobrei e recebi, porque a arma do oprimido é o ódio "pelo opressor escravocrata que acabou com tudo. Valeu pelo podcast. Assim que a vida melhorar, eu farei contribuições. Leila Germano".

?Voz B

Gostei de ser a vítima. Eu tava com medo, tá? Honestamente, eu fiquei com medo de ser uma filha da puta. Porque a gente que é filha da puta, a gente sente, né, Nicole? A gente sabe. Enfim, eu não acho que foi culpa do Paulo Freire, nem da vítima. Eu sempre estarei contra colonizadores.

?Voz A

É isso.

?Voz B

Acho que você ameaçou pouco. Acho que você podia ter mostrado um pouco mais da sua brasilidade, se é que você me entende.

?Voz A

Acho que foi super dentro do tom também procurar a esposa. E eu acho que você, na verdade, não é que a gente tenha que cobrar o Paulo Freire, eu acho, amiga, que é muito mais sobre mostrar que a metodologia dele tá tendo resultados, né? Então você é um teste, você é um estudo de caso. Olha só o que ele ensina, que é justamente sobre o oprimido tem que se tornar o opressor. Eu entendo, foi isso Foi isso que o Paulo Freire ensinou, né, que a gente tem que criar mais opressores no mundo.

Eu entendi assim, eu li, entendi assim. Então eu vejo que você tá seguindo um caminho muito bonito, né, e assim, o futuro é lindo para você.

?Voz B

Partilha dos hostes, gente, vou contar a partilha dos hostes, tá, Glau? Eu trabalhei em um lugar, me diga o nome de um lugar horrível para se trabalhar. Na van, obrigado! Eu trabalhei Na Havan, tá? Eu trabalhei na Havan e era um lugar horrível. E eu trabalhei, gente, como telemarketing. Eu não, Emily in Paris. Emily in Paris trabalhou na Havan como telemarketing. Lá no telemarketing tinha os telemarketers, tipo eu, e tinha os diretores de telemarketing, tá?

Que eles eram, né, tchananãs. E aí eu havia um colega meu também chamado— como foi o nome que eu dei aqui para ele? Justin Trudeau. O Justin Trudeau trabalhava comigo na Havan como telemarketer e ele Era chefiado por Ronaldo Fenômeno. Ronaldo Fenômeno era um péssimo chefe de telemarketing, gente. Ele não passava nada, ele não se envolvia. Claramente, amigo, ele tava ali porque ele era alguém de alguém. O cara chegava quase de tarde, o cara não queria saber como estavam os projetos.

O projeto entrava, eu e o Justin Trudeau fazia, despachava. O homem não queria ver, quando a gente mandava pra ele ver, ele não via. Ele só falava assim: "Ah não, se você gostou, vai". Gente, assim, o homem estava ali ali apenas recebendo o salário. Claramente, ele... Exatamente, Miriam. Pra mim, na minha teoria, ele tinha provas contra alguém. Nada justificava aquele altíssimo salário pra um homem que não queria saber, não se envolvia, nananã.

"Ai, Júlia, ele tá errado." Até que esse meu amigo Justin Trudeau, gente, esse coitado, esse sofredor, trabalhava pra caralho. Um dia chegou pra mim e disse assim: "Leila, você não vai acreditar, o Ronaldo Fenômeno tem um amante." Aí eu fiquei: "Perfeitamente, é o que eu espero dele". "É um homem completamente vagabundo. Eu não esperaria que você me dissesse: 'Leila, o Ronaldo Fenômeno, ele tem uma ONG de ajuda a refugiados'".

Não! Vamos pensar um pouco, né, Ana? Ele tem que ter um amante, a estirpe dele imprime isso. É coerência! Aí, cada vez que o Justin Trudeau me dizia sobre essa fofoca, eu ficava assim, só: "Tá bom". Aí o Trudeau: "O Ronaldo Fenômeno não só tem um amante, como a amante dele ele chama de namorada e ele dá presente de Dia dos Namorados".

?Voz A

E mentiu.

?Voz B

E aí eu ficava: "Ah, gente, até aí coerente com a pessoa." Eu acho também, eu acho coerente. Um cargo de alta chefia que trai a esposa, normal. E esse cargo de alta chefia trai com amante que na verdade é uma namorada, normal. Não me pegou muito, sabe, a fofoca. Até o dia em que Justin Trudeau chegou puto pra mim e disse assim... Porque o Trudeau, gente, ele era designer de telemarketing. Marketing. Então ele fazia artes, né, layouts.

Trudeau chegou puto: "Emilien Pérez, pra mim, passou de todos os limites." "O que foi?" "Ele me fez criar, parar o meu trabalho que eu tenho pra fazer e criar um enxoval de peças." Um site, um invite por email, comunicação visual, gente, com constância assim, com ganchos visuais, elementos, brand guide completo de um evento em Portugal.

?Voz A

Já tô aplaudindo.

?Voz B

Pra ele mentir pra esposa dele que ele foi palestrar pra ele passear com a namorada em Portugal. Eu falei: "Não, você não fez isso." Ele: "Eu fiz." E ele fez. Ele fez.

?Voz A

Isso é lindo.

?Voz B

Eu de verdade não consegui odiar.

?Voz A

Não, gente, é impossível odiar essa pessoa.

?Voz B

Eu achei profissional. Eu achei um homem que mostrou trabalho. Aí, tudo que o Trudeau reclamava, que ele não se envolve, ele não aprova, ele não pede. Tá aí. Se envolveu, aprovou, pediu.

?Voz A

Nossa, eu acho lindo a história de quando o amante, ele sai do lugar do ódio, passa a virar o lugar da admiração. Foi o que a gente fez um pouco com o Chico Moedas, né?

?Voz B

Sim.

?Voz A

E você veja, é um cara obstinado, é um homem que sabe o que quer, né? Eu acho isso, olha, é uma inspiração pra muitas pessoas. Que lindo isso, que lindo mesmo.

?Voz B

Quero mandar um beijo pro Ronaldo Fenômeno. Ó, põe os cerrados, exatamente. Gente, punho cerrado. Eu acho que eu não consigo ficar contra você. Há muitos anos eu queria contar essa partilha dos olhos, eu sempre esqueci, mas o Trudon ele me lembrou esses dias, então tinha que falar. Axé Ronaldo, exato, Sofia.

?Voz A

Axé Ronaldo. A Rose falou uma coisa aqui muito interessante, amiga. A mulher dele disse: trai, mas não me deixa saber. E ele fez o que a esposa pediu.

?Voz B

Sim, é um homem que obedece a mulher. Marido não, demônio.

?Voz A

A gente tem que muito pôr na avança, entendeu? Assim, onde é que tá indo o nosso olho?

?Voz B

E o cara, para ter todo esse cuidado, gente, ele tem responsabilidade afetiva, ele tem medo de ver ela sofrer.

?Voz A

Isso, ele odeia ver ela chorar.

?Voz B

Isso é responsabilidade afetiva no tal. O cara criou um álibi, eu sinto também, um enxoval de peças que teve save the date para ele poder mandar para ela assim: e amor, parece que vai ter esse negócio aqui. E amor, pai, chegou um convite. E amor, veio, teve save the date.

?Voz A

"Olha, saiu minha foto na divulgação do evento." E aí, assim, eu nem sei mais como defender essa pessoa, porque eu acho que...

?Voz B

Eu sei, eu te entendo. Dá vontade de ficar defendendo horas.

?Voz A

É, porque é muito bom, é muito, muito bom, né?

?Voz B

A Mirian tá perguntando: "Mas ele viajou pra Portugal mesmo, né?" Sim, ele foi, pagou hotel e viagem pra ele e a namorada amante. Mas ele queria o evento pra mentir pra mulher.

?Voz A

Relacionamento semiaberto, ele pensando nela em todo momento. É isso. É isso, gente, é isso tudo que vocês estão falando. Eu assino embaixo assim, é um homem que tem muito amor, é um cara que tem empatia. Eu acho também que é uma das maiores qualidades dele. E eu acho que é um cara que toca projetos assim, sabe? É uma pessoa que sabe que às vezes, amiga, muitas pessoas deixam a ideia morrer sem ter a execução, e ele segue com a ideia, ele cria tudo da ideia, sabe?

Talvez nunca vai existir esse evento que ele criou com esse intuito, mas assim, ele já serve pra aula.

?Voz B

É o poder da atração, né?

?Voz A

Ele chamou, ele jogou pro universo, manifestou, manifestou, manifestou assim. Ele tem muito a me ensinar também, eu acho que ensinar todo mundo aqui, todo mundo aqui tem muito que aprender. Bacana, obrigado.

?Voz B

Axé, Ronaldo.

?Voz A

Axé, ok, Arô.

?Voz B

Meu Deus.

?Voz A

Vamos pra fofoca? Vamos, vamos pra fofoca. Então vou começar com @labelly La Belle Silva. Eu acho que você vai adorar La Belle Silva. Eu acho que esse link que eu coloquei é do perfil e não necessariamente de algum conteúdo, porque eu acho que tem que ser a experiência completa. Você abre o perfil da La Belle Silva, você tem todo um feed organizado. Quando você clica para ver o conteúdo, o Reel, aí você tem uma surpresa.

?Voz B

Deixa eu ver aqui, eu vou escolher um aqui.

?Voz A

Aí é uma perfumaria, tá? Uma propaganda.

?Voz B

É instagram.com, o quê?

?Voz A

@labelle, com dois L. La Belle com dois L no La e no Belle Silva, tudo junto.

?Voz B

Perfumes hidratantes. Vou ver o segundo conteúdo que está fixado. A Belle começou a aplicar o perfume do jeito certo e os elogios não pararam mais. Quer descobrir como? Lê a legenda. Ah não, isso é estático. Não quero um vídeo.

?Voz A

Não, esse é estático.

?Voz B

Vou ler então um segundo conteúdo sem ser fixado. O perfume tem o poder de despertar memórias. Compartilhe. Aí, ah, ela usa Usa muito da IA.

?Voz A

Ela usa muito, mas vai clicando.

?Voz B

Olha só, isso diz mais sobre você do que você imagina.

?Voz A

Qualquer tempo sem ideia e o risco de decepcionar quem você mais ama.

?Voz B

Não entendi não. Próximo. Detalhe que deixa sua presença marcante. Ela é qual das meninas? Tem algumas meninas aqui. Ela é qual dessas?

?Voz A

Pois é, essa é a grande surpresa, porque existe as meninas de IA. Quando você clica Aí você vê que, opa, a La Belle não é bem assim.

?Voz B

Mas essa aqui é a La Belle.

?Voz A

E aí, muda, dá uma clicada aí pra tu ver.

?Voz B

Calma, tem essa magra, mas tem uma menina que não é magra, que apareceu aqui.

?Voz A

É, então essa é a La Belle.

?Voz B

Essa é a La Belle?

?Voz A

Essa é a La Belle. E aí ela fez todo o perfil dela organizado dessa forma com as linhas de ar.

?Voz B

Ela se fez de ar magra, ela fez a versão dela magra.

?Voz A

E ela se fez de ar.

?Voz B

Ai, gente.

?Voz A

Propaganda assim, quando abre, para quem tá só no áudio, né, quando abre a gente tem todo um fundo verde da casa da La Belle, sabe, assim, muda totalmente a propaganda. Eu achei que é muito, é um elemento surpresa, então eu fiquei alguns momentos olhando os vídeos dela, tá, torcendo muito para não vir nada de IA, querendo que só a foto fosse IA, porque eu gosto de ver a La Belle de verdade assim, e ela me convenceu imediato, tá, a comprar o perfume.

?Voz B

Você comprou mesmo ou vai comprar?

?Voz A

Vou comprar, vou comprar, porque eu acho que essa estratégia dela de marketing muito me convenceu, sabe? Ela me surpreendeu. Aí meu outro @, amiga, é o @paramen_heróiparaense, que aí é mais um no segmento de super-heróis do Brasil. E eu não sei muito como explicar o Paramen assim. Ele é o herói do Pará, né? Ele tem algumas funções que andar de bicicleta.

?Voz B

Paramen_ herói_ paraense.

?Voz A

Isso, ele anda com um para-baby, ele anima festa infantil também, ele ajuda a cidade. Então ele fica fazendo massa corrida para usar nas obras.

?Voz B

É um óculos de natação por cima da roupa.

?Voz A

E é um herói de verdade assim, ó, ele vai na manicure, ele anda de motinha, o Paramen. E ele tá crescendo, né? E eu espero que— bem, eu já trouxe alguns outros heróis, né? Do Rio de Janeiro e outros estados do Brasil. Mas eu acho que o Paramê, ele tem uma coisa muito única, ele tem um Parababy, né, que é o filho dele que ele coloca na mão de quem sabe.

?Voz B

Que ele já ou consegue tutelar.

?Voz A

Isso, eu gosto muito dele. E aí o meu último @, que esse sim já tá grandão, é a Dona Joelma Bahia, que é a mulher que chama o metrô.

?Voz B

instagram.com/joelma_bahia.

?Voz A

Isso, ela é uma pessoa que ela chama o metrô, né, então toda vida que o metrô tá vindo ela fica gritando: pisca, manha, pisca! O trem, a pessoa que tá pilotando o trem começa a piscar, né, e você vê todo um vagão de metrô entrar em um carnaval.

?Voz B

E a galera comemora quando a pessoa faz o pisca.

?Voz A

É maravilhoso o conteúdo da Dona Joelma, underline, underline Bahia. E ela vai fazendo isso, né, ela vai fazendo o dia a diazinho dela no metrô. E aí ela já tá muito grande, né, ela tá com 111 mil, mas pode ser mais.

?Voz B

É, hoje você perdeu, porque o nosso objetivo é só os underground, a cena indie.

?Voz A

É, hoje eu não trouxe muitos indies, mas eu acho que eu trouxe pessoas que são a cara desse.

?Voz B

Bom, eu quero lançar os meus, eu acho que eu já vou ganhar. Vai. Eu vou ganhar. O primeiro é um cantor cujo marketing do seu trabalho como músico é a sua. Isso mesmo, instagram.com/amaru, com U no final, amaru_music. Basicamente todas as fotos de divulgação dele são com uma bela protuberância na sua calça skinny. Ó, Bruno disse que eu quebrei você. Na calça skinny é um negócio assim, ai Leila, é marcação de uma rola. Gente, isso não é normal não. Tamo falando aqui de uma berinjela, né, de uma coisa muita rola.

?Voz A

Eu tinha um professor que ele tinha a mesma estratégia e aí é todo o o pessoal do fundão, a galera do fundão começou a notar. E isso foi se espalhando por toda a sala até que chegou nos ouvidos dele. E ele fez— aí você pensa, ele se constrangeu? Não, ele se empoderou. E a partir de então ele usou a calça ainda mais atochada, que era para marcar ainda mais aquela piroca.

?Voz B

Isso, gente. Não, Amaru Music, parabéns pelo seu trabalho, desejo que ele cresça. Cada vez mais, cara.

?Voz A

Se crescer cada vez mais, ele vai tirar o pé de coco, né? Vai tirar coco no chão.

?Voz B

Ele cresce, que ele se fortaleça, que se torne cada vez mais um trabalho, uma carreira sólida.

?Voz A

Isso é uma hérnia, falaram.

?Voz B

É, gente, o Lucas tá dizendo que ele foi no Grammy Latino. Gente, é isso, haja sangue para bombear.

?Voz A

Exatamente. E voltou com gramofone dentro da casa.

?Voz B

Vocês não estão valorizando o artista. Eu vou para o próximo. Minha segunda indicação, gente, é uma senhora gente boa, queridíssima, queridíssima, que desperta cringe na gente em cada postagem, mas que na bio ela assegura ser comediante. Eu queria agradecer ao meu algoritmo. Quem me segue no Instagram tem percebido isso, os meus posts estão sendo direcionados cada vez mais aos idosos com acesso a planos de dados e algum After Effects.

?Voz A

Tá feliz, né, amiga, com a coroadaria?

?Voz B

Vamos então ver a senhora, é instagram.com Vânia, com W, Vânia Maria ponto Gomes Rosa. Ela se diz ex-professora por missão, comediante por diversão, compartilhando minhas pérolas e momentos leves, né? Eu não sei como ex-professora por missão, ou seja, a missão era aposentar, aposentar, é deixar de ser. Aí eu tenho a mesma missão, também, Claudemir. Esse sonho de se tornar ex-professor meio nunca sou ela, né? Gente, simplesmente vejam, as piadas são todas bem ruinsinhas, mas os conteúdos de casal dela com o marido são maravilhosos. Sigam, sigam @vanemaria.gomesrosa, tá?

?Voz A

E eu gosto da utilização da palavra comediante como uma zona verde, assim, né?

?Voz B

É a zona azul, para você colocar um cartãozinho assim, ó, não me critica, sou comediante.

?Voz A

É tipo isso assim, ei, eu sou comediante, eu sou comediante.

?Voz B

Exatamente, é mais ou menos como eu uso do câncer. Então eu tô tendo problema com a pessoa, falo: 'E eu tenho câncer.' É isso, e é para isso que serve, entendeu?

?Voz A

Então se você tá, sei lá, se alguém diz assim: 'Amiga, acho que você tá passando vergonha.' 'Não, eu sou comediante, você não entende.' 'É que eu sou muito brincalhona.' 'Ai, gente, não leva a sério.' Exatamente.

?Voz B

'Leila tá passando vergonha.' Eu tenho câncer, pode ser a minha última, meu último ano aqui. E pesa o clima mesmo, e é isso.

?Voz A

Sim, sim, sim, o clima tá aí para ser pesado.

?Voz B

'Noite de autógrafo com livro de Iá.' Exatamente, Rafael, exatamente. Ela é "De agora em diante tem que dar uma risadinha, senão entra em depressão." Ô, gente! A Hannah tá dizendo: "Eu sou autista só por isso, pra usar a carteirada." Ok.

?Voz A

É isso, lindo, gente. Esse é ensinamento mesmo, né? Usem, usem a zona azul de vocês. Bora então pra nossa zona azul, que é a partilha dos ouvintes. Vamos! É, porque se tiver ruim não é culpa nossa, a culpa foi de quem escreveu.

?Voz B

Sim.

?Voz A

E aí, minha gente, tá esperando passivamente Deixe pra se sentir mal com a história dos outros, pois chegou a hora de abrir o baú dos momentos que a gente queria ter apertado o botão de delete da vida. Porque se tem um assunto que une rico, pobre, crente e ateu nesse Brasil é o cringe. Aquele friozinho na espinha, aquela vontade de afundar na cadeira. Pois é, hoje a Partilha dos Ouvintes vem cheinha desses tesouros constrangedores.

?Voz B

Vergonha alheia aqui a gente não escuta só com os ouvidos não. A gente sente com o corpo inteiro, porque tem relato que dá para sentir o calor subindo pelo pescoço só de imaginar a cena. Lembrando, como sempre, os nomes têm que ser trocados. Então se você achar que você tá ouvindo sua própria história, relaxa, aqui a gente não vai julgar, ela pode ser sua mesmo, tá? Pode ser de outra pessoa, mas pode estar sendo usada com o nome de uma celebridade, um famoso.

Então não esqueça de trocar. Para você correr o risco de ser identificado, melhor não. Então substitua os Se você também guarda um momento de cara quente para dividir, mande para o nosso email contato@hojitempodcast.com que a gente lê com todo carinho e debocha sim com todo amor, tá? Vou começar com a partilha de Ná Cardoso. Boa tarde, Leila e Glaudemias. Me chamo Ná Cardoso. Fiz uma pesquisa de campo para nomear as duas pessoas envolvidas nessa história: eu, Ná Cardoso, e Manu Gavassi.

Acredito que com base nos acontecimentos sentimentos dessas pessoas, cujo nome está sendo usado para fins de puro entretenimento, encontra-se numa mera semelhança com a partilha que vou contar para vocês. Eu comecei a trabalhar em uma empresa e logo fui, aspas, ela botou aqui, promovida gerente. Vale fazer uma breve observação sobre esse acontecimento: eu entrei na empresa como trabalho temporário e logo depois eu descobri que eles iriam me contratar e demitir o garoto.

E assim aconteceu. Que garoto, gente? Aparece um garoto do nada, aí não tem ponto final, né? Né, que legal. Tive que contratar uma pessoa para me ajudar. Estava atrás por um tempo e apareceu Manu Gavassi. Não gostei muito dela, achei bem preguiçosa, tem 26 anos e nunca tinha trabalhado na vida e nem tinha terminado o ensino médio. Mas eu pensei, vai essa mesmo. E é sobre, gente, é sobre fazer do mercado de trabalho um grande gato-sapato.

?Voz A

Vai, dá para fazer.

?Voz B

Passados uns dias, Manu Gavassi nem olhava na minha cara, chegava no trabalho parecendo um zumbi e passava o dia inteiro no Twitter. Eu fiquei intrigada isso, fui dar uma stalkeada, mas não achei de jeito nenhum. Passei uma semana tentando achar o até que eu pedi para ela ir resolver um negócio fora da loja e eu fui ver se eu consegui o dela no computador que ela usava. Isso mesmo, invadindo privacidade, que correta você! E eu consegui, uau!

Fui olhar e Manu Gavassi passava o dia todo falando de mal de mim no Twitter e eu do lado dela. A louca ficava lá falando sozinha Mandei para as minhas amigas e acabou compartilhando o tweet e me marcou. E eu falei para Manu Gavassi deixar privado do Twitter dela para falar mal dos outros e ela pediu demissão logo depois. Segue um print da danada. Adoro vocês. Vocês querem ver o print?

?Voz A

Vamos ver o print, porque aí assim, eu quero ficar do lado da Manu Gavassi. Eu já tô, né? Eu só quero rir também com a Manu Gavassi de você.

?Voz B

O chat falou aqui: não, valeu, não. Nossa, como você "Como vocês estão? Mas eu e Glau queremos.

?Voz A

I'm so sorry." Gente, falar mal de chefe no Twitter é a coisa que mais as pessoas fazem, né? Não assim, cifradamente, é, né?

?Voz B

"Eu sou chefe e eu quero dizer que eu fico sabendo de tudo que falam de mim nos grupos de Zap de criação." É verdade, amiga, pior que tu agora já tá na posição de chefe. "E é muito engraçado porque as pessoas metem o pau em mim e aí na semana posterior eu estou lá olhando para a cara delas e sorrindo. Então não pensem que o chefe de vocês não sabe, tá?

?Voz A

É isso, é isso, sabem sim.

?Voz B

E se vocês continuam nos trabalhos de vocês, é porque eles estão lá firmões e cagam para vocês no fim das contas, né? A menina disse aqui: garota nojenta da porra, crê em Deus Pai. Aí a amiga da chefe deu RT comentado, tagueando a chefe, e disse: se liga, hein, fica ligada, não pode fazer cocô no trampo.

?Voz A

Aí a chefe falou: que, meu Deus, que mico! Ai, deu cringe mesmo essa interação de vocês.

?Voz B

Calma, a menina chamou a chefe de nojenta porque a chefe fez cocô no trampo. E aí ela tava falando disso, provavelmente. Aí a menina falou: garota nojenta da porra. Aí a amiga pegou e compartilhou: se liga aí, não pode fazer cocô no trampo.

?Voz A

Estamos ainda mais com uma mano, é isso.

?Voz B

Eu não achei nada demais. Acho que você violou também, não, como chefe, tá falando como chefe que sabe de tudo que falam de mim. Acho que você violou a privacidade, hein, gente, pelo amor de Deus. Eu também. Ela promete que é tudo feito à mão e é tudo comprado de containers da Tailândia, porque tem gente que perde a mão.

?Voz A

E aí também fica uma dica para quem tá no Twitter, se bem que assim, quem tá no Twitter, foda-se, né, você escolheu ficar lá. Mas as pessoas no Twitter têm às vezes a noção de que a lei não existe. Eu acho que por conta do próprio Twitter, né. Então muitas vezes, sei lá, você posta uma foto, a pessoa compartilha e fala assim: essa filha da puta, baranga do caralho, né. Você tá lá só vivendo sua vida, as pessoas têm esse posicionamento e as pessoas explanam muito a vida delas lá.

Isso é uma coisa, mas ela falar de uma forma totalmente indireta. Tipo, menina nojenta do caralho cagou e você tá se doendo? Eu acho que a sua amiga indiretamente chamou você de nojenta e de cagona. A sua amiga foi mais sua inimiga do que ela tá fazendo isso.

?Voz B

Isso não foi sobre você e você se tirou de nojenta? É tipo assim, a minha pergunta para você é: você tá vendendo aí na sua loja? Sua mercadoria tá luz para o mundo.

?Voz A

É, isso é importante.

?Voz B

A gente ia fazer edificação, que é como esse constrangimento pode ser luz para o mundo.

?Voz A

A gente fez agora, a gente fez, deu dica para o twitteiro e para chefe, né?

?Voz B

Meio que a gente fez.

?Voz A

Partilha de Dandusca Tsunami.

?Voz B

Quem é Dandusca Tsunami?

?Voz A

Olá, queridos, Leile Glau. Eu só conheço a Nanda Tsunami.

?Voz B

Quem é Dandusca Tsunami?

?Voz A

Das Garças da Patrulha, meu Deus! Tá, gente, agora a gente perdeu a nossa carteirinha cearense. A gente não lembrava da Dandusca. Peço perdão.

?Voz B

Então sabe qual é?

?Voz A

Desculpa, gente. Olá, queridos Leiliglau, espero que esteja tudo bem. Definitivamente não estou, mas continuo esperando. Eu me chamo Dandusca Tsunami e venho contar uma história dos meus tempos de escola que fariam Paulo Freire se arrepender de sequer recongetar a libertação do oprimido. Embora oriunda de família pobre de Marais, Marais para os não fluentes em francês. Ai, é assim?

?Voz B

É Marais?

?Voz A

Marais se escreve assim?

?Voz B

Marais.

?Voz A

Não sabia, eu não sou fluente em francês, vocês viram que eu li Marais.

?Voz B

Muito importante estudar.

?Voz A

Fui beneficiária do ProUni Escolinha em uma escola de alta sociedade da cidade de Mandacaru. Ai, Mandacarusville, então estamos nas terrinhas cearense. Onde os professores não falavam em outra coisa além minha aprovação no vestibular para o curso de cloroquina-terapia, curso muito comum entre os membros das famílias mais abastadas.

?Voz B

Que é medicina, né?

?Voz A

Que é medicina. Nessa época eu estudava com Charlene da Silva Sal, uma jovem tão ou mais perrapada do que eu, mas que sonhava em ser uma grande cloroquina-terapeuta desde criança. E investia seu trampo e o suado dinheiro da sua mãe, Desi Gonçalves, na busca de uma vaga em Universidade. No entanto, ao contrário das pessoas que geralmente cursam esta faculdade, Charlene era, com o perdão da palavra, burra. A matéria cinzenta dela não conseguia juntar lé com cré nos conteúdos mais básicos, o que dirá nas difíceis fórmulas exigidas para manipulação da cloroquina. Porém, o que Charlene faltava inteligência, ela compensava em falcatrua.

?Voz B

Gente, pra mim, se mexe com falcatrua é inteligente.

?Voz A

É, tem isso também, mas tem gente Gente, tem gente que é muito burrinha, isso é verdade. Assim, eu acho que todo mundo é burrinho em alguma coisa, né? Então, por exemplo, eu era muito burrinho em Química, eu era burrinho, burrinho, burrinho, burrinho, burrinho. E aí dá dó até. A bichinha era excepcional na arte de colar na prova, copiar atividade do coleguinha e ganhar nota em trabalho de grupo apenas segurando a cartolina, sempre de forma muito sutil e sorrateira, sem levantar suspeitas dos professores.

Ou às vezes os professores sabiam o que estava acontecendo, mas estavam cansados, sobrecarregados, e para eles é mais fácil repetir uma nota. Às vezes é mais fácil repetir uma nota do que ficar julgando criteriosamente. Você no ensino médio tendo que lidar com muitos hormônios, você só quer paz. Acontece que seu arsenal de soft skills de nada servia quando ela ficava sozinha com um caderno de questões, um chocolate e uma caneta transparente.

Um ENEM aqui. Por isso seus resultados notas sempre foram não somente ruins como vergonhosamente abaixo do esperado para aluno modelo que supostamente estudava 16 horas por dia, juntando a escola e o cursinho pré-vestibular que Desir Gonçalves tinha que ralar muita goma de tapioca para pagar. Nossa diva nunca baixou a cabeça e partiu para o que ela sabia de fazer de melhor. Mentira. Charlene falava para todo mundo que tirava notas muito boas, que havia ficado fora da lista mas muito próximo de ser convocada e que tinha certeza que seria remanejada.

Aprovada. Porém, nunca havia desistências, já que a cloroquina terapia era uma faculdade muito concorrida.

?Voz B

Azul diz aqui: se estuda 16 horas por dia é bom. Eu também acho isso, tá, gente? Sempre, toda prova, concurso que eu passei, eu estudei aquilo ali na sala de aula, o resto do dia eu ia viver minha vida. Se eu tô indo para escola, eu tô indo para escola. Eu vivia aquele momento. Agora de tarde é Chaves e Chapolin.

?Voz A

Charlene passou os 7 próximos anos gastando o dinheiro que a mãe não tinha em cursinho para vestibulares e repetindo esse mesmo conto da carochinha. Gente, é engraçado esse negócio de "ai, eu não passei, mas fiquei próximo", né? Eu lembro que teve uma vez que eu fui fazer um vestibular que deu 460 inscritos, né? E aí era tipo 60 vagas. Eu falei que eu fiquei super próximo, eu fiquei em 200, né? Então a gente às vezes gosta de fazer, tirar esse próximo para baixo assim para poder não Cacuta, tanta vergonha.

Um certo tempo ela dividiu essa rotina com uma amiga minha, a Ellen Gazzaroli, que sempre me alimentava com partilhas das trairagens e artimanhas de Charlene e seu empenho de convencer todo mundo de que a sua demora para ser aprovada era puramente azar e estatística. É, estatística pode ser. E não incompetência. Além disso, Charlene vivia falando mal de mim. E pode ser azar também, sabia? Porque se ela chuta todas as questões e erra, ela não eu não tenho sorte, então ela tá certa mesmo, a culpa é do azar.

?Voz B

Uhum, uhum.

?Voz A

Além disso, Charlene vivia falando mal de mim pra todo mundo, me chamando de fracassada por ter desistido da cloroquina terapia pra seguir uma carreira como patinadora de supermercado na capital, mesmo eu tendo sido uma das trouxas que sempre estendia a mão e gabaritos de prova em cima dos quais ela construiu sua reputação de CDF, despertando assim minha sede schauderfreude. Porém, se até grandes golpistas como o filho do que cometem deslizes...

Meu Deus, o filho do Sheik, eu nem lembrava mais disso. Cometem deslizes e são descobertos, imagine uma jovem jubilada das faculdades mentais. Charlene não tinha computador em casa e costumava ir até a moradia de Ellen para fazer inscrições em provas ou imprimir materiais para estudar, e deixava todas as informações de login e senha salvas no computador.

?Voz B

Mais um caso de invasão aí, vindo aí, quer ver?

?Voz A

Mais um caso. Logo, Ellen Gasaroli começou a verificar suas verdadeiras notas notas e colocações. Ellen viu que a ausência do nome dela entre os remanejáveis, que ela jurava que era o erro nas listas, numa época em que os aprovados no vestibular saíam impressos nos jornais da cidade, na verdade era devido o ponto de corte ou simplesmente nota zero em assuntos que ela estava há anos repetindo. No ENEM ainda era pior, pois podíamos ver as correções da redação apontando diversos erros básicos de ortografia muito mais, enquanto ela espalhava que estava entre as melhores notas do Brasil, com direitos a prints photoshopados e tudo.

Eu e Ellen nunca tivemos coragem de desmascarar a dita cuja, porque teríamos que explanar como tivemos acesso à informação.

?Voz B

Do que adianta descascar a menina se você não vai tirar, explanar ela? E agora fala, Mirian, cadê tua voz?

?Voz A

Envergonhar ela, né? Então apenas fazíamos a linha planta rasteira apontando pequenas incongruências nos fatos trazidos pela mitomaníaca, quando alguma pessoa do nosso convívio começava a se questionar por conta própria. Porém, eu já tinha percebido que Charlene também tinha deixado o seu perfil de rede social logado no computador dela, que tinha deixado passar essa informação, pois eram outros tempos e nem todo mundo tinha o letramento digital que a gente tem hoje.

Tem? Aí fica a dúvida. E tinha decidido ir além em nosso levantamento de dados, ou seja, você invadiu as redes sociais dela. Então um dia dei um migué que meu PC não estava funcionando e pediu de ela emprestado. Como era esperado, os bate-papos de Charlene eram verdadeiro deleite de mentiras, fofocas e melidescência. E disse, me disse, mas isso não era o melhor. Charlene vinha de uma pequena comunidade rural chamada Bacurópolis, lugar de pessoas ingênuas, sem muito acesso à educação e quase nenhuma noção sobre o necessário para ter um diploma de ensino superior.

Descobri que muitas pessoas de lá, entre parentes e conhecidos de Desir Gonçalves tinham muito orgulho de sua conterrânea doutora. Isso porque Charlene falava para eles que já estavam na faculdade de cloroquinaterapia, e para alguns chegou até mesmo a dizer que já havia se formado, estava atendendo em clínicas e hospitais.

?Voz B

É medicina mesmo, gente, não é farmácia não, como tava falando aqui.

?Voz A

Ela falava sobre os pacientes fictícios que atendi, como o plantão do dia tinha sido puxado, enquanto o mais perto que ela passou de uma instituição de saúde foi à porta do CAPS, onde ela devia ter sido tratada para silenciar as vozes da sua delirante cabeça. Não sei dizer se nessa época ela chegou a exercer a profissão ilegalmente, mas não duvido nada que em suas visitas aos parentes de Bacurópolis ela tenha receitado um ou outro kit cloroquina.

?Voz B

Meu Deus!

?Voz A

Se as teorias do patrono da educação tivessem realmente alguma serventia, nossa história terminaria com Charlene sendo desmascarada, ou pelo menos encaminhada contratar algum profissional que fornecesse as estratégias de aprendizagem que ela precisava para alcançar sua graduação de forma honesta e meritocrática. Mas nesse caso, não somente o oprimido se tornou sim o opressor, como o mal venceu. Charlene pôs as mãos na herança das joias de titia e custeou seu tão sonhado curso de cloroquina-terapia em uma faculdade particular de ou um outro país latim. Eu tô com ela, muito com ela.

?Voz B

Jogou pro universo de novo, lei da atração.

?Voz A

Então tá, é isso, sustentou, como disse aqui o Luke, sustentou a mitomania, sustentou e trabalhou duro até que virasse verdade, até que virasse verdade, trabalhou duro porque sustentar dá muito trabalho, diferente de você que tava importunando a vida dessa menina que tava empenhada.

?Voz B

É mitomania ou lei da atração?

?Voz A

É isso. A nossa Dua Lipa, que atualmente já está formada e tem um prolífico consultório em Bacurau, Heliópolis. Deu tudo certo para ela, sim, que ela divulga com postagens redigidas no pior português já visto desde seu creation do cacete planeta. Ellen Gasaroli, que nesse meio tempo conquistou sua vaga na Universidade Federal de Mandacarosville, me disse que seu desempenho profissional é tão pífio quanto nos tempos de escola, sem a menor—

?Voz B

Nossa, você tá muito recalcada!

?Voz A

Sem a menor evolução cognitiva. Ela me confidenciou relatou inclusive que os cloroquinoterapeutas da região já andam comentando as condições em que este diploma foi conseguido, pois Charlene tentou fazer alguns estágios em sua universidade e foi sumariamente reprovada por negligência, imprudência e imperícia. As últimas notícias que recebi é que apesar de divulgar uma vida de árduo trabalho, trabalho e educação continuada, o novo desafio da nossa mitomaníaca predileta é conseguir ingressar na tão sonhada residência médica, onde até agora tem ostentado notas tão redondas quanto o olho de um boi.

Até hoje nos questionamos se essa situação toda é mesmo um caso de desprovimento de inteligência ou se a gatinha é só mau caráter, preguiçosa e acostumada a tirar vantagem dos outros. Já eu tracei uma carreira no ramo da patinação de supermercado, ocupando posições excelentes na capital e não pretendo jamais voltar a Mandacaru, onde minhas conquistas têm menos valor do que um diploma de— olha a inveja— do que um diploma de procedência duvidosa. Você tem muito rancor, minha filha.

?Voz B

Amigo, é engraçado, né, como as partilhas elas falam muito mais de quem escreve do que quem é narrado.

?Voz A

Infelizmente para mim, mas felizmente para vocês, Charlene não foi a única mitomaníaca que cruzou o meu caminho. Difícil missão de vencer pelos estudos. Tem zilhões de histórias que nos fazem questionar, Paulo Freire, se realmente vale a pena deixar a educação libertar certo tipo de pessoa. Abraços fraternos, Dandusca Tsunami.

?Voz B

Eu amo que a gente tá igual os fãs da Virginia, que a pessoa tá errada e a gente tá assistindo, tá com inveja dela.

?Voz A

É tipo isso. Mas o pior que tem muito rancor aqui, né? Você tem muito rancor, você liga muito para opinião de muitas pessoas. Inclusive da mitomaníaca, né?

?Voz B

Como que esse constrangimento pode ser luz pro mundo? Pra mim não me constrangeu, me constrangeu ler uma pessoa frustrada, invejosa.

?Voz A

É isso, acho que a gente tem que pegar daí. Eu acho que esse entendimento, que você é a pessoa que tá sofrendo constrangimento no podcast, você tem que se inspirar mais na sua colega, sabe? De sustentar. Beleza, você é apaixonado patinadora de supermercado, você tem vergonha disso? Você não pisa mais na sua cidade que você tem vergonha de você?

?Voz B

Se você tivesse ainda feliz com a vida de patinadora, por que que a fofoca não é sobre o supermercado? É sobre o seu passado de quando você tentou ser cloroquina.

?Voz A

Eu acho isso, sabe? Eu acho que essa pessoa, ela é muito mais protagonista na sua vida do que você na sua própria vida.

?Voz B

E outra, e outra, cadê o print do Instagram da Doutora que escreve com ponto? Eu queria ver isso.

?Voz A

Você falhou.

?Voz B

Você teria ganhado pontos com a gente se você mandasse os prints do Instagram dela, onde ela atua como médica influencer com português sofrível. Eu queria ver.

?Voz A

Sim, e era uma possível indicação ao fofolo. Sim, depois de alguns anos que esse caso foi lido, porque a gente respeita também a individualidade de cada um.

?Voz B

A Sofia disse aqui, ó, me fala um paciente que ela matou. Um, não falou, tá todo mundo vivo.

?Voz A

Mas é isso, você está vivendo uma guerra que só você está está riando, a outra está enganando, está fazendo seja o que lá for, mas tá fazendo a vidinha dela, tá no corre dela. Que tal você correr também?

?Voz B

Seu fracasso é você mesmo. E outra, ela precisa falar português correto para falar as frases como: eu vou pedir aqui uns exames. Não precisa muito esforço para falar isso. Eu vou pedir uns exames. Ou então: olha, tudo indica que é virose. Precisa?

?Voz A

Tipo assim, azitromicina de 8 em 8 horas.

?Voz B

Não precisa de português perfeito.

?Voz A

Não precisa, gente.

?Voz B

Ela estudou espanhol. Exato.

?Voz A

Ela estudou em espanhol e conseguiu validar o diploma dela em território nacional, que dizem que é muito difícil.

?Voz B

Sim, o Revalida dela bateu. Partilha de Giovanna Antonelli. Olá, queridos Leila e Glaudemias.

?Voz A

Olá.

?Voz B

Hoje venho trazer uma partilha, aspas, cômica se não fosse trágica, fecha aspas, que aconteceu comigo. Me autodenomino aqui Giovanna Antonelli. Estava eu solteirinha novíssima na época, com uns 35 anos, milpi de pai e mãe, em uma churrascaria badalada da cidade, com pagode e tudo mais. Solteira, né? Então eu tava toda montada. Eis que de repente eu sinto vontade de ir ao banheiro e aproveitei para desfilar ao longo do salão entre as mesas.

De longe avistei um cara perfeito. Ele tava exatamente na direção da porta do banheiro. Kkkkk. E ele já olha para mim sorrindo. Eu fui sorrindo com um coração palpitando. Não só o coração. E eu: é hoje? Aquelas "Já toda sensual, kkk." "Eu não via mais nada na minha volta. Eu fui chegando cada vez mais perto e ele veio na minha direção." Que homem! "Me deu um abraço e eu quase já fui beijando o cara e ele disse: 'Professora Giovanna, quanto tempo!'" Puta que pariu!

Que vergonha! "Claro que ele percebeu tudo. Fiquei traumatizada, tá? Várias sessões de terapia para superar esse dia." É sobre isso. Deixa essa partilha com alerta para Colegas professoras solteiras míopes e que começaram a carreira cedo.

?Voz A

Que isso, gente!

?Voz B

Eu já passei por isso, gente, na academia.

?Voz A

Em que contexto?

?Voz B

No contexto em que eu não sei se eu já contei isso aqui. Eu passei por isso não por conta de miopia, mas de autoconfiança. Nunca mais eu me tornei uma pessoa confiante depois desse dia. Eu estava no leg press e aí eu malhava, eu era adolescente, gente, era adolescente, e todo mundo da academia Eu tinha 20 e tantos. Academia que eu malhava só tinha uns cara gato, mas eu era adolescente, ninguém olhava para mim. Com razão, porque eu era uma adolescente com fogo no cu, sim, mas era uma adolescente.

Obviamente ninguém ia dar bola para uma adolescente. E aí tô eu com os meus 16 anos fazendo minha leg press, chega o cara mais gato de toda aquela academia na minha direção. E assim, gente, 16 anos, não tinha estrutura física nenhuma, nenhuma para ser cavala. E na academia todas as mulheres eram de cavalo, sabe? Com os bracinhos fininhos, porém torneado, as coxona de cavalo, a bunda de redondinha. E eu era apenas uma adolescente.

Aí chegou o cara bonitão que chamaremos de Tiago. Tiago, que era o nome dele mesmo. Tiago chegou, nunca tinha me dado um oi, e falou assim: "Oi." Aí eu, dum dum dum dum, coração, né? Falei: "Oi." Aí ele: "Tudo bem?" Aí eu: "Meu Deus, tá acontecendo comigo, meu Deus, finalmente um cara de 26 anos vai dar bola para mim." Aí Aí eu: tudo, tudo bem, você? Nossa, sempre te vejo por aqui. Comecei a falar, amigo, comecei a falar: sempre te vejo por aqui, que não sei o quê, não sei o quê, não sei o quê.

Eu sempre pensava: ele nunca vai falar comigo. Aí ele falou assim: e você tá aqui há muito tempo? Eu falei: cara, tá assim, com meses, mas eu sempre te vejo. Toda vez que eu te vejo, eu fico: gente, como ele é bonito, não sei o quê. Assim, com meses. Aí ele falou assim: não, não aparelho, você vai sair logo.

?Voz A

Mas eu vou dizer uma coisa, eu vou Vou te falar uma coisa, vou defender minha amiga. Bem feito pra mim. Adolescente tem o passe livre do cringe, que a gente só entende depois. Que quando você se torna adulto, deixa de ser cringe e passa a ser você se sustenta, você sustenta quem você é, você sustenta suas decisões, sabe? Você começa a abolir a vergonha. É isso, é isso.

?Voz B

Azul esfregou na minha cara uma frase, amigo, que é: nem revezar ele quis, ele não quis nem revezar a história. Não, aqui na 'Ah, você tá aqui há muito tempo, você vai sair logo?' É sobre, entendeu? Mas enfim, como esse constrangimento pode ser luz para o mundo, amigo?

?Voz A

Eu não sei exatamente como falar, porque assim, toca em um lugar muito específico para mim, minha amiga, que é ser professor. Em lugares fora de sala de aula, as pessoas às vezes se chocam porque a gente tem vida, né? Então acaba que "Tenha cuidado em quem você vai flertar, professor." Acho que essa é a luz para o mundo, que é você.

?Voz B

Eu morro de medo. Desde pequena, sempre meu sonho nunca foi ser professor, porque vocês não podem se encantar com ninguém, se engraçar, não pode postar nada, não pode não sei o quê, porque tudo é mal visto.

?Voz A

Eu meio que taco o foda-se, mas também porque eu acho que da instituição que eu trabalho é ok assim.

?Voz B

E não é professor de criança, né? Tem isso também.

?Voz A

Gente, professor de adolescente, então deve Deve ser uma— hoje eu fico me perguntando como é que as professoras solteiras da minha época elas conseguiam ter uma vida, organizar a vida, mas não tinha internet, não tinha rede social, não tinha internet. A merda é isso. O Bruno falando aqui, Glaucia dizendo que pegaria aluna. Vou até pegar esse comentário para não ficar— jamais, gente. Inclusive, depois que eu virei professor, o lance da idade se tornou algo muito crucial para mim.

Já era, né? Eu já não consigo ter muito papo com gente muito nova. Mas toda vida que eu tô conversando com alguém, às vezes na rede social, e aí surge o lance da idade, a pessoa fala que tem idade, poderia ser minha aluna, já foi assim: meu Deus, você é um bebê, você é, olha o bebezinho falando comigo. Eu não consigo, tá? Eu acho inclusive muito errado esse lance de professor e aluno se relacionar, mas existe.

?Voz B

Hoje o professor de criança não pode postar zoeira, festa, namorar com quem ele quiser, que não sei o quê, postar opinião, não pode nada. E nem dá aula, que vai vir uns arrombado o aluno da MBL também querer filmar quando ele tá dando aula pra dizer: "Essa escola sem partido." É uma merda, é uma merda. Não compensa ser professor.

?Voz A

É uma merda demais.

?Voz B

Entrega na mão de ChatGPT, gente.

?Voz A

Partilha de Otávio de Da Cor do Pecado 30+. Olá, Leile e Glau, tudo bem? Sei que não estão. Meu nome é Otávio de Da Cor do Pecado 30+. Essa parte não tá bem não. Essa partilha aconteceu por volta de 2018. O Otávio o Menino Rico, né, da Cor do Pecado.

?Voz B

Eu tô vendo agora quem é. Ah, é uma criancinha, o menininho gordinho. Gente, ele parecia o Gugu Liberato!

?Voz A

Ele é, ele era criança, Gugu era o Menino Gugu. Meu nome é Otávio, da Cor do Pecado, dos 30+. E essa parte aconteceu por volta de 2018. Eu havia acabado de me mudar de volta para minha cidade natal. Depois de um tempo já de volta, comecei a frequentar o bar de karaokê e Blue, com os amigos. Como toda quinta-feira estávamos lá, acabamos fazendo amizade com o pessoal que também sempre tava por lá. Logo surgiu um grupo de WhatsApp e uma amizade.

A princípio nos divertíamos muito saindo, bebendo e jogando online também. Nesse grupo todo mundo se tratava na base da grosseria, típico rolê de homem hétero, sinto muito. A talaricagem era algo que acontecia entre ficantes e todo mundo supostamente estava bem com isso. Ih, já tô vendo onde vai dar.

?Voz B

Então não era talaricagem. Uma coisa é uma coisa, É outra coisa, outra coisa.

?Voz A

O iglu se tornou meio que o nosso gigabyte. Sempre estávamos por ali, pois tinha promoção de coxinha em dobro e a cerveja era barata. Foi num dia desses que apareci por lá e encontrei dois dos membros do tal grupo, o Di Ferreiro e Janones. Janones era um cara que eu sentia uma certa afinidade. Era comunista, como eu, e estávamos vivendo aquela época pré-eleição do Bozo Lira. Ele tinha uma ficante séria, se é que existe isso, Érica Hill, o que não impedia ele de passar o rodo na cidade.

Eu sempre acreditei que eles que são pessoas resolvidas e que ela fazia o mesmo e eles estavam felizes, visto que mais de uma vez Janones foi para o iglu deixando Erika Hilton na casa dele. Gente, vamos combinar que ficante sério é só um nome para deixar cozinhando, né? Porque se você tá— uma coisa é tipo o ficante antes de pedir namoro, aí beleza, eu entendo. Mas ficar sério, ficar com todo mundo, ele tá só cozinhando você, né? Tem coragem de—

?Voz B

Isso é hora de me avisar, Golden, mesmo.

?Voz A

Eu tô me avisando também, ó.

?Voz B

Tá.

?Voz A

Voltando ao dia que encontrei Janones e Di Ferreiro, me apaixonei e vi eles falando com um tom sério sobre o seguinte acontecimento: Erika Hilton tinha ficado com Max Cavaleira, outro membro do grupo. Janones parecia bem incomodado, o que me deixou confuso, afinal ele ficava com várias meninas sem o menor pudor.

?Voz B

Sim.

?Voz A

Expus meu ponto a ele e ambos meio que desconversaram e o assunto morreu.

?Voz B

Ai, homens!

?Voz A

Conforme o tempo foi passando, fiquei sabendo que Erika Hilton tinha ficado com Max Cavaleira outras vezes, porém não dei muita atenção, afinal não me envolvia. Porém, um dia Janones enviou no grupo a seguinte mensagem: se alguém mais quiser pegar Erika Hilton, saiba que ela tem herpes genital. Meu Deus do céu!

?Voz B

Meu Deus do nada!

?Voz A

Ele saiu logo depois disso. Eu fiquei chocado e fui falar com ele no privado, mas ele já tinha me bloqueado. Apesar de ser um grupo intenso, todo mundo sempre se respeitou e isso claramente tinha cruzado a linha. Erika Hilton meteu um processo com razão no babaca e o grupo, que já não era mais o mesmo depois disso, se rompeu quando outro dos membros revelou que seria testemunha de defesa no processo. Até porque é bem fácil que ela tenha pegado essa herpes genital por conta dele, né, já que ele tava ali passando...

?Voz B

Pois é, ele que passava rola em todo mundo.

?Voz A

Não adiantou e ela conseguiu ordem de restrição e perdemos total contato com ele. Depois disso, só o vi quando ele veio buscar um livro dele que estava comigo, me tratou de forma muito sonsa, como se nada tivesse ocorrido, e sumiu para baixo da égua que ele deve habitar até hoje. Érica e Max ficaram 2 anos juntos e têm uma filha fofa demais. Nunca mais vimos Janones.

?Voz B

Rapaz, para mim esse constrangimento não foi luz para o mundo.

?Voz A

Não, não foi, foi gratuito, né?

?Voz B

Foi gratuito, foi uma violência gratuita.

?Voz A

Foi violência gratuita.

?Voz B

Outra coisa é constrangimento, outra coisa é uma consciência gratuita. Exatamente, Lucas, o cara passa o peru na farofa e mete essa.

?Voz A

Enfim, é isso. Vocês foram losers, né, em ter, sei lá, feito o mínimo, que é estar com a mulher que era amiga de vocês também, né? Acho que é isso. Eu tô falando isso porque eu tive esse final de semana que eu tava com uma amiga minha, e aí ela falou uma coisa que ao mesmo tempo— será que eu peço clima? Não sei se peço clima, mas assim, ao mesmo tempo eu achei achei uma pessoa muito sensata, mas me doeu assim por ela, que ela é minha amiga de infância assim.

Inclusive, escuto podcast. Um beijo, Clarinha. Mas ela tava falando sobre um grupo antigo de amigos, né, e dando conselho para outras meninas desse grupo também. Ela falando assim: olha, você tem que entender que esse grupo aqui, principalmente dos meninos, não é nossos amigos. Eles são amigos entre si. E no primeiro momento que algum de nós terminar o relacionamento de alguma forma assim, a gente vai ser excluída. Sim. E aí eu escutando isso assim, ela falando de forma muito lúcida, eu de certa forma conheço todo mundo desse grupo, mas eu sou muito mais amigo dela assim, né?

E aí a gente conversa muito sobre isso assim, e eu fico pensando como esse de situação tipo aqui dessa Erika Hilton, que aí poderia ser, né? E assim, muito isso que a minha amiga falou também, não é um lugar muito solitário, porque imagina se você passa por uma situação dessa no relacionamento, você Ainda vai ser abandonada por todo mundo que disse ser seu amigo. É uma coisa muito escrota, gente. Mas é isso, eu acho que o grande resumo é meio que é isso, né?

Sejam amigos, principalmente das suas amigas também, assim. Porque essas coisas pesam muito, assim. Eu acho que a solidão é um lugar muito ruim, sabe, pra gente deixar alguém. Eu não gosto muito.

?Voz B

É isso mesmo. Clima bom, clima pesado, estamos terminando o programa que era pra ser de haha. "Ah, fiquei com a cara quente." Bom, gente, quem sabe no próximo programa a gente não ri mais, não é mesmo? Parece que vai ser, hein. Parece que vem aí, hein. Eu só acredito vendo. Então eu espero vocês na próxima semana. Obrigada, pagãos, por nos financiarem, por estarem aqui até uma hora dessa de domingo. Obrigada, Glau. A gente se vê no próximo programa, gente. Tchau!

?Voz A

Tchau, tchau!

?Voz B

É você mesmo, fofoqueira!

?Voz A

Não se deusa, não! Mireia, corre aqui!

?Voz B

Fofoqueira do inferno!

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