OI, VIZINHO! | Fofoca Na Calçada
Se sua vizinhança não te traz problemas, talvez você seja a vizinho problemático. Pega o elevador e vem ouvir com a gente - finalmente - a partilha lúdica mais esperada de todos os tempos.
Ou pelo patreon.com/hojetem pra quem mora fora do Brasil!
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Voz A:É você mesmo, fofoqueira!
Voz B:Não se vença não! Mirella, corre aqui! Fofoqueira do inferno! Baixaria você!
Voz A:O quebra-pau foi grande, né?
Voz B:Foi grande, salavita! E outro de novo! Fofoqueira do inferno! Casa é cadeira, menino! Ei, ouvinte! Tem uma coisa importante que eu preciso falar com você, que este podcast não apareceu no seu feed por mágica. Não foi obra divina. Realmente Tem gente com dois empregos acordando cedo, elaborando roteiro, ensaiando, editando áudio, gerenciando conta, pagando boleto. Tem suor aqui. E suor real precisa de apoio real. Então, se o Fofoca na Calçada já virou trilha sonora da sua semana, se você já riu, se você já chorou, se você já mandou episódio para alguém dizendo: meu amor, ouve isso aqui, chegou a hora de dar um passo a mais. Vá até a descrição deste episódio, pode escolher o link ideal para você apoiar: apoia.se/hojetempodcast. Ou para quem recebe moeda estrangeira, tem o patreon.com/hojetem. Apoiando, você entra direto no nosso grupo de Telegram, onde a fofoca não para nem no dia de feriados. Tem bastidor, acabamos de ouvir um de Walcyr Carrasco, mais um da Rede Mundo. E você ainda pode participar de gravações ao vivo como essa, plateia, que é a cara do Brasil aplaudindo aqui. Esses profissionais do apoio. E se o dinheiro tiver curto esse mês, sem culpa, tudo bem, sem julgamentos, é só compartilhar o episódio, avaliar aí com 5 estrelinhas do aplicativo, ativar as notificações. Cada gesto sustenta esse projeto real oficial. A gente tá aqui por vocês e vocês também precisam estar aqui pela gente, combinado?
Voz A:Então, combinado, combinado.
Voz B:Claudemias, hoje a gente vai falar de vizinhança. Preta Gil ainda é sua vizinha?
Voz A:É, e como eu já deixei claro aqui, tava ameaçando de visitar uma recém-nascida sem vacina porque ela queria.
Voz B:E ela não tem esse direito!
Voz A:Fica de boa. Ela anda aprontando ainda, tá?
Voz B:Incrível. Eu tenho um vizinho, mas é bad a tour dele.
Voz A:Ah, não é tão...
Voz B:Não, é gatilho a tristeza e choro. Vocês vão tudo chorar. Conto? Não, né? Melhor não, né? Então vamos descer abaixo. Não, gente, ele é triste.
Voz A:É triste tipo nível bad vibe? É. Acontece coisas tristes com ele?
Voz B:Sim.
Voz A:Ou ele faz coisas tristes?
Voz B:As duas coisas. Olha, gente, esse momento triste do nosso programa.
Voz A:Ai, meu Deus do céu, é crime?
Voz B:Não é crime não, mas é depressão.
Voz A:Ah, não, então não, não pensa nisso não.
Voz B:Coisa lá em cima, energia lá em cima.
Voz A:Pensa nisso não.
Voz B:Tem a minha nova vizinha que é o negócio lá que lava dinheiro. Vou falar disso então, que é legal. É, mas isso aqui não é link ao vivo da rua ainda não, é só para dizer que este é um episódio sobre vizinhança. Sim, neighbors.
Voz A:Sem neighbors não existia fofoca, não existia gossip. Sim, não existia.
Voz B:São os primeiros guardiões do entretenimento da vida alheia. Sim, enfim, é um programa onde vocês vão saber causas de gente que mora perto de gente e quem é essa pessoa que mora perto enviou uma mensagem. Se você também tem causas, não deixe de nos mandar. Ai, Leila, mas o meu não é sobre vizinhança, o meu é sobre uma explosão de um carro. Manda, manda, pelo amor de Deus! Eu nunca vi um carro explodir. Manda. Ai, não, Leila, mas o meu é sobre filho filhos feios de pessoa, manda, manda também.
Voz A:Aí tá, aí um episódio que eu adoraria gravar: filhos feios das outras pessoas, porque é legal, né, julgar o filho dos outros.
Voz B:Tá feito o apelo, mandem por favor e-mail sobre criança feia, criança chata, criança insuportável, criança conveniente.
Voz C:Sim, manda.
Voz B:O e-mail é contato@gtmpodcast.com, o de sempre. Não se esqueçam de substituir o nome dos envolvidos pelo de pessoas reais, tá legal? Porque é assim que a gente, né, se resguarda e resguarda vocês também. Ai, Lilia, eu sou advogado, isso não define nada.
Voz A:Cale a boca, é a nossa regra.
Voz B:São 6 anos.
Voz A:A Constituição brasileira não é a mesma Constituição aqui do Império Germano, tá? Aqui é outra coisa que funciona. Então, por favor, respeitar as fronteiras.
Voz B:Exatamente, amigo.
Voz A:Link ao vivo da rua, link ao vivo da rua, amiga. Eu coloquei aqui, mas como eu sei que você está está munida de argumentos. Eu hoje quero ser a Zenilda. Então você é a advogada de defesa aqui do final de Três Graças, por favor.
Voz B:Não, eu sou a favor do final de Três Graças.
Voz A:Ah, tá.
Voz B:Eu sei que teve o dia do roteiro maluco, teve o dia do roteiro maluco, mas foi legal, foi, gente. Grande novela.
Voz A:Então tá, somos duas Zenildas aqui, gente. Assim, eu já estou com saudade também de Três Graças. Gente, que novelão, absoluto novelão, adorei, tá? Assim, o final é final de novela, tá, gente? Assim, eu permito, eu me permito. Aí você fala: "Ai, Cláudio, mas e Invalidudo, vocês não criticaram?" A gente já tava criticando antes do final, então assim, né, o final foi só um motivo para a gente continuar criticando. Mas o final de Três Graças teve momentos que realmente me emocionou, assim, aquele do Belo e da Viviane foi um negócio que me pegou muito desprevenido.
Voz B:Eu senti que eu tava atrapalhando ali aquela conversa.
Voz A:Eu fiquei Total, assim, eu fiquei putz. E também eu acho que o texto da Joely, muito lindo ver Joely, nossa menina que a gente não via ela estudando tanto, mas ela conseguiu se formar em medicina.
Voz B:Passou a novela correndo atrás de macho, virou médica.
Voz A:E depois atrás de filho.
Voz B:Sim, é verdade.
Voz A:A menina mais traumatizada do mundo, mais tarde se formou, virou oradora da turma, as maiores notas da turma e fez um discurso lindo sobre mães solos. Então assim, eu acho que foi uma novela muito boa assim de acompanhar. Linda! Arminda?
Voz B:Maravilhosa, impecável!
Voz A:Eu adorei esse detalhe de que ela passou 8 anos se fingindo de estátua dentro da casa da Zenilda. Isso pra mim é um negócio muito maravilhoso, assim. Que eu fiquei rindo muito quando eu percebi ela simplesmente paralisada, assim. Como quem finge, né. E tava fingindo, de fato.
Voz B:Vai ter o 2, né. Deu a sensação de que vai ter o 2.
Voz A:É, o que eu acho que vai acontecer é o que o Agnaldo ama fazer, né. Que é se autorreferenciar. Então a Arminda vai aparecer em alguma novela.
Voz B:Ah, ela vai ser o Crow de outra novela. É, tipo isso, assim, né.
Voz A:É, então eu, enfim, tô muito feliz assim, fiquei muito feliz de acompanhar Três Graças. Eu vi algumas matérias, o pessoal falando que é uma novela que não tem vergonha de ser novela, e eu acho que é muito isso assim, né? É uma novela que tipo assume mesmo a palhaçada da novela, do que é a novela, e a gente gosta justamente disso assim. Não precisa mil coisas para você gostar de uma trama de novela.
Voz B:Não precisa uma pauta por dia, viu, Manoel?
Voz A:Não precisa, não precisa.
Voz B:Não precisa. É só papagaio de estátua tão se matando por 3 estátuas. Sim, é isso. Eu quero chegar do meu trabalho cansada, cansada, suada, 1 hora e meia de trânsito, chegar em casa, fritar um ovo, misturar com arroz do almoço ou da janta de ontem e assistir 3 estátuas fazendo um monte de gente brigar. É isso que eu quero para minha vida.
Voz A:Exatamente, é isso que a gente A gente quer, a gente gosta do arroz com feijão que dá certo. Arroz com feijão, ele sempre dá certo, não precisa.
Voz B:Amigo, é isso, a vida já é tão instável, eu preciso da estabilidade que uma novela vai me trazer.
Voz A:Nossa, agora você foi assim psicanalista. E depois disso, do final da novela, teve a turnê Três Graças, né, que eu achei assim, eu achei que vai ser uma coisa para fã, e não, gente, foi um negócio bem bom. Eu adoro inclusive que todo mundo canta, só o Pedro Novaes tá lá na batera, ele é o Riquelme do Xamã. Então assim, foi uma novela maravilhosa, teve esse desdobramento aí muito legal, teve uma série de desdobramentos muito legais que vai deixar saudade, né? Mas que aí deixa a expectativa também para que Quem Ama Cuida seja uma novela que conquiste os nossos corações também.
Voz B:Uma novela que já virou mama cu. Eu quero agradecer a pessoa, produção de eventos, que fez o lançamento de Quem Ama Cuida, que colocou os fotógrafos, o pit stop de fotos posicionado ao centro do logo Quem Ama Cuida, que virou Mama cu ou ama cu?
Voz A:Eu vi uma foto que era o Tony Ramos no meio de uma mama cu. Aí tem a Tavernec lá embaixo, mama cu. É muito incrível isso, parabéns, parabéns.
Voz B:Mandar um beijo aqui, o Paulo Mendes, gente, mandou aqui, ó: Deus é maior, maior é Deus, quem tá com ele. Muito orgulho de você, menino.
Voz A:"Bye, Doutorzão!" Mentira! É o Raul da novela? É, é! Raul, se você escuta esse podcast, ó... Um beijo, nosso menino de ouro!
Voz B:Você cumpriu sua missão.
Voz A:Cumpriu, cumpriu.
Voz B:O Raul não é mais a pessoa mais odiada das nossas vidas. Não, não. Era só pintar o cabelo.
Voz A:Era só ter pintado o cabelo de preto.
Voz B:Que loucura, né? Outro link ao vivo da rua, amigo. Eu quero mandar um salve pra ele.
Voz A:Pra quem?
Voz B:Daniel Vorcaro. Ah, o nosso novo Pitico. Sim, esse homem que é julgado por amar mulheres e tratá-las como elas merecem, que é com amor e atenção. Sim, o homem tá dando a volta no país, no sistema financeiro do Brasil, mas estava lá mandando bom dia, meu amor, bom dia, linda, para 50 mulheres.
Voz A:Vai dar para fazer, cara. Ele me ensina muito que assim, todo mundo é ocupado, mas quem quer vai, quem quer dar um jeito, quem quer dar um jeito.
Voz B:E aí o que que O que aconteceu essa semana onde estamos gravando, vocês já vão assistir, isso já vai ter virado old, porque estamos gravando aqui vários episódios pra gente poder tirar umas folguinha aí. O que acontece é que o Vôr Caro, ele financiou o filme Dark Horse. Pra quem não sabe, é o filme biográfico de Bolsonaro, escrito por ele, Mário Frias, um grande ministro da cultura, secretário, porque ele não tinha ainda cacife, grande secretário da cultura. E aí, amigos, eu quero dizer para vocês que a partir deste programa, Glaudemias e eu tivemos acesso aos roteiros, o roteiro, grande roteiro dessa obra do audiovisual que foi financiada em quanto, gente? R$134 milhões, não é isso? Meu Deus, é muito dinheiro! Sim, R$134 milhões, o que já é mais caro do que o que foi investido em A Substância, vencedor do Oscar, em Baby Girl, em O Agente Secreto e Ainda estou aqui, tá? Sim, sim, exato, Amanda. R$104 milhões só do Voo Caro. Tem outros patrocinadores. Então quero mandar um beijo também para Flávio Bolsonaro, candidato à presidência do Brasil.
Voz A:Olha a situação, palmas do teatro para ele.
Voz B:Ó, estalinhos de dedo, palmas teatrais. Glauber Racha, tão chamando aqui o Flávio. Grande Glauber Racha, que foi atrás e conseguiu. E assim, Voo Caro, mecenas.
Voz A:Tá bom, nunca achei que o mundo, o universo da família Bolsonaro e Volcaro iria colidir com o Teatro Oficina. Isso para mim é extremamente Brasil. Que lindo isso, que lindo ver o futuro da arte, né? Que ela é isso, a arte ela brota dos lugares que você menos imagina.
Voz B:O glorioso Walcir Carrasco, que é do teatro, que é do cinema, que é da TV, tá aqui nos dizendo que custou 3 vezes mais caro do que Ainda Estou Aqui, 5 vezes mais caro Parasita, vencedor do Oscar. Dark Horse é o Titanic 2, é o iceberg, agora é outro. Essa é a tagline. Bom, sem delongas, Glaudemias e El, vocês gostam quando a gente interpreta. A gente vai trazer então a cada episódio daqui pra frente, quantos programas? Não sei, gente, eu vou ver ainda a grandeza desse roteiro.
Voz A:É a rentabilidade.
Voz B:A cada episódio nós vamos trazer com exclusividade acting, drama, Entrega, entrega. Teatro Oficina. Claudemias, a partir de agora, ó, pra vocês saberem, eu estava com preguiça de ler tudo, né? E eu falei: "ChatGPT, escolha desse filme tosco a parte mais tosca na sua opinião." Então vai ser assim, amigo, cada programa um AIA vai escolher a sua parte tosca favorita. Hoje foi o Gemini, tá? Na semana que vem vai ser o Claudio, tá bom? Então vamos lá, sem delongas, eu serei Hugo. O chat disse o seguinte. Isso aqui, gente, para quem quiser conferir, né, tá nas páginas 82 e 83. O contexto é: Bolsonaro está no hospital, aí o assessor Luiz e o amigo Hugo estão conversando. Bolsonaro resolve contar uma história de superação que parece escrita por um pré-adolescente. Disse o Gemini, não sou eu. Vamos lá, Claudemias, entrega, eu quero ver. Vai, figuração, ação!
Voz A:Eu não sei fazer a voz do Bolsonaro, então vou fazer a única voz que eu fiz Nesse podcast, eu nunca fiz um esmilinguido.
Voz B:Faz um esmilinguido então.
Voz A:Então vamos lá, deixa eu tentar lembrar como é.
Voz C:Você se lembra, Hugo, de quando eu precisei de 6 saltos para conseguir meu brevê de paraquedista? No meu 5º salto, um vento horrível, mais de 30 nós, me espatifou direto na lateral de um prédio em alta velocidade.
Voz B:Derrubou os tijolos da parede. Haha, ri sem conseguir se conter. Hahaha.
Voz C:O prédio quase veio abaixo.
Voz B:Por isso chamavam ele de Grande Cavalo. Vocês sabiam disso? Ele era o grande cavalo antes de ser o azarão, que é o Dark Horse.
Voz A:Pausa na leitura. É por isso que o livro se chama Dark Horse?
Voz B:Ó, já entregamos explicações.
Voz A:Meu Deus, incrível isso, incrível.
Voz B:O Gemini entrega tudo, tudo, tudo, tudo, tudo. Mário Frias é o grande roteirista, né? Tem que dar o crédito. Mário Frias, só podia ser você.
Voz A:Não tem como não dar errado.
Voz B:Vamos lá, seguir.
Voz C:Ele tá certo, o grande cavalo do caralho.
Voz B:Esse sou eu. Esse sou eu.
Voz C:Eu quebrei os dois braços e as duas pernas.
Voz A:Luiza e Zico não conseguem acreditar no que acabaram de ouvir.
Voz C:Eu tive que usar gesso em todas as minhas extremidades, cada nadadeira, cada pino. O que foi que eu fiz, Hugo?
Voz B:Encontrou alguém para limpar a sua bunda?
Voz C:Conta para eles, Hugo.
Voz B:Ele fez o sexto salto de qualquer jeito. Hugo imita alguém com dois gessos no braço e nas pernas. Agora todos estão uivando de rir. Caiu de costas. Eles espetaram a porra do brevê nele e ele lá em pé, gesso nos braços, nas pernas inteiras, parecendo o caralho do boneco Gumby.
Voz C:Grande cavalo do caralho!
Voz B:Ninguém nunca tinha feito isso.
Voz A:Aí tem o Luiz também. Luiz vai ser com minha voz. Porque você é um filho da puta durão.
Voz C:Essa merda de esfaqueamento é coisa de maricas. Eu não vou ser almofada de alfinetes para esses vilões. Teve um nesse hospital de merda usando uma bolsa de colostomia, fedendo até O que aconteceu?
Voz B:Ideias se formando.
Voz C:Aquela senhora maluca, ela disse que eu estaria no debate.
Voz B:Corta! Temos a cena.
Voz A:Incrível isso.
Voz B:É isso, gente. É um pouquinho da Broadway pra vocês. A gente vai trazer no próximo programa. A gente vai fazer leitura dramática sim, porque somos artistas. Fomentamos a arte, assim como Daniel Vorkar. Daniel, eu nunca te critiquei.
Voz A:É isso.
Voz B:Esse podcast tem 3 cotas, tá?
Voz A:E a gente, em breve, tirando nosso DRT, né, amiga? Em breve, novela das nove vai ter lá. Vamos estar lá, vamos estar lá.
Voz B:Chegamos naquele pedacinho do programa onde a gente para tudo, olha pro alto e faz a pergunta que não quer calar. Tio Paulo, cadê o que você prometeu? Porque o povo foi na escola, o povo se formou, o povo adquiriu alguma coisa parecida com repertório. Mas mesmo assim, continua caindo feio, bonito. De lado. Bem-vindos ao quadro Paulo Freire Você Prometeu, onde a ingenuidade alheia vira partilha e edificação coletiva. E nós estamos aqui para rir na cara das vítimas, sim.
Voz A:E se você também tem um desses causos guardado no coração, aquela história que você ainda não contou para ninguém porque dói um pouquinho na vaidade, manda para gente no contato @hojitempodcast.com. Às vezes eu penso que boa parte da minha vida são dores na vaidade. Celebridade assim, eu fico: "Ai, que vergonha!" Só lembra de trocar os nomes reais pelos de celebridades ou personagens famosos que não tem absolutamente nada a ver com o ocorrido, pra tu te proteger e proteger todo mundo, quem viveu, quem causou e principalmente a nossa segurança jurídica. Porter, aqui a ética é fluida, mas o juiz no processo não é. Bora então, depois dos avisos, Vamos ao primeiro caos, que é o da negra ali.
Voz B:Deus é maior!
Voz A:É isso, três graças, vinte!
Voz B:Quem tá com ele?
Voz A:Olá, Leiliglau, vocês podem me chamar de qualquer nome, mas é o seguinte: sei que é um PG, você me prometeu atrasado, porém eu ando com essa dúvida até hoje. Não consigo segurar dinheiro que me emprestaram sem sentir que preciso pagar o que devo. Acontece que minha irmã comprou um lanche de 20 "Ah, eu gostei." "E eu não paguei." É curto.
Voz B:Ah, ela é a devedora.
Voz A:É, ela é a caloteira. Primeira vez a gente tá vendo o povo do outro lado. Legal. A dúvida é: ela pediu pra minha sobrinha também e para ela um lanche nesse lugar e pediu... Nossa, você escreveu... e pediu um pra mim, tudo junto. Ela pagou e me mandou no WhatsApp depois o valor do meu pedido, tudo certinho. Mas ela e minha sobrinha passaram mal comendo esse lanche. Então o questionamento que fica é: eu devo pagar se o lanche estava estragado? "Não me lembro se passei mal, mas eu não disse nada. Então ficou no ar, já fazem alguns meses. Então, nos princípios do Etik Fluide, eu devo pagar? Espero que esse seja um questionamento pertinente. Leila, você precisa fazer a Presidente Gilda. Adoro a sua imitação.
Voz B:Amo muito vocês." Gente, eu amei que ela foi curta, saramaga... Sim. Devedora, ela é caloteira assumida. Calma, tu tava devendo à tua irmã. Aí a tua irmã viu que tu não ia pagar mesmo, ela botou pra tu comprar um lanche pra filha dela. Para ficar elas por elas. Aí o lanche fez mal, que a mina vomitou, e tu não quer pagar porque a menina não comeu? Eu não tô entendendo.
Voz A:Ela tava devendo a irmã por conta do lanche que foi comprado para irmã, para ela e para sobrinho dela. E aí ela não quer pagar sobre o pretexto de que o lanche estava estragado, então não tem um porquê pagar, porque ela também agora não lembra se ela comeu.
Voz B:Não, assim, não há insumos para eu opinar. Não há insumos para opinar, não há.
Voz A:Sobre a ética fluida "O Douglas, essa pessoa tá bem?" É isso, né, o que eu tô pensando também. Essa pessoa escreveu num episódio de provavelmente mania. Tá difícil, cara, sem ideia. Tem que ajudar aí, pô.
Voz B:Não, eu não tô entendendo nada, eu tô em apaz. Eu tô Gloria Perez das ideias. Não sou capaz de opinar. Não entendi.
Voz A:Moça, assim, se você quiser arranjar qualquer argumento pra não pagar, você vai arranjar qualquer argumento pra não pagar. Você não precisa que a gente passe a mão na sua cabeça e diga: "Você está certa". Você, no fundo do seu coração, você sabe que você está certa em não pagar. Não pague!
Voz B:O Douglas falou aqui: já serve de roteiro pro Dark Horse.
Voz A:É isso!
Voz B:Bom, como essa partilha foi muito curta, Claudemias e eu leremos outro trecho de Dark Horse. Vamos lá pro segundo, amigo. Não teve ápice, não sei como cobrar Paulo Freire. E como Paulo Freire é educação, educação é cultura, cultura é Mário Frias, vamos ler mais um trecho de Dark Horse.
Voz A:Vai lá!
Voz B:Ó, gente, agora a gente vai ler as páginas 76 e 77. Que o Gemini colocou assim: "Aqui o Bolsonaro cai da cama do hospital tentando andar sozinho. Começa a gritar de dor." E tem um diálogo completamente surreal e estereotipado com o enfermeiro Gaspar. Vamos lá, começa assim: "Bolsonaro emite um uivo de dor intensa." Auuu! "Que pode ser ouvido por todo o andar. O enfermeiro Gaspar entra correndo." Não acredito que tá tendo essa fala, não. Eu não acredito que o Mário Frias escreveu isso, não. Calma lá, vamos lá.
Voz A:Vamos lá, vamos lá.
Voz B:"O enfermeiro Gaspar entra correndo." Ele é negro e espalhafatoso.
Voz A:Você é o Gaspar.
Voz B:Mário Frias, puta que pariu, caralho. Ah, ah, ah! Meu Deus, o que você está fazendo? Você é louco? Ajuda a levantá-lo. Como estão os pontos? A enfermeira... É, deve ser assim.
Voz A:Ah, ah, ah!
Voz B:Meu Deus, o que você está fazendo? Você é louco? Ajuda a levantar... Não, mas ele disse que ele é espalhafatoso, então tem que ser assim. Ah, ah, ah! "Meu Deus! O que você está fazendo? Você é louco!" Ajuda levantá-lo: "Como estão os pontos?" A enfermeira Renata checa e diz que estão bem. De volta pra cima por favor senhor... Quem é você? Gaspar o seu enfermeiro da UTI eu estava aqui ontem à noite você estava dormindo que é que o senhor deveria estar fazendo agora? Você é o pior paciente que já vi! Gaspar mexe nos aparelhos e percebe que Bolsonaro o encara. Sim, se você estivesse perguntando, eu sou gay. Não, não acredito nisso, Mário Frias. Então ele é espantoso porque ele é gay? Meu Deus, meu Deus, meu Deus! Será que a gente tá fazendo propaganda desse filme? Mas tem que assistir sim, porque saiu do seu imposto, saiu do seu dinheiro, cidadão. Você tem que assistir esse filme. Sai, não! Ai, Leila tá divulgando! Tô, tô, porque veio do Vocário. Se veio do Vocário, veio de você. Então tô divulgando seu trabalho.
Voz A:Bolsonaro reage com a cara de não me diga.
Voz B:Gaspar vai em direção à porta.
Voz A:Aí sou eu que falo? Não, eu acho que é.
Voz B:Não, não, não, não, não é o Gaspar falando ali. Olha como tava escrito, meu Deus, chat, você realmente brilhou. Ele diz assim: Gaspar vai em direção à porta. Aí o próprio Gaspar diz: Gaspar, Gaspar!
Voz A:É uma obra aberta, né? Não deixa de ser uma obra aberta.
Voz B:O próprio enfermeiro vira e fala o nome dele. "Meu nome?" E sai. Ele pergunta o próprio nome. "Meu nome? Gaspar?" E sai.
Voz A:Meu Deus, a próxima frase.
Voz B:"Eu tenho seu voto?" Aí o Gaspar responde: "Acho que não." "Eu preciso de chuveiro." Aí o Gaspar responde: "Todo mundo precisa, só fica parado aí." Eu amei Gaspar, ó. Gaspar exerceu a enfermagem como ninguém. Exerceu sim.
Voz A:Aí eu não sei se isso aqui foi o Bolsonaro que falou, se é o Gaspar fragmentado falando pro próprio Gaspar em um processo.
Voz B:Não, aí o Gaspar fala assim: vamos, bicha, mexe essa bunda!
Voz A:Bolsonaro olha para ele divertido: o que você é, algum tipo de fascista?
Voz C:Assediando seu paciente não é muito legal.
Voz B:Gaspar responde: aumenta o ritmo, dynamic, ande como homem! E termina aqui. É isso, um pouquinho da bróda aí para vocês.
Voz A:É cada coisa, né, que a gente faz, né?
Voz B:Cada coisa que a gente faz por esses troquinhos da audiência, né, meu?
Voz A:É um negócio assim. A minha mãe tá me olhando ali como quem diz: o que tá acontecendo?
Voz B:Vamos ver se tem uma pessoa chamada Enfermeiro Gaspar no Google. Enfermeiro Gaspar Bolsonaro. Ok, o Google diz que não existe um Enfermeiro Gaspar. Bom, Gaspar, se você for enfermeiro de Brasília Se você estiver nos assistindo, manda um oi pra gente, manda um salve, tá bom? O Felipe aqui infelizmente vai ter que assistir só por essa cena, né, gente?
Voz A:Não, gente, eu tenho um detalhe, é porque eu não sei o quanto que a gente vai ler, então eu tava querendo muito guardar isso caso a gente leia alguma fala dessa personagem que eu tô encantado com a descrição. Não sei se você sabe, mas a ministra Chamarese no Dark Horse, ela é uma mulher jovem de dreadlock que dá magias, remédios místicos para o Bolsonaro se recuperar. Tem isso também.
Voz B:Legal.
Voz A:É, sim, tá bem legal, tá bem interessante.
Voz B:Mas isso tá no roteiro?
Voz A:Tá no roteiro, eu mandei ontem para o nosso grupo.
Voz B:Tá, não, beleza. Eu vou pedir para o Cláudio, na próxima semana nós vamos fazer outra interpretação e vai ser assim: mandou, partilha Vai ter que ter Dark Horse. Punição, vai ter que ouvir Bolsonaro. E tem que se fuder, acabou.
Voz A:Caralho, é isso, é isso, é isso.
Voz B:É bom você chinelar e mandar um e-mail bom pra gente, senão vai ter que ouvir Bolsonaro falando: "Você é gay?" E o gay falando: "Eu sou gay." Aí o Mário Frias fala: "Ele era negro e isso falhava pra todos." Cara, esse trechinho, ele é tão a essência do PL, é tão a essência da direita brasileira. Meu Deus, incrível. Partilha dos roxos, amigo. Eu só quero falar, isso aqui é antigo, os pagãos até já sabem. É muito curto, é muito breve, mas é muito bom, é muito bom. Isso aqui é muito bom. Vocês lembram do macaco Punch? Aquele macaquinho do Japão que era solitário, que os outros macacos não socializavam com ele, era um macaco Regina George.
Voz A:Todo mundo ficou emocionado com a historinha do Punch.
Voz B:Não, nem Não é todo mundo. Eu postei, eu fiquei emocionada, me comoveu o macaco Punch. E é isso, os macacos deixaram ele isolado, faziam bullying com ele, batiam nele. Então, ele era apenas um bebê, ele era apenas um neném. E aí, os japoneses, os funcionários do zoológico deram pra ele um macaquinho de pelúcia do tamanhinho dele. E aí, gente, virou amiguinho, ele abraçava, levava pra lá e pra cá. Era o conforto dele, era o acolhimento dele, era aquela pelúcia. Enfim, o mundo se comoveu com a pelúcia do macaco Punch. Porque era um macaquinho que... né, todo mundo dizia que era namorada dele, aquela pelúcia e tal. E aí, o Macaco Punch conseguiu uma namorada. Uma das macaquinhas ali do grupo Regina George simpatizou com ele, se deslocou, saiu do grupo Regina George e foi acolhê-lo. E aí, ela passou a brincar com ele, andar junto. A Hannah tá falando aqui: "Tô esperando o plot ruim". Sempre na iminência. Agora vem o plot ruim. Eu postei nos meus stories o Macaco Punch com a namorada, eu falando: "Eee, final feliz!" Macaco Punch agora tem uma namoradinha. Pois eu recebi um cancelamento para o macaco na minha caixa de mensagem, no meu direct. Uma moça que eu não lembro o nome, não direi quem é.
Voz A:Foi a DM do Mundinho Punch Brasil, né? Então o cancelamento tinha que vir pra tu, né?
Voz B:Veio pra mim.
Voz A:Entendi.
Voz B:Que disse: esse macaco... Gente, eu juro que eu não lembro. Mandei pros pagãos isso. Esse macaco está projetando a mãe dele. Na fêmea macaca, porque ele foi tirar do bebê. Então ele tá delegando pra ela a função de ser mãe dele e cuidar dele. Isso é machismo na natureza. E enfim, gente, daí pra pior. Foi um texto, eu prometo que mais acadêmico do que isso que eu tô falando. Mas o macaco Punch foi cancelado. O Douglas: "Descansa, Alexandrissimus". Enfim, eu recebi um cancelamento pelo Macaco Punch. A minha vontade era falar: porra, foda, vou passar para ele, pode deixar.
Voz A:Tem uns headpill e tem uns headpunch, né?
Voz B:Tem, tá? Então é só isso que eu quero contar, amigo. O Macaco Punch foi cancelado, tem uns meses já, na minha direct, por ser machista aos 3 meses de idade com a macaquinha que foi acolhê-lo porque ele estava projetando a mãe nela. As com o macaquinho, sou eu, sou eu.
Voz A:É, a Leila é funcionária do zoológico nas horas vagas. Sou. Eu gosto desse caso porque eu acho que ele é um pedacinho do chapisco, né, no antes do tempo assim. Ele é um olha só, o mundo não para, né? A gente não para nenhum tempo de problematizar. O mundo tá aí pra gente problematizar. Você tem, pra todo mundo que problematiza, eu quero dizer que continuem 24 horas por dia. Precisam continuar fazendo isso.
Voz B:Esses dias eu tive um set de gravação, aí eu tava com a minha cliente e a gente tava conversando sobre elas, tudo mãe de criança pequena, elas falando das músicas que elas acham apropriada, inapropriada, apropriada, inapropriada. E aí eu falei assim: se vocês pararem para pensar, dá para problematizar todas as músicas infantis. E aí eu dei uns 3 exemplos, ela ficou: kkk. Amigo, depois eu despiroquei, passei o dia falando: se você quer sorrir é com patati, se você quer brincar é com patatá. Então assim, não dá para Sorrir com patatá só porque não rima? Não posso sorrir com patatá? Ele não vai sorrir para mim? A minha criança não vai ter um sorriso? Se eu quiser brincar, eu não posso com patati? Ele vai se negar para mim? Eu sou obrigada a fazer compra casada? Patati patatá.
Voz A:Ana falando: e o projeto Sorria Brasil? É isso, a gente tem que criar o projeto Problematiza Brasil. É, fica sério, Brasil.
Voz B:Sim, sim, fecha o cu, Brasil. Fecha o cu para falar comigo, Brasil.
Voz A:Fechou com o Brasil.
Voz B:É aquela da galinha pintadinha. Há três noites que eu não durmo, olá, pois perdi o meu galinho. Primeiro, a sobrecarga mental da galinha que perdeu o seu galinho. Outra coisa é, é seu galinho? Que posse é essa, amigo? Poderíamos fazer um quadro inteiro de problematizações infantis aqui.
Voz A:Teve um TikTok desses dias que viralizou do cara falando que foram, é porque fizeram uma versão direitos do Atirei o Pau no Gato. Fizeram. Que é uma merda.
Voz B:Não atirei o pau no gato, tô porque isso só não se faz, faz, faz.
Voz A:É horrível, gente.
Voz B:O gatinho é nosso amigo, é?
Voz A:É horrível, gente. É horrível essa versão, né? E aí um TikTok, ele problematizou a problematização. Ele inclusive falando que se não é pra cantar o miau no final da música, então nem canta o Atirei o Pau no Gato. Caralho!
Voz B:TikTok é muito... É o Twitter à nona potência, o TikTok.
Voz A:Woke. Mas ele fez uma versão bem legal que é "Atirei o pão no gato, mas ele não comeu", né? Então deu uma modificada aí.
Voz B:Porque não se pode atirar, porque o... Exato, cachorros e gatos têm que comer ração.
Voz A:Ração! E é desperdício de alimento, né? É propaganda do agro.
Voz B:O Douglas aqui falou que é a galinha pintadinha, né? E o Valsir Carrasco disse que sim, tem a versão "Atirei o pão no gato woke" e tem os 10 índiozinhos woke. Como é 10 índiozinhos woke, gente?
Voz A:Ai, eu já vi como é que é o que diz o nome das etnias. 2 indigênitas, o nome das etnias.
Voz B:Ai, foi além, passada.
Voz A:É isso, gente, problematizem, sabe? Esse é meu recado: problematizem, problematizem o macaco-pante, problematizem todas as espécies.
Voz B:Sim, sim, sim, patinhas foram passear além das montanhas. É viciante, gente, achar problema de situação. Além das montanhas para brincar, a mamãe gritou quaquá quaquá. Ou seja, ao longo Essa música, a criança vai tendo contato com a chacina. São 5 patinhos desaparecendo, uma mãe negligente e o Conselho Tutelar não faz nada.
Voz A:Então, beleza, é muito fácil vocês todos falarem que a mãe é negligente, mas e o pai não faz quaquaquá? Essa mãe solo, ela tem que fazer tudo, inclusive...
Voz B:Amigo, daria um programa inteiro. Daria um programa inteiro pra gente, Alexandre. Cara, a gente tá falando de um assunto sério.
Voz A:É isso.
Voz B:Bom, vamos nessa, Brasil.
Voz A:Vamos lá.
Voz B:For follow.
Voz A:Eu vou começar aqui então. Eu trouxe duas indicações essa semana. A primeira é o @master_limpeza. Quem mandou pra mim foi a Carla Bruni.
Voz B:Ah, é assim, Carla Bruni? Agora eu não tenho mais importância, só o Glauco. Ela tinha inveja que eu comia o galeto, ela tinha inveja que eu comia o ovo.
Voz A:Obrigada, Carla Bruni. O master_limpeza, amiga, ele é um cara que ele é um buçólogo de de ferramentas de limpeza, né? Então ele trabalha com limpeza e aí ele mostra, ele faz análises minuciosas de produtos de limpeza, tipo rodinho. Só que é uns rodinho muito exclusivo, muito caro, muito, sabe, muito diferente assim. Ele fala: esse rodinho aqui só duas pessoas na cidade tem, eu e a fulana, ele custou tanto. É, e ele mostra funcionamento. É um limpólogo, é um limpólogo ou um rodólogo, não sei qual a terminologia aí, mas assim, tô muito obcecado pelo universo da limpeza e das pessoas que levam a limpeza muito a sério. E não é você que faz faxina direto na sua casa, eu tô falando de quem entende os produtos, sabe?
Voz B:Mas rapaz, é o @master_limpeza, vou seguir agora.
Voz A:Isso. E o segundo é o @reporteradãomudinho.
Voz C:Ok.
Voz A:E é isso mesmo, sabe? É literal.
Voz B:Ele é um repórter mudo?
Voz A:É.
Voz B:E como que ele faz a pergunta?
Voz A:Então, ele cobre as notícias enquanto uma pessoa muda. E aí, a pessoa depois responde. Então, ele faz várias entrevistas. Eu tô falando sério.
Voz B:Deixa eu ver aqui, vou dar play. Ó. Eu, infelizmente, terei que tirar do mute. Isso aqui não é ofensivo, tá? É porque o Instagram já está mutado no autoplay.
Voz A:Aí, ó, tem ele aqui também, ó. Ele vai falar para menino.
Voz B:Gente, ai, vocês estão ridicularizando? Não, esse é o perfil dele, profissional. Ele realmente tem um emprego num veículo, tipo um jornal policial. Ele vai com um microfone e ele não fala nada. E é isso, gente, tem que aprender a conviver com as diferenças.
Voz A:O moralismo é o túmulo da moral, é o parque de diversão dos idiotas. É, ó, esse link que eu mandei aqui no chat, ó, ele tá entrevistando a rainha do rodeio. E aí, tipo, ele manda o microfone e ela sai falando. Então assim, não deixa de ser uma entrevista. A comunicação tá estabelecida.
Voz B:Incrível, incrível. Então é o instagram.com/reporteadãomudinho.
Voz A:Isso, é isso, gente.
Voz B:A rainha do rodeio, ela não ri. Não, incrível. Eu amei. Hoje eu acho que você foi o campeão.
Voz A:Obrigado. Obrigado, amigo. Obrigada. Jéssica, se tu tiver o áudio da Patrícia falando com o Mudinho no Rancho Maia, por favor, coloca. Tu já viu esse áudio? Não. Que o Mudo fala: "Aba, aba." Aí a Patrícia olha e fala: "O que que ele falou?" Ela fala: "Aba, aba." Eu não sei o que que significa.
Voz B:Impressionante, impressionante. Eu vou fazer o meu então. O meu primeiro, gente, é um homem que tem peixes de rio como pets. Aqueles peixão que tem um bigode, peixe de bigode.
Voz A:Sim!
Voz B:E esse homem que tem peixes de rio como pet, os peixes no caso ficam na casa dele. Mas então ele tem peixe de rio no aquário? Não, a casa dele fica no rio, tá? Então a casa dele fica sobre o rio, tem um buraco por onde ele alimenta os peixes. E aí, gente, ó, podem seguir agora, por gentileza, o Divo. Instagram.com/enak.carvalho. E-N-A-K ponto Carvalho. Enak Carvalho, ele mostra ele preparando as comidas, ele tira os fatos da galinha, aí ele vai dando na boca de cada peixe. Gente, a coisa de 20, 30 peixes que aparece de uma vez, todos iguais. Amigo, ele sabe diferenciar quem ficou sem pedaço de frango, ele sabe diferenciar. Ele fala: não, que esse aqui você já ganhou. Tipo assim, o peixe bota a cabeça pra fora, sai, vem 50. Aí ele fala pra um dos peixes: "Não, você já pegou 2".
Voz A:Ele sabe qual é cada peixe, né? Isso é foda.
Voz B:Sabe. Aí Danilo tá falando: "Será que ele sabe?
Voz A:Será que ele tá zoando com a gente da cidade grande?" Aí a gente não vai julgar o coração de ninguém, né, Danilo?
Voz B:Agora eu vou pro meu segundo. Agora esse aqui é... A Thaís disse que o repórter mudo faz mais sentido do que o Mario... Gente, agora meu segundo fofola, eu acho que vocês vão gostar. Eu acho que aqui eu meio que divei.
Voz A:Tá.
Voz B:É uma menina chinesa. Perfil dela é bem pequenininha ainda, gente. Acho que tem 2 mil, é 9 mil seguidores, uma coisa assim.
Voz A:Ai, eu já vi!
Voz B:É uma menina chinesa que ela está aprendendo idiomas com um Duolingo racista que faz abuso psicológico com ela. Então, o nome do Duolingo é AI Learn, tá? Dá pra baixar esse Duolingo escroto. Ele vai escrotizar você, o AI Learn. Aí, no vídeo dela, por exemplo, ela aprendendo português. Aí ele fala: "Meio cozido". Aí ela responde assim: 'Video cozido.' Aí ele responde para ela assim: 'Hahaha, sua gringa burra! Além de burra, é desprezível.' Educação freiriana. Ai, eu amo! Eu vou baixar. Baixem, por favor. Ah, eu esqueci de falar o nome da menina, né? Importante. Instagram.com, barra. Ó, ela já tá com 4 mil seguidores. Barra, learn, de aprender. Learn with Carly. C-A-R-L-Y 88. Então é Learn with Carly 88. Se essa menina for de 88, a pele dela tá ultra bem conservada, viu? Que essa menina parece uma adolescente.
Voz A:É verdade.
Voz B:A Hannah tá falando: quem sabe esse ano eu aprendo coreano? Levando o Duoxingo. É o Duoxingo, né? Duoxingo é muito bom, que ele dá dois xingos na pessoa, porque ele falou: que burra, além de burra, desprezível. Ai, eu amo!
Voz C:Partilha dos ouvintes, amiga.
Voz B:Vamos falar de vizinhanças.
Voz A:Vamos falar de vizinhança.
Voz B:Quem tiver história de vizinho já sabe para onde mandar, mas eu não tenho história de vizinho, eu tenho história de um grande escândalo na política brasileira. Pelo amor de Deus, manda também, manda também. Deixa um programa sobre fofoca, quer dizer, partilhas, gossips. Sempre enviem. Aconteceu um negócio com meu primo, manda. Aconteceu comigo, não é tão legal, mas manda. Aconteceu com minha vizinha, manda. O e-mail é contato@ogitempodcast.com. .com. Lembrando sempre do quê, Glau?
Voz A:Trocar o nome dos envolvidos por celebridades, personagens, sei lá, pessoas famosas que não tem nada a ver com o ocorrido, para se resguardar, resguardar a gente, resguardar a vítima.
Voz B:Exatamente. A gente aqui tem uma ética fluida para evoluir a partir da história dessas pessoas, que sequer sabem que estamos falando da vida delas em milhares de plays. Mas a gente também se resguarda da justiça Principalmente da justiça. Lembrando também que este podcast agora conta com serviço de IAs, porque tanto a Rosi quanto o Roxo têm empregos, nós temos o que fazer, e às vezes não dá para a gente fazer a seleção ideal. Então o que que a gente faz? Treina um IA e ela seleciona mediante o tema. Então estamos descobrindo agora junto com vocês se presta ou não a partilha. Sim, se não prestar, eu vou meter o Dark Horse na cabeça de vocês. Olha, viado, não mexe comigo. Bolsonaro vai pegar. Partilha de Viviane Araújo: essa história aconteceu durante a pandemia. Moro num prédio antigo com mais de 50 anos, então várias pessoas que moram aqui já moram aqui a vida toda, então se conhecem desde a infância, conhecem outras versões dos vizinhos. Ah, ela nem sempre foi assim. Ah, mas isso é agora. Quando a gente era adolescente, você não acredita o que que a gente aprontava. Etc. Fiz várias amizades com os vizinhos que moram aqui há muito tempo e eles sempre tentavam me contar fofocas sobre a minha vizinha de cima e eu sempre cortava.
Voz A:Ai, como tu é chata, né? É nessas horas que a gente forma laços.
Voz B:Se a pessoa tá querendo me contar uma fofoca, tu vai negar?
Voz A:Nossa, como tu é chata, meu Deus, gente.
Voz B:Não porque sou moralmente superior nem nada disso, mas porque já lido com tanto barraco no trabalho que eu não quero me envolver nas briguinhas e mesquinharia dos vizinhos que não me afetam. Sim, você é moralmente superior. Falso, porque quem não é vai querer saber. Aí ela botou aqui: "Fulana é caloteira, fulana é falsa, fulana é prostituta." Por mim, tudo bem. Dito isso, cada vez que tentam me contar os causos sobre essa vizinha de cima, eu sempre cortava. Os vizinhos vinham me perguntar se eu sentia o fedor da casa da vizinha e eu dizia que não, que não sentia nada. Falavam de grandes barulhos sexuais vindo da casa deles e eu nunca ouvia nada. Então, para mim, todo esse mito sobre a figura da moça meu esposo eram mentiras. Tipo intriguinha de vizinhos que foram amigos, mas não são mais. Então ficam de implicância. Algumas das histórias eram tão absurdas que nem dava para acreditar mesmo. Como por exemplo, um dia em que um vizinho de porta tinha reclamado do mau cheiro da casa para o síndico, que foi até lá verificar e encontrou um gato morto dentro do sofá, já se decompondo. Olha aí, partilha de bad vibes já foi, tá? É um absurdo, certo? Então não podia ser verdade. Nem a parte do barulho poderia ser verdade. Eu tenho um pelo super leve, eles nunca me incomodaram. Para não dizer que eu nunca tive contato com eles, uma vez eu vi a mulher esperando o elevador com um gatinho no colo. Você sabe como é quem tem gato, né? A gente só fica esperando a oportunidade de falar sobre gato. Fui me apresentar, me colocar à disposição para o que ela precisasse, fazer carinho no gato e dizer que eu também tenho gatos. A mulher disse: "Tem quantos? Mas de qual raça?" Quem é gateiro raiz já acha essa pergunta tosquíssima, não? Se comprar cachorro de raça eu já sou contra, qual sentido faz comprar gato de raça? Eu sou contra demais! E no fundo nem acho gato de raça bonito. Gato persa tem cara de lacosta. Eu sou muito mais os frajolas, pretinhos, fumacinhas, sialata, etc., etc., etc. O segundo contato que eu tive com essa família foi porque vimos uma infiltração no teto do meu banheiro, que obviamente vinha do box deles. Se quiser eu mando até uma foto. E eles disseram que não poderíamos mandar um pedreiro lá de jeito nenhum. A gente nem tava pedindo que eles pagassem, o que seria a responsabilidade deles na verdade. Mas como eu já sabia que eles eram inadimplentes no aluguel e no condomínio, eu sabia que eles poderiam arrumar confusão para pagar o pedreiro. E como é do meu interesse que isso seja consertado, eu falei que eu me encarregava de tudo, mas que precisava entrar na casa deles. Tanto a mulher como o marido deram todo tipo de desculpa para negar a entrada do pedreiro, entre elas que não pode entrar ninguém aqui em casa por causa da COVID. Agora não posso porque eu estou corrida, não posso porque o meu marido trabalha 24 horas por dia, 7 2 dias por semana. Ou seja, ele não mora lá. E também não precisa mais porque o meu marido trocou a torneira da pia já. A gente sabia que era só desculpinhas, mas tudo bem. Está lá o furo no teto do banheiro, na direção do ralo do vizinho de cima. Os síndicos não quiseram intervir nessa briga e me pediram para aguardar uns meses porque em breve eles seriam despejados por falta de pagamento. Um adendo: não precisa ficar com dó deles porque eles não estavam passando necessidade.
Voz A:Aí a gente demora tanto Ele sentir dó de alguém.
Voz B:Eu tava com dó dele.
Voz A:Nem chegou perto.
Voz B:Eles optaram por serem inadimplentes porque várias vezes foram feitos novos acordos judiciais, eles pagavam um mês e voltavam a serem inadimplentes. E enquanto isso, iam trocando de carro, pegando carro zero, comprando carro importado, ocupando vagas de garagem de vizinhos. Caoseiros. Então não era falta de dinheiro, eles escolheram não pagar o condomínio e nem o aluguel. Divos, divos, decoloniais, decoloniais. Um dia eu tava no trabalho e vários dos vizinhos começaram a me mandar mensagens dizendo que o casal estava sendo despejado naquele momento e reclamando que o prédio cheirava muito mal, que tava maior barraco. E eu pensei, tá, mas por que que tão me falando? Eu não tô em casa, eu não tenho nada com essa história, eles não são meus inquilinos, eu não tenho por que ficar sabendo dessas coisas. Caralho, tu é chata, hein, Viviane Araújo?
Voz A:Aí é por isso que às vezes fica só presa nos seus problemas, você não dá espaço para pros outros entrar.
Voz B:O bom da vida é a gente se distrair com o problema dos outros, porque o nosso a gente já tá tudo perdido. Eu hein! Mas quando eu cheguei em casa, muito antes de eu entrar no prédio lá da calçada, eles moram no segundo andar, eu já tava sentindo um cheiro muito ruim. E pelo que eu fiquei sabendo, era o cheiro que tava vindo da casa deles. Achei esquisito, mas tudo bem. Eu vim para casa, abri minhas janelas e ficou pior ainda, porque o cheiro tava vindo de fora. Então eu fechei a janela, mas um cheiro muito forte ainda era sentido. Uns 2 dias eu ainda tava sofrendo com os efeitos da vacina: suando frio, tremedeira, febre, acorda muitas vezes à noite com a roupa encharcada. Acordei e tava ouvindo barulho de gato correndo, gato quicando bolinha. Então levantei da cama pronta para dar bronca nos meus gatos. Onde já se viu 2 horas da manhã ficar brincando, fazendo barulho? Aí eu levantei e os meus gatos todos estavam deitados na cama. Cama, friozinho gostoso para dormir, e eles com cara de santos. Aí eu fiz a coisa mais sensata possível: acordei meu cônjuge para me certificar de que não era uma alucinação, para perguntar se ele também tava ouvindo esse barulho, que vinha de onde? Do apartamento de cima, onde não deveria ter ninguém.
Voz A:Meu Deus, eles continuaram morando lá!
Voz B:Enfim, ele estava ouvindo também e não era alucinação. De manhã, mandei mensagem para síndica do prédio para perguntar se ficou alguém ainda na casa. Da casa, se eles voltariam depois para buscar os gatos e tal. Até pensei que eles pudessem ter arrombado a porta e voltado a morar lá, afinal já não estava achando que as histórias sobre eles fossem fantasiosas. Outra possibilidade que me passou pela cabeça foi um luz acesa, o gato brincando na casa seria o fantasma do gato que morreu no sofá. Aí eu acho que faz sentido, já não duvido de nada, né? A síndica me disse que seria impossível que houvesse alguém ou algum bicho lá porque o despejo foi feito com muitas pessoas. Umas 10, que vistoriaram a casa após o despejo. Eu não sei como costuma ser, mas tinha polícia, pessoas da imobiliária, oficial de justiça, síndico, o casal que mora lá.
Voz A:Tudo se encaminha para um crime.
Voz B:O fato que para mim foi chocante foi que quando os dois funcionários da prefeitura viram a quantidade de coisas que deveriam ser despejadas, eles disseram que não seria possível carregar tudo com duas pessoas em 8 horas. Então a empresa que a prefeitura pagou mandou outros 2 funcionários para que ajudassem nesse despejo. E esses 2 funcionários chegaram e falaram que se recusavam a fazer esse tipo de trabalho insalubre. Gente, será que eles eram acumuladores? A empresa foi até debaixo de um viaduto pegar 2 moradores de rua para oferecer para fazer esse despejo, e eles recusaram.
Voz A:Caralho!
Voz B:Aí voltaram lá debaixo do viaduto e pegaram outros 2 moradores de rua, ou seja, 4 pessoas se recusaram a entrar nessa casa. A síndica disse que não poderia me mandar o vídeo, mas que os gatos não tinham caixa de areia. Sendo assim, o chão da cozinha era uma piscina de xixi, chorume e restos de comida. Que um dos quartos era onde eles dormiam. E no outro quarto nem tinham nenhum móvel. Eram só pilhas e pilhas de coisas: roupas, sapatos, brinquedos, eletrodomésticos, até a altura da janela. Entendo então que passou do ponto de ser só um descuido, mas era uma questão de saúde mental mesmo. Ninguém são ilúcido acharia ok morar naquelas condições. Pois então, segundo a síndica, era impossível que tivesse algum animal lá, pois todos esses seres humanos vistoriaram a casa após despejo. Mas eu falei: eu não tô louca, eu ouvi, o meu marido ouviu, tem um gato lá. Se quiser, eu posso acompanhar você ou alguém da imobiliária, senão eu vou arrombar a porta e eu vou buscar esse gato. A militante gateira que habita em Saúde à militante gateira que habita em você. Qual não foi a surpresa quando abriram a porta e tinha um gato, um gato persa sozinho lá na casa? A gente respira fundo, mas com raiva, mas pelo menos acharam um gato. Ligaram para a Dita Cuja, que foi lá buscar seu gato persa. Caralho, a mulher esqueceu?
Voz A:Simplesmente.
Voz B:10 dias se passaram e eu voltei a ouvir barulhos de móveis sendo arrastados de madrugada. Será assombração? Então das duas uma, ou tinha alguém na o caso novamente, ou então poderia ser o fantasma do gato.
Voz A:Assim, você é a pessoa mais lúcida e iluminada, tá achando que é um fantasma do gato que tá arrastando os móveis?
Voz B:Eu não consigo enfiar a cabeça para fora da janela e olhar para cima para ver se a luz estava acesa. Nesse caso não seria fantasma, haha, porque minha casa tem tela. Diferentemente de certas pessoas aqui, a gente cuida dos animais, né? Mas eu coloquei um espelho pela janela e vi que tinha luz acesa lá. Então, ou esse casal ou tinha invadido a casa ou outra pessoa tinha entrado. Ué, né? Novamente era de madrugada e esperei pela próxima manhã para falar com a síndica. Desculpa estar te incomodando. E ela disse que eles tinham mandado o pedreiro trabalhar lá de madrugada para jogar ácido na parede e chão para vistoria da casa. Ácido, caralho, o negócio tava feio. Nesse mesmo dia, umas horas depois, um vizinho me mandou mensagem. Olha, apareceu um gato na minha casa, é seu?
Voz A:Caralho, era um gatinho.
Voz B:Apesar da minha casa não ter rotas de fuga, a gente fica preocupada, né? Mas era um vira-lata preto, não era meu. Ainda assim, pedi para o vizinho pegar o gato, se conseguisse, e deixar no banheiro até eu voltar do trabalho. O meu plano era achar o dono ou levar no veterinário, castrar, vacinar e doar através da ONG que eu sou voluntária. A síndica mandou no grupo do prédio, não era de ninguém. Mandou para a irmã da Cidadã e recebeu uma resposta assim: "Que absurdo pensar em isso da minha irmã, ela nunca abandonaria um gato, os gatos dela são bem cuidados." Cuidado, são a vida da minha irmã, ela nunca deixaria um gato para trás, ela nem tem gato sem raça. Aff, a parte do nunca deixaria um gato para trás a gente já sabe que é balela, né? Porque já esqueceu um gato no apartamento.
Voz A:Meu Deus, só falta dizer que essa mulher tava indo de madrugada abandonar os gatos no apartamento.
Voz B:Pois bem, no mesmo dia em que o gato foi resgatado pelo vizinho de baixo e veio aqui para minha casa, minha campainha tocou. Eu achei esquisito porque o porteiro não me avisou que alguém estaria vindo. Num prédio não é comum alguém tocar a campainha, mas era essa mulher. Ela disse: "Oi, vim buscar o meu gato." Eu tinha aberto a porta muito tranquila, não tava preparada. Então ela já entrou na sala. Aí eu tentei usar toda psicologia e todo jeitinho para dizer que não, eu não iria devolver o gato. Ela tentou se justificar dizendo: "Eu acho que na hora de sair, na emoção, eu contei errado o número de gatos." Falei que eu já sabia que ela tava passando por um período difícil, que ela poderia então se organizar em um mês, o tempo que levaria para vacinar, castrar, testar FIV e me envolve. E se ela tivesse com a vida estável, em um mês ou mais ou menos poderia entrar com pedido de adoção pela ONG. Tentei e colou. Achei que ela fosse me bater, mas ela abraçou e agradeceu. Eu imaginava que alguém que vivesse naquelas condições fosse mal vestida, fedida, o estereótipo de louca do gato, cheia de pelos, roupa rasgada, e não uma dama de perfume importado, sabe? Laudo médico: doida e trambiqueira. Essa foi a minha "Fiquei muito nervosa naqueles dias, mas agora o gato tá bonitinho, carinhoso, foi castrado, foi vacinado, vermifugado, um amorzinho, foi adotado. Abraços." Adotado por quem?
Voz A:"Você construiria pontes ou muros nessa vizinhança?" Pô, tem que construir para chegar até a mim, porque você se deu bem, a mulher doida se deu bem, o gato foi adotado e a gente ficou sem ápice.
Voz B:A Ana tá dizendo aqui que partilha chata, queria fofoca da prostituta. Todos nós queríamos a da prostituta.
Voz A:Então, não teve. O que é, uma Denúncia! Diz que denuncia aqui. É, não abandona gatos. Gente, não abandona gato.
Voz B:É, e foi adotado por quem? Foi adotado por ela?
Voz A:Ah não, que isso.
Voz B:Essa é a minha dúvida. Bom, amigo, a minha edificação, se eu construiria pontes ou muros, eu construiria um muro nessa partilha, nessa vizinhança.
Voz A:É isso, você construiu um muro. Partilha agora de Murilo Benício. Glau e Leila, eu não Preciso perguntar se está tudo bem porque já sei a resposta. Desculpa pela partilha enorme. Gente, não dá nem uma lauda inteira, o povo. Mas vale a pena. Me chamo de Murilo Benício e a partilha que estou mandando não tem nomes porque ninguém sabe quem são os participantes. Troquei algumas informações como a cidade para que não haja identificação. Um amigo mora num prédio de uma cidade que chamarei de Saint Louis.
Voz B:Ah, tá.
Voz A:Tá. Em que ninguém sabe qual é. Em que dois apartamentos ficam de um lado e dois um do outro, e entre eles fica um pátio onde ficam os apartamentos do primeiro andar. Acontece que já há bastante tempo existe um casal de moradores que praticam suas atividades sexuais com a janela aberta, às vezes é com a janela fechada, de forma que o som ecoa e os outros apartamentos escutam. O som é tão alto que mesmo com a TV ligada dá para escutar. Meu amigo que mora alguns andares para cima gravou o áudio que está no email, mas nesse dia não estava tão alto, mas dá para escutar. Ela mandou o áudio no e-mail para a gente ouvir o casal transando.
Voz B:Ah, eu vou pegar, eu vou procurar.
Voz A:Isso já tem um tempo e não sei como nenhum morador se manifestou, até que um dia um se cansou e enviou a mensagem no grupo do condomínio. Depois que esse morador reclamou, houve um efeito cascata e os demais moradores começaram a reclamar também, alguns no grupo e alguns no privado. Dizem que o síndico foi pressionado a tomar providências diante dessa situação constrangedora. Vocês estão destransando os transantes, Gente, coisa feia.
Voz B:A inveja mata.
Voz A:Um belo dia aparece um comunicado no elevador dizendo que aqueles moradores que produzirem barulhos estranhos serão multados e ainda mencionaram o Código Civil e o regulamento interno do condomínio para esclarecer que as multas têm respaldo legal. Vou ficar devendo a foto do comunicado. Segundo meu amigo, o casal tem maneirado porque não se escuta mais nada, provavelmente porque estão fazendo uso travesseiro. Desculpem pela partilha enorme. Seguem os prints das reclamações e espero que meu testemunho possa ser edificado pela nossa igreja. Obrigado pelo maravilhoso podcast gospel. Tá, que lindo!
Voz B:A partilha achei sem ápice. Vamos ver se gemido é bom. Exato, Samanta, vamos ver se o gemido é bom. Só tem cachorro latindo para mim.
Voz A:Tô ouvindo gemido.
Voz B:Ok, legal.
Voz A:Vou dizer, gostei da partilha agora. É diferente de todos vocês, eu gostei. Sabe por quê? Porque é muito Zé Povinho isso, é muito Zé Povinho, sim, sabe? Tem um pouco de inveja. Eu construiria sim pontes.
Voz B:Aqui eu tô projetando aqui, amigo, o print da reclamação que diz: nossa, sim, é sempre uma gritaria, estava aguardando o dia que alguém iria comentar isso no grupo. A pessoa consegue incomodar um prédio inteiro com a inacreditável falta de respeito. Aí o outro fala: gemidos sexuais, perturbação do sossego aos moradores do condomínio, fora o cúmulo do constrangimento aos Aos escândalos, por favor, fechem suas janelas e se controlem. Seus urrus e gemidos— eu amei urrus— seus urrus e gemidos são bons para você, só para nós vizinhos é extremamente incômodo.
Voz A:É tipo assim, eu entendo porque é extremamente incômodo, porque a gente sente inveja. Até você ser a pessoa, né, que está proporcionando alguém gemer desse jeito, ou você ser a pessoa que está apartamento desse jeito. Aí muda a configuração.
Voz B:Eu construiria pontes também.
Voz A:Eu também construiria pontes, acolho o casal, construiria a ponte para o casal ficar em paz. Faria um quartinho embaixo da ponte para eles poderem, sabe assim, é cheio de abafador de ruído, que é para eles mandarem ver.
Voz B:Gente, o sexo é uma coisa antiga, o sexo é uma coisa muito antiga da raça humana. Sim, apartamento não é, isso é recente. A raça humana, gemin, lamento.
Voz C:É isso, gente.
Voz B:E o apartamento tem que se preparar para isso, culpa da construtora.
Voz A:E que, né, tantas mulheres não conseguem gemer dessa forma sem ser fingindo, né, rapaz. E essa daí feliz, e vocês estão silenciando esta mulher feliz.
Voz B:Meu Deus, o Felipe disse um negócio aqui, ele disse: comigo a mulher tava gemendo e quando parou, um transeunte 2 da manhã que passava no térreo gritou: gozou? Incrível. Ah, do Felipe foi mais ápice do que Partilha de Kellen Kardashian. Ei, Glau e Leila, não dá muito pra perguntar se tão bem, porque né, cada dia é um dia na véspera do apocalipse. Mas vamo que vamo se arrebatar. Vem mais uma partilha da Evangê Popozuda criada por nós mesmos. Eu, Kellen Kardashian, tenho só um lamento pra compartilhar. Provavelmente vocês leram essa e minhas outras partilhas depois do fim da maior novelinha da década. "Então em tributo..." Três?
Voz A:Acho que era três graças, porque Kelly...
Voz B:Ah, é por causa da Kelly. É, três graças. "Então em tributo faremos a memória de Kelly e tantos outros personagens icônicos seguir viva." Eu ouvi um amém. Amigo, a Yá selecionou só nome de três graças.
Voz A:Claro! Incrível! É isso, é isso, assim, ó. Aguinaldo, você sempre vai ser famoso.
Voz B:Sempre, sempre. "Eu trabalho construindo tocas para coelhinhos coelhinhos sem toca. E a partilha de hoje vem desse ambiente de som de maquita, martelete, betoneira e gritaria de dominó.
Voz A:Ela é engenheira.
Voz B:Ela é engenheira. Esse ambiente tem muitas boas partilhas. Na época dessa partilha, eu tava na função de acompanhar a obra de várias toquinhas, em que inclusive alguns coelhos já moravam, mas tinha que reformar, fazer tipo um retrofit. A maioria dos coelhinhos era muito fofinhos e firmamos lindas amizades. Mas um deles era diferente. O coelho em questão, que morava numa toca a ser reformada, era o Clodovil. Clodovil era, como sabemos, parte da bandeira do arco-íris. Mas daquele tipo que chamamos de bicha má. Com o adicional de ser tão gay, mas tão gay, que odiava e tratava mal mulheres. Mas gay não odeia mulher, não. Gay misóginos existem. Mas gay tão gay que odeia mulheres? O Rafael tão gay que era enfermeiro?
Voz C:Irrespalhafatoso.
Voz B:Não, tem gay que odeia sim, mas aqui ela tá dizendo que ele era gay, mas tão gay que odeia mulheres. Aí você tá dizendo que todo gay odeia mulheres?
Voz A:É, às vezes você tá mirando no alvo errado.
Voz B:Era o cão machista, misógino e desrespeitoso, mas isso não vem ao caso pra essa partilha, é só meu rancor. Deu pra perceber?
Voz A:Deu pra perceber.
Voz B:Como aqui é um espaço seguro, vou abrir meu coração como se fosse um confessionário.
Voz A:Ih, cuidado.
Voz B:Vários dias pedia para Deus me perdoar pelo julgamento que eu pensava. Como podia um coelho gay, manco, negro? Não, gente, sai do fake, Mário Frias!
Voz A:Que isso, vai se foder!
Voz B:Minha filha, você tá ouvindo o podcast certo?
Voz A:Meu Deus, a gente não é esse espaço seguro não. Eu não sou espaço seguro para racista não, se manca, vai se lascar, vai se foder!
Voz B:Se eu pudesse, tocava fogo em você agora, por exemplo.
Voz A:Estou com o Clodovil, Espero que ele tenha torturado você.
Voz B:A Hannah, que partilha direto de 1976, pelo amor de Deus. Bom, com língua presa, que reunia em si todas as minorias do mundo. Gente, você é muito escrota! Qual o seu nome? Kelly Kardashian usou o nome da Kelly.
Voz A:A Kelly é nunca, a Kelly jamais faria isso, e ela era crente, viu?
Voz B:Ser tão detestável com todo mundo ao seu redor, agora com coração leve. Teu coração fica leve sendo racista? Ai, Minha filha, eu vou ler o Dark Horse. Vamos, vamos pro Dark Horse. Em repúdio ao vídeo racista e homofóbica, nós iremos puni-la e punir o coletivo com mais um trecho do filme de Mário Frias e produzido pelo produtor executivo Glauber Hacha, patrocinado por Daniel Forcaro, chamado Dark Horse. Claudemias e eu leremos. Claudemias, vamos escolher os personagens? Tá, aqui diz o contexto, tá, que a gente tá falando da página 70 e 72. O contexto: Luiz acabou de vazar a foto para o celular da Lara no meio do saguão do hospital. Acho que é foto do Bolsonaro internado. Benito aparece com uma surpresa que acha no jardim. Então você é Luiz? Luiz, eu sou a Lara e o Benito.
Voz A:Eu estive ao lado deles na campanha, eu sei. Eles são como os Corleone, aquele homem é a morte pro Brasil. Eu sei que você sente o mesmo.
Voz B:A Lara diz: E isso justifica matá-lo?
Voz A:Hahaha.
Voz B:Luiz zomba dela: Eu sou jornalista. Luiz zomba dela: Hahaha. Eu sou jornalista, só conto o que sei.
Voz A:Agora você tem um furo de reportagem.
Voz B:Que tal esse furo? Para quem você está trabalhando? Para o partido governante?
Voz A:Luiz dá um sorriso e vai embora.
Voz B:Lara corre até Benito e esfrega o celular na cara dele. Estou esfregando o celular. "Ó, nós temos o nosso exclusivo!" Ela começa a discar enlouquecida. "Vera?" Deve ser a Vera... Como é o nome da Vera? Vera Magalhães. "Vera, é a Lara!
Voz A:Me passa o Davi agora mesmo!" Aí tu é o Benito correndo atrás dela.
Voz B:"Espera, Lara, como você conseguiu isso?" Lara diz: "Não foi de você, com certeza.
Voz A:Você tá trabalhando com aquele personagem, o Tato, ou com aquele assessor do Bolsonaro? São eles que estão te arrumando jogando essas coisas?
Voz B:Eu não sei, não quero saber. Benito abre dramaticamente uma aba da sua mochila e revela uma pistola ninada lá dentro.
Voz A:O fato dele ter jogado isso ontem à noite, isso não te abala?
Voz B:Lara em choque de filme B.
Voz A:Que que você encontrou hoje naquelas moitas? Aproxima-se falando fofoca sobre a respiração. Então é assim, hoje naquelas moitas. Em que tipo de conspiração você me meteu, Lara?
Voz B:Cale a boca, você está exagerando.
Voz A:Eu não gosto dele mais do que você, mas— aponta para arma— nós deveríamos levar isso para polícia.
Voz B:Você está louco. No telefone: espera aí, espera aí, Davi, eu tenho uma coisa para você. Davi, segura aí. Para o Benito: o quê? Benito fica apenas encarando ela, puto da vida. Ai, que linda frase de roteiro, né? Ele pega a mochila, a câmera Lara coloca, cachalto, coloca a pistola com força em cima de uma mesa e vai embora do hospital. Lara olhando para os lados para garantir que ninguém está olhando, ela pega a pistola usando um lenço com a pontinha dos dedos, joga na lata de lixo e volta correndo para dentro.
Voz A:É isso, mais uma punição, mais uma punição aí, gente.
Voz B:Que quero deixar claro que eu não quero audiência racista. Sim, é lugar seguro, lugar seguro é cadeia, mais Pior que isso, por racista? Eu, hein? Vamos nessa.
Voz A:Vai ficar careca. A velha pequena tem que fazer isso aí. Tu vai andar careca na BR, desgraçada. Partilha de Siri, da Apple.
Voz B:Olha que honra!
Voz A:Né? Seja bem-vinda. Oi, Leila. Oi, Glau. Tudo bem? Ah, é o 29.
Voz B:Amigo, você tinha que ler com a voz robótica da Siri. Oi, Leila. Oi, Glau. Tudo bem?
Voz A:Ai, meu Deus. Oi, Leila. Oi, Glau. Tudo bem? Espero... Espero que assim como eu vocês estejam finalmente podendo falar coisas como: "nem me interesso por política" ou "política, futebol e religião não se discutem".
Voz B:Ô amor, viemos do futuro ler um filme inteiro do Bolsonaro pra você.
Voz A:Contra essas coisas não há lei. Você mora no Brasil. Aproveitando que temos uma pessoa de verdade cuidando de tudo por nós e não um jumento num paletó de brechó. Um dark horse num paletó de brechó, por favor. Vai na Fé. Dito isso, gostaria de compartilhar minha partilha Brasil Profundo, que é a história que minha concunhada está vivendo nesse momento. Logo, talvez tenhamos atualizações em breve. Em homenagem ao meu querido Glau, substituí os nomes dos envolvidos pelos de personagens da novela Vai na Fé. Assim podem me chamar de Neide, a vizinha fofoqueira. Depois de anos de ralação, meu cunhado Rui Lorenzo passou num concurso público, orgulhando a família. A vaga, entretanto, era para um outro estado, então ele teve que se encontrou na nova cidade um apartamento do tipo cohab, daqueles com pilotis que os moradores aproveitam e usam o térreo de garagem. A proprietária do apartamento, Lumiar, tem outro apartamento no mesmo prédio, só que fica imediatamente acima do alugado por Rui e sua esposa Sol. Ato 1: A garagem. Já na visita para conhecer o apartamento, Sol notou que o que seria sua vaga de garagem estava ocupada por metade do carro de um dos vizinhos, que estacionava ocupando duas vagas. Barraqueira como ela é, pediu a Lumiar que conversasse com o vizinho já naquele momento para que ela não se mudasse já com aborrecimentos. Concluída a mudança, Rui e Sol acharam que iriam descansar após tantas caixas carregadas, mas foram surpreendidos com a visita do vizinho Téo, que foi até o apartamento de Rui e Sol fazer um escândalo dizendo que no apartamento que eles estavam morando tem um vazamento e que a merda estava pingando em cima da vaga dele. Literalmente a merda?
Voz B:É mais uma história de merda vazando.
Voz A:Para não sujar seu carro, estacionava o carro atravessado, ocupando parte da vaga que deveria ser de Sol. Theo disse aos berros que agora que o apartamento estava alugado e Rui e Sol precisavam da vaga, Lumiar teria que resolver o vazamento de uma vez por todas. Até Sol, que é uma barraqueira conhecida e reconhecida, ficou muda diante da cena do rapaz. Quando questionada, Lumiar disse que não sabia do que se tratava porque sequer conhecia esse Téo, ainda que claramente tenha entrado em contato com ele para pedir que liberasse a vaga ou ele não teria ido tirar satisfação. De qualquer forma, Téo concordou em retirar o carro e Lumiar em fazer a obra. Quando chegou o pedreiro para resolver a contenda e conter a bosta que vazava sobre o carro de Téo, Sol foi até a casa de Téo para chamá-lo, no que foi atendida pela esposa de Téo, a Clara. Clara então informou que Téo estava doente e que ele resolveria a questão descendo com Lumiar para tirar o carro da vaga. Chegando lá, Clara partilhou com Sol que o apartamento que ela e Rui Lorenzo alugaram sequer tinha vaga de garagem, já que Lumiar construiu um ponto comercial no lugar que deveria ser a vaga. No local funcionava uma barbearia administrada por Hugo, a quem chamaremos de MC Cabelinho porque é mais sonoro e tem tudo a ver. A vaga que eles estavam reclamando pertencia originalmente ao apartamento acima deles, que também pertence a Lumiar, e estava desocupado. Ato episódio 2. O problema da água. Eu só quero dizer que eu li e eu não entendi para quem a vaga pertence, o que é que o MC Cabelinho tá tomando vaga de alguém, mas vamos seguindo, tem merda caindo no carro. O problema da água. Enquanto o pedreiro resolvia a questão do vazamento de bosta, Clara, muito revoltada, seguiu desabafando tudo que podia sobre Lumiar. Partilhou com Sol que além do problema da vaga, aquele lado do prédio não tinha ligação de água. Sol estranhou porque A água chega nas torneiras normalmente e Lumiar não mencionou nada sobre isso quando assinaram o contrato de aluguel. Peraí, não tinha nada disso no contrato ou ela não leu o contrato, né? Porque tem isso também. Clara então contou que Lumiar era responsável por recolher o pagamento da água, que não era individualizada ainda porque a própria Lumiar, proprietária de duas unidades, não queria arcar com a sua parte na cota das obras necessárias. Certa vez Lumiar esqueceu de fazer o pagamento o vazamento, razão pela qual a água foi cortada, e na tentativa de resolver o perrengue, foi informada pela companhia que a situação no prédio era irregular e que não seria possível restabelecer o fornecimento de água, mesmo pagando os atrasados, sem que houvesse uma adequação para os padrões atuais. Lumiar, como um exemplar ético e fluido, concluiu que a melhor opção era a de fazer uma ligação clandestina, e assim foi feito. Mais uma gato. Tudo isso ocorreu antes da mudança de Sol e Rui para esse pardeiro. Neste ponto da história vale ressaltar que o prédio é dividido de forma esquisita, fazendo com que 3 apartamentos, um acima do outro, dividam a mesma estrutura de abastecimento de água, sendo Lumiar a proprietária de 2 deles. Cabe a Theo e Clara pagar toda a reforma sozinhos ou aceitar os desmandos de Lumiar. Eles optaram pela opção número 2, porque dinheiro não dá em árvore e também toda essa história 100% Zé Polvinho se deu ainda nos tempos de Paulo Guedes.
Voz B:100% Zé Polvinho?
Voz A:Eu não tô entendendo também.
Voz B:Meu Deus!
Voz A:Não, mas se bem que envolve gato, né? Ato 3: a barbearia. Já acostumados com a vida de ladrões de água e conformados de gente— vocês estão muito, muito graves chamar de ladrão uma pessoa que fez um gato. Vamos com calma.
Voz B:Ó, amigo, tá tendo críticas no chat. Até o momento, a divisão dos atos está bem paia.
Voz A:Sim.
Voz B:Aí o Valcir: Leila pediu partilha de vizinho. Aí, ok. Aqui vão partilhas desinteressantes. Sim, sim. E olha que vizinho rende, hein.
Voz A:Já acostumados com a vida de ladrões de água e conformados de viverem na propriedade de uma genuína ética fluid, Sol e Ben tentavam economizar o máximo que podiam até que Ben recebesse seu primeiro salário e eles saíssem do perrengue. Não instalaram ar-condicionado e sequer ligaram ao gelo. Cabendo a Sol a missão ingrata de encher as garrafas de água para colocar na geladeira, mas eles não contavam depararam com o fato do espectro por onde flui a ética de Lumiar ser amplo demais. Chegada a primeira conta de energia, se depararam com a bagatela de R$470. Sem entender nada, ficaram tentando achar uma explicação para a questão, até que Sol, muito esperta, resolveu checar de onde saía a energia que abastece a barbearia do MC Cabelinho, que funciona onde deveria ser a sua garagem. O estabelecimento é uma barbearia dessas voltadas para o público macho hipster, cuja personalidade está ancorada em ter barba e beber cerveja artesanal. O bigode é com aquelas pontas para cima. Sim. Nem sinal do relógio de energia de barbearia. Sol passou então a checar o relógio de energia do seu apartamento e verificar a diferença no consumo quando a barbearia estava aberta e quando estava fechada.
Voz B:Ô, Valci, e o ato de entreter?
Voz A:Começa quando? Concluiu que o consumo mais que explicava e ao ir até o local conferir, viu que a barbearia estava equipada de geladeira, ar condicionado no talo, cervejaria, gelágua, dezenas de pontos de luz e tudo mais que a eletricidade pode proporcionar de melhor aos clientes do MC Cabelinho. Indignada, Sol exigiu que Rui, muito pacífico, entrasse em contato com Lumiar e partisse para o confronto. Não que ela não pudesse fazer isso pessoalmente, mas caso coubesse a ela, talvez isso tudo acabasse numa ocorrência policial, o que seria um excelente ato 4, já que os outros 3 não foram tão excelentes assim. Lumiar, muito calma e dissimulada em níveis teatrais, disse para eles que ficassem muito tranquilos, que não precisava dessa bobagem de ficar conferindo medição de consumo de energia, já que eles apenas dividiriam a conta meio a meio com MC Cabelinho. Gostei que ela mandou um "pensa nisso não" sobre a conta de energia. Disse que a barbearia do MC Cabelinho funcionava apenas meio expediente e que o consumo não precisa ser assim tão alto? Sol respondeu com prints do horário de funcionamento da barbearia que constavam nas próprias redes sociais do estabelecimento, das 10 horas às 7 horas da noite. Sol mandou Rui dizer que chamaria um eletricista para cortar a energia de MC Cabelinho caso Lumiar não resolvesse isso até o final de semana. Encurralado e prestes a ver explodir uma bomba atômica de barraco, Lumiar pela primeira vez recuou e disse que Sol e Rui poderiam pagar apenas o valor da sua última conta de energia a conta do local onde moravam antes de mudarem para lá, que eles fizeram questão de esfregar na cara dela. MC Cabelinho pagaria 50% e Lumiar arcaria com o que faltava para quitar a conta. Após isso, se comprometeu a resolver a questão desfazendo a ligação com Destina, e assim foi feito. Ato 4: A Espera de um Barraco. Gente, eu não acredito que esta vez não vai ter nada, a partilha vai acabar.
Voz B:E meu Deus, vamos lá, Jessica ouvinte Gente, atenção, aguentem firme porque eu vou soltar.
Voz A:Vai ter que ter a partilha da...
Voz B:A partilha proibidona. A partilha proibidona entrará, Jéssica, na sequência disso aqui. Porque eu não vou deixar o meu público sem entretenimento.
Voz A:Desacreditada da capacidade da Lumiar de pender ao menos uma vez para o lado correto do espectro da ética, Lumiar continuou conferindo o consumo de energia dia após dia até se convencer que a barbearia de MC Cabelinho não operava mais quais as custas de sua saúde mental e financeira. No entanto, não houve visita à companhia de energia e nem instalação de novo medidor de energia no ponto comercial, razão pela qual Sol desconfiou que uma outra ligação clandestina foi feita, mas dessa vez no apartamento de propriedade de Lumiar, localizado acima do apartamento de Sol e que se encontrava desocupado. Isto mesmo, se encontrava, porque o imóvel foi alugado e a nova moradora já está no local. Sol pensou em avisá-la do cortiço em que estava se metendo, mas suas primeiras interações com a novata foram péssimas e Sol achou que ela tinha mais era que se virar sozinha. Agora Sol se dedica a ir ocasionalmente na caixa de correio do prédio, ainda que não tenha uma correspondência sequer para receber, apenas para checar se já chegou a conta de energia da novata e saber se ela realmente é a nova vítima do golpe. Isso eu achei legal. E é nesse pé que está a história. Espero que tenham gostado Eu espero que a novata tenha sangue nos olhos suficiente para fazer um barraco digno de um update dessa partilha. Um abraço e até a próxima.
Voz B:Espero que tenham gostado. Aí o povo: gostamos não.
Voz A:A resposta é até a próxima. Vai, toca o play.
Voz B:Até a próxima, querida. Bom, eu construiria pontes, eu derrubaria pontes, muros. Não foi legal, não gostei, odio.
Voz A:Eu construiria pontes, construiria a que nos levasse até 2 episódios atrás, quando você contou a Partilha Proibidona e não foi ao ar. Essa é a única ponte que eu construiria.
Voz B:Ok, então graças a você, Siri da Apple, este episódio, graças a você, finalmente vai soltar a Partilha Proibidona. Jéssica, é com você. Graças a Deus, aleluia! Gente, o seguinte é esse: essa fofoca não é de agora. Fofoca não, partilha!
Voz A:Partilha!
Voz B:Porque, gente, eu pequei. Essa partilha não é do nosso mundo, ela é do mundo que queremos chegar, que é o céu.
Voz A:Ai, que maravilha!
Voz B:Ela veio diretamente lá do alto, ela veio para mim. Eu quero agradecer o Anjo Querubim que me contou. O Anjo Querubim está envolvido, tá? E o Anjo Querubim me contou de fonte melhor não poderia haver, tá? É o seguinte, partilha sobre uma princesa. Eu vou me inspirar na novela das 6, que eu sei que você só tem elogios para novela.
Voz A:Sim, a Nobreza do Amor.
Voz B:Nobreza do Amor, um grande beijo todos da Rede Mundo, tá, gente? Essa fofoca sobre uma princesa, a princesa Alika, tá bom? Tá, todos os pagãos. Qual é a importância de se tornar um ouvinte pagão? Saber do que eu estou falando, os bastidores do que estou falando. Os pagãos sabem quem é a Princesa Lika. Pagãos, quem é a Princesa Lika?
Voz A:Lembrando que não é para vocês abrirem o microfone e falar, é no chat.
Voz B:Exatamente, obrigada. Exatamente, a Princesa Lika, amigo, foi uma princesa muito atuante no reino de Batanga, muito atuante. Um belo dia, porém, deu em Todos os pombos-correio que a princesa Lika havia aparecido com o rosto roxo, esculhambado, rasgado, todo cagado. Grave, muito grave, machucados em sua face jovem e bela. Muitos súditos queriam tirar satisfação, afinal a princesa era muito popular no reino de Batanga, tá? Quem teria feito mal a tal princesa? Ela dizia não se lembrar de nada. Alegou que, ah, pode ter sido uma maçã envenenada que eu comi. E aí eu comi, caí do meu trono, me departi. E aí fiquei assim. Mas os peritos de... Eu ia falar de internet, não tem nada de internet, amigo. Você era daquela época antiga. Nossa, viajei.
Voz A:Não, é, você recebeu de um anjo, né?
Voz B:Os peritos do Senhor falavam: "Impossível, porque eu tomo maçã controlada." E eu, quando eu tomo, às vezes eu me taco no chão. Não é assim que eu fico? Impossível! Enfim, amigo, ficou babada a situação no meio ali do reino de Batanga. Muitos desconfiavam, sabe de quem? De Tonho, seu marido. Porque na novela, gente, para quem não assiste, a Princesa Lica, ela tem o Tonho, tá?
Voz A:Sim.
Voz B:Muitos desconfiavam do seu marido Tonho. Será, amigo, que ele teria feito este mal? Será que ela sofrera violência doméstica? Mística. A cavalaria, à época, até tentou verificar imagens internas do palácio captadas pelos corvos que ficavam ali posicionados à espreita. Mas simplesmente, Glaudemias, não havia nenhum registro dos corvos. Tu acredita?
Voz A:A Princesa Alika tava falando a verdade então, a primeiro momento.
Voz B:Como assim? Que não foi o Tonho?
Voz A:Que não foi o Tonho, né?
Voz B:Não sabemos Até então, nessa linha que eu estou contando da partilha. Porque os corvos foram desligados. Quer dizer, voaram.
Voz A:Sim.
Voz B:Tá? Isso intrigou muitos súditos, né? Quem teria feito isso? Inclusive, de shish e shotar os corvos. Quem teria feito isso? O moído, então, pairou no ar, amigo. E como um peido que paira no ar, ele se dissipa até que a opinião pública pare de se incomodar. Sim, não é?
Voz A:Sim.
Voz B:E assim as coisas aconteceram, já que a própria princesa passou pano para o Tonho, seu marido, negou que ela tinha batido nela, até que chegou— até me arrumei aqui na cadeira— até que chegou via carrinho de golfe da Rede Mundo essa partilha para mim, os bastidores deste conto, um conto muito antigo, tá? E até então inconclusivo. Para quem? Para toda batanga. Nem os frades agostinianos com suas prensas registraram. A eles não chegou, as prensas não chegou o esclarecer dessa história, tá bom? Acontece, amigos, que diferente do que todos achavam naquele reino, não foi mesmo Tonho, não foi o marido de princesa Lika que agrediu, não foi maçã envenenada, amigo, também não foi, não sei, um encanto de uma grande, não foi. Ela também não caiu do cavalo, como muitas princesas já caíram. A verdadeira versão, irmãos, que nem as prensas dos frades agostinianos conseguiram registrar, que só você saberá só por este podcast—
Voz A:Eita glória!
Voz B:É o seguinte: não foi violência doméstica. Eu tô segurando a audiência igual os cara da Rede Record, percebam, né? Não foi violência doméstica, não foi tonho, maçã, não foi maçã, não foi cavalo. Princesa Alika foi moída na porrada. Por outra mulher. Meu Deus, eu tô passada, chocada. Uma pessoa que disse sabia, e eu sei que essa pessoa que disse sabia sabe exatamente a razão. Eu tô lendo o chat aqui, amigo. Gente, eu nunca vi a nossa sala tão lotada. Conseguimos! Quero mandar um beijo para os pagãos, sempre nos apoiando. E inclusive lotaram a estrutura do Google Meet, não temos mais vagas, tivemos que abrir outro link.
Voz A:Quase que eu não entro na gravação.
Voz B:É, o Glaudemir ficou com as passivas na chuva.
Voz A:Quase que eu não consigo entrar, não ia ter podcast, não ia ter.
Voz B:Atenção, acalmou aí o chat, eu vou contar o que aconteceu. Quem bateu foi uma mulher e isso se deu por causa de, de quê, chat?
Voz A:Homem?
Voz B:Mulher.
Voz A:O quê?
Voz B:Não acredito. Dore me, e pe, noa da pare, dore me. Peraí, mulher, em que sentido? Ah, desculpa, é que eu tenho que cantar inteira.
Voz A:É, amigo, Princesa Annika. Olha, gosto também.
Voz B:Diz o Anjo Querubim, que eu também tô aqui, eu não vou garantir nada, que também é um negócio que nem nos diz respeito, porque isso aí é de outra época do plano de Cristo, plano superior, que não nos convém.
Voz A:Gente, o fandom da Princesa Annika pode, nunca vai, né, porque afinal esse aqui morre nessa ágora. Mas o fandom da Princesa Lika podia quadruplicar facilmente com essa informação.
Voz B:Que vai melhorar, tá bom?
Voz A:Eu prometo.
Voz B:Vocês estão só na parte 1, eu tô tão feliz de ver. Amigo, tava só aquele meme do menino querendo tossir e segurando assim, ó. Vamos lá, a Azão foi uma mulher É, então vamos aos fatos. Embora ela fosse princesa, naquele reino havia uma nobre posição ainda mais alta: a rainha Nyara, que assumira o reino quando o rei Caimã II não pôde mais assumir.
Voz A:A rainha Nyara tá sendo falada no chat.
Voz B:Vamos ver se alguém acerta quem é a rainha Nyara, que assumiu quando o rei não poderia assumir. Não, até agora não, não é essa. Não é essa também, não é essa. Sim, Kalel! Sim, Kalel! Sim, Kalel!
Voz A:Ai meu Deus, espera, cadê, cadê? Calma, parem de escrever. Meu Deus!
Voz B:Lindo, não é lindo?
Voz A:É lindo, lindo, lindo, lindo.
Voz B:Bom, vamos lá, vou continuar, hein. Bianca quer saber quem é.
Voz A:Bianca, olha, Bianca, é só olhar agora.
Voz B:Exatamente, Dani falou aqui. Exatamente, Dani. Exatamente, Jana. Exatamente, Ana. É isso, vamos para a próxima. Vamos para a próxima, calma, gente, que vem mais, vai melhorando, vai melhorar. Isso aqui é a informação de número 2. Seguimos, gente, seguimos. Rainha Niara. Que assumiu o reino quando o rei Caimã II não pôde assumir, né? Tinha uma dama de companhia por quem ela se apaixonou. Não mandamos no coração, sim, não mandamos no amor, correto?
Voz A:É terra que ninguém se manda.
Voz B:Não, é exato. Não só se apaixonou, gente, como viveu um romance secreto e fixo com ela. Vamos chamá-la de Marlene Matos.
Voz A:Aí foda-se, batanga também, desculpa.
Voz B:Amigo da Rede Mundo, é que eu não assisto tanto essa novela, eu só guardo uns personagens. Tá ótimo, então tá. Rainha Niara estava namorando secretamente Marlene Matos, ok. Só que a Marlene Matos, a dama de companhia, ela dormia em aposentos muito próximos os da Princesa Alika, de modo que a Princesa Alika e a Marlene Matos às vezes se trombavam no elevador, na escada. E quando isso aconteceu, ninguém me contou, do alto de minha humanidade eu recebeu, né? Não, eu acredito, amigo, estou criando. Eu acho que morar no mesmo prédio, no mesmo palácio, essas coisas acontecem. Acontece que Princesa Lika deu umas investidas ali no ambiente habitacional na moça, correto?
Voz A:Correto.
Voz B:Então perguntando aqui quem é a pessoa, a pessoa não é uma pessoa pública de novela Rede Globo, então eu vou guardar para mim, tá bom?
Voz A:É a Marlene Marques.
Voz B:É a Marlene Marlene Matos. É isso, pagãos novos, vocês têm que entender que não importa o nome do santo, o importante é a partilha, é edificação, tá bom? É a obra, Vinícius. Muito bem. Então é isso, amigo. Princesa Lika deu em cima de Marlene Matos, que era comprometida com ninguém menos do que a rainha. Isso é tão Game of Thrones, é muito Game of Thrones. Isso é que era comprometida, era propriedade da rainha Nyara, ok? E seguimos. Neste dia, Princesa Lica, que sim, era casada com um homem, porém uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Voz A:Nada, nada.
Voz B:Teria cortejado a dama de companhia Marlene Matos, numa situação que não sabemos, né, porque o carrinho de golfe da Rede Mundo tava muito ocupado com leva e traz na emissora.
Voz A:Princesa Lica tinha fome e ela foi se alimentar.
Voz B:Foi se alimentar, exatamente. E eu agradeço o carrinho de golfe mesmo assim de não ter trazido o detalhe de como isso sucedeu, mas o carrinho contou. O fato, gente, é que Rainha Niara soube das investidas. O carrinho de golfe me disse assim: eu não sei como ela soube das investidas. Eu acho que é só uma coisa muito íntima, que foi alguma briga de casal da Marlene Matos com a rainha. E a Marlene disse assim: se você não quer, tem quem queira. Eu mesma já fiz isso. Você não quer, tem quem queira. Porque a princesa ali quer, sabe assim?
Voz A:Ai, Marlene foi muito juvenil, né?
Voz B:Acho que foi isso, tá bom? E aí o que acontece? Ela foi, a rainha, até a casa de Alika, pois como autoridades se visitam em reinos, é muito normal para a portaria real deixar entrar, não é, gente? Kalel morou muito tempo em Batanga, sabe como é? Muita gente ali muito nobre, muito importante, visitam uns aos outros. Existem palácios dedicados aí Isso, a nobreza, né? Exatamente, Jonathan. Como que impede a rainha?
Voz A:Não pode.
Voz B:A rainha entrou, amigo, a rainha entrou e moeu a princesa na porrada. Rainha Nyara é muito musculosa, tá? Ela é crossfiteira, ela é marombeira, é uma puta de uma gostosa marombeira e tal. Meu amigo, rainha Nyara moeu na porrada até a princesa ficar desmaiada. Palavras do carrinho de golfe, palavras do carrinho de golfe. Ficou desmaiada, apagou, apagou ali. E agora a parte muito boa, muito divertida, muito divertida, gente. Ai, viu que ela ficou desmaiada, ensanguentada, e entrou em pânico e ligou. Pensou que havia matado princesa Alika. Aí ela ligou para uma pessoa, gente, ela ligou ligou para uma pessoa. Ligou não, que ligou, menino, isso é antigo, isso é de época. Ela mandou um pombo com papiro para ele, que é uma pessoa, uma autoridade maligna. Será que o chat adivinha quem é a autoridade maligna? Maligna que manda em tudo em Batanga, o sacerdote. Quem é que é esse maligno que manda em tudo, que mandava manda, sei lá. Não, até agora não, até agora não. Erraram, erraram, só erros. Quem é maligno? Mariana acertou!
Voz A:Cadê, cadê, cadê?
Voz B:Mariana, você acertou! Exato, Laís, ela ligou para o Jandal. Exatamente, para o sacerdote Jandal. Sim, nossa, tava interpretado brilhantemente por Lázaro Ramos. Exatamente, Camila. Sim, sim, ela ligou para o sacerdote Jandal e disse a seguinte frase: Gendal, eu acho que eu matei a Alika.
Voz A:Nossa, Gendal era um homem de cabeça, devia doer tanto todo dia, né? É um homem que tinha que lidar com muitas coisas.
Voz B:Ai, que alegria! Deus, eu tenho— eu amei aqui, a Mariana mandou um Deus é plus. Exato, Deus é plus. Ela ligou e disse: Gendal, eu acho que eu matei a Alika. Mas logo eles descobriram que ela estava respirando, ela não estava morta. Morta, que não havia o matado, que ela estava viva.
Voz A:Ela olhou para o nariz dela, fez uma bolinha de sangue assim, ó. Ela viu que ainda respirava. Ela viu uma bolinha de sangue, ela falou: "Ai não, ela tá viva ainda, não tentem me derrubar." Sim, a princesa está desmaiada.
Voz B:Aí o que aconteceu? Juntos eles deram fim nos corvos que iriam registrar sua chegada, né. Isso é muito Game of Thrones, é muito comum em Game of Thrones você dar fim corvos. É muito comum em filmes de época, contos de fada, isso. Então eles fizeram. Por que vocês acham? Vocês lembram, gente? Lembram? Não, porque isso aí, como vocês lembram? É um conto de fada. Mas enfim, na época todo mundo ficou: gente, que coisa simples de resolver, é só puxar os corvos.
Voz A:Sim, enfim.
Voz B:Então foi o Gendal, o Gendal e ela, amigo. Ela é a rainha de Batanga, ela manda na cavalaria.
Voz A:Ela manda, é verdade, verdade, ela manda na cavalaria, mandava, não manda mais.
Voz B:Enfim, e assim ela mandou a cavalaria não dar importância também. Ah, isso aí é besteira. E assim o caso, amigo, sumiu, tá? Rainha é casada também, Júlia? Ah, é? É claro que sim, toda rainha tem um rei, óbvio que sim, sim, sim, com certeza. Gente, agora um plus da história que já se encaminha para o final. Ela fez isso, sumiu com os corvos, a cavalaria também sumiu com o assunto, não importância. Em nome da reputação, Princesa Alica também ficou, ó, shh, também. Porque é bom para todos. E o plus a mais é que, após tornar-se público os danos faciais do rosto da Princesa Alica, todos os súditos de Batanga esperavam que a Rainha de Batanga se pronunciasse. Afinal, é uma autoridade nobre. E a rainha assim fez. Ela soltou uma linda nota de solidariedade em papiros que ela espalhou por todo o declarando que repudia toda e qualquer violência contra a mulher, veementemente. Lindo isso. Que não se pode fazer isso porque isso é violência régia, violência real, que não pode. Com certeza é crime, sabia não? Como pode uma mulher e nobre passar por esse tipo de coisa? Que iria apurar e que o reino vai e que tudo ficará bem.
Voz A:Fim. Que lindo! Eu sei que eu uso muito a frase "que lindo isso" para muita coisa, mas de fato Isso aqui é muito lindo.
Voz B:Isso é muito lindo, isso é lindo demais.
Voz A:É muito bonito. Se a minha voz tá um pouco embargada, acho que eu tô meio que emocionado.
Voz B:Eu— você que não é pagão, que pena, pena de você. Eu tenho pena de quem não nos paga mensalmente para manter a edificação em Cristo no ar.
Voz A:Gente, é uma forma de salvar os domingos de vocês. É apoiar esse podcast aqui.
Voz B:Sim, quero agradecer aos pagãos que nos provém esse espaço, tá bom? E é isso, a gente nem tem que edificar com Partilha dos Roxos, mas eu queria dizer que A rainha, para mim, me ensina muito sobre liberdade, liberdade sexual, liberdade da mulher. Sim, porque não é porque a mulher tem um companheiro que ela não pode ter uma companheira também.
Voz A:E eu acho que é muito fácil julgar a atitude da rainha, né? Ai, que hipócrita, ela que causou não sei o quê. Gente, o arrependimento e o apoio tem um tempo deles, às vezes é rápido, né? A gente não pode julgar. Eu acho que tem uma lição aí, sabe? Ela queria provar que ela era contra a violência, ela precisou violentar alguém o mais rápido possível para poder comprovar que de fato ela era contra a violência. Por que que tu tá rindo, Leila? Eu não tô entendendo.
Voz B:Eu tô rindo porque tem um— quero deixar claro, eu falei isso no começo do programa, mas eu vou falar aqui. Temos Cristiano, um apoiador pagão, que está na UTI assistindo essa gravação. Tamanho fofoqueiro que ele é, ele estava tava do hospital todo de pijama, pelado, com um monte de fio nos peitos, na mão, na cabeça, que disse: "Ri que minhas veias desentupiram, estou pronto para ir para casa." A cura! Então trouxemos aqui a cura de Cristo.
Voz A:É isso.
Voz B:Quem como Deus, né? Como diz a Kelly Patry, irmã Kelly Patry, quem como Deus?
Voz A:Ninguém como Deus.
Voz B:É isso. Deus vult. O que que é Deus vult? Eu nem sei o que que é, mas enfim, Deus vult para vocês também. Achevult. Achevult. Gostaram? Gostaram? Associaram? Assimilaram?
Voz A:Esperamos que sim.
Voz B:Esperamos que sim.
Voz A:Nossa, e foi um episódio que tem muito a ver, né?
Voz B:Tem muito a ver, porque é sobre uma questão de uma vizinha com a outra vizinha. Tem muito a ver.
Voz A:Tem muito a ver.
Voz B:Associaram? Pois é, estamos falando dela, da novela das 6. É isso, Claudemias, vamos nos despedir porque a gente tem tenho mais o que fazer. Você é uma sobrinha com cólicas para cuidar.
Voz A:É, tem que fazer neném.
Voz B:Eu tenho um roteiro para fazer. Um grande beijo, nos vemos no próximo programa. Siga a gente, ative o sininho, espalha este podcast, tá?
Voz A:Sim, espalha, espalha como se fosse doença.
Voz B:Exatamente. Obrigada, pagãos, por ficarem com a gente até umas horas deste sábado à noite. Um grande beijo, até mais, tchau tchau!
Voz A:Tchau, pessoal!
Voz B:É você mesmo, fofoqueira? Não se vença, não! Mirella, corre aqui! Fofoqueira do inferno!